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Projeto protocolado na Câmara de Campinas institui a Política Municipal de Combate à Cyberpedofilia e Adultização; entenda

Um projeto protocolado pela vereadora Mariana Conti (PSOL) na Câmara Municipal de Campinas institui a Política Municipal de Combate à Cyberpedofilia, Adultização e Proteção de Crianças e Adolescentes no Ambiente Digital, denominada “Lei Felca”. A proposta estabelece um conjunto de ações integradas para prevenir, reprimir e combater todas as formas de abuso e exploração sexual infantojuvenil na internet. O texto incentiva a participação da sociedade civil e da iniciativa privada e busca promover uma cultura de paz, segurança e responsabilização dentro e fora do ambiente digital com base no princípio da proteção integral e na prioridade absoluta dos direitos de crianças e adolescentes, previstos na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Entre as medidas previstas estão campanhas educativas permanentes nas escolas da rede municipal voltadas a estudantes, pais, responsáveis e profissionais da educação; produção e divulgação de materiais informativos por canais oficiais da Prefeitura; e inclusão do tema da segurança digital e do combate à cyberpedofilia na formação continuada de educadores. Também está previsto a capacitação de profissionais da saúde, da assistência social e da Guarda Municipal para identificação de sinais de violência e encaminhamento adequado dos casos. “A cyberpedofilia não é um crime virtual; suas consequências são reais, profundas e devastadoras na vida das vítimas. sociedade e o poder público não podem se omitir diante desta barbárie, sendo um dever irrenunciável proteger os mais vulneráveis.”, justificou a vereadora. O projeto também prevê a criação de canais de denúncia sigilosos, atendimento psicossocial e orientação jurídica gratuitos às vítimas e suas famílias, Outra frente proposta é a mobilização e visibilidade, com divulgação permanente do Disque 100 em materiais, prédios públicos, transportes e eventos, bem como incentivo a parcerias com empresas de tecnologia para promover ambientes virtuais mais seguros. A proposta institui mecanismos de responsabilização, determinando que agentes públicos que, no exercício de suas funções, não comunicarem imediatamente ao Conselho Tutelar ou à autoridade policial indícios ou confirmações de violência sexual contra criança ou adolescente estejam sujeitos a sanções administrativas. Estabelecimentos com acesso público à internet, como escolas, bibliotecas, lan houses, hotéis e motéis, deverão afixar cartazes sobre os riscos da cyberpedofilia e os canais de denúncia, sob pena de advertência, multa de mil UFIC e, em caso de reincidência, suspensão do alvará de funcionamento. Os valores arrecadados com multas serão destinados integralmente ao Fundo Municipal para a Criança e o Adolescente (FMCA). O projeto também prevê que o Executivo publique anualmente um relatório de monitoramento da política, contendo dados estatísticos sobre denúncias, atendimentos, campanhas realizadas, recursos investidos e propostas de aprimoramento, a ser encaminhado à Câmara e ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Lei Felca O nome Lei Felca homenageia um influenciador digital que recentemente mobilizou sua comunidade para expor e desmantelar redes de exploração sexual infantil online. “O nome “Lei Felca” constitui uma justa homenagem ao influenciador digital que, recentemente, utilizou sua ampla plataforma e a força de sua comunidade para expor e desmantelar redes de exploração sexual infantil na internet. A atitude do influenciador demonstrou que a sociedade civil, quando mobilizada, é uma força poderosa na defesa dos direitos”, defendeu a autora. Para se tornar lei, o projeto deverá ser aprovado em duas discussões no Plenário da Câmara e sancionado pelo prefeito.

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Justiça determina que Google quebre sigilo de usuário que ameaçou Felca

