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Brasil entra na rota de sanções contra a Rússia por comprar diesel; preço pode subir

“A Europa aumentará a pressão sobre Moscou por meio de sanções. Foi isso que acordamos com @POTUS após a sua conversa com Putin.” A postagem de Friedrich Merz, na noite de segunda-feira (19), feita após conversa de líderes europeus com Donald Trump, foi apenas o último indício de uma nova ofensiva econômica contra a Rússia. Quem está na alça de mira, no entanto, são países que compram petróleo de Vladimir Putin, entre eles o Brasil. O 17º pacote de sanções da União Europeia contra a Rússia, com especial atenção ao comércio de petróleo do país, foi divulgado horas depois, nesta terça-feira (20). Ainda que não interrompa o fluxo, a pressão já afeta os preços do produto e, segundo o setor, poderá ter algum impacto nas bombas brasileiras em futuro próximo. Em 2024, a Rússia se consolidou como principal origem do diesel importado pelo Brasil, para suprir déficit de 25% entre a capacidade nacional de produção e a demanda pelo combustível, o principal motor do transporte rodoviário de cargas no país. Em recente e controversa visita a Moscou, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentou a conta para 30%. Em entrevista, ao comentar sobre o déficit brasileiro na balança comercial entre os dois países, declarou que “70% dos 30% é importado aqui da Rússia”. De acordo com dados da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), 63,6% do diesel comprado de fora pelo Brasil neste ano veio do país de Putin. O índice era de 50,4% em 2023. Lula enumerou as razões de sua presença em Moscou, em meio a dezenas de ditadores e autocratas, fato muito criticado na Europa: “Primeiro, porque a Rússia é um bom parceiro comercial”. Naquele momento, chanceleres do bloco definiam os contornos do 17º pacote de sanções contra o país, em que a chamada “shadow fleet”, a frota fantasma que transporta o petróleo russo driblando restrições, é o principal alvo. São por enquanto 350 petroleiros, responsáveis pelo escoamento de 85% do petróleo russo, que desde a invasão da Ucrânia em 2022 e a série de sanções econômicas lançadas por União Europeia e EUA se tornou um produto em oferta. Os principais compradores são China e Índia, parceiros de Brasil e Rússia nos Brics. Ainda que não sejam clandestinas, as transações sofrem inúmeros percalços para chegar aos compradores. Segundo documento elaborado pela Abicom, os embarques do combustível ocorrem apenas pelos portos de Primorsk, Vigotski, São Petersburgo e Ust-Luga, todos localizados na região de São Petersburgo. Para chegar ao Brasil, os navios atravessam o golfo da Finlândia, o mar Báltico, os estreitos dinamarqueses, o mar do Norte e o canal da Mancha em um trajeto que leva aproximadamente 24 dias até o porto de Santos. São de quatro a cinco dias a mais do que o caminho de importações provenientes dos EUA. “Apesar das rotas mais longas em comparação às originárias do golfo do México, da passagem por trechos críticos e pelas costas de diversos países membros da Otan, os derivados de petróleo russos vêm se consolidando no mercado brasileiro”, diz a associação. Desde o último fim de semana, com a iminência da aprovação do pacote de Bruxelas, aos trechos críticos se somaram escaramuças militares. No domingo (18), um petroleiro de bandeira grega, que havia deixado um porto na Estônia, foi abordado pela marinha russa em uma rota de trânsito negociada. Dias antes, um caça Sukhoi Su-37 invadiu o espaço aéreo estoniano depois que um navio carregando óleo russo foi escoltado para fora do mar territorial do país. O tom de retaliação ficou evidente. “Quanto mais tempo a Rússia continuar em guerra, mais dura será a nossa resposta”, declarou em rede social Kaja Kallas, a chanceler da União Europeia, adiantando que a 18ª edição de sanções já está em preparação. Um novo lote de navios que transportam petróleo russo devem ser atingidos, assim como já se discute no âmbito do G7 diminuir o teto do produto de US$ 60 para US$ 50 -o sistema limita o prêmio pago por seguradoras, o que torna a operação ou menos lucrativa ou mais arriscada. A retórica europeia sobre o problema, no entanto, foi muito além, na última semana. Jean-Noël Barrot, ministro de Relações Exteriores da França, afirmou ver com interesse legislação gestada no Congresso dos EUA pelo senador Lindsey Graham. O republicano linha-dura da Carolina do Sul propõe 500% de tarifa sobre os negócios russos, incluindo os países que mantêm comércio com Moscou. Questionada sobre a proposta em Tirana, na Albânia, na última sexta-feira (16), a presidente da União Europeia, Ursula von der Leyen, declarou apenas estar em contato próximo com o senador. Barrot tem se notabilizado por usar um tom acima nas negociações transatlânticas. No auge da guerra comercial instalada por Trump, no mês passado, foi o primeiro a anunciar que a Europa colocaria as big techs americanas no pacote de retaliações. Dias depois, Von der Leyen confirmou a ameaça. Ainda que o pacote europeu não consiga interromper o trânsito de petroleiros e renovar a discussão de tarifas com países como a China seja algo impensável neste momento, a influência sobre o preço do óleo russo já é uma realidade. No caso do diesel, a vantagem em relação ao produto americano, que já chegou a ser de R$ 0,15 por litro, caiu para algo entre R$ 0,03 e R$ 0,04. Segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), as importações são feitas por empresas de todos os portes, desde pequenas distribuidoras regionais de combustíveis às gigantes Ipiranga e Vibra (antiga BR Distribuidora). A Petrobras não compra diesel russo, preferindo buscar o produto nos EUA, na Índia ou em países árabes. A estatal foi responsável por um terço das importações brasileiras de diesel no ano passado. No setor privado, no entanto, as compras da Rússia são a maioria. Executivos do setor ouvidos pela Folha dizem que as grandes distribuidoras já vinham adotando cautela para evitar a compra de produtos de fornecedores alvos de sanções. Vibra e Ipiranga, por exemplo, têm ações em Bolsa e temem o

