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Categoria: Política

Senado recebe novo pedido de impeachment contra Moraes por caso Banco Master

Ao todo, há 73 representações no Senado em desfavor dos atuais ministros do Supremo Tribunal Federal O Senado Federal recebeu, na última quinta-feira (22), mais um pedido de impeachment contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, com base em supostos crimes de responsabilidade relacionados ao caso do Banco Master. Com o novo requerimento, Moraes passou a concentrar 42 pedidos de impeachment na Casa. Ao todo, 73 representações contra os atuais ministros do STF estão no Senado. A representação foi protocolada por um cidadão e solicita a instauração de processo contra o magistrado, apontando possível conflito de interesses, violação do dever de decoro e moralidade e comprometimento da imparcialidade judicial. Procurado, o ministro Alexandre de Moraes não se manifestou. O espaço segue aberto. Mulher de Moraes e Banco Master No documento, o autor sustenta que a mulher do ministro, a advogada Viviane Barci de Moraes, manteve um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, instituição que é alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. O contrato teria vigência de 36 meses, com remuneração mensal de R$ 3,6 milhões. A representação também menciona a aquisição, pela família do ministro, de uma mansão avaliada em R$ 12 milhões no Lago Sul, em Brasília, em setembro de 2025. O autor argumenta que os dois episódios levantariam indícios de enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro. O pedido afirma ainda que a relação contratual da mulher do ministro com o banco investigado comprometeria a imparcialidade do STF e violaria princípios constitucionais como moralidade administrativa, impessoalidade e independência do Poder Judiciário. Entre os pedidos, o autor solicita a abertura formal do processo de impeachment, a requisição de informações a órgãos como Polícia Federal, Ministério Público Federal, Banco Central, Conselho Nacional de Justiça e Receita Federal, além da quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico do ministro e de familiares. A representação também pede o afastamento cautelar de Alexandre de Moraes de suas funções no STF até a conclusão das apurações. Cabe agora à presidência do Senado analisar o pedido. Pela legislação, a decisão de dar andamento ou arquivar representações contra ministros do Supremo cabe exclusivamente ao presidente da Casa. O acolhimento do pedido, no entanto, é considerado improvável. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou em agosto do ano passado que não dará andamento a pedidos de impeachment de Moraes, mesmo que a solicitação parta da totalidade dos senadores. Procurado, Alcolumbre não respondeu se dará andamento ao novo pedido. Outros ministros também são alvo No último dia 14 de janeiro, foi protocolada uma representação contra o ministro Dias Toffoli, assinada pelos senadores Magno Malta (PL-ES), Damares Alves (Republicanos-DF) e Eduardo Girão (Novo-CE). Com o novo requerimento apresentado contra Moraes, o número total de representações que pedem o afastamento de ministros do STF chegou a 73, considerando apenas os pedidos direcionados aos atuais integrantes da Corte. O ministro Alexandre de Moraes é o recordista em pedidos individuais de impeachment, com 42 protocolados no Senado. Em seguida aparecem Gilmar Mendes, com nove pedidos; Flávio Dino, com seis; Dias Toffoli, com quatro; Cármen Lúcia, com três; e Edson Fachin e Luiz Fux, com um pedido cada.   Fonte: R7 Foto: Gustavo Moreno/STF

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Everton Ferreira acompanha início dos reparos em muro que mantém alça do viaduto Barroca Funda interditada

