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Tático Comando do Tenente Pasqualotto prende suspeito e localiza drogas escondidas no Profilurb, em Limeira

Discussão por imóvel termina em ameaça com simulacro de arma no Jardim Olga Veroni, em Limeira

Receita Federal apreende 1.150 ampolas de medicamentos emagrecedores em ônibus na fronteira com o Paraguai

Motorista é preso com cerca de três toneladas de maconha escondidas em carga de aveia em Pirapozinho

Laudo descarta suicídio e diz que policial Gisele foi assassinada

Brasil tem 2 milhões de pessoas que trabalham por meio de aplicativos

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Aniversário de Limeira: saiba como ficam os serviços municipais na segunda (15)

Forças de Segurança e Pronto Atendimentos funcionam normalmente Em razão do feriado de aniversário de 199 anos de Limeira, na próxima segunda-feira (15), os atendimentos da Prefeitura de Limeira serão alterados. Serviços essenciais operam normalmente, como coleta de lixo, UPA 24h, Pronto Atendimentos, Samu, Guarda Civil Municipal (GCM) e Defesa Civil. Já as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e o Ceprosom estarão fechados nesse dia. Ambulatório de Especialidades Rubi Fechado Biblioteca Municipal / Biblioteca CEU das Artes – Geada Fechadas Bom Prato e Bom Prato Móvel Sem atendimentos Caps / Casm / Cema / Centro de Saúde Bucal / Centro de Terapias Integradas Fechados Central de Ambulâncias Fechada para agendamentos. Viagens já programadas serão mantidas. Centro de Ciências e Cultura Fechado Ceprosom Fechado Coleta de Lixo Funciona normalmente Defesa Civil Atende normalmente pelo telefone 199 Escolas Municipais Fechadas Farmácia de Alto Custo Fechada Farmácia Municipal Aberta das 8h às 18h Guarda Civil Municipal (GCM) Opera normalmente pelo telefone 153 Laboratório Municipal Fechado Paço Municipal Fechado Parques Municipais – Bosque Prefeita Maria Thereza – aberto das 7h às 17h30 – Horto Florestal – aberto das 6h às 20h – Parque Cidade – aberto das 6h às 22h PAT / Procon / Banco do Povo Fechados Policlínica Fechada Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Fechadas UPA 24 Horas Abílio Pedro e Pronto Atendimentos  Abertos Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Opera normalmente, pelo telefone 192

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Câmara de Americana aprova, em primeira discussão, projeto que responsabiliza donos de terrenos por queimadas

A Câmara Municipal de Americana aprovou, nesta terça-feira (9), em primeira discussão, o substitutivo do Projeto de Lei nº 31/2025, de autoria do vereador Thiago Brochi (PL), que altera a Lei Municipal nº 3.812/2003, sobre a proibição de queimadas no município. O texto recebeu 16 votos favoráveis; dois parlamentares se ausentaram, e o presidente da Casa, Léo da Padaria (PL), não vota. A proposta amplia a responsabilidade por queimadas, permitindo que proprietários de terrenos sejam punidos mesmo que não tenham iniciado o fogo. A alteração no parágrafo 1º do artigo 2º da lei passa a considerar infrator o dono do imóvel que se omitir — de forma culposa ou dolosa — na adoção de medidas preventivas, como limpeza do terreno e manutenção de aceiros. De acordo com Brochi, o objetivo é tornar mais eficaz o combate a queimadas e adequar a legislação local aos princípios constitucionais de responsabilidade ambiental. “Terrenos limpos dificilmente pegam fogo. Quem é dono de área, especialmente grandes, sabe da obrigação de manter a manutenção em dia”, afirmou o vereador durante a sessão. A lei prevê multas que variam entre R$ 300 e R$ 20 mil por dia de infração, e a fiscalização é responsabilidade de cinco órgãos municipais: as secretarias de Planejamento, Meio Ambiente, Obras e Serviços Urbanos, Saúde e a Guarda Municipal (GAMA). O projeto ainda precisa ser aprovado em segunda votação na próxima semana para, então, ser encaminhado à sanção do prefeito Chico Sardelli (PL).