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Veja a lista de países que suspenderam compras de aves brasileiras devido à gripe aviária

O Ministério da Agricultura e Pecuária publicou nesta quarta-feira (21) uma nota que atualiza a lista de países que suspenderam temporariamente as importações brasileiras de carnes de aves devido ao caso de gripe aviária identificada no Rio Grande do Sul, no município de Montenegro. Segundo o texto, as exportações foram suspensas de forma total para China, União Europeia, México, Iraque, Coreia do Sul, Chile, África do Sul, União Euroasiática, Peru, Canadá, República Dominicana, Uruguai, Malásia, Argentina, Timor-Leste, Marrocos, Bolívia, Sri Lanka, Paquistão, Filipinas e Jordânia. Outros países, contudo, suspenderam a compra apenas do Rio Grande do Sul, como Reino Unido, Bahrein, Cuba, Macedônia, Montenegro, Cazaquistão, Bósnia e Herzegovina, Tajiquistão e Ucrânia. Japão e Arábia Saudita, por outro lado, impuseram a suspensão apenas ao município de Montenegro, onde foi identificado o caso da doença. Em nota, o ministério disse que “permanece em articulação com as autoridades sanitárias dos países importadores, prestando, de forma ágil e transparente, todas as informações técnicas necessárias sobre o caso”. “As ações adotadas visam garantir a segurança sanitária e a retomada segura das exportações o mais breve possível”, finaliza.   Fonte: R7 Foto: Faesp/Senar/Divulgação/Arquivo

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Ex-comandante da Aeronáutica depõe no STF em ação que julga Bolsonaro por tentativa de golpe

