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Oposição planeja oficializar ‘plano B’ para Congresso investigar fraudes no INSS

A oposição do governo ao Congresso mantém a intenção de investigar as fraudes ligadas ao INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). Por isso, prevê formalizar o pedido de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) nesta terça-feira (6). O grupo reúne deputados e senadores e será apresentado a menos de uma semana de outro pedido de CPI. Na última quarta-feira (30), deputados protocolaram uma solicitação para investigar a desvios do INSS. Conforme mostrou o R7, a nova proposta vem como “plano B” para garantir a investigação. O pedido de CPI já apresentado depende do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) — que indicou precisar avaliar todas as outras 12 solicitações do tipo entre parlamentares. A CPI mista que será formalizada, por sua vez, será indicada assim que houver uma sessão do Congresso Nacional. Ao alcançar o mínimo de assinaturas entre deputados (171) e senadores (27), o grupo é instalado automaticamente. A nova solicitação ultrapassou o mínimo para ser apresentada. Até essa segunda-feira (5), a proposta contava com apoio de 211 parlamentares do Congresso, sendo 29 senadores e 182 deputados, conforme indicam representantes do pedido. A proposta é de que a comissão seja formada por 15 deputados e 15 senadores, com o mesmo número de suplentes, e que as investigações sejam feitas por 180 dias. O funcionamento de CPI ou CPMI têm a intenção de permitir que o Legislativo conduza uma investigação sobre determinado assunto. As etapas passam por depoimentos, audiências, convocações de autoridades, diligências e análise de informações. Ao se chegar a um relatório final, o documento é enviado a instâncias jurídicas, como o Ministério Público. Fraudes no INSS Uma investigação da PF (Polícia Federal) aponta irregularidades entre 2019 e 2024, que somam R$ 6,3 bilhões. Os desvios tiveram aumento expressivo a partir de 2023. A suspeita é de que as ações tenham sido feitas a partir de contratações fraudulentas com entidades, que descontavam valores na folha de pagamentos de aposentados e pensionistas de forma irregular. Outras CPIs na Câmara Com o pedido do INSS, sobe para 13 o número de CPIs que foram protocoladas após atingir o mínimo de assinaturas, mas não tiveram desfecho. A lista passa por pedidos de investigação apresentados de 2023 a 2025. Entre os temas estão o combate ao crime organizado, abuso de autoridade e apuração de passagens aéreas. Veja a lista: CPI das Criptomoedas (2023) – investigar indícios de operações fraudulentas sofisticadas na gestão de empresas; CPI fornecimento de energia (2023) – investigar a renovação do contrato de fornecimento de energia das empresas Âmbar Energia e a Karpowership no Brasil; CPI distribuição de energia (2023) – propõe investigar a violação de preceitos legais por Concessionárias de Distribuição de Energia Elétrica; CPI Passagens Aéreas (2023) – tem por finalidade investigar os casos de cancelamento unilateral, falta de repasse e outras irregularidades das empresas de vendas de passagens promocionais, hospedagens e serviços similares; CPI Crime Organizado (2023) – tem por finalidade investigar o crime organizado e sua relação com o crescimento do número de homicídios e atos de violência em todo o Brasil. CPI Abuso de Autoridade (2023) – pedido para investigar a violação de direitos e garantias fundamentais e abuso de autoridade de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e TSE (Tribunal Superior Eleitoral); CPI do Crack (2023) – para investigar o aumento de uso da substância no país; CPI do Abuso Sexual (2024) – pedido para investigar denúncias de exploração sexual infantil na Ilha do Marajó, estado do Pará; CPI Plano de Saúde (2024) – para investigar mudanças no atendimento de operadoras de saúde; CPI Crime Digital – para investigar ações criminosas contra crianças e adolescentes em redes sociais e plataformas digitais; CPI demarcação de terras (2024) – investigar demarcação, uso e administração de terras indígenas; CPI Violência Contra Mulher (2025) – investigar denúncias de estupro e possíveis causas para a associação desse crime com os tipos de violência contra mulher.   Fonte: R7 Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Governo apresentará proposta para ressarcir vítimas de fraude do INSS nesta semana

