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Tag: Agro

Governo de SP impulsiona melhoramento genético do gado leiteiro; entenda

O que antes era um sonho da família Oliveira, o assentado e produtor rural Anderson Pereira de Oliveira transformou em realidade. Proprietário do Sítio São Gabriel em Presidente Bernardes, no Pontal do Paranapanema, ele investiu no melhoramento genético de seu gado leiteiro. Ao adotar a técnica de transferência de embriões, Anderson não só mudou a realidade de sua família, mas também passou a compartilhar seus processos e conhecimentos com outros produtores na região de Presidente Prudente e em todo o Brasil. O Instituto de Terras do Estado de São Paulo (ITESP), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, está investindo em biotecnologias de reprodução, especificamente na técnica de transferência de embriões. Essa iniciativa faz parte de um programa de melhoramento genético de bovinos, implementado através da plataforma Cultivando Negócios. O objetivo principal é aprimorar não apenas a genética do gado leiteiro, mas também a qualidade do leite produzido pelos agricultores familiares na região do Pontal do Paranapanema. Anderson recorda que tudo começou na década de 1990, quando seus pais, Ademir e Maria Izabel, receberam do ITESP a concessão de uso de 19 hectares de terras no assentamento Palú. Além de sua família, outras 43 famílias residem no assentamento e desenvolvem atividades como pecuária leiteira, agricultura familiar e fruticultura, entre outras práticas agrícolas. O produtor destaca que o trabalho sempre foi familiar. Além dos pais, ele conta com o apoio do irmão e sócio, Adriano, da esposa Alessandra, e dos três filhos. Nos últimos 20 anos, Anderson aprimorou seus conhecimentos e técnicas, transformando a propriedade em um modelo produtivo na região. Inicialmente, havia apenas 15 cabeças de gado mestiço, que produziam cerca de 60 litros de leite por dia. Atualmente, graças à parceria e suporte técnico do ITESP, com a técnica de transferência de embriões, uma única vaca produz 45 litros de leite diariamente. A produção diária ultrapassa os três mil litros, que são comercializados para um laticínio local. O sucesso da transferência genética foi tamanho que, em setembro de 2024, Anderson começou a vender seus próprios embriões, resultado de acasalamento a fresco. Ele explica que o processo envolve a coleta e envio de óvulos de uma vaca para um laboratório parceiro. Lá, os óvulos são fertilizados in vitro (FIV) com sêmen de animais de raça aprimorada. Uma terceira etapa consiste na transferência dos embriões fertilizados para as vacas receptoras. “Dessa forma, conseguimos animais de primeira linha e altamente produtivos. Com apenas uma dose de sêmen, podemos obter até 80 bezerros”, pontua Anderson. Técnicos do ITESP e veterinários do Sítio São Gabriel acompanham todas as etapas do processo, que leva em média 80 dias. A primeira fase é selecionar as vacas receptoras e prepará-las com um protocolo hormonal específico. Em seguida, os embriões fertilizados em laboratório são implantados nessas receptoras. Após 32 a 35 dias, técnicos do ITESP e do Sítio São Gabriel retornam à propriedade para confirmar a gestação. “Caso a gestação não se confirme, o produtor está isento do pagamento pelo material”, esclarece Elvano Nunes Dourado, técnico de desenvolvimento agrário do ITESP de Presidente Bernardes. Para divulgar a técnica, Elvano explica que são realizados dias de campo e encontros. Nesses eventos, o ITESP apresenta seus programas e serviços, enquanto Anderson compartilha sua experiência e o sucesso alcançado em sua propriedade. O objetivo, segundo o produtor, é promover o melhoramento da produção leiteira na região de Presidente Prudente. “Tudo é desenvolvido com apoio técnico, cursos de aperfeiçoamento profissional, projetos de financiamento e outros serviços oferecidos pelo ITESP”, enfatiza Elvano. Ele também destaca que o ITESP está expandindo o Programa para todo o estado de São Paulo e diversas regiões do Brasil.   Fotos: Divulgação/Governo de SP

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Câmara acelera votação de propostas contra impacto da gripe aviária

