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Fiscalização apreende bebidas em oito estabelecimentos de Limeira

Produtos estavam sem nota fiscal ou com suspeita de falsificação A Prefeitura de Limeira intensificou, neste fim de semana, as ações do Grupo Integrado de Ações Fiscalizatórias (GIAF), formado pela Guarda Civil Municipal, Secretaria de Fazenda e Vigilância Sanitária. O foco das ações foi a venda de bebidas falsificadas, em razão dos casos de intoxicação por metanol registrados no estado. Entre quinta-feira (2) e sábado (4), foram vistoriados 34 endereços e apreendidas bebidas em oito estabelecimentos. Na quinta-feira, 11 locais foram inspecionados; em três deles foram encontradas bebidas sem nota fiscal ou com indícios de falsificação. Na sexta-feira (3), 15 endereços foram visitados, e novas apreensões ocorreram em três bares por suspeita de falsificação. No sábado, foram fiscalizados oito pontos; em dois havia bebidas sem rótulo em português, o que pode indicar descaminho ou falsificação. Durante coletiva de imprensa realizada na sexta-feira, o prefeito Murilo Félix anunciou tolerância zero com a venda de bebidas falsificadas no município. A Vigilância Sanitária reforçou que qualquer produto sem certificação de origem será apreendido e descartado. Caso a falsificação seja comprovada, os estabelecimentos estarão sujeitos às sanções previstas em lei. A população pode colaborar com denúncias pelo telefone da GCM (153) ou da Vigilância Sanitária (3720-2520).   Foto: Wagner Morente

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Fiscalizações contra falsificação de bebidas são intensificadas em SP e ultrapassa 7 mil garrafas apreendidas

Festa universitária, bares e adegas receberam ações na grande São Paulo e interior; polícia apreendeu bebidas em local com registro de vítima fatal O gabinete de crise montado pelo Governo de São Paulo contra a falsificação de bebidas por metanol intensificou suas ações na noite deste sábado (4), com fiscalizações em festas universitárias, bares e adegas. A quantidade de garrafas apreendidas para averiguação desde segunda-feira (29) ultrapassa 7 mil, além das outras 50 mil recolhidas ao longo do ano em todo o estado. Desde o início de 2025, 41 pessoas foram presas – 19 delas na semana passada. A Secretaria de Saúde confirma 14 casos de pessoas contaminadas por metanol, duas delas vieram a óbito. Outros 148 casos são investigados, sendo 7 mortes, em boletim divulgado na tarde de sábado. A Polícia Civil segue com as unidades especializadas de investigação mobilizadas para identificar os envolvidos nas adulterações. Uma das linhas de investigação é de que a contaminação pode ter acontecido no momento da limpeza dos vasilhames com metanol. Policiais estiveram na sexta-feira (3) em um estabelecimento na Casa Verde, na capital, onde uma vítima fatal suspeita teria adquirido bebida alcoólica. No local, foram apreendidas garrafas de bebidas com suspeita de adulteração e sem documentação comprobatória de origem, que seguem agora para perícia. Na última semana, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, determinou o cancelamento da inscrição estadual de estabelecimentos que comprovadamente venderam bebidas adulteradas com metanol, o que equivale ao fechamento do local, como medida para coibir a venda de produtos perigosos e garantir a segurança do consumidor. Força-tarefa do Governo de São Paulo em ação em São Caetano. Foto: Pablo Jacob/Governo de São Paulo Fiscalizações do fim de semana O estado de São Paulo segue com 11 estabelecimentos interditados cautelarmente. As autoridades realizam esse procedimento para colher amostras de bebidas e verificar suspeitas de contaminação por metanol, o que só acontece posteriormente pela Polícia Científica. Até lá, os estabelecimentos podem ser interditados por questões sanitárias, como falta de higiene no local e problemas no armazenamento de alimentos. As equipes da força-tarefa de fiscalização estiveram em uma tradicional festa universitária em Araraquara na noite de sábado (4). As Vigilâncias Sanitárias estadual e municipal, em parceria com a Polícia Civil, inspecionaram 1.400 garrafas de bebidas do estoque do evento, incluindo vodca e outros destilados. Foram conferidos notas fiscais, lacres e rótulos dos produtos destinados ao consumo no local, com o objetivo de verificar a procedência e garantir a segurança dos participantes. Não foram identificados indícios de falsificação ou adulteração. “As ações de fiscalização fazem parte da rotina das equipes e foram intensificadas diante das investigações relacionadas a casos de intoxicação por metanol. Nosso trabalho é preventivo e educativo. Buscamos orientar organizadores e fornecedores para que adotem práticas seguras e garantir que o público possa participar dos eventos com tranquilidade e confiança”, explica Ana Lúcia Spagnol Bose, diretora do Grupo de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo em Araraquara. No ABC, 10 estabelecimentos foram vistoriados na noite de sábado, seis em São Caetano e quatro em Santo André. As equipes conferiram estoques e a apresentação de notas fiscais. Não foram identificadas bebidas com indícios de adulteração nem realizadas novas interdições. Foram constatadas infrações leves com relação, por exemplo, ao Código de Defesa do Consumidor, como sinalização e cardápio, em ações do Procon-SP. Recomendações aos consumidores A intoxicação por metanol é grave, pode levar à cegueira permanente e até a óbito. O metanol pode estar presente em bebidas alcoólicas clandestinas e adulteradas, além de produtos como combustíveis, solventes e líquidos de limpeza. As unidades de saúde do estado estão preparadas para lidar com a situação. A Secretaria de Saúde recomenda evitar o consumo de bebida destilada que não saiba a procedência, e que o paciente com quadro incomum após ingestão de bebida alcoólica deve procurar atendimento médico imediato, realizar exames laboratoriais e avaliação oftalmológica. Os sintomas de alerta são dores abdominais intensas, tontura e confusão mental. O socorro em até 6h após o início dos sintomas é fundamental para evitar o agravamento.   Foto: Pablo Jacob/Governo de São Paulo