Obra foi iniciada pelo responsável do imóvel após notificações; vereador reforça acompanhamento para garantir liberação da via com segurança  O vereador Everton Ferreira (PSD) esteve novamente na região da Barroca Funda nesta terça-feira (27) para acompanhar a situação da alça de acesso do viaduto Monsenhor Gustavo Mantovani, que segue interditada de forma preventiva. Durante a vistoria, o parlamentar constatou que o responsável pelo imóvel onde está localizado o muro com problemas estruturais deu início aos reparos no local.  A interdição foi adotada por medida de segurança após a identificação de risco estrutural no muro, situado nas proximidades da alça de acesso. De acordo com dados técnicos, o fechamento impacta diretamente o fluxo de aproximadamente 45 mil veículos por dia, gerando reflexos significativos na mobilidade urbana do município. O proprietário da área havia sido notificado anteriormente e recebeu prazo para apresentar e executar a solução necessária que se encerrou na última sexta-feira (23). Para o parlamentar, o início dos reparos representa um avanço, mas o acompanhamento deve continuar até a conclusão da obra e a liberação segura da via. “É importante registrar que os reparos começaram, o que é um passo fundamental. A interdição foi necessária para garantir a segurança, mas nosso papel é acompanhar para que tudo seja feito o mais rápido possível, já que esse bloqueio dificulta a rotina de mais de 45 mil limeirenses por dia”, destacou. Além disso, em sua última visita no local, no dia 21 de janeiro, o vereador também encaminhou à Prefeitura o Ofício nº 14/2026-G.P. (Protocolo 2.514/2026), no qual solicita informações e providências quanto à reabertura da alça de acesso, reforçando a necessidade de que as medidas adotadas garantam segurança, cumprimento dos prazos legais e a normalização do fluxo viário no local.

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’Nasci de novo’, conta manifestante atingida por raio em ato no DF

Descarga atmosférica atingiu a Praça do Cruzeiro durante tempestade “Eu pensei que ia morrer. Pensei nos meus filhos, na minha mãe e no meu esposo”, afirmou Patrícia Rosa, uma das manifestantes atingidas pela descarga elétrica provocada por um raio durante manifestação na Praça do Cruzeiro, em Brasília, neste domingo (25). A monitora escolar relata que ouviu um estrondo e caiu no chão sem conseguir movimentar o corpo. Patrícia estava entre os 89 manifestantes atendidos pelos bombeiros após o choque. Segundo Patrícia, o impacto deixou marcas na perna direita e provocou dormência nas pernas, dores no quadril e zumbido no ouvido esquerdo. Ela contou que permaneceu consciente após o choque, mas não conseguia se levantar. “Eu não sentia minhas pernas”, relatou. Segundo os bombeiros, 42 das 89 atendidas no local pessoas não precisaram ser encaminhadas à rede hospitalar. Outras 47 foram transportadas para hospitais, entre eles o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e o Hospital de Base. Entre os pacientes encaminhados, 11 demandaram maiores cuidados médicos em decorrência da descarga atmosférica. O chamado foi registrado por volta das 12h50. O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde informou que 27 pessoas deram entrada no Hospital de Base do Distrito Federal. Destas, 18 já receberam alta, nove permanecem em observação e houve uma evasão da unidade. No Hran, o número de pacientes encaminhados chegou a 14. Não houve registro de mortes em nenhuma das unidades de saúde. Outro manifestante, Hélio Reinaldo, relatou que sentiu um choque ao segurar uma estrutura metálica no momento da descarga. Ele estava acompanhado da filha e deixou o local logo após o impacto. “Foi um estrondo muito forte. Eu senti o choque na mão”, contou. Segundo ele, os dedos ficaram formigando por cerca de 15 minutos após o ocorrido. Hélio afirmou que o tempo já indicava risco antes da queda do raio. “Era uma área muito descampada e o tempo estava fechando”, disse. Ele não precisou de atendimento médico. O que fazer em caso de tempestade com raios O Corpo de Bombeiros orienta que, durante tempestades com raios, a população procure abrigo seguro e evite permanecer em áreas abertas. A recomendação é não ficar próximo a árvores, postes, cercas ou estruturas metálicas. Dentro de casa, a orientação é desligar aparelhos eletrônicos da tomada e evitar o uso de telefone fixo e chuveiro elétrico durante as tempestades. Em caso de emergência, o atendimento pode ser acionado pelo telefone 193. A Defesa Civil do Distrito Federal realiza monitoramento contínuo das condições climáticas e envia alertas à população. Para receber mensagens sobre riscos de chuvas fortes, basta enviar um SMS com o CEP para o número 40199. Como os raios se formam e por que oferecem risco Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais explicam que raios são descargas elétricas de grande intensidade que atingem o solo. Relâmpagos são descargas elétricas que ocorrem entre nuvens ou dentro delas. Um mesmo raio pode atingir pontos diferentes no solo e durar até dois segundos, embora cada descarga ocorra em frações de milésimos de segundo. Em áreas urbanas, a incidência tende a ser maior por causa do fenômeno da ilha de calor e da poluição. A chance de uma pessoa ser atingida diretamente por um raio é considerada baixa, cerca de uma em um milhão. A maioria dos ferimentos ocorre por efeitos indiretos, como descargas próximas ou contato com objetos energizados. A corrente elétrica pode causar queimaduras, danos neurológicos e, em casos mais graves, parada cardíaca e respiratória. Sobreviventes podem apresentar sequelas físicas e psicológicas prolongadas.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/Nikolas Ferreira

