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Funcionários das UPAs de Piracicaba recebem salários após atrasos causados por bloqueios judiciais

Intervenção na OS Mahatma Gandhi havia gerado incertezas sobre os repasses; Prefeitura afirma que cumpriu obrigações contratuais Os funcionários das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Vila Cristina e Vila Sônia, em Piracicaba (SP), receberam seus salários nesta terça-feira (9), após dias de incerteza e atrasos provocados por bloqueios judiciais nas contas da Organização Social (OS) Mahatma Gandhi, responsável pela gestão das unidades. Segundo a Prefeitura de Piracicaba, todos os repasses de recursos foram feitos regularmente à OS, que está sob intervenção judicial desde o início de agosto. Com a medida, uma interventora nomeada pela Justiça passou a administrar as contas da entidade, que, desde então, têm sofrido bloqueios bancários diários, dificultando a liberação dos pagamentos aos profissionais de saúde. Em nota divulgada na segunda-feira (8), a Prefeitura esclareceu que, mesmo após o início da intervenção, manteve os pagamentos à Mahatma Gandhi conforme previsto em contrato firmado em 2023. O documento prevê gestão plena por parte da OS, o que impede a administração municipal de intervir diretamente na operação das unidades ou realizar pagamentos diretamente aos funcionários. “A Prefeitura reafirma que os pagamentos foram realizados e, dessa forma, não há qualquer risco de os funcionários ficarem sem receber”, afirmou a nota. A administração municipal também informou que está em diálogo com a interventora para normalizar os repasses e que possui um plano de contingência para garantir a manutenção do atendimento à população nas duas UPAs. A Prefeitura de Piracicaba informou ainda que segue acompanhando a situação e buscando alternativas legais para garantir a regularidade dos pagamentos enquanto a intervenção judicial estiver em curso.  

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Em Piracicaba, valor de licitação para radares é questionado por ser quase o dobro de há 1 ano

Requerimento de Marco Bicheiro foi aprovado na reunião ordinária desta segunda-feira (8) O vereador Marco Bicheiro cobra da Prefeitura de Piracicaba justificativa dos valores atribuídos ao edital 1/2025, para a contratação de serviços de monitoramento eletrônico do trânsito, “já que os serviços contemplam os mesmos equipamentos do edital 2/2024, em número e locais a serem monitorados, mas os valores dobraram em relação à licitação anterior”, saltando de R$ 11.750.404,56 para R$ 21.280.936,50. “O contrato do pregão presencial 2/2024 foi assinado em setembro daquele ano e tem validade por um ano. Dessa forma, é correto entender que o pregão presencial 1/2025 vem para suprir lacuna que surgirá com o vencimento do prazo do pregão 2/2024?”, questiona o parlamentar no requerimento 994/2025, aprovado na 48ª Reunião Ordinária, nesta segunda-feira (8). “De acordo com a própria Prefeitura, a cidade contava com 28 equipamentos de fiscalização de trânsito antes do pregão 1/2024. Esse pregão, por sua vez, contratou mais 22 equipamentos de fiscalização de trânsito, o que elevou, então, para 50 o número de equipamentos. Com o pregão presencial atual 1/2025, os equipamentos já instalados serão substituídos, visto que os locais de funcionamento dos aparelhos são os mesmos?”, continua o vereador. Marco Bicheiro pergunta quantos equipamentos serão trocados, se isso de fato ocorrer. “E a execução das obras civis, incluindo tubulações, dutos para fiação, fundações, estrutura dos equipamentos, infraestrutura, sensores, energização e outras atividades necessárias para a instalação e a operação dos equipamentos e serviços serão as mesmas já contratadas em edital anterior ou terão que ser refeitas? Caso positivo, elencar as novas necessidades”, pede o autor do requerimento. O vereador solicita que lhe sejam apresentadas cópias das propostas analisadas e da vencedora referentes ao edital 2/2024 e cópia do contrato social e da nota fiscal da empresa vencedora que prestou serviços referentes ao edital 2/2024.   Foto: Prefeitura de Piracicaba

