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Categoria: Política

Após falar em ‘enforcar’ Marina, senador diz que não se arrepende

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) afirmou, nesta quarta-feira (19), que não se arrepende de ter sugerido “enforcar” a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. A nova declaração, que aconteceu no plenário do Senado, ocorre após o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), cobrar uma retratação do parlamentar. “Todo mundo riu, foi uma brincadeira. Se você perguntar se faria de novo? Não. Me arrependo? Também não. Foi uma brincadeira. O que me encanta é o Senado ficar sensibilizado com uma frase, mas não se sensibiliza com milhares e mortos e não me ajudam a licenciar a BR-319. Vão morrer milhares e ninguém fica sensibilizado. Eu não excedi. Eu brinquei, talvez fora da hora”, declaro Valério no Senado. A fala inicial sobre Marina aconteceu, na sexta-feira (14), durante um evento no Amazonas. Na ocasião, ele disse que não tinha como ficar seis horas ouvindo a ministra em uma audiência no Congresso sem ter vontade de “enforcar” ela. “A Marina esteve na CPI das ONGs por seis horas e dez minutos. Imagine o que é tolerar a Marina seis horas e dez minutos sem enforcá-la”, disse na ocasião. O presidente do Senado disse que recebeu cobranças de parlamentares para se posicionar sobre o caso e classificou a fala de Valério como inadequada e agressiva. “Não concordo com muitas posições ideológicas da ministra em relação ao país, mas acho que o meu querido colega, senador Plínio Valério, precisa fazer uma referência em relação a essa fala, até mesmo justificar se foi uma fala equivocada”, declarou Alcolumbre. “Estamos vivendo um momento tão difícil que uma fala de um senador da República, mesmo de brincadeira, agride, infelizmente, o que nós estamos querendo para o Brasil“, continuou. Mais cedo, a ministra classificou a declaração como clara incitação à violência contra a mulher. “É dito porque é com uma mulher, uma mulher preta, de origem humilde, que tem uma agenda que em muitos momentos confronta o interesse de alguns”, falou Marina. “Com a vida dos outros não se brinca. Quem brinca com a vida dos outros, faz ameaça aos outros de brincadeira e rindo, só os psicopatas são capazes de fazer isso”, prosseguiu.   Fonte: R7 Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

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STF libera licitação de SP para gestão privada de escolas públicas

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, liberou nesta quarta-feira (19) a continuidade da licitação do governo de São Paulo para a concessão da gestão de 33 escolas públicas à iniciativa privada. O ministro atendeu ao recurso protocolado pela procuradoria do estado para derrubar uma decisão da Justiça paulista que suspendeu a concessão. Na decisão, Barroso entendeu que a suspensão da licitação pode gerar prejuízos à ordem pública e à política educacional de São Paulo. “A delegação de serviços públicos por meio de concessão ou PPP, na forma do art. 175 da Constituição, não implica perda da titularidade pelo estado, mas a transferência da execução de determinadas atividades a um particular, por tempo determinado e sob condições previamente estabelecidas”, afirmou Barroso. A Parceira Pública Privada (PPP) de Novas Escolas, proposta pelo governo de Tarcísio de Freitas (foto), prevê que 33 unidades de ensino estaduais sejam construídas e geridas administrativamente pela iniciativa privada, que será responsável por serviços como limpeza, manutenção, alimentação, vigilância e internet, por exemplo. Segundo o governo estadual, o objetivo do projeto é modernizar a infraestrutura das escolas da rede estadual e garantir mais tempo para gestores e professores se dedicarem às atividades pedagógicas de ensino.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Barroso decide que Dino, Zanin e Moraes podem julgar denúncia contra Bolsonaro