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou neste domingo (17) que o Google quebre em 24 horas o sigilo de um usuário do serviço de e-mail da empresa que ameaçou de morte o youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca. A reportagem procurou o Google e aguarda o posicionamento da empresa. Os e-mails têm os seguintes dizeres: “prepara pra morrer vc vai pagar com a sua vida” e “vc vai morrer se prepara por sua vida vc corre risco e vc vai pagar com a vida”. O juiz Pedro Henrique Valdevite Agostinho determina que sejam repassados “os dados de identificação vinculados à conta de e-mail, contemplando os IPs de acesso dos últimos 6 (seis) meses portas lógicas de origem, data, hora, minutos, segundos e milésimos de segundos, bem como quaisquer dados cadastrais aptos a identificar o usuário responsável.” O magistrado fixou ainda multa diária no valor de R$ 2 mil, limitada a R$ 100 mil, para o caso de descumprimento. Debate O tema da adultização entre crianças e adolescentes nas redes sociais ganhou força depois que o influenciador digital Felca publicou, no último dia 6, um vídeo com denúncias após observar o crescimento desse tipo de conteúdo nas redes sociais — um assunto, segundo ele, “pouco falado por quem tem alcance”. Após a publicação do vídeo, o assunto também entrou em discussão entre parlamentares e autoridades, que, pressionados a reagir diante de um tema tão importante, prometem definir com urgência uma proposta de regulamentação das redes sociais. Em 50 minutos, o youtuber mostrou na prática como o algoritmo funciona para entregar conteúdos com crianças e adolescentes para pedófilos e entrevistou uma psicóloga especializada para falar sobre o perigo da exposição nas redes sociais para as crianças e adolescentes. Repercussão As denúncias apresentadas por Felca apontaram que o influenciador Hytalo dos Santos sexualiza os conteúdos envolvendo os menores, publicados nas redes, além de manter uma convivência apontada como imprópria com os adolescentes em sua casa. Após o vídeo de Felca, o influenciador e o marido, Israel Nata Vicente — conhecido como Euro —, foram presos na sexta-feira (15), em Carapicuíba, na Região Metropolitana de São Paulo, acusados pelos crimes de tráfico humano e exploração sexual infantil. A defesa do casal afirma que ambos são inocentes e “sempre se colocaram à disposição das autoridades”. Consideram também que a decisão de prisão é uma medida “extrema”. Pelo Código Penal brasileiro, caracteriza-se como tráfico de pessoas quando a vítima é aliciada, comprada ou acolhida por outra pessoa, com propósitos que podem incluir remoção de órgãos servidão, submissão a trabalho análogo à escravidão, adoção ilegal ou exploração sexual. Investigação Hytalo e Euro são investigados pelo Ministério Público da Paraíba pela suspeita de explorar menores de idade nas redes sociais por meio de vídeos virais que mostram crianças e adolescentes de forma sexualizada, seminuas e ingerindo bebidas alcoólicas em festas. De acordo com a denúncia do Ministério Público, o influencer pagava às famílias dos adolescentes cerca de três salários mínimos para abrigá-los em sua casa. Os menores, sob a tutela de Hytalo, eram chamados de “cria” pelo influenciador. Ainda segundo o MP, o influencer apreendia os celulares das vítimas para garantir que apenas o seu perfil nas redes sociais fizessem postagens, estratégia que concentrava a audiência em suas plataformas.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/Redes sociais

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Defesa Civil de SP registra ocorrências de queimadas e mobiliza esforços em diferentes regiões do estado

A atuação das equipes municipais de Defesa Civil foi fundamental no enfrentamento às ocorrências de queimadas registradas em diversas regiões do estado entre sábado (16) e domingo (17). Os agentes locais, em conjunto com o Corpo de Bombeiros e brigadistas de apoio, atuaram diretamente na linha de frente para conter as chamas, proteger áreas de risco e garantir a segurança da população. Em Pedregulho, um incêndio às margens da Rodovia Cândido Portinari atingiu um canavial e o acostamento da via. A ocorrência foi controlada. Na região de Atibaia, um incêndio de grandes proporções começou no dia 13 e se estendeu durante o final de semana, nas proximidades da Avenida Fernão Dias. A área queimada ultrapassa 48 hectares, incluindo trechos de vegetação natural e possivelmente Área de Preservação Permanente (APP). Ocorrência segue em andamento. Em Bauru, no sábado (16), equipes atuaram em um incêndio em vegetação rasteira no Parque Roosevelt que consumiu cerca de 3 hectares, sendo controlado pelas equipes da Defesa Civil Municipal, Corpo de Bombeiros e Secretaria do Meio Ambiente, sem vítimas. Em Pirapora do Bom Jesus, as chamas atingiram cerca de 3,5 hectares de vegetação rasteira pela Estrada dos Romeiros. O incêndio foi controlado pelo Corpo de Bombeiros e Defesa Civil Municipal, sem registro de vítimas ou danos a edificações. No município de Taubaté, um incêndio de grandes proporções atingiu área próxima ao Parque do Itaim, alcançando cerca de 80 hectares, grande parte em APP. A ocorrência mobilizou Corpo de Bombeiros, Defesa Civil Municipal, equipes de apoio e da Brigada Militar do Comando de Aviação do Exército. Foram utilizados aproximadamente 52 mil litros de água e caminhões-pipa da Prefeitura. O monitoramento segue na região. Já em Igarapava, durante a madrugada de domingo (17), equipes municipais, brigadistas e usinas atuaram em conjunto no combate a um incêndio em área de APP na região de serra. Não foi possível mensurar a área atingida, mas a ocorrência foi controlada. A Defesa Civil reforça a importância de redobrar os cuidados durante o período de estiagem, evitando queimadas, que além de prejudicarem o meio ambiente, colocam em risco a saúde da população e a segurança de áreas urbanas e rurais.   Foto: Governo de SP