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São Paulo confirma segunda morte por intoxicação por metanol; estado já tem 162 casos suspeitos e confirmados

Outros 148 casos permanecem em análise, incluindo sete mortes que ainda não tiveram a causa confirmada  O governo de São Paulo confirmou, na tarde deste sábado (4), a segunda morte causada por intoxicação por metanol no estado. Outros sete óbitos ainda estão sob investigação.  De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, o total de casos — somando confirmados e investigados — chegou a 162. O balanço aponta 14 casos confirmados, todos relacionados ao consumo de bebidas adulteradas, e dois óbitos, ambos na capital paulista. Outros 148 casos permanecem em análise, incluindo sete mortes que ainda não tiveram a causa confirmada.  A Polícia Civil intensificou as operações de fiscalização e combate à adulteração de bebidas em todo o estado. O número de prisões subiu de 30 para 41 entre sexta-feira (3) e este sábado (4). As ações ocorreram na capital, em Diadema, Santo André, Jacareí e Jundiaí.  Durante as investigações, os agentes apreenderam milhares de garrafas, rótulos falsificados e outros materiais utilizados na produção irregular. Ao todo, 11 estabelecimentos foram interditados, parcial ou totalmente, pela força-tarefa estadual que combate o comércio e a distribuição de bebidas contaminadas. Emergência médica grave  A intoxicação por metanol é considerada uma emergência médica de extrema gravidade. A substância, quando ingerida, é metabolizada em produtos tóxicos — como formaldeído e ácido fórmico — que podem causar cegueira, falência de órgãos e morte.  Os principais sintomas incluem visão turva ou perda total da visão, náuseas, vômitos, dores abdominais e sudorese intensa. Em caso de suspeita, é fundamental buscar atendimento médico imediato.  Os canais de emergência disponíveis são: Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001 Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800 771 3733 (atendimento nacional) CIATox da sua cidade: lista disponível aqui  A Secretaria de Saúde reforça a importância de identificar e orientar pessoas que possam ter consumido a mesma bebida. O diagnóstico e o tratamento precoces são essenciais para evitar sequelas graves ou a morte. (Renan Isaltino)

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Limeira registra um caso confirmado de intoxicação por metanol; suspeita em segundo paciente é descartada