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Drone da GAMA localiza suspeito que reage à abordagem e é morto em Americana

Um homem de aproximadamente 40 anos morreu na noite desta segunda-feira (8), após trocar tiros com agentes da Guarda Civil Municipal de Americana (GAMA). A ação ocorreu em uma área de mata às margens do Ribeirão Quilombo, na Avenida Bandeirantes, nas proximidades do Viaduto Amadeu Elias. A ocorrência teve início por volta das 20h20, durante um patrulhamento aéreo com o drone da GAMA, que utilizava câmera térmica. O equipamento identificou um foco de calor na mata. Diante da suspeita, uma equipe da Ronda Ostensiva Municipal (ROMU), composta pelo subinspetor Siderlei e os GCMs Procópio e Friebolin, foi acionada. Segundo relato dos agentes, ao se aproximarem do local, encontraram um indivíduo escondido entre a vegetação. Ao receber voz de parada, o suspeito teria gritado o nome do subinspetor e, em seguida, efetuado disparos contra a equipe. Os guardas revidaram com dois tiros, atingindo o suspeito. Sem portar documentos de identificação, o homem foi socorrido pela Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, onde não resistiu aos ferimentos e morreu. Próximo ao corpo, os agentes localizaram a arma de fogo utilizada pelo suspeito e uma quantidade de entorpecentes. A área foi isolada para a realização da perícia técnica. O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária de Americana, onde será investigado pelas autoridades responsáveis. Confira detalhes:   Ver essa foto no Instagram   Uma publicação compartilhada por Portal Veloz (@portalvelozoficial)

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Após vídeo viral, Prefeitura de Americana disse que tolerância de 15 minutos só vale com app da Área Azul

Vídeo de motorista revoltada com cobrança viralizou e gerou debate sobre regras e transparência no sistema rotativo da cidade Um vídeo gravado por uma motorista em Americana (SP) viralizou nas redes sociais na semana passada e reacendeu o debate sobre a cobrança na Área Azul da cidade. Nas imagens, a mulher se mostra indignada ao descobrir que teria de pagar R$ 27 mesmo após permanecer apenas 10 minutos estacionada em uma vaga rotativa. “Fiquei 10 minutos e vou pagar R$ 27?”, questiona. A reclamação gerou repercussão imediata entre internautas, muitos comparando o sistema adotado em Americana com o de cidades vizinhas, como Santa Bárbara d’Oeste, onde há maior tolerância para pequenos períodos de estacionamento. A situação também levantou dúvidas sobre a transparência do serviço, direitos dos consumidores e regras de fiscalização. Tolerância existe, mas exige uso do app A Prefeitura de Americana esclareceu que o sistema de estacionamento rotativo da cidade prevê, sim, uma tolerância de 15 minutos — porém, o benefício só é válido quando o procedimento é realizado corretamente por meio do aplicativo oficial. De acordo com a nota enviada, o motorista deve estacionar o veículo, acessar o aplicativo e acionar um ticket de meia hora ou uma hora. Se o carro for retirado da vaga em até 15 minutos, o usuário deve cancelar a operação no app, o que garante o estorno do valor pago. A administração municipal destaca que essa é a única forma de comprovar o tempo de permanência, uma vez que não há registro automático sem o uso do aplicativo. Caso o condutor não registre o estacionamento e seja abordado pela fiscalização, uma notificação de R$ 27 é emitida. O valor funciona como um aviso e pode ser quitado dentro do prazo para evitar a conversão em multa de trânsito, conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro. Ainda segundo a prefeitura, esse procedimento está em vigor há anos e está disponível no site oficial do município. Confira na íntegra a nota oficial: “A Prefeitura de Americana esclarece que o sistema de estacionamento rotativo da cidade garante uma tolerância de 15 minutos ao motorista, desde que este procedimento seja realizado corretamente por meio do aplicativo oficial. Para usufruir do benefício, o condutor deve estacionar o veículo, abrir o aplicativo e acionar um ticket de meia hora ou uma hora. Caso o veículo seja retirado da vaga dentro do prazo de 15 minutos, o motorista deve cancelar a operação no próprio aplicativo, garantindo assim o estorno do valor. É importante destacar que a tolerância só tem validade quando o procedimento é feito pelo aplicativo, pois não há outra forma de comprovar o tempo exato em que o veículo permaneceu estacionado. Caso o motorista não registre o estacionamento pelo aplicativo e seja fiscalizado, receberá uma notificação no valor de R$ 27,00. Esse valor pode ser pago dentro do prazo estabelecido para que não seja gerada a multa de trânsito correspondente, prevista pelo Código de Trânsito Brasileiro. O procedimento está em vigor há anos e as informações estão amplamente divulgadas, inclusive no site oficial da Prefeitura de Americana.”  