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Moradores de Americana sofrem com acúmulo de lixo em área pública do Parque Gramado

Moradores da Rua Benedito das Chagas, no Parque Gramado, em Americana, relataram acúmulo de lixo em uma área pública e solicitaram a intervenção do vereador Marcos Caetano (PL), que protocolou uma indicação na Câmara Municipal pedindo a limpeza do local. Segundo os relatos encaminhados ao gabinete, o acúmulo de lixo tem contribuído para o aparecimento de insetos e animais peçonhentos, com potencial risco à saúde pública. No documento, o vereador afirma que a situação exige ação imediata do poder público. “A limpeza do local é medida urgente e necessária para garantir melhores condições de segurança e qualidade de vida para todos que transitam pela região”, declarou. A indicação será incluída na pauta da sessão ordinária da próxima terça-feira (19) e encaminhada ao Executivo. Ainda não há previsão para a realização do serviço.   Foto: Freepik (imagem ilustrativa)

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Volume do Sistema Cantareira cai para 41,2% em julho, aponta boletim do PCJ

O Serviço de Água e Esgoto de Artur Nogueira (Saean) informou que o volume útil do Sistema Cantareira caiu para 41,2% no mês de julho, mantendo a tendência de queda. Os dados fazem parte do Boletim Hidrológico divulgado pelo Consórcio PCJ, que aponta também um cenário de chuvas abaixo da média e vazões reduzidas nos principais rios da região. De acordo com o levantamento, a média geral de precipitação nas Bacias PCJ (Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) foi de 16,4 milímetros, valor 33,1% inferior à média histórica para o mês, que é de 24,5 milímetros. Durante todo o mês, apenas dois dias registraram chuvas significativas na região. As vazões médias dos rios permaneceram abaixo da média histórica. O acumulado nos nove postos de monitoramento ficou 47,6% inferior ao esperado para o período. O Rio Piracicaba, em Piracicaba, apresentou no mês vazão média de 24,2 metros cúbicos por segundo, o que representa 60,4% abaixo do esperado para julho. Já o posto no Rio Capivari, em Monte Mor, registrou vazão média de 3,75 metros cúbicos por segundo, apenas 5,1% abaixo da média histórica. Segundo o Consórcio PCJ, de forma geral todos os rios monitorados apresentaram vazões menores que o esperado para o mês de julho. O boletim completo pode ser acessado em agua.org.br/noticias.   Foto: Acervo – Agência das Bacias PCJ

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Vereador protocola projeto que proíbe atividades que sexualizem crianças e adolescentes em Campinas

