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Câmara de Santa Bárbara analisa proposta que amplia convênio com a Santa Casa por mais dois anos

A Câmara Municipal de Santa Bárbara d’Oeste recebeu, nesta segunda-feira (23), o Projeto de Lei nº 74/2025, de autoria do prefeito Rafael Piovezan, que propõe alterações na Lei Municipal nº 4.375/2023, no que se refere ao Convênio nº 02/2023, firmado entre o município e a Santa Casa de Misericórdia. O projeto tramita na Casa sob o regime de urgência e já está em análise pelas comissões permanentes. A proposta prevê o aditamento do convênio por mais dois anos, além da atualização do Plano Operativo Assistencial (POA), com a adequação dos valores e do número de procedimentos previstos. De acordo com a justificativa do Executivo, as complementações apresentadas decorrem de verbas estaduais e contam com o aval da própria diretoria da Santa Casa. O impacto financeiro do aditamento pode chegar a R$ 5.984.812,38 por mês, totalizando até R$ 71.817.748,56 ao longo de 12 meses. Segundo o texto do projeto, as despesas deverão ser cobertas com recursos próprios ou mediante suplementação por excesso de arrecadação, se necessário. A nova lei, caso aprovada, terá efeitos financeiros retroativos a 5 de maio de 2025 — data de renovação do convênio original. A proposta ainda será votada pelos vereadores em plenário. O Executivo reforça, na justificativa, a relevância da matéria para o funcionamento dos serviços hospitalares e solicita apoio dos vereadores para sua aprovação.   Foto: Santa Casa de Misericórdia de Santa Bárbara d’Oeste

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EUA anunciam cessar-fogo entre Israel e Irã após semanas de escalada militar

Conflito entra em fase final com trégua de 12 horas e promessa de fim das hostilidades; Trump celebra acordo e classifica ataque iraniano como simbólico  Após quase duas semanas de confronto direto entre Israel e Irã, um cessar-fogo temporário foi oficialmente anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A trégua, segundo o líder norte-americano, deverá entrar em vigor ainda nesta segunda-feira (23), com duração inicial de 12 horas, período no qual o conflito será considerado encerrado, caso não haja novas hostilidades.  A declaração foi feita por Trump por meio de uma publicação na Truth Social, plataforma que utiliza como canal oficial de comunicação. O presidente afirmou que as missões militares finais de ambos os países devem ser concluídas nas próximas horas e, após isso, o cessar-fogo será considerado “completo e total”.  A iniciativa acontece horas após o Irã lançar um ataque com mísseis contra uma base aérea dos Estados Unidos localizada no Catar. Apesar do potencial destrutivo da operação, não houve registro de feridos. Fontes do governo americano confirmaram que o Irã comunicou antecipadamente a ofensiva às autoridades norte-americanas e do Catar, numa tentativa de evitar vítimas e reduzir o impacto da ação.  Trump minimizou o ataque, chamando-o de “resposta fraca” às operações conduzidas por Israel e pelos EUA nos últimos dias contra alvos estratégicos iranianos. Em sua mensagem, o presidente também afirmou que a expectativa é de que a trégua se torne permanente, encerrando um dos períodos mais tensos da geopolítica recente no Oriente Médio.  O cessar-fogo ocorre no 12º dia de guerra entre os dois países, marcada por bombardeios a instalações nucleares iranianas, mísseis balísticos contra Israel e confrontos indiretos envolvendo milícias aliadas, como os Houthis no Iêmen. A escalada gerou preocupação global e levou governos e organizações internacionais a pedirem contenção imediata.  O governo do Irã ainda não emitiu comunicado oficial confirmando os termos do acordo, mas fontes diplomáticas indicam que houve interlocução direta entre os países envolvidos, mediada por canais secretos com apoio de nações do Golfo e representantes da União Europeia.  Com a trégua em vigor, os olhos do mundo se voltam agora para a estabilidade do acordo e a possibilidade de retomada das negociações diplomáticas. Embora a tensão ainda esteja no ar, o cessar-fogo representa uma pausa crucial num conflito que ameaçava se espalhar por toda a região. (Renan Isaltino) Fonte: Reuters, The Guardian