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Sumaré está entre as 50 cidades do Estado que mais geraram empregos em julho

O desempenho coloca Sumaré entre os cinco municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC) que se destacaram no ranking estadual De acordo com levantamento da Fundação Seade, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregos (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, Sumaré figura entre as 50 cidades do Estado com maior saldo de empregos no mês de julho. No período, Sumaré registrou 249 novas vagas com carteira assinada, resultado que demonstra o dinamismo do mercado local e a confiança de empresas e investidores no município. O desempenho coloca Sumaré entre os cinco municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC) que se destacaram no ranking estadual. Segundo a Fundação Seade, os setores que mais contribuíram para a geração de empregos no Estado foram serviços, indústria de transformação, construção civil e comércio. Para o prefeito Henrique Stein Sciascio, a posição de Sumaré no ranking estadual reforça os avanços do município em desenvolvimento econômico. “Esse resultado mostra que Sumaré está no caminho certo, criando condições para atrair investimentos, gerar oportunidades e garantir qualidade de vida à nossa população. Nosso compromisso é continuar trabalhando por uma cidade que cresce de forma equilibrada, com emprego e renda para todos.”   Foto: Prefeitura de Sumaré

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Grupo português vence leilão para construção do túnel Santos–Guarujá, a primeira travessia submersa do Brasil

A concessionária vencedora ficará responsável pela construção, operação e manutenção da travessia por 30 anos  O grupo português Mota-Engil, que tem participação da estatal chinesa China Communications Construction Company (CCCC), venceu nesta sexta-feira (05) o leilão para a construção do túnel submerso entre Santos e Guarujá, no litoral de São Paulo.  O certame foi realizado na sede da B3, em São Paulo, com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, ministros do governo federal e do governador paulista Tarcísio de Freitas. A proposta vencedora ofereceu 0,5% de desconto sobre o valor máximo da contraprestação pública, superando a espanhola Acciona, que apresentou desconto de zero por cento.  O projeto, considerado a maior obra do Novo PAC, terá investimento estimado em R$ 6,8 bilhões, sendo até R$ 5,14 bilhões aportados pelos governos estadual e federal, em partes iguais. O restante virá da iniciativa privada. A concessionária vencedora ficará responsável pela construção, operação e manutenção da travessia por 30 anos.  O túnel terá 1,5 km de extensão, sendo 870 metros submersos, e contará com três faixas em cada sentido — uma delas exclusiva para o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) —, além de ciclovia, espaço para pedestres e galeria de serviços. A expectativa é que a obra reduza a travessia entre Santos e Guarujá para menos de cinco minutos, contra os atuais 18 a 60 minutos do sistema de balsas e barcas. Protestos e questionamentos  Durante o leilão, um grupo protestou em frente à B3 contra as possíveis desapropriações que a obra pode provocar. De acordo com a Associação Comunitária do Macuco, em Santos, até 200 famílias podem ser impactadas. Os moradores cobram indenizações justas e garantias para evitar a expulsão de comunidades tradicionais da região.  Na véspera, o Tribunal de Contas da União (TCU) rejeitou um pedido do Ministério Público junto ao órgão para suspender o certame. O questionamento alegava que o modelo de financiamento poderia ter favorecido empresas estrangeiras. O ministro Bruno Dantas, relator do caso, entendeu que não havia provas concretas de irregularidades. Expectativas  Com licença ambiental prévia já concedida pela Cetesb, o túnel Santos–Guarujá deve melhorar a mobilidade entre as cidades, aliviar o tráfego da Rodovia Cônego Domênico Rangoni, impulsionar o turismo e a economia da região, além de estimular meios de transporte coletivos e sustentáveis. (Renan Isaltino)