O ex-comandante da FAB (Força Aérea Brasileira) tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior depõe nesta quarta-feira (21) às 11h30 no STF (Supremo Tribunal Federal). O militar, que chefiou a instituição durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), será ouvido como testemunha na ação que julga o chamado núcleo 1 de réus por tentativa de golpe de Estado — grupo que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O depoimento será por videoconferência, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Baptista Júnior é testemunha de acusação, indicado pela PGR (procuradoria-Geral da República), e de defesa — apontado pelos advogados de Bolsonaro, do ex-comandante da Marinha Almir Garnier e do ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira, que também integram o núcleo 1 e são réus. O militar, segundo as investigações, teria dito que Bolsonaro apresentou a ele e aos comandantes das Forças soluções para reverter a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva depois das eleições. Essa etapa marca o início da instrução processual, quando há produção de provas para a acusação e a defesa. Também fazem parte do núcleo 1 sete integrantes do governo de Bolsonaro (veja a lista completa abaixo). As testemunhas foram indicadas pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e pelas defesas dos oito réus do núcleo 1. Ao todo, foram indicadas 82 testemunhas. Réus do núcleo 1 Jair Messias Bolsonaro – ex-presidente da República; Alexandre Ramagem – ex-diretor-geral da Abin e atual deputado federal; Almir Garnier – almirante e ex-comandante da Marinha; Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF; Augusto Heleno – general da reserva e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Mauro Cid – tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro; Paulo Sérgio Nogueira – general e ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto – general da reserva, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, e vice de Bolsonaro nas eleições de 2022. Além dos integrantes do núcleo 1, o STF já aceitou as denúncias da PGR e tornou réus os envolvidos nos outros três núcleos do esquema. Réus do núcleo 2 Fernando de Sousa Oliveira – delegado da Polícia Federal, ex-secretário-adjunto de Segurança Pública do DF; Filipe Martins – ex-assessor de Assuntos Internacionais da Presidência; Marcelo Câmara – coronel da reserva do Exército e ex-assessor da Presidência; Marília Ferreira de Alencar – delegada da PF, ex-diretora de planejamento da Secretaria de Segurança Pública do DF; Mário Fernandes – general da reserva, ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência; Silvinei Vasques – ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Réus do núcleo 3 Bernardo Romão Correa Netto (coronel do Exército, preso na operação Tempus Veritatis); Estevam Theophilo (general da reserva e ex-chefe do Comando de Operações Terrestres); Fabrício Moreira de Bastos (coronel); Hélio Ferreira Lima (tenente-coronel); Márcio Nunes de Resende Júnior (coronel); Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel, ligado ao grupo “kids pretos”); Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel); Ronald Ferreira de Araújo Júnior (tenente-coronel, citado em discussões sobre minuta golpista); Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel); Wladimir Matos Soares (agente da Polícia Federal). Réus do núcleo 4 Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército); Ângelo Martins Denicoli (major da reserva); Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente); Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel); Reginaldo Vieira de Abreu (coronel), Marcelo Araújo Bormevet (policial federal); Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal).   Fonte: R7 Foto: Sgt. Bianca/Força Aérea Brasileira

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Fiscalização em estabelecimentos avícolas que receberam cargas do RS é reforçada em SP

Após a confirmação do primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em avicultura comercial no país, no último dia 16, no município de Montenegro, no estado do Rio Grande do Sul, a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) do Estado de São Paulo, realizou nesta segunda-feira (19) fiscalizações em granjas que receberam neste mês cargas, sejam ovos ou aves, e que tinham como origem o estado afetado. As ações aconteceram em granjas nos municípios de Arthur Nogueira e Pirassununga, além de um incubatório no município de Tietê. “Importante salientar que as cargas fiscalizadas nesta segunda-feira não tinham como origem nenhum dos municípios que estão dentro do raio de 30 km do município onde ocorreu o foco”, explica Paulo Blandino, médico-veterinário e gerente do Programa Estadual de Sanidade Avícola (PESA). As fiscalizações desta segunda-feira são parte dos esforços da Defesa Agropecuária, que desde 2023, ano em que São Paulo registrou o primeiro caso da doença em ave silvestre, vem intensificando as ações de vigilância ativa e inspeção clínica em animais. Do início de 2024 até o presente momento, foram realizadas 3.305 ações de vigilância ativa em todo o território paulista, com atenção especial ao litoral. Treinamento e plano de contingência No último mês, a partir da reciclagem que está em andamento no estado para médicos veterinários privados habilitados/cadastrados, a Defesa Agropecuária reforçou junto aos profissionais as medidas de biosseguridade que devem ser verificadas em granjas de produção, além de apresentar o plano de contingência do Mapa que está em vigor. Mais de 200 profissionais participaram das atividades. Acrescido a isso, passará a ser obrigatório e verificado a partir do mês de junho, em fiscalizações em granjas de produção, a implementação de um plano de contingência para IAAP e Doença de NewCastle, além de capacitação constante de colaboradores e funcionários acerca dos temas. Por ser uma zoonose, trabalhos de educação também vêm sendo desenvolvidos junto com outras instituições como Secretaria da Saúde e Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, projetos de monitoramentos de praias (PMP), prefeituras municipais e ICMBIO. Fórum Estadual Dando sequência aos trabalhos, a Defesa Agropecuária (CDA), em conjunto com a Associação Paulista de Avicultura (APA) e com a Câmara Setorial de Ovos e Derivados, realizará no dia 3 de junho, das 8h às 18h, no Memorial da América Latina, em São Paulo, o II Fórum Estadual de Influenza Aviária. Na ocasião, especialistas abordarão diversos aspectos envolvendo a situação da doença no Brasil e no mundo. A atividade conta ainda com o apoio da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativa (SCEIC), Secretaria da Saúde (SES), Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Para participar, basta inscrever-se em https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/www/eventos/inscricoes/?action=formlarioInscricoes&id_curso=300. Na programação, palestras técnicas de profissionais que atuam a nível nacional e internacional, a exemplo de Luciana da Costa, professora na Universidade de Ohio e que irá abordar a Ocorrência do vírus da Influenza Aviária (H5N1) em bovinos nos Estados Unidos e a transmissão para humanos. Além de Luciana, compõem a programação Rodrigo Frutuoso, da Organização Panamericana de Saúde (OPAS); Telma Regina, do Centro de Vigilância Epidemiológica da SES; Paulo Blandino, médico veterinário e gerente do Programa Estadual de Sanidade Avícola (PESA) da Defesa Agropecuária; Claudia Carvalho do Nascimento, responsável pelo Projeto de Monitoramento de Praias (PMP); Liliane Milanelo, da Semil, e Ésper Kálias representando o Instituto Butantan.   Foto: Governo de SP