A proposta para ressarcir as vítimas de fraudes do INSS (Instituto Nacional do Seguro social) deve ser apresentada nesta semana. Investigação da Polícia Federal aponta esquema de descontos de mensalidades associativas não autorizadas que teria desviado cerca de R$ 6,3 bilhões, entre 2019 e 2024. Mais de 4 milhões de aposentados e pensionistas podem ter sido vítimas. Segundo a AGU (Advocacia-Geral da União), o Plano de Ressarcimento Excepcional para os segurados que tiveram descontos não autorizados será submetido no início desta semana à Casa Civil da Presidência da República. Em seguida, apresentado ao Conselho Nacional de Justiça, ao Ministério Público Federal e à Defensoria Pública da União. A medida foi definida em reunião, na última sexta-feira (2), do grupo especial de combate às fraudes do INSS. O encontro foi conduzido pelo ministro Jorge Messias, da AGU, e contou com a presença do novo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, e do presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção. O governo já definiu que o desconto feito em abril será devolvido em maio. Agora a expectativa é de como será feita a devolução do valor total do desvio. Desconto indevido Os aposentados e pensionista podem conferir se foram vítimas de fraude por meio do extrato de pagamento do INSS. Basta acessar, com login e senha, o Meu INSS (site ou aplicativo), clicar em “Consultar Benefício” e, em seguida, em “Extrato de Pagamento”. Depois, escolher o mês que aparece (por padrão, aparecem somente as duas últimas competências, mas é possível visualizar as anteriores também). Na tabela, irá constar o possível valor do desconto, se houver. Operação Os descontos de mensalidades de sindicatos e associações em aposentadorias e pensões foram suspensos pelo governo federal, após a PF (Polícia Federal) e a GCU (Controladoria-Geral da União) deflagrarem a “Operação Sem Desconto”, em 23 de abril. Um suposto “esquema nacional de descontos de mensalidades associativas não autorizadas” teria descontado cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. A fraude provocou a queda de Carlos Lupi, que pediu demissão do Ministério da Previdência Social no último dia 2 de maio, quando assumiu o cargo o novo ministro, Wolney Queiroz, que era o secretário-executivo da pasta. O então presidente do INSS Alessandro Stefanutto também deixou o cargo, após repercussão do caso. Novo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, foi nomeado em 30 de abril, pelo presidente Lula. Investigação Onze entidades são investigadas com indícios de pagamento de propina a agentes públicos ou de serem de fachada. O novo presidente do INSS anunciou a abertura de procedimento administrativo para responsabilizar as entidades investigadas, e a Procuradoria-Geral Federal determinou abertura de procedimentos para apurar improbidade administrativa. Como identificar o desconto irregular Acessar, com login e senha, o Meu INSS (site ou aplicativo) Clicar em “Consultar Benefício” Em seguida, em “Extrato de Pagamento” Clique no mês que aparece (por padrão, aparecem somente as duas últimas competências, mas é possível visualizar as anteriores também) Na tabela que aparece, irá constar o possível valor do desconto, se houver   Fonte: R7 Foto: BRUNO ESCOLASTICO/E.FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

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CPI do INSS aumenta lista da Câmara e oposição avança em ‘plano B’ para investigação

