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Categoria: Política

Planalto e Câmara divergem sobre fim da escala 6×1 e disputam protagonismo na pauta

Governo aposta em projeto de lei com urgência, enquanto deputados defendem PEC como caminho principal para a mudança  O debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1 ganhou novos contornos políticos em Brasília, com divergências entre o Palácio do Planalto e a Câmara dos Deputados sobre o formato ideal para tratar o tema. Enquanto o governo federal insiste no envio de um projeto de lei (PL) com urgência constitucional, parlamentares sinalizam que não pretendem abrir mão da tramitação por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC).  Nos bastidores do Planalto, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmam que o assunto já está em fase de resolução com o presidente da Câmara, Hugo Motta. Apesar disso, a resistência no Legislativo permanece, especialmente entre líderes que defendem o protagonismo da Casa na condução da proposta.  Integrantes da bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara reconhecem que a prioridade deve ser a PEC, acompanhando o movimento de parlamentares que entendem ser esse o instrumento mais adequado para mudanças estruturais nas relações de trabalho.  Por outro lado, governistas apresentam justificativas para a estratégia do Executivo. Uma delas está ligada ao histórico sindical de Lula, que busca marcar posição em um tema considerado relevante para sua base política. A leitura dentro do governo é que a iniciativa reforça o compromisso com pautas trabalhistas.  Um dos principais defensores do envio do projeto de lei é o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, que atua nos bastidores para viabilizar a tramitação da proposta com rapidez.  Entre parlamentares, no entanto, há preocupações em relação ao formato escolhido pelo governo. Alguns avaliam que a PEC, apesar de mais difícil de aprovar, tem a vantagem de ser promulgada pelo próprio Congresso Nacional, sem necessidade de sanção presidencial — o que elimina a possibilidade de vetos.  Há também o receio de que a tramitação via Congresso abra espaço para a inclusão de “jabutis” — termos usados para descrever matérias estranhas ao texto original que são inseridas durante as negociações legislativas.  Outra avaliação presente no meio político é que o embate entre Executivo e Legislativo pode ter um efeito estratégico para o governo. A disputa sobre o formato da proposta ajuda a impulsionar o tema nas redes sociais e mobilizar a opinião pública, o que pode pressionar o Congresso.  Esse ponto, porém, é visto com cautela por deputados. Lideranças da Câmara avaliam que esse tipo de movimento pode reforçar a narrativa de confronto institucional, reavivando o discurso de que o Congresso seria um “inimigo do povo” — algo que parlamentares rejeitam.  Nos corredores da Câmara, aliados de Hugo Motta defendem que o debate sobre o fim da escala 6×1 foi inicialmente impulsionado pelo Legislativo e que a PEC representa uma forma de consolidar esse protagonismo.  Diante desse cenário, o avanço da proposta ainda depende de articulações políticas intensas, com governo e Congresso buscando alinhar interesses e definir qual será o caminho predominante para tratar de uma mudança considerada sensível no mundo do trabalho. (Renan Isaltino) Foto: arquivo P.V

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Moraes abre ação contra Flávio Bolsonaro por suposta calúnia a Lula

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por supostamente ter caluniado o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O caso remonta a uma publicação feita por Flávio na rede social X no dia 3 de janeiro, em que atribui a Lula a prática de diversos crimes. “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”, diz o post. A publicação trazia ainda imagem da prisão do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelas Forças Armadas dos Estados Unidos, ao lado da reprodução de uma reportagem com a imagem de Lula, com a manchete “Lula convoca reunião de emergência após Trump capturar Maduro”. A abertura do inquérito havia sido pedida pela Polícia Federal (PF), com o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). Em parecer, o órgão afirmou que a medida “está amparada em uma publicação realizada em ambiente virtual público, acessível a milhares de usuários, em que se atribui falsamente, de maneira pública e vexatória, fatos delituosos ao Presidente da República”. Agora, a PF terá um prazo inicial de 60 dias para concluir as investigações. Moraes determinou ainda o levantamento do sigilo do processo, “uma vez que não se encontram presentes os elementos excepcionais que permitem o afastamento da ampla publicidade”, escreveu o ministro na curta decisão de três páginas. A abertura do inquérito contra Flávio Bolsonaro ocorre num momento de definição das candidaturas à Presidência para a eleição de outubro. O senador foi escolhido pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi declarado inelegível pela Justiça Eleitoral, como representante da família na corrida presidencial.   Fonte: Agência Brasil Foto: Gustavo Moreno/STF