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Defesa Civil alerta para temporais e frio intenso em diversas regiões do território paulista

A Defesa Civil do Estado de São Paulo alerta para a aproximação e passagem de uma frente fria, prevista para esta segunda-feira (23), que deverá provocar fortes chuvas em diversas regiões do território paulista. Há previsão de raios, rajadas de vento e queda de granizo em pontos isolados, o que aumenta o risco de transtornos como alagamentos, quedas de árvores entre outros. O alerta é válido para todo o estado de São Paulo. Massa de ar polar seguirá após a frente fria e trará onda de frio para o estado. As regiões de Presidente Prudente, Araçatuba, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Barretos, Franca, Araraquara, Bauru e Marília devem registrar chuvas e rajadas de vento com intensidade moderada. Já as regiões de Itapeva, Registro, Campinas, Sorocaba, Capital, Região Metropolitana de São Paulo, Vale do Paraíba e todo o litoral paulista devem se preparar para chuvas e ventos com forte intensidade, exigindo atenção redobrada da população. Com o avanço da frente fria, entre terça-feira (24) e quarta-feira (25), uma massa de ar polar deverá provocar uma queda acentuada das temperaturas em todo o Estado, com destaque para as madrugadas, quando são esperadas as menores mínimas. Estão previstas temperaturas mínimas de 3°C no Vale do Ribeira e na Região de Itapeva, com condição para geadas; 4°C na Serra da Mantiqueira, também com possibilidade de geadas; 6°C no Vale do Paraíba e nas regiões de Presidente Prudente e Marília; 7°C na Região Metropolitana de São Paulo e nas regiões de Sorocaba, Campinas, Bauru e Araraquara; 8°C nas regiões de Araçatuba e São José do Rio Preto; 9°C nas regiões de Barretos, Franca e Ribeirão Preto; 11°C no Litoral Norte e 12°C na Baixada Santista. Diante desse cenário, a Defesa Civil reforça a importância de atenção especial às pessoas mais vulneráveis, como idosos, crianças e pessoas em situação de rua, que são mais suscetíveis aos efeitos do frio intenso. Além disso, em caso de tempestades, a orientação é evitar áreas alagadas, não se abrigar debaixo de árvores, afastar-se de janelas e estruturas metálicas e, se possível, permanecer em local seguro até o término da instabilidade.

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Trump anuncia ataque a instalações nucleares iranianas e diz que operação foi “bem-sucedida”

A ação ocorre em meio à escalada de tensão entre o Irã e Israel  O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite deste sábado (21) que as forças armadas norte-americanas realizaram ataques a três instalações nucleares no Irã, em um movimento que ele classificou como “cirúrgico e eficaz”. A ação ocorre em meio à escalada de tensão entre o Irã e Israel, país aliado histórico dos EUA.  Segundo Trump, os alvos da ofensiva foram as unidades nucleares de Fordow, Natanz e Esfahan. Em publicação feita na Truth Social, sua rede social, ele destacou que os bombardeios foram concluídos com sucesso e que todas as aeronaves retornaram com segurança às suas bases.  “Uma carga total de bombas foi lançada sobre a principal instalação em Fordow. Nossos aviões já estão fora do espaço aéreo iraniano. Foi uma missão de precisão, conduzida com excelência pelas forças armadas dos Estados Unidos”, escreveu o republicano.  Trump também exaltou o desempenho das tropas envolvidas na missão e afirmou que agora seria o momento de buscar soluções diplomáticas. “Agora é hora da paz”, escreveu.   O ataque norte-americano ocorre em meio a um cenário já conturbado no Oriente Médio, marcado pela crescente tensão entre Teerã e Tel Aviv. O Irã, por sua vez, ainda não emitiu uma resposta oficial sobre os bombardeios, e não há, até o momento, informações sobre vítimas ou danos estruturais provocados nos complexos nucleares atacados. (Renan Isaltino) Fonte: Reuters Foto: R7

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Tensão entre Israel e Irã eleva petróleo, pressiona combustíveis e acende alerta sobre inflação

