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Defesa Civil monitora mudança do tempo em SP com retorno da chuva neste fim de semana

A Defesa Civil acompanha a mudança nas condições meteorológicas e reforça o alerta para a possibilidade de transtornos pontuais neste final de semana – sábado (10) e domingo (11), que será marcado pela chegada de uma frente fria ao estado de São Paulo, trazendo chuva e queda nas temperaturas em diversas regiões. A frente fria avança a partir do Sul do Brasil e atinge o território paulista já na madrugada de sábado, começando pelas regiões centro-oeste e sul. Nessas áreas, são esperados acumulados moderados de chuva e a ocorrência de temporais isolados. A partir de domingo, a instabilidade se espalha também pelas faixas leste e norte do estado, com previsão de tempo nublado, chuva persistente e sensação de frio, especialmente no litoral e na Região Metropolitana. Na segunda-feira (12), a frente fria começa a se afastar, e o avanço de uma massa de ar frio e seco, de origem polar, intensifica a queda nas temperaturas, principalmente durante a madrugada e início da manhã. A circulação de ventos úmidos ainda mantém a previsão de chuva fraca na faixa leste. A partir de terça-feira (13), o sol volta a aparecer na maior parte do estado, mas o frio persiste, especialmente entre a noite e o amanhecer. Confira a variação das temperaturas mínimas previstas em algumas regiões do estado: • Região Metropolitana de São Paulo: mínimas variam entre 14°C e 20°C • Vale do Paraíba: mínimas variam entre 14°C e 17°C • Vale do Ribeira: mínimas variam entre 17°C e 20°C • Litoral Norte: mínimas variam entre 18°C e 22°C • Baixada Santista: mínimas variam entre 19°C e 23°C • Sorocaba: mínimas variam entre 16°C e 19°C • Campinas: mínimas variam entre 16°C e 18°C • Ribeirão Preto: mínimas variam entre 17°C e 19°C • São José do Rio Preto: mínimas variam entre 17°C e 21°C • Araçatuba: mínimas variam entre 17°C e 21°C • Presidente Prudente: mínimas variam entre 16°C e 21°C • Marília: mínimas variam entre 16°C e 21°C • Araraquara: mínimas variam entre 16°C e 19°C • Barretos: mínimas variam entre 17°C e 19°C • Franca: mínimas variam entre 16°C e 18°C Cuidados Com a queda nas temperaturas, a Defesa Civil reforça os cuidados, principalmente com as pessoas mais vulneráveis, como crianças e idosos. É importante mantê-los bem agasalhados. Além disso, durante os temporais pontuais, recomenda-se atenção aos ventos, com possíveis quedas de árvores e quedas de raios, devendo, durante esses episódios, permanecer em locais cobertos e protegidos. Em caso de emergência devem ser acionadas a Defesa Civil, pelo número 199, o Corpo de Bombeiros, pelo número 193 ou a Polícia Militar, pelo 190.   Foto: Governo de SP

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Inflação oficial desacelera em abril, mas atinge maior resultado para o mês desde 2023

A inflação oficial do país desacelerou em abril e registrou variação de 0,43%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) teve uma queda de 0,13 ponto percentual em relação a março, quando variou 0,56%. O resultado é o maior o mês desde 2023. No ano, o IPCA acumula alta de 2,48% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 5,53%, acima dos 5,48% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2024, a variação havia sido de 0,38%. Segundo o instituto, o resultado foi puxado, principalmente, pela maior variação no grupo saúde e cuidados pessoais (1,18%), seguida por vestuário (1,02%) e alimentação e bebidas (0,82%). A autorização do reajuste de até 5,09% nos preços dos medicamentos, que passou a valer a partir de 31 de março, influenciou o resultado no grupo de saúde e cuidados pessoais, que registrou aumento de 2,32% nos produtos farmacêuticos e 1,09% em itens de higiene pessoal.   Fonte: R7 Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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INSS bloqueia descontos de empréstimo consignado para todos os beneficiários

