Guarda Civil Municipal flagrou agressões dentro de casebre na comunidade dos Sabiás; criança apresentava marcas recentes no rosto, costas e nádegas
Uma mulher de 29 anos foi presa em flagrante por maus-tratos contra o próprio filho, uma criança de 2 anos e 5 meses, na manhã desta quinta-feira (12), na comunidade conhecida como Sabiás, em Piracicaba (SP).
De acordo com informações da Guarda Civil Municipal (GCM), uma equipe da ROMU, composta pelos guardas Miranda, Macedo e Bottene, realizava a abordagem de dois indivíduos na região quando percebeu a presença da criança do lado de fora de um casebre. O menino tentava abrir a porta do imóvel e repetia a frase: “Quero ver a polícia”.
Momentos depois, uma mulher saiu da residência e puxou a criança pelo braço de forma brusca, levando-a para dentro do imóvel e trancando a porta com uma corrente. Depois disso, os guardas passaram a ouvir barulhos que indicavam agressões físicas, acompanhados do choro intenso da criança.
Por uma fresta na porta, os agentes conseguiram observar parcialmente o interior do imóvel e presenciaram a mulher desferindo diversos tapas contra o menino, atingindo cabeça, costas e nádegas. Segundo o relato da equipe, ao menos cinco agressões foram vistas, praticadas com violência contra a vítima, que estava em situação de total vulnerabilidade.
Os guardas ainda tentaram registrar o crime em vídeo, mas a suspeita percebeu a movimentação e arrastou a criança para outro cômodo, tirando-a do campo de visão. Mesmo assim, foi possível gravar imagens com gritos, xingamentos e o choro da criança.
Com a ajuda de uma vizinha, a equipe conseguiu que a mulher abrisse a porta. Dentro da residência, os guardas deram voz de prisão à suspeita. A criança apresentava manchas avermelhadas recentes no rosto, nas costas e nas nádegas, compatíveis com as agressões.
Moradores da região relataram informalmente que episódios de violência contra o menino seriam recorrentes na residência.
A Patrulha Maria da Penha prestou apoio à ocorrência e acompanhou o encaminhamento das partes até a Unidade de Polícia Judiciária, onde o delegado de plantão ratificou a prisão em flagrante por maus-tratos. A mulher foi recolhida à carceragem e permanece à disposição da Justiça.
A criança deverá ser acompanhada pelos órgãos de proteção responsáveis.