A escalada das tensões entre Irã e Israel provocou uma disparada nos preços do petróleo. O barril do tipo Brent ultrapassou os US$ 76 (cerca de R$ 418) nesta semana, com alta de mais de 4%, refletindo o temor de que o conflito afete rotas estratégicas de exportação no Oriente Médio. Embora o choque de oferta ainda seja considerado “temporário”, economistas já projetam impactos no bolso do consumidor brasileiro caso a crise persista por mais de um mês. “Se continuar, o efeito pode ser bem mais complicado. O Irã exporta ureia, usada como fertilizante no agronegócio. O preço do petróleo vai aumentar, assim como o da gasolina, do frete e dos alimentos — ou seja, pressiona a inflação de forma generalizada”, explica Roberto Dumas, professor da FIA Business School. Entre os gargalos logísticos citados, estão o Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 30% do petróleo transportado por mar no mundo, e outros pontos sensíveis afetados por tensões paralelas, como o Mar Vermelho e o Canal de Suez. Além dos combustíveis, o custo de produção e transporte tende a subir, o que pode contaminar toda a cadeia de preços. “Com fretes mais caros e estoques mais baixos, as empresas vão evitar operar no limite. O cenário beligerante torna os gargalos logísticos ainda mais críticos, e isso acaba chegando ao consumidor na prateleira do supermercado”, afirmou Dumas. Petrobras, preços e política fiscal Apesar de o Brasil ser autossuficiente na produção de petróleo, a Petrobras ainda depende da importação para suprir o mercado de derivados, como a gasolina. Isso limita a margem de manobra para segurar preços internamente sem gerar distorções ou riscos de desabastecimento. “A Petrobras não é autossuficiente em gasolina. Cerca de 30% vêm do mercado externo. Se o governo insistir em segurar artificialmente os preços, os importadores saem do mercado, e pode faltar gasolina”, alerta o economista. Segundo ele, o governo enfrenta um dilema: ou permite o repasse da alta do petróleo para os preços — com impacto direto na inflação e na taxa de juros — ou assume o custo fiscal de manter os valores controlados, o que pressiona ainda mais as contas públicas. “O Brasil já opera com déficit de 7,7%. Se a Petrobras deixa de distribuir dividendos para segurar os preços, o Tesouro perde receita e precisa compensar com mais imposto ou corte de gastos. E isso também gera alta na taxa de juros, seja por via da inflação ou da percepção de risco fiscal”, afirma. Na avaliação do especialista, o atual cenário reduz a possibilidade de cortes nos juros no curto prazo e pode levar a uma Selic mais alta por mais tempo. “Ou a alta do petróleo leva ao aumento da Selic ou a uma inclinação maior da curva de juros. Não tem por onde correr.”   Fonte: R7 Foto: José Cruz/Agência Brasil

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Com início nesta sexta (20), inverno 2025 será seco e com ondas de frio mais intensas