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Câmara de Americana aprova projeto que permite reajuste do ingresso do Parque Ecológico

A Câmara Municipal de Americana aprovou, em primeira discussão, o Projeto de Lei nº 88/2025, de autoria do Poder Executivo, que altera dispositivos da lei municipal nº 5.999/2016, responsável por instituir o Fundo Especial de Revitalização e Manutenção do Parque Ecológico Municipal de Americana e do Jardim Botânico. A votação ocorreu durante a sessão ordinária desta terça-feira (9), no Plenário Dr. Antônio Álvares Lobo. O projeto foi aprovado por 16 votos favoráveis, um contrário e uma ausência. Entre os principais pontos da proposta está a autorização para reajuste no valor do ingresso cobrado para entrada no Parque Ecológico. De acordo com o texto original, o valor passaria de R$ 4 para R$ 10, enquanto a meia-entrada subiria de R$ 2 para R$ 5. A justificativa apresentada pela Prefeitura é de que os valores estavam congelados desde 2016, e o reajuste seria necessário para viabilizar a manutenção e novos investimentos no local. No entanto, os vereadores aprovaram também uma emenda supressiva apresentada pelo vereador Lucas Leoncine (PSD), que retira do projeto o artigo que fixava os novos valores. Segundo Leoncine, um parecer técnico da Assessoria da Câmara apontou que não há necessidade de incluir os valores diretamente no texto da lei, permitindo que futuros reajustes sejam feitos por meio de decreto do Poder Executivo, sem a necessidade de nova aprovação legislativa. Com a aprovação da emenda, a definição do valor dos ingressos fica a cargo da Prefeitura, que poderá regulamentar o reajuste por decreto.   Foto: Prefeitura de Americana

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Governo brasileiro repudia fala dos EUA sobre uso de poderio militar: ‘Forças antidemocráticas’

