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Categoria: Política

‘Polícia não pode combater a criminalidade cometendo crimes’, diz Lewandowski

Ministro da Justiça lamentou a abordagem da PRF que terminou com uma jovem de 26 anos baleada na cabeça   O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, lamentou nesta quarta-feira (25) a abordagem da PRF (Polícia Rodoviária Federal) que terminou com uma jovem de 26 anos baleada na cabeça, na véspera do Natal, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. O ministro afirmou que “a polícia não pode combater a criminalidade cometendo crimes” e que as forças de segurança federais (polícias Federal, Rodoviária Federal, Força Nacional e Penal Federal) precisam dar exemplo às demais. Na noite dessa terça, Juliana Leite Rangel, de 26 anos, foi baleada quando ia com a família passar o Natal na casa de parentes em Niterói. O veículo foi alvejado na Baixada Fluminense. Juliana foi socorrida e levada ao Hospital Adão Pereira Nunes, onde precisou passar por uma cirurgia. Segundo a prefeitura de Duque de Caxias, o estado de saúde dela era considerado gravíssimo na noite desta quarta. Lewandowski reforçou a importância da regulamentação do uso da força policial, que teve decreto publicado na terça-feira (24) pelo governo federal. “O lamentável incidente ocorrido nessa terça-feira, no Rio de Janeiro, demonstra a importância de uma normativa federal que padronize o uso da força pelas polícias em todo o país”, diz o ministro. Segundo a norma, o intuito é “promover eficiência, transparência, valorização dos profissionais de segurança pública e respeito aos direitos humanos”. Com isso, o emprego da arma de fogo será ilegítimo nos casos de fuga de suspeito desarmado ou que não apresente risco imediato de morte ou lesão aos profissionais de segurança. Fica proibido o emprego de armamentos quando um veículo desrespeitar bloqueio policial, exceto quando o ato representar risco de morte ou lesão aos profissionais de segurança pública ou a terceiros. Críticas de governadores A regulamentação não tem peso de lei, e caberá aos estados implantar ou não as medidas. Entretanto, o texto estabelece que o repasse de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional aos estados fica condicionado ao respeito às novas regras. Juntos, os fundos somam mais de R$ 2 bilhões. Com o decreto do ministério, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), disse que vai acionar o STF (Supremo Tribunal Federal) contra as regras. Segundo ele, a regulamentação limita a atuação policial e favorece a criminalidade. Além de Castro, os governadores do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e de Goiás, Ronaldo Caiado (União), criticaram o decreto. “O crime organizado celebra hoje o grande presente de Natal recebido do presidente Lula: um decreto que lhes garante mais liberdade de ação e promove o engessamento das forças policiais”, disse Caiado nas redes sociais. Entenda o decreto O texto define que o uso da força em segurança pública deverá seguir as seguintes diretrizes gerais: Poderá ocorrer somente para a consecução de um objetivo legal e nos estritos limites da lei; As operações e as ações de aplicação da lei devem ser planejadas e executadas para prevenir ou minimizar o uso da força e para mitigar a gravidade de qualquer dano direto ou indireto; Um recurso de força somente poderá ser empregado quando outros recursos de menor intensidade não forem suficientes para atingir os objetivos legais pretendidos; O nível da força utilizado deve ser compatível com a gravidade da ameaça apresentada pela conduta das pessoas envolvidas e com os objetivos legítimos da ação do profissional de segurança pública; A força deve ser empregada com bom senso, prudência e equilíbrio, com vistas a atingir um objetivo legítimo da aplicação da lei; Os órgãos e os profissionais de segurança pública devem assumir a responsabilidade pelo uso inadequado da força, após a conclusão de processo de investigação, respeitado o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório; Os profissionais de segurança pública devem atuar de forma não discriminatória, sem preconceitos de raça, etnia, cor, gênero, orientação sexual, idioma, religião, nacionalidade, origem social, deficiência, situação econômica, opinião política ou de outra natureza. Uso diferenciado O próprio texto permite que a força policial seja aplicada caso haja a “seleção apropriada do nível a ser empregado, em resposta a uma ameaça real ou potencial, com vistas a minimizar o uso de meios que possam causar ofensas, ferimentos ou mortes”. Apesar disso, os profissionais devem sempre priorizar a comunicação, a negociação e o emprego de técnicas que impeçam a escalada da violência. Arma de fogo O decreto estabelece que a arma será o último recurso para qualquer situação, e o emprego desses instrumentos será restrito “aos profissionais devidamente habilitados para sua utilização.” Além disso, sempre que a ação resultar em feridos ou mortos, os envolvidos devem elaborar um relatório segundo os parâmetros estabelecidos em ato do Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública. Capacitação A regulamentação também prevê que os profissionais devem passar por uma capacitação anual e obrigatória sobre o uso da força. Os cursos devem ser realizados no horário de serviço e devem contar com conteúdo que aborde procedimentos sobre “o emprego adequado de diferentes tipos de armas de fogo e de instrumentos de menor potencial ofensivo.” Repasses federais As novas regras estabelecem que o repasse de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional para ações que envolvam o uso da força pelos órgãos de segurança pública dos estados e do DF fica condicionado à observância aos novos parâmetros. Monitoramento O comprimento dos novos parâmetros deverá ser fiscalizado por meio de um controle interno dos próprios órgãos de segurança, a fim de garantir transparência e acesso aos dados sobre o uso da força. Além disso, canais de denúncia e orientações sobre registro devem ser disponibilizados à população, assim como a possibilidade de acompanhamento das reclamações. Comitê Nacional de Monitoramento do Uso da Força O comitê será instituto em um ato do ministério, com o comprometimento da participação de representantes da sociedade civil. Entre os objetivos do grupo, estão: a produção de relatórios que contenham análises e orientações sobre temas relacionados a este Decreto; o

