Fenômeno previsto para sexta-feira pode gerar acumulados acima de 100 mm; frente fria já traz instabilidade ao Sul do país
A formação de um ciclone na região Sudeste do Brasil deve provocar volumes expressivos de chuva e aumentar o risco de temporais a partir desta sexta-feira (30). A previsão é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que alerta para impactos principalmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais.
De acordo com o Inmet, o ciclone deve se formar no litoral do Sudeste, favorecendo acumulados que podem ultrapassar os 100 milímetros nas áreas da Serra da Mantiqueira. No litoral paulista, a chuva pode superar os 60 milímetros em curto período.
A atuação do sistema também deve intensificar as instabilidades na capital paulista durante a sexta-feira, com previsão de tempestades acompanhadas de rajadas de vento e possibilidade de queda de granizo em grande parte do estado de São Paulo e em municípios vizinhos de Minas Gerais, especialmente no Triângulo Mineiro.
No sábado (31), as áreas de maior concentração de chuva devem se deslocar entre o Triângulo Mineiro e o estado do Rio de Janeiro, com acumulados que podem novamente passar dos 100 milímetros em 24 horas. Também há previsão de tempestades localizadas entre o norte de Santa Catarina, o leste do Paraná e o sul de São Paulo.
Segundo os meteorologistas, a tendência é que o ciclone continue atuando até o início da próxima semana, contribuindo para a formação de um canal de umidade entre os estados do Espírito Santo e Mato Grosso, o que mantém o cenário de instabilidade.
Frente fria no Sul
Antes disso, a partir desta quinta-feira (29), a passagem de uma frente fria já deve provocar chuvas intensas e tempestades isoladas no Paraná e em Santa Catarina. As regiões com maior risco, incluindo queda de raios e granizo, são a região metropolitana de Curitiba, o norte catarinense, o Vale do Itajaí e a Serra de Santa Catarina, onde os volumes podem chegar a 100 milímetros em 24 horas.
Os órgãos meteorológicos orientam a população a acompanhar os alertas e redobrar a atenção em áreas sujeitas a alagamentos, deslizamentos e outros transtornos causados pela chuva intensa. (Renan Isaltino)
Fonte: Agência Brasil











