A Polícia Federal investiga fraudes em licitações na Secretaria de Educação de Sumaré; medidas incluem prisão preventiva, monitoramento eletrônico e bloqueio de bens
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (12), a quarta fase da Operação Coffee Break, voltada a aprofundar investigações sobre fraudes em licitações públicas envolvendo agentes públicos e particulares.
Nesta etapa, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva e a imposição de tornozeleira eletrônica. Entre os alvos, o ex-secretário de Educação de Sumaré, José Aparecido Ribeiro Marin, foi preso, enquanto a secretária de Finanças de Itu, Monis Marcia Soares, passou a ser monitorada eletronicamente.
As ações também incluem o afastamento de funções públicas e bloqueio de bens, autorizados pela Justiça, e ocorrem nas cidades de Campinas, Jundiaí, Americana, Itu e Sumaré.
Segundo a PF, o foco desta fase é apurar fraudes em licitações realizadas pela Secretaria de Educação de Sumaré entre 2021 e 2025, além de identificar indícios de lavagem de dinheiro para ocultar recursos desviados dos cofres públicos.
Os investigados podem responder por corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa, com penas que somadas podem chegar a 60 anos de prisão.
O nome da operação, “Coffee Break”, faz referência a um código usado pelos investigados para se referir ao pagamento de propina.
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