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Quedas de balão: Brasil registra três acidentes em menos de uma semana

Em cinco dias, o Brasil registrou três acidentes com balões turísticos tripulados, dois deles na manhã do último sábado (21). O mais grave ocorreu em Praia Grande, no sul de Santa Catarina, onde um balão pegou fogo durante o voo e caiu, deixando oito mortos e 13 feridos. Também no sábado, em Sorocaba, no interior de São Paulo, outro balão precisou fazer um pouso de emergência, sem vítimas. No domingo passado (15), uma jovem morreu após a queda de uma aeronave em Capela do Alto (SP), na região de Boituva (SP). Uma turista gravou o momento da queda, com batidas em árvore, gritos de crianças e pânico. Balão cai em Praia Grande (SC) Um balão com 21 pessoas a bordo pegou fogo no ar e caiu em Praia Grande (SC), deixando 8 mortos e 13 feridos por volta das 7h de sábado. Entre os sobreviventes, dois ficaram gravemente feridos. Imagens feitas por moradores mostram o balão em chamas antes de atingir o solo. Testemunhas relatam que parte dos ocupantes saltou da cesta antes da queda, inclusive o piloto. Segundo o Corpo de Bombeiros, alguns corpos de vítimas que estavam dentro do cesto ficaram carbonizados. As causas do incêndio ainda são desconhecidas, e a Polícia Civil investiga o caso. O maçarico, que fica dentro do cesto do balão para acender a chama principal, pode ter iniciado o fogo. O governo de Santa Catarina decretou luto oficial e montou uma força-tarefa para apoiar as famílias. Segundo a prefeitura local, o balão operava com autorização da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e da prefeitura, mas a apuração vai indicar se houve falhas operacionais. Pouso de emergência em Sorocaba (SP) Também na manhã de sábado (21), um balão que havia decolado de Boituva (SP) fez um pouso de emergência em uma área rural de Sorocaba, no bairro do Éden. A aeronave transportava cerca de dez pessoas e precisou descer fora da rota por causa dos ventos fortes. O pouso ocorreu por volta das 8h40 de forma controlada. Segundo a Polícia Militar, ninguém ficou ferido. Morte em Capela do Alto (SP) No domingo da semana passada (15), a psicóloga Juliana Alves Prado Pereira, de 27 anos, morreu após um balão perder altitude e cair durante o pouso em Capela do Alto (SP), na região turística de Boituva (SP), um dos principais polos do balonismo nacional. A aeronave atingiu árvores antes de tocar o solo com força. Outros passageiros ficaram feridos, mas sobreviveram. Vídeos gravados por turistas mostram o momento do impacto e os gritos de pânico. Segundo relatos, o piloto tentou controlar o voo durante uma ventania, mas não conseguiu evitar a colisão. O caso também está sob investigação. Regras da Anac para voos de balão As regras da Anac são definidas pelo RBAC (Regulamento Brasileiro da Aviação Civil) nº 103 e indicam que a operação de balão livre tripulado é permitida apenas para pessoas maiores de 18 anos. Além disso, as principais normas são: A operação de balões tripulados é limitada à condição visual em período diurno e com referência visual com a superfície durante todo o voo. É proibido pouso ou decolagem em local não autorizado pelo proprietário ou detentor dos direitos sobre a área. O balão deve ser cadastrado pela Anac e ter marcação visível que permita sua identificação. O operador deve portar o cadastro de aerodesportista do piloto, o cadastro da aeronave e o seguro (se aplicável) a bordo da aeronave. O piloto deve permitir inspeções no balão sempre que solicitado pela Anac , pelo Decea ou por autoridade policial.   Fonte: R7 Foto:

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Balão pega fogo e cai com mais de 20 pessoas no sul de SC

Na manhã deste sábado (21), um grave acidente foi registrado no município de Praia Grande, no sul de Santa Catarina. Um balão, que transportava cerca de 21 pessoas, pegou fogo enquanto sobrevoava a região e caiu em chamas, gerando uma grande mobilização das equipes de resgate. De acordo com informações preliminares divulgadas pelo Corpo de Bombeiros, aproximadamente 21 ocupantes estavam a bordo no momento do acidente. As vítimas estão sendo socorridas, procuradas e avaliadas pelas equipes especializadas. Até o momento, oito mortes foram confirmadas e 13 sobreviventes. Imagens chocantes que circulam nas redes sociais mostram o momento da queda e o desespero de quem estava a bordo. Equipes de resgate de toda a região, com apoio de ambulâncias, helicópteros e unidades dos bombeiros, seguem mobilizadas no local para prestar socorro e realizar buscas. Duas pessoas foram resgatadas com vida. O piloto do balão foi um dos sobreviventes. As causas do incêndio e da queda ainda são desconhecidas. O caso será investigado pelas autoridades competentes. O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), lamentou o acidente. Ele também afirmou que reforçou o envio de equipe de resgates até o local. Praia Grande atrai turistas do país inteiro para os passeios de balonismo, que sobrevoam os Canyons da cidade.