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva repudiou, na noite desta terça-feira (9), a fala da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, sobre o uso de força militar dos Estados Unidos. Em nota, o MRE (Ministério das Relações Exteriores) condenou as “ameaças” e reforçou a democracia e as instituições brasileiras. “O governo brasileiro condena o uso de sanções econômicas ou ameaças de uso da força contra a nossa democracia”, destacou a pasta. Mais cedo, Leavitt afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “não tem medo de usar o poder econômico e militar dos Estados Unidos para proteger a liberdade de expressão em todo o mundo”. Ao refutar o argumento da porta-voz, o Itamaraty citou a “vontade popular”. “O primeiro passo para proteger a liberdade de expressão é justamente defender a democracia e respeitar a vontade popular expressa nas urnas. É esse o dever dos Três Poderes da República, que não se intimidarão por qualquer forma de atentado à nossa soberania”, acrescentou o texto. O MRE criticou, ainda, a atuação de brasileiros nos Estados Unidos, sem citar Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. “O governo brasileiro repudia a tentativa de forças antidemocráticas de instrumentalizar governos estrangeiros para coagir as instituições nacionais”, finalizou a nota. Desde o anúncio do tarifaço, em julho, Lula tem criticado a determinação de Trump. Nessa segunda (8), em reunião do Brics marcada pelo Brasil, o petista citou a importância do grupo na defesa do multilateralismo, classificou o tarifaço como “chantagem” e disse que o Sul Global pode “propor outro paradigma de desenvolvimento” e “refutar uma nova Guerra Fria”. Entenda A fala de da porta-voz da Casa Branca referiu-se ao julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) de Bolsonaro e de outros sete réus do chamado Núcleo 1 da trama golpista. Em coletiva de imprensa, Leavitt declarou, contudo, que Trump não pensa em aplicar novas taxas a produtos brasileiros comprados pelos EUA. O tarifaço de 50% está em vigor desde 6 de agosto. “Não tenho hoje nenhuma ação adicional para antecipar a vocês, mas posso afirmar que essa [garantir a liberdade de expressão] é uma prioridade para o governo, e o presidente não tem medo de usar o poder econômico e militar dos Estados Unidos para proteger a liberdade de expressão em todo o mundo”, declarou a porta-voz a jornalistas. Ao anunciar o tarifaço, Trump alegou que o ex-presidente Bolsonaro é vítima de uma “caça às bruxas”. A imposição das taxas, segundo o republicano, foi em reação a essa suposta perseguição. Questionada se o presidente norte-americano planeja nova sanção ao Brasil devido ao julgamento de Bolsonaro, Leavitt destacou a “proteção de interesses no exterior”. “A liberdade de expressão é, possivelmente, a questão mais importante do nosso tempo. Ele [Trump] leva esse tema muito a sério, razão pela qual adotamos ações significativas em relação ao Brasil, tanto na forma de sanções quanto no uso de tarifas, para garantir que cidadãos ao redor do mundo não sejam tratados dessa maneira. Ao mesmo tempo, enquanto o presidente utiliza o peso dos Estados Unidos para proteger nossos interesses no exterior, ele também assegura que a liberdade de expressão permaneça aqui nos Estados Unidos”, completou. Perguntas e Respostas Qual foi a reação do governo brasileiro à fala da porta-voz da Casa Branca? O governo de Luiz Inácio Lula da Silva repudiou a fala da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, sobre o uso de força militar dos Estados Unidos. O Ministério das Relações Exteriores (MRE) condenou as “ameaças” e reafirmou o compromisso com a democracia e as instituições brasileiras. O que a nota do MRE destacou sobre o uso de força? A nota do MRE destacou que o governo brasileiro condena o uso de sanções econômicas ou ameaças de força contra a democracia do país, enfatizando a importância de defender a vontade popular expressa nas urnas. O que Karoline Leavitt afirmou sobre o presidente Donald Trump? Karoline Leavitt afirmou que Donald Trump “não tem medo de usar o poder econômico e militar dos Estados Unidos para proteger a liberdade de expressão em todo o mundo”. Como o Itamaraty respondeu a essa afirmação? O Itamaraty refutou a afirmação da porta-voz, citando a “vontade popular” como essencial para a proteção da liberdade de expressão e ressaltou que os três Poderes da República não se intimidarão por atentados à soberania nacional. O que o MRE disse sobre a atuação de brasileiros nos Estados Unidos? O MRE criticou a atuação de brasileiros nos Estados Unidos, sem citar nomes específicos, e repudiou a tentativa de forças antidemocráticas de instrumentalizar governos estrangeiros para coagir as instituições nacionais. Qual foi a posição de Lula sobre o tarifaço e o multilateralismo? Lula criticou a determinação de Trump sobre o tarifaço, classificando-o como “chantagem”. Ele também destacou a importância do Brics na defesa do multilateralismo e a possibilidade do Sul Global de propor um novo paradigma de desenvolvimento. O que foi mencionado sobre o julgamento no STF? A fala de Leavitt referiu-se ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) de Bolsonaro e outros réus do chamado Núcleo 1 da trama golpista. Leavitt comentou sobre novas sanções ao Brasil? Leavitt afirmou que Trump não pensa em aplicar novas taxas a produtos brasileiros, embora o tarifaço de 50% sobre itens brasileiros importados pelos EUA já esteja em vigor desde 6 de agosto. Qual foi a justificativa de Trump para a imposição do tarifaço? Trump alegou que o ex-presidente brasileiro é vítima de uma “caça às bruxas”, e a imposição das taxas foi uma resposta a essa suposta perseguição. Como Leavitt descreveu a importância da liberdade de expressão? Leavitt destacou que a liberdade de expressão é uma questão crucial e que Trump leva esse tema a sério, adotando ações significativas em relação ao Brasil para garantir que cidadãos ao redor do mundo não sejam tratados de maneira injusta.   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Trama do golpe: Moraes nega cerceamento de defesa e rejeita preliminar