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Tentativa de golpe: defesas miram Bolsonaro, Cid e até Moraes para afastar culpa de réus

Na fase final do processo sobre a trama golpista no STF (Supremo Tribunal Federal), advogados de defesa dos réus do “núcleo crucial” apostam em estratégias diferentes para inocentar seus clientes. Os primeiros dias do julgamento, iniciado na última terça-feira (2), foram marcados por críticas à delação do tenente-coronel Mauro Cid, à conduta do ministro Alexandre de Moraes e ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o advogado criminalista Guilherme Augusto Mota, no geral, os argumentos usados pelas defesas tentaram “reduzir a percepção de responsabilidade” dos réus. “Em síntese, o núcleo crucial apresenta uma pluralidade de estratégias que transitam entre o plano processual, o material e o probatório, mas o denominador comum é o esforço de minimizar a centralidade da conduta de cada réu diante de uma narrativa acusatória que concentra responsabilidade no círculo mais próximo ao ex-presidente”, analisa. Ele comenta que a defesa do ex-ministro Paulo Sérgio Nogueira, por exemplo, tentou afastar a ideia de participação do plano golpista, explicando que ele não teve intenção de participar do plano nem teve ligação direta com o que aconteceu. “Em contrapartida, figuras como Jair Bolsonaro e Walter Braga Netto carregam maior ônus, já que a narrativa acusatória os coloca no centro do núcleo decisório. Nesses casos, teses meramente formais — como nulidades ou impugnações à colaboração premiada — dificilmente bastam se não houver demonstração robusta de inconsistências probatórias”, disse. Na visão da advogada especialista em direito constitucional Vera Chemin, a defesa dos réus tentou minimizar as acusações da PGR (Procuradoria-Geral da República) através de críticas relacionadas à delação premiada de Cid, um ponto comum entre todos os argumentos. “A maioria dos advogados partiu do pressuposto de inevitável condenação de seus clientes, procurando atenuar as suas penas, por meio do chamado princípio da consunção, em que um crime (crime-meio) é cometido para chegar a um fim (crime-fim)”, completou Vera. Críticas a Mauro Cid O advogado Demóstenes Torres, que representa o almirante Almir Garnier, disse que a colaboração de Cid não pode ser validada diante da falta de lealdade no cumprimento do acordo. Segundo ele, o próprio Ministério Público descreveu o delator com “epítetos desairosos”, como “omisso, resistente às obrigações pactuadas e faltoso com a verdade”. Para o advogado, é incongruente a tentativa da PGR de manter a validade da delação sem garantir os benefícios previamente ajustados. Na mesma linha, o advogado José Luís Mendes, que atua na defesa do general Braga Netto, afirmou que o militar foi coagido em seu depoimento e a contribuição dele à Justiça não é válida. A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, questionou confiabilidade da delação de Mauro Cid. “De 15 a 16 depoimentos, Mauro Cid mudou de versão diversas vezes. E isso não sou eu que estou dizendo, é o Ministério Público Federal e a Polícia Federal que apontam inúmeras contradições”, lembrou o advogado Celso Vilardi. Relação com Bolsonaro e críticas às instituições Para tentar distanciar os clientes dos crimes, as defesas do general Augusto Heleno e de Paulo Sérgio Nogueira apostaram em argumentos sobre a relação dos réus com Jair Bolsonaro. O advogado Matheus Milanez, que representa Heleno, procurou deixar explícito que o general havia se distanciado do ex-presidente, por isso não sabia de nenhum plano para tentativa de golpe. Além disso, Milanez criticou a atuação da Polícia Federal na organização das provas do processo e a conduta de Moraes, chamando o ministro de “juiz inquisidor”. “Um rompimento implicaria na saída do general do governo. O que ocorreu, na verdade, foi um afastamento do