Levantamento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação mostra presença crescente das mulheres em diferentes áreas da economia local
As mulheres estão à frente de quase metade dos microempreendimentos individuais em Campinas. Um levantamento da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação, com base em dados do Portal do Empreendedor do Governo Federal, mostra que o município possui atualmente 129.155 microempreendedores individuais (MEIs) ativos. Desse total, 58.942 são mulheres, o que representa 45,64% dos negócios formalizados.
Os dados evidenciam a presença feminina em diferentes áreas da economia, como comércio, serviços, alimentação, beleza e atividades ligadas à economia digital, reforçando o protagonismo das mulheres na geração de renda e no desenvolvimento econômico da cidade.
Para a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação, Adriana Flosi, o crescimento do empreendedorismo feminino demonstra a importância das mulheres no fortalecimento da economia local. “Cada vez mais mulheres têm encontrado no empreendedorismo uma forma de gerar renda, conquistar autonomia financeira e desenvolver seus próprios projetos. A formalização como MEI abre portas para oportunidades de crescimento, acesso a direitos e maior segurança para quem decide empreender”, afirma.
Histórias que mostram a força do empreendedorismo feminino
Entre as milhares de empreendedoras da cidade estão mulheres que transformaram ideias e desafios em oportunidades de negócio.
A confeiteira Gicélia Dimov começou a produzir brownies durante a pandemia, inicialmente como forma de gerar renda extra.
“Tudo começou quando fui pedida em casamento e decidi vender brownies para ajudar a pagar a festa. Testei várias receitas até chegar em uma versão exclusiva. Depois do casamento, amigos começaram a indicar e percebi que ali havia uma oportunidade de negócio”, conta.
Hoje, Gicélia trabalha exclusivamente com a produção de brownies artesanais, com sabores tradicionais e também versões criativas.
“O empreendedorismo passou a fazer parte da minha vida. Produzo brownies para eventos e também atendo empresas. Tudo isso contribui diretamente para a renda da minha família”, destaca a profissional.
Outra história é a da empreendedora Lucimara Aparecida Grandin, que começou a empreender após os 49 anos.
“Sempre gostei de cozinhar e queria fazer algo que impactasse a vida das pessoas. Hoje, faço e vendo marmitas congeladas com muito cuidado e carinho”, diz.
Segundo Lucimara, o empreendedorismo representou um momento de recomeço pessoal e profissional.
“Empreender me trouxe uma nova fonte de renda e mais autonomia. O MEI também traz segurança para quem trabalha e para os clientes, além de garantir benefícios importantes para o futuro”, finaliza.
Apoio ao empreendedor
Quem deseja formalizar um negócio ou precisa de orientação para atuar como Microempreendedor Individual (MEI) pode buscar apoio em serviços oferecidos pela Prefeitura de Campinas.
A Casa do Empreendedor, vinculada à Secretaria de Trabalho e Renda, presta suporte ao microempreendedor individual em diferentes etapas da atividade, incluindo abertura e encerramento de empresa, emissão de guias do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), declaração anual, alvará de funcionamento e orientações técnicas.
O atendimento presencial é realizado mediante agendamento prévio pelo Portal do Cidadão e ocorre nas unidades do Centro Público de Apoio ao Trabalhador (CPAT).
Foto: Divulgação/Prefeitura de Campinas