O novo presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Gilberto Waller Junior, determinou o bloqueio de novos descontos de empréstimo consignado para todos os beneficiários independente da data de concessão do benefício. De acordo com despacho publicado no Diário Oficial da União (DOU), os descontos poderão ser desbloqueado pelos segurados, de acordo com os serviços disponibilizados pelo INSS para essa finalidade. A medida segue a determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), que negou na quarta-feira (7) recursos da gestão anterior do INSS e de entidades sindicais sobre acórdão do ano passado que determinou uma série de obrigações para evitar fraudes em descontos aos aposentados e pensionistas. No primeiro semestre de 2024 a fiscalização do TCU já apontava que nem todos os descontos no INSS foram autorizados pelos aposentados. Uma das medidas, em junho de 2024, foi a determinação para que os novos descontos de associações só pudessem ser feitos com assinatura eletrônica avançada e biometria, ou se houvesse confirmação da existência dos documentos exigidos pela norma vigente. No entanto, os ex-gestores do órgão continuaram autorizando novos descontos nos benefícios. INSS tem 15 dias para informar como será devolução Nessa quarta-feira (7), o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Bruno Dantas deu 15 dias para que o INSS e o Ministério da Previdência Social informem como será feito o ressarcimento dos valores indevidamente descontados dos segurados que foram vítimas do esquema fraudulento. Segundo o ministro, são “incontestáveis” os elementos de gravidade dos fatos noticiados e a “fragilidade institucional” do INSS, “a qual permitiu que grupos criminosos perpetrassem as fraudes noticiadas com a participação ativa de servidores da alta administração da autarquia”. Além disso, Dantas fixou o mesmo prazo para INSS e Ministério da Previdência Social informarem as medidas administrativas adotadas para apurar as responsabilidades de agentes públicos responsáveis por fraudes em descontos de mensalidades para aposentados e pensionistas.   Fonte: R7 Foto: Agência Brasil/Arquivo

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Dia das Mães: FCDL-SP estima movimentação de R$15 bilhões no comércio paulista

O Dia das Mães deve atrair cerca de 26 milhões de consumidores às compras em todo o estado de São Paulo, segundo estimativa da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo (FCDL-SP), em parceria com a CNDL e SPC Brasil. A data, considerada a segunda mais importante para o varejo — atrás apenas do Natal — deve movimentar R$ 15,1 bilhões no comércio.  Mesmo com uma retração de R$2 bilhões em relação ao ano passado, o cenário ainda é considerado positivo pelos lojistas, principalmente pela elevada intenção de compra manifestada por 78% dos consumidores, que devem adquirir ao menos um presente para a ocasião. Entre os principais presenteados estão as mães (77%), seguidas das sogras (18%) e das esposas (17%). O presidente da FCDL-SP, Mauricio Stainoff, destaca que o Dia das Mães é uma data emocional que impulsiona o consumo, mesmo em um cenário econômico desafiador. “É um momento de conexão afetiva, que mexe com o coração do consumidor. Por isso, mesmo com inflação e juros altos, muitos ainda optam por comprar presentes para demonstrar carinho. O lojista que souber trabalhar bem a vitrine, oferecer boas condições de pagamento e investir em atendimento vai sair na frente”, afirma. Consumidor vai abrir o bolso   O valor médio de gasto por consumidor em São Paulo deve girar em torno de R$298. Sendo que 39% esperam gastar mais que em 2024; 37% o mesmo valor e 16% um valor consideravelmente menor. Apesar da elevada intenção de gastar mais, o levantamento aponta sinais de alerta: 32% dos entrevistados estão com contas em atraso, e 13% admitem que podem deixar de pagar alguma conta para comprar presentes. Além disso, 27% reconhecem que costumam gastar mais do que podem nesta data. “É importante que todos tenham consciência do seu orçamento. A emoção do momento não pode se sobrepor ao planejamento financeiro da família. Presentear é um gesto bonito, mas não deve virar uma dívida impagável. Uma alternativa é compartilhar o custo do presente com outros familiares”, orienta Stainoff. Ranking de presentes Os produtos mais buscados neste Dia das Mães devem ser perfumes (47%); roupas, calçados e acessórios (41%); cosméticos (26%); chocolates (23%); e flores (19%). Em média, cada consumidor deverá comprar dois presentes. Apesar do crescimento das compras digitais, as lojas físicas seguem liderando a preferência dos paulistas, com 80% dos entrevistados declarando que pretendem adquirir os presentes presencialmente. Os shoppings (32%), centros comerciais populares (19%) e lojas de departamento (17%) estão entre os locais mais mencionados. No ambiente digital, 45% pretendem fazer ao menos uma compra online. Economia e facilidade A pesquisa mostra que 79% dos consumidores devem pesquisar preços antes da compra, utilizando a internet como principal ferramenta. Além disso,a forma de pagamento mais comum será o PIX (46%), seguido do cartão de débito (23%) e cartão de crédito parcelado (31%). Entre os que vão parcelar, a média será de quatro vezes. “O varejo tem uma ótima oportunidade de estreitar laços com os consumidores ao oferecer opções criativas e acessíveis, que respeitem os limites do orçamento familiar sem perder o simbolismo da ocasião”, finaliza Stainoff. Pesquisa: O levantamento foi realizado com mil pessoas de todo o estado de São Paulo com a intenção de comprar presentes no Dia das Mães. A margem de erro no geral é de 3,63 p. p. e 4,0 p. p. Sobre a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo (FCDL-SP) é a principal entidade que representa o comércio e serviços no estado. Ela reúne as Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs) e trabalha para apoiar as empresas do setor, defendendo seus interesses e ajudando no seu desenvolvimento. Sobre a CNDL  Criada em 1960, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) é formada por Federações de Câmaras de Dirigentes Lojistas nos estados (FCDLs), Câmaras de Dirigentes Lojistas nos municípios (CDLs), SPC Brasil e CDL Jovem, entidades que, em conjunto, compõem o Sistema CNDL. É a principal rede representativa do varejo no país e tem como missão a defesa e o fortalecimento da livre iniciativa. Atua institucionalmente em nome de mais de 500 mil empresas, que juntas representam mais de 5% do PIB brasileiro, geram 4,6 milhões de empregos e movimentam R$ 340 bilhões por ano.   Foto: Divulgação