O inverno tem início nesta sexta-feira (20), às 23h42, pelo horário de Brasília. A nova estação deve apresentar temperaturas médias a mais elevadas em boa parte do país, com destaque para as regiões entre o Paraná, Sudeste e Centro-Oeste — áreas onde os principais desvios de temperatura estão previstos. Neste ano, o Brasil não será afetado diretamente por fenômenos como El Niño ou La Niña, que costumam alterar os padrões climáticos. Ainda assim, o inverno seguirá com características típicas da estação, como a menor incidência de radiação solar e a chegada de massas de ar frio. De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), o período será menos chuvoso nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e em parte do Norte e Nordeste. Os maiores acumulados de chuva devem se concentrar no noroeste da Amazônia, no litoral do Nordeste e na região Sul. As temperaturas mais baixas poderão provocar geadas no Sul, Sudeste e no Mato Grosso do Sul. Há também possibilidade de neve em áreas serranas da região Sul e ocorrência de friagens no Mato Grosso, Rondônia, Acre e no sul do Amazonas. “A chance de nevar no inverno de 2025 é muito maior do que nos invernos de 2023 e 2024”, destacou a Climatempo. Mais nevoeiros e frio distribuído Com as inversões térmicas comuns nas manhãs de inverno, nevoeiros e névoas úmidas serão frequentes no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, podendo reduzir a visibilidade em estradas, áreas montanhosas e aeroportos. Em relação às queimadas — uma preocupação constante durante a estação seca —, a previsão de mais umidade em agosto e setembro tende a reduzir tanto o número quanto a severidade dos focos, em comparação aos dois últimos anos. Outro destaque da previsão é que os períodos frios não devem ficar concentrados em apenas um mês. A expectativa é de que ondas de frio ocorram de forma mais distribuída ao longo de toda a estação, com destaque para o centro-sul do país. A primeira deve chegar nos últimos dias de junho, segundo a Climatempo. Calor pontual e chuvas no fim do inverno Segundo a Climatempo, na região Norte, a previsão é de temperaturas acima da média, principalmente no sul da Amazônia — onde o período de seca é comum entre julho e setembro. Ainda assim, não estão descartados episódios de friagem causados pela chegada de massas de ar frio. O Centro-Oeste e o Tocantins também devem registrar calor mais intenso, especialmente entre agosto e setembro. No entanto, os picos de calor não serão tão prolongados como os registrados em 2024. No fim do inverno, a passagem de frentes frias pode trazer chuvas para áreas do interior do Sudeste e do Centro-Oeste, quebrando a monotonia da estação seca e amenizando os efeitos do tempo mais quente em algumas regiões.   Fonte: R7 Foto: Arquivo/Elza Fiúza/Agência Brasil

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Afastamentos por saúde mental e desafios estruturais são temas de reunião com secretário de Educação e vereadores de Limeira