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e relator do caso, ministro Luís Roberto Barroso, decidiu nesta quarta-feira (19) que os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino poderão participar do julgamento da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sete aliados, acusados da suposta tentativa de golpe de Estado. O voto foi apresentado no plenário virtual. A sessão plenária virtual teve início às 11h desta terça-feira (19) e seguirá até as 23h59 de quinta-feira (20). Durante este período, os 11 ministros do STF analisarão os pedidos das defesas de Bolsonaro, do ex-ministro Braga Netto e do general da reserva Mário Fernandes, que questionam a imparcialidade de alguns magistrados. “O entendimento majoritário e pacífico desta Corte é no sentido de que a ausência de lacuna normativa no Código de Processo Penal impossibilita a aplicação subsidiária do CPC para as hipóteses penais de impedimento e suspeição”, disse Barroso Defesa tentou afastar ministros do julgamento A defesa de Bolsonaro solicitou o afastamento dos ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin do julgamento. Já os advogados de Braga Netto e Mário Fernandes pediram a exclusão de Alexandre de Moraes e Flávio Dino da análise da denúncia. Essa será a primeira vez que os ministros indicados pelo ex-presidente, Nunes Marques e André Mendonça, poderão se manifestar oficialmente sobre o caso. A Primeira Turma do STF marcou sessões extras para 8 e 9 de abril, quando analisa se aceita a denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra Bolsonaro e seus aliados. Caso a denúncia seja aceita, os acusados se tornarão réus. Barroso já havia rejeitado os pedidos individualmente Os pedidos de afastamento dos ministros já haviam sido negados individualmente por Barroso em fevereiro, mas as defesas recorreram. Diante da “excepcional urgência do caso”, o presidente do STF decidiu submeter a decisão ao plenário do tribunal. No mês passado, Barroso argumentou que não há qualquer fato novo ou relevante que impeça Moraes de atuar no caso. “A simples alegação de que o ministro Alexandre de Moraes seria vítima dos delitos em apuração não conduz ao automático impedimento de Sua Excelência para a relatoria da causa”, afirmou o ministro. Sobre Zanin, a defesa de Bolsonaro alegou que ele foi advogado de Luiz Inácio Lula da Silva antes de assumir o STF e que moveu ações contra a chapa do ex-presidente na eleição de 2022. Já em relação a Flávio Dino, a defesa argumentou que o ministro apresentou uma queixa-crime contra Bolsonaro em 2020, quando era governador do Maranhão. Barroso, no entanto, rejeitou os argumentos e afirmou que essas circunstâncias não comprometem a imparcialidade dos ministros. Delação de Cid e suspeição de Moraes Os advogados de Braga Netto alegaram que a delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, teria evidenciado uma suposta parcialidade de Alexandre de Moraes. No entanto, Barroso argumentou que os advogados já tinham conhecimento dos fatos e que não há novos elementos que justifiquem a suspeição do ministro. Relembre Bolsonaro e outras 33 pessoas foram denunciadas pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por articular um golpe de Estado após a eleição de Lula (PT) nas eleições presidenciais de 2022. Todos são denunciados pelos mesmos crimes: tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito e de golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra patrimônio da União, deterioração de patrimônio tombado e participação em organização criminosa armada. A denúncia foi dividida em cinco, de acordo com a participação de cada grupo na trama, segundo a PGR. A Primeira Turma do Supremo analisa na terça-feira (25) o recebimento da denúncia contra o núcleo crucial, composto por Bolsonaro, Braga Netto, Alexandre Ramagem (deputado federal e ex-chefe da Abin), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI), Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro) e Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa).   Fonte: R7 Foto: TON MOLINA/ESTADÃO CONTEÚDO

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Líderes definem comissões da Câmara e CCJ fica com União Brasil