Suspeita em segundo paciente foi descartada após avaliação do Ciatox; primeiro caso segue com sequelas graves e irreversíveis Após a confirmação de um caso grave de intoxicação por metanol na semana passada, a Secretaria de Saúde de Limeira atualizou na noite desta sexta-feira (3) que o segundo caso, anteriormente tratado como suspeito, foi descartado após avaliação médica. A informação foi confirmada por meio de nota oficial, com base na análise da equipe médica da Santa Casa de Limeira e do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) da Unicamp. O paciente de 21 anos segue internado e recebendo acompanhamento médico, mas sem relação com intoxicação por metanol. Caso confirmado segue com quadro grave O caso confirmado envolve um homem que adquiriu e consumiu uísque adulterado na Grande São Paulo. De acordo com o secretário municipal de Saúde, o paciente apresenta sequelas graves e irreversíveis: perdeu totalmente a visão de um olho, parcialmente do outro, e apresenta incapacidade para falar. Alerta e fiscalização Mesmo com o descarte da segunda suspeita, o município segue em estado de alerta máximo quanto ao risco de consumo de bebidas adulteradas. A Prefeitura de Limeira afirmou que continua intensificando as ações de fiscalização, com apoio das forças de segurança, para coibir a venda de bebidas alcoólicas de procedência duvidosa. “Se equipe nossa identifica um estabelecimento com bebida adulterada, sem rótulo, sem lacres, é tolerância zero”, afirmou o prefeito Murilo Félix (Podemos). Ele reforçou que a prioridade da gestão é prevenir novos casos e proteger a população. Recomendações à população A administração municipal orienta que a compra de bebidas alcoólicas seja feita apenas em estabelecimentos de confiança, com produtos devidamente lacrados e registrados. A população também é incentivada a denunciar locais suspeitos. Os riscos do metanol O metanol é uma substância altamente tóxica que pode ser utilizada ilegalmente na fabricação de bebidas falsificadas. Sua ingestão pode provocar sintomas como náuseas, vômitos, dor abdominal, dificuldade para respirar, cegueira e até levar à morte.

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Limeira orienta rede de saúde e população sobre casos de intoxicação por metanol

Município orienta população sobre sinais de alerta e reforça a importância da busca imediata por atendimento médico  A Prefeitura de Limeira, por meio da Secretaria de Saúde, já orientou toda a rede de atendimento para receber possíveis casos de intoxicação por metanol. O objetivo é garantir resposta rápida, acolhimento imediato e a devida notificação junto à Vigilância em Saúde, conforme estabelece o protocolo.  O metanol é uma substância tóxica que pode estar presente em bebidas alcoólicas adulteradas ou clandestinas, além de combustíveis, solventes e produtos de limpeza. A intoxicação é grave, podendo causar cegueira permanente e até levar ao óbito.  A Secretaria de Saúde reforça que, diante de qualquer sintoma, é fundamental procurar imediatamente uma unidade de saúde. Todos os casos suspeitos serão notificados como “Intoxicação Exógena” no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), com encaminhamento à Vigilância em Saúde.   Sintomas iniciais (até 6 horas): Sonolência e tontura Perda de coordenação Dor abdominal e de cabeça Náuseas e vômitos Confusão mental Taquicardia e queda de pressão Sintomas graves (6 a 24 horas): Visão turva Sensibilidade à luz Perda parcial ou total da visão Dilatação das pupilas Alteração na percepção das cores Convulsões Outro ponto essencial é que o paciente, ou seus familiares, informem o tipo de bebida consumida, o local de aquisição e possíveis contatos que também possam ter ingerido a mesma substância.  “Com essas medidas, Limeira busca ampliar a segurança da população, acelerar o diagnóstico e evitar complicações decorrentes da intoxicação”, afirmou Alexandre Ferrari, secretário de Saúde interino.

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Em Limeira, aumento na taxa de lixo é aprovado e entra em vigor em 2026

