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Tag: Agro

Gripe aviária: Uruguai entra para a lista de países que suspenderam a importação de frango do Brasil

O Uruguai se juntou à Argentina, China e União Europeia e suspendeu a importação de frango brasileiro. O anúncio foi feito neste sábado (17). A medida foi tomada depois da confirmação do primeiro caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul. A expectativa do Ministério da Agricultura é que os embargos sejam flexibilizados com o avanço das ações para conter o vírus. O caso foi identificado na cidade gaúcha de Montenegro.   Fonte: R7  

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Gripe aviária no Sul pode abaixar preço do frango, mas encarecer o do ovo, preveem economistas

O registro de um caso de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul e a consequente suspensão das importações brasileiras por alguns países podem provocar impactos nos preços do produto no mercado interno, segundo economistas ouvidos pelo R7. Com a interrupção nas vendas externas, a tendência é de aumento da oferta de carne de frango no mercado interno, o que deve pressionar os preços para baixo no curto prazo. Por outro lado, a redução da criação de aves como forma de conter a propagação do vírus pode afetar a produção de ovos e, consequentemente, encarecer o produto. Entre os países que já confirmaram a suspensão da compra de frango do Brasil está a China, principal destino das exportações brasileiras de carne de aves. Argentina e União Europeia também vão deixar de importar a proteína por tempo indeterminado. “Isso faz com que, de uma hora para a outra, você deixe de colocar no mercado internacional a carne de frango. Isso, de alguma forma, vai aumentar a oferta interna, e os preços devem ficar mais baixos internamente, porque haverá maior oferta”, comentou o economista e professor de mercado financeiro da UnB (Universidade de Brasília) César Bergo. Autoridades do Governo do Rio Grande do Sul informaram que quase 17 mil aves criadas na granja onde a doença foi constatada morreram por gripe aviária. As que sobreviveram foram sacrificadas. Na opinião de Bergo, é fundamental a adoção de medidas sanitárias para evitar a proliferação do vírus e impedir que mais animais sejam afetados. “Quando você acaba, por razões da gripe aviária, tendo que dizimar os animais, tem essa implicação na produção de ovos. Nós observamos isso nos Estados Unidos, que teve a gripe aviária lá, e teve esse reflexo. Então, também pode haver uma consequência para os ovos. Reduzindo a produção de ovos, se aumenta o preço”, analisou. “No geral, esperamos que as autoridades sanitárias tomem as decisões corretas o quanto antes, fazendo com que a localização dessa gripe aviária seja feita e que não contamine outras granjas, sobretudo de Santa Catarina e Paraná, que são os maiores produtores brasileiros”, completou Bergo. O economista Benito Salomão acrescentou que “ainda é preciso esperar e ver se esse é um caso isolado, ou vai haver novos focos”. “Se for um problema maior, isso vai impactar a produção e, consequentemente, a oferta. Os preços domésticos podem subir ao invés de cair”, comentou. “Se, por outro lado, o caso for só esse mesmo, e a crise não escalar de dimensão, as barreiras que esses países estão impondo devem cair, e a demanda externa normalizar”, concluiu. Hábitos de consumo e capacidade de armazenamento Apesar do registro da doença, o Ministério da Agricultura afirma que não há risco de transmissão de gripe aviária para humanos pelo consumo de frango ou ovo. De todo modo, o professor de agronegócio e sistemas agroindustriais da UnB Armando Fornazier chamou atenção para a possibilidade de mudanças nos hábitos de consumo da população. Segundo ele, mesmo com maior oferta de carne no mercado interno, o desfecho dependerá da capacidade do mercado de absorver o volume adicional. “A questão é se o consumidor vai mudar os hábitos ou não, se vai ficar receoso. É difícil prever o consumo. Mas, pela lógica econômica, com menos mercado externo, esse produto vai sobrar no mercado nacional. Com mais oferta de produtos, a tendência seria de queda nos preços. No entanto, essa transmissão da economia — ou seja, a transmissão dos preços — varia de produto para produto”, analisou. Além disso, Fornazier pontuou que uma eventual queda no preço do frango também vai depender da capacidade de armazenamento dos frigoríficos e distribuidores. “Se as empresas tiverem boa capacidade de armazenar carne resfriada, ela pode ficar meses congelada, e não haveria problema em evitar colocar tanto produto no mercado de imediato”, destacou.   Fonte: R7 Foto: CNA/Wenderson Araujo/Trilux