Após quase 50 dias de iniciado o ano legislativo de 2025, os líderes partidários conseguiram chegar a um acordo para definição dos partidos que presidirão as 30 comissões permanentes da Câmara dos Deputados. A instalação e eleição dos presidentes dos colegiados ocorrem nesta quarta-feira (19). A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), considerada a mais importante da Câmara, ficou com o União Brasil. Com isso, o MDB deve assumir a Comissão Mista do Orçamento (CMO), colegiado que reúne deputados e senadores responsáveis por aprovar a peça orçamentária enviada pelo Executivo. Havia um acordo entre MDB e União Brasil para dividir as duas comissões. O maior partido da Câmara, o Partido Liberal (PL), do ex-presidente Jair Bolsonaro, ficou com cinco colegiados. Isso porque a distribuição de comissões deve respeitar a proporcionalidade do tamanho de cada bancada no plenário da Câmara. O PL deve presidir, portanto, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, a Comissão de Saúde, de Segurança Pública, de Turismo e de Agricultura. O filho do ex-presidente Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), não vai mais presidir a Comissão de Relações Exteriores, como pretendia. Isso porque ele decidiu se licenciar do cargo e ir morar nos Estados Unidos (EUA). O PT acusava Eduardo de tentar usar o cargo de presidente da comissão para afrontar o Supremo Tribunal Federal (STF) no contexto do julgamento contra o pai dele por tentativa de golpe de Estado. Já o Partido dos Trabalhadores (PT), que tem a segunda maior bancada da Câmara, deve assumir as presidências das comissões de Cultura; Direitos Humanos e de Finanças e Tributação. Confira abaixo a distribuição das comissões por legenda da Câmara:   Comissão de Administração e Serviço Público – Avante   Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural – PL   Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação – PP   Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais – PV   Comissão de Comunicação – Republicanos   Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania – União   Comissão de Cultura – PT   Comissão de Defesa do Consumidor – PCdoB   Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher – PSOL   Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa – Solidariedade   Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência – PSB   Comissão de Desenvolvimento Econômico – Republicanos   Comissão de Desenvolvimento Urbano – MDB   Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial – PT   Comissão de Educação – União   Comissão do Esporte – PSD   Comissão de Finanças e Tributação – PT   Comissão de Fiscalização Financeira e Controle – PV   Comissão de Indústria, Comércio e Serviços – PSDB   Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional – União   Comissão de Legislação Participativa – PRD   Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – MDB   Comissão de Minas e Energia – PSD   Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família – Podemos   Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional – PL   Comissão de Saúde – PL   Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado – PL   Comissão de Trabalho – PDT   Comissão de Turismo – PL   Comissão de Viação e Transportes – PP   Fonte: Agência Brasil Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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Morre o ex-governador de São Paulo Cláudio Lembo, aos 90 anos

O ex-governador de São Paulo, Cláudio Lembo, faleceu nesta quarta-feira (19). A informação foi confirmada pelo Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. A causa da morte não foi divulgada. “Nossos sentimentos aos familiares e amigos. O governador Tarcísio de Freitas decretou luto oficial de 3 dias”, diz um trecho do comunicado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que recebeu “com tristeza e consternação a notícia do falecimento” de Lembo, a quem chamou de “amigo”. Gilberto Kassab, presidente do PSD, partido ao qual ele era filiado, também lamentou a morte. “Se tem alguém que cumpriu sua missão, esse alguém foi Cláudio Lembo. Cidadão exemplar, com excelente formação e um homem público que não deixa uma única observação negativa. Conheci-o quando eu ainda era jovem, sendo ele amigo de meu pai. Mais tarde se tornou um fraterno amigo, parceiro e conselheiro na minha jornada. Muito obrigado e descanse em paz, Cláudio. Meus sentimentos a Renéa, sua esposa, Salvador, seu filho, seus netos e toda família e amigos nesse momento de pesar”, escreveu Kassab. Logo após a notícia do falecimento, o ministro do STF Dias Toffoli se manifestou. “O Brasil perde hoje um líder político liberal clássico. Advogado de sólida formação jurídica e cultural. Um homem à frente de seu tempo, mas paciente com a história. Dos últimos a formar gerações de políticos. Fará falta. Meus sentimentos aos familiares e amigos e seguidores que formou.” Formado em ciências jurídicas e sociais pela USP (Universidade de São Paulo) e doutor em direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Lembo teve uma carreira acadêmica notável. Ocupou diversos cargos de destaque na administração pública ao longo de sua carreira. Na Prefeitura de São Paulo, foi secretário municipal dos Negócios Extraordinários entre 1975 e 1979, durante a gestão de Olavo Setúbal; secretário de Negócios Jurídicos entre 1986 e 1989, na gestão Jânio Quadros, período em que também exerceu interinamente o cargo de prefeito; e secretário de Planejamento em 1993, na gestão de Paulo Maluf. No âmbito federal, foi chefe de gabinete do ministro da Educação, Marco Maciel, entre 1985 e 1986, ocupando interinamente o cargo de ministro, e assessor da Vice-Presidência da República entre 1995 e 1997, quando Maciel era vice-presidente. Em 2003, tornou-se vice-governador de São Paulo, no governo de Geraldo Alckmin. Ele assumiu em março de 2006, quando Alckmin renunciou para concorrer à presidência da República. Pouco tempo depois, o governo de Lembo ficaria marcado por uma onda de violência no estado, orquestrada pelo PCC, em maio. Foram mais de cem ataques contra delegacias e bases da Polícia Militar. Após deixar o governo, Lembo continuou ativo na política, filiando-se ao Partido Social Democrático (PSD) em 2011.   Fonte: R7 Foto: SÉRGIO CASTRO/Estadão Conteúdo