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SP: Justiça dá 5 dias para prefeitura explicar privatização de escolas

A Justiça de São Paulo deu prazo de cinco dias úteis para que a prefeitura da capital paulista se manifeste sobre o projeto de conceder escolas da rede municipal de educação para organizações sociais. A determinação da juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti, da 9ª Vara de Fazenda Pública, foi provocada por uma ação popular ajuizada pela Bancada Feminista do PSOL da Câmara Municipal. O partido solicitou à Justiça que fosse suspensa qualquer tentativa de concessão de escolas públicas à iniciativa privada até que o Ministério Público finalize a investigação sobre o caso. “Diante da relevância do tema e das declarações das autoridades, para formar meu convencimento, determino a intimação do Município de São Paulo para, se querendo, em 5 dias, apresentar informações e esclarecimentos”, escreveu a juíza, na decisão. Recentemente, a Secretaria Municipal de Educação informou que três escolas municipais de ensino fundamental (Emefs) estão em construção nas regiões do Campo Limpo, Pirituba/Jaraguá e Santo Amaro, e que as unidades serão geridas, de forma compartilhada, por organizações da sociedade civil. Esse modelo já tem sido aplicado na Emef Liceu Coração de Jesus. De acordo com a prefeitura, isso visa “suprir o déficit de vagas nessas regiões”. A prefeitura não informou o valor que está sendo investido para a construção dessas escolas, que depois serão concedidas. O edital de chamamento público ainda está sendo elaborado, mas a prefeitura informou à Agência Brasil que espera publicá-lo em meados de agosto. A proposta de privatização, no entanto, vem sendo alvo de muitas críticas e questionamentos judiciais. Em entrevista neste mês à Agência Brasil, a vice-presidente do Sindicato dos Especialistas de Educação do Ensino Público Municipal de São Paulo (Sinesp) e supervisora escolar na rede municipal de educação de São Paulo, Letícia Grisólio Dias, disse que o projeto de privatização é uma “grande ameaça” para os trabalhadores da educação e também para a população em geral. “Temos grandes preocupações com o uso de plataformas e sistemas de ensino que não dialogam com as realidades, principalmente aqui dos diferentes territórios do município. A gestão privada, trabalhando com uma grande massa, pode não enxergar as nossas inúmeras diferenças e algo que, nós, numa gestão democrática, acabamos por considerar muito mais. Então, temos trabalhado com o fato de que não haverá gestão democrática se não houver gestão pública”, enfatizou. Procurada pela reportagem, a prefeitura de São Paulo escreveu, em nota, que “reafirma seu compromisso com a qualidade do ensino e a aprendizagem de todos os estudantes” e que “as três novas escolas em construção para gestão compartilhada com organizações da sociedade civil seguirão modelo semelhante ao da EMEF Liceu Coração de Jesus, que registrou desempenho superior ao da Rede Municipal de Ensino (RME) em 2023”. “Todas as informações serão prestadas à Justiça dentro do prazo solicitado”, escreveu a administração municipal.   Fonte: Agência Brasil Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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Plano Diretor de Americana enfrenta questionamentos e preocupação com impacto no centro da cidade