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Presidente do STF defende atuação de Toffoli no caso do Banco Master

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, emitiu nota oficial, na noite desta quinta-feira (22), para defender a atuação da Corte no inquérito que investiga suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master. Na manifestação, o chefe do Poder Judiciário cita nominalmente o ministro Dias Toffoli, relator da investigação criminal, que vem sendo alvo de críticas na condução do caso e pressão para deixar a supervisão da apuração feita pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF). “A seu turno, a Corte constitucional brasileira se pauta pela guarda da Constituição, pelo devido processo legal, pelo contraditório, e pela ampla defesa, cumprindo respeitar os campos de atribuições do Ministério Público e da Polícia Federal, porém, atuando na regular supervisão judicial, como vem sendo feito no âmbito dessa Suprema Corte pelo Ministro relator, DIAS TOFFOLI”, afirma. A nota faz uma defesa enfática da atuação profissional das instituições. Fachin afirma que crises e adversidades não suspendem o Estado de Direito e que, justamente nesses momentos, deve prevalecer o respeito à Constituição, ao devido processo legal e à atuação técnica das instituições.  Sem mencionar explicitamente o episódio da fraude no Master, o ministro faz uma menção indireta ao caso destacando que “situações com impacto sobre o sistema financeiro nacional exigem mesmo resposta firme, coordenada e estritamente constitucional das instituições competentes”. Fachin ressalta a autonomia do Banco Central, o papel da Polícia Federal na apuração de crimes financeiros e a atribuição do Ministério Público na persecução penal e na defesa da ordem econômica. Fachin também afirma ainda que o STF exerce regularmente sua função constitucional, inclusive durante o recesso, período em que matérias urgentes são apreciadas pela Presidência da Corte ou pelo relator dos respectivos processos, sendo posteriormente submetidas ao colegiado. “As matérias de competência do Tribunal Pleno ou das Turmas, quando decididas no recesso, serão, oportunamente, submetidas à deliberação colegiada, com observância do devido processo constitucional, da segurança jurídica e da uniformidade decisória. A colegialidade é método”, observa. O presidente da Corte enfatizou que o Supremo não se curva a ameaças ou intimidações e que ataques à sua autoridade representam ataques à própria democracia, defendendo a crítica legítima, mas repudiando tentativas de desmoralização institucional. “Quem tenta desmoralizar o STF para corroer sua autoridade, a fim de provocar o caos e a diluição institucional, está atacando o próprio coração da democracia constitucional e do Estado de direito”, aponta. “O Supremo age por mandato constitucional, e nenhuma pressão política, corporativa ou midiática pode revogar esse papel. Defender o STF é defender as regras do jogo democrático e evitar que a força bruta substitua o direito. A crítica é legítima e mesmo necessária. Não obstante, a história é implacável com aqueles que tentam destruir instituições para proteger interesses escusos ou projetos de poder; e o STF não permitirá que isso aconteça”, prossegue a nota. Críticas Entre decisões recentes de Toffoli que geraram polêmica, está a que determinou o lacre e o acautelamento de bens, documentos e dispositivos eletrônicos apreendidos pela Polícia Federal na nova fase da Operação Compliance Zero aos cuidados da PGR. A medida chegou a ser criticada por associação de peritos criminais. Toffoli também vem tendo sua atuação questionada por parlamentares que alegam suposto impedimento ou suspeição. Mais cedo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou um desses pedidos, apresentado ainda em dezembro pelos deputados federais Adriana Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Caroline de Toni (PL-SC). O arquivamento do pedido de afastamento de Toffoli do caso foi elogiado pelo decano do STF, o ministro Gilmar Mendes. “Em um Estado de Direito, a preservação do devido processo legal e a observância das garantias institucionais constituem condições essenciais para a estabilidade democrática e para a confiança da sociedade nas instituições. Decisões fundadas em critérios jurídicos objetivos, afastadas de pressões circunstanciais, fortalecem a segurança jurídica e reafirmam a maturidade institucional do sistema constitucional brasileiro”, escreveu Gilmar em postagem na rede X.   Fonte: Agência Brasil Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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Trump anuncia estrutura de acordo sobre a Groenlândia e suspende tarifas contra países europeus

