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Categoria: Política

Eleitos na Câmara e Senado devem bater recorde de votos

Principais cotados lideram apoio com folga; Motta e Alcolumbre somam a maior quantidade de votos prometidos   As eleições para as novas Presidências da Câmara e do Senado podem ter um resultado recorde em 2025. Com nomes que despontam em cada uma das Casas, Hugo Motta (Republicanos-PB) tem a preferência entre deputados, enquanto Davi Alcolumbre (União-AP) é favorito para um segundo mandato na votação de senadores. Os dois indicados ganharam ampla preferência desde o fim do ano passado e caminham para alcançar um patamar inédito neste sábado, 1º de fevereiro. Motta reúne apoios que o deixam perto dos 500 votos, tendo indicações de todos os partidos da Casa — com exceção do PSOL e Novo, que indicaram nomes próprios à Presidência. Os dois partidos têm, juntos, 17 votos, o que dá ampla margem ao republicano frente a todos 513 deputados. Mesmo com possíveis traições, que podem mudar o placar final, Motta tende a superar o maior resultado da Câmara. Ele foi alcançado pelo atual presidente, Arthur Lira (PP-AL), durante a reeleição em 2023. À época, o alagoano reuniu 464 votos. Lira também enfrentou dois nomes de oposição, dos mesmos partidos que se mantêm na disputa. Disputaram Chico Alencar (PSOL-RJ) e Marcel van Hattem (Novo-RS). No Senado Levando em conta os apoios anunciados no Senado, Alcolumbre bateria o recorde dos 76 votos alcançado duas vezes: o primeiro com o deputado Mauro Benevides (MDB-CE), em 1971; o segundo por José Sarney (MDB-AP), em 2003. Em tese, Alcolumbre conta com o apoio de 77 senadores, somando os anúncios feitos por todos os partidos que declararam apoio ao nome do amapaense. A quantidade total de votos, porém, pode passar por alterações, devido a dissidências para apoio a outros candidatos. O Podemos, por exemplo, conta com uma bancada de seis senadores e anunciou apoio a Alcolumbre. Entretanto, a legenda tem dois senadores do com candidaturas independentes à Presidência: Soraya Thronicke (MS) e Marcos do Val (ES).O mesmo ocorre no PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro: o senador Marcos Pontes (SP) defende a própria candidatura ao Senado. Há, ainda, uma quarta candidatura avulsa, do senador Eduardo Girão (Novo-CE). Tranquilidade após eleição mais disputada Alcolumbre chegou à Presidência do Senado em 2019, quando alcançou 42 votos, naquela que é considerada eleição mais disputada da história entre senadores. O resultado só veio depois de dois processos para apuração de votos. Em uma primeira votação, o total de cédulas chegou a 82 — mesmo o número total de senadores sendo 81. O resultado equivocado obrigou uma nova votação. O senador venceu frente a outros cinco nomes: Esperidião Amin (PP-SC), que teve 13 votos naquele ano; Angelo Coronel (PSD-BA), 8; Reguffe (sem partido-DF), com 6; e Fernando Collor (Pros-AL), 3. No meio da confusão, Renan Calheiros (MDB-AL) retirou a candidatura antes da segunda votação, mas ainda assim recebeu cinco votos.   Fonte: R7 Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados e Marcos Oliveira/Agência Senado

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TRE-SP cassa diploma e torna inelegível deputada Carla Zambelli