núcleo decisório. O general deixou de participar da cúpula do Executivo, embora tenha permanecido como ministro e no governo. Contudo, devido ao alinhamento político do presidente, ele foi gradualmente afastado dessa cúpula. A testemunha relatou que, antes, o general acompanhava o presidente de perto, participava de reuniões e conversava com ele. Essa participação foi diminuindo ao longo do mandato. Uma das testemunhas, inclusive, mencionou que o general perdeu influência sobre o presidente. Diante disso, o general não participou de qualquer discussão golpista, em nossa avaliação”, disse. O argumento usado pela defesa de Paulo Sérgio Nogueira focou em um tom mais firme na “inocência” do militar, jogando a responsabilidade dos crimes para Bolsonaro. O advogado do ex-ministro disse que seu cliente tentou demover o ex-presidente de tentativas de golpe de Estado. Cerceamento de defesa e provas O cerceamento de defesa foi um dos pontos-chave defendidos pelos advogados de Bolsonaro, que alegaram não ter acesso a todas as provas e que alguns documentos não chegaram a tempo para habilitação das suas teses. Além disso, Celso Vilardi apontou que não há provas ligando o ex-presidente ao 8 de Janeiro. “O presidente foi arrastado para esses fatos”, disse. Julgamento O terceiro dia de julgamento está marcado para próxima terça-feira (9), quando os ministros vão apresentar seus votos.O caso será julgado até 12 de setembro. Perguntas e Respostas Qual é o foco das defesas dos réus no julgamento sobre a trama golpista? As defesas dos réus estão utilizando estratégias diferentes para inocentar seus clientes, buscando reduzir a percepção de responsabilidade deles em relação à narrativa acusatória que centraliza a culpa no círculo próximo ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Quais críticas foram feitas durante os primeiros dias do julgamento? As críticas se concentraram na delação do tenente-coronel Mauro Cid, na conduta do ministro Alexandre de Moraes e na atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Como a defesa do ex-ministro Paulo Sérgio Nogueira se posicionou? A defesa de Paulo Sérgio Nogueira argumentou que ele não teve intenção de participar do plano golpista e não teve ligação direta com os eventos ocorridos. Qual é a situação de Jair Bolsonaro e Walter Braga Netto no julgamento? Jair Bolsonaro e Walter Braga Netto enfrentam maior ônus, pois a narrativa acusatória os coloca no centro do núcleo decisório. As defesas deles precisam apresentar demonstrações robustas de inconsistências probatórias para contestar as acusações. Como a defesa dos réus está lidando com as acusações da PGR? A defesa tentou minimizar as acusações da PGR, criticando a delação premiada de Cid e buscando atenuar as penas de seus clientes, partindo do pressuposto de que a

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Adolescente é agredido por colegas dentro da Escola Estadual Brasil em Limeira

Um adolescente de 14 anos foi agredido por colegas dentro da Escola Estadual Brasil, localizada na região central de Limeira (SP), na tarde desta quarta-feira (3). O episódio ocorreu nas dependências da escola e foi registrado pela vítima na delegacia, acompanhado de sua mãe. Segundo o boletim de ocorrência, o adolescente relatou ter sido atacado por três colegas após um desentendimento envolvendo um chinelo que teria sido arremessado contra ele. Na ocasião, os autores teriam se aproximado com o intuito de “tirar satisfação”, iniciando uma série de agressões físicas. De acordo com o relato, a vítima foi atingida por socos e chutes na cabeça, desferidos simultaneamente pelos envolvidos. Ele afirmou não ter sofrido ameaças anteriores nem perseguição por parte dos agressores. A Polícia Civil expediu requisição para exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e colheu o depoimento da vítima na presença da responsável legal.    