Decisão foi tomada após reunião com o secretário-geral da Otan; negociações serão conduzidas por equipe de alto escalão do governo americano  O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na tarde desta quarta-feira (21) que foi formada uma estrutura para um futuro acordo envolvendo a Groenlândia, após reunião com o secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Mark Rutte. A declaração foi feita por meio da rede social Truth Social.  Segundo o republicano, como parte desse entendimento preliminar, o governo norte-americano decidiu não aplicar as tarifas que estavam previstas para entrar em vigor em 1º de fevereiro contra oito países europeus. Trump destacou que a iniciativa pode beneficiar tanto os Estados Unidos quanto as demais nações que integram a Otan.  “Esta solução, se concretizada, será excelente para os Estados Unidos da América e todas as nações da Otan. Com base nesse entendimento, não aplicarei as tarifas que estavam programadas para entrar em vigor em 1º de fevereiro”, escreveu o presidente.  Trump também informou que novas discussões estão em andamento sobre o chamado “Domo Dourado”, iniciativa relacionada à Groenlândia, mas não deu detalhes sobre o conteúdo das tratativas. “Mais informações serão disponibilizadas à medida que as discussões avançarem”, pontuou.  De acordo com o presidente, as negociações ficarão sob responsabilidade de uma equipe composta pelo vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, pelo secretário de Estado, Marco Rubio, pelo enviado especial Steve Witkoff, além de outros representantes do governo. Trump ressaltou ainda que todas as equipes envolvidas deverão reportar diretamente a ele o andamento das discussões.  A Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca, tem relevância estratégica no cenário geopolítico e já foi alvo de interesse do ex-presidente norte-americano em ocasiões anteriores, sobretudo por sua posição no Ártico e importância militar. A suspensão das tarifas também sinaliza um possível gesto de aproximação entre Washington e aliados europeus no âmbito da Otan. (Renan Isaltino)

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Trump ironiza líderes europeus, vaza mensagem de Macron e publica montagem sobre a Groenlândia