Para buscar esclarecimentos sobre demandas da rede municipal de ensino, a Comissão de Educação se reuniu, nesta quarta-feira, 18 de junho, com o secretário de Educação, Antônio Montesano e com a Agente de Desenvolvimento Educacional, Lucia Helena Ribeiro Cardoso. Na pauta, foram debatidos temas como afastamentos de servidores motivados por saúde mental, necessidade de reforma de quadra coberta no bairro Jardim Morro Azul e formação de profissionais para educação inclusiva. A reunião foi aberta pela presidente do colegiado, Mariana Calsa (MDB). Ela informou que o secretário será convidado mensalmente para apresentar aos vereadores o andamento das ações da pasta. A finalidade é garantir mais transparência, de modo que os munícipes obtenham informações sobre a gestão da educação, sem ruídos na comunicação. A reunião foi transmitida pelos canais de comunicação da Câmara. Para conferir na íntegra o debate, basta acessar este link. A Comissão é formada também pelos vereadores Nilton Santos (Republicanos), vice-presidente; e Waguinho da Santa Luzia (PP), secretário. Todas as deliberações são registradas em ata. Rotatividade  Um dos questionamentos feitos pelos parlamentares foi em relação a reclamações de mães de alunos a respeito da rotatividade de professores em sala de aula, o que poderia causar prejuízos ao desempenho pedagógico, segundo os membros. Mariana Calsa citou ainda relatos de que monitores estariam ocupando o espaço das aulas diante da ausência de docentes. O secretário Antônio Montesano respondeu que não foi comunicado sobre esses fatos, mas que na próxima semana encaminhará uma resposta à Comissão. Em relação aos monitores em sala substituindo professores, ele disse que não é uma prática permitida. “Isso só pode ocorrer em situações emergenciais, quando não há tempo hábil para a convocação de um substituto”, explicou. Afastamentos Tema que preocupa a Comissão é a quantidade de afastamentos de servidores. Em 2024, Limeira registrou 782 afastamentos de servidores da educação por saúde mental, 20% a mais em comparação com o ano anterior. Os números constam em resposta da Secretaria ao Requerimento Nº 294/2025, apresentado pela vereadora Mariana Calsa, e recebida no dia 13 de junho.  A Comissão perguntou como Secretaria avalia dar atenção ao tema e enfrentar os impactos deste quadro. O vereador Waguinho aproveitou para mencionar a Lei Ordinária nº 7.065, de autoria dele aprovada na Câmara em 2024, que assegura aos usuários da rede municipal de ensino a instituição um Programa de Saúde Mental, abrangendo alunos, professores e demais servidores, de caráter permanente. O secretário Montesano listou uma série de limitações da pasta na parte estrutural, orçamentária e de pessoal que precisam ser resolvidas e que contribuem para o processo de afastamento dos servidores. “Numa rede onde não tenho prato, talher para todos, estou com caixa d’água vazando, não tenho auxiliar geral, não tenho merendeira, não tenho concurso para professor de educação especial, de educação infantil ou para área administrativa; eu louvo ao senhor e àqueles que votaram a favor dessa lei, mas essa é a triste realidade do que estamos vivendo não só em Limeira”, descreveu. Para este ano, ele sinalizou que não há como viabilizar a aplicabilidade da lei mencionada por Waguinho, mas que espera em 2025 dispor de recursos para atendimento das demandas da educação. Citou como exemplo a necessidade de contratação de assistentes sociais nas escolas, que em 2011 havia um quadro com 50 e hoje o número caiu pela metade, ao defender a importância de realizar contratação de servidores para atuar na rede. “Temos que investir para recuperar o que Limeira já teve e que perdeu”, defendeu. A Comissão de Educação deliberou envolver a Secretaria de Educação no debate acerca dos cuidados com a saúde mental dos servidores municipais. A secretária da pasta, Maria Helena Chen, será convidada a participar da reunião do colegiado do dia 20 de agosto, às 14h30, quando Antônio Montesano estará presente. Quadra coberta  Outro tema tratado foi a demanda pela reativação do funcionamento da quadra esportiva do bairro Jardim Morro Azul. A estrutura funcionou, no passado, como anexo do Centro Comunitário Morro Azul e atualmente está desativada, pois apresenta sinais de vandalismo e é ocupada por pessoas em situação de rua. Além disso, o alambrado está danificado, a cobertura não possui rede de proteção contra pombos, já banheiros ou vestiários estão interditados. Em visita da Comissão de Esporte ao local, no dia 12 de junho, os vereadores foram informados que a gestão da quadra está sob competência da Secretaria de Educação. Servidores das escolas municipais Aldo José Kuhl e Prof. Hilda Maria C. Hafliger buscam a revitalização da quadra, para que possam utilizá-la em atividades das escolas, como aulas de educação física para turmas do ensino infantil e ensino fundamental. Com base em encaminhamento da Comissão de Esporte, o vereador Waguinho da Santa Luzia, que atua nas duas comissões, questionou o secretário de Educação sobre a possibilidade de revitalizar a quadra e oferecer condições estruturais para uso. Foi respondido que ano que vem deverão ser realizadas as reformas necessárias no local. Inclusão Os vereadores pautaram no encontro com o secretário a formação de monitores voltada à inclusão de crianças com deficiência ou atípicas. A Comissão deu ciência sobre questionamentos de monitores sobre a obrigatoriedade ou não de participar de curso oferecido pela Prefeitura ou se haveria desvio de função, com a formação direcionada à categoria. Montesano afirmou que para que uma escola seja efetivamente inclusiva todos os profissionais que trabalham no ambiente escolar precisam estar capacitados para lidar com crianças atípicas. Ele explicou que a formação organizada pela Secretaria vai ocorrer de forma gradual e voluntária aos servidores, respeitado  a disponibilidades de horário de trabalho das equipes. Os representantes destacaram que o acolhimento dos alunos com deficiência ou não é um dever das escolas.  Quanto ao desvio de função, a Secretaria explicou à Comissão que o “fazer pedagógico é responsabilidade dos professores de artes, educação física, multivalente ou de educação especial”; e que essas atribuições não são dos monitores.   Foto: Câmara de Limeira

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Após denúncias de longa espera, coordenador médico do PS da Humanitária diz que fila estava dentro do limite