A Câmara dos Deputados prepara uma semana de esforço concentrado, que intensifica votações, para destravar projetos pendentes e avançar em propostas que respondam à gripe aviária. Um dos projetos a ser votado cria o Fundagro (Fundo Nacional de Defesa Agropecuária), associação privada sem fins lucrativos para administrar recursos e apoiar ações de prevenção, controle e combate a emergências sanitárias no campo brasileiro. Segundo o projeto, o Fundagro poderá financiar obras, aquisição de equipamentos, materiais e serviços essenciais para o desenvolvimento e inovação de instituições públicas ligadas à defesa agropecuária. Além disso, a proposta prevê o pagamento de indenizações, totais ou parciais, a produtores e outros afetados por destruição de animais, vegetais ou insumos, quando as medidas forem determinadas pelos órgãos oficiais de defesa agropecuária. Essas indenizações poderão ser complementares aos pagamentos feitos pelos governos federal e estaduais, ajudando a suprir eventuais lacunas ou insuficiências no ressarcimento. As fontes de financiamento do fundo serão: Aportes iniciais; Contribuições associativas compulsórias; Ganhos de capital e rendimentos de investimentos; Doações de pessoas físicas, jurídicas e de organismos internacionais; Receitas provenientes de locação, venda de bens, publicações e exploração de direitos de propriedade intelectual; e Recursos transferidos de outros fundos existentes. Pagamento extra para fiscais que trabalharem na folga Outra proposta é voltada para aumentar o efetivo de servidores que atuam na fiscalização de granjas, com pagamento por serviço prestado durante folga remunerada para carreiras ligadas à auditoria agropecuária. O benefício vale para os AFFA (Auditores-Fiscais Federais Agropecuários) e também para os servidores do PCTAF (Plano de Carreira dos Cargos de Atividades Técnicas e Auxiliares de Fiscalização Federal Agropecuária). Se o servidor aceitar trabalhar no período em que deveria estar de folga, ele terá direito a receber: R$ 150,38 por hora trabalhada (para AFFA). R$ 66,17 por hora trabalhada (para PCTAF). Além disso, quem trabalha diariamente em estabelecimentos com inspeção permanente receberá um valor extra: R$ 75 por dia (para AFFA). R$ 45 por dia (para PCTAF). Se o local for considerado estratégico — ou seja, de grande importância para a fiscalização — o valor sobe: R$ 275 por dia (para AFFA). R$ 125 por dia (para PCTAF). Outros itens na pauta da Câmara Deputados também querem votar projetos represados e que estavam na pauta de semanas anteriores. As propostas são consideradas de consenso, mas acabaram não sendo analisadas por atrasos em votações. A lista passa por uma série de projetos, como a Lei do Mar, que cria uma política nacional para conservação e uso do sistema costeiro-marinho, e uma proposta para criar cargos comissionados no STF (Supremo Tribunal Federal). Para dar tempo de análise, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), fez um pedido para que líderes partidários fiquem no plenário durante as votações da semana. “Todos os projetos da pauta remanescente. Sessões cheias, de segunda a quinta. Segunda e quinta com votações no Infoleg [sistema digital], e terça e quarta, semana cheia. O presidente fez um apelo para que os líderes fiquem no plenário para agilizar as votações. Nós temos 48 itens que foram itens remanescentes, projetos importantes”, afirmou o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE). Pacote ‘antifraude’ do INSS Em outra frente, deputados devem avançar em negociações para restringir descontos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). O “pacote antifraude” vai reunir dezenas de propostas apresentadas por deputados em um só projeto. A lista de iniciativas ainda precisará ser construída, o que deve levar a uma conclusão de votação apenas para a próxima semana. Os parlamentares propõem mudanças na forma de cobrança por parte de entidades associativas, aumento no valor a ser ressarcido para vítimas de fraudes e agravar punições aos que cometerem irregularidades contra aposentados.   Fonte: R7 Foto: Gilson Abreu/Arquivo AEN/Governo do Paraná

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Dia Nacional do Café: o que diferencia o café tradicional do café especial?