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) cassou o diploma de deputada federal de Carla Zambelli (PL) e também a tornou inelegível por oito anos a partir do pleito de 2022. A decisão, tomada em sessão realizada nesta quinta-feira (30), ocorreu por maioria de votos (5×2) dos desembargadores.De acordo com o TRE-SP, a deputada federal cometeu uso indevido dos meios de comunicação e a prática de abuso de poder político. A ação foi proposta pela também deputada federal Sâmia Bomfim (Psol), alegando que Zambelli divulgou informações inverídicas sobre o processo eleitoral de 2022. Em nota, o TRE-SP afirmou que, de acordo com o voto vencedor, do desembargador Encinas Manfré, relator do processo, a parlamentar fez publicações para provocar o descrédito do sistema eleitoral e a disseminação de fatos inverídicos. O magistrado destacou publicações da deputada com ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao sistema eleitoral brasileiro, a exemplo da divulgação, pela parlamentar, de uma falsa notícia de manipulação das urnas eletrônicas em Itapeva, no interior do estado. “Não é demasiado se reconhecer que as condutas da representada alcançaram repercussão e gravidade aptas a influenciar na vontade livre e consciente do eleitor e em prejuízo da isonomia da disputa eleitoral. Portanto, realidades justificadoras da cassação do diploma de deputada federal e da declaração de inelegibilidade, sanções a ela impostas por prática de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação” disse, em seu voto o desembargador. A deputada poderá recorrer da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em nota, publicada nas redes sociais, a deputada federal disse que irá ingressar com recursos cabíveis à decisão. “Hoje, o TRE-SP entendeu por anular os votos de 946.244 cidadãos paulistas e cassar meu mandato de deputada federal. Essa decisão não tem efeitos imediatos, e irei continuar representando São Paulo e meus eleitores até o encerramento dos recursos cabíveis”. A deputada disse ainda que está sendo perseguida politicamente. “Fica claro que a (sic) perseguição política em nosso país, contra os conservadores, é visível como o Sol do meio-dia”.   Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Governo orienta população sobre eventual contaminação do Rio Tocantins

  O Ministério da Saúde publicou nota técnica com orientações para populações que vivem próximo ao Rio Tocantins, onde a Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, localizada entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), ruiu. No desabamento, caminhões que transportavam agrotóxicos e ácido sulfúrico também caíram no rio. Segundo a pasta, até o momento, não há indícios de contaminação da água. “A nota informativa contém estratégias para a mitigação de possíveis impactos à saúde humana, animal e ambiental da região, além de orientar equipes dos serviços de saúde locais para eventuais casos de intoxicação por exposição a produtos químicos”. “O objetivo é minimizar a confusão e o pânico, estabelecendo confiança, reduzindo incertezas e orientando o público sobre medidas preventivas e ações seguras”, destacou o comunicado. Qualidade da água De acordo com o ministério, uma equipe técnica segue monitorando o caso, “visto que os materiais químicos ainda permanecem depositados no leito do rio e representam potencial risco de vazamento”. Uma possível contaminação da água, segundo a pasta, poderia afetar os múltiplos usos do rio e a subsistência de comunidades tradicionais, indígenas, ribeirinhas e quilombolas, além de moradores da região. “Semanalmente, representantes do setor da saúde dos estados do Maranhão e do Tocantins se reúnem para atualizar o quadro. Acompanham a situação pela pasta as secretarias de Vigilância em Saúde e Ambiente, Atenção Especializada em Saúde, Saúde Indígena e Atenção Primária à Saúde.” Recomendações: Aos profissionais de saúde da vigilância em saúde ambiental locais, a pasta orienta, em articulação com as outras vigilâncias, avaliar os riscos à saúde pública por meio: da identificação de áreas de risco potencial para contaminação da água; da emissão de alertas sobre a necessidade de restrição do uso de água em regiões afetadas; do monitoramento de resíduos de agrotóxicos em água para consumo humano, segundo diretrizes para o monitoramento de agrotóxicos em água para consumo humano; do desenvolvimento de estratégias de comunicação de risco para a população exposta ou potencialmente exposta (por exemplo, aproveitando os canais de comunicação utilizados pela atenção primária à saúde nos territórios via agentes comunitários de saúde, agentes indígenas de saúde e agentes indígenas de saneamento, como grupos de WhatsApp e afins). Aos profissionais de saúde da Rede de Atenção à Saúde, as recomendações incluem realizar avaliação inicial das pessoas que buscarem os serviços de saúde locais com queixas ou apresentando os seguintes sinais e sintomas: ingestão ou contato da água com a boca; contato da água com a pele; contato da água com os olhos; dor e queimação na boca e na garganta; dor de cabeça, agitação, confusão mental; náuseas, vômito, dores abdominais e diarreia; fraqueza muscular, cãibras, tremores nos músculos, dor muscular, contrações dos músculos, redução dos reflexos e perda do equilíbrio; estresse respiratório, respiração acelerada, edema de pulmão; pupilas menores que o normal e movimento involuntário dos olhos; pressão baixa, aumento dos batimentos cardíacos, respiração lenta, alterações no coração; alterações no sistema nervoso central, problemas de coordenação, confusão mental; febre (sem infecção), alterações na função dos rins, fígado e no sangue; irritação na pele; queimaduras; irritação nos olhos; desconforto nos olhos; diminuição da visão; olhos sensíveis à luz; Já para a população em geral, em caso de contaminação confirmada pelos órgãos responsáveis, a pasta orienta: evitar contato direto com a água do Rio Tocantins; evitar o uso da água ou atividades de lazer no Rio Tocantins enquanto as autoridades não garantirem a segurança; seguir orientações das autoridades a partir dos comunicados oficiais dos órgãos ambientais e sanitários para atualizações sobre a segurança na região; procurar a unidade de saúde mais próxima caso haja contato com os produtos químicos, mesmo que não haja sintomas imediatos. Em casos de urgência, acionar o Samu 192; na hipótese de ingestão da água contaminada, não induzir o vômito. Foto: carlosbrandaoma/X