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Campinas oficializa criação do Parque Figueira e denomina ruas no novo bairro Casa Figueira

O prefeito de Campinas, Dário Saadi, assinou na noite desta terça-feira (6) dois decretos que oficializam a criação do Parque Figueira, com a designação de áreas públicas como espaços de lazer e preservação ambiental, e também a denominação oficial de ruas no bairro planejado Casa Figueira, localizado na região ao lado do Shopping Iguatemi. O novo Parque Figueira, situado dentro do loteamento Casa Figueira, contará com áreas verdes, sistemas de lazer e um espaço para equipamento público urbano. O projeto faz parte do conceito de urbanismo sustentável, promovendo a integração entre moradia, comércio, mobilidade e meio ambiente. A assinatura dos decretos foi realizada durante cerimônia no próprio local, com participação de secretários municipais, da Câmara Municipal, representantes do Grupo Iguatemi e da Fundação Feac (Federação das Entidades Assistenciais de Campinas). “Campinas deu mais um passo importante no desenvolvimento urbano com responsabilidade ambiental. O primeiro decreto oficializou o nome do novo empreendimento imobiliário ao lado do Shopping Iguatemi como Parque da Figueira. Já o segundo decreto denominou as ruas internas do projeto com nomes em homenagem a ex-presidentes da Feac. Este é um empreendimento imobiliário inovador, com a participação da Feac em parceria com o setor privado, e que se destaca por características sustentáveis. Uma das mais relevantes é a preservação ambiental: 45% de toda a área será destinada a áreas verdes. Com implantação prevista ao longo de 20 anos, o Parque da Figueira vai gerar empregos, movimentar a economia local e consolidar Campinas como referência em urbanismo aliado à preservação da natureza”, afirmou o prefeito. Decreto garante proteção ambiental De acordo com o decreto municipal, qualquer intervenção no Parque Figueira dependerá de aprovação prévia dos órgãos competentes da Prefeitura. As áreas de preservação ambiental terão uso controlado, garantindo a proteção do ecossistema local. Ruas homenageiam ex-presidentes da Feac O segundo decreto assinado pelo prefeito denomina oficialmente seis ruas do bairro Casa Figueira, em homenagem a ex-presidentes da Fundação Feac. A medida reconhece a contribuição dessas personalidades para a história da assistência social na cidade. Veja os novos nomes: 1. Rua Osmar Gonçalves – Rua 02 do loteamento 2. Rua Darcy Paz Pádua – Rua 03 do loteamento 3. Rua Rubens Duarte Segurado – Rua 04 do loteamento 4. Rua Flávio Eduardo Lopes – Rua 05 do loteamento 5. Rua Saulo Monte Serrat – Rua 26 do loteamento 6. Rua Gilberto Prado – Rua 27 do loteamento As vias estão localizadas entre as Avenidas Carlos Jereissati e Mackenzie, conectando diversas quadras do novo bairro. “Os nomes escolhidos são de pessoas que ainda não haviam sido homenageadas em ruas da cidade, mas que tiveram papel importante na trajetória da Feac — uma forma nobre de reconhecimento e homenagem”, afirmou o presidente do Conselho Curador da Fundação Feac, Renato Nahas. A criação do Parque Figueira deve trazer benefícios ambientais, sociais e urbanísticos para Campinas, promovendo qualidade de vida não apenas aos futuros moradores, mas a toda a cidade. As áreas públicas mantêm suas destinações originais, conforme registro do loteamento, e sua administração ficará sob responsabilidade dos órgãos municipais. “O projeto Casa Figueira é um exemplo de urbanismo de qualidade pro Brasil. Após 45 anos em Campinas, com o Iguatemi, desenvolvemos um belíssimo projeto de urbanismo, inspirado no conceito da ‘cidade de 15 minutos’, reunindo tudo em um único lugar. É um sonho que vai surpreender Campinas — uma cidade que merece esse avanço”, afirmou Carlos Jereissati Filho, presidente do Conselho de Administração da Iguatemi S.A. Entre os secretários que participaram da cerimônia estavam os secretários municipais Peter Panutto (Justiça), Braz dos Santos Adegas Júnior (Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade), Marcelo Coluccini (Planejamento e Desenvolvimento Urbano), Carolina Baracat (Urbanismo), Vinicius Issa Lima Riverete (presidente da Emdec), Adriana Flosi (Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação), Aurílio Sérgio Costa Caiado (Finanças), e Arly de Lara Romeo (Habitação). Sobre a Casa Figueira O Casa Figueira será um bairro de uso misto, com mais de 1 milhão de metros quadrados, que integra residências, comércios, escritórios, escolas e serviços. O empreendimento fica ao lado do Shopping Iguatemi Campinas e vai ser integrado ao centro de compras.   Foto: Prefeitura de Campinas

