Breno de Souza Castro levou as meninas sob o pretexto de um passeio ao museu, confessou o crime horas depois e foi preso em flagrante por duplo homicídio; polícia investiga morte por asfixia.
Um crime que chocou o país teve um desfecho brutal na capital paulista. Breno de Souza Castro foi preso após confessar o assassinato das próprias filhas, Laís, de 5 anos, e Isis, de 3 anos, durante o último fim de semana, em São Paulo.
Segundo a Polícia Civil, o homem buscou as crianças alegando que as levaria para um passeio em um museu. No entanto, a visita nunca aconteceu. A investigação aponta que Breno planejou o crime como forma de vingança contra a ex-companheira, Jennifer dos Santos, após não aceitar o fim do relacionamento.
Horas depois de desaparecer com as meninas, o suspeito procurou uma delegacia e confessou o duplo homicídio. Ele informou aos policiais onde as crianças estavam e acabou preso em flagrante.
Os corpos de Laís e Isis foram encontrados dentro do carro de Breno, estacionado na zona sul de São Paulo. A principal linha de investigação é de que as duas tenham sido mortas por asfixia, hipótese que será confirmada pelos laudos do Instituto Médico Legal (IML).
Ameaças antes do crime
De acordo com a polícia, Breno já vinha ameaçando Jennifer desde a separação do casal, ocorrida em março deste ano. Antes do assassinato, ele teria enviado mensagens e feito ligações afirmando que mataria as filhas e, posteriormente, dizendo que o crime já havia sido cometido.
As investigações também apontam que o suspeito possuía um histórico de comportamento agressivo durante o relacionamento, fator que agora integra o inquérito policial.
Exames vão esclarecer detalhes
A mãe das crianças aguarda os resultados dos exames periciais realizados pelo IML, que deverão confirmar oficialmente a causa das mortes e verificar se houve qualquer outro tipo de violência praticada contra as vítimas.
Breno de Souza Castro permanece preso e responderá por duplo homicídio qualificado. A Polícia Civil segue reunindo provas para concluir o inquérito, enquanto familiares e amigos das meninas tentam lidar com a perda de Laís e Isis, vítimas de um crime que abalou São Paulo e gerou comoção em todo o Brasil. (Renan Isaltino)
Foto: divulgação Polícia Civil