A Câmara Municipal de Americana realizou nesta quarta-feira (18) a segunda de uma série de três audiências públicas para debater o projeto de lei nº 49/2025, de autoria do Poder Executivo, que dispõe sobre o Plano Diretor de Desenvolvimento Físico Urbanístico do Município de Americana (PDFU). Participaram os vereadores Gualter Amado (PDT), Gutão do Lanche (Agir), Jacira Chávare (Republicanos), Leco Soares (Podemos), Levi Rossi (PRD), Lucas Leoncine (PSD), Marcos Caetano (PL), Professora Juliana (PT), Renan de Angelo (Podemos) e Roberta Lima (PRD), o secretário municipal de Planejamento, Diego de Barros Guidolin, e a diretora da Unidade de Desenvolvimento Físico e Urbanístico, Adriana Aires Dores Rodrigues Rosa. O projeto de lei nº 49/2025 atualiza o PDFU em vigor, aprovado em 2020 e alterado em 2022. O PDFU consolida toda a legislação urbanística do município de Americana e é um instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana. A lei é parte do planejamento municipal, em complemento ao Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado (PDDI), e tem como objetivo geral alcançar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade imobiliária urbana, garantindo o bem-estar de seus habitantes. A apresentação do projeto foi feita pela secretaria municipal de Planejamento. Dentre as principais alterações estão a atualização de regras para aprovação de projetos de passeio público, visando atender novas normas técnicas de 2024 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), que estabelecem regras de acessibilidade, sinalização tátil no piso e diretrizes para elaboração de projetos e instalação; atualização de procedimentos para requerimento de parcelamento, unificação, modificação e aproveitamento do solo para fins urbanos; atualizações das regras sobre contrapartidas por outorga onerosa de empreendimentos; inclusão de novos parâmetros para edificações e benfeitorias em algumas quadras em zonas mistas de comércio (ZMC), entre outros. “Decidimos replicar o texto da lei nas partes onde o texto será mantido e realizamos apenas as alterações necessárias para facilitar a compreensão dos itens por quem tem contato direto com a legislação. Muitas das alterações foram feitas para simplificar os termos e adequar o PDFU às novas legislações federais”, comentou o secretário municipal de Planejamento, Diego Guidolin. Durante o uso da palavra, o vereador Lucas Leoncine apresentou emendas criadas em conjunto com o presidente da Câmara, vereador Léo da Padaria (PL), que alteram as condições de parcelamento de taxas e a porcentagem de destinação para atividades comerciais de glebas para 10%. “Foi uma demanda que recebemos de empreendedores solicitando a flexibilização do pagamento das taxas em pelo menos dezoito parcelas”, comentou Leoncine. O vereador Gualter Amado perguntou se é possível incluir um item ao PDFU que obrigue aos novos loteamentos a preparem a infraestrutura necessária para receber as redes de água e esgoto. “Precisamos acabar com as obras que estragam o asfalto para a ligação dos dispositivos de saneamento básico”, destacou. Já a vereadora Professora Juliana perguntou se a secretaria possui um estudo ou previsão de redução da arrecadação por conta das novas taxas de obras na zona central, além de informações sobre incentivos culturais na região. “Talvez seja necessário repensar a ocupação da região como um centro cultural. As reduções de taxas poderiam ser oferecidas a associações culturais e sociais”, explicou a parlamentar. Leco Soares destacou que a ocupação do centro foi afetada pela saída das agências bancárias da região e que o PDFU deveria conter incentivos específicos para empreendimentos com fachada ativa. “Os novos prédios poderiam ser construídos com salas comerciais no térreo e fortalecer o comércio com o movimento de pessoas”, observou. Marcos Caetano destacou que outras cidades também apresentam problemas com o esvaziamento da região central. “Essa não é uma realidade exclusiva de Americana. Precisamos de um plano como este para mudar esse cenário”, disse o vereador. Levi Rossi comentou sobre a descentralização do setor comercial pela cidade e como o PDFU pode melhorar a ocupação do centro. “Quando levamos novos moradores à região central, em seguida novos estabelecimentos serão criados. Essa é uma alternativa de médio a longo prazo para resgatar a importância da região”, comentou. Em resposta aos questionamentos dos vereadores, o secretário de Planejamento disse que as regras do PDFU para a região central foram inspiradas em projetos de cidades maiores que vêm apresentando bons resultados. “Estamos buscando soluções duradouras. A ideia é que partir do momento que as novas construções forem realizadas, os moradores irão utilizar a estrutura comercial já existente no local, movimentando o centro de Americana”, concluiu Guidolin. A população utilizou a tribuna para fazer comentários, sugestões e perguntas sobre o projeto. A moradora do bairro Jardim Ipiranga, Luiza Monteiro, questionou a possibilidade de inclusão de uma obrigação aos empreendimentos do “novo centro” a realizarem o alargamento das calçadas e manterem uma fachada ativa com as vagas de estacionamento após o calçamento, além da redução das taxas de reformas em casos de obras exclusivas para acessibilidade. Após a realização da segunda audiência, os vereadores terão prazo até o dia 24 de junho para apresentação de emendas e subemendas. A Câmara realizará a última audiência no dia 02 de julho, às 19h, para debater novamente o projeto e emendas apresentadas. A população interessada pode apresentar dúvidas, sugestões e comentários de três formas diferentes: presencialmente, no Plenário do Legislativo; por e-mail, enviando sua mensagem para audienciaspublicas@camara-americana.sp.gov.br; e preenchendo o formulário na página da audiência no site da Câmara: https://www.camara-americana.sp.gov.br/AudienciasPublicas/PDFU, onde é possível acessar o texto completo do projeto e das emendas e consultar a legislação vigente.   Foto: Câmara de Americana