Além da taxa de lixo, o projeto também aumenta a alíquota do IPTU sobre terrenos, que passará de 5% para 5,7% A Câmara Municipal de Limeira aprovou, na sessão ordinária de segunda-feira (29), o Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 31/2025, de autoria da Prefeitura, que prevê o reajuste da taxa de coleta de lixo a partir de 1º de janeiro de 2026. A proposta, que também altera a alíquota do IPTU para terrenos, foi aprovada por 11 votos a favor e 9 contrários, e segue agora para sanção do prefeito. O reajuste faz parte de um pacote de mudanças no Código Tributário Municipal, em conformidade com a Emenda Constitucional nº 132 (Reforma Tributária), aprovada em 2023, e atende a exigências do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP). Segundo o Executivo, a atualização dos valores é necessária para corrigir distorções na arrecadação de tributos e equilibrar as contas públicas. Veja como ficam os novos valores da taxa a partir de 2026: Residências: – Menor que 80 m²: de R$ 40,25 para R$ 60,00 – De 80 m² a 150 m²: de R$ 100,61 para R$ 150,00 – De 150 m² a 300 m²: de R$ 226,28 para R$ 340,00 – Acima de 300 m²: de R$ 452,53 para R$ 675,00 Terrenos: – De R$ 65,33 para R$ 98,00 Comércios: – Menor que 80 m²: de R$ 60,38 para R$ 90,00 – De 80 m² a 150 m²: de R$ 201,12 para R$ 300,00 – Acima de 150 m²: de R$ 402,31 para R$ 600,00 Indústrias: – Menor que 80 m²: de R$ 60,38 para R$ 90,00 – De 80 m² a 150 m²: de R$ 201,12 para R$ 300,00 – Acima de 150 m²: de R$ 402,31 para R$ 600,00 Outros usos: – De R$ 201,12 para R$ 300,00 Além da taxa de lixo, o projeto também aumenta a alíquota do IPTU sobre terrenos, que passará de 5% para 5,7%. Durante a sessão, o secretário de Fazenda, Valmir Barreira, defendeu a aprovação do PLC Nº 31/2025, diante da situação financeira da cidade. “À medida em que nos aprofundamos na análise da situação, estamos vendo vários apontamentos do Tribunal de Contas ao longo dos anos cobrando a Prefeitura para que fizesse algumas adequações nas suas cobranças, em uma gama de receitas que foram deixadas de lado na última década. Quando o administrador não toma as atitudes necessárias ao longo de um período, com toda a certeza uma hora alguém vai ter que tomar a iniciativa e fazer coisas que nem sempre são populares”, disse Valmir. Veja como votaram os vereadores: Favoráveis (11): – Anderson Pereira (PSD) – Bruna Magalhães (PRTB) – Costa Junior (Podemos) – Dr. Marcelo Rossi (MDB) – Estevão Nogueira (Avante) – Helder do Táxi (PSD) – João Bano (Solidariedade) – Márcio do Estacionamento (DC) – Nilton Santos (Republicanos) – Tatiane Lopes (Avante) – Zé da Farmácia (Solidariedade) Contrários (9): – Carlinhos do Grota (PL) – Elias Barbosa (PRTB) – Felipe Penedo (PL) – Guilherme Guido (PL) – Isabelly Carvalho (PT) – Lu Bogo (PL) – Mara Isa (PL) – Mariana Calsa (MDB) – Waguinho da Santa Luzia (PP) Após a aprovação legislativa, o projeto foi sancionado e promulgado pelo prefeito Murilo Félix nesta terça-feira (30) no Diário Oficial do Município e se tornou lei. Em nota, o chefe do Executivo afirmou que o reajuste, que é de acordo com o tamanho do imóvel, “é o mais justo”.   Foto: Prefeitura de Limeira

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Emergência hídrica em Americana: DAE informa regiões mais afetadas pela falta de água nesta quarta-feira (1º)

Cidade registra apenas 11 milhões de litros de água nos reservatórios — menos de um terço do ideal — e regiões enfrentam falta generalizada do recurso O DAE (Departamento de Água e Esgoto) de Americana informou que, na manhã desta quarta-feira (1º), os reservatórios do município contabilizam apenas 11 milhões de litros de água. O volume está muito abaixo do ideal, que seria de 36 milhões de litros, o que reforça a gravidade da escassez hídrica enfrentada pela cidade. Diante desse cenário, a falta de água tem sido generalizada em diferentes pontos do município, mas as regiões mais afetadas nesta quarta-feira são: Centro, Vila Dainese, Jardim Ipiranga, Jardim Brasil e Chácaras Letônia. A Prefeitura de Americana decretou na terça-feira (30) estado de emergência hídrica, medida que permite a adoção de ações emergenciais como reforço no combate a vazamentos, contratação de caminhões-pipa para atendimento em áreas específicas e intensificação das campanhas de conscientização sobre o uso racional da água. O DAE reforçou ainda que a estiagem prolongada e a baixa qualidade da água captada do Rio Piracicaba têm prejudicado o processo de tratamento, reduzindo significativamente a oferta de água para abastecimento. A autarquia pediu a colaboração da população para que adote práticas de economia e conservação da água, utilizando o recurso de maneira consciente até que a situação se normalize com a retomada das chuvas.   Foto: Prefeitura de Americana