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China suspende compras de carne brasileira após caso de gripe aviária em granja no Brasil

A China suspendeu as compras de carnes brasileiras após o Brasil registrar o primeiro caso de gripe aviária em granja comercial nesta sexta-feira (16). A informação foi confirmada pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. Ele explicou que o caso foi confirmado no Rio Grande do Sul, no município de Montenegro, e que o governo federal já decretou estado de emergência zoossanitária por 60 dias. Apesar da suspensão, o ministro espera que a situação seja solucionada antes de completado os dois meses. “A gente já vinha em tratativas com o órgão oficial sanitário chinês para revisão do protocolo (sanitário), como conseguimos com os Emirados Árabes, Reino Unido e Japão. [O objetivo] era restringir a um raio de 10km a suspensão comercial, caso viesse a ocorrer algum caso [de gripe aviária]”, explicou. No entanto, o gigante asiático adota um protocolo de restrição de todo o país. Ou seja, após um caso ser detectado, a China suspende as compras em todo o território nacional. Fávaro disse que o foco da doença tem um período de 28 dias e que a pasta já conseguiu eliminar todas as outras aves com risco de contaminação e está rastreando os animais e ovos produzidos na mesma granja. “Acreditamos que antes de 60 dias conseguimos restabelecer o comércio”, disse. Risco para o ser humano Fávaro explicou que a doença não tem risco de transmissão para o ser humano. “É importante dizer isso, para tranquilizar a população. A carne de frango e os ovos não é indicada para consumo cru, até por conta de outras doenças, como salmonella, e assim que ela [carne de frango] passa pelo processo de cozimento, elimina-se totalmente o vírus, caso haja contaminação [pela gripe aviária]”, explicou. O ministro destacou que os riscos de contaminação são para os profissionais que têm contato direto e constante com o animal, como manuseio da carcaça. “Essas pessoas que têm acesso à granja são mais expostas, mas ainda assim há um protocolo para protegê-las”, garantiu. As declarações do ministro foram dadas em entrevista na manhã desta sexta-feira (16) na CNN Brasil.   Fonte: R7 Foto: Ascom/ Seagro

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Palestra gratuita aborda roteiro turístico rural de Limeira

Com foco em fortalecer o turismo rural e orientar empreendedores do campo, o Senar-SP, por meio do Sindicato Rural de Limeira, realiza a palestra gratuita “Roteiro Turístico: como inserir seu empreendimento no roteiro”. O evento ocorre nesta segunda-feira (19), a partir das 18h30, no Espaço Viking (Estrada Municipal LIM 346). A iniciativa conta com apoio da Prefeitura de Limeira e do Sebrae. A atividade será conduzida pelos instrutores Maria Aparecida Franzini e Carlos Alberto Leal. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo telefone (19) 99814-1733.   Foto: Célio Messias/Governo do Estado de SP

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Quem é a pesquisadora brasileira que recebeu o prêmio conhecido como ‘Nobel’ da Agricultura