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STF começa a julgar nesta quarta (19) se Zanin, Dino e Moraes podem julgar Bolsonaro

O STF (Supremo Tribunal Federal) começa a julgar nesta quarta-feira (19) os pedidos para declarar o impedimento dos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes no julgamento que vai definir se o ex-presidente Jair Bolsonaro vira réu pela participação em uma suposta tentativa de golpe de Estado. Além disso, a corte vai decidir se a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra ele e outras 33 pessoas deve ser analisada no plenário pelos 11 ministros, e não pela Primeira Turma do STF, que só tem cinco ministros. O julgamento será no plenário virtual e começa às 11h. A análise termina às 23h59 do dia 20. Na modalidade virtual, os ministros não discutem, apenas apresentam seus votos no sistema da corte. Se houver um pedido de vista, o caso é suspenso. Se houver um pedido de destaque, o julgamento é levado ao plenário físico. Os pedidos foram apresentados pelas defesas de Bolsonaro e do ex-ministro Braga Netto, também denunciado pela PGR. O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, negou os pedidos, mas as defesas apresentaram recursos, que agora serão julgados no plenário virtual. Em 18 de fevereiro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou ao STF denúncia contra o ex-presidente e outras 33 pessoas. Segundo a defesa de Bolsonaro, ele “jamais compactuou com qualquer movimento que visasse a desconstrução do Estado Democrático de Direito ou as instituições que o pavimentam”. Bolsonaro foi denunciado pelos seguintes crimes: Liderar organização criminosa armada; Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; Golpe de Estado; Dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima; e Deterioração de patrimônio tombado. Denúncia Presidente da Primeira Turma do STF, Zanin marcou para 25 e 26 de março o julgamento da denúncia contra Bolsonaro e outras sete pessoas. O julgamento vai acontecer em três sessões: duas no dia 25, às 9h30 e às 14h, e a terceira no dia 26, às 9h30. O colegiado vai analisar as denúncias contra as pessoas que fazem parte do “núcleo 1″ de acusados pela PGR. Estão nessa lista: Jair Bolsonaro; Walter Braga Netto (general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022; General Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional); Alexandre Ramagem (ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência – Abin); Anderson Torres (ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal); Almir Garnier (ex-comandante da Marinha); Paulo Sérgio Nogueira (general do Exército e ex-ministro da Defesa); Mauro Cid (delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro). Caso a denúncia seja aceita pelo STF, os denunciados se tornam réus e passam a responder penalmente pelas ações na corte. Então, os processos seguem para a fase de instrução, composta por diversos procedimentos para investigar tudo o que aconteceu e a participação de cada um dos envolvidos no caso. Depoimentos, dados e interrogatórios serão coletados neste momento. Depois, o ministro responsável pelo caso produz um relatório. Na sequência, a Primeira Turma julga se condena os denunciados pela PGR.   Fonte: R7 Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

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Licença e mudança para os EUA: o que esperar do futuro de Eduardo Bolsonaro?