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Brasil anuncia acordo com EUA para trocar informações sobre deportados

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE) anunciou nesta quarta-feira (29) a criação de um grupo de trabalho (GT) com a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília para trocar informações sobre os brasileiros deportados e a operacionalização dos voos de deportação. Segundo o MRE, a medida visa garantir “a segurança e o tratamento digno e respeitoso dos passageiros”.A previsão é de estabelecimento imediato de uma linha direta de comunicação entre os membros do grupo e permitir que haja acompanhamento em tempo real dos próximos voos. A proposta de criar o GT havia sido discutida ontem, em reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com ministros no Palácio do Planalto, quando o governo anunciou que vai montar um posto de acolhimento humanitário no Aeroporto Internacional de Confins, região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais, para receber brasileiros deportados dos EUA. O local foi escolhido por ser o terminal para onde voos fretados pelo governo norte-americano estão sendo destinados ao longo dos últimos anos. A mobilização do governo ocorre dias depois de um voo de deportação com 88 brasileiros ter sofrido uma série de problemas, com passageiros algemados o tempo inteiro, relatos de agressões por parte dos agentes americanos, privação de comida e de acesso a banheiro, além de problemas técnicos que prejudicaram o funcionamento do ar-condicionado e obrigaram a aeronave a fazer paradas não previstas. Em uma dessas conexões, em Manaus, na sexta-feira (24), a Polícia Federal determinou que as algemas fossem retiradas e os passageiros foram alocados em outro avião da Força Aérea Brasileira (FAB) até a capital mineira, onde chegaram no sábado (25). Esta foi a primeira leva de brasileiros deportados desde a posse do presidente Donald Trump, que prometeu tolerância zero com a imigração ilegal no país. Na segunda-feira (27), a secretária de Comunidades Brasileiras no Exterior e Assuntos Consulares e Jurídicos do Ministério das Relações Exteriores, Márcia Loureiro, reuniu-se com o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, para tratar sobre a deportação de brasileiros. A convocação pelo Palácio do Itamaraty é um gesto diplomático que expressa descontentamento de um país com outro. Foto: REUTERS/Washington Alves

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Marcos Pereira faz apelo ao governo para redução dos impostos de importação visando minimizar inflação sobre alimentos no Brasil

Comentário do deputado federal foi gravado para sua participação semanal no programa RFNews, da RFTV   O deputado federal Marcos Pereira (Republicanos) falará sobre a inflação e o aumento do preço dos alimentos no Brasil durante sua participação no programa RFNews, da RFTV, nesta quarta-feira (29). Ele disse que vários são os fatores que implicam no aumento do valor dos alimentos, como a lei da oferta e demanda e a alta do dólar. Uma das medidas que pode ser feita pelo governo, que já tem se mostrado preocupado com este aumento, segundo Pereira, é a redução dos impostos de importação. Sendo assim, produtos que são produzidos em outros países podem entrar de forma mais barata no Brasil, minimizando a inflação sobre os alimentos. “Faço aqui um apelo ao ministro da Fazenda, do Comércio Exterior e ao governo federal para que ajam o quanto antes em prol da população brasileira, principalmente daqueles que mais precisam”, apelou o deputado. Para conferir a participação completa do deputado, não perca hoje, às 19h, o RFNews!   Matéria: Anna Beatriz Viganó Foto: Reprodução/RFTV