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Lula envia ao Congresso projeto de lei pelo fim da escala 6×1; veja detalhes

Proposta prevê também redução de jornada a 40 horas semanais O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso Nacional, na noite desta terça-feira (14), o projeto de lei que prevê o fim com a escala de seis dias trabalhados para um de descanso (6×1), e reduz a jornada de trabalho para, no máximo, 40 horas semanais. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial. Segundo o texto, a proposta é reduzir o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial. A escala passaria a ser de cinco dias trabalhados para dois dias de descanso. O presidente Lula, em postagem nas redes sociais, salientou que a proposta seguiu com “urgência constitucional, o que faz com que o Legislativo tenha 45 dias para a deliberação da matéria. “A proposta devolve tempo aos trabalhadores e trabalhadoras: tempo para ver os filhos crescerem, para o lazer, para o descanso e para o convívio familiar. Um passo para um país mais justo e com mais qualidade de vida para todos”, escreveu o presidente. De acordo com Lula, o envio da proposta tem relação com a dignidade das famílias brasileiras, “de quem constrói o Brasil todos os dias”. O presidente ressaltou que a jornada menor não prevê qualquer redução no salário. Conforme o governo, a proposta abrange também trabalhadores domésticos, comerciários, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela Consolidação das Leis do Trabalho. Ainda de acordo com o Executivo, a proposta tem aplicação geral. “O limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados”, informa. >> Veja o que prevê o projeto de lei: Jornada semanal: limite passa de 44 para 40 horas Descanso ampliado: ao menos dois dias de repouso semanal remunerado Novo padrão: consolidação do modelo 5×2 e redução das horas trabalhadas Salário protegido: vedada qualquer redução salarial Abrangência ampla: inclui domésticos, comerciário, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela CLT e leis especiais. Aplicação geral: limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados Flexibilidade: mantém escalas como 12hx36 por acordo coletivo, respeitada a média de 40 horas por semana * Com informações da Presidência da República   Fonte: Agência Brasil Foto: Governo de SP

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Relator da CPI pede indiciamentos de Toffoli, Moraes, Gilmar e Gonet

Relatório de 221 páginas foi apresentado nesta terça-feira (14) O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), pediu os indiciamentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A base para os indiciamentos dessas autoridades é o caso do Banco Master. Vieira aponta que há indícios do cometimento de crimes de responsabilidades como o de “proferir julgamento, quando, por lei, seja suspeito na causa”; e o de “proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções”. Essas infrações, previstas na Lei 1.079 de 1950, são passíveis de julgamento pelo próprio Senado. O relatório de 221 páginas apresentado nesta terça-feira (14) ainda precisa ser aprovado pela Comissão. Um pedido de vista pode adiar a votação do texto. “É razoável que a decisão sobre indiciamentos se concentre naqueles fatos e indivíduos que estão fora do alcance dos meios usuais de persecução e que podem ser sujeitos ativos de crime de responsabilidade”, destacou o relator da CPI, ao considerar a limitação de recursos da comissão. O senador sergipano alega que o Brasil já testemunhou investigações, julgamentos e condenações de figuras do Executivo e Legislativo, “mas jamais de integrantes das altas cortes da Justiça”. A assessoria do procurador-geral Paulo Gonet informou que ele não comentaria o assunto. Já a assessoria do STF não respondeu o contato até a publicação desta reportagem.   Fonte: Agência Brasil Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Alexandre Ramagem pode ficar preso por meses até decisão sobre deportação