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Operação apreende mais de 17,7 mil bebidas falsificadas em chácara de Americana

A substância metanol não apareceu entre o material apreendido A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta terça-feira (30), uma operação voltada ao combate à falsificação de bebidas alcoólicas no interior do estado. Os agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) cumpriram três mandados de busca e apreensão em Americana (SP). Desde o início do ano, a polícia de São Paulo já apreendeu 5,2 mil unidades de destilados falsificados em todo o estado. As investigações da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) Antipirataria indicaram que uma chácara na zona rural da cidade era usada para falsificar e envasar bebidas alcoólicas. No local, os agentes encontraram recipientes para armazenamento e transporte de líquidos e garrafas vazias. Os falsificadores usavam o local para a produção de uísque, gim e vodka, segundo o Deic. A equipe recolheu 17.790 produtos. A substância metanol não apareceu entre o material apreendido. A ação realizada nesta terça contou com o apoio da Associação Brasileira de Bebidas e de uma empresa de e-commerce, meio que era usado pelos falsificadores para comercializar parte dos produtos. “A gente estava investigando esse local há mais de um mês. Hoje, durante o cumprimento dos mandados, encontramos essa fábrica clandestina em um dos endereços. Ela era muito bem estruturada e servia não só o comércio local, mas a capital de São Paulo também”, informou o delegado Wagner Carrasco. Duas pessoas acabaram detidas por envolvimento na falsificação. Elas devem responder por crimes contra a propriedade material, contra saúde pública e contra relação de consumo. As investigações da especializada continuam para identificar outros envolvidos no esquema. Neste ano, a 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) Antipirataria apreendeu entre bebidas, rótulos e insumos mais de 14 milhões de produtos relacionados a falsificação, com 20 pessoas presas e cinco indiciadas por falsificação de bebidas. Balanço de casos Desde junho deste ano, foram confirmados seis casos de intoxicação por metanol com suspeita de intoxicação por consumo de bebida adulterada. Atualmente, dez casos estão sob investigação, dos quais três resultaram em óbito – um homem de 58 anos em São Bernardo do Campo, um homem de 54 anos na capital e o terceiro de 45 anos em investigação do local de residência. Um caso foi descartado. Recomendação O Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo (CVS) está apoiando e monitorando o trabalho dos Municípios na fiscalização dos estabelecimentos de comércio de bebidas (distribuidoras, bares etc.) envolvidos na comercialização e distribuição dos produtos contaminados. O CVS reforça que o consumo de bebidas alcoólicas de origem clandestina ou sem procedência confiável representa risco à saúde, já que podem conter substâncias tóxicas. A recomendação do CVS é que bares, empresas e demais estabelecimentos redobrem a atenção quanto à procedência dos produtos oferecidos, e que a população adquira apenas bebidas de fabricantes legalizados, com rótulo, lacre de segurança e selo fiscal, evitando opções de origem duvidosa e prevenindo casos de intoxicação que podem colocar a vida em risco.   Foto: SSP/Divulgação

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Americana decreta emergência hídrica por conta da escassez de água