Após denúncias de pacientes sobre a demora de mais de três horas no atendimento no Pronto-Socorro (PS) do Hospital Humanitária de Limeira, a direção da unidade se pronunciou oficialmente por meio de nota enviada ao Portal Veloz nesta terça-feira (17). A resposta, assinada pelo coordenador médico do PS Adulto, Dr. Marco Antonio Dalfre Filho (CRM/SP 120535), afirma que o tempo médio de espera registrado na última sexta-feira (13) à noite foi inferior a 60 minutos, mesmo para pacientes classificados com menor urgência. No mesmo dia, a equipe do Portal Veloz, parceiro oficial do R7, esteve na unidade após receber reclamações de pacientes e acompanhantes que aguardavam atendimento por horas. Um dos relatos veio de Jhonatan, que estava com a esposa no local desde as 17h e reclamou da longa espera. Ele chegou a registrar a insatisfação diretamente com a equipe médica. Em nota anterior, enviada por uma supervisora de enfermagem, o hospital informou que todos os atendimentos seguem os protocolos estabelecidos pelo Sistema de Classificação de Risco. O comunicado ressaltava que o tempo de espera varia conforme a gravidade do caso. Agora, com informações detalhadas, o coordenador médico esclareceu que o pronto-socorro segue a classificação de risco adotada pelo Ministério da Saúde, que define prazos máximos para atendimento de acordo com cinco cores: vermelho (emergência, atendimento imediato), laranja (muito urgente, até 10 minutos), amarelo (urgente, até 60 minutos), verde (pouco urgente, até 120 minutos) e azul (não urgente, até 240 minutos). Apesar do pico de demanda registrado entre 16h e 19h no dia 13 — com a abertura de 35 fichas e o atendimento simultâneo a três casos graves —, a instituição afirma que o tempo de espera registrado, ainda que tenha alcançado três horas em alguns casos classificados como “azul”, se manteve dentro dos limites máximos preconizados pelo Ministério da Saúde. Ainda segundo Dr. Marco Dalfre, a equipe médica da clínica do pronto-socorro é composta por dois plantonistas 24 horas por dia, com o reforço de um terceiro médico em horário de pico, atualmente das 11h às 17h. A instituição estuda transferir esse terceiro turno para o período das 13h às 19h, com o objetivo de melhor atender à demanda crescente. O médico também destacou que o aumento na procura por atendimentos neste período do ano se deve a uma maior incidência de doenças respiratórias e outras emergências sazonais. Segundo ele, a sobrecarga não é exclusiva da Humanitária, mas reflete a realidade de toda a rede municipal de saúde de Limeira. A direção da Humanitária ainda reafirmou seu compromisso com um atendimento de qualidade e humanizado e se coloca à disposição para outros esclarecimentos ao final da nota. Confira na íntegra: “Limeira, 16 de junho de 2025 NOTA de ESCLARECIMENTOS a reportagem do dia Os atendimentos realizados em nosso hospital seguem os critérios técnicos de classificação de risco e prioridade de atendimento, conforme preconizados pelo ministério da saúde, sendo que os pacientes com maior gravidade são atendidos prioritariamente, a saber: VERMELHO – EMERGENCIA – atendimento imediato LARANJA – MUITO URGENTE – realizado em até 10 minutos AMARELO – URGENTE – realizado em até 60 minutos VERDE – POUCO URGENTE – realizado em até 120 minutos AZUL – NÃO URGENTE – realizado em até 240 minutos Sendo que esse tempo de atendimento é o MAXIMO recomendado pelo Ministério da Saúde, desde a chegada do paciente a unidade até o atendimento pelo médico plantonista. ORA, em nossa unidade priorizamos por um atendimento de qualidade e humanizado sendo este realizado o mais rápido possível, sendo que em relação ao nosso tempo médio de atendimento no hospital durante todo o dia do dia 13/06/2025 foi MENOR DO QUE 60 MINUTOS, inclusive para os pacientes classificados como AZUL (horário desde a retirada de senha no totem assim que paciente chega a unidade até o momento do atendimento médico). Entretanto, neste mesmo dia no horário das 16 às 19h tivemos uma demanda aumentada de atendimento com abertura de 35 fichas de atendimento, além de 3 pacientes graves que se encontravam na emergência da unidade, e isto gerou sim uma maior demora no atendimento o qual chegou a 3 horas (180 minutos) em algumas fichas que estavam classificadas como azul (sendo este tempo abaixo do máximo recomendado pelo ministério da saúde). Nossa equipe de plantão de clinica medica é constituída de 2 plantonistas 24h, sendo que um terceiro médico atua por 6 horas no horário de maior fluxo (o qual atualmente consideramos das 11 as 17h). Estamos diariamente reavaliando os horários de maior fluxo de atendimento de modo a readequarmos e melhorarmos ainda mais o conforto e a agilidade no atendimento aos pacientes que nos procuram, sendo que estamos avaliando a mudança deste medico para atendimento das 13-19h. Ressalvamos que não se trata de caso isolado da Humanitária, mas sim de toda rede municipal de Saúde, haja vista que outras unidades médicas, os atendimentos estão também com sua capacidade máxima, considerando que nesse período do ano, incluem-se inúmeros a problemas respiratórios tanto em adultos quanto em crianças, além de outras patologias atendidas em emergências e urgências. Colocamo-nos a disposição para quaisquer outros esclarecimentos que se façam necessários. Dr Marco Antonio Dalfre Filho CRM/SP 120535 Coordenador -medico Pronto Socorro Adulto SOH”