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes votou, nesta terça-feira (9), por rejeitar todas as questões preliminares levantadas pelas defesas dos réus na ação contra o núcleo principal de uma trama golpista cujo objetivo seria manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder, após perder as eleições em 2022. Em comum, as defesas dos oito réus na ação penal alegaram, por exemplo, o cerceamento de defesa por não terem tido tempo suficiente para analisar o grande volume de dados e documentos que foram anexados ao processo pela Polícia Federal (PF). Sobre esse ponto específico, Moraes disse que a alegação não procede, pois tais documentos ficaram vários meses à disposição. Ele disse ainda que o grande volume de dados ajuntados foram anexados ao processo à pedido das próprias defesas, que exigiram examinar materiais sem utilidade para o processo. “Não houve nenhum prejuízo à defesa”, repetiu Moraes diversas vezes ao votar pela rejeição das preliminares. Outro ponto que voltou a ser questionado pelas defesas foi a postura do próprio Moraes que, como relator, teria atuado como “juiz inquisidor” – o que seria proibido pelo ordenamento jurídico brasileiro. O ministro rebateu a acusação afirmando que também é competência do juiz buscar a produção de provas que esclareçam os fatos investigados, e que seria “inconcebível” pela legislação penal que o magistrado atuasse como “uma samambaia jurídica”. “A ideia de que o juiz deve ser uma samambaia jurídica durante o processo não tem nenhuma ligação com o sistema acusatório. Só é uma alegação esdrúxula e mais: não cabe a nenhum advogado censurar o magistrado, dizendo o número de perguntas que eles deve fazer.” O ministro também votou pela validade da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, cuja nulidade voltou a ser pedida por todas as defesas. Julgamento Nesta terça-feira (9), a Primeira Turma retoma o julgamento que pode condenar Bolsonaro e mais sete aliados por uma trama golpista que teria atuado para reverter o resultado das eleições de 2022. O grupo faz parte do núcleo crucial da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), formado pelas principais cabeças do complô.  O julgamento começou na semana passada, quando foram ouvidas as sustentações das defesas do ex-presidente e dos demais acusados, além da manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, favorável à condenação de todos os réus. A partir de hoje, será iniciada a votação que resultará na condenação ou absolvição dos réus. Foram reservadas sessões nos dias 10, 11 e 12 de setembro para finalizar o julgamento. Até a próxima sexta-feira (12), devem votar, nesse ordem: o relator, ministro Alexandre de Moraes (relator), e os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, presidente do colegiado e que preside a sessão. Quem são os réus Jair Bolsonaro – ex-presidente da República; Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); Almir Garnier – ex-comandante da Marinha; Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal; Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto – ex-ministro da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro na chapa de 2022; Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Crimes Todos os réus respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. A exceção é o caso do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem que, atualmente, é deputado federal. Ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e responde somente a três dos cinco crimes. A regra está prevista na Constituição. A suspensão vale para os crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado, relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro.   Fonte: Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Ministros do STF iniciam votos em julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe

Julgamento entra no 3º dia; primeiro a votar é o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) retoma na manhã desta terça-feira (9) julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus do chamado núcleo 1 da trama golpista. A partir desta terça, os ministros começam a ler os votos sobre o caso. Ou seja, eles passam a avaliar o mérito da questão e se os réus devem ou não ser condenados, além de estabelecerem as penas. A maior parte do grupo responde a cinco crimes. Se forem condenados, podem pegar até 43 anos de prisão. O primeiro a falar é o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Ele será seguido por Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e, por fim, Cristiano Zanin. Em caso de condenação, as prisões não serão automáticas, pois as defesas podem solicitar recursos. Após a fase dos recursos, se as condenações forem mantidas, os réus podem ser presos em alas especiais de presídios ou ficar em dependências das Forças Armadas. O que aconteceu até aqui Os dois primeiros dias de julgamento de Bolsonaro e de aliados tiveram argumentações sobre as reuniões ministeriais feitas entre os envolvidos e críticas à tentativa de golpe. Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o “golpe já estava em curso” durante reuniões feitas no governo Bolsonaro. “Quando o presidente e o ministro da Defesa se reúnem com os comandantes das Forças Armadas, sob sua direção, para consultá-los sobre a execução da fase final do golpe, o golpe, ele mesmo, já está em curso de realização”, destacou. Para Gonet, o ex-presidente não teria convocado os ministros e militares para discutir o golpe, mas, sim, para apresentar um plano, incluindo documentos de formalização do golpe de Estado. Ainda em seu discurso, o procurador-geral disse entender que todos os envolvidos na trama são responsáveis pelos eventos. Para ele, é possível medir a culpa dos réus, mas, não, a responsabilidade. “Por isso, todos os personagens do processo, nos quais a tentativa de golpe se desdobrou, são responsáveis pelos eventos que se concatenam entre si. O grau de atuação de cada um no conjunto dos episódios da trama é questão de mensuração da culpa e da pena, mas não afasta a responsabilidade de cada um pelos acontecimentos”, disse. Moraes disse que o país e o STF lamentam que se tenha tentado um golpe de Estado, mas que a sociedade e as instituições mostraram força e resiliência. Também defendeu o devido processo legal do julgamento, com ampla defesa e contraditório. “Havendo prova da inconsciência ou mesmo qualquer dúvida razoável sobre a culpabilidade dos réus, estes serão absolvidos. Assim se faz a justiça”, declarou. Argumentos das defesas Mauro Cid A defesa do tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, foi a primeira a falar. Os advogados Jair Alves Pereira e Cézar Bitencourt reforçaram a tese da discordância do modo como a Polícia Federal construiu a investigação, assim como a atitude de Moraes diante do militar por supostas divergências. Segundo Pereira, discordâncias entre Cid e os investigadores são normais e não indicam coação ou irregularidades na delação premiada. Alexandre Ramagem Em seguida, o advogado Paulo Renato Garcia Cintra Pinto, que atua na defesa do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), argumentou que os elementos apresentados pela acusação não atingem o padrão probatório necessário para uma condenação. Segundo ele, não haveria provas de que Ramagem participou da construção e disseminação de uma narrativa de fraude eleitoral, do uso indevido da estrutura estatal para fins políticos, ou de interferência em órgãos de controle e persecução. Durante a sustentação de Paulo Cintra, a ministra Cármen Lúcia chamou a atenção do advogado por ele ter definido o voto impresso como “processo eleitoral auditável”. “O processo eleitoral é amplamente auditável e passa por auditoria, enquanto o voto impresso é outra questão. Não são sinônimos”, salientou a ministra. Almir Garnier A defesa do ex-comandante da Marinha Almir Garnier pediu a rescisão do acordo de delação premiada de Mauro Cid. O advogado Demóstenes Torres afirmou que a colaboração de Cid não pode ser validada diante da falta de lealdade no cumprimento do acordo. Segundo ele, o próprio Ministério Público descreveu o delator como “omisso, resistente às obrigações pactuadas e faltoso com a verdade”. Para o defensor, seria incongruente a tentativa da PGR de manter a validade da delação sem garantir os benefícios previamente ajustados. Anderson Torres O advogado Eumar Novacki, responsável pela defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, acusou a PGR (Procuradoria-Geral da República) de apresentar “inverdades flagrantes” nas alegações finais do processo sobre os atos do 8 de Janeiro. Segundo Novacki, uma das acusações mais graves feitas pelo Ministério Público seria a de que Torres teria forjado provas no processo, ao alterar passagens aéreas de uma viagem realizada para os Estados Unidos no dia 6 de janeiro de 2023, quando deixou o país com a família. Paulo Sérgio Nogueira O advogado Andrew Fernandes, que representa Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa do governo de Jair Bolsonaro, contestou as acusações e reafirmou a postura “democrática” do cliente, além do posicionamento contrário ao golpe de Estado. “Ele atuou ativamente para demover o ex-presidente da República de qualquer medida nesse sentido. Ele não fazia parte dessa organização criminosa”, declarou o advogado. Jair Bolsonaro A defesa de Bolsonaro afirmou que não teve acesso à íntegra do processo sobre a trama golpista. “Não conheço a íntegra desse processo. Em uma instrução de menos de 15 dias, não tive como analisar o conjunto de provas. Estamos falando de bilhões de documentos. A instrução começou em maio e estamos em setembro”, argumentou o advogado Celso Vilardi. O advogado Paulo Amador Cunha Bueno, que também defende Bolsonaro, afirmou que a absolvição do ex-presidente é “imperiosa” para que o julgamento tenha credibilidade e seja baseado em “provas contundentes”, não em “narrativas ou suposições”. Augusto Heleno Matheus Milanez, que representa o general da reserva Augusto Heleno, afirmou que o militar foi monitorado pela “Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Paralela” e negou qualquer participação do cliente nas ações da agência. Segundo a defesa, que mostrou uma parte do relatório do inquérito, o general

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Radares de R$ 21 milhões gera questionamentos na Câmara de Piracicaba nesta segunda (8)