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Deputado quer derrubar decreto do governo que regulamenta o uso da força policial

Entre outras coisas, decreto estabelece quando o uso da arma de fogo será ilegítimo   O deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS) anunciou que vai protocolar um PDL (Projeto de Decreto Legislativo) para sustar o decreto do governo federal que regulamenta o uso da força policial no Brasil. A norma do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi publicada na terça-feira (24). Segundo o deputado, o texto gerou “ampla preocupação entre especialistas e parlamentares da oposição”. Entre outras coisas, o decreto prevê que o emprego da arma de fogo será ilegítimo nos casos de fuga de suspeito desarmado ou que não apresente risco imediato de morte ou lesão aos profissionais de segurança. Além disso, proíbe o emprego de armamentos quando um veículo desrespeitar o bloqueio policial em via pública, exceto quando o ato representar risco de morte ou lesão aos profissionais de segurança pública, ou a terceiros. O deputado pontuou que o decreto é uma “grave ameaça à segurança pública e favorece a criminalidade”. “Ao limitar a atuação policial, o governo Lula coloca em risco a vida de milhões de brasileiros, enfraquecendo quem deveria proteger a população e fortalecendo a bandidagem. Essa medida é mais um exemplo de como o atual governo está mais preocupado em combater a polícia do que o crime. Não podemos aceitar isso”, alegou. Nogueira argumentou que o decreto pretende “desestruturar a segurança pública e cria um ambiente favorável à criminalidade”. O projeto, contudo, pretede anular a ação do governo, “garantindo a autonomia das forças policiais e preservando sua capacidade de atuação no combate à criminalidade”. O texto vai ser protocolado na Câmara dos Deputados em fevereiro de 2025, quando os parlamentares retornarem do recesso. O deputado disse ainda que já articula apoios com a oposição em prol da proposta. Entenda o decreto O texto define que o uso da força em segurança pública deverá seguir as seguintes diretrizes gerais: Poderá ocorrer somente para a consecução de um objetivo legal e nos estritos limites da lei; As operações e as ações de aplicação da lei devem ser planejadas e executadas para prevenir ou minimizar o uso da força e para mitigar a gravidade de qualquer dano direto ou indireto; Um recurso de força somente poderá ser empregado quando outros recursos de menor intensidade não forem suficientes para atingir os objetivos legais pretendidos; O nível da força utilizado deve ser compatível com a gravidade da ameaça apresentada pela conduta das pessoas envolvidas e com os objetivos legítimos da ação do profissional de segurança pública; A força deve ser empregada com bom senso, prudência e equilíbrio, com vistas a atingir um objetivo legítimo da aplicação da lei; Os órgãos e os profissionais de segurança pública devem assumir a responsabilidade pelo uso inadequado da força, após a conclusão de processo de investigação, respeitado o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório; Os profissionais de segurança pública devem atuar de forma não discriminatória, sem preconceitos de raça, etnia, cor, gênero, orientação sexual, idioma, religião, nacionalidade, origem social, deficiência, situação econômica, opinião política ou de outra natureza. Uso diferenciado O próprio texto permite que a força policial seja aplicada caso haja a “seleção apropriada do nível a ser empregado, em resposta a uma ameaça real ou potencial, com vistas a minimizar o uso de meios que possam causar ofensas, ferimentos ou mortes”. Apesar disso, os profissionais devem sempre priorizar a comunicação, a negociação e o emprego de técnicas que impeçam a escalada da violência. Arma de fogo O decreto estabelece que a arma será o último recurso para qualquer situação, e o emprego desses instrumentos será restrito “aos profissionais devidamente habilitados para sua utilização.” Além disso, sempre que a ação resultar em feridos ou mortos, os envolvidos devem elaborar um relatório segundo os parâmetros estabelecidos em ato do Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública. Capacitação A regulamentação também prevê que os profissionais devem passar por uma capacitação anual e obrigatória sobre o uso da força. Os cursos devem ser realizados no horário de serviço e devem contar com conteúdo que aborde procedimentos sobre “o emprego adequado de diferentes tipos de armas de fogo e de instrumentos de menor potencial ofensivo.” Repasses federais As novas regras estabelecem que o repasse de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional para ações que envolvam o uso da força pelos órgãos de segurança pública dos estados e do DF fica condicionado à observância aos novos parâmetros. Monitoramento O comprimento dos novos parâmetros deverá ser fiscalizado por meio de um controle interno dos próprios órgãos de segurança, a fim de garantir transparência e acesso aos dados sobre o uso da força. Além disso, canais de denúncia e orientações sobre registro devem ser disponibilizados à população, assim como a possibilidade de acompanhamento das reclamações. Comitê Nacional de Monitoramento do Uso da Força O comitê será instituto em um ato do ministério, com o comprometimento da participação de representantes da sociedade civil. Entre os objetivos do grupo, estão: a produção de relatórios que contenham análises e orientações sobre temas relacionados a este Decreto; o acompanhamento da implementação do Plano Nacional de Segurança Pública, em relação à redução da letalidade policial e da vitimização de profissionais de segurança pública; a proposição de indicadores de monitoramento e avaliação do uso da força; o estímulo à produção e à difusão de conhecimentos técnico-científicos relacionados ao uso da força; a elaboração de orientações para programas e ações relacionados ao uso da força; e a articulação com os comitês estaduais e distrital sobre o uso da força, de modo a promover o intercâmbio de informações e experiências e a redução da letalidade policial e da vitimização de profissionais de segurança pública. Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