Ex-diretor-geral da Abin foi preso em operação organizada por cooperação entre polícia americana e PF nesta segunda (13) Eram pouco menos de 8 horas da manhã em Orlando (pouco menos de 9h no horário de Brasília) quando o ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi detido por uma operação da polícia local de Orlando. No primeiro momento, a informação era de que ele teria cometido uma infração de trânsito em seu caminho. A polícia verificou, na abordagem, que o ex-diretor-geral da Abin não tinha documento migratório válido em território nacional. Estaria ilegal. Por conta disso, o ex-deputado foi levado ao ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas), que é a agência federal de aplicação da lei dos EUA responsável por investigar, deter e deportar imigrantes ilegais dentro do território americano. Ramagem está preso no Krome Center, onde ficam detidos pelo ICE. Ramagem, no entanto, já tinha dado entrada em um pedido de asilo nos Estados Unidos, alegando perseguição política no Brasil. O pedido pode dar a ele uma chance de ser liberado mediante fiança. A partir de agora, um juiz da imigração de Jacksonville, na Flórida, vai analisar o pedido de deportação elaborado pelo ICE. O processo, segundo o blog apurou, dura de 3 a 5 meses, em média. Enquanto isso, Ramagem aguarda preso e precisa constituir um advogado para pedir a revogação da prisão. A Polícia Federal, no entanto, segue atuando naquele país de forma diplomática para que ele continue preso e prepara documentos para convencer o juiz americano de que o mandado de prisão dele no Brasil não é em função de perseguição política. A intenção é que Ramagem retorne o mais breve possível para cumprir pena no Brasil. Um processo de extradição contra ele já está nas mãos dos americanos desde o começo deste ano, mas poderia levar anos. O trabalho que levou à prisão de Ramagem é fruto de cooperação entre as polícias dos Estados Unidos e a Polícia Federal brasileira, que monitora de perto o ex-deputado na rotina nos EUA. Houve uma outra tratativa entre as polícias dos dois países sobre possível crime cometido por ele em território norte-americano. Ramagem comprou dois carros, um Toyota e um Ford, para ele e para a esposa, utilizando documento sem validade. Segundo fontes na corporação, o ato seria ilegal, mas a prisão não chegou a acontecer. Relembre a fuga Ramagem fugiu para os Estados Unidos em setembro do ano passado, quando atravessou, por terra, a fronteira brasileira por Roraima até a Guiana, onde embarcou em um voo comercial no aeroporto internacional de Georgetown com passaporte diplomático cancelado. Na época, o Itamaraty não tinha ainda a obrigação de informar autoridades internacionais sobre cancelamentos de passaportes diplomáticos, o que, depois do caso, passou a ser também função da Polícia Federal.   Fonte: R7 Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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Publicadas leis que ampliam combate à violência contra as mulheres

Mulheres de todo o país passam a contar nesta sexta-feira (10) com leis de proteção mais abrangentes para casos de violência. O Diário Oficial da União desta sexta-feira (10) traz publicadas normas que tipificam crimes e ampliam a vigilância sobre agressores.  As medidas foram sancionadas nessa quinta-feira (9) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e atualizam a legislação sobre o tema. A Lei 15.382/2026 cria o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, a ser lembrado em 5 de setembro. Tornozeleira Outra norma prevê o monitoramento eletrônico de agressores. A Lei 15.383/2026 altera a Lei Maria da Penha para incluir tal possibilidade, quando houver risco atual ou iminente à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher em situação de violência doméstica e familiar. Além dos casos em que for verificado o risco iminente à integridade física ou psicológica da vítima, a imposição da tornozeleira será prioridade nos casos em que houver descumprimento de medidas protetivas anteriormente impostas. Violência vicária A Lei nº 15.384/2026 tipifica o crime de vicaricídio, que é o assassinato de filhos e parentes como forma de punir ou causar sofrimento às mulheres. Um dos casos mais recentes foi o do secretário de Governo da prefeitura de Itumbiara (GO), Thales Machado, que atirou nos dois filhos e se matou. A legislação prevê pena de 20 a 40 anos em regime fechado para casos de violência vicária. A pena pode ser aumentada de um terço até a metade se o crime for praticado: na presença da mulher a quem se pretende causar sofrimento, punição ou controle; contra criança ou adolescente ou pessoa idosa ou com deficiência; em descumprimento de medida protetiva de urgência. As medidas entram em vigor hoje   Fonte: Agência Brasil