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GCM de Limeira reforça patrulhamento em cemitérios e detém homens por furto de vasos de bronze

A Guarda Civil Municipal (GCM) de Limeira prendeu dois homens suspeitos de furto no Cemitério Saudades, na Rua Alberto Ferreira, durante a madrugada desta quarta-feira (3). A ação faz parte do reforço no patrulhamento dos cemitérios da cidade para coibir crimes dessa natureza. Por volta da 1h16, a equipe formada pelos GCMs Antonio Carlos e Dorigam percebeu a dupla em atitude suspeita. Na abordagem, foram encontrados vasos de bronze, possivelmente furtados do local. Os suspeitos foram encaminhados ao Plantão Policial, onde permaneceram à disposição da Justiça. A ocorrência também contou com apoio dos GCMs Cantanhede e Freitas.   Foto: GCM/Divulgação

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Entenda os próximos passos do julgamento da trama golpista

Na próxima semana, STF dá continuidade ao julgamento do ‘núcleo crucial’ da trama golpista Na próxima terça-feira (9), o STF (Supremo Tribunal Federal) dá início ao terceiro dia do julgamento dos réus do “núcleo crucial” da trama golpista. Na ocasião, os ministros vão apresentar seus votos para decidir se condenam ou absolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados. O caso será julgado até 12 de setembro. Os primeiros dias de julgamento foram marcados pela leitura do relatório do processo, feita pelo ministro Alexandre de Moraes, a sustentação oral da PGR (Procuradoria-Geral da República) e as falas das defesas dos réus. O que vem agora? Com a finalização dos argumentos da defesa, os ministros da Primeira Turma do STF vão apresentar os votos, sendo Moraes o primeiro a se manifestar. Na sequência, votam Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. A decisão será dada por maioria, ou seja, quando pelo menos três dos cinco ministros votarem no mesmo sentido. Em caso de condenação, as prisões não serão automáticas, pois pode haver o julgamento de eventuais recursos das defesas. Após a fase dos recursos, se as condenações forem mantidas, os réus podem ser presos em alas especiais de presídios ou ficar em dependências das Forças Armadas. O que aconteceu até aqui Os dois primeiros dias de julgamento de Bolsonaro e de aliados tiveram argumentações sobre as reuniões ministeriais feitas entre os envolvidos e críticas à tentativa de golpe. Para Paulo Gonet, procurador-geral da República, o “golpe já estava em curso” durante reuniões feitas no governo Bolsonaro. “Quando o presidente e o ministro da Defesa se reúnem com os comandantes das Forças Armadas, sob sua direção, para consultá-los sobre a execução da fase final do golpe, o golpe, ele mesmo, já está em curso de realização”, destacou. Moraes disse que o país e o STF lamentam que se tenha tentado um golpe de Estado, mas que a sociedade e as instituições mostraram força e resiliência. Também defendeu o devido processo legal do julgamento, com ampla defesa e contraditório. “Havendo prova da inconsciência ou mesmo qualquer dúvida razoável sobre a culpabilidade dos réus, estes serão absolvidos. Assim se faz a justiça”, declarou. Argumentos das defesas Mauro Cid A defesa do tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, foi a primeira a falar no período da tarde dessa terça-feira (2). Os advogados Jair Alves Pereira e Cézar Bitencourt reforçaram a tese da discordância do modo como a Polícia Federal construiu a investigação, assim como a atitude de Moraes diante do militar por supostas divergências. Segundo Pereira, discordâncias entre Cid e os investigadores são normais e não indicam coação ou irregularidades na delação premiada. E citou um áudio vazado com supostas contradições. Alexandre