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Dedetização será realizada nesta quinta-feira (22) em dois bairros de Cordeirópolis

A Prefeitura de Cordeirópolis, por meio da Secretaria de Serviços Públicos, realiza nesta quinta-feira (22) uma ação de dedetização em dois bairros da cidade: Florença e Vila Boteon. O serviço terá início às 7h30 e visa fazer o controle de pragas urbanas, como baratas, ratos e escorpiões. “Durante o procedimento, é importante que os moradores colaborem tomando algumas precauções, como manter os ralos tampados e evitar que animais domésticos fiquem próximos às áreas que receberão o produto químico”, afirmou a prefeitura.

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Prefeitura de Pìracicaba quer simplificar processos para destravar regularização de imóveis; entenda

Duas matérias de autoria do Executivo de Piracicaba que devem em breve ser votadas pelo plenário da Câmara foram objeto de debate em audiência pública, na tarde desta sexta-feira (16), convocada pela Comissão de Legislação, Justiça e Redação. Os projetos de lei complementar 9 e 11/2025 propõem, respectivamente, a regularização de edificações irregulares e a regularização fundiária de núcleos rurais e urbanos. O objetivo da gestão Helinho Zanatta (PSD) com as medidas é reduzir a burocracia e destravar a regularização de imóveis. Os secretários municipais de Obras, Infraestrutura e Serviços Públicos, Luciano Celêncio, e de Habitação e Regularização Fundiária, Alvaro Saviani, além de servidores de ambas as pastas, tiraram dúvidas de parlamentares e do público presentes na discussão, ocorrida no plenário da Câmara e comandada pelo vereador Gustavo Pompeo (Avante), presidente da comissão responsável por analisar a legalidade das propostas que tramitam na Casa. “No meu gabinete sempre temos esse tipo de conversa e é uma demanda que surge em todas as regiões de Piracicaba. Entendemos que esses são projetos importantes que podem beneficiar a população”, ressaltou Gustavo Pompeo. “É um assunto importante, um pouco polêmico até, mas que muita gente esperou por anos por isso”, acrescentou o vereador Renan Paes (PL), relator da CLJR. O projeto de lei complementar 9/2025 permite que proprietários de imóveis construídos de forma irregular até a data de publicação da futura lei possam efetuar a regularização das áreas, com posterior registro nas matrículas. A medida deve beneficiar o município, uma vez que possibilitará o cálculo de impostos com base na área real construída, “refletindo de forma mais justa o cumprimento das obrigações fiscais pelos contribuintes e evitando a perda de receitas públicas”, e também os proprietários das edificações, que, com a regularização de seus registros em cartório, passarão a ter acesso a linhas de crédito para reformas e construções. Atualmente, há 1.603 processos de regularização de edificações em aberto na Prefeitura. Celêncio orientou, durante a audiência pública, que, após o projeto aprovado tornar-se lei, o responsável técnico solicite, via sistema “Prefeitura Sem Papel”, o arquivamento do processo atualmente sob sua tutela e abra um novo requerimento, já sob as novas regras. “A partir do momento em que essa lei for publicada, eu orientaria os profissionais e os proprietários que peçam o arquivamento desse processo anterior e abram já o novo processo, que é muito mais simples e mais rápido, para podermos dar celeridade, zerar essa fila e dar continuidade à análise somente [com base] na nova lei.” Celêncio explicou que a nova lei trará o instrumento da autodeclaração, que visa agilizar todo o processo. “Temos nela todos os componentes que precisam ser apresentados: o projeto simplificado do imóvel construído; as partes existentes e as irregulares; os memoriais; a RT do profissional; e uma declaração em que o proprietário e o responsável técnico atestam os parâmetros urbanísticos”, listou. A partir disso, a emissão da certidão, pela Secretaria, ocorrerá “em questões de dias”. “E, logo após a emissão desse alvará, temos condições já de emitir a própria guia de ISS e o certificado de regularização, para que a pessoa tenha o direito de averbar a sua construção na matrícula e, assim, ter a finalização do seu processo construtivo. Isso vai dar oportunidade a toda a população de regularizar seus imóveis e também à Prefeitura de recolher aos seus cofres a parte do ISS dos que ampliaram a casa em algum momento sem obter a documentação desejada.” A lei valerá por 365 dias a partir da data em que for publicada no Diário Oficial, prorrogáveis por igual período. “Ela tem um prazo, porque não podemos abrir isso eternamente, senão as pessoas vão querer se beneficiar sempre de uma brecha de regularização. Então, a partir desse momento, o Poder Público tem a obrigação de aumentar o seu efetivo em relação à fiscalização, para que as novas construções que venham a surgir sejam feitas corretamente, de acordo com o rito legal. E que fique claro: essa lei regulariza o imóvel, e não a atividade que há nele”, completou Celêncio. Já o projeto de lei complementar 11/2025 tem como parâmetros a lei federal 13.465/2017 e o decreto federal 9.310/2018 e estabelece normas e procedimentos para a regularização de parcelamentos ilegais, irregulares ou clandestinos, permitindo, com isso, a instituição de desmembramento, loteamento, loteamento de acesso controlado ou condomínio de lotes. O Executivo classifica a medida como “fundamental para organizar e legitimar áreas já consolidadas, garantindo que as edificações sejam aprovadas pela Secretaria de Obras, Infraestrutura e Serviços Públicos”, mesmo que apresentem inconformidades urbanísticas, desde que protocoladas no prazo de 180 dias a partir da emissão das matrículas dos lotes individualizados. O projeto resolve outra questão destacada por Saviani na audiência pública, que é possibilitar aos beneficiários a obtenção do Certificado de Regularização Fundiária mediante a apresentação de um Termo de Compromisso de Obras, o qual terá força de título executivo extrajudicial, abolindo a necessidade de carta de fiança bancária. “Entendo que esta seja uma das maiores dificuldades na lei que hoje está em vigor. A legislação atual exige uma carta de fiança bancária. Desde quando essa lei entrou em vigor em 2019, nenhum núcleo foi regularizado na zona rural. O montante financeiro que o pessoal do loteamento tem que se organizar para conseguir essa carta de fiança, [a partir da aprovação da lei] ele pode usar esse dinheiro para fazer a infraestrutura. A novidade que estamos colocando é a apresentação de um Termo de Compromisso, em que terão quatro anos para fazer as obras de infraestrutura no referido núcleo“, explicou o secretário. Saviani informou que, entre os núcleos informais de interesse social (identificados como Reurb-S) existentes hoje em Piracicaba, 31 estão sendo regularizados pela gestão Helinho Zanatta: 13 estão com o processo em andamento, abrangendo 577 lotes, 14 estão em licitação (1.577 lotes), dois estão sendo regularizados em parceria com a CDHU (1.588 lotes) e outros dois (1.126 lotes) pela própria equipe da Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária. Já os núcleos classificados como Reurb-E, de interesse específico, totalizam 206 parcelamentos irregulares na zona rural do município, dos quais

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China suspende habilitação de 51 frigoríficos de frango brasileiros após caso de gripe aviária