O café nunca esteve tão em alta. O consumo do grão no Brasil cresceu 1,11% em 2024, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), totalizando 21,92 milhões de sacas. Enquanto o café tradicional domina as prateleiras dos supermercados, os cafés especiais ganham espaço em cafeterias, empórios e até no varejo online. Mas o que realmente diferencia esses dois tipos de grão? A principal distinção está na qualidade do grão. O café especial precisa, obrigatoriamente, ser 100% Arábica e deve atingir no mínimo 80 pontos conforme os parâmetros da Specialty Coffee Association (SCA). Os atributos analisados incluem aroma, sabor, acidez, corpo, uniformidade e equilíbrio. Já o café tradicional é frequentemente produzido com grãos Robusta, mais resistentes, com notas mais amargas e produção voltada ao volume, não à qualidade sensorial. Outro diferencial está no cuidado com os processos de produção. Embora ambos possam ser cultivados nas mesmas regiões e condições climáticas, o que define a categoria é a escolha do produtor. “Todo café que sai da árvore tem qualidade. O grande diferencial do café especial é a colheita e o processo de produção. A mágica é essa. Todo o processo de colher, transportar, secar e torrar. O que difere um café do outro é o cuidado que o produtor aprendeu a ter”, explica Breno Mesquita, presidente da Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A valorização da cadeia produtiva também tem incentivado uma mudança de perfil no campo. Muitos jovens filhos de produtores estão assumindo a produção e investindo em conhecimento técnico para migrar de um modelo voltado ao volume para outro focado em qualidade e diferenciação. “O café deixou de ser apenas uma bebida para se tornar parte de um estilo de vida. As pessoas querem saber de onde vem o grão, como foi colhido, quem produziu. Elas buscam autenticidade, história e sensações que vão além do paladar”, afirma André Henning, sócio fundador da Go Coffee, rede nacional de cafeterias que aposta na democratização do café especial, com grãos vindos do Sul de Minas e da Alta Mogiana. Entre o café tradicional e o especial, há ainda uma categoria intermediária: o café gourmet. Em geral, ele é produzido com grãos da variedade Arábica, mas não atinge os 80 pontos exigidos na avaliação sensorial para ser classificado como especial. A nomenclatura gourmet indica um nível superior ao do café tradicional, principalmente em termos de seleção e torra, mas ainda distante da complexidade, do cuidado e da experiência proporcionada pelos cafés especiais. “A diversidade de cafés que temos no Brasil ainda é pouco conhecida. Quando as pessoas experimentam um café especial pela primeira vez, muitas se surpreendem com a suavidade, o aroma e a doçura natural do grão. Isso abre um novo mundo de possibilidades”, complementa André Henning.   Foto: Getty

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Produção de ovos com galinhas livres ganha força na avicultura brasileira para promover a sustentabilidade e o bem-estar animal