Ramagem Em seguida, o advogado Paulo Renato Garcia Cintra Pinto, que atua na defesa do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), destacou nas alegações finais que não há provas concretas de que documentos eletrônicos investigados tenham sido transmitidos ou utilizados pelo então presidente da República. Durante a sustentação, a ministra Cármen Lúcia chamou a atenção do advogado por ele ter definido o voto impresso como “processo eleitoral auditável”. “O processo eleitoral é amplamente auditável e passa por auditoria, enquanto o voto impresso é outra questão. Não são sinônimos”, salientou a ministra. Almir Garnier A defesa do ex-comandante da Marinha Almir Garnier pediu a rescisão do acordo de delação premiada de Mauro Cid. O advogado Demóstenes Torres afirmou que a colaboração de Cid não pode ser validada diante da falta de lealdade no cumprimento do acordo. Segundo ele, o próprio Ministério Público descreveu o delator como “omisso, resistente às obrigações pactuadas e faltoso com a verdade”. Para o defensor, seria incongruente a tentativa da PGR de manter a validade da delação sem garantir os benefícios previamente ajustados. Anderson Torres O advogado Eumar Novacki, responsável pela defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, acusou a PGR (Procuradoria-Geral da República) de apresentar “inverdades flagrantes” nas alegações finais do processo sobre os atos do 8 de Janeiro. Segundo Novacki, uma das acusações mais graves feitas pelo Ministério Público seria a de que Torres teria forjado provas no processo, ao alterar passagens aéreas de uma viagem realizada para os Estados Unidos no dia 6 de janeiro de 2023, quando deixou o país com a família. Paulo Sérgio Nogueira O advogado Andrew Fernandes, que representa Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa do governo de Jair Bolsonaro, contestou as acusações e reafirmou a postura “democrática” do cliente, além do posicionamento contrário ao golpe de Estado. “Ele atuou ativamente para demover o ex-presidente da República de qualquer medida nesse sentido. Ele não fazia parte dessa organização criminosa”, declarou na sustentação oral realizada nesta quarta-feira (3). Jair Bolsonaro Já a defesa de Bolsonaro afirmou que não conhecia a íntegra do processo sobre a trama golpista. “Não conheço a íntegra desse processo. Em uma instrução de menos de 15 dias, não tive como analisar o conjunto de provas. Estamos falando de bilhões de documentos. A instrução começou em maio e estamos em setembro”, argumentou o advogado Celso Vilardi. Augusto Heleno Matheus Milanez, que representa o general da reserva Augusto Heleno, afirmou que o militar foi monitorado pela “Abin (Agência Brasileira de Inteligência) paralela” e negou qualquer participação do cliente nas ações da agência. Segundo a defesa, que mostrou uma parte do relatório do inquérito, o general teria sido monitorado 11 vezes. A falta do indiciamento de Heleno também foi levantada pelo advogado. Augusto Heleno era ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República) durante o governo de Jair Bolsonaro. Braga Netto Advogado do general Walter Braga Netto, José Luis Mendes de Oliveira Lima reclamou da colaboração de Mauro Cid e disse que Braga Netto pode ser condenado a morrer na cadeia pela “delação premiada mentirosa” do tenente-coronel. “Eu sou um defensor do acordo de delação premiada. Mas ele tem que ser coerente, tem que ter provas”, disse. Além disso, a defesa lembrou que Cid mudou de versão diversas vezes durante o processo. Para Oliveira Lima, Cid é um “artista de péssima qualidade”. Além disso, ele afirmou que o delator mente “descaradamente” e “mente o tempo todo”.

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