Vereadores cobram explicações sobre licitação milionária para monitoramento eletrônico de trânsito; pauta da 48ª Reunião Ordinária inclui 53 proposituras A licitação de R$ 21,28 milhões aberta pela Prefeitura de Piracicaba para contratação de serviços de monitoramento eletrônico do trânsito será o foco de discussões na Câmara Municipal nesta segunda-feira (8), durante a 48ª Reunião Ordinária. A pauta da sessão traz 53 proposituras, entre projetos de lei, requerimentos, moções e um projeto de resolução. A contratação envolve instalação de radares de controle de velocidade, equipamentos de detecção de eixos e outros dispositivos eletrônicos. O valor do contrato chamou atenção de três vereadores, que protocolaram requerimentos pedindo mais informações ao Executivo. No requerimento 969/2025, Renan Paes (PL) questiona quais novos equipamentos serão instalados, se haverá prazo específico de funcionamento dos radares, os locais exatos e qual retorno financeiro a Prefeitura espera obter. Paes faz menção direta ao valor da licitação, cobrando transparência sobre os “R$ 21 milhões de ‘investimentos’”. Já o vereador Laércio Trevisan Jr. (PL), por meio do requerimento 990/2025, pede a relação completa dos pontos de instalação, estudos técnicos, estatísticas de acidentes e a justificativa da Prefeitura para a medida, levantando dúvidas sobre o real objetivo: segurança, fluidez do trânsito ou arrecadação. No requerimento 994/2025, Marco Bicheiro (PSDB) questiona o salto no valor da licitação. Segundo ele, o edital atual prevê os mesmos serviços e equipamentos do edital anterior (2/2024), que custava R$ 11,75 milhões — praticamente a metade. Outras propostas em pauta Além dos requerimentos relacionados aos radares, a Ordem do Dia contempla outras 50 matérias legislativas, entre elas projetos de lei e propostas voltadas à saúde, meio ambiente e direitos sociais. A vereadora Rai de Almeida (PT) cobra, nos requerimentos 966 e 1.001/2025, explicações sobre a falta de medicamentos e equipamentos nas unidades de saúde dos bairros Bosques do Lenheiro II e Jardim Gilda, além de informações sobre exames de mamografia e ultrassonografia no município. Também voltado à saúde pública, o projeto de lei 222/2025, de Rerlison Rezende (PSDB), propõe a criação do “Programa de Atendimento Domiciliar às Crianças e Adolescentes com Transtorno do Espectro Autista”, visando oferecer vacinação e coleta de exames em domicílio, com foco em procedimentos menos invasivos. Outros destaques incluem: Projeto de Lei 162/2025 (Rai de Almeida), que propõe uma campanha permanente de conscientização sobre cidadania digital; Projeto de Lei 226/2025 (Edson Bertaia – MDB), que exige cartazes informativos sobre a manobra de Heimlich em locais frequentados por crianças; Projeto de Lei 261/2025 (Executivo), que solicita abertura de crédito adicional de R$ 154 mil à Secretaria de Agricultura, em regime de urgência. Meio ambiente, cultura e homenagens O projeto de decreto legislativo 55/2025, de Zezinho Pereira (União Brasil), busca instituir a “Frente Parlamentar em Defesa do Rio Piracicaba” na Câmara. Já o projeto de resolução 1/2025, de Wagner de Oliveira (PSD), propõe nomear o estúdio da TV Câmara como “Patrícia de Moraes Sant’Ana”, em homenagem à jornalista da Casa falecida em agosto de 2024. Durante o Primeiro Expediente, será entregue moção de aplausos à Avistar, associação de atendimento a pessoas com deficiência visual, pelos seus 20 anos de fundação. A Tribuna Popular contará com três participações: Cyntia Pereira Prada falará sobre “serviço público e reforma administrativa”; Daniela Aparecida Franco abordará temas como “cultura, esporte e lazer”; e Juliana Maria de Campos Danelon repercutirá o evento “Vozes pela Vida”. Acompanhe ao vivo A sessão da Câmara começa às 19h e pode ser acompanhada ao vivo pela TV Câmara (canais 11.3 digital, 4 da Claro/Net e 9 da Vivo Fibra), pelo site camarapiracicaba.sp.gov.br/tv e pelas redes sociais oficiais da Casa. A Rádio Educativa FM 105,9 transmite a sessão a partir das 20h. Foto: Câmara de Piracicaba

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Crise entre EUA e Venezuela preocupa Brasil; Múcio reforça tropas na fronteira