O pedido de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar desvios de valores de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) elevou para 13 o número de solicitações para um grupo de investigação dentro da Câmara dos Deputados. A lista, que se acumula desde a gestão do ex-presidente Arthur Lira (PP-AL), será avaliada por Hugo Motta (Republicanos-PB) antes de uma decisão ligada ao caso do INSS. O caminho foi indicado pelo atual presidente a líderes partidários, com o compromisso de análise ao pedido, mas sem indicar um prazo de resposta. A CPI foi protocolada na última quarta-feira (30), com 185 assinaturas — 14 a mais que o mínimo para o tipo de pedido —, mas uma eventual instalação depende do presidente da Casa. Como alternativa para insistir em um grupo de investigação, deputados e senadores trabalham por um “plano B”, e pretendem protocolar na próxima semana um pedido para uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito). O tipo de grupo pode ser instalado de forma automática se alcançar um terço de apoio entre deputados (171) e senadores (27). Conforme relataram oposicionistas, a prioridade é uma CPI, mas a chance de ter o pedido postergado tem levado à estratégia Outras CPIs na fila Com o pedido do INSS, sobe para 13 o número de CPIs que foram protocoladas após atingir o mínimo de assinaturas, mas não tiveram desfecho. A lista passa por pedidos de investigação apresentados de 2023 a 2025. Entre os temas estão o combate ao crime organizado, abuso de autoridade e apuração de passagens aéreas. Veja a lista completa dos pedidos pendentes: CPI das Criptomoedas (2023) – investigar indícios de operações fraudulentas sofisticadas na gestão de empresas; CPI fornecimento de energia (2023) – investigar a renovação do contrato de fornecimento de energia das empresas Âmbar Energia e a Karpowership no Brasil; CPI distribuição de energia (2023) – propõe investigar a violação de preceitos legais por Concessionárias de Distribuição de Energia Elétrica; CPI Passagens Aéreas (2023) – tem por finalidade investigar os casos de cancelamento unilateral, falta de repasse e outras irregularidades das empresas de vendas de passagens promocionais, hospedagens e serviços similares; CPI Crime Organizado (2023) – tem por finalidade investigar o crime organizado e sua relação com o crescimento do número de homicídios e atos de violência em todo o Brasil. CPI Abuso de Autoridade (2023) – pedido para investigar a violação de direitos e garantias fundamentais e abuso de autoridade de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e TSE (Tribunal Superior Eleitoral); CPI do Crack (2023) – para investigar o aumento de uso da substância no país; CPI do Abuso Sexual (2024) – pedido para investigar denúncias de exploração sexual infantil na Ilha do Marajó, estado do Pará; CPI Plano de Saúde (2024) – para investigar mudanças no atendimento de operadoras de saúde; CPI Crime Digital – para investigar ações criminosas contra crianças e adolescentes em redes sociais e plataformas digitais; CPI demarcação de terras (2024) – investigar demarcação, uso e administração de terras indígenas; CPI Violência Contra Mulher (2025) – investigar denúncias de estupro e possíveis causas para a associação desse crime com os tipos de violência contra mulher. Investigação por comissões O funcionamento de CPI ou CPMI têm a intenção de permitir que o Legislatio conduza uma investigação sobre determinado assunto. As etapas passam por depoimentos, audiências, convocações de autoridades, diligências e análise de informações. Ao se chegar a um relatório final, o documento é enviado a instâncias Jurídicas e ao Ministério Público.   Fonte: R7 Foto: Agência Brasil/Arquivo

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PIB paulista registra crescimento de 1,4% nos dois primeiros meses de 2025

O Produto Interno Bruto (PIB) do Estado de São Paulo avançou 1,4% no acumulado de janeiro e fevereiro deste ano, em relação ao mesmo período de 2024. De acordo com dados da Fundação Seade, todos os setores da economia apresentaram crescimento no estado, com destaque para agropecuária (3,0%); serviços (2,2%); e indústria (0,9%). “O ano começou muito positivo para a economia de São Paulo. Tivemos crescimento em todos os setores do PIB no primeiro bimestre e isso nos mostra que estamos no caminho certo. Temos a certeza de que 2025 será mais um ano de oportunidades no mercado de trabalho para os paulistas e para quem quer empreender em nosso estado”, afirma o governador Tarcísio de Freitas. No acumulado dos últimos 12 meses, se comparado ao mesmo período anterior, o PIB paulista cresceu 3,1%. Os setores que mais se expandiram neste período foram indústria (2,2%) e serviços (3,2%). Em fevereiro de 2025 o indicador cresceu 1,0% com todos os setores apresentando variação positiva em relação a fevereiro do ano passado. No segundo mês do ano, destacaram-se os setores de agropecuária (12,1%), indústria (0,5%) e serviços (1,9%). Emprego formal também cresce no bimestre A Fundação Seade também divulgou dados sobre a criação de emprego formal no estado de São Paulo. Nos dois primeiros meses de 2025 foram gerados 175 mil novos postos, 28% a mais do que no mesmo período do ano anterior. Com esse resultado, o estoque de empregos formais no Estado atingiu 14,5 milhões, o que representa cerca de 30% do total verificado no Brasil.   Foto: Governo de SP