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Vereador alerta para situação crítica do Banco de Sangue de Americana e cobra reforma urgente

O vereador Dr. Wagner Rovina (PL) protocolou uma indicação na secretaria da Câmara Municipal de Americana solicitando à prefeitura a realização de uma reforma completa no Banco de Sangue do Hospital Municipal “Dr. Waldemar Tebaldi”. Segundo o parlamentar, o banco de sangue é essencial para o funcionamento da rede pública de saúde, sendo responsável pelo fornecimento de hemocomponentes para cirurgias, atendimentos de urgência e tratamentos contínuos. No entanto, a estrutura atual apresenta problemas como espaços físicos limitados, equipamentos defasados e ambientes inadequados para coleta e triagem, além da falta de estrutura apropriada. “A doação de sangue é um gesto nobre e salva vidas. É dever do poder público garantir que esse processo ocorra em um ambiente seguro, acolhedor e com a infraestrutura necessária. A reforma é urgente e precisa ser tratada como prioridade”, afirma Dr. Rovina. No documento, o vereador propõe a modernização completa do espaço – com adequações às normas técnicas e sanitárias –, melhoria no fluxo de atendimento e ampliação da capacidade de captação de doadores. O parlamentar também informou que está em busca de apoio para viabilizar recursos, por meio de emendas parlamentares e convênios com outras esferas de governo. “Estamos trabalhando para garantir emendas que viabilizem essa reforma o mais breve possível. A estrutura atual não condiz com a importância do serviço que é prestado à população”, reforçou o vereador. A indicação será relacionada na pauta da sessão ordinária de terça-feira (24) e encaminhada ao Poder Executivo para análise e atendimento.   Foto: Câmara de Americana

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Após 17 anos de Lei Seca, muitos motoristas ainda insistem em dirigir depois de beber