O vereador Filipe Marchesi (PSB) protocolou na Câmara Municipal de Campinas um projeto de lei que proíbe a participação ou exposição de crianças e adolescentes a atividades escolares, danças, manifestações culturais, exposições de arte ou qualquer outro evento que possa contribuir para a sexualização precoce. A proposta também prevê a inclusão de medidas de conscientização, prevenção e combate à erotização infantil na rede pública de ensino. Pelo texto, ficam vedadas, em instituições públicas ou privadas, atividades que contenham coreografias, conteúdos ou manifestações de cunho pornográfico, erótico ou obsceno, bem como o contato visual com nudez ou seminudade de artistas, seja presencialmente ou por meio de imagens. Exposições de arte com esse tipo de conteúdo também estariam proibidas para menores de idade. “A iniciativa visa preencher uma lacuna na legislação municipal de Campinas, garantindo a salvaguarda dos direitos fundamentais da infância e adolescência”, afirma o vereador. Ele explica ainda que “o projeto não se opõe à educação sexual ou à discussão de temas pertinentes, mas sim à erotização e à hipersexualização que expõem crianças e adolescentes a conteúdos inadequados para sua faixa etária”. A proposta estabelece que qualquer pessoa que testemunhar a presença de crianças e adolescentes em eventos com esse tipo de conteúdo poderá acionar a Guarda Municipal, que deverá promover a retirada do menor. Instituições privadas que descumprirem a lei estarão sujeitas a multa de 1.000 UFICs e eventos poderão ter a autorização cassada. O projeto também inclui ações preventivas, como a obrigatoriedade de medidas educativas no projeto pedagógico das escolas municipais, capacitação de professores e envolvimento das famílias no combate à erotização precoce. Está prevista ainda a criação de um fórum de discussão aberto às famílias para orientação e apoio psicológico. Na justificativa, Marchesi afirma que a medida visa proteger integralmente crianças e adolescentes, em conformidade com a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança. Segundo ele, a proposta busca evitar a exposição a conteúdos inadequados que possam comprometer o desenvolvimento físico, emocional e social, sem restringir a liberdade de expressão artística quando esta for compatível com a faixa etária. O projeto aguarda análise das comissões permanentes antes de ser votado em plenário.   Foto: Câmara de Campinas

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Tentativa de golpe: veja argumentos de Bolsonaro e demais réus contra condenação

O ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus na ação penal que apura uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 apresentaram nesta quarta-feira (13) suas alegações finais ao STF (Supremo Tribunal Federal). Nas manifestações, todos pediram a absolvição e alegaram que não há provas concretas que sustentem as acusações feitas pela PGR (Procuradoria-Geral da República). Com a entrega das alegações finais, o processo entra na reta final e fica pronto para julgamento. Caberá à Primeira Turma do STF decidir o destino dos réus. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, deve conceder um prazo de cerca de um mês para que os demais integrantes do colegiado analisem o processo antes de pedir a inclusão do julgamento na pauta. A ação penal envolve militares e ex-integrantes do governo Bolsonaro acusados de planejar e incentivar ações para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, incluindo reuniões, discursos e supostos planos de interferência no processo eleitoral. A defesa de todos os acusados afirma que os fatos apontados pela PGR foram distorcidos e não configuram crimes previstos no Código Penal. Jair Bolsonaro Defesa de Jair Bolsonaro pediu absolvição – Ton Molina/STF  A defesa do ex-presidente sustenta que houve nulidades processuais, ausência de provas concretas e que as condutas atribuídas a ele não configuram crime. Os advogados afirmam que houve cerceamento de defesa, alegando que não tiveram acesso integral a todo o material probatório — como mídias digitais e dados de celulares — antes das audiências. Alegam ainda que não puderam participar de interrogatórios de outros acusados ligados aos mesmos fatos. Outro ponto é a contestação da validade da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. A defesa sustenta que ele mentiu e foi pressionado, inclusive com restrições de visitas familiares, o que teria viciado a colaboração. Segundo os advogados, a acusação baseia-se quase exclusivamente no depoimento do militar, apesar de omissões e contradições. A defesa afirma que não há provas de envolvimento de Bolsonaro em qualquer plano golpista, nem ordens para movimentação de tropas. Sustenta que manifestações políticas e críticas ao sistema eleitoral são atos legítimos, protegidos pelo debate democrático, e que as ações atribuídas seriam, no máximo, preparatórias — e, portanto, não puníveis. Os advogados ressaltam que ele garantiu a transição de governo e pediu a desmobilização de protestos, o que contrariaria a narrativa acusatória. Sobre os atos de 8 de janeiro de 2023, os advogados dizem que se tratam de crimes multitudinários, nos quais não é possível imputar instigação a um agente sem destinatários determinados. A defesa também nega a existência de organização criminosa armada sob liderança de Bolsonaro. Se o ex-presidente não for absolvido, a defesa pede que seja reconhecido que ele desistiu por vontade própria de levar adiante qualquer suposto plano. Outra opção solicitada é que os crimes apontados sejam tratados como um só ou como partes de uma mesma ação, para evitar que ele seja punido duas vezes pelo mesmo fato. Braga Netto Defesa de Braga Netto pediu absolvição – Antonio Augusto/STF  A defesa de Braga Netto sustenta que o processo deve ser anulado por supostas nulidades processuais ou, no mérito, que não há provas da participação dele em atos criminosos ligados à tentativa de golpe de Estado. A defesa afirma que a investigação nasceu de forma ilegal, ao retomar fatos já arquivados, e que o STF seria incompetente para julgá-lo, pois ele não exercia função com foro privilegiado na época. Também aponta suspeição do relator, ministro Alexandre de Moraes, por ser a “vítima” indicada na denúncia, e acusa o magistrado de atuação “inquisitorial”, incluindo direcionamento de depoimentos e participação em oitivas. Os advogados ainda pedem a nulidade da delação de Mauro Cid, alegando falta de concordância da Procuradoria-Geral da República, ausência de provas de corroboração e coação policial para obtenção de depoimentos. A defesa sustenta que as acusações se baseiam unicamente na palavra de Mauro Cid, com versões contraditórias, e que não há provas de envolvimento de Braga Netto em reuniões golpistas, entrega de dinheiro, coordenação de ataques virtuais ou ligação com os atos de 8 de janeiro de 2023 em Brasília — quando estaria no Rio de Janeiro. Afirma que documentos e grupos de mensagens citados na denúncia não provam sua ciência ou adesão a supostos planos ilícitos. Além disso, argumenta que, mesmo se os fatos fossem comprovados, eles seriam atípicos, configurando no máximo atos preparatórios sem violência ou grave ameaça. Caso haja condenação, a defesa pede pena no mínimo legal, afastamento de agravantes, aplicação de concurso formal e que não seja fixado valor mínimo para reparação de danos. Anderson Torres Defesa de Anderson Torres pediu absolvição – Ton Molina/STF  A defesa do ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF Anderson Torres afirmam que as condutas imputadas a ele são atípicas e que não há provas de participação dolosa nos crimes de organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Entre os pontos centrais, a defesa questiona a competência do STF para julgar o caso, alegando que Torres não tem foro privilegiado e que não há conexão com autoridades que possuem essa prerrogativa. Os advogados também afirmam que houve cerceamento de defesa, citando o indeferimento de diligências como a identificação de quem publicou na internet a chamada “minuta do golpe” — que, segundo eles, já circulava no Google antes de ser apreendida na casa de Torres. A defesa sustenta que a denúncia não descreve elementos essenciais para caracterizar os crimes imputados. Os advogados argumentam que não houve associação estruturada para fins criminosos, nem uso de violência ou grave ameaça por parte de Torres. A defesa rebate episódios citados pela acusação, como a live de julho de 2021, reuniões com ministros e comandantes militares, suposto direcionamento da PRF no segundo turno e a omissão na segurança de Brasília. Em todos os casos, afirmam haver testemunhos e documentos que mostram que Torres não participou de tratativas golpistas, agiu dentro da legalidade e não estava no Brasil

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Seminário esclarece novas regras para aposentadoria de servidores públicos municipais de Sumaré