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Aposta feita em Campinas leva prêmio de R$ 7,8 milhões na Quina

Uma aposta simples realizada em Campinas (SP) foi a grande vencedora do concurso 6714 da Quina, sorteado na última sexta-feira (25). O sortudo (ou sortuda) acertou as cinco dezenas sorteadas e faturou, sozinho, o prêmio de R$ 7.894.636,65. O bilhete premiado foi registrado na casa lotérica Magia Loterias, localizada no bairro Jardim Eulina. Os números sorteados foram: 20, 31, 47, 59 e 72. Além do prêmio principal, outras 54 apostas acertaram quatro dezenas e também foram premiadas. Entre elas, uma aposta feita em Indaiatuba. Cada ganhador da quadra receberá R$ 9.632,09. Os sorteios da Quina ocorrem de segunda a sábado, e a modalidade permite prêmios diários. Para jogar, basta marcar de 5 a 15 números entre os 80 disponíveis no volante.   Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Ceasa Campinas registra queda nos preços de hortaliças na última semana de abril

Na última semana de abril, entre os dias 21 e 28, a Centrais de Abastecimento de Campinas (Ceasa) registrou queda nos preços da maioria das hortaliças comercializadas no entreposto com destaque para itens populares no mercado. A redução impacta diretamente produtores, comerciantes e consumidores. A maior queda percentual foi da vagem macarrão, com retração de 47,4%, encerrando o período com cotação de R$ 7,69 o quilo. Também apresentaram redução significativa a abobrinha brasileira, com baixa de 28,5% (R$ 2,78/kg), e o tomate débora, que caiu 27,3%, sendo vendido a R$ 4,00 o quilo. Os dados constam no boletim Sacolômetro, divulgado semanalmente. De acordo com a central, os feriados da última semana provocaram uma desaceleração nas vendas, o que influenciou os ajustes nos preços. Segundo o técnico de Mercado e Agricultura da Ceasa, Paulo Palma, essas oscilações são comuns em períodos de menor fluxo de comercialização e fazem parte do comportamento sazonal do mercado hortícola. “O tomate, que vinha registrando altas consecutivas, teve um reposicionamento de preço com a chegada da safra de Inverno, ampliando a oferta do produto e beneficiando o consumidor final”, explica Paulo. Entre as frutas, destacaram-se as reduções nos preços da melancia graúda, que ficou 18,2% mais barata, sendo vendida a R$ 1,80 o quilo, e do morango, com recuo de 16,7% (R$ 20,83/kg). A banana nanica, uma das frutas mais consumidas, também teve desvalorização de 7,7% no período. No grupo das hortaliças folhosas, os destaques foram a chicória lisa, a couve-flor e o repolho verde, com quedas entre 14% e 17%. O brócolis ninja encerrou a semana com redução de 9,9%. Por outro lado, rúcula e alface crespa mantiveram os mesmos preços da semana anterior. Produtos que tiveram elevação Apesar da tendência de baixa, alguns produtos apresentaram valorização. A pimenta dedo de moça teve aumento de 44,4%, chegando a R$ 13,00 o quilo. Já o maracujá azedo subiu 19,9%, cotado a R$ 8,18/kg. Outros itens que registraram alta foram a beterraba e a cebola nacional, com elevação de 10% cada. No segmento de ovos, os preços permaneceram estáveis. A caixa com 30 dúzias do ovo branco foi vendida a R$ 240,00, enquanto o ovo vermelho chegou a R$ 260,00. Os ovos de codorna seguiram com preço fixo de R$ 7,50 o pacote com 2,5 dúzias. Boletim Sacolômetro O boletim Sacolômetro, publicado semanalmente pela Ceasa Campinas, acompanha as variações de preços dos principais produtos ofertados no entreposto. A iniciativa oferece transparência de mercado e auxilia produtores e comerciantes na tomada de decisões estratégicas.   Foto: Prefeitura de Campinas