Presidente dos EUA reforçou seu objetivo de controlar a ilha do Ártico e não descarta a possibilidade de tomá-la à força O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma série de publicações polêmicas em seu perfil na rede social Truth Social em que mira líderes europeus, entre eles o presidente francês, Emmanuel Macron, e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte. Com as publicações, Trump reforça seu objetivo de controlar a Groenlândia, recusando-se a descartar a possibilidade de tomar a ilha do Ártico à força e atacando aliados, enquanto os líderes europeus se esforçam para reagir. Mensagem privada de Macron Na madrugada desta terça-feira (20), Trump publicou uma mensagem privada enviada pelo presidente Emmanuel Macron, na qual o francês se oferece para organizar uma cúpula do G7 na quinta-feira (22), em Paris, para debater a questão da Groenlândia. A informação foi confirmada pela assessoria do presidente francês. No encontro, estariam presentes ainda ucranianos, dinamarqueses, sírios e russos. A reunião aconteceria após a cúpula em Davos, anunciada mais cedo também pelo americano, que deve contar com a presença de representantes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Na mensagem, Macron afirma que “não entende” a atitude de Trump em relação ao território, que o republicano tenta comprar. “Estamos totalmente alinhados sobre a Síria. Podemos fazer grandes coisas em relação ao Irã. Vamos tentar construir grandes coisas”, escreveu o francês. Macron finaliza a mensagem convidando Trump para um jantar em Paris no mesmo dia, antes do retorno do presidente aos Estados Unidos. Antes de divulgar a conversa privada, Trump havia ameaçado Macron, na noite de segunda-feira (19), com a possibilidade de impor tarifas de importação de 200% sobre o vinho e o champanhe da França caso o país não entrasse no Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, criado pelo estadunidense. Bandeira americana na Groenlândia Em meio à polêmica com lideranças europeias por conta do interesse americano na Groenlândia, Trump publicou, também nesta terça, duas imagens que demonstram sua intenção sobre a questão. Em uma delas, Trump aparece fixando a bandeira dos Estados Unidos na Groenlândia, ao lado do secretário de Estado americano, Marco Rubio, e do vice-presidente J. D. Vance. Em outra postagem, a Groenlândia, que é um país autônomo dentro do Reino da Dinamarca, aparece marcado em um mapa com a bandeira dos Estados Unidos, enquanto Trump fala a líderes da Europa na Casa Branca. Crítica ao Reino Unido Outro alvo de Trump foi o Reino Unido, criticado pelo presidente dos Estados Unidos após devolver a Ilha de Diego Garcia à antiga colônia inglesa de Ilhas Maurício, no Oceano Índico, “sem motivo algum”, segundo ele. Diego Garcia abriga uma base militar americana, que Trump