Mariangela Hungria da Cunha começou sua carreira pensando que, por estudar insumos biológicos, dificilmente seria valorizada e reconhecida. Hoje, a pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) acumula três dezenas de prêmios e foi anunciada como a laureada do World Food Prize 2025 – a condecoração mais importante da agricultura mundial, conhecida como o “Nobel” da Alimentação e Agricultura. “Eu aqui, no interior do Paraná, sempre lutando, num país onde o financiamento para pesquisa é muito irregular, e tendo dedicado uma carreira aos insumos biológicos, numa época que era só de químicos. Além de ser mulher, mãe, eram tantas improbabilidades na minha vida toda, numa carreira que era essencialmente masculina, que tudo isso era muito difícil de acreditar. Mas, deu certo desse jeito”, conta. O World Food Prize foi criado por Norman Borlaug, agrônomo vencedor do Nobel da Paz em 1970 que teve a ideia de fazer uma premiação à altura do Nobel para a área da agricultura, reconhecendo quem contribui de forma significativa para aumentar a qualidade, a quantidade ou o acesso a alimentos no mundo. Morando há mais de 30 anos em Londrina, no interior do Paraná, Mariangela dedicou sua carreira à pesquisa de insumos biológicos como alternativa para substituir os fertilizantes químicos – e, por esse trabalho, recebeu o prêmio mundial, cuja celebração será em outubro. Desde os oito anos de idade ela já sabia que queria ser uma microbiologista. Graduou-se em Engenharia Agronômica na USP, na época “uma profissão bem masculina e machista”, conta. Depois, fez mestrado e doutorado, ambos com teses em fixação biológica do nitrogênio. Entrou na Embrapa em 1982. Hoje, ela lidera, na Embrapa Soja, pesquisas em fixação biológica do nitrogênio, tecnologia que economiza ao Brasil até US$ 25 bilhões por ano em fertilizantes, reduzindo impactos ambientais e fortalecendo a produção sustentável. “Eu tinha uma avó que era professora de Ciências e ela descobriu minha vocação, sempre me estimulava. Com oito anos, ela me deu um livro sobre vida dos microbiologistas, eu fiquei apaixonada, falei que queria ser microbiologista, só que eu não queria ser da área da saúde. Eu queria trabalhar com agricultura ou com meio ambiente, produzir alimentos, porque eu lembro que eu ficava muito triste quando eu via uma pessoa na rua passando fome”, lembra. Na época em que começou suas pesquisas na área de biológicos havia um senso comum de que eram úteis apenas para hortas e agricultura comunitária, mas nunca para produção de larga escala conta a pesquisadora. Atualmente, o Brasil tem a maior taxa de inoculação do mundo na produção de soja (que também é o alimento mais exportado pelo País), com 85% dela sendo cultivada com insumo biológico. Funcionando como “fertilizantes naturais”, esses microrganismos benéficos, como bactérias e fungos, são aplicados nas sementes ou no solo para melhorar o crescimento e desenvolvimento das plantas no lugar de fertilizantes químicos. “Alguns insumos biológicos conseguem substituir totalmente ou parcialmente esses fertilizantes químicos. O meu trabalho é selecionar esses microrganismos e fazê-los mais eficientes para que consigam substituir o máximo possível os fertilizantes químicos que as plantas precisam receber para conseguir produzir”, explica. Enquanto os fertilizantes são mais fáceis de aplicar, são também mais custosos e geram maior poluição. Por isso, os insumos biológicos são mais sustentáveis – tanto financeiramente, quanto para o meio ambiente. “No caso da soja, por exemplo, o fertilizante nitrogenado é o mais caro que tem, paga em dólar porque é importado. Se a gente tivesse de usar fertilizante nitrogenado na soja, só na última safra isso teria custado ao País US$ 25 bilhões”, compara. “O insumo biológico é muito barato”. “E a gente não pode ser negacionista, nós temos um problema climático global terrível, temos de diminuir a emissão de gás de efeito estufa. No Brasil, a agricultura é o principal setor emissor de gases de efeito estufa, e não usar fertilizantes químicos tem um impacto enorme em não emitir gás de efeito estufa. Só com a soja, na última safra, foram 230 milhões de toneladas de CO2 equivalente que a gente deixou de emitir porque usou os biológicos e não os químicos”, acrescenta. A substituição dos químicos por biológicos também melhora a saúde do solo e, por consequência, os nutrientes dos alimentos ali produzidos. Na Academia Brasileira de Ciências, onde é membro, Mariangela coordena um grupo de trabalho sobre segurança alimentar e nutricional. Um de seus objetivos sempre foi contribuir para o combate à fome, mas ela reconhece que a agricultura, ainda que muito importante, não faz isso sozinha, e que é preciso um esforço interdisciplinar para um problema tão complexo. “Produzir alimentos é muito importante e o Brasil tem um papel fundamental e é muito eficiente na produção de alimentos, mas tem vários outros fatores, desde educação, comunicação, economia para você estudar, mercado, estimular cadeias emergentes de alimentos, como na Amazônia… É uma série de fatores. Só produzir não resolve o problema de segurança alimentar”, afirma. Se ela pudesse deixar um legado, seria uma homenagem às mulheres. “Se não fossem as mulheres, a gente teria um número ainda maior de pessoas passando fome.” “As mulheres que, em grande parte, fazem agricultura, passam as ervas medicinais de avó pra mãe pra filha. Elas cuidam das hortas comunitárias, preparam a refeição procurando fazer uma refeição nutritiva para os seus filhos com aquilo que elas têm, elas preservam as melhores sementes”, diz. “A nossa visão é muito diferente da dos homens. Eles querem produzir mais, já a visão da mulher é que a gente quer aumentar a produtividade, mas cuidando do meio ambiente.”   Fonte: R7 Foto: Embrapa/ reprodução