O prefeito de Americana, Chico Sardelli, anunciou nesta segunda-feira (29) que será publicado um decreto de emergência hídrica no município. A medida vai permitir a adoção de ações imediatas para minimizar os impactos da estiagem prolongada e da baixa qualidade da água do Rio Piracicaba no abastecimento do município. Segundo o prefeito, a decisão é necessária diante da gravidade da situação enfrentada. “Estamos vivendo um momento crítico, que exige respostas rápidas. O decreto de emergência hídrica vai nos dar condições de intensificar as ações necessárias para reduzir os impactos à população e garantir que todos tenham acesso à água de qualidade neste período de escassez hídrica”, afirmou Chico. A medida vem ao encontro do decreto da SP Águas, que declarou estado de escassez hídrica na Bacia do Rio Piracicaba, que registrou chuvas 90% abaixo da média nos últimos meses. Esse cenário afeta diretamente Americana, já que a vazão e a qualidade da água do Rio Piracicaba, responsável pelo abastecimento da cidade, estão muito baixas. Com menos volume disponível e em piores condições, o tratamento se torna mais lento e exige lavagens frequentes dos filtros, reduzindo a oferta de água tratada e provocando oscilações no abastecimento em diferentes regiões. Com o decreto, o DAE (Departamento de Água e Esgoto) poderá ampliar as equipes de reparos de vazamentos, contratar mais caminhões-pipa para atendimento em pontos específicos das regiões mais afetas e intensificar as campanhas de conscientização sobre o uso racional da água. “Não podemos desperdiçar um recurso tão essencial. É hora de união, de responsabilidade e de consciência coletiva para que possamos atravessar esse período difícil com o menor impacto possível”, afirmou o superintendente do DAE, Marcos Eduardo Morelli. O DAE reforçou que a estiagem prolongada comprometeu a qualidade da água do Rio Piracicaba, dificultando o processo de captação, que precisou ser reduzido em cerca de 20%, e também de tratamento. Para assegurar que a população receba água dentro dos padrões exigidos, o volume tratado precisou ser temporariamente reduzido. Essa condição também obriga a realização de lavagens mais frequentes nos decantadores e filtros da Estação de Tratamento de Água (ETA), aumentando aproximadamente em quatro vezes, o que provoca oscilações no abastecimento em diferentes regiões da cidade. “Sabemos que não é um momento fácil, mas enquanto não chover o que precisa temos que tomar todas as medidas necessárias para minimizar o problema da falta de água na casa das pessoas. E é isso que estamos fazendo”, disse o vice-prefeito Odir Demarchi. O DAE ressalta que a situação só deve ser normalizada com a retomada das chuvas, especialmente na região da cabeceira do Rio Piracicaba, e reforça o apelo para que a população colabore adotando hábitos de economia e uso consciente da água. O anúncio contou ainda com a presença dos vereadores Marcos Caetano, Gualter Amado, Lucas Leoncine, Pastor Miguel Pires, Jean Mizzoni, Gutão do Lanche, Léo da Padaria, Fernando da Farmácia, Roberta Lima, Renan de Angelo, Levi Rossi, Wagner Rovina e Professora Juliana.   Fotos: Prefeitura de Americana

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EUA colocam Brasil e África do Sul em lista de observação de tráfico humano

A medida consta do relatório anual Trafficking in Persons (Tráfico de Pessoas)  O Departamento de Estado dos Estados Unidos incluiu, nesta segunda-feira (29), o Brasil e a África do Sul na chamada “lista de observação” de tráfico humano, alegando falhas no combate ao problema. A medida consta do relatório anual Trafficking in Persons (Tráfico de Pessoas), que monitora os esforços internacionais contra o trabalho forçado, tráfico sexual e outras formas de escravidão moderna. Esforços considerados insuficientes  Segundo o relatório, os dois países foram transferidos para a “Lista de Vigilância Nível 2”, o que significa que precisam demonstrar avanços concretos no enfrentamento do tráfico humano ou poderão sofrer sanções econômicas e diplomáticas impostas pelos EUA.  No caso brasileiro, o documento reconhece algumas iniciativas, mas afirma que o governo registrou menos investigações, processos e condenações por tráfico do que em anos anteriores. Já sobre a África do Sul, destacou-se a criação da primeira força-tarefa subprovincial e o aumento nas condenações, mas também uma queda no número de vítimas identificadas, casos investigados e processos abertos. Impactos diplomáticos  A divulgação do relatório ocorre em meio a um cenário de tensões entre os governos brasileiro e sul-africano com a administração de Donald Trump. Sem apresentar provas, o presidente americano acusou a África do Sul de perseguir sua minoria branca, anunciou um programa de refúgio voltado a sul-africanos e aplicou tarifas pesadas ao país.  Com a decisão de incluir Brasil e África do Sul na lista de observação, cresce o risco de pressões diplomáticas e econômicas sobre os dois países, caso os EUA considerem insuficientes os avanços nas políticas de enfrentamento ao tráfico humano. (Renan Isaltino) Fonte: REUTERS Foto: arquivo

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