O Brasil é um país pacífico. Nós investimos em armas, nas nossas forças, para defender o nosso patrimônio  O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou nesta sexta-feira (05) que acompanha com preocupação a escalada da crise entre Estados Unidos e Venezuela e que o Brasil tem reforçado a presença militar na fronteira para evitar que o conflito afete o território nacional.  “Estamos preocupados, como eu disse, com a nossa fronteira, para que ela não sofra e não transforme a nossa fronteira numa trincheira. O Brasil é um país pacífico. Nós investimos em armas, nas nossas forças, para defender o nosso patrimônio. Não é de olho na terra de ninguém”, disse Múcio, após encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.  Segundo o ministro, o deslocamento de tropas já estava previsto em razão da Operação Atlas, planejada em 2024 para dar suporte a áreas mais inóspitas da fronteira e reforçar a segurança em meio à preparação para a COP30, que será realizada no Pará em 2025. Histórico recente  Em dezembro de 2023, o Brasil já havia mobilizado militares para a região, em meio às tensões entre a Venezuela e a Guiana pelo controle do território de Essequibo. Agora, a preocupação se volta para o agravamento da disputa entre Caracas e Washington.  “De repente, estourou esse problema. A pessoa [diz] ‘foi lá para ajudar a Venezuela’. [Não] foi lá para não ajudar ninguém”, afirmou Múcio, reforçando que a ação é voltada à defesa da soberania brasileira. “Briga de vizinho”  Ao comentar a crise, Múcio comparou a situação a uma disputa doméstica: “Isso é como briga de vizinho. Eu não quero que eles mexam no meu muro. Eu não quero que eles tirem a fiação que acende a frente da minha casa, que não mexam na minha casa. Torcemos para que passe. Evidentemente, eles devem ter os seus motivos”.  Nesta semana, o Brasil assinou, junto a outros países da América Latina e Caribe, um documento manifestando preocupação com a presença militar dos EUA na costa venezuelana. Escalada militar  O governo Donald Trump tem enviado navios e submarinos à região sob o argumento de combate ao narcotráfico, acusando o presidente Nicolás Maduro de chefiar um cartel. Especialistas, no entanto, rejeitam classificar a Venezuela como “narcoestado”, como a Casa Branca sustenta.  No sábado (06), Maduro pediu publicamente que os EUA reduzam as tensões: “O governo dos Estados Unidos deve abandonar seu plano de mudança violenta de regime na Venezuela e em toda a América Latina e o Caribe e respeitar a soberania, o direito à paz, à independência”.  Na quinta-feira (04), o Pentágono acusou a Venezuela de sobrevoar, com aeronaves militares, um navio norte-americano em águas internacionais — episódio classificado como “altamente provocador”. Caracas não se manifestou.  Na sequência, a imprensa internacional noticiou que os EUA deslocaram dez caças F-35 para Porto Rico, reforçando sua presença militar no Caribe. Segundo a agência Reuters, a medida estaria vinculada a operações contra cartéis de drogas.  Na terça-feira (02), Trump divulgou um vídeo de um ataque a um barco supostamente carregando drogas próximo à Venezuela, que teria resultado na morte de 11 pessoas. O governo Maduro reagiu afirmando que as imagens foram geradas por inteligência artificial. Fonte: Agência Brasil Foto: R7

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Ingressos mais caros, Taylor Swift e sucessor de Tom Brady: o que esperar da NFL no Brasil?