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Agro paulista registra superávit de US$ 6,72 bilhões com bom desempenho da carne bovina, suco de laranja e café

O saldo da balança comercial do agronegócio paulista foi de US$ 6,72 bilhões no acumulado de janeiro a abril de 2025. As exportações totalizaram US$ 8,70 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 1,98 bilhão. “Mesmo diante de novos cenários no mercado mundial, o agronegócio paulista conseguiu manter um superávit expressivo na balança comercial. Esse desempenho reafirma a força e a resiliência do setor, que encontrou na alta das exportações de café, carnes e suco de laranja um equilíbrio importante. Mais do que números, esse resultado mostra a diversificação dos nossos produtos e a capacidade de São Paulo de responder com inteligência e competitividade às demandas do mercado mundial”, salienta o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai. As exportações do agronegócio paulista representaram 40,7% do total exportado pelo estado de São Paulo no período analisado, enquanto as importações do setor corresponderam a 6,9% do total estadual. Essas informações constam na análise conduzida por Carlos Nabil Ghobril, coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta),  juntamente com o pesquisador  José Alberto Ângelo e a pesquisadora colaboradora Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado. Vale observar o movimento de ampliação de compras do agro paulista pela China e Estados Unidos. A China registrou aumento de 7% no volume do grupo soja e 1% do grupo de carnes, enquanto os Estados Unidos elevaram as aquisições do grupo carnes em 93%, do grupo produtos florestais em 59% e do grupo cafés em 9%. Exportações do Agronegócio Paulista por Grupos de Produtos Os cinco principais grupos de produtos exportados foram: ●   Complexo sucroalcooleiro: responsável por 24,6% do total exportado pelo agro paulista, US$ 2,136 bilhões, sendo que o açúcar representou 88,7% e o etanol, 11,3%. ●   Setor de carnes: equivalente a 14% das vendas externas do setor, totalizando US$1,213 bilhão, com a carne bovina respondendo por 82,5%. ●   Grupo de sucos: responde por 12,1% de participação, somando US$ 1,054 bilhão, dos quais 98,2% correspondem ao suco de laranja. ●   Produtos florestais: representam 11,1% do volume exportado, com US$ 962,48 milhões, com celulose representando 52,3% e papel 37,9%. ●   Complexo soja: participa com 10,9% do total exportado, registrando US$ 947,36 milhões, sendo 83,7% soja em grãos. Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 72,7% das exportações do agronegócio paulista. O café aparece na sexta posição, com 7,5% de participação na pauta de exportações, com US$ 653,58 milhões, sendo 73,8% café verde e 22,9% de café solúvel. Vale destacar que no período observado, as variações de valores apontaram aumentos das vendas para os grupos de café (+63,7%), sucos (+35,0%) e carnes (+23,1%), e queda acentuada nos grupos de complexo sucroalcooleiro (-46,2%), complexo soja (-4,5%) e produtos florestais (-3,6%). Principais destinos do Agronegócio Paulista ●   China: representa 20,3% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja (37%), carnes (26%) e florestais (19%); ●   União Europeia: tem 15,6% de participação, sendo os principais itens sucos (34%), café (19%) e demais produtos de origem vegetal (11,8%); ●  Estados Unidos: somam 15,3% de participação, comprando sucos (37%), carnes (15%) e café (10,4%). Participação do Agronegócio Paulista no contexto nacional No cenário nacional, as exportações do agronegócio paulista lideraram o ranking entre os estados, correspondendo a 16,5% do total exportado pelo setor no Brasil no primeiro quadrimestre de 2025, seguidas por Mato Grosso (16,3%) e Minas Gerais (12,2%), este último o maior exportador de café do país. Desempenho do Agronegócio Brasileiro De janeiro a abril, o agronegócio brasileiro obteve exportações de US$ 52,74 bilhões, o que representa um crescimento de 1,4% em relação ao ano anterior. As importações totalizaram US$ 6,87 bilhões, com aumento de 8,0%. O saldo da balança comercial do setor fechou em superávit de US$ 45,87 bilhões, variação positiva de 0,5%. Com esses resultados, o saldo da balança comercial do setor alcançou superávit de US$ 45,87 bilhões em relação ao primeiro quadrimestre de 2024. O desempenho do agronegócio segue sendo fundamental para conter o déficit comercial gerado pelos demais setores da economia brasileira.   Foto: Governo de SP

