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Cuidado redobrado nas férias: acidentes domésticos aumentam com crianças em casa

Cuidados simples e atenção contínua ajudam a prevenir quedas, queimaduras, engasgos e outros acidentes dentro de casa, que costumam crescer no período de férias escolares

Com a chegada das férias escolares, os especialistas reforçam um alerta que se repete todos os anos. Os acidentes domésticos envolvendo crianças aumentam justamente quando elas passam mais tempo em casa. Atento a esse cenário, o Plano para a Primeira Infância Campineira (PIC) disponibiliza materiais informativos com orientações sobre quedas, queimaduras, engasgos e afogamentos, situações que na maioria das vezes, podem ser evitadas com medidas simples de prevenção.

Thiago Ferrari, articulador e coordenador do PIC, alerta que o período de férias exige atenção constante.“Esta é uma época extremamente delicada com a questão da acidentalidade dentro de casa. Os cuidados devem ser redobrados com os perigos da ingestão de produtos químicos, utilizados na lavanderia e produtos de limpeza. Estudos mostram que têm aumentado muito os índices de acidentes domésticos no período de festas”, afirma. Segundo ele, a combinação de energia acumulada, curiosidade e brincadeiras típicas da infância torna indispensável reforçar a segurança em todos os ambientes da casa.

Estudos indicam que, nos primeiros anos de vida, as crianças têm pouca noção de perigo e muita disposição para explorar. Esse conjunto pode transformar a casa em um espaço arriscado quando não há supervisão constante. Os bebês e crianças pequenas não possuem consciência sobre seus movimentos. Pequenos descuidos podem gerar acidentes graves.

Os especialistas apontam o quarto como um dos ambientes que mais merecem atenção. O berço, por exemplo, deve obedecer às normas de segurança como grades com menos de 6 cm de distância, colchão firme e ajustado e ausência de travesseiros, brinquedos ou mantas pesadas, que podem causar sufocamento. E na hora de dormir, a recomendação é clara, o bebê deve ser colocados sempre de barriga para cima.

No banheiro, os riscos mais comuns envolvem escorregões e afogamentos. Lembrando que as crianças não devem ficar sozinhas na banheira nem por um segundo, já que poucos centímetros de água são suficientes para provocar um acidente. Produtos de higiene, frequentemente coloridos e atrativos, precisam ser mantidos fora do alcance.

Quando os pequenos começam a engatinhar ou dar os primeiros passos, os cuidados devem ser intensificados. O uso de andadores não é recomendado, pois aumenta as chances de quedas e facilita o acesso as áreas perigosas, como fogões e tomadas. Em toda a casa, medicamentos, produtos químicos e baldes com água devem permanecer trancados ou em locais altos. Escadas, sacadas e janelas precisam ser protegidas com redes ou grades resistentes.

Outro risco comum é o engasgo, especialmente nas férias, quando a rotina alimentar costuma mudar. Por isso, é importante que pais e cuidadores conheçam técnicas de primeiros socorros, como a Manobra de Heimlich, aplicada de maneira específica para bebês e crianças. Em qualquer emergência, a recomendação é manter a calma, acionar o socorro por meio do SAMU – 192 ou Bombeiros – 193 e seguir as orientações até a chegada dos profissionais.

Para a articuladora e psicopedagoga do PIC, Daniela Petrolli, a prevenção é um esforço coletivo. Supervisionar, revisar ambientes e reforçar regras simples são atitudes que salvam vidas. “Além disso, estes cuidados garantem que as crianças possam brincar, explorar e aproveitar o período de férias com mais segurança e tranquilidade”, ressalta.

 

Foto: Prefeitura de Campinas

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