Kansas City Chiefs e Los Angeles Chargers fazem segunda edição do evento de futebol americano em São Paulo, nesta sexta-feira (5) Kansas City Chiefs e Los Angeles Chargers fazem a segunda edição do São Paulo Game da NFL (National Football League), nesta sexta-feira (5), na Neo Química Arena, às 21h. A partida válida pela primeira rodada da liga mais prestigiada de futebol americano do mundo vai reunir alguns dos principais nomes do esporte, como Patrick Mahomes, quarterback dos Chiefs considerado o sucessor de Tom Brady na liga. Os Chiefs chegaram ao Super Bowl nos últimos três anos e venceram duas vezes, tornando-se uma das principais equipes na disputa pelo título na NFL. Em 2025, a equipe perdeu a grande final para o Philadelphia Eagles por 40 a 22. Enquanto os Chargers vivem um momento de reconstrução, chegando aos playoffs da NFL nas temporadas de 2022 e 2024. A principal estrela da franquia é o quarterback Justin Herbert, recordista de jardas passadas nos primeiros cinco anos de carreira. Ingressos mais caros Na estreia do evento no Brasil, em 2024, o Philadelphia Eagles venceu o Green Bay Packers diante de um público de mais de 47 mil torcedores. A expectativa é de uma adesão ainda maior neste ano, apesar de os ingressos estarem 35% mais caros neste ano. As entradas mais baratas podem ser encontradas por mais de R$ 750. Nas áreas mais privilegiadas da arena, os valores ficam entre R$ 825 e R$ 5000. Ainda assim, o primeiro lote de vendas se esgotou em apenas quatro horas e ainda podem ser encontradas filas online para compras de ingressos no site oficial do evento. Hino cantado pela Boiadeira e show de intervalo Além de ser um celebrado evento esportivo, a NFL é conhecida por ser um palco importante da música nos Estados Unidos, e não seria diferente no evento do Brasil. Seguindo as tradições do exterior, o hino nacional será cantado por uma das celebridades mais popularidades do país atualmente: Ana Castela. Enquanto a missão de cantar o hino norte-americano ficará a cargo do cantor Kamasi Washington. O show do intervalo será comandado pela colombiana Karol G. Taylor Swift na Arena Corinthians pela primeira vez? Tudo leva a crer que Taylor Swift estará em São Paulo para acompanhar o noivo Travis Kelce, tight end dos Chiefs. A informação que circula nos bastidores é de que a NFL teria preparado um esquema de segurança especial para receber a cantora, que esteve no Brasil pela última vez em novembro de 2023 para a The Eras Tour. Se confirmada a presença de Taylor, essa será a primeira vez dela na Neo Química Arena, casa do Corinthians, clube com o qual a cantora tem uma “relação especial”. Desde o início da carreira da artista, ela tem trazido sorte ao Timão. Os torcedores costumam brincar que toda vez que Taylor lança um álbum, o Corinthians vence uma partida. Com o lançamento do álbum The Life of a Showgirl, em 3 de outubro, os corintianos já estão ansiosos para a confirmação de mais uma vitória na reta final do Brasileirão e da Copa do Brasil.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/@patrickmahomes/@justinherbert – Montagem R7

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Ação conjunta entre Cordeirópolis e Jundiaí resulta na prisão de envolvido no golpe do benzimento e em furtos contra idosos

Nesta quarta-feira (3), uma rápida troca de informações entre os setores de inteligência das Guardas Civis Municipais de Cordeirópolis e Jundiaí permitiu à Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de Piracicaba localizar e prender em flagrante um homem de 26 anos, na cidade de Americana (SP). Ele é investigado por envolvimento em crimes de estelionato contra idosos, aplicando o golpe do benzimento, e furtos qualificados a residências. A prisão foi possível graças ao compartilhamento de dados de inteligência entre as corporações e à integração da GCM de Cordeirópolis com a DEIC, estabelecida por convênio. Segundo as investigações, o preso e uma comparsa, que conseguiu fugir, haviam subtraído valores e cartões bancários de uma idosa em Jundiaí, utilizando os dados para compras fraudulentas superiores a R$ 19 mil, incluindo aparelhos eletrônicos como TVs e videogames. Parte dos bens foi recuperada no veículo abordado. Após a prisão, os policiais se dirigiram à residência do indiciado, em Limeira, onde já havia uma equipe da GCM de Limeira que também atuou na ocorrência. No local, os agentes apreenderam drogas, balança de precisão e documentos relacionados ao crime, além de novos elementos que ligam a dupla a outras ações criminosas. As apurações agora prosseguem para identificar ocorrências semelhantes em outras cidades, inclusive em Cordeirópolis, com o objetivo de responsabilizar os autores por possíveis crimes cometidos nos municípios paulistas. “A cooperação entre as guardas municipais e a Polícia Civil tem produzido resultados relevantes na repressão qualificada ao crime. Essa integração entre a GCM de Cordeirópolis e a DEIC é um modelo de inteligência e agilidade no combate a crimes contra a população”, destacou o secretário de Segurança Pública de Cordeirópolis, Carlos Alberto Avi.

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