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Plantadeira adquirida por Cordeirópolis vai agilizar atendimento a pequenos produtores

A Prefeitura de Cordeirópolis, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável, adquiriu uma plantadeira/adubadeira agrícola equipada com três linhas. O equipamento, no valor de R$ 34 mil, foi comprado com recursos do Governo do Estado, através da boa pontuação da cidade no programa Município Agro. “Essa plantadeira impactará diretamente na vida do pequeno produtor rural de Cordeirópolis, que terá sua solicitação de plantio atendida com mais agilidade”, destaca a prefeita Cristina Saad. “Nosso papel enquanto gestores é buscar, sempre, melhorias que vão beneficiar os cordeiropolenses”, ressalta o vice-prefeito Anderson Hespanhol Pique. Segundo o responsável pela pasta, Osvaldo Celotti, a plantadeira pode ser utilizada para diversos plantios, como milho, soja e feijão. “Os produtores da nossa cidade podem procurar a secretaria para receber a orientação e solicitar o uso do equipamento”, explica. Ainda de acordo com Celotti, a plantadeira de três linhas foi escolhida especificamente para atender a uma demanda dos pequenos produtores, que não tinham esse tipo de equipamento antes à disposição. A secretaria atende de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na Av. Presidente Vargas, 663, Vila Nova Brasília.   Foto: Prefeitura de Cordeirópolis

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Feibanana: SP celebra R$ 83 mi em investimentos e promove novas tecnologias e boas práticas para o setor

O Governo de São Paulo participou nesta terça-feira (13), em Pariquera-Açu, da abertura da 13ª edição da Feira da Bananicultura e Agronegócio (Feibanana), o maior evento dedicado ao setor no Brasil. A estimativa para os três dias de feira, que reúne mais de 65 expositores, é de 13 mil visitantes e movimentação de mais de R$ 83 milhões em negócios. “O Agro é uma das principais forças do Estado de São Paulo e apostamos forte neste setor, com incentivos e apoio em diversas iniciativas. Recentemente destinamos o equivalente a R$ 600 milhões em ações que impactam do pequeno ao grande produtor, incluindo crédito agrícola e seguro rural. Dessa forma, incentivamos o desenvolvimento regional em todo o estado”, afirmou o governador em exercício, Felicio Ramuth. Integrada à programação da Feibanana a Secretaria de Agricultura e Abastecimento promove nesta quarta (14) e quinta-feira (15) dia de campo na área experimental da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta Regional), próxima ao Centro de Eventos de Pariquera-Açu, onde a feira é realizada. Nesta quarta (14) e quinta-feira (15), a Secretaria de Agricultura e Abastecimento realiza Dia de Campo na área experimental da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta Regional), próxima ao Centro de Eventos de Pariquera-Açu, onde a feira é realizada. A iniciativa tem como principal objetivo a difusão das práticas de manejo para combate das principais pragas da bananicultura, como a Sigatoka-negra, além da apresentação de tecnologias destinadas aos bananais paulistas. Durante o evento, o Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) também está presente com ações voltadas à regularização fundiária. A equipe do Itesp estará disponível para ouvir as demandas dos produtores rurais, conscientizar sobre a importância da regularização das propriedades rurais e orientar quanto aos processos necessários. Já a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) participa com sua equipe de assistência técnica e extensão rural, oferecendo suporte direto aos agricultores e fortalecendo a integração entre pesquisa, tecnologia e produção no campo. “São Paulo produz aproximadamente 30% de toda a banana brasileira e essa feira chega à sua 13ª edição se consolidando como referência. O Vale do Ribeira é uma região de extrema importância para o governo estadual e temos avançado com a regularização fundiária e investimento na agricultura familiar”, acrescentou o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Piai. A Feibanana oferta produtos e insumos agrícolas, veículos e maquinários e se destaca pela série de palestras que introduzem as mais recentes tecnologias a serviço da produção da fruta, que lidera o consumo in natura no país. A programação, que vai até a próxima quinta-feira (15), também apresenta resultados de produtos das empresas expositoras, ações socioeducativas, shows e exposições de artesanatos regionais voltados à cultura da banana.   Foto: Divulgação