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Consórcio Conectar apresenta modelo de contratação de médicos para telemedicina em todo país

O Consórcio Conectar apresenta nesta terça-feira, 29 de abril, às 11h, na sede da FNP (Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos), em Brasília, proposta para facilitar a contratação de médicos especialistas e generalistas por municípios brasileiros para implementar ou expandir a saúde digital e reduzir a fila de consultas com especialistas. Prefeitos e secretários de saúde de todo o país foram convidados a assistir a apresentação, que será transmitida de forma virtual pelo link https://us06web.zoom.us/j/87878131922. “Será um reforço expressivo para expandir e qualificar o atendimento em saúde pelos municípios através da Saúde Digital. Ele vai permitir ainda otimizar recursos das cidades para aplicação em outras demandas na área da saúde”, ressaltou o prefeito de Campinas e presidente do Conectar, Dário Saadi. O prefeito articula a implementação da medida desde o fim de janeiro, quando assumiu a presidência do consórcio, iniciativa ligada à FNP. Dário Saadi, que também é vice-presidente para a área de Saúde da FNP, vai a Brasília participar da apresentação da proposta do Conectar, que deve contar com a presença de autoridades convidadas, como a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, e o secretário executivo do Conasems (Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde), Mauro Junqueira. Saúde Digital: mais de 1 milhão de atendimentos em Campinas De março de 2023 até o dia 25 de abril deste ano, Campinas totalizou 1.166.584 de atendimentos e interações na saúde digital. Foram 65.488 mil consultas. Neste grupo de pacientes, 2,44% tiveram atendimentos convertidos para a modalidade presencial. O resultado significa agilidade para quem optou pela saúde digital e otimização da assistência para quem realmente precisou se deslocar até uma unidade para assistência. O restante dos atendimentos está relacionado ao envio de alertas e monitoramento de pacientes suspeitos de dengue, inclusive com a convocação para a segunda dose da vacna; interações para exames e consultas no Outubro Rosa e Novembro Azul; confirmação de presença em consultas e qualificação das filas – processos realizados via chatbot. O Consórcio Conectar O Conectar foi criado em 2021, durante enfrentamento à pandemia, para atuar na compra de vacinas contra a covid-19. A institucionalização ocorreu após o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar a aquisição de imunizantes diretamente por estados e municípios. Naquele ano, o Congresso Nacional também concedeu aval, em lei, para permitir a mobilização nacional de municípios por uma representação suprapartidária capaz de congregar cidades de diferentes portes populacionais em todas as regiões do país. A iniciativa ampliou a atuação desde aquele ano e também discute desafios para aquisição de medicamentos, outras vacinas, insumos, equipamentos e serviços para municípios.   Foto: Prefeitura de Campinas

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Abril termina com alerta de temporais no estado de SP, segundo a Climatempo

