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Defesa Civil capacita equipes para operar novas estações meteorológicas de Campinas

Treinamento prepara servidores para utilizar sistema que amplia o monitoramento em tempo real e fortalece a emissão de alertas à população, aprimorando a prevenção e o atendimento

A Defesa Civil de Campinas treinou suas equipes, ao longo desta semana, para capacitar os agentes que irão operar o sistema das novas estações meteorológicas instaladas no município. A atividade foi voltada aos profissionais do Setor de Monitoramento e Alerta e faz parte da implantação da nova rede de equipamentos que vai ampliar a capacidade de monitoramento das condições do tempo e apoiar a tomada de decisões em situações de risco.
Ao todo, Campinas contará com 21 estações meteorológicas distribuídas pelos 18 setores mais susceptíveis a ocorrências graves na cidade. A primeira unidade foi instalada no Museu da Imagem e do Som (MIS) e a segunda na Mata de Santa Genebra. A iniciativa integra o pacote de ações da Prefeitura para enfrentar os impactos dos eventos climáticos extremos associados ao El Niño.
Monitoramento mais preciso
Durante o treinamento, os participantes aprenderam a operar o sistema que recebe, acompanha e interpreta os dados enviados pelas estações meteorológicas.
Segundo a coordenadora do Setor de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil de Campinas, Sueli Castiglieri, a nova rede permitirá um acompanhamento muito mais detalhado das condições climáticas em diferentes regiões da cidade.
“As novas estações meteorológicas vão tornar o monitoramento do tempo em Campinas muito mais preciso e localizado. Distribuídas em diferentes regiões da cidade, elas vão coletar dados em tempo real sobre chuva, temperatura, umidade do ar, vento e outras variáveis, permitindo identificar rapidamente mudanças nas condições climáticas e eventos extremos”, destacou.
Equipamentos enviam dados a cada cinco minutos
O treinamento foi ministrado por representantes da empresa Sensitec, responsável pelo fornecimento das estações.
De acordo com o engenheiro de aplicação da empresa, Rafael Molina, os equipamentos são compactos, reúnem diversos sensores em um único aparelho e não possuem partes móveis, o que garante maior durabilidade e reduz a necessidade de manutenção.
As estações medem temperatura, umidade do ar, volume de chuva, velocidade e direção do vento, pressão atmosférica, radiação solar e concentração de CO₂. As informações são transmitidas automaticamente a cada cinco minutos para a Defesa Civil.
“Com a implantação do sistema e o treinamento da equipe, a Defesa Civil poderá monitorar mais de perto eventos extremos. Como os dados são compartilhados em tempo real, será possível tomar decisões mais rápidas para proteger a população e o patrimônio”, explicou Molina.
Mais agilidade na prevenção
Com a nova estrutura, a Defesa Civil poderá emitir alertas com maior antecedência, direcionar equipes para regiões mais críticas e acompanhar com mais precisão situações como temporais, enchentes, queimadas, baixa umidade do ar e ondas de calor.
Segundo Sueli Castiglieri, a ampliação da rede também fortalece o planejamento das ações preventivas e reduz o tempo de resposta diante de eventos extremos. “Essas informações permitirão uma atuação mais preventiva, com alertas antecipados, melhor direcionamento das equipes e respostas mais rápidas para proteger a população, tanto nos períodos de estiagem quanto nas chuvas intensas”, afirmou.
Para o coordenador regional e diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado, a capacitação é uma etapa essencial para que a tecnologia produza resultados concretos. “Investir em tecnologia também significa investir nas pessoas que vão utilizá-la. Com equipes capacitadas e informações em tempo real, conseguimos antecipar riscos, agir com mais rapidez e oferecer uma proteção ainda maior à população de Campinas”, afirmou.

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