A Lei Seca, que estabelece tolerância zero para quem dirige bêbado, completa 17 anos em 2025. No entanto, mesmo com multas pesadas e até prisão, muitos motoristas ainda insistem em dirigir depois de beber. Conduzir veículos sob estado de embriaguez é crime, que dá multa de R$ 2.934,70, suspensão da habilitação e, em alguns casos, detenção, que pode chegar a até três anos. Detran-SP reforça fiscalização de motoristas Recordes recentes de fiscalização levaram o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) a ampliar sua meta no combate à alcoolemia para 2025, passando de uma previsão de 800 mil veículos abordados para 875 mil até o final de dezembro. No mês de aniversário da Lei Seca, a lei 11.705, de 19 de junho de 2008, a previsão se justifica: somente no mês passado, durante a campanha do Maio Amarelo, o Detran-SP bateu recorde no cerco à direção sob efeito de álcool, com 126 operações de fiscalização e 92.099 veículos abordados no estado. A adoção do etilômetro nas operações dedicadas exclusivamente a motociclistas é um dos motivos para a ampliação da meta. A previsão é de que, apenas nessas ações, cerca de 120.000 condutores sejam convidados a soprar o bafômetro em 2025. O teste, vale lembrar, não é obrigatório, mas a recusa configura infração. As operações voltadas a motociclistas começaram com a campanha “Faz seu corre sem correr”, de dezembro, criada para este que é o grupo que mais perde a vida no trânsito. Nas ações, também são conferidos itens de segurança, como capacete, além do estado da moto e documentação. O saldo do Maio Amarelo também eleva a meta. Em termos percentuais, o número de veículos abordados na campanha deste ano aumentou 71,9% – foram 53.583 no Maio Amarelo 2024. Já a quantidade de operações cresceu 85% sobre as 68 do mesmo mês do ano passado. Além das fiscalizações, a campanha também teve resultados expressivos nas mais de 600 ações educativas, que impactaram diretamente 173.657 pessoas, passando de 430.300 de maneira indireta. As autuações e a lei As 126 operações de combate à alcoolemia do Maio Amarelo 2025 resultaram em 3.963 autuações (4% dos condutores parados), 2.153 delas (56,7%) por recusa a soprar o bafômetro, o que também se enquadra em infrações por alcoolemia. Dessas, 14 configuram crimes de trânsito. No ano passado, foram autuados 1.435 condutores, ou 2,7% do total de motoristas abordados. Uma infração por alcoolemia pode se dar de diversas formas – da negativa ao teste do etilômetro à embriaguez de fato. Em uma operação, vale lembrar, ninguém é obrigado a se submeter ao etilômetro. A recusa, porém, é considerada infração gravíssima, segundo o artigo 165-A do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), assim como dirigir sob efeito de álcool – quando o teste afere índice de até 0,33 mg de álcool por litro de ar expelido –, de acordo com o artigo 165 do CTB e a Resolução 432/2013 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Em ambos os casos, o valor da multa é de R$ 2.934,70 e o condutor responde a processo de suspensão da carteira de habilitação. Se houver reincidência no período de 12 meses, a multa é aplicada em dobro, ou seja, no valor de R$ 5.869,40. Na autuação por direção sob efeito de álcool, quando há nova ocorrência durante o período de suspensão da CNH, além da multa em dobro, o motorista responderá ainda a processo administrativo que poderá culminar na cassação do seu direito de dirigir, se forem esgotados todos os meios de defesa. Nesta última situação, ele terá de reiniciar todo o processo de habilitação para voltar a dirigir – e somente após transcorrido o prazo de 24 meses depois da cassação. Já os casos de embriaguez ao volante, quando os motoristas apresentam índice a partir de 0,34 miligramas de álcool por litro de ar expelido no teste do etilômetro, são considerados crimes de trânsito. Os motoristas flagrados nessa situação, além de receberem a multa de R$ 2.934,70 e responderem ao processo de  suspensão da CNH, são também conduzidos à Delegacia de Policial. Se condenados, eles poderão cumprir de seis meses a três anos de detenção, conforme prevê a Lei Seca, também conhecida como “tolerância zero”.   Fontes: R7 e Governo de SP Foto: Governo de SP

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Prefeitura de Santa Bárbara quer pagar R$ 1 milhão a consórcio sem garantir exames ao povo, alerta vereador

Foi protocolado na sexta-feira (13), na Câmara Municipal de Santa Bárbara d’Oeste, um requerimento de autoria do vereador Felipe Corá, com apoio de outros seis parlamentares, solicitando uma série de informações à Prefeitura sobre o processo de adesão do município ao CISMETRO (Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Metropolitana de Campinas e Piracicaba). O parlamentar questiona, entre outros pontos, o uso de R$ 1,1 milhão previsto no Projeto de Lei nº 65/2025 exclusivamente para despesas de adesão e rateio ao consórcio, sem que o texto legal garanta contrapartidas concretas à população, como exames ou procedimentos médicos. No documento, Corá e os demais parlamentares pedem esclarecimentos sobre aportes financeiros já realizados ou planejados, origem dos recursos, eventuais contratos firmados, além de cópias de documentos como ordens de pagamento, termos de rateio e minutas de contratos. O grupo parlamentar também questiona se há garantias de controle municipal sobre a aplicação desses valores, quais serviços efetivamente seriam oferecidos ao município e se o Conselho Municipal de Saúde (COMUSA) participou das discussões. O requerimento cita ainda que municípios vizinhos, como Nova Odessa e Monte Mor, enfrentam investigações e comissões especiais de inquérito (CEIs) em suas Câmaras devido a suspeitas envolvendo o CISMETRO, o que, segundo os autores, reforça a necessidade de cautela e transparência antes da adesão de Santa Bárbara d’Oeste ao consórcio. Os vereadores solicitam, ainda, o envio de estudos técnicos, jurídicos e financeiros que embasaram a decisão do Executivo, incluindo pareceres sobre os riscos e benefícios da adesão, e cobram a apresentação de um plano que detalhe como o valor destinado ao consórcio poderá se traduzir, na prática, em atendimento direto à população, especificando tipos, quantidades e prazos para exames e procedimentos. Assinam o requerimento os vereadores Felipe Corá, Arnaldo Alves, Carlos Fontes, Celso Ávila, Isac Sorrillo, Paulo Monaro e Wilson da Engenharia.