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Câmara aprova urgência para derrubar decreto do governo que aumenta IOF

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (16) um requerimento de urgência ao projeto que derruba o decreto do governo federal que aumenta algumas modalidades do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). O placar foi de 346 votos a favor e 97 contrários. Entre os partidos que orientaram voto a favor da urgência, estão MDB, União Brasil, PSD e PP, que possuem ministérios na Esplanada do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O bloco governista liberou a bancada na votação. A aprovação da urgência acelera a tramitação de um projeto, levando a análise do mérito diretamente ao plenário. Contudo, ainda não há previsão para que a Câmara vote o texto. O governo considera que a urgência é apenas um “recado político”. A urgência aprovada é para um projeto de autoria do líder da oposição na Câmara, Luciano Zucco (PL-RS). Ao lado do PP e do União Brasil, o bloco tem criticado as medidas econômicas adotadas pelo governo Lula, alegando que a gestão só se preocupa com o “aumento de impostos”. Conforme Zucco, o IOF “é um imposto extrafiscal que somente pode ser utilizado como instrumento para controle da política econômica, inadmitindo o desejado feitio arrecadatório”. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem dado coro às críticas, alegando que a Casa não tem “clima” favorável “para o aumento de impostos com objetivo arrecadatório para resolver nossos problemas fiscais”. Antes da votação, Motta esteve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no sábado (14). Além disso, se reuniu nesta tarde com os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e com líderes da base do governo. Após o encontro, Motta disse que a Câmara e os partidos possuem um “esgotamento de medidas que aumentem a arrecadação única e exclusivamente com aumento de impostos”. Ele explicou ainda que houve um “compromisso” do governo federal em apresentar uma agenda de propostas sobre o corte de despesas. “Estamos aguardando. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pediu novas reuniões para tratar dessa agenda”, explicou. Entenda No fim de maio, o governo federal publicou um decreto para aumentar as alíquotas de algumas modalidades do IOF para arrecadar R$ 20 bilhões adicionais neste ano e cumprir a meta fiscal. Após críticas do mercado financeiro, a equipe econômica recuou no mesmo dia de parte da norma relacionada à tributação das remessas de fundos brasileiros ao exterior. Desde então, o Congresso Nacional tem criticado o Executivo e cobrado por medidas fiscais alternativas. Na semana passada, o governo publicou outro decreto diante da reação negativa para mudar trechos da norma original, recalibrando o decreto. Além disso, editou uma medida provisória com outras sugestões para ampliar a arrecadação a partir de 2025, compensando os pontos em que houve recuo no IOF. Mas o parlamento continua insatisfeito por entender que o novo pacote também tem um caráter meramente arrecadatório. A MP pode gerar uma arrecadação ao governo de pouco mais de R$ 14,8 bilhões em 2025 — valor que pode chegar a R$ 20 bilhões considerando o novo decreto do IOF. Em 2026, o valor pode chegar a pelo menos de R$ 31,5 bilhões. A maioria das frentes parlamentares e bancadas como o PP, o União Brasil e o PL criticam, principalmente, os pontos da MP que uniformizam a tributação de 17,5% de Imposto de Renda sobre aplicações financeiras e que criam uma taxa de 5% do imposto sobre títulos das LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e das LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio), atualmente isentas de cobranças. Eles reclamam também do aumento na taxação sobre as empresas de apostas, que passará de 12% para 18%, e a elevação da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) para instituições financeiras.   Fonte: R7 Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