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Técnica extrai bioprodutos de palha e sabugo de milho; entenda

Todos os anos, a indústria agrícola deposita milhões de toneladas de palha e sabugo de milho em aterros sanitários e incineradores. Além de liberar toxinas e gases do efeito estufa, esse tipo de ação descarta um produto rico em substâncias de alto valor agregado, que poderia ser aproveitado em diversos processos industriais. Pensando nisso, uma pesquisa da Unicamp conseguiu extrair esses subprodutos de maneira sustentável e mais barata do que as tecnologias tradicionais, por meio de uma técnica inovadora de hidrólise da água subcrítica. A hidrólise consiste em um método que utiliza água para quebrar as ligações químicas de moléculas, obtendo diversos tipos de subprodutos. Embora não seja uma novidade na ciência, a técnica costuma empregar ácidos tóxicos como solventes, o que libera resíduos prejudiciais ao meio ambiente. No entanto pesquisadores da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) decidiram utilizar a água subcrítica – em alta temperatura, mas sob uma pressão alta o suficiente para evitar sua ebulição – no lugar do ácido. Tal condição altera as características físico-químicas da água, aperfeiçoando o processo de hidrólise. O estudo, que acaba de ser publicado no periódico Biofuel Research Journal (https://www.biofueljournal.com), integra a pesquisa de doutorado do engenheiro de alimentos Rafael da Rosa, que examinou o comportamento da hidrólise subcrítica da palha e do sabugo de milho em diferentes níveis de temperatura e de pH. “Fazendo uma análise comparativa com métodos convencionais de hidrólise que utilizam ácido sulfúrico e hidróxido de sódio, a gente viu que a água pura trouxe resultados bem melhores. Ou seja, concentrações muito maiores de ácidos e de bases não conseguiram atingir o que nós atingimos”, relata o autor. Para se ter uma ideia, a hidrólise subcrítica conseguiu obter compostos fenólicos em valores de 16,06 miligramas a 76,82 miligramas equivalentes de ácido gálico por grama – composto utilizado como padrão na quantificação de composto fenólicos –, enquanto estudos com hidrólise ácida obtiveram apenas 12,76 miligramas equivalentes de ácido gálico por grama. Como possuem propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antimicrobianas, essas substâncias contam com um alto valor agregado nas indústrias voltadas à fabricação de produtos farmacêuticos, cosméticos e conservantes naturais de comida. Por outro lado, a tecnologia também foi capaz de obter até 448,54 miligramas de açúcar por grama de palha e sabugo hidrolisado, incluindo celobiose, glicose, xilose e arabinose. No caso dos métodos tradicionais de hidrólise, a quantidade de açúcar obtido não ultrapassou 0,0745 grama por grama de palha e sabugo hidrolisado. Para chegar a esse resultado, os cientistas precisaram usar apenas temperaturas moderadas (abaixo de 180º C) por um máximo de 30 minutos, um ganho em termos de redução dos custos do processo. Isso porque processos mais demorados de hidrólise geram um grande gasto de energia, o que prejudica o meio ambiente e nem sempre vale a pena em termos da quantidade obtida de subprodutos. Por se tratar de uma pesquisa de doutorado, Rosa teve tempo para realizar um desenho experimental bem exaustivo, avaliando o desempenho de uma ampla gama de variáveis. Além disso, o engenheiro fez análises de custo, que comprovaram uma taxa de retorno do investimento de menos de quatro anos, e análises de sustentabilidade (Ecoscale). “Nós comparamos dados de nosso trabalho com os de outros que usaram tecnologias convencionais e vimos que, de uma pontuação máxima de 100, o nosso obteve nota 93 em sustentabilidade. O segundo que mais se aproximou do nosso pontuou 83”, comemora o engenheiro. Para Rosa, uma das grandes vantagens da tecnologia supercrítica é a possibilidade de obter uma variada gama de subprodutos a partir de um mesmo resíduo. Além dos açúcares e compostos fenólicos, o estudo também extraiu ácidos orgânicos, utilizados como aditivos na indústria de alimentos, e inibidores, substâncias capazes de impedir o crescimento de um determinado organismo. A obtenção de cada um desses subprodutos dependeu apenas de variações na temperatura e no pH, pois existe uma “rota” de decomposição que começa nos compostos fenólicos, passa pelo açúcar, vai para os ácidos orgânicos e chega aos inibidores. “Quanto maior é a temperatura e o pH, mais a gente consegue degradar a molécula”, explica o pesquisador, acrescentando que, embora isto não se aplique ao milho, se a amostra for rica em proteínas, também se pode obter aminoácidos de valor para a indústria farmacêutica e de ração animal. “No caso da palha e do sabugo de milho, eu vejo que uma das principais aplicações poderia ser o etanol de segunda geração, devido à grande quantidade de açúcares. Qualquer composto que tem açúcar pode gerar etanol”, afirma. De acordo com a professora da FEA Tânia Forster-Carneiro, orientadora da pesquisa, essa nova destinação dos resíduos mostra-se algo muito importante porque hoje em dia, com o conceito de biorrefinaria e economia circular, não há mais interesse em obter apenas um produto de um dado processo e descartar os subprodutos. Embora a deposição final do resíduo de palha de milho em aterros sanitários ainda seja permitida, a docente afirma que chegará o momento no qual a legislação brasileira exigirá a valorização ou o tratamento adequado desses compostos. Ainda segundo Foster-Carneiro, uma fábrica de cerveja consegue produzir no verão 250 mil toneladas de bagaço de malte por semana. “A fábrica que faz polpa de frutas em saquinhos, por exemplo, gera uma quantidade enorme de cascas, bagaços e sementes. Esses produtos são levados para os aterros sanitários. Mas vai chegar o momento em que a indústria terá de investir no tratamento ou na valorização dos resíduos orgânicos”, acredita.   Foto: Reprodução/Unicamp