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SP, MG e BA são os estados com mais recursos do fundo nacional de segurança pública; veja lista

Governo Lula publicou portaria com distribuição dos valores; Tocantins é o ente federado que vai obter menos recursos   O governo de Luiz Inácio Lula da Silva editou uma portaria, nesta quinta-feira (26), em que estabelece a distribuição dos valores oriundos do Fundo Nacional de Segurança Pública para os cofres dos estados para o exercício de 2025. O total dos recursos dá R$ 1,16 bilhão. São Paulo é o estado que mais vai receber, com 4,1%, e, na outra ponta, o Tocantins é o que menos vai receber, com 3,5%. A portaria é assinada pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e versa sobre a transferência obrigatória de, no mínimo, 50% das receitas decorrentes da exploração de loterias. O estado que mais vai receber recursos é São Paulo, com 4,1% ou R$ 48 milhões. Na sequência, vêm Minas Gerais (3,9% ou R$ 45 milhões), Bahia (3,8% ou R$ 45 milhões) e Pará (3,8% ou R$ 45 milhões). Na outra ponta, Tocantins é o estado que menos vai receber, com 3,5% ou R$ 40 milhões. Depois, vêm Distrito Federal (3,5% ou R$ 40 milhões), Rio Grande do Norte (3,5% ou R$ 40 milhões) e Piauí (3,5% ou R$ 40 milhões). Veja, abaixo, quanto cada estado vai receber do Fundo Nacional de Segurança Pública: Transferência Fundo Nacional de Segurança PúblicaReprodução/DOU – 26.12.2024 Uso da força policial A publicação da portaria que versa sobre a distribuição dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública para os estados ocorre em meio à discussão sobre o uso da força policial. Na última terça-feira (24), o governo Lula publicou a regulamentação do uso da força para promover eficiência, transparência, valorização dos profissionais e respeito aos direitos humanos. Segundo o texto, o emprego da arma de fogo será ilegítimo nos casos de fuga de suspeito desarmado ou que não apresente risco imediato de morte ou lesão aos profissionais de segurança. Além disso, fica proibido o emprego de armamentos quando um veículo desrespeitar o bloqueio policial em via pública, exceto quando o ato representar risco de morte ou lesão. O decreto estabelece que a arma será o último recurso para qualquer situação, e o emprego desses instrumentos será restrito “aos profissionais devidamente habilitados para sua utilização.” Além disso, sempre que a ação resultar em feridos ou mortos, os envolvidos devem elaborar um relatório segundo os parâmetros estabelecidos em ato do Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública. O texto define que o uso da força em segurança pública deverá seguir as seguintes diretrizes gerais: Poderá ocorrer somente para a consecução de um objetivo legal e nos estritos limites da lei; As operações e as ações de aplicação da lei devem ser planejadas e executadas para prevenir ou minimizar o uso da força e para mitigar a gravidade de qualquer dano direto ou indireto; Um recurso de força somente poderá ser empregado quando outros recursos de menor intensidade não forem suficientes para atingir os objetivos legais pretendidos; O nível da força utilizado deve ser compatível com a gravidade da ameaça apresentada pela conduta das pessoas envolvidas e com os objetivos legítimos da ação do profissional de segurança pública; A força deve ser empregada com bom senso, prudência e equilíbrio, com vistas a atingir um objetivo legítimo da aplicação da lei; Os órgãos e os profissionais de segurança pública devem assumir a responsabilidade pelo uso inadequado da força, após a conclusão de processo de investigação, respeitado o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório; Os profissionais de segurança pública devem atuar de forma não discriminatória, sem preconceitos de raça, etnia, cor, gênero, orientação sexual, idioma, religião, nacionalidade, origem social, deficiência, situação econômica, opinião política ou de outra natureza.