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Dino libera pagamento de emendas parlamentares para quatro entidades

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (28) liberar o pagamento de emendas parlamentares destinadas a quatro fundações que atuam no apoio a pesquisas tecnológicas. Os repasses de recursos foram liberados após uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) apontar que não há irregularidades nos valores de emendas destinadas às instituições. A decisão libera os pagamentos para as atividades da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica da Universidade Federal Rural do Rio Janeiro (Fapur); a Fundação Coordenação de Projetos, Pesquisas e Estudos Tecnológicos (Coppetec); a Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape), além do Instituto Brasileiro de Cidadania e Ação Social (Ibras). Segundo o ministro, ficou comprovado que as entidades estão aplicando regras de transparência na utilização dos recursos. “A CGU concluiu que as referidas entidades disponibilizam páginas de transparência de fácil acesso, apresentam informações sobre emendas parlamentares a elas destinadas e, portanto, cumprem os requisitos de transparência” justificou Dino. No dia 3 deste mês, Flávio Dino suspendeu emendas parlamentares a Organizações Não Governamentais (ONGs) devido à falta de transparência. Os recursos só serão liberados a partir da comprovação de regularidade nos repasses, que são feitos pelo governo federal, responsável pela execução do Orçamento da União. Entenda Em dezembro de 2022, o STF entendeu que as emendas chamadas de RP8 e RP9 eram inconstitucionais. Após a decisão, o Congresso Nacional aprovou uma resolução que mudou as regras de distribuição de recursos por emendas de relator para cumprir a determinação da Corte. No entanto, o PSOL, partido que entrou com a ação contra as emendas, apontou que a decisão continuava em descumprimento. Após a aposentadoria da ministra Rosa Weber, relatora original do caso, Flávio Dino assumiu a condução do caso. Em agosto do ano passado, Dino determinou a suspensão das emendas e decidiu que os repasses devem seguir critérios de rastreabilidade. O ministro também determinou que a Controladoria-Geral da União (CGU) auditasse os repasses dos parlamentares por meio das emendas do orçamento secreto.

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Lula reúne ministros para discutir deportação de brasileiros dos Estados Unidos

Entre os assuntos, Brasil deve decidir sobre a participação na reunião da Celac convocada para debater migrações na América Latina   O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne nesta terça-feira (28) com ministros para discutir a deportação de brasileiros dos Estados Unidos. Na sexta (24), 88 cidadãos do Brasil chegaram algemados, mesmo com o país tendo acordo com os Estados Unidos para evitar a prática. Na reunião desta terça, marcada para 16h, participarão os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira; da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski; da Defesa, José Mucio; dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo; e da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira. Também estarão presentes o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin; a secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior; o comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Damasceno; o assessor-chefe da Assessoria Especial do Presidente da República, Celso Amorim; e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Nessa segunda (27), Lula também se reuniu com Mauro Vieira. Na parte da tarde, a equipe diplomática do Brasil decidiu chamar o encarregado de negócios dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, para cobrar explicações sobre o caso. Brasil e EUA têm um acordo de deportação. Desde 2017, é acertado entre os dois países que algemas só podem ser usadas em casos excepcionais. No entanto, na sexta os brasileiros deportados chegaram com as mãos e os pés algemados. O Itamaraty chamou de “tratamento degradante” a situação à qual os brasileiros foram submetidos. “O uso indiscriminado de algemas e correntes viola os termos de acordo com os EUA, que prevê o tratamento digno, respeitoso e humano dos repatriados”, disse o Itamaraty. Ricardo Lewandowski reage Nessa segunda, o ministro Ricardo Lewandowski disse que deportações precisam ser feitas com respeito e dignidade. Segundo ele, os brasileiros passaram por “constrangimentos absolutamente inaceitáveis” ao serem trazidos com algemas. “Nós não queremos provocação, nós não queremos afrontar quem quer que seja, mas nós queremos que os brasileiros inocentes e que foram lá buscar trabalho, sejam tratados com a dignidade que merecem”, disse. Celac convoca reunião de emergência No encontro desta terça, os ministros também devem debater uma possível participação do Brasil em uma reunião de emergência da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), que reúne 33 países. O encontro foi marcado pela presidente de Honduras, Xiomara Castro, atual presidente do grupo. A reunião para discutir a questão migratória da região está marcada para quinta-feira (30). Polêmica com a Colômbia O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou uma política de deportações em massa no país assim que assumiu o cargo. O Departamento de Defesa americano começou a atuar em voos de deportação, se juntando aos voos civis que já eram feitos nos outros governos norte-americanos. Na Colômbia, o país se recusou a receber voos militares com os deportados algemados. Em resposta, Trump impôs sanções, como uma taxa de 25% a todos os produtos colombianos no país. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, respondeu também impondo tarifas aos produtos norte-americanos. Nessa segunda, entretanto, os dois países entraram em um acordo. Fonte: R7 Foto: Ricardo Stuckert / PR