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Supermercado arremata parte do campus Taquaral da Unimep em leilão por R$ 20 milhões

A rede de supermercados Delta arrematou, nesta segunda-feira (5), uma área do campus Taquaral da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), localizada em Piracicaba (SP). O imóvel foi vendido em leilão por R$ 20 milhões e corresponde a uma parte do terreno total da universidade, situada na Rodovia Comendador Mário Dedini (SP-308), também conhecida como Rodovia do Açúcar. Com aproximadamente 170,8 mil metros quadrados, o espaço já abrigou as atividades do curso de educação física, contando com salas de aula, vestiários e uma piscina. Porém, desde janeiro de 2023, o campus encontra-se desativado. A venda do terreno é mais uma etapa do processo de recuperação judicial da Rede Metodista de Educação, responsável pela administração da universidade. Como parte do acordo, a rede Delta deverá construir um muro que delimite a área adquirida, separando-a do restante do campus universitário.   Foto: Reprodução/Unimep

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Com expectativa de alta, Copom começa nesta terça (6) reunião para decidir nova taxa básica de juros

A partir desta terça-feira (6), o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central se reúne para decidir o cenário da nova taxa básica de juros da economia brasileira. Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano, valor alcançado a partir de três aumentos de 1 ponto percentual consecutivos. Para economistas ouvidos pelo R7, a expectativa é de que o comitê continue aumentando a taxa, mas dessa vez, em 0,5 ponto percentual, passando para 14,75% ao ano. Caso o valor se confirme, será o maior desde 2006. Vale lembrar que quando o Banco Central altera a taxa Selic, o referencial de juros da economia, custos de captação para bancos e instituições financeiras também são alterados. Na prática, quando a taxa sobe, os juros cobrados nos financiamentos, empréstimos e cartões de crédito ficam mais altos, o que consequentemente desestimula o consumo e favorece a queda da inflação. Na última reunião, o grupo já havia sinalizado um possível ajuste “de menor magnitude” para o próximo encontro. Na época, o comitê explicou que o aumento se deu pela continuidade do “cenário adverso”, crescimento das incerteza e das “defasagens inerentes ao ciclo de aperto monetário em curso”. No boletim, foi adiantado, ainda, que para esta próxima reunião, o resultado dependerá da “magnitude total do ciclo de aperto monetário, será ditada pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação”. As projeções do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (5), apontam que analistas de mercado reduziram as projeções de juros da Selic para 2025 a 14,75%, o resultado ocorre após o índice ser mantido a 15% por 17 semanas. Desafios do Copom Para o economista Hugo Garbe, caso confirmada, o aumento em 0,5 ponto percentual, representará uma resposta a um conjunto de pressões que têm dificultado a condução da política monetária: inflação resistente, desequilíbrio fiscal e ambiente externo adverso. Ele aponta que a inflação acumulada nos últimos 12 meses tem se mantido acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, “com núcleos inflacionários persistentes, especialmente no setor de serviços”. Segundo Garbe, o comportamento dos preços indica que a desinflação estrutural ainda não se consolidou, mesmo diante de uma economia que dá sinais de desaceleração. “O consumo das famílias enfraqueceu e a produção industrial recuou, mas isso não tem sido