A China suspendeu a habilitação de 51 frigoríficos de produtos avícolas do Brasil. A medida ocorre em meio à suspensão temporária das exportações de carne de frango e derivados brasileiros ao país asiático, após a confirmação de um caso de gripe aviária (influenza aviária de alta patogenicidade) em uma granja comercial no Rio Grande do Sul. A lista consta na plataforma de registro de fabricantes estrangeiros de alimentos importados da Administração Geral de Alfândegas da China (GACC), consultada pelo Broadcast Agro, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. De acordo com a plataforma da GACC, a suspensão está válida desde esse sábado (17). Ao todo, 59 frigoríficos de carne de aves e derivados do país estão com habilitação suspensa pela autoridade sanitária chinesa. Deste total, oito frigoríficos do Rio Grande do Sul habilitados para a comercialização ao país já estavam com suspensão da aptidão desde 17 de julho de 2024, quando um caso da Doença de Newcastle foi confirmado no estado. Entre os gigantes do setor, na lista constam 12 plantas da Seara marca da JBS, três da JBS Aves, e 10 unidades industriais da BRF. Entre os estados produtores de frango e derivados, 21 frigoríficos suspensos estão localizados no Paraná, maior exportador de frango do Brasil, 14 em Santa Catarina e oito no Rio Grande do Sul — que já estavam suspensos desde 17 de julho de 2024. Os frigoríficos gaúchos que já estavam suspensos são: Cooperativa Central Aurora Alimentos, de Erechim (SIF 68); BRF S.A., de Serafina Corrêa (SIF 103); Cooperativa Languiru Ltda, de Westfalia (SIF 730); JBS Aves Ltda, de Passo Fundo (SIF 922); Companhia Minuano de Alimentos, de Lajeado (SIF 1661); BRF S.A., de Marau (SIF 2014); JBS Aves Ltda, de Montenegro (SIF 2032); e Agrosul Agroavicola Indústrial S/A, de São Sebastião do Caí (SIF 4017). A suspensão temporária dos embarques está prevista no protocolo sanitário acordado entre Brasil e China. O protocolo determina que, em caso de enfermidade de notificações obrigatórias, como a gripe aviária, haja suspensão imediata das certificações das exportações pelo país. “Comunicamos a China que respeitamos o protocolo acordado, o que significa a suspensão dos embarques desde 15 maio”, afirmou o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, ao Broadcast Agro. Até a noite de sexta-feira (16), a China não havia se manifestado sobre o tema para o governo brasileiro, em virtude do horário local. O comunicado enviado pelo Brasil à China foi enviado na manhã de sexta-feira em Brasília e na noite de sexta-feira na China, quando os órgãos públicos chineses já haviam encerrado expediente para o fim de semana. Ainda na sexta-feira, o governo brasileiro comunicou os frigoríficos habilitados a exportar para a China que a certificação sanitária internacional de carne de aves para a China estava suspensa temporariamente e cautelarmente a partir de 15 de maio de 2025, data da confirmação do caso de gripe aviária. O governo brasileiro espera negociar com a China a flexibilização da restrição