Após anunciar a licença do mandato como deputado federal para ficar nos Estados Unidos por tempo indefinido, Eduardo Bolsonaro estuda possibilidades para o seu futuro. Uma das opções é pedir asilo político no país. Nos Estados Unidos, podem solicitar asilo pessoas que estejam enfrentando perseguição ou tenham um fundado temor de perseguição em seu país de origem com base em pelo menos um dos cinco motivos reconhecidos pela lei de imigração dos EUA: raça, religião, nacionalidade, grupo social particular e opinião política. Especialista em direito internacional empresarial, Marcelo Godke explica que, em um momento inicial, as autoridades americanas vão identificar se Eduardo Bolsonaro entrou legalmente nos EUA e cobrar uma série de demonstrações provando uma suposta perseguição por causa de sua opinião política. “Ele precisa fazer esse pedido de asilo político dentro do prazo de 1 ano a partir do momento que ele entra nos Estados Unidos. Normalmente, as autoridades de migração emitem uma decisão dentro de até 180 dias para dizer se o processo vai continuar sendo analisado”, disse. Caso a decisão seja positiva, ele terá que aguardar o desfecho do caso, que pode demorar alguns anos para acontecer, às vezes 4 ou 6 anos, segundo Godke. O deputado teria uma espécie de proteção tripla, podendo permanecer e trabalhar em território americano, sem a possibilidade de ser deportado ao Brasil. “Até lá, é dada uma proteção para ele, e ele pode residir e trabalhar nos Estados Unidos temporariamente, até que saia uma decisão final. Normalmente, essa decisão também o protege de ser deportado de volta ao país de origem”, destacou. Segundo a advogada especialista em imigração Larissa Salvador, o Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA será responsável pela análise e julgamento do caso. Caso o pedido seja negado, “haverá a possibilidade de recorrer e apresentar o caso perante um juiz, garantindo assim uma segunda oportunidade para defesa”. Moraes arquiva pedido do PT Nessa terça-feira (18), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou o arquivamento de um pedido para apreender o passaporte do deputado, atendendo a uma recomendação da PGR (Procuradoria-Geral da República). Na sua justificativa, Moraes alegou que a corte não pode abrir uma ação penal sem denúncia do Ministério Público. “Assim, tendo o Ministério Público requerido o arquivamento no prazo legal, não cabe ação penal privada subsidiária, ou a título originário”, disse o ministro. Nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro disse que com o afastamento vai se dedicar “integralmente e buscar as devidas sanções aos violadores de direitos humanos”, em referência aos presos do 8 de Janeiro. O deputado alegou, ainda, ter pego o PT e Alexandre de Moraes de surpresa, já que havia voltado ao Brasil dos EUA dois dias antes da nova viagem. “Se Alexandre de Moraes quer apreender o meu passaporte ou mesmo me prender para que eu não possa mais denunciar os seus crimes nos EUA, então é justamente aqui que eu vou ficar e trabalhar mais do que nunca”, completou. Aproximação com Trump O nome de Eduardo Bolsonaro vem ganhando notoriedade entre políticos dos EUA, principalmente do partido republicano, do presidente Donald Trump. Durante fórum conservador nos EUA no fim de fevereiro, o líder do país cumprimentou o deputado e chegou a citar o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Meu amigo Eduardo Bolsonaro, da Câmara dos Deputados do Brasil, obrigado. Diga alô ao seu pai. Grande família, grandes cavalheiros e grande família”, disse Trump ao se dirigir ao deputado, que estava na plateia. A permanência do político nos EUA reforça a declaração de perseguição política e abre espaço para críticas, por parte do deputado, à Justiça brasileira. Em fevereiro, por exemplo, Eduardo Bolsonaro disse à RECORD que está nos Estados Unidos para discutir a “situação do Judiciário brasileiro” com autoridades norte-americanas. Nos EUA, crimes de opinião não são considerados ofensas pela Justiça local.   Fonte: R7 Foto: Official White House Photo/Joyce N. Boghosian

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Ministro da Fazenda anuncia Isenção do Imposto de Renda para renda de até R$ 5 Mil

Ministro diz que medida vai aumentar renda dos trabalhadores  Nesta terça-feira (18), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês poderá significar uma renda extra equivalente a um salário a mais por ano. O texto, que agora será analisado pelo Congresso Nacional, propõe zerar o imposto de renda para rendimentos de até R$ 5 mil e criar um desconto parcial para aqueles que recebem entre R$ 5 mil e R$ 7 mil, reduzindo o valor pago atualmente. Se aprovada, a medida entrará em vigor no próximo ano.  Para compensar a perda de arrecadação, estimada em R$ 27 bilhões por ano, o projeto prevê a tributação mínima das altas rendas, ampliando a receita com a cobrança de imposto sobre rendimentos isentos, como dividendos de empresas acima de R$ 600 mil.  O anúncio foi feito durante uma visita à fábrica da Toyota em Sorocaba (SP), onde Haddad também destacou os investimentos de R$ 11,5 bilhões da montadora no Brasil até 2030. Esses investimentos incluem a construção de uma nova linha de montagem para a produção de veículos híbridos-flex, que combinam eletrificação com biocombustível. A expansão da Toyota na região deve gerar cerca de 2 mil empregos diretos e outros 10 mil indiretos.  “Nós fizemos as contas. Um trabalhador que ganha na faixa de R$ 4 mil a R$ 5 mil, isso vai significar quase um 14º salário. Essa é a economia que a pessoa vai ter ao longo de 12 meses, uma economia de quase um salário mensal. Isso é muito importante para uma família”, afirmou o ministro durante o evento. Fonte: Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Avião presidencial de Lula realiza manobra de arremetida em Sorocaba após problemas técnicos