classificou como vital. “Não há dúvida de que China e Rússia notaram este ato de total fraqueza”, escreveu Trump. Groenlândia ‘imprescindível’ Trump também afirmou ter conversado por telefone com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, e ter deixado “bem claro” que “a Groenlândia é imprescindível para a segurança nacional e mundial”. “Não há como voltar atrás — nisso, todos concordam! Os Estados Unidos da América são, de longe, o país mais poderoso do planeta. Grande parte disso se deve à reconstrução de nossas Forças Armadas durante meu primeiro mandato, reconstrução essa que continua em ritmo ainda mais acelerado. Somos a única POTÊNCIA capaz de garantir a PAZ no mundo todo — e isso se faz, simplesmente, através da FORÇA”, escreveu Trump. ‘Europa independente’ A União Europeia ameaçou revidar as ambições de Trump com medidas comerciais. Uma opção é um pacote de tarifas sobre 93 bilhões de euros (US$ 109 bilhões) de importações dos EUA que poderia entrar em vigor automaticamente em 6 de fevereiro, após uma suspensão de seis meses. Outra opção é o “Instrumento Anticoerção” (ACI), que ainda não foi utilizado. Ele poderia limitar o acesso a licitações públicas, investimentos ou atividades bancárias, ou restringir o comércio de serviços, o setor no qual os EUA têm um superávit com o bloco, incluindo os lucrativos serviços digitais fornecidos pelas gigantes de tecnologia dos EUA. “Essa não é uma questão sobre o Reino da Dinamarca, mas sobre todo o relacionamento transatlântico”, disse a ministra da Economia da Dinamarca, Stephanie Lose, a jornalistas antes de uma reunião de ministros da Economia e Finanças da UE em Bruxelas. “Neste momento, não acreditamos que nada deva ser descartado. Essa é uma situação séria que, embora nós gostaríamos de desescalar, há outros que estão contribuindo para aumentá-la neste momento e, portanto, teremos que manter todas as opções sobre a mesa à medida que avançamos.” Bessent, à margem da reunião anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, disse que será encontrada uma solução que garanta a segurança nacional dos Estados Unidos e da Europa. “Se passaram 48 horas. Como eu disse, sentem-se e relaxem”, afirmou ele. “Estou confiante de que os líderes não vão escalar e que isso vai se resolver de uma maneira que termine em um lugar muito bom para todos.” Perguntado sobre a perspectiva de uma guerra comercial prolongada entre os Estados Unidos e a Europa, Bessent respondeu: “Por que estamos indo para lá? Por que você está levando isso para o pior caso?… Acalmem a histeria. Respirem fundo.” No entanto, em discurso em Davos, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a série de choques geopolíticos recentes forçará a UE a construir uma nova Europa independente. Fonte: R7 Foto de capa: Truth Social/@realDonaldTrump/Reprodução