dos embarques para o município ou Estado onde o foco de gripe aviária foi detectado. A expectativa é que essa regionalização ocorra após a conclusão do foco de gripe aviária em Montenegro, contabilizado em 28 dias depois da desinfecção do local. A China é o principal destino do frango brasileiro, perfazendo 13% dos embarques totais do Brasil. De janeiro a abril deste ano 192 mil toneladas de carne de frango foram exportadas para a China com receita de US$ 455 milhões. Em 2024, o Brasil exportou 561 mil toneladas de carne de frango à China, gerando US$ 1,288 bilhão em vendas externas. Veja abaixo a lista completa de frigoríficos brasileiros de frango suspensos pela China. A lista inclui os oito estabelecimentos gaúchos suspensos desde 17 de julho de 2024. As informações foram compiladas pelo Broadcast Agro junto à GACC: 1 – SIF1 BRF S.A., de Concórdia, Santa Catarina 2 – SIF1001 BRF S.A., de Rio Verde, Goiás 3 – SIF103 BRF S.A., de Serafina Corrêa, Rio Grande do Sul 4 – SIF1155 JBS Aves Ltda, de Nova Veneza, Santa Catarina 5 – SIF1194 Seara Alimentos Ltda, de Amparo, São Paulo 6 – SIF121 BRF S.A., de Uberlândia, Minas Gerais 7 – SIF1215 Seara Alimentos Ltda , de Rolândia, Paraná 8 – SIF1661 Companhia Minuano de Alimentos , de Lajeado, Rio Grande do Sul 9 – SIF1672 Lar Cooperativa Agroindustrial, de Cafelândia, Paraná 10 – SIF1798 Cooperativa Central Aurora Alimentos, de Quilombo, Santa Catarina 11 – SIF18 BRF S.A., de Dourados, Mato Grosso do Sul 12 – SIF2014 BRF S.A., de Marau, Rio Grande do Sul 13 – SIF2022 Seara Alimentos, de Guapiaçu, São Paulo 14 – SIF2032 JBS Aves Ltda, de Montenegro, Rio Grande do Sul 15 – SIF2172 Seara Alimentos Ltda, de Forquilhinha, Santa Catarina 16 – SIF2485 Seara Alimentos Ltda , De Nuporanga, São Paulo 17 – SIF3125 Cooperativa Central Aurora Alimentos, de Maravilha, Santa Catarina 18 – SIF3300 C.Vale – Cooperativa Agroindustrial, de Palotina, Paraná 19 – SIF3404 São Salvador Alimentos S/A, de Itaberaí, Goiás 20 – SIF3409 Bello Alimentos Ltda, de Itaquiraí, Mato Grosso do Sul 21 – SIF3571 Rivelli Alimentos S/A, de Barbacena, Minas Gerais 22 – SIF3595 Seara Alimentos Ltda, de Sidrolândia, Mato Grosso do Sul 23 – SIF3742 Seara Alimentos Ltda, de São José, Santa Catarina 24 – SIF3887 Coopavel Cooperativa Agroindustrial, de Cascavel, Paraná 25 – SIF4017 Agrosul Agroavícola Industrial S/A, de São Sebastião do Caí, Rio Grande do Sul 26 – SIF4166 Gonçalves & Tortola S/a, de Maringá, Paraná 27 – SIF4430 Seara Alimentos Ltda, de Itapetininga, São Paulo 28 – SIF4444 Lar Cooperativa Agroindustrial, de Matelândia, Paraná 29 – SIF490 Seara Alimentos Ltda, de Seara, Santa Catarina 30 – SIF516 Copacol – Cooperativa Agroindustrial Consolata, de Cafelândia, Paraná 31 – SIF576 Seara Alimentos Ltda, de Itapiranga, Santa Catarina 32 – SIF601 Cooperativa Central Aurora Alimentos, de Xaxim, Santa Catarina 33 – SIF68 Cooperativa Central Aurora Alimentos, de Erechim, Rio Grande do Sul 34 – SIF716 BRF S.A., de Toledo, Paraná 35 – SIF725 Vibra Agroindustrial S/A, de Sete Lagoas,