suficiente para conter as pressões sobre o nível geral de preços”, concluiu. Cenário exterior No cenário exterior, o especialista explica que a volta de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos trouxe uma reconfiguração da política comercial americana, principalmente por conta do aumento de tarifas. Com isso, a pressão no câmbio e o aumento no custo de importações, há a alimentação de uma inflação importada, que se soma aos fatores internos. Garbe ensina que a elevação da Selic visa reforçar o compromisso da autoridade monetária com o controle da inflação e com a ancoragem das expectativas futuras. “O aumento de 0,5 ponto percentual pode parecer duro, especialmente em meio a uma economia com ritmo moderado, mas a incerteza fiscal e a deterioração do cenário externo exigem uma postura mais firme para preservar a credibilidade da política monetária”, completa. O economista Benito Salomão avalia que o Banco Central vem, preventivamente, adotando medidas defensivas ao cenário exterior, como a guerra tarifária entre Estados Unidos e China. Uma vez que, nesse cenário, qualquer redução do comércio internacional gera ineficiências em cadeias de produção, que podem vir acompanhadas de altas de preço. “Nesse sentido, pode haver repique inflacionário, como consequência dessa política, e pode haver também uma persistência inflacionária, ou seja, uma maior resiliência da inflação frente as doses das taxas de juros, que o Banco Central vem aumentando para tentar lidar com esse problema”, explica. Salomão arrisca que, agora, a situação é observar se esse choque vai se propagar na economia. “Porque também existe um fator deflacionário, que existe neste primeiro momento, que é a depreciação do dólar. Então, a moeda americana valendo menos, isso exerce um efeito contrário em economias como a brasileira, sobre os índices de preço”, analisa. Como a Selic impacta o bolso dos brasileiros Segundo economistas, os impactos giram em torno do crédito, pois a Selic regula a média de juros aplicada nessas transações. Logo, quanto mais alta a taxa, mais restrito é o acesso ao crédito. Com o impacto instantâneo, um possível aumento pode deixar os serviços mais caros, complicar a situação para brasileiros endividados e reduzir o poder de compra. O economista Hugo Garbe explica que a intenção do Banco Central é justamente segurar os preços por meio do encarecimento do crédito, o que desmotiva a população a comprar. Então, quando a Selic sobe, os juros dos empréstimos, financiamentos e cartões de crédito também aumentam. Com isso, o consumidor acaba por reavaliar seus gastos e adiar compras maiores, como carros e imóveis, segundo o especialista. Além disso, Garbe ressalta que as empresas podem pisar no freio em investimentos e contratações a partir da desaceleração do consumo devido ao crédito caro. Isso traria consequências para o mercado de trabalho e pode gerar desemprego, o que também diminui o rendimento das famílias, principalmente se a inflação demora a baixar. “Se a inflação demorar a cair, o rendimento real das famílias pode continuar pressionado, tornando o cenário ainda mais difícil para quem já sente no dia a dia o peso do aumento de preços”, diz. Porém, para que a estratégia seja eficaz contra inflação, é preciso entender a origem dela, segundo Garbe. Ele explica que, se o aumento dos preços for impulsionado pelo consumo interno, a Selic deve frear a alta. Mas se for causado por fatores externos, como a alta do petróleo ou problemas na oferta de alimentos, os juros não podem ser suficientes sozinhos.   Fonte: R7 Foto: Raphael Ribeiro/ Banco Central