O mês de abril se despede com mais um alerta de temporais para o estado de São Paulo. De acordo com a Climatempo, a passagem de uma frente fria em alto-mar, na altura da região Sudeste, deve trazer umidade para o continente, favorecendo a formação de nuvens carregadas especialmente sobre o sul e o leste do estado. A cidade de São Paulo já deve iniciar a segunda-feira (28) com céu nublado e possibilidade de chuva fraca em pontos isolados. No entanto, com o avanço do sistema, a tendência é de que as chuvas se intensifiquem ao longo do dia e se estendam até a noite. Também há previsão de raios e rajadas de vento que podem variar entre 50 e 60 km/h. O alerta da Climatempo aponta para altos volumes de chuva acumulada, o que eleva o risco de alagamentos e enxurradas. A instabilidade pode causar ainda interrupções no fornecimento de energia elétrica, além de queda de galhos e árvores. A situação é mais crítica nas regiões do Vale do Ribeira, litoral sul, Baixada Santista, Sorocaba, Campinas, além de partes da Serra da Mantiqueira e do Vale do Paraíba. Nas demais áreas do estado, a Climatempo emite um estado de atenção, já que a entrada de umidade também pode provocar pancadas mais intensas de chuva em cidades como Presidente Prudente, Bauru, São José do Rio Preto e Franca. Queda nas temperaturas e diminuição da chuva Com o rápido deslocamento da frente fria em direção ao Espírito Santo e ao litoral sul da Bahia, a chegada de uma massa de ar frio promete mudar o tempo no estado nos próximos dias. Segundo a Climatempo, as temperaturas mínimas voltam a cair em São Paulo, com possibilidade de novos recordes de madrugada mais fria do ano. A previsão aponta mínima de 14 °C na quarta-feira (30) e na sexta-feira (02), e 13 °C na quinta-feira (1º de maio), feriado do Dia do Trabalhador. Por outro lado, a tendência é de diminuição das chuvas. Algumas regiões do litoral, norte e nordeste paulista, além da capital, ainda podem registrar garoa na manhã de terça-feira, mas o tempo deve firmar ao longo do dia. Entre quarta e sexta-feira, a maior parte do estado deve permanecer sem previsão de chuva, com tardes mais amenas. Em São Paulo, as temperaturas máximas devem variar entre 21 °C e 24 °C até o fim da semana. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Gilmar Mendes cancela destaque, e STF volta a analisar prisão de Collor na próxima segunda

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), cancelou o pedido de destaque no julgamento da prisão do ex-presidente e ex-senador Fernando Collor de Melo. Isso faz com que o processo seja retomado no plenário virtual e não mais no físico. Na sexta-feira (25), ministros anteciparam os votos e formaram maioria para manter a prisão. Agora, o caso será retomado no plenário virtual na próxima segunda-feira (28), às 11h. Na modalidade virtual, os ministros apenas apresentam os seus votos e não há discussão. Se houver um pedido de vista, ou seja, mais tempo para analisar o caso, o julgamento é suspenso. Se houver um pedido de de destaque, o caso é levado ao plenário físico. Prevalece o entendimento do relator, ministro Alexandre de Moraes, pela manutenção da prisão. Ele foi seguido pelo ministro Flávio Dino. Após o destaque, os Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia e Dias Toffoli anteciparam os votos. Condenado por corrupção na BR Distribuidora, Collor deve cumprir oito anos e dez meses em regime fechado. De acordo com a decisão, o ex-presidente teria recebido R$ 20 milhões por meio de empresários para favorecer indicações políticas dentro da estatal e viabilizar contratos de construção de bases de combustíveis. Além de Collor, a ordem também atinge dois condenados no mesmo processo. Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos deve cumprir quatro anos e um mês em regime semiaberto. Luís Pereira Duarte de Amorim começará a cumprir penas restritivas de direitos.   Fonte: R7 Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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Caso Collor: especialistas em direito penal e criminal explicam prisão do ex-presidente