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Agente Secreto leva frevo para Cannes e tem estreia aplaudida

O longa-metragem O Agente Secreto, do cineasta Kleber Mendonça Filho, teve sua estreia mundial neste domingo (18), no 78º Festival de Cannes, na França. A produção, protagonizada por Wagner Moura, é uma das concorrentes à Palma de Ouro, principal prêmio do evento. A exibição foi acompanhada por uma celebração cultural brasileira e recebeu aplausos do público por aproximadamente 15 minutos. O filme é uma coprodução entre Brasil, Alemanha, França e Holanda, e contou com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), vinculado à Agência Nacional do Cinema (Ancine), com apoio do Ministério da Cultura (MinC). A delegação brasileira foi composta por atores e membros da equipe técnica, como Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Juliana Paes, Barbara Paz, Isabel Zuaa, Caio Venâncio, a produtora Emilie Lesclaux e o próprio diretor. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, e a secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga, também participaram do evento. A chegada da comitiva ao tapete vermelho foi marcada por uma apresentação de frevo pernambucano, reunindo orquestra e artistas que levaram a musicalidade brasileira às ruas de Cannes. Conferência Ainda na França, o Brasil promoveu a conferência “Com quem (co)produzir no Brasil?”, no âmbito do Marché du Film. O objetivo foi apresentar ao mercado internacional os diferentes perfis regionais do audiovisual brasileiro. O encontro contou com representantes de entidades como a Associação de Produtores do Nordeste (APAN), a Conexão Audiovisual Centro-Oeste, Norte e Nordeste (CONNE), e a Fundação Cinema do Rio Grande do Sul (Fundacine). Durante sua participação, a ministra Margareth Menezes destacou o papel estratégico da cultura nacional em eventos internacionais. “O Marché du Film traz o Brasil como país de honra. Isso representa uma oportunidade importante de valorização da nossa produção cultural. Estamos trabalhando para ampliar a inserção do audiovisual brasileiro no cenário global”, disse a ministra, de acordo com nota divulgada pelo ministério. Kleber Mendonça Filho ressaltou a relevância do financiamento público para o setor cultural. “Fazer a cultura se expressar artisticamente faz parte do que uma nação significa. O Brasil tem uma vocação muito especial, reconhecida internacionalmente. É motivo de orgulho realizar esse filme com recursos públicos, tanto brasileiros quanto de outros países parceiros”, enfatizou. Diversidade Outro destaque da programação foi o painel “Vozes da Maioria no Cinema: Os 54% Negros do Brasil Não Podem Esperar”, que discutiu a representatividade negra no audiovisual. A atividade reuniu artistas, produtores e entidades parceiras, como o Instituto Guimarães Rosa, ONU Mulheres, Instituto Nicho 54 e Projeto Paradiso. Participaram da mesa a atriz e produtora Camila Pitanga, Robson Dias (Búzios Films), Bethânia Maia (Vaporosa Cultural) e o compositor Pedro Santiago, com mediação de Markus Thersio. Camila Pitanga destacou a importância de um cinema mais plural. “Queremos ver um Brasil que reflita a diversidade de sua população, com espaço para vozes como as de Carolina Maria de Jesus e Luiz Gama. Esse é o cinema brasileiro que queremos construir”, ressaltou a atriz. O painel reforçou a necessidade de políticas públicas que garantam equidade racial na cadeia produtiva e incentivem narrativas diversas no setor audiovisual.   Fonte: Agência Brasil Foto: festivaldecannes/Instagram