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Trump acusa Dinamarca de não conter Rússia na Groenlândia e diz que ‘chegou a hora’

Republicano tem defendido abertamente a incorporação da ilha pelos Estados Unidos O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar a Dinamarca em relação à Groenlândia, alegando que o país europeu falhou em conter a influência russa sobre o território. Em publicação na rede Truth Social neste domingo (18), Trump afirmou que “chegou a hora” de resolver a questão. “Isso será feito”, completou. Na publicação, o presidente afirma que a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) vem alertando há duas décadas sobre a necessidade de reduzir a presença russa na região, mas o governo dinamarquês “não fez nada” para enfrentar o problema. O republicano tem defendido abertamente a incorporação da Groenlândia aos Estados Unidos. A proposta, rejeitada tanto por Copenhague quanto pelo governo autônomo da ilha, reacendeu tensões diplomáticas. Líderes dinamarqueses reiteraram que o território não está à venda e que a Groenlândia já é protegida pelo acordo de defesa coletiva da Otan. No sábado (17), Trump também ameaçou impor tarifas sobre parceiros europeus até que Washington obtenha autorização para negociar a compra da ilha. Ele argumenta que o aumento da presença chinesa e russa no Ártico torna a Groenlândia estratégica para a segurança dos EUA. O final de semana na Groenlândia foi marcado por protestos contra o mandatário americano. Manifestantes carregavam cartazes de protesto, agitavam a bandeira nacional e entoavam: “A Groenlândia não está à venda”, em apoio à sua autonomia diante das crescentes ameaças de uma anexação americana. UE se mobiliza para evitar tarifas de Trump Embaixadores da UE (União Europeia) chegaram a um amplo acordo no domingo para intensificar os esforços para dissuadir Trump de impor tarifas aos aliados europeus, ao mesmo tempo em que preparam medidas de retaliação caso as tarifas sejam aplicadas, disseram diplomatas da UE. Trump prometeu no sábado (17) implementar uma série de aumento de tarifas a partir de 1º de fevereiro sobre os membros da UE (Dinamarca, Suécia, França, Alemanha, Holanda e Finlândia), juntamente com o Reino Unido e a Noruega, até que os Estados Unidos tenham permissão para comprar a Groenlândia, medida que os principais estados da UE condenaram como chantagem. Os líderes da UE devem discutir opções em uma cúpula de emergência em Bruxelas na quinta-feira (22). Uma das opções é um pacote de tarifas sobre 93 bilhões de euros (aproximadamente R$ 500 bilhões) de importações dos EUA, que poderia entrar em vigor automaticamente em 6 de fevereiro, após uma suspensão de seis meses. A outra opção é o “Instrumento Anti-coerção”, nunca utilizado até o momento, que poderia limitar o acesso a licitações públicas, investimentos ou atividades bancárias, ou restringir o comércio de serviços, no qual os EUA têm um superávit com o bloco, incluindo serviços digitais. O pacote tarifário pareceu obter um apoio mais amplo como primeira resposta do que as medidas anti-coerção, cujo panorama era atualmente “muito variado”, segundo uma fonte da UE. Diálogo em Davos O presidente do Conselho Europeu, António Costa, que preside as cúpulas da UE, afirmou em uma publicação nas redes sociais que suas consultas com os membros da UE demonstraram seu forte compromisso em apoiar a Dinamarca e a Groenlândia e sua disposição em defendê-las contra qualquer forma de coerção. O ministro dinamarquês das Relações Exteriores, Lars Lokke Rasmussen, em visita ao seu colega norueguês em Oslo, disse que a Dinamarca continuaria a se concentrar na diplomacia, referindo-se a um acordo que a Dinamarca, a Groenlândia e os Estados Unidos fizeram na quarta-feira para criar um grupo de trabalho. “Os Estados Unidos também são mais do que o presidente dos Estados Unidos. Eu acabei de estar lá. Há também freios e contrapesos na sociedade norte-americana”, acrescentou. Os esforços de diálogo da UE provavelmente serão um tema fundamental do Fórum Econômico Mundial em Davos, onde Trump fará um discurso de abertura na quarta-feira (21), em sua primeira participação no evento em seis anos. “Todas as opções estão sobre a mesa, conversas em Davos com os Estados Unidos e os líderes se reúnem depois disso”, disse um diplomata da UE ao resumir o plano da UE. Os oito países envolvidos, que já estão sujeitos a tarifas dos EUA de 10% e 15%, enviaram um pequeno número de militares para a Groenlândia, à medida que se intensifica a disputa com os Estados Unidos sobre o futuro da vasta ilha ártica da Dinamarca. “Ameaças tarifárias minam as relações transatlânticas e arriscam uma perigosa espiral descendente”, disseram em uma declaração conjunta publicada no domingo, acrescentando que estavam prontos para dialogar, com base nos princípios de soberania e integridade territorial. A primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen disse em uma declaração por escrito que estava animada com as mensagens consistentes do resto do continente, acrescentando: “A Europa não será chantageada”. A ameaça tarifária perturbou os mercados globais, com a queda do euro e da libra esterlina em relação ao dólar e a expectativa de um retorno à volatilidade.   Fonte: R7 Foto: Marko Djurica/Reuters