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Agrishow 2025: maior feira do agro da América Latina encerra edição com R$ 14,6 bilhões em negócios

A maior feira de agronegócio da América Latina, realizada entre os dias 28 de abril e 2 de maio, em Ribeirão Preto (SP), encerrou sua edição de 2025 com um volume recorde de negócios: R$ 14,6 bilhões, o que representa um crescimento de 7% em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados pelos organizadores. Além dos números expressivos, a Agrishow 2025 foi palco de importantes anúncios para o setor. Durante o evento, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo lançou um pacote de investimentos no valor de R$600 milhões voltado ao fortalecimento do agronegócio paulista. “O agro paulista é muito forte e está quebrando recordes em todas as áreas. Feiras como a Agrishow mostram bem como o setor é gigante e tem um peso enorme na nossa economia”, afirmou o secretário de Agricultura, Guilherme Piai. Entre as ações anunciadas estão: R$ 100 milhões em subvenção ao seguro rural, via Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), para proteger os produtores contra perdas decorrentes de eventos climáticos adversos. O recurso garante o reembolso parcial do prêmio líquido pago na contratação do seguro agrícola. Ampliação do programa Melhor Caminho, com investimentos superiores a R$200 milhões até 2026, visando recuperar mil quilômetros de estradas rurais em todo o estado. O programa também prevê a construção de pontes metálicas e de concreto, além da criação de centros de distribuição e comercialização de produtos agrícolas. R$ 50 milhões para o programa Pró-Trator, que oferece juros subsidiados na aquisição de máquinas agrícolas por pequenos e médios produtores. O programa agora passa a atender também cooperativas de produtores rurais, ampliando o acesso ao crédito. R$60 milhões de investimentos por meio do Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) voltado para desenvolver a infraestrutura logística rural e biocombustível Durante os seis dias de evento, a Agrishow recebeu 197 mil visitantes, entre produtores rurais de pequeno, médio e grande porte, além de representantes de diversos estados brasileiros e do exterior. A próxima edição da feira já tem data marcada: acontecerá de 27 de abril a 1 de maio de 2026, novamente em Ribeirão Preto.   Foto: Governo de SP

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Veja os próximos feriados de 2025 e quais podem render folga prolongada

O feriado do Dia do Trabalhador, comemorado em 1º de maio, proporcionou uma folga prolongada para muitos trabalhadores brasileiros. Agora, o calendário de 2025 ainda conta com mais seis feriados. Dentre eles, dois — o Dia da Consciência Negra (20/11) e o Natal (25/12) — caem em uma quinta-feira e podem ser emendados. Segundo a legislação, a concessão de dias de folga prolongados depende da decisão de cada empresa. Além disso, 2025 ainda contará com quatro feriados que caem em fins de semana, o que pode reduzir as oportunidades de folga prolongada. Veja o calendário completo dos próximos feriados nacionais: Feriados de 2025 7 de setembro (Independência do Brasil) – domingo; 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida) – domingo; 2 de novembro (Finados) – domingo; 15 de novembro (Proclamação da República) – sábado; 20 de novembro (Dia da Consciência Negra) – quinta-feira; 25 de dezembro (Natal) – quinta-feira; Datas municipais Além disso, governos estaduais e municipais podem decretar outros feriados nas regiões, como Corpus Christi, que é considerado ponto facultativo e cai em uma quinta-feira, dia 19 de julho Feriado x ponto facultativo Para o advogado Aloísio Costa Junior, especialista em direito do trabalho, é fundamental entender a diferença entre feriado e ponto facultativo. “O feriado é um dia definido por lei, destinado à celebração de eventos significativos para a cultura de cada localidade. A legislação trabalhista estabelece que, em dias de feriado, o trabalho não deve ocorrer, salvo em situações de necessidade da empresa. Nestes casos, o empregador deve conceder uma folga compensatória na mesma semana, ou pagar a remuneração em dobro”, explica Costa Junior, sócio do escritório Ambiel Advogados. Já o ponto facultativo não é definido por lei. “Ponto facultativo é uma faculdade do empregador, que tem o poder de decidir se exige ou não o trabalho do empregador. Se o trabalhador for liberado, não há desconto em seu salário, pois a ausência não é considerada falta injustificada”, acrescenta o advogado. Qual a diferença? No feriado, é vedado o trabalho (regra que não é absoluta, a depender do tipo de atividade desenvolvida pela empresa), mas, quando acontece, o pagamento poderá ser dobrado ou o trabalhador poderá ter uma folga compensatória. No ponto facultativo, não há impedimento para o trabalho e o pagamento não será dobrado. Folga é obrigatória? Nas cidades em que a data é efetivamente um feriado legalmente instituído, sim. Nas demais, é ponto facultativo, cabendo ao empregador decidir a folga a seus empregados. Como deve ser a gestão das folgas pelas empresas ? Mesmo nas localidades que não é feriado, as empresas podem avaliar as possibilidades de conceder folga nesses dias. Para isso, existem algumas alternativas: – Fazer a compensação antecipada das horas não trabalhadas; – Fazer a compensação futura por meio de acordo de compensação ou banco de horas, – Conceder as folgas sem a necessidade de compensação futura. Mas, caso a empresa esteja sediada onde é feriado e não possa renunciar a jornada de trabalho, a remuneração será em dobro.   Fonte: R7 Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