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Pacheco diz acompanhar com preocupação tratamento dos EUA aos brasileiros deportados

Presidente do Congresso Nacional afirma que país não pode vendar os olhos diante de situações degradantes e denúncias de agressões   O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou neste domingo (26) acompanhar com preocupação o tratamento dado pelos Estados Unidos aos brasileiros deportados. O voo com 88 cidadãos pousou no último sábado (25), no Aeroporto de Confins (MG). A viagem causou polêmica, uma vez que os integrantes do voo estavam usando algemas. O Itamaraty vai cobrar explicações após o episódio. “Acompanho com preocupação o tratamento dispensado pelas autoridades norte-americanas a brasileiros deportados. A decisão por um novo procedimento na política de imigração, que é um direito assegurado a todos os países, não pode vendar nossos olhos diante de situações degradantes e denúncias de agressões e maus-tratos. O respeito à dignidade humana é um conceito consagrado em um mundo civilizado e democrático”, diz Pacheco em nota. O voo com 88 brasileiros pousou em solo brasileiro na última semana, e não tem relação com as novas normas da política anti-imigração anunciada pelo presidente Donald Trump recentemente. Os deportados vinham de Alexandria, no estado estadunidense da Virgínia, e fizeram escala no Panamá antes de seguir para a capital amazonense e realizar uma parada para manutenção. Ao chegar no local, o governo brasileiro descobriu que os deportados estavam algemados na aeronave e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, determinou que um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) levasse os brasileiros para o destino final, em Confins. Integrantes do voo também falam em denúncias de agressões. O episódio fez com que o Ministério das Relações Exteriores informasse que vai pedir explicações para o governo dos EUA sobre o “tratamento degradante” dos brasileiros deportados do país. O vice-presidente Geraldo Alckmin declarou nesta sexta-feira que o governo federal “dará todo apoio” aos brasileiros deportados. O avião é estadunidense, e a logística também é de responsabilidade dos Estados Unidos. Segundo uma publicação do governo nas redes sociais, uma reunião com a presença do chanceler Mauro Vieira, o superintendente interino da Polícia Federal no Amazonas, Sávio Pinzón, e o major-brigadeiro Ramiro Pinheiro, da FAB, discutiu informações para subsidiar um “pedido de explicações ao governo norte-americano sobre o tratamento degradante dispensado aos passageiros no voo”. Os brasileiros receberam alimentação, água e atendimento médico, sendo depois transportados em um avião da FAB para o aeroporto de Confins (BH), onde estavam inicialmente previstos para desembarcar. Pelas redes sociais, o ministro-chefe da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, disse que não havia motivos para os brasileiros estarem algemados. “Fere a nossa soberania e a dignidade da pessoa humana, bases da nossa Constituição. Agiram muito bem o Presidente Lula, o Ministro da Justiça Lewandowski e a PF”, escreveu. Política anti-imigração Ainda não é possível saber quando os primeiros brasileiros atingidos pelas medidas anti-imigração de Trump chegam ao Brasil. O Ministério das Relações Exteriores não tem informações de um eventual próximo voo, porque os EUA divulgam as decolagens com poucos dias de antecedência. Em território nacional, os deportados são auxiliados pela Polícia Federal. Pelo acordo de 2017, brasileiros em situação ilegal podem ser deportados dos EUA e trazidos de volta ao Brasil, desde que esgotadas todas as possibilidades de permanecer em solo norte-americano. Ou seja, o voo que chegou no sábado (25) já estava previsto — não haveria tempo hábil para eliminar todas as opções disponíveis, já que Trump assumiu na segunda-feira (20). Os voos desse tipo ocorrem com certa frequência — outras aeronaves norte-americanas pousaram com brasileiros deportados em novembro e dezembro de 2024. Fonte: R7 Foto: Pedro França/Agência Senado