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Veto de Lula à dosimetria pode cair com placar maior que o da aprovação do projeto

Com Bolsonaro na Papudinha, oposição faz pressão para que veto seja colocado em votação assim que o Congresso voltar do recesso A oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta na derrubada do veto ao projeto da dosimetria, que previa a redução das penas dos condenados pelo 8 de Janeiro e a trama golpista, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e projeta um placar mais favorável do que o registrado na aprovação da proposta no Congresso. Parlamentares contrários ao Planalto afirmam que o veto deve ser analisado logo no retorno dos trabalhos legislativos, com chances de reunir ainda mais votos do que os obtidos na votação original. Essa previsão vem desde o anúncio do veto de Lula, mas ganhou força com a transferência de Bolsonaro para a Papudinha, na última semana. Logo após a mudança do local de prisão do ex-presidente, o líder da oposição no Congresso, senador Izalci Lucas (PL-DF), disse ter apresentado um pedido para que a votação para analisar o veto de Lula ocorra o mais rápido possível. “O Senado tem que reagir. Não tem sentido o Senado ficar inerte diante do que está acontecendo hoje”, afirmou Izalci. A expectativa de aliados é de que a análise ocorra nos primeiros dias de fevereiro, antes mesmo do feriado de Carnaval. Esse cenário também tem sido defendido por parlamentares próximos ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Nas contas de integrantes da oposição, o apoio para reverter o veto no Senado pode ultrapassar 50 votos, número superior aos 48 senadores que votaram a favor do projeto quando ele foi aprovado. A avaliação é de que o veto de Lula acabou fortalecendo a mobilização de parlamentares críticos ao governo. Para derrubar o veto, os congressistas precisam de, no mínimo, 257 votos na Câmara e 41 no Senado. Se eles derrubarem, a proposta vira lei por promulgação de Davi Alcolumbre. O senador amapaense ainda não se manifestou em relação a uma data para análise do veto da dosimetria. A decisão cabe a ele. Em paralelo, parlamentares passaram a retomar a defesa da anistia. No dia do veto de Lula, o relator da dosimetria no Senado, Esperidião Amin (PP-SC), apresentou um projeto para perdão total aos condenados pelo 8 de Janeiro. O caminho do veto Para que se tornasse lei, a proposta de redução de penas aprovada pelo Congresso precisaria ser sancionada por Lula. O presidente, contudo, vetou o projeto na íntegra. Além de servir para quem participou dos atos do 8 de Janeiro, a proposta poderia beneficiar Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado, por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes. O projeto aprovado no Congresso poderia reduzir o tempo que Bolsonaro teria que ficar na cadeia para dois anos e quatro meses, segundo o relator da proposta na Câmara, Paulinho da Força (Solidariedade-SP). Uma decisão que beneficie o ex-presidente tem sido defendida por aliados dele, como o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN). O parlamentar criticou o veto de Lula e classificou a medida como “hipocrisia”. Em outra frente, parlamentares da base governista sustentam que tentarão votos para manter o veto. O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), defende que derrubar a decisão seria equivalente a “ignorar” os crimes do 8 de Janeiro.   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Gilmar Mendes rejeita pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro

Ministro do STF afirmou que habeas corpus foi apresentado por advogado sem vínculo com a defesa O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu não conhecer o pedido de habeas corpus que solicitava prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi proferida na sexta-feira (16), durante o recesso do Judiciário. Segundo o ministro, o pedido é inadmissível porque não foi apresentado pela defesa técnica do ex-presidente. O habeas corpus foi impetrado pelo advogado Paulo Emendabili Sousa Barros de Carvalhosa, que não integra a equipe responsável pela representação processual de Bolsonaro. Na decisão, Gilmar Mendes destacou que a defesa do ex-presidente está regularmente constituída e atua de forma ativa nos processos em curso, o que afasta a possibilidade de atuação substitutiva por terceiros. De acordo com o ministro, admitir pedidos dessa natureza poderia interferir indevidamente na estratégia defensiva e violar o princípio do juiz natural. O relator também citou jurisprudência consolidada do STF segundo a qual, embora o habeas corpus tenha legitimidade ampla, o manejo do instrumento por terceiros exige cautela, especialmente quando não há indícios de omissão ou deficiência da defesa constituída. O pedido havia sido encaminhado ao ministro Gilmar Mendes após o ministro Alexandre de Moraes declarar impedimento para analisar o caso. Moraes era apontado como autoridade coatora no habeas corpus, já que a ação questionava decisões de sua própria relatoria. Ao final, Gilmar Mendes afirmou que não conhecia do habeas corpus por manifesta inadmissibilidade, com base no Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. A decisão foi comunicada aos ministros Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Bolsonaro passa primeira noite na Papudinha e deve ser avaliado por médicos da Polícia Federal

Ex-presidente está detido em sala de Estado-Maior no Distrito Federal O ex-presidente Jair Bolsonaro passou a primeira noite no batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, localizado no complexo penitenciário da Papuda. Após decisão de Alexandre de Moraes, Bolsonaro foi transferido da Superintendência da Polícia Federal. O ministro determinou avaliação médica pela PF e considera sua transferência para um hospital penitenciário. Anderson Torres e Silvinei Vasques, também condenados por tentativa de golpe, estão detidos no local. A defesa de Bolsonaro solicitou novamente prisão domiciliar.   Fonte e foto: R7

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