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Defesa de Daniel Silveira volta a contestar Moraes por prisão 4 dias após liberdade

Ex-deputado foi preso após descumprir medidas cautelares; em decisão, ministro do STF cita que descumprimento se deu 227 vezes   Os advogados do ex-deputado Daniel Silveira pediram ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes que reconsidere a prisão. Eles afirmam que Daniel Silveira precisou descumprir a ordem de recolhimento por conta de uma emergência médica. A defesa alegou que ele enfrentou uma crise renal aguda e estava “urinando sangue”, o que demandou atendimento no Hospital Santa Teresa, em Petrópolis (RJ), no sábado (21). “Não houve dolo em descumprir absolutamente nada, mas tão somente garantir atendimento médico hospitalar ao paciente, que sofre de crises renais”, diz o pedido da defesa em embargos de declaração apresentados na quarta-feira (25). Alexandre de Moraes entendeu que o deslocamento não foi justificado adequadamente e apontou que o ex-deputado esteve em outros locais antes e depois de ir ao hospital. Relatórios indicam que ele foi liberado às 00h39 e deixou o hospital às 0h44, mas só retornou à sua residência às 2h10, após permanecer no Condomínio Granja Santa Lúcia por cerca de uma hora. A defesa alega que a Daniel Silveira esteve no condomínio antes e depois de ir ao hospital porque aquele é o endereço da mulher dele, que o acompanhou no atendimento médico. Em nota, os advogados classificaram a decisão como “desproporcional, arbitrária e ilegal”. Segundo a defesa, o ministro não respeitou o devido processo legal nem as garantias de ampla defesa. Eles também solicitaram a criação de um canal direto para emergências médicas, afirmando: “Seja disponibilizado à defesa, um número direto […] para […] correr ao hospital, se ainda estiver vivo”. Moraes manteve a prisão de Silveira após audiência de custódia realizada na terça-feira, 24. O ministro destacou que o ex-deputado violou medidas cautelares 227 vezes desde o início do processo e acusou o sentenciado de “total desrespeito ao poder judiciário e à legislação brasileira”. Silveira havia sido condenado em abril de 2022 a oito anos e nove meses de prisão pelos crimes de ameaça ao Estado Democrático de Direito e coação no curso do processo. Desde outubro deste ano, ele cumpria pena em regime semiaberto com diversas restrições. A decisão de revogar a liberdade condicional ocorreu apenas quatro dias após a concessão do benefício. Moraes ressaltou que, já no primeiro dia, Silveira desrespeitou as condições judiciais retornando à residência fora do horário estabelecido. A defesa também alegou que o ex-deputado foi buscar a esposa no condomínio Granja Santa Lucia, para que ela o acompanhasse ao hospital. Moraes afirma, em sua última decisão, que Silveira teve a oportunidade de esclarecer as razões do descumprimento das condições judiciais na audiência de custódia, “tendo, porém, optado por omitir seu real deslocamento e sua dupla estadia.” “De maneira que preferiu manter a versão mentirosa em desrespeito à Justiça. Dessa maneira, fica patente que o sentenciado tão somente utilizou sua ida ao hospital como verdadeiro álibi para o flagrante desrespeito as condições judiciais obrigatórias para manutenção de seu livramento condicional”, diz o despacho de Moraes. Os advogados defendem a reconsideração da prisão em “respeito ao direito constitucional à saúde, que é uma garantia e direito fundamental”. Diante da nova prisão, Silveira foi transferido para a penitenciária Bangu 8, no Complexo de Gericinó, no Rio, onde cumprirá o restante da pena em regime fechado. Seus advogados afirmaram que recorrerão às instâncias nacionais e internacionais para denunciar o que consideram perseguição política.   Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