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Após recesso, Câmara e Senado voltam nesta semana com eleição de novos presidentes

Mudança no comando das duas Casas do Congresso valerá para 2025 e 2026; veja principais nomes e expectativas   Após recesso de pouco mais de um mês, o Congresso Nacional retomará as atividades nesta semana, com a indicação de novos nomes para a presidência da Câmara e do Senado. A eleição será no sábado (1º), e também vai confirmar o restante da composição diretora das duas Casas. Desta vez, o processo eleitoral indica ser sem surpresas, com dois candidatos que receberam apoio quase unânime entre parlamentares. No Senado, a expectativa é de eleição de Davi Alcolumbre (União-AP), enquanto na Câmara, o favorito é o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). Alcolumbre presidiu o Senado anteriormente, tendo sido eleito em 2019. Desta vez, ele conta com apoio de praticamente todos os partidos e soma, em tese, 79 votos entre os 81 congressistas. O número leva em conta todas as legendas que anunciaram voto no amapaense. Mas o placar final pode passar por mudanças, dada as possíveis mudanças de última hora. Na Câmara, Hugo Motta ganhou apoio do atual presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), além do endosso de grande maioria das legendas, em projeções que se aproximam aos 500 votos. Entre todos os 513 deputados, apenas dois partidos – o PSOL e o Novo – não confirmaram apoio à candidatura de Motta. Juntas, as legendas reúnem 17 deputados. A confirmação dos dois nomes é a maior previsão para a semana dos parlamentares. Deputados e senadores também definirão a mesa diretora – que dá apoio administrativo em cada uma das Casas, além de eventuais substituições nas ausências dos presidentes. Eleição e próximos passos A escolha de presidentes é necessária para um início oficial do ano no Legislativo. Passada a eleição, os presidentes definirão os comandos de comissões (grupos de trabalho) das respectivas Casas, além de pautar votações. A prioridade para o Congresso é a conclusão do Orçamento, que deveria ter sido finalizado ainda em 2024, mas acabou adiado para este ano. Entre as etapas, o primeiro passo será a análise na CMO (Comissão Mista de Orçamento) e no próprio plenário do Congresso. Para votar o projeto, no entanto, será necessária uma análise dos vetos presidenciais, conforme indicaram parlamentares ao R7. Na prática, os parlamentares avaliarão as decisões do presidente Lula ligadas às regras do Orçamento. Entre trechos de mudanças, o presidente decidiu retirar a ampliação prevista para o fundo partidário e um empecilho no bloqueio de emendas parlamentares. Em outros destaques para o ano, há expectativa de votação do segundo projeto que trata das regras da reforma tributária, debates ligados às emendas parlamentares, que foram destaque por cobranças do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), além do possível aumento na isenção do Imposto de Renda, e regras para apostas esportivas também devem entrar na agenda dos parlamentares. Fonte: R7 Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

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‘Governo dará todo apoio’, diz Alckmin sobre brasileiros deportados dos Estados Unidos