A medida foi executada com sucesso e sem intercorrências  O avião presidencial tem enfrentado uma série de problemas técnicos. No início do ano passado, a aeronave decolou do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, mas teve a decolagem interrompida após iniciar o processo de aceleração na pista. Em outubro de 2024, durante um voo do México ao Brasil, o avião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou problemas técnicos e precisou voar quase cinco horas em círculos para queimar combustível antes de retornar ao aeroporto da Cidade do México.  Mais recentemente, na tarde desta terça-feira (18), o avião presidencial precisou realizar uma manobra de arremetida antes de pousar em Sorocaba, no interior de São Paulo. A medida foi executada com sucesso e sem intercorrências, garantindo a segurança de todos a bordo. Após a arremetida, o avião pousou normalmente. O presidente Lula cumpre agenda no município paulista, onde visitará a sede de uma fabricante de automóveis. (Renan Isaltino)

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Lula envia ao Congresso projeto que amplia isenção do IR a quem ganha até R$ 5.000 hoje (18)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva envia nesta terça-feira (18) ao Congresso Nacional a proposta que amplia a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000 por mês. A iniciativa foi prometida pelo petista na campanha presidencial de 2022 e é uma das principais bandeiras deste mandato. A iniciativa foi oficialmente apresentada em novembro do ano passado, pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Atualmente, aqueles que ganham até R$ 2.824 são livres de pagar o IR. A expectativa do governo é que a nova faixa passe a valer no próximo ano. Lula e Haddad reuniram-se na manhã dessa segunda (17), no Palácio do Planalto, para discutir os últimos ajustes do texto. O Executivo tem afirmado que, para bancar o aumento da isenção, será criado um imposto progressivo de até 10% para aqueles que recebem mais de R$ 50 mil por mês. A ideia inicial é apresentar os temas em conjunto, para que um compense o outro na questão arrecadatória. Há, inclusive, um acordo entre os Poderes Legislativo e Executivo para os projetos serem apreciados na condição de neutralidade, ou seja, sem perda ou ganho de arrecadação. Segundo Haddad, a ampliação da faixa de isenção deve custar R$ 27 bilhões por ano. No ano passado, o governo federal tinha apresentado uma estimativa maior, de renúncia de R$ 32 bilhões anuais. De acordo com o ministro, a projeção foi revisada porque a conta anterior foi feita considerando o valor do salário mínimo de 2024. “Foi um recálculo, porque este ano haverá uma pequena correção depois do Orçamento. Este ano vai ter uma correção por conta do aumento do salário mínimo”, disse o ministro em entrevista à imprensa nessa segunda. Declaração do IRPF 2025 Começou nessa segunda-feira (17) o prazo para entrega das declarações do Imposto de Renda 2025. Para este ano, ficou definido que todo trabalhador que recebeu mais de R$ 33.888 em 2024 é obrigado a prestar contas com a Receita Federal — antes, esse valor era de R$ 30.639,90. A expectativa é que o órgão receba 46,2 milhões de declarações até 30 de maio, prazo final para entrega do documento. Na última quinta (13), o programa da declaração do imposto foi disponibilizado para ser baixado no site da Receita Federal, mas sem a opção pré-preenchida, que vai estar disponível apenas a partir de 1º de abril. Aqueles que entregarem o documento com antecedência poderão ter prioridade ao receber a restituição, caso tenham direito. O pagamento da restituição começa em 30 de maio. Arte do Imposto de Renda 2025 – Arte/R7   Fonte: R7 Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

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