Donald Trump afirma que país será administrado temporariamente pelos Estados Unidos para garantir “transição segura”
Os Estados Unidos anunciaram neste sábado (3) a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após uma operação militar realizada durante a madrugada em Caracas. O anúncio foi feito pelo presidente norte-americano Donald Trump, durante uma coletiva de imprensa realizada em seu resort, Mar-a-Lago, na Flórida.
Segundo Trump, a ação deixou parte da capital venezuelana sem energia elétrica e resultou na prisão de Maduro em um de seus esconderijos. O presidente americano declarou ainda que os Estados Unidos irão governar a Venezuela temporariamente, com a possibilidade de envio de tropas, até que seja organizada uma “transição segura, adequada e sensata” de poder.
“Vamos governar o país até que possamos realizar uma transição segura. Não podemos correr o risco de que alguém assuma o poder na Venezuela sem ter os interesses dos venezuelanos em mente”, afirmou Trump. Questionado sobre uma eventual presença militar prolongada, ele disse não descartar o envio de forças terrestres. “Não temos medo de tropas terrestres”, declarou.
Apesar do anúncio da captura de Maduro, ainda não está claro como os Estados Unidos pretendem supervisionar a Venezuela. Trump evitou responder de forma objetiva às perguntas dos repórteres sobre como seria a administração do país. Segundo informações disponíveis, as forças americanas não têm controle total sobre o território venezuelano, e integrantes do governo de Maduro ainda permanecem no poder.
As declarações do presidente dos EUA reacendem comparações com intervenções passadas no Oriente Médio, como no Iraque e no Afeganistão, que terminaram após anos de ocupação e posterior retirada das tropas americanas.
Nicolás Maduro, de 63 anos, ex-motorista de ônibus e sucessor de Hugo Chávez desde 2013, nega as acusações feitas pelos Estados Unidos. Ele afirmou que a operação teria como real objetivo assumir o controle das reservas de petróleo venezuelanas, consideradas as maiores do mundo.
Até o momento, não houve confirmação independente sobre a situação de Maduro nem sobre os próximos passos da atuação americana no país. A crise política e institucional na Venezuela, que já se arrasta há anos, entra agora em um novo e incerto capítulo no cenário internacional. (Renan Isaltino)
Foto: R7 divulgação