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Saiba o que muda com a nova licença-paternidade no Brasil

A partir de 2027, pais já passam a contar com 10 dias de afastamento Foi sancionado nesta terça-feira (31) o projeto de lei que amplia a licença-paternidade no Brasil. Com a mudança, os pais passam a contar com até 20 dias de afastamento do trabalho a partir do nascimento do bebê. A alteração será gradual e o período máximo de 20 dias passa a valer em 2029. Em 2026, o licença permanece de apenas cinco dias. A licença-paternidade é concedida ao empregado, com remuneração integral, em razão de nascimento de filho, de adoção ou de guarda judicial para fins de adoção de criança ou adolescente, sem prejuízo do emprego e do salário. Quando começa a valer? A lei deve ser publicada nesta quarta-feira (1º de abril) no Diário Oficial da União. As novas regras passam a valer a partir de 1º de janeiro de 2027. O texto prevê que essa ampliação se dará de forma gradual, no prazo de quatro anos: 10 dias em 2027; 15 dias em 2028; 20 dias a partir de 2029. A licença ainda poderá ser dividida em dois períodos, a partir da requisição do empregado. Em caso de morte da mãe, o pai tem direito ao período da licença-maternidade, que é de 120 dias.   Benefícios No ano passado, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) elaborou uma carta aberta à sociedade e aos parlamentares pedindo que a licença fosse de 30 a 60 dias – período até 12 vezes maior que o atualmente concedido pela legislação. Junto com outras entidades, a SBP apontou evidências científicas que comprovam os benefícios da presença paterna nos primeiros dias de vida do bebê. A entidade enumerou estudos que ressaltam efeitos positivos da licença-paternidade de quatro semanas – entre eles, a possibilidade de apoiar o aleitamento materno e contribuir com o desenvolvimento neurocognitivo dos bebês. O documento destaca ainda que diversos países já adotam modelos de licença parental compartilhada, que permitem a divisão flexível do tempo de cuidado entre mães e pais. Histórico O debate em torno do direito dos pais em se afastar do trabalho para se dedicar aos cuidados de um recém-nascido é alvo de polêmica desde a Constituinte, em 1988. Na ocasião, o então deputado Alceni Guerra, autor da emenda que criou a licença-paternidade, foi ridicularizado pelos colegas parlamentares ao defender o benefício. Médico pediatra, ele fez uma defesa emocionada da proposta e conseguiu a inclusão do direito no texto da Constituição Federal, com ampla maioria dos votos a favor. O projeto de lei que trata da ampliação foi aprovado no Senado no último dia 4. O tema, entretanto, era debatido no Congresso Nacional há 19 anos, depois de ser apresentado pela então senadora Patrícia Saboya, em 2007.   Fonte: Agência Brasil Foto: Kingofkings_LJ/ Pixabay

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Bolsonaro deixa o hospital em Brasília, após duas semanas internado, e vai para casa

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou o hospital na manhã desta sexta-feira (27), após cerca de duas semanas internado. O comboio que o acompanha seguiu para a residência dele em um condomínio da capital federal, em cumprimento à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Bolsonaro cumprirá pelo menos 90 dias de prisão domiciliar humanitária. Apesar disso, há expectativa de que o ex-presidente retorne ao hospital no final de abril para realizar uma cirurgia no ombro direito. Segundo o médico cardiologista Brasil Caiado, Bolsonaro iniciará uma nova fase de tratamento, que inclui sessões de fisioterapia motora e respiratória, além de um programa de reabilitação cardiopulmonar.