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CNJ suspende pagamento de auxílio-alimentação de R$ 10 mil para juízes

Decisão foi proferida pelo corregedor nacional de Justiça   O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu suspender o pagamento de auxílio-alimentação natalino de R$ 10.055,00 aprovado para juízes e servidores do Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJMT). A decisão foi proferida ontem (20) pelo corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques, e suspende a deliberação do Conselho da Magistratura do TJMT que foi aprovada no dia 17 de dezembro para garantir o repasse  do benefício no mês de dezembro. A norma também reajustou o auxílio mensal dos meses seguintes para R$ 2.055,00. Na decisão, o corregedor entendeu que o aumento do auxílio-alimentação representa uma “desconfiguração” do benefício e achou necessário suspender o pagamento para analisar profundamente o caso. A Agência Brasil entrou em contato com o TJMT e aguarda retorno.   Fonte: Agência Brasil Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Dino suspende pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas e pede para PF investigar transferências

Ministro também determinou que o Executivo só poderá pagar os valores em 2025, caso os portais de transparência sejam adequados   O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino suspendeu o pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas parlamentares nesta segunda-feira (23), primeiro dia do recesso parlamentar de fim de ano. Para o magistrado, é possível verificar “a persistente inobservância de deveres constitucionais e legais — aprovados pelo Congresso Nacional — quanto à transparência, rastreabilidade e eficiência na aplicação de bilhões de reais”. Dino também determinou que a Polícia Federal abra um inquérito para investigar a liberação deste valor. Ainda segundo o ministro, o pagamento não seria compatível com “a ordem constitucional, notadamente com os princípios da Administração Pública e das Finanças Públicas”. Além disso, ele citou supostos desvios de verba identificados em auditorias dos Tribunais de Contas e das Controladorias, além de “malas de dinheiro sendo apreendidas em aviões, cofres, armários ou jogadas por janelas, em face de seguidas operações policiais e do Ministério Público”. “Tamanha degradação institucional constitui um inaceitável quadro de inconstitucionalidades em série, demandando a perseverante atuação do Supremo Tribunal Federal”, afirma Dino. Entenda as determinações da decisão Câmara dos Deputados Publique, em seu site, as atas das reuniões das Comissões Permanentes nas quais foram aprovadas as 5.449 emendas indicadas no ofício encaminhado para o Executivo. Ao lado de cada “emenda de comissão” informada no citado ofício, deve ser indicada a ata exata em que consta a aprovação da emenda, para cotejo. Encaminhe à Secretaria de Relações Institucionais (SRI) do Poder Executivo, por ofício, cópia de todas as referidas atas. Ministério da Saúde Notifique, em 48 horas, todos os gestores estaduais e municipais para que, relativamente às emendas parlamentares: Mantenham bloqueados nas contas os recursos recebidos de transferências fundo a fundo; Abram, imediatamente, contas específicas para cada emenda parlamentar na área da saúde. As contas específicas devem ser informadas, via ofício dos gestores estaduais ou municipais, à Controladoria-Geral da União e ao ministério, em 10 dias corridos. Advocacia Geral da União Informe nos autos, no prazo de 10 dias úteis: Montantes empenhados e pagos, por modalidade de emenda parlamentar e por órgão; Os nomes e CPF dos responsáveis jurídicos pelo empenho e pagamento de emendas parlamentares; Ofícios e atas recebidos pelo Poder Executivo nos meses de novembro e dezembro. Mudanças para 2025 O ministro ainda determinou que o Executivo só poderá executar as emendas parlamentares relativas ao ano de 2025 com a conclusão de todas as medidas corretivas já ordenadas, notadamente as adequações no Portal da Transparência e na plataforma Transferegov. “Audiências de Contextualização e de Conciliação, bem como reuniões técnicas, serão realizadas em fevereiro e março de 2025, quando já concluído o processo de substituição das Mesas Diretoras das Casas Parlamentares, das suas Comissões Permanentes e das Lideranças Partidárias. Esse cronograma visa atender aos processos internos do Poder Legislativo, com seu calendário próprio, a fim de que o diálogo institucional ocorra de forma produtiva.” Pagamento Até o dia 13 de dezembro, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que liberou R$ 7,661 bilhões em emendas parlamentares. A ação ocorreu em meio à pressão da ala governista para aprovar o pacote de corte de gastos no Congresso Nacional. Além disso, precisavam aprovar o Orçamento de 2025, mas a votação ficou para ano que vem. Governo publica portaria sobre emendas Na terça-feira (10), o governo federal publicou uma portaria que adequou as normas das emendas parlamentares às determinações de maior transparência e rastreabilidade definidas pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Com o aprimoramento, o pagamento dos valores foi retomado. As mudanças atingem somente os recursos do Orçamento deste ano e os valores ainda não pagos de períodos anteriores. A portaria não se aplica à execução orçamentária de 2025, que ainda será regulamentada. O texto faz parte de um acordo entre o Executivo e o Legislativo para garantir a votação das medidas de corte de gastos ainda em 2024. O governo afirmou que publicaria uma portaria e um parecer com força executória da AGU (Advocacia-Geral da União) nesta terça (10), para cumprir as determinações do STF e assegurar a retomada dos pagamentos. Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