Evento contou com 160 inscritos e foi realizado pela Câmara Municipal de Sumaré, por meio da Escola do Legislativo Professora Ceilita Miranda De Nadai, em parceria com o Sumprev A Câmara Municipal de Sumaré, por meio da Escola do Legislativo Professora Ceilita Miranda De Nadai, e o Fundo de Previdência Social do Município (Sumprev) realizaram um seminário sobre as novas regras para concessão de aposentadoria aos servidores públicos municipais. O evento gratuito foi realizado nesta quarta-feira (13), no plenário da Câmara, e a transmissão está disponível no canal do Legislativo no YouTube (@camarasumare). Durante o curso, que contou com 160 inscritos em turmas pela manhã e à tarde, foram abordadas as mudanças trazidas pela Lei Municipal nº 6.449/2020, que adequou a legislação local à Reforma da Previdência implementada pelo Governo Federal em 2019. A capacitação foi conduzida pelo advogado Douglas Tanus Amari Farias de Figueiredo, diretor técnico da ABCPREV, empresa que presta serviços de consultoria e assessoria previdenciária. Procurador de carreira no RPPS de Indaiatuba, palestrante e professor, Douglas possui especialização em Regime Próprio de Previdência Social pela Faculdade Damásio, MBA em Gestão Pública e em Direito Processual Civil pela PUC de Campinas. Entre os temas abordados no seminário estão os princípios constitucionais e administrativos aplicáveis ao RPPS, a sustentabilidade do regime e equilíbrio entre custeio e benefícios, as novas regras de aposentadoria na Sumprev, as regras permanentes e de transição, aposentadorias especiais, direito adquirido e suas implicações práticas, abono de permanência, averbação de tempo de contribuição e readaptação funcional sob a ótica previdenciária.   Foto: Câmara de Sumaré

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Bolsonaro apresenta alegações finais no STF e defesa rebate acusações de tentativa de golpe

Advogados do ex-presidente (PL) apresentaram alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF)  O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou, na noite desta quarta-feira (13/8), suas alegações finais no processo que o acusa de participar de uma tentativa de golpe de Estado, em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). Em documento protocolado, a defesa alega falta de provas, cerceamento de defesa e pede a nulidade da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.  Segundo a defesa, a denúncia central — de que Bolsonaro teria conduzido uma campanha contra as urnas eletrônicas, realizado uma live, participado de reunião ministerial e encontro com embaixadores com o objetivo de se manter no poder — não se sustenta. O documento também rebate a acusação de que ele teria elaborado uma minuta golpista prevendo a prisão de autoridades e intervenção no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alegando que tal texto não consta nos autos.  “O texto que previa apenas a prisão do ministro Alexandre de Moraes também não existe, nunca foi encontrado”, afirmou a defesa, classificando as acusações como “tão absurdas quanto alternativas”. O ex-presidente também nega qualquer responsabilidade pelos atos de 8 de janeiro.  Entre os crimes imputados aos integrantes do chamado núcleo 1 do processo estão: Organização criminosa armada; Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; Golpe de Estado; Dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União; Deterioração de patrimônio tombado.  As alegações finais foram apresentadas após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defender a condenação de todos os acusados. Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, solicitou a manutenção dos termos de sua delação premiada firmada com a Polícia Federal.  Esta é a última fase antes de o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, pedir a marcação do julgamento dos réus do núcleo 1, previsto para ocorrer em setembro. (Renan Isaltino) Fonte e Foto: R7

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Cordeirópolis economiza 15 milhões de litros de água em 10 dias com decreto de restrição

Volume é suficiente para abastecer a cidade por um dia e meio Em apenas 10 dias de vigência do decreto municipal que restringe o uso de água potável para lavagem de veículos e calçadas, Cordeirópolis alcançou uma economia estimada em 15 milhões de litros. De acordo com o presidente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), Marco Gomes da Silva, o volume é suficiente para abastecer a cidade por aproximadamente um dia e meio. Nesse período, a represa do Mirante registrou redução de cerca de 50% na captação de água. Outro avanço importante foi a proibição da retirada de água por caminhões na represa da Figueira, prática que ocorria há quase dois anos. Com a medida, aproximadamente 300 mil litros por dia deixaram de ser retirados, permitindo que o recurso volte a alimentar a barragem da Santa Marina. Ainda segundo o presidente do SAAE, Cordeirópolis tem reserva de água para até 1º de outubro, considerando todos os esforços feitos até o momento para economizar água. “Nesta semana, vamos protocolar o pedido de licença de operação da barragem da Santa Marina 2, após o atendimento de todos os apontamentos feitos pelos órgãos ambientais”, informou. “Esse resultado mostra que as medidas adotadas pela prefeitura e pelo SAAE estão surtindo efeito. Agradeço a todos que têm colaborado. A conscientização é de extrema importância para garantir o uso sustentável da água”, destacou a prefeita Cristina Saad.   Foto: Prefeitura de Cordeirópolis

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