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Com safra de laranja em alta, SP reforça ações para fortalecer a citricultura

O Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) divulgou na sexta-feira (9) a estimativa da safra de laranja 2025/26 para o cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, com previsão de 314,11 milhões de caixas de 40,8 kg. A projeção representa um crescimento de 26,4% em relação à safra anterior, que foi fortemente impactada por condições climáticas adversas. A citricultura paulista é responsável por cerca de 80% da produção nacional de laranja e por 90% do suco de laranja processado no país, consolidando o estado como líder global do setor. A cadeia produtiva movimenta mais de US$3 bilhões ao ano e gera aproximadamente 200 mil empregos diretos e indiretos. Em 2024, o grupo de sucos respondeu por 9,6% das exportações do agronegócio paulista, totalizando R$17,78 bilhões, sendo o suco de laranja o principal item, responsável por 98,1% desse valor. São Paulo no combate ao greening Para fortalecer ainda mais o setor, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo lançou, em 2024, a linha de crédito “Combate ao Greening”, com o objetivo de apoiar os produtores na adoção de medidas preventivas e de controle da doença que afeta os pomares. Foram liberados mais de R$6 milhões para 32 produtores. A Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) atua com ações sanitárias, fiscalização e orientação técnica em todo o estado, além de seguir na linha de frente no combate à doenças como o Greening/HLB e o Cancro Cítrico. A legislação em vigor estabelece medidas rigorosas de defesa sanitária vegetal, como a proibição do comércio ambulante de mudas cítricas, prática que representa risco significativo à sanidade dos pomares comerciais. Em 2024, foram 1743 fiscalizações de HLB , totalizando 4.502.358 mudas retiradas. Além disso, foram realizadas 37 palestras educativas para público externo. Além disso, a Coordenadoria mantém um canal direto para denúncias sobre pomares abandonados ou mal manejados. Em abril foram atendidos 57 chamados. A presença desses pomares, sem controle do psilídeo (Diaphorina citri) — vetor do greening — ou sem a devida erradicação de plantas contaminadas, representa uma ameaça à citricultura paulista, ao funcionar como fonte permanente de disseminação da doença. Pesquisa e inovação para citricultura Para ampliar a base de conhecimento e promover inovação no setor, foi criado o Centro de Pesquisa Aplicada em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura (CPA), resultado de uma parceria entre a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), o Fundecitrus, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP). Com investimento previsto de R$ 90 milhões nos próximos cinco anos, o CPA tem como missão promover a formação de novos grupos de pesquisa e consolidar iniciativas existentes, com foco prioritário no enfrentamento ao greening. Sediado na Esalq/USP, em Piracicaba (SP), o centro representa um avanço estratégico e promete ser um divisor de águas para a citricultura brasileira, integrando ciência, inovação e políticas públicas no combate aos principais desafios do setor.   Foto: Divulgação

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