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Frente parlamentar pede cancelamento de edital que prevê pedágios na SP-304

A Frente Parlamentar Contra a Instalação de Pedágio na SP-304 solicitou que o Governo do Estado de São Paulo cancele definitivamente o edital que prevê a implantação de pórticos de cobrança no sistema free flow em estradas que partem de Piracicaba. O principal foco do pedido é a Rodovia Luiz de Queiroz (SP-304), mas também está incluída a Rodovia Maria da Graça Martins (SP-135), conhecida como Estrada Velha de Tupi. O presidente da Frente Parlamentar, vereador Gustavo Pompeo (Avante), afirmou que reconhece a boa-fé do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que já declarou publicamente que não haverá pedágio nesses trechos. No entanto, o parlamentar defende que o cancelamento formal do edital é essencial para garantir segurança jurídica à população. “Não podemos repetir o erro ocorrido nas estradas Piracicaba-São Pedro e Piracicaba-Charqueada, onde inicialmente se disse que não haveria cobrança e, no fim, os pedágios foram instalados”, alertou. Desde que o governo estadual anunciou o plano de concessão com cobrança de pedágios na região, a Câmara Municipal de Piracicaba tem se mobilizado contra o avanço do projeto. Segundo Pompeo, a eventual instalação dos pórticos tornaria mais caro o custo de vida para os moradores, afetando diretamente trabalhadores, empresas de frete e usuários cotidianos dessas rodovias. “Essa cobrança impactaria desde o transporte de produtos até o deslocamento diário da população”, ressaltou. Ele também destacou que este é o momento ideal para pressionar o Executivo estadual. “Não podemos esperar que os projetos estejam prontos para serem executados. É agora que devemos nos manifestar com força, exigindo o cancelamento do edital enquanto ainda é possível reverter o processo”, completou o vereador. Segundo estudo de estimativa de demanda e receita divulgado pela Secretaria de Parcerias em Investimentos do Estado, os valores previstos para os pedágios na SP-304 e na SP-135 variam inicialmente entre R$ 1,26 e R$ 3,48, com previsão de reajustes progressivos ao longo da concessão. A cobrança será feita por meio do sistema free flow, em que os veículos são tarifados ao passarem por pórticos eletrônicos, sem necessidade de paradas. Quem utiliza TAGs automáticas tem desconto de 5% sobre o valor da tarifa. Para os demais motoristas, o sistema fará a leitura da placa, gerando cobrança a ser paga em até 48 horas por meio de aplicativo, WhatsApp ou plataforma online. A Frente Parlamentar Contra a Instalação de Pedágio na SP-304 foi oficialmente instituída na Câmara Municipal de Piracicaba por meio do Projeto de Decreto Legislativo 14/2025 e tem o apoio de todos os membros do Legislativo. De acordo com o texto aprovado no último dia 16, a Frente tem como objetivo central articular ações políticas e promover debates para impedir a instalação de pedágios que afetem diretamente a população de Piracicaba e região. Entre as atribuições da Frente estão a realização de audiências públicas, envio de requerimentos a órgãos competentes, articulação com autoridades estaduais e federais e elaboração de relatórios que fundamentem tecnicamente a oposição ao projeto de pedagiamento das rodovias. A iniciativa busca garantir transparência, mobilização e alternativas viáveis que não sobrecarreguem os cidadãos.   Foto: Câmara de Piracicaba

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