A preocupação com o bem-estar animal está cada vez mais em foco entre as empresas produtoras de ovos, que buscam evoluir os sistemas de produção e a produtividade e rentabilidade de seus produtos. Nesse sentido, a produção de ovos com galinhas livres tem ganhado espaço na avicultura de postura nos últimos anos.   Esse processo produtivo consiste na criação de aves em galpões, o que lhes permite maior liberdade de movimento e acesso a diversos ambientes. Assim, elas podem expressar seus comportamentos naturais altamente motivados, como ciscar, espojar, se empoleirar e usar ninhos. Nesse sistema as galinhas têm acesso a diferentes espaços e recursos que facilitam esses comportamentos, como ninhos para botar ovos, poleiros para se empoleirar e áreas com areia para banho.   No Brasil, embora não haja legislação específica para padronizar essa produção, a adoção dessa prática tem crescido, com empresas se comprometendo a utilizar essa modalidade em suas operações. Até o momento, mais de 220 empresas operando no país, incluindo grandes multinacionais como McDonald’s, Giraffas, Burger King, Subway, Bob’s, Spoleto, Disney, Kroger, Campbell Soup, Walmart, ConAgra, Starbucks e até mesmo White Castle têm feito compromissos de vender apenas ovos de galinhas criadas soltas, a maioria até o final deste ano. Isso torna 2025 um ano importante nessa transição, pois muitas companhias estão buscando atingir essa meta, o que criará um aumento na demanda.  Esses avanços estão alinhados com o propósito da Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA), iniciativa de cooperação pré-competitiva inédita no sul global que foi fundada em junho de 2024 com o objetivo de facilitar essas e outras evoluções em bem-estar no setor de proteína animal.   Uma das primeiras empresas a aderir à coalizão, a Mantiqueira Brasil, que tem mais de 35 anos de trajetória no setor de avicultura de postura, recentemente atingiu a meta de mais de 3 milhões de aves criadas livres, consolidando a dedicação na transição para esse modelo de produção no país. A empresa superou o seu compromisso assumido em 2020 de chegar à marca de 2,5 milhões de galinhas livres até 2025.  O progresso gradual reforça seu compromisso com o avanço do bem-estar animal e consolida sua posição como referência no setor. Para a diretora-executiva da COBEA, Elisa Tjarnstrom, cada ação concreta de seus membros mostra que é possível unir esses avanços à produtividade e rentabilidade, e ajuda a ilustrar como empresas líderes do segmento estão atualmente investindo em bem-estar animal como um meio de crescimento e de adaptar seus modelos de negócios para o futuro.  A Mantiqueira Brasil é hoje responsável pela maior produção de ovos da América do Sul, com 4 bilhões de unidades produzidas e comercializadas por ano, e tem intensificado esforços para popularizar o consumo de ovos de galinhas livres no mercado nacional com a divulgação e comercialização dos ovos Happy Eggs®. Atualmente, está em fase de ampliação das operações de três unidades produtivas: Lorena (SP), São João do Itaperiú (SC) e Formosa (GO), sustentadas por pilares ESG, com foco no bem-estar animal, tecnologia avançada e digitalização de processos.   “A Mantiqueira Brasil acredita que o bem-estar animal é um pilar fundamental para a construção de um setor de avicultura de postura mais ético, sustentável e responsável. Ao nos unirmos à COBEA, reforçamos nosso compromisso de atuar de forma colaborativa, trocando experiências e acelerando a evolução de práticas que respeitem as necessidades das nossas aves em todas as fases do processo de produção. Vemos na coalizão uma oportunidade única de somar forças com outras empresas comprometidas, promovendo avanços reais e consistentes. Acreditamos que, juntos, temos o potencial de elevar os padrões do setor, aumentar a transparência e demonstrar ao Brasil e ao mundo que é possível aliar produção em escala, respeito ao bem-estar animal e inovação sustentável”, afirma o gerente-executivo de Avicultura da empresa, André Carreira.  Transformação da cadeia  Para impulsionar melhorias no bem-estar animal com seus fornecedores e produtores, a Mantiqueira Brasil está atualmente investindo em estruturas que permitam às aves expressarem seu comportamento natural, além de garantir qualidade na alimentação, água e ambiência.   Adicionalmente, tem investido em comunicação e educação sobre bem-estar animal, para que o consumidor final compreenda as diferenças entre os sistemas de produção e reconheça os benefícios dos produtos Happy Eggs® (galinhas livres). A empresa acredita que os varejistas são grandes aliados nesse processo, e trabalha em parcerias com redes supermercadistas, utilizando estratégias como materiais promocionais, gôndolas exclusivas e ações nos pontos de venda que aumentam a visibilidade e a rentabilidade dos produtos.  O consumidor hoje está mais atento à maneira como os animais são tratados no processo produtivo, e muitos já usam esse conhecimento para decidir qual produto adquirir na hora da compra. “É encorajador ver líderes do setor como a Mantiqueira Brasil tomando medidas para acelerar a transição e a adoção de sistemas de produção que têm o potencial de melhorar o bem-estar das muitas galinhas poedeiras usadas na produção de ovos no Brasil”, finaliza Elisa.    Sobre a COBEA  A COBEA é uma iniciativa de cooperação pré-competitiva inédita no sul global, criada com o propósito de promover o bem-estar animal. Idealizada pela startup certificadora Produtor do Bem, a iniciativa já conta com a adesão de oito importantes atores da cadeia de proteína animal brasileira: Grupo IMC (International Meal Company), Special Dog Company, Minerva Foods, JBS Brasil, Planalto Ovos, Mantiqueira Brasil, Danone Brasil e Nestlé Brasil.    Foto: Divulgação Mantiqueira Brasil

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Exportações de caqui em SP crescem e ganham destaque na Europa e América do Norte

Responsável por metade da produção nacional de caqui, o estado de São Paulo também é referência nas exportações. De acordo com os dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA – Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), em 2024, foram produzidas mais de 71,5 mil toneladas. Já no cenário internacional, o envio da fruta ao comércio exterior teve um crescimento financeiro de 31,3% em relação ao ano anterior, passando de US$ 613 mil em 2023 para US$ 805 mil. Enquanto isso, somente no primeiro trimestre deste ano, o faturamento já contabiliza cerca de US$ 196 mil. Um dos motivos que explica o aumento da receita está relacionado diretamente à disparada do dólar frente ao real. Em dezembro do ano passado, a moeda norte-americana bateu recorde histórico, chegando à marca de R$ 6,30. “O produtor rural que exporta a fruta acaba se beneficiando, já que o dólar é utilizado como câmbio na comercialização. A variação da moeda, no período, foi positiva em 27,3% no ano, o que favoreceu a receita das exportações de caqui, uma vez que os aumentos foram, além dos valores, também de 24,6% nas quantidades embarcadas da fruta”, ressaltou a pesquisadora do IEA, Marli Mascarenhas. Os principais destinos de envio do caqui paulista, em 2024, foram para o Canadá (68,7 t), seguido pelos Países Baixos (64,4 t) e pelos Estados Unidos (40,4 t), respectivamente. “Graças ao porto de Roterdã, porta de entrada estratégica do agro brasileiro na Europa, os Países Baixos formam um dos principais destinos para as frutas produzidas no Brasil. Ficamos contentes em saber que o caqui está tendo uma aceitação cada vez maior na Europa, uma vez que não se trata de uma fruta tradicionalmente importada”, disse o assessor do Departamento Agrícola da Embaixada dos Países Baixos em Brasília, Ramon Gerrits. O município de Mogi das Cruzes, localizado no Alto Tietê, é considerado como a “Terra do Caqui”, com uma área de 1.484 hectares, em 468 propriedades onde se cultivam as variedades Fuyu, Giombo e Rama Forte, com uma produção estimada em cerca de 50 mil toneladas. Já a cidade de Pilar do Sul, na região de Sorocaba, se destaca na exportação da fruta. Fundada em 2014, a Cooperativa Agroindustrial APPC comercializa diversos produtos agrícolas, inclusive o caqui Fuyu e o Rama Forte. “Com foco na qualidade, exportamos para diversos mercados internacionais, incluindo Canadá, países da Europa (Suíça, Espanha, Inglaterra, Portugal e Países Baixos) e Nações do Oriente Médio”, destacou o diretor-geral de comunicação da APPC, Felipe Reis. Para o diretor da cooperativa, o aumento da moeda americana proporcionou um rendimento financeiro significativo aos exportadores. “A valorização do dólar contribuiu para o aumento do faturamento nas exportações, o que nos permitiu oferecer uma remuneração mais justa aos produtores. Isso se tornou um importante incentivo para que continuem investindo na produção de frutas com alto padrão de qualidade”, frisou Felipe Reis.   Foto: Governo de SP

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Veja a lista de países que suspenderam compras de aves brasileiras devido à gripe aviária

O Ministério da Agricultura e Pecuária publicou nesta quarta-feira (21) uma nota que atualiza a lista de países que suspenderam temporariamente as importações brasileiras de carnes de aves devido ao caso de gripe aviária identificada no Rio Grande do Sul, no município de Montenegro. Segundo o texto, as exportações foram suspensas de forma total para China, União Europeia, México, Iraque, Coreia do Sul, Chile, África do Sul, União Euroasiática, Peru, Canadá, República Dominicana, Uruguai, Malásia, Argentina, Timor-Leste, Marrocos, Bolívia, Sri Lanka, Paquistão, Filipinas e Jordânia. Outros países, contudo, suspenderam a compra apenas do Rio Grande do Sul, como Reino Unido, Bahrein, Cuba, Macedônia, Montenegro, Cazaquistão, Bósnia e Herzegovina, Tajiquistão e Ucrânia. Japão e Arábia Saudita, por outro lado, impuseram a suspensão apenas ao município de Montenegro, onde foi identificado o caso da doença. Em nota, o ministério disse que “permanece em articulação com as autoridades sanitárias dos países importadores, prestando, de forma ágil e transparente, todas as informações técnicas necessárias sobre o caso”. “As ações adotadas visam garantir a segurança sanitária e a retomada segura das exportações o mais breve possível”, finaliza.   Fonte: R7 Foto: Faesp/Senar/Divulgação/Arquivo

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Fiscalização em estabelecimentos avícolas que receberam cargas do RS é reforçada em SP

Após a confirmação do primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em avicultura comercial no país, no último dia 16, no município de Montenegro, no estado do Rio Grande do Sul, a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) do Estado de São Paulo, realizou nesta segunda-feira (19) fiscalizações em granjas que receberam neste mês cargas, sejam ovos ou aves, e que tinham como origem o estado afetado. As ações aconteceram em granjas nos municípios de Arthur Nogueira e Pirassununga, além de um incubatório no município de Tietê. “Importante salientar que as cargas fiscalizadas nesta segunda-feira não tinham como origem nenhum dos municípios que estão dentro do raio de 30 km do município onde ocorreu o foco”, explica Paulo Blandino, médico-veterinário e gerente do Programa Estadual de Sanidade Avícola (PESA). As fiscalizações desta segunda-feira são parte dos esforços da Defesa Agropecuária, que desde 2023, ano em que São Paulo registrou o primeiro caso da doença em ave silvestre, vem intensificando as ações de vigilância ativa e inspeção clínica em animais. Do início de 2024 até o presente momento, foram realizadas 3.305 ações de vigilância ativa em todo o território paulista, com atenção especial ao litoral. Treinamento e plano de contingência No último mês, a partir da reciclagem que está em andamento no estado para médicos veterinários privados habilitados/cadastrados, a Defesa Agropecuária reforçou junto aos profissionais as medidas de biosseguridade que devem ser verificadas em granjas de produção, além de apresentar o plano de contingência do Mapa que está em vigor. Mais de 200 profissionais participaram das atividades. Acrescido a isso, passará a ser obrigatório e verificado a partir do mês de junho, em fiscalizações em granjas de produção, a implementação de um plano de contingência para IAAP e Doença de NewCastle, além de capacitação constante de colaboradores e funcionários acerca dos temas. Por ser uma zoonose, trabalhos de educação também vêm sendo desenvolvidos junto com outras instituições como Secretaria da Saúde e Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, projetos de monitoramentos de praias (PMP), prefeituras municipais e ICMBIO. Fórum Estadual Dando sequência aos trabalhos, a Defesa Agropecuária (CDA), em conjunto com a Associação Paulista de Avicultura (APA) e com a Câmara Setorial de Ovos e Derivados, realizará no dia 3 de junho, das 8h às 18h, no Memorial da América Latina, em São Paulo, o II Fórum Estadual de Influenza Aviária. Na ocasião, especialistas abordarão diversos aspectos envolvendo a situação da doença no Brasil e no mundo. A atividade conta ainda com o apoio da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativa (SCEIC), Secretaria da Saúde (SES), Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Para participar, basta inscrever-se em https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/www/eventos/inscricoes/?action=formlarioInscricoes&id_curso=300. Na programação, palestras técnicas de profissionais que atuam a nível nacional e internacional, a exemplo de Luciana da Costa, professora na Universidade de Ohio e que irá abordar a Ocorrência do vírus da Influenza Aviária (H5N1) em bovinos nos Estados Unidos e a transmissão para humanos. Além de Luciana, compõem a programação Rodrigo Frutuoso, da Organização Panamericana de Saúde (OPAS); Telma Regina, do Centro de Vigilância Epidemiológica da SES; Paulo Blandino, médico veterinário e gerente do Programa Estadual de Sanidade Avícola (PESA) da Defesa Agropecuária; Claudia Carvalho do Nascimento, responsável pelo Projeto de Monitoramento de Praias (PMP); Liliane Milanelo, da Semil, e Ésper Kálias representando o Instituto Butantan.   Foto: Governo de SP

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SP intensifica combate ao greening com novas resoluções

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) do Estado de São Paulo publicou na segunda-feira (19) duas resoluções que intensificam as ações de combate ao Greening, doença que ameaça a citricultura em todo o mundo. A Resolução nº 23/2025 proíbe o plantio e a manutenção de plantas hospedeiras da bactéria em todos os imóveis mantidos ou gerenciados pela Secretaria, e a Resolução nº 24/2025 proíbe a produção e plantio de mudas de murta, bem como o comércio, o transporte e a utilização da murta no paisagismo urbano em áreas públicas e privadas em todo o território paulista, exceto para plantas destinadas à pesquisa científica e devidamente cadastradas na Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA). “Estas novas resoluções são um passo crucial na nossa luta contra o Greening. Proibindo o plantio de plantas hospedeiras e regulamentando a murta, estamos protegendo nossa citricultura e garantindo o futuro da produção de citros em São Paulo”, completa o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai De acordo com a Resolução 23, o cultivo das espécies Citrus spp, Fortunella spp, Poncirus app e a Murraya paniculata continua permitido somente para fins de pesquisa científica, desde que os pesquisadores adotem medidas seguras para o controle da doença e do inseto vetor, o psilídeo Diaphorina citri, e garantam a segurança fitossanitária das culturas de citros. A resolução também não se aplica ao cultivo comercial destas espécies, desde que os viveiros estejam devidamente cadastrados na Defesa Agropecuária. Porém, a produção comercial da murta em imóveis da Secretaria está proibida. Já a Resolução nº 24 proíbe a produção e plantio de mudas e de hastes da murta, bem como o comércio, o transporte e a utilização da murta no paisagismo urbano em áreas públicas e privadas em todo o território paulista, exceto para plantas destinadas à pesquisa científica e devidamente cadastradas na CDA. Caso haja necessidade de transporte interestadual da murta, deve circular em veículo fechado, com documento fiscal e Permissão de Trânsito de Vegetais (PTV). A exposição de murta em eventos como feiras e exposições também deve ter autorização prévia da Defesa Agropecuária. O não cumprimento da norma legal acarretará em penalidades previstas no Decreto Estadual 45.211 de setembro de 2000. “Como se diz, o exemplo vem de casa e a Secretaria de Agricultura dará o exemplo no combate ao Greening a partir da eliminação de todas as plantas hospedeiras de suas áreas particulares. O Estado irá apoiar a erradicação das murtas em áreas públicas e privadas, substituindo as plantas por espécies nativas com o apoio do setor produtivo, reforçando o esforço conjunto para manter a sanidade da citricultura paulista”, comenta Alexandre Paloschi, engenheiro agrônomo e diretor do Departamento de Defesa Sanitária e Inspeção Vegetal (DDSIV) da Defesa Agropecuária. São Paulo no combate ao Greening A Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) atua com ações sanitárias, fiscalização e orientação técnica em todo o estado, além de seguir na linha de frente no combate à doenças como o Greening/HLB e o Cancro Cítrico. A legislação em vigor estabelece medidas rigorosas de defesa sanitária vegetal, como a proibição do comércio ambulante de mudas cítricas, prática que representa risco significativo à sanidade dos pomares comerciais. Em 2024, foram 1743 fiscalizações de HLB , totalizando 4.502.358 mudas retiradas. Além disso, foram realizadas 37 palestras educativas para público externo. Além disso, a Coordenadoria mantém um canal direto para denúncias sobre pomares abandonados ou mal manejados. Em abril foram atendidos 57 chamados. A presença desses pomares sem controle do psilídeo (Diaphorina citri) — vetor do Greening — ou sem a devida erradicação de plantas contaminadas representa uma ameaça à citricultura paulista ao funcionar como fonte permanente de disseminação da doença. Pesquisa e inovação para citricultura Para ampliar a base de conhecimento e promover inovação no setor, foi criado o Centro de Pesquisa Aplicada em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura (CPA), resultado de uma parceria entre a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), o Fundecitrus, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP). Com investimento previsto de R$ 90 milhões nos próximos cinco anos, o CPA tem como missão promover a formação de novos grupos de pesquisa e consolidar iniciativas existentes, com foco prioritário no enfrentamento ao greening.   Foto: Governo de SP

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Cosmópolis promove curso de manejo do café em parceria com SENAR e Sindicato Rural

A Prefeitura de Cosmópolis, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) e o Sindicato Rural de Campinas, está realizando um curso de “Café: Manejo e Tratos Culturais”. Organizado pela Secretaria Municipal da Agricultura e Meio Ambiente (SAMA), o curso é ministrado pelo experiente instrutor do SENAR, José Romeu Aith Favaro. Com o objetivo de promover a aprendizagem e capacitação de produtores, proprietários e trabalhadores rurais, o curso oferece uma oportunidade ímpar para desenvolver o potencial empreendedor dos participantes. As aulas abordam todas as operações essenciais para o manejo do café, incluindo nutrição do cafeeiro, cultivos de plantas intercalares, quebra-ventos, arborização da lavoura e tratos culturais. Além disso, busca-se fornecer aos participantes ferramentas para desenvolverem senso crítico e de observação, sempre com foco na preservação da saúde e segurança. As atividades iniciaram nos dias 12, 13 e 14 de maio, no Sítio Bela Vista, localizado no bairro rural Campos Salles, de propriedade do Sr. Alberto Ittner e da Sra. Holda Schutz Ittner. Ao todo, 14 alunos estão participando do curso, recebendo gratuitamente material didático e, ao final, um certificado de conclusão. Durante o curso, o Secretário Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Carlos Alexander de Campos, destacou a importância da iniciativa, “Os cursos oferecem qualificação, aperfeiçoamento e técnicas para o setor agropecuário de Cosmópolis, promovendo também o desenvolvimento sustentável e o equilíbrio com o meio ambiente”.   Foto: Prefeitura de Cosmópolis