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Selic a 15%? Mercado dividido aguarda decisão do Copom sobre taxa de juros

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central inicia nesta terça-feira (17) a reunião que definirá a nova taxa básica de juros da economia brasileira. Atualmente, a Selic está em 14,75% ao ano. O encontro termina na quarta-feira (18). As expectativas do mercado financeiro estão divididas entre a manutenção dos juros no patamar atual e um aumento de 0,25 ponto percentual, para 15% ao ano. Caso se confirme, a elevação será a sétima consecutiva desde setembro de 2024. A Selic é o principal instrumento de controle do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Juros mais altos encarecem o crédito, desestimulam a produção e o consumo, e podem frear o crescimento econômico. Na prática, quando a taxa sobe, os juros cobrados em financiamentos, empréstimos e cartões de crédito aumentam, desestimulando o consumo e contribui para a redução da inflação. Na última reunião, o colegiado sinalizou que uma nova alta dos juros não estava descartada, mas seria considerada somente se os próximos indicadores econômicos justificassem a medida. O comitê adotou um tom cauteloso em seu comunicado, indicando que manteria vigilância sobre os dados econômicos e qualquer decisão sobre a taxa Selic dependeria da evolução da inflação — especialmente de seus componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária. Juros altos por mais tempo Na ocasião, o Copom avaliou que o cenário econômico era marcado por incertezas externas, deterioração das contas públicas e pressões no mercado de trabalho. A autoridade monetária destacou que as expectativas de inflação seguiam desancoradas e que a atividade econômica demonstrava resiliência, o que reforçava a necessidade de uma política monetária mais rigorosa para conter os preços. Com isso, segundo o comitê, a taxa Selic deveria permanecer em um nível elevado por mais tempo, mesmo sem indicar uma elevação imediata. Projeções As projeções do Boletim Focus, divulgadas nesta segunda-feira (16), apontam para a manutenção da Selic em 14,75% ao fim de 2025, pela sexta semana consecutiva. O mercado segue dividido quanto à decisão do Copom desta quarta. Das 48 instituições consultadas, a maioria — 27 (ou 56%) — espera a manutenção dos juros em 14,75%. Outras 21 (ou 44%) preveem alta de 0,25 ponto percentual, para 15%. Para o doutor em economia e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Hugo Garbe, o cenário provável é de manutenção da taxa. “Essa dúvida [do mercado] é, antes de tudo, política, fiscal e simbólica. O Banco Central está diante de uma conjuntura em que precisa equilibrar sua credibilidade como guardião da inflação com os efeitos cada vez mais claros de uma política monetária extremamente restritiva”, explicou. Ele ressalta ainda que, apesar de acreditar na manutenção da Selic, o BC deve adotar, no comunicado, um tom “mais duro” — sinalizando que, se o cenário fiscal continuar se deteriorando ou se as expectativas de inflação seguirem se afastando da meta, haverá espaço para uma nova alta. “Trata-se de uma tentativa de preservar a credibilidade da política monetária sem asfixiar ainda mais a economia”, afirmou. Economia ‘fragilizada’ Segundo o economista, o compromisso do BC com a meta de inflação segue sendo “crucial”, especialmente em um país com histórico de alta de preços como o Brasil. No entanto, “isso não significa que o Copom deva reagir automaticamente com elevação de juros sempre que houver ruído fiscal ou pressão cambial momentânea”, destacou. Garbe afirma que a economia brasileira está “fragilizada”. Ele explica que o consumo das famílias está travado, o mercado de crédito vem encolhendo há meses, e o crescimento econômico tem sido constantemente revisado para baixo. “A taxa de juros atual, já em patamar elevado, cumpre seu papel de freio. Subi-la ainda mais agora, em meio a uma atividade tão fraca, pode acabar gerando um efeito colateral mais danoso do que o próprio risco inflacionário de curto prazo”, completou.   Fonte: R7 Foto: Equipe @andreianaomi/Banco Central

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