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MC Ryan visita estádio do XV de Piracicaba e se desculpa pelos danos ao gramado

O cantor MC Ryan SP esteve no Estádio Municipal Barão da Serra Negra, em Piracicaba (SP), na tarde desta sexta-feira (16), para se desculpar pessoalmente pelos danos causados ao gramado do local durante sua apresentação no último fim de semana. O episódio gerou grande repercussão nas redes sociais e preocupações sobre a condição do campo, que é utilizado pela equipe do XV de Piracicaba. O artista já efetuou o pagamento integral do orçamento para a troca completa do gramado, que será executada pela empresa World Sports Gramados Esportivos. A obra está prevista para começar na próxima segunda-feira (19), e tem como objetivo restaurar a qualidade do campo para o uso das competições esportivas. As informações sobre a visita de MC Ryan e as ações tomadas pelo cantor foram divulgadas pelo próprio XV de Piracicaba. Segundo o clube, o cantor gravou uma mensagem de desculpas para os torcedores e para a cidade, mostrando comprometimento em corrigir o ocorrido. Na ocasião, o artista ganhou uma camisa do time, que leva o número 15, com seu nome. As obras de reestruturação do gramado deverão ser concluídas antes do início da Copa Paulista Sicredi 2025. O XV de Piracicaba, conhecido como Nhô Quim, tem o primeiro jogo em casa agendado para o fim de semana do dia 22 de junho, e a expectativa é que o campo já esteja em perfeitas condições para a estreia da equipe. Foto: Reprodução/Redes sociais

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Em assembleia com sócios, Guarani aprova a transformação para SAF

Na noite de quarta-feira (14), o Guarani Futebol Clube aprovou, em assembleia, o capítulo do seu novo estatuto social que viabiliza a transformação da agremiação em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A decisão, tomada após debates entre conselheiros e sócios, marca o início de uma nova fase para o Bugre. A proposta de mudança, que vem sendo discutida desde o final de 2024, representa um marco importante para o Guarani, que agora se alinha ao modelo de clube-empresa, uma tendência crescente no futebol brasileiro. O novo estatuto reflete as diretrizes necessárias para a criação da SAF, mas ainda depende de ajustes finais antes de ser concluído. A assembleia realizada na última quarta-feira teve duração de cerca de quatro horas e contou com a presença de sócios e conselheiros. No entanto, o ponto mais aguardado da reunião — a aprovação da SAF — não gerou polêmica e foi aceito pelos presentes. Agora, a expectativa é de que os ajustes necessários sejam feitos o mais breve possível, permitindo que o Guarani formalize a criação da SAF e dê início à sua nova gestão.   Foto: Reprodução/Guarani

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