Trump endureceu as normas para imigrantes; avião com 88 brasileiros que estavam nos EUA chegou ao país nesta sexta  O vice-presidente Geraldo Alckmin declarou nesta sexta-feira (24) que o governo federal “dará todo apoio” aos 88 brasileiros deportados dos Estados Unidos. O avião com os cidadãos nacionais pousa no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG), ainda nesta sexta. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou medidas anti-imigração nos últimos dias, mas esse voo não tem relação com as novas normas.  Alckmin também destacou que o fluxo migratório intenso é percebido globalmente e apontou a necessidade de o tema ser discutido oficialmente pelas autoridades. “A questão migratória hoje é uma questão mundial. Um mundo mais rico e desigual tem aumento de questão migratória. “O governo dará todo o apoio, [mas] é importante trabalharmos no sentido de estabelecer regras para a questão, que hoje afeta o mundo inteiro”, defendeu.  O vice-presidente ressaltou o papel dos imigrantes no desenvolvimento de uma região e citou o estado de São Paulo como exemplo. “Até o século 18, 19, era um estado pequeno, de menor importância. De repente, passou a ser maior que o tamanho de outros países”, comentou, ao citar os dados econômicos e populacionais de SP.  “O que fez a diferença? A migração. Os migrantes contribuíram enormemente, com sua capacidade empreendedora, de luta, sacrifício e superar dificuldades”, completou. O voo com 88 brasileiros deportados dos Estados Unidos que chegou nesta sexta ao país não tem a ver com as recentes medidas anti-imigração de Trump.  O R7 apurou com o Itamaraty que essa não é a primeira viagem do tipo deste ano — outro avião trouxe brasileiros deportados em 10 de janeiro, ainda no governo do ex-presidente Joe Biden. Brasil e EUA mantêm acordo de deportação desde 2017. A aeronave que pousou no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG), tem outros passageiros a bordo, mas não há informações sobre quantidades nem nacionalidades.  O avião é norte-americano, e a logística também é de responsabilidade dos Estados Unidos. Em território nacional, os deportados são auxiliados pela Polícia Federal. Procurada, a PF não retornou os questionamentos do R7. Ainda não é possível saber quando os primeiros brasileiros atingidos pelas medidas anti-imigração de Trump chegam ao Brasil. O Ministério das Relações Exteriores não tem informações de um eventual próximo voo, porque os EUA divulgam as decolagens com poucos dias de antecedência.  Pelo acordo de 2017, brasileiros em situação ilegal podem ser deportados dos EUA e trazidos de volta ao Brasil, desde que esgotadas todas as possibilidades de permanecer em solo norte-americano. Ou seja, o voo que chegou nesta sexta-feira (24) já estava previsto — não haveria tempo hábil para eliminar todas as opções disponíveis, já que Trump assumiu na última segunda (20).  Os voos desse tipo ocorrem com certa frequência — outras aeronaves norte-americanas pousaram com brasileiros deportados em novembro e dezembro de 2024.  O novo presidente dos EUA declarou, horas após tomar posse, que a América do Sul “precisa” dos Estados Unidos. “A relação é excelente. Eles precisam de nós, muito mais do que nós precisamos deles. Não precisamos deles, eles precisam de nós. Todos precisam de nós”, afirmou.  Na quarta-feira (22), Trump assinou uma ordem executiva que suspende a entrada de imigrantes ilegais pela fronteira sul, limite dos Estados Unidos com o México — uma promessa de campanha do republicano. Em nota divulgada pela Casa Branca, Trump justifica o ato como forma de “proteger” os EUA e a população norte-americana de “invasões”.  O presidente também restringiu o acesso a termos legais de imigração que permitiriam a permanência de imigrantes ilegais nos EUA, como a concessão de asilo.  O documento de quarta-feira autoriza quaisquer ações necessárias para imediatamente “repelir, repatriar e remover” imigrantes ilegais da fronteira sul. As medidas relacionadas aos imigrantes têm sido priorizadas por Trump logo no início do governo, como prometido por ele.  Nas primeiras horas da nova gestão, o republicano também pôs fim à cidadania por nascimento, política em vigor atualmente que garante que bebês nascidos no país sejam cidadãos norte-americanos automaticamente. Na prática, o texto — que não é retroativo — encerraria a concessão do documento a filhos de imigrantes que nascem em solo norte-americano. No entanto, a norma foi bloqueada nessa quinta-feira (23) pela Justiça dos EUA. (R7) Fotos: R7

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