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Há quase 15 dias internado, Bolsonaro deve receber alta nesta sexta-feira

Ex-presidente precisou ser levado ao hospital após apresentar quadro de vômitos e calafrios O ex-presidente Jair Bolsonaro deve receber alta hospitalar nesta sexta-feira (27), informou a equipe médica do hospital particular DF Star, em Brasília. Mesmo com a liberação para a prisão domiciliar, a equipe médica avalia que a cura total do ex-presidente deve demorar de 90 dias a 6 meses, o que pode ultrapassar o prazo inicial determinado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. “Ambiente domiciliar é humanamente mais saudável, mas não menos importante os nossos cuidados. Talvez, até mais intensos. Nós já estamos preparados, o ambiente domiciliar também está em preparação pela família, porque a decisão foi bastante recente para que nós tivéssemos a redução de riscos em um ambiente residencial”, disse o médico cardiologista Brasil Caiado. O político, que deve finalizar o ciclo de antibióticos nesta quinta-feira (26), chegou a fazer um raio-x para análise dos pulmões e teve resultados positivos. Segundo Caiado, os exames deixaram os especialistas “tranquilos”. À imprensa, o cardiologista afirmou, ainda, que Bolsonaro havia se queixado de dores no ombro direito. Após exames, foi indicada a realização de uma cirurgia. De acordo com os médicos, a dor pode ter sido potencializada em uma das quedas do ex-presidente na prisão. Apesar disso, não está prevista a realização de cirurgias no momento e o político segue sem soluções desde segunda-feira (23). Bolsonaro, que atualmente cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, foi levado ao DF Star na manhã de sexta-feira (13), após apresentar quadro de vômitos e calafrios. No mesmo dia, ele acabou internado na UTI do hospital, com diagnóstico de infecção pulmonar. Porém, passou a ter falhas na função renal ao longo do fim de semana. À imprensa, o médico disse, ainda, que Bolsonaro recebeu com satisfação a notícia sobre a prisão domiciliar. Prisão domiciliar O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes autorizou a prisão domiciliar humanitária temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo prazo inicial de 90 dias, em razão de seu estado de saúde. A decisão, no entanto, impõe uma série de medidas cautelares rigorosas, incluindo o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica e restrições amplas de comunicação e visitas. Moraes determinou que Bolsonaro permaneça integralmente dentro de casa. O monitoramento eletrônico será restrito exclusivamente ao endereço domiciliar, com envio diário de relatórios ao Judiciário. A decisão também estabelece uma proibição total de comunicação externa. O ex-presidente não poderá utilizar celular, telefone ou qualquer outro meio de contato, nem diretamente nem por intermédio de terceiros. O uso de redes sociais também está vetado, assim como a gravação de áudios ou vídeos.   Fonte: R7 Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Senado aprova projeto de lei que criminaliza a misoginia

Texto segue para apreciação da Câmara dos Deputados O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (24) o projeto de lei que criminaliza a misoginia, que é o ódio ou aversão às mulheres.  A proposta insere o delito entre os crimes de preconceito e discriminação previstos na Lei do Racismo. O texto define a misoginia como conduta baseada na crença da supremacia do gênero masculino. Como forma de combater essa violência, o projeto prevê penas de 2 a 5 anos de prisão nestes casos. A autora do projeto senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) denunciou as agressões e ameaças que recebeu na internet por defender a proposta. “Por exemplo, eu recebi: ‘vai morrer, lixo’; ‘vai mandar prender, quero ver, os que te querem morta, depois de eles terem te matado. Depois de te seguir até sua casa, merda!’. ‘Você é contra a democracia. Manda prender quem ofende mulher na internet. Então vem, você vai morrer. Não escapa dessa não’”, enumerou a senadora. A relatora do projeto senadora Soraya Tronicke (Podemos-MS) reforçou o crescimento do número de feminicídios no país, necessitando criminalizar a misoginia. “O ódio às mulheres não é episódico, não é abstrato. Ele é estruturado, crescente e ceifa vidas todos os dias. O país viveu, nos últimos anos, uma escalada alarmante de feminicídios e agressões motivadas por desprezo às mulheres.” “Apenas em 2025 houve 6.904 vítimas de tentativas e casos consumados de feminicídios, segundo levantamento do Laboratório de Estudos de Feminