Leilão foi na sede da Bolsa de Valores de São Paulo, na tarde desta quinta-feira (5)
Os vencedores da licitação para a Concessão do Transporte Público Coletivo de Campinas começaram a ser conhecidos por volta das 14h40 desta quinta-feira, 05 de março. O Lote Norte, que abrange as regiões Norte, Oeste e Noroeste ficou sob a responsabilidade do Consórcio Grande Campinas. Já o Lote Sul, onde estão as regiões Leste, Sul e Sudoeste, vai ser operado pela Sancetur – Santa Cecilia Turismo Ltda.
A sessão de abertura dos envelopes durou cerca de duas horas e foi acompanhada por autoridades, representantes das empresas proponentes e convidados, além da imprensa. O primeiro lote em concorrência foi o Lote Sul. Ele foi disputado pela a Sancetur – Santa Cecilia Turismo Ltda; Consórcio Andorinha (composto pelas empresas Rhema Mobilidade Ltda, New Hope Terceirização e Transportes Catanduva Ltda e WMW Locação de Veículos e Serviços de Transportes Ltda) e Consórcio VCP Mobilidade, composto pelas empresas Mobicamp Ltda e Red Log Ltda.
Depois que os envelopes de número 2, com as propostas de valores dos três interessados, foram abertos, os licitantes começaram a oferecer os lances no leilão. No Lote Sul, a tarifa de remuneração partiu de R$ 11,21. A empresa Sancetur – Santa Cecilia Turismo Ltda ofereceu tarifa de remuneração de R$ 9,54 e venceu a disputa. O valor representa um deságio de 14,90%.
Para o segundo lote, o Norte, também havia três interessados. Sancetur – Santa Cecilia Turismo Ltda; Consórcio Grande Campinas, composto pelas empresas Rhema Mobilidade Ltda, Transporte Coletivo Grande Marília Ltda, Nova Via Transportes e Serviços Ltda, WMW Locação de Veículos e Serviços de Transportes Ltda e Auto Viação Suzano Ltda e Consórcio Mov Campinas, composto pelas empresas Bampar Participações Ltda. e Tupi-Transporte Urbano de Piracicaba Ltda. Neste caso, a tarifa de remuneração partiu de R$ 11,76. Após uma longa troca de lances, o consórcio Grande Campinas, venceu a concorrência, fechando a tarifa de remuneração em R$ 9,49, um deságio de 19,30%.
Diferente da tarifa pública, que é o valor pago pelo usuário na catraca, a tarifa de remuneração de julgamento é o valor calculado considerando os custos da operação. Esse valor ainda leva em conta os investimentos que vão ser feitos pelo operador.
“Demos um passo importantíssimo na história do transporte coletivo de Campinas. O leilão de hoje foi o maior feito nesse setor. A quantidade de licitantes e a disputa pela operação mostram a transparência e a seriedade dessa licitação e, com certeza, vão se reverter em qualidade na prestação de serviço para o usuário”, disse o prefeito Dário Saadi.
“Temos agora um horizonte de melhora na qualidade do serviço prestado. A nova concessão vai trazer mais previsibilidade e confiança para o transporte, além de um incremento tecnológico importante para a operação”, completou o presidente da Emdec, Vinicius Riverete.
Também acompanharam o leilão o secretário municipal de Transportes, Fernando de Caires; a secretária-adjunta da secretaria de Administração, Clair de Oliveira; diretores da Emdec e Setransp, além de Procuradoria-Geral do Município. Integrantes do Conselho Municipal Mobilidade Urbana também acompanharam a sessão pública de abertura dos envelopes.
Concessão do Transporte Público
O novo contrato compreende a concessão da prestação e exploração do serviço de transporte público coletivo de passageiros de Campinas, por quinze anos, prorrogáveis por mais cinco. Ele inclui também o serviço de transporte para pessoas com deficiência e / ou redução severa de mobilidade (PAI-Serviço); serviços nos terminais e nas estações do BRT e serviços complementares de bilhetagem e de gerenciamento e monitoramento operacional.
A nova concessão prevê frota renovada e menos poluente, com a adoção de, no mínimo, 60 ônibus elétricos, já nos primeiros anos; e veículos Euro 6 para o restante da frota. A incorporação de frota limpa também abre espaço para alternativas de propulsão, como o biometano, GNV e hidrogênio. A frota continuará 100% acessível.
O Sistema de Arrecadação e Remuneração (Bilhetagem Eletrônica) terá o Poder Público participando, de maneira mista, junto com as novas operadoras e a Emdec. Ele será estruturado por uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) e com governança compartilhada com os vencedores do certame, garantindo mais segurança, rastreabilidade financeira e transparência. A Emdec terá participação estratégica (“golden share”) e fiscalização contínua, apoiada por um verificador (auditoria) independente.
A remuneração, para as operadoras do sistema de transporte coletivo, será atrelada ao desempenho operacional e qualidade dos serviços prestados, com o fortalecimento de indicadores de desempenho. Com isso, metas para a satisfação do usuário serão estabelecidas, como: regularidade, pontualidade, limpeza, acessibilidade e qualidade da operação. O sistema terá maior padronização e mecanismos mais robustos de fiscalização.
Os investimentos em renovação da frota de ônibus serão da ordem de quase R$ 900 milhões, ao longo dos cinco anos iniciais de contrato; e mais R$ 800 milhões ao longo dos dez anos restantes, totalizando R$ 1,7 bilhão em 15 anos. Também haverá investimentos em tecnologia embarcada e nos terminais e estações, totalizando R$ 1,9 bilhão.
Todas as informações sobre a nova concessão do transporte coletivo ficam disponíveis no site da Setransp, em https://campinas.sp.gov.br/secretaria/transportes/pagina/consulta-publica-da-licitacao-do-transporte-2025-; ou da Emdec, em www.emdec.com.br/novotransporte.
Foto: Divulgação/Prefeitura de Campinas