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Café produzido pela fermentação induzida ganha destaque entre consumidores

Depois da água, o café é a bebida mais consumida pelas pessoas no Brasil e está presente na rotina de praticamente todos os brasileiros. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café, cada brasileiro consome, em média, 5,5 kg anualmente. Nove em cada dez brasileiros consomem a bebida todos os dias. Para contemplar os consumidores que buscam experiências diferentes na hora de tomar a bebida, novas maneiras de produzir a commodity surgem com o objetivo de trazer gostos, sabores e até mesmo preços alternativos ao café comum. O café produzido pelo processo de fermentação induzida é um exemplo disso e vem ganhando cada vez mais adeptos na região de Ribeirão Preto. Augusto Rodrigues Alves, produtor rural, especialista em fermentação do café e diretor financeiro da Associação de Cafés Especiais da Alta Mogiana (AMSC), entidade que representa mais de 5 mil produtores de São Paulo e Minas Gerais, explica o que é esse processo. “O processo fermentativo é uma transformação química que acontece no grão por meio de leveduras que estão naturalmente presentes no café ou leveduras apropriadas que podem ser adicionadas ao produto. A levedura transforma açúcar em outros ácidos ou em outros compostos e transforma as notas sensoriais desse café.” O diretor aponta qual a diferença entre o processo de fermentação do café e a produção convencional. “Todo café passa por uma fermentação natural, até mesmo os descascados e naturais. A principal diferença é que nesse processo a fermentação é controlada ou induzida, o produtor deseja provocar esse processo na commodity.” Existem diferenças também nos processos de produção entre o café fermentado e o convencional, já que o café natural exige um processo a menos. “Ele vem da lavoura e já é estendido em um terreiro suspenso ou de concreto para ser desidratado. Já na fermentação induzida, essa ação pode ser feita antes do processo de secagem, tanto em tambores quanto em leiras ou fermentadores e, após a fermentação desejada, ele passa para o processo de secagem.” Os produtores que optam por esse processo, “buscam um sensorial diferente, além de agregar valor ao produto final. A fermentação deve ser bem conduzida para que o resultado final seja adequado e corresponda às expectativas dos produtores de conseguirem vender a produção por um valor melhor que o de um café CD ou um café natural, por exemplo”. O produtor compara os custos de produção do processo fermentativo e o tradicional. “Na maioria dos casos, o café de fermentação induzida é mais custoso. Quando são adicionadas leveduras nesse processo o custo é maior por conta da aquisição desses organismos. Outro fator que aumenta o valor é a necessidade de mão de obra. É interessante que esse café seja colhido de maneira seletiva, selecionando, por exemplo, apenas os grãos cereja, pois possuem um maior teor de açúcar.” Segundo o especialista, não existe nenhuma relação direta entre a alta dos preços do café e os cafés fermentados. “A alta atual tem relação com problemas climáticos que a cafeicultura mundial vem enfrentando e também problemas econômicos, no caso do Brasil, a inflação e a alta do dólar contribuem para isso e, em relação a todo o planeta, a inflação mundial gera esse impacto. E o café fermentado teria um impacto zero nessa relação da alta dos preços.” O professor Luciano Nakabashi, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP, especialista em crescimento e desenvolvimento econômico, analisa o lado dos consumidores e aponta as principais diferenças na hora de adquirir um café fermentado e um tradicional. “A compra de um café mais gourmet e com mais valor agregado, na maioria dos casos, é para aquele consumidor com uma renda mais alta e que gosta de uma certa personalização no produto. Entretanto, há pessoas com uma renda mais baixa que também estão dispostas a pagar um valor maior em busca dessa experiência.” Na hora de consumir a bebida, o professor entende que “essa escolha é muito pessoal de cada consumidor. Em certos momentos, eu acho que faz todo sentido a pessoa tomar um café mais requintado, mais gourmet, que apresenta essa experiência diferente. Porém, no dia a dia, eu acredito que não faz muito sentido essa escolha, devido à questão do valor e da rotina. Eu entendo que o momento apropriado para o consumo dessa bebida mais requintada seja em ocasiões mais específicas e especiais, mas isso depende de cada consumidor”.   Foto: Governo de SP

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