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Novos prefeitos terão como desafio garantir creche para 600 mil crianças que aguardam vaga

Novo PNE em discussão na Câmara volta a colocar como meta acesso a pelo menos 50% das crianças de zero a três anos a creche   Este ano é a segunda vez que Andresa Alves tenta uma vaga de creche para o filho João, de 3 anos. O menino estudava em uma instituição particular em Valparaíso (GO), mas o custo ficou pesado e ele precisou sair. A necessidade de ter um local para deixar o pequeno é clara. “Ajudar no desenvolvimento do meu filho e ter uma segurança para trabalhar, não precisando colocar um estranho na minha casa ou mandar ele para casa de estranhos”, explica Andresa. Assim como João, mais de 600 mil crianças esperam por uma vaga em creche no Brasil. A educação infantil é uma das responsabilidades que os 5.569 prefeitos eleitos que assumem os postos no início do ano têm pela frente. Durante a campanha, o tema estava em alta. Levantando feito pelo R7, mostra que 81% dos candidatos às Prefeituras das capitais têm alguma proposta relacionada às creches. Segundo Karina Fasson, gerente de Políticas Públicas da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, no entanto, o tema ainda não está ocupando o espaço que deveria, e mais, é preciso avançar no debate em relação apenas ao acesso para a qualidade dessa educação infantil. “Esse tema ainda é pouco discutido e é uma discussão sobre zerar a fila da creche. Mas, por exemplo, a discussão não avança no sentido da qualidade. A gente defende aqui na Fundação que não basta você oferecer uma vaga. Tem que ser um acesso com qualidade, que promova o desenvolvimento e as condições para aprendizagem das crianças”, afirma. Prioridades nas creches Pesquisa feita pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal indicou que 45% de todas as crianças de 0 a 3 anos do país são prioritárias para o acesso às creches. Isso porque elas se encaixam em algum fator como vulnerabilidade, família monoparental, com cuidador economicamente ativo e crianças com deficiência. Karina chama atenção também para as diferenças regionais. Enquanto em Salvador 61% das crianças são prioritárias para as creches, em Porto Velho são só 32%. “Os municípios precisam levantar essa demanda e não só a demanda manifestada, mas também que o município entenda quais são as famílias, inclusive vulnerabilizadas, que desconhecem o direito e que não buscam esse direito”, destaca. As dificuldades de acesso são ampliadas ainda mais quando se fala de classe social. Dentre as famílias mais pobres, 28% das crianças não estão nas creches por dificuldade de acesso. Já entre as mais ricas, esse número cai para 7%, segundo levantamento do Todos pela Educação. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou ainda a desigualdade no acesso no caso da pré-escola, fase obrigatória para crianças de quatro a cinco anos, entre as 20% mais ricas, 98% frequentam a escolinha, quando se trata das 20% mais pobres, o número cai para 89,7%. Ao todo, são 209 mil crianças do país nessa idade fora da escola. Para se ter uma ideia do problema, hoje são mais de 21 mil processos correndo na Justiça de famílias requerendo o direito à educação infantil, segundo dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Em setembro, o STF (Supremo Tribunal Federal) fixou o entendimento de que a educação básica é um direito fundamental e que o Estado tem o dever de assegurar vagas em creches e pré-escolas às crianças de até 5 anos. Educação infantil universal A meta do PNE (Plano Nacional de Educação) era universalizar a educação infantil até 2016 entre as crianças de 4 e 5 anos e ampliar a oferta de creches de forma a atender, no mínimo, 50% das crianças de até três anos até o fim de 2024. No entanto, segundo balanço da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, até o momento só 40% das crianças de até três anos estão na creche e 93% das que têm entre quatro e cinco anos na educação infantil. A validade do PNE terminaria em 2024, mas foi prorrogado até o fim de 2025. O novo PNE, enviado ao Congresso pelo presidente Lula, volta a colocar como a primeira meta a ampliação da oferta de matrículas em creche e universalização da pré-escola. O texto, que valerá por 10 anos, está em discussão na Comissão de Educação. Para Ana Cláudia Medeiros, líder das iniciativas de educação infantil da Fundação Abrinq, para garantir o alcance da meta é preciso a expansão de vagas: ampliar parcerias com o setor privado e com organizações da sociedade civil para aumentar a capacidade de atendimento e o mapeamento setorial para identificar o número de crianças fora da creche. “Para que as crianças tenham oportunidades de desenvolver todo o seu potencial durante a primeira infância, é necessário que o acesso às vagas caminhe lado a lado com a qualidade do ensino, conduzido por profissionais capacitados. Também é essencial oferecer atendimento em espaços físicos que sejam seguros, estimulantes e acolhedores, promovendo o desenvolvimento saudável e integral das crianças”, detalha. Por isso, segundo ela, é preciso ainda investir em infraestrutura para que os espaços de atendimento às crianças sejam adequados, valorizar os profissionais da educação por meio de formação continuada, suporte pedagógico e trabalho em rede com equipes multidisciplinares e implementar políticas de inclusão. Impacto da educação infantil Assim como Andresa, do início dessa reportagem, muitas mães colocam seus filhos nas creches para poderem trabalhar. E o impacto para as mães é claro. Uma pesquisa desenvolvida no Ibre FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) mostrou que a maior parcela das mães fora da força de trabalho tem seus filhos de 0 a 5 anos de idade fora da escola. “Quando a gente olha para o campo da economia, a gente percebe que a creche pode ser muito mais benéfica para a sociedade, porque afeta todo o entorno da criança. A maternidade impõe um desafio muito alto para a mulher, ela acaba tendo que sair do mercado de trabalho e muitas não consegue voltar”, destaca Janaína Feijó, pesquisadora do Ibre FGV responsável pelo estudo. Karina Fasson, da Fundação Maria