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Mutirão realiza 90 notificações no primeiro dia da ação em Sumaré

A Prefeitura de Sumaré, por meio da força-tarefa “Sumaré Limpa”, já começou a dar resultados no combate às irregularidades que impactam a segurança, o meio ambiente e a qualidade de vida da população. Somente no primeiro dia da operação, nesta segunda-feira (16), foram realizadas 90 notificações em diferentes pontos da cidade. As equipes passaram pelos bairros Nova Veneza (26 notificações), Centro (20), Maria Antonia (31) e Matão (13), fiscalizando terrenos sujos, construções irregulares, descarte inadequado de resíduos, obstrução de vias e calçadas, entre outras situações que colocam em risco a organização urbana e o bem-estar dos moradores. O mutirão segue percorrendo as regiões do município nos próximos dias, mobilizando equipes de diversas secretarias, como Serviços Públicos, Sustentabilidade e Obras. O prefeito Henrique do Paraiso destacou a importância da iniciativa. “Nosso objetivo é cuidar da cidade e garantir um ambiente mais seguro, limpo e organizado para todos. É um trabalho que envolve diálogo, orientação, mas também fiscalização rigorosa. Seguiremos firmes nesse compromisso com a nossa população,” disse.   Foto: Prefeitura de Sumaré

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Homem é preso por violência doméstica e ameaça em Cordeirópolis

Na noite desta terça-feira (17), um homem, de 47 anos, foi preso por violência doméstica e ameaça no Jardim Eldorado, em Cordeirópolis (SP). De acordo com informações do boletim de ocorrência, o autor foi surpreendido por policiais militares no local dos fatos portando duas facas e sob efeito de álcool. Ele tinha ameaçado a nora, de 44 anos, e o filho, de 25, caracterizado no boletim como violência doméstica, além de um homem que passava pela rua no momento do ocorrido, caracterizando o ato como ameaça. Segundo informações, ele não respeitou a ordem de parada dos policiais militares, sendo necessário o uso do taser (arma de choque) para imobilizá-lo. Logo após, ele foi encaminahdo até a UPA de Cordeirópolis. Diante dos fatos, o autor das ameaças foi apresentado no Plantão Policial de Limeira e recolhido para a carceragem, ficando à disposição da Justiça. No boletim de ocorrência consta que ele apresentava lesões corporais leves e que as vítimas requereram a concessão de medidas protetivas em seu desfavor.

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Limeira registra 782 afastamentos de servidores da educação por saúde mental

Os afastamentos por motivos de saúde mental entre servidores da educação em Limeira cresceram mais de 20% em 2024, em comparação com o ano anterior. É o que apontam os dados fornecidos pela Divisão de Medicina Ocupacional e Segurança do Trabalho da Prefeitura, em resposta ao Requerimento Nº 294/2025, apresentado pela vereadora Mariana Calsa (MDB), e recebida na última sexta-feira, 13 de junho. De acordo com o levantamento, foram registrados 782 afastamentos no ano passado. Em 2023, o total foi de 647. Conforme a vereadora após analisar o documento, os profissionais mais impactados continuam sendo os monitores, com 246 casos (222 em 2023), e os auxiliares de serviços gerais, com 127 (ante 109 no ano passado). Professores do ensino fundamental e infantil também aparecem com números relevantes: 65 afastamentos em cada categoria neste ano — os mesmos 65 no fundamental e 42 no infantil em 2023. “Essa é uma questão que nos preocupa muito. Isso afeta não só os profissionais afastados, mas também todo o ambiente escolar. A sobrecarga recai sobre os colegas que permanecem, o que também compromete o funcionamento das unidades e a qualidade do serviço prestado à comunidade. Esses números são alarmantes e reforçam a urgência da implementação de políticas públicas voltadas à saúde mental dos trabalhadores da educação. Precisamos de ações concretas, estruturadas e contínuas para enfrentar esse cenário”, declarou Mariana. Ainda segundo o documento, a Prefeitura planeja ampliar os exames periódicos a outros profissionais da educação, começando pelos merendeiros escolares. Está prevista também a implantação de uma gestão psicossocial voltada à saúde e segurança no trabalho. “As ações iniciadas em 2023 terão continuidade, com a busca por novas estratégias em parceria com a equipe da educação, incluindo palestras, treinamentos e ações em rede para alcançar mais servidores”, apontou a Divisão de Medicina Ocupacional e Segurança do Trabalho da Prefeitura.

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