Ex-presidente da República, Fernando Collor de Mello foi preso na sexta-feira (25) por determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. O político foi condenado a oito anos e 10 meses de prisão por ter recebido propina em contratos com a BR Distribuidora durante seu mandato de senador pelo estado de Alagoas. Apesar de ter sido condenado em 2023, a detenção aconteceu durante o julgamento, que ainda estava em curso, de um embargo de declaração da defesa do ex-presidente, o que levanta dúvidas sobre a execução antecipada da pena. O embargo é um recurso legal que permite à parte solicitar ao juiz ou tribunal que esclareça uma decisão judicial. Para o advogado Guilherme Augusto Mota Alves, o ministro Moraes, ao determinar a prisão de Collor, “reconheceu o caráter meramente protelatório” do embargo, ou seja, o recurso seria só para adiar o cumprimento da pena. Ele considera a decisão como um “marco relevante” na interpretação do STF sobre os limites da coisa julgada e o uso abusivo dos recursos. “Com base nisso, (Moraes) ordenou a certificação do trânsito em julgado da condenação e determinou o início do cumprimento da pena privativa de liberdade em regime fechado, independentemente da publicação da decisão”, explicou Alves ao R7. O advogado explica que a medida autoriza o imediato cumprimento da pena quando constatado o uso dos embargos como instrumento de procrastinação processual. “A Corte tem entendido que recursos manifestamente protelatórios não possuem o condão de suspender a formação do trânsito em julgado, tampouco a eficácia da decisão condenatória”, prosseguiu. Já o advogado Rafael Paiva, professor de direito penal, explica que o atual entendimento do STF prevê que, com exceção da prisão preventiva, não se admite antecipação da pena. Ele acredita que, caso a prisão seja referendada pelo plenário, seria uma “nova posição arriscada”. “Acaba sendo muito subjetiva a compreensão sobre o que seria um recurso protelatório ou não”, afirmou. O ex-presidente foi condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em regime fechado, por contratos irregulares da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, com a UTC Engenharia. Ele está na Ala Especial no Presídio Baldomero Cavalcanti de Oliveira, em sala individual, em Maceió (AL). Os dois especialistas consideraram a dosimetria da pena justa em relação aos crimes. “Os crimes praticados são graves, e por envolverem recursos públicos, são ainda mais prejudiciais à sociedade. No Brasil, ainda falta em boa parte da população a consciência da gravidade de atos como esse, e como a corrupção é um câncer que prejudica o funcionamento e crescimento do nosso país”, defendeu Paiva. Alves explicou que a Suprema Corte “valorou negativamente” as circunstâncias do crime e a culpabilidade. “A maioria dos ministros entendeu que Collor, na condição de senador da República, utilizou sua posição de destaque para obter vantagens indevidas, demonstrando elevado grau de reprovabilidade de sua conduta. Essa valoração negativa da culpabilidade contribuiu para o aumento da pena-base”, contou. Caso Collor na Operação Lava Jato O processo a qual o ex-presidente foi condenado faz parte de um dos desdobramentos da Operação Lava Jato. Segundo a investigação, ele teria recebido R$ 20 milhões por meio de empresários para favorecer indicações políticas dentro da estatal e viabilizar contratos de construção de bases de combustíveis. Alves considera que a prisão no contexto da operação reforça os desdobramentos jurídicos “ainda permanecem”, apesar do “esvaziamento político da força-tarefa em outros núcleos”. “A condenação de um ex-presidente por corrupção em contratos com a Petrobras fortalece a mensagem de que o sistema de Justiça está atento à responsabilização penal, inclusive de figuras públicas de alto escalão, respeitado o devido processo legal, como no caso do ex-presidente que pode manejar diversos recursos e apresentar sua versão dos fatos”, pontuou. Paiva acredita que a prisão é uma “exceção” e que o “desmantelo” da Lava Jato colocou “descrédito muito grande com relação ao Judiciário”. “Muitos dos corruptos presos pela operação foram soltos, ostentam vidas nababescas e, inclusive, alguns ocupam cargos públicos importantes“, destacou. Entenda tramitação no STF Collor foi condenado em 2023 a oito anos e 10 meses de prisão em um processo ligado à repercussão da operação Lava Jato. Ele aguardava o julgamento de recurso em liberdade. Como o último pedido de revisão do ex-presidente foi negado por Moraes, o ministro determinou que a pena começasse a ser cumprida. Na prática, o número de recursos foi esgotado e o caso transitou em julgado. Na sexta-feira (25), o plenário do STF formou maioria para manter a prisão de Collor. Mesmo assim o caso será analisado no plenário físico, já que o ministro Gilmar Mendes pediu destaque do julgamento virtual. O presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, precisa marcar a data. A expectativa é que a sessão não ocorra na próxima semana, já que, em razão do feriado do Dia do Trabalhador, a Corte não tem marcados julgamentos com os 11 ministros.   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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