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Brasil é eleito para novo mandato no comitê da paz da ONU

Informação foi divulgada pelo Itamaraty no sábado (21)   O Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou no sábado (21) que o Brasil foi eleito para mais um mandato no Comitê Organizacional da Comissão para Consolidação da Paz das Nações Unidas (PBC). A eleição ocorreu por aclamação no dia 19 dezembro e valerá pelo período entre 2025 e 2026. O comitê foi criado em 2005, com a participação do Brasil, a fim de coordenar esforços internacionais para a promoção da paz sustentável e duradoura. Neste ano, o Brasil ocupou a presidência do colegiado e defendeu o fortalecimento do órgão para prevenção de conflitos internacionais e a consolidação da paz em 2025. O Brasil participa das atividades do comitê de forma ininterrupta desde 2010.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Lula faz pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão nesta segunda-feira

Declaração presidencial terá duração de três minutos e 20 segundos; petista deve exaltar índices econômicos positivos alcançados no ano   O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai fazer um pronunciamento, às 20h30 desta segunda-feira (23), em rede nacional de rádio e televisão. “Nós temos um encontro marcado hoje, às 20h30, em rede nacional de rádio e televisão. O Natal é um bom momento para relembrarmos os ensinamentos de Cristo: a compaixão, a fraternidade, o respeito e o amor ao próximo” escreveu Lula nas redes sociais. A convocação da Rede Nacional Obrigatória de Emissoras de Rádio e Televisão informa que o pronunciamento vai ter duração de três minutos e 20 segundos. Em sua declaração ao país, Lula deve abordar os principais programas e ações realizadas pela gestão federal e destacar os índices positivos alcançados durante o ano de 2024. Caem na conta de Lula os seguintes resultados econômicos: redução de 40% da extrema pobreza, redução de 20% no desemprego, aumento de 8,3% de ganho real no rendimento médio, crescimento de mais de 3% do PIB (Produto Interno Bruto), aumento de 1,83 milhão de novas vagas de empregos formais, entre outros. No entanto, o mercado financeiro, que argumenta que há necessidade de maior contenção de gastos públicos. Tradicionalmente, o pronunciamento presidencial é realizado no dia 24 de dezembro, mas o petista resolveu antecipar a declaração ao país. Em 2023, Lula abordou os avanços da economia em seu primeiro ano de mandato e pregou a união no país. “Passamos da 12ª para a 9ª maior economia do planeta”, comemorou o chefe de Estado na época. “Aprovamos a taxação dos super-ricos. Conseguimos um feito histórico: a aprovação da reforma tributária, algo que se tentava há 40 anos no Brasil”, disse. “Meu desejo neste fim de ano é que o Brasil abrace o Brasil.” Foto: Ricardo Stuckert/PR

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Congresso conclui nesta sexta-feira votação do pacote de corte de gastos do governo

Governo ainda quer votar o Orçamento de 2025 antes do recesso, mas relator disse que parecer será analisado só ano que vem   O Senado vota nesta sexta-feira (20) o último projeto de lei que compõe o pacote de corte de gastos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Casa já referendou duas medidas aprovadas pela Câmara na quinta-feira (19). Resta aprovar a proposta que limita o aumento real (acima da inflação) do salário mínimo. O texto prevê que o aumento real do salário mínimo vai ficar limitado às regras do arcabouço fiscal (de 0,6% a 2,5% de crescimento da despesa primária). Entre outros pontos, essa proposta também muda regras para o acesso ao BPC (Benefício de Prestação Continuada), prevendo que será obrigatório o cadastro biométrico dos beneficiários. Inicialmente, o texto enviado pelo governo alterava a forma de cálculo do aporte anual da União ao FCDF (Fundo Constitucional do Distrito Federal), trocando a variação da Receita Corrente Líquida da União pelo IPCA. O trecho, contudo, foi alterado na Câmara. Ainda nesta sexta, o Congresso vai promulgar a PEC que compõe o pacote fiscal do governo Lula. Ela prevê mudanças nas regras de quem pode receber o abono salarial. Atualmente, esse benefício é pago a trabalhadores com carteira assinada que ganham até dois salários mínimos mensais, que hoje é de R$ 2.824. Com a PEC, o benefício passará a ser pago para quem ganha até R$ 2.640, sendo corrigido pela inflação a partir dos próximos anos e ficando permanente quando tornar-se um salário mínimo e meio. Além da PEC, Câmara e Senado já aprovaram um outro projeto de lei complementar que altera as regras do arcabouço fiscal. Esse texto seguiu para sanção presidencial. Orçamento incerto Além da celeridade na análise do pacote de corte de gastos, o Congresso Nacional corre contra o tempo para votar o Orçamento de 2025 nesta sexta-feira (20). Segundo o presidente do Parlamento, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a Casa pode realizar sessão no sábado (21) caso seja necessário. A CMO (Comissão Mista de Orçamento) ainda precisa votar o Orçamento antes de o texto seguir para a sessão do Congresso Nacional. O relator do Orçamento, senador Angelo Coronel (PSD-BA), contudo, disse que a votação ficará para 2025. Pacheco e o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), tentam convencê-lo de apresentar um parecer para votar até o sábado. A LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) já foi aprovada pelo parlamento nesta semana e aguarda a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A aprovação veio meses após o previsto inicialmente e três dias antes do recesso parlamentar. A proposta estabeleceu a previsão para o salário mínimo de 2025 em R$ 1.502 e um crescimento da economia estimado em 2,9% do PIB no ano que vem. Esses valores ainda podem passar por mudanças. Na prática, a LDO serve como uma base para a elaboração e execução do Orçamento do próximo ano, com definições de metas que devem ser seguidas pelo governo. Para 2025, ficou mantida a previsão de déficit zero, ou seja, as despesas devem ser menores ou iguais à arrecadação. A meta zero é a prioridade, mas também ficou estabelecido que o governo terá uma margem de tolerância de até R$ 31 bilhões nas contas públicas no próximo ano, para mais ou para menos. A possibilidade de endurecer esses valores foi uma das principais discussões ligadas à LDO durante a análise. Contudo, o texto acabou aprovado com a margem que beneficia o Executivo. Bloqueio de emendas Para contribuir com a meta de gasto zero, o governo poderá bloquear valores indicados por deputados e senadores junto às bases eleitorais em emendas individuais e de bancadas. Essa decisão deverá ser proporcional a outras despesas do governo, como cortes em políticas públicas. No caso das “emendas Pix”, que chegam diretamente ao caixa das prefeituras com mais facilidade, ficou definido a necessidade de apresentação dos detalhes para que haja a liberação dos recursos. Será necessário um plano de trabalho, objeto e valor do repasse, sob risco de que o governo possa suspender a execução dos valores. Imagem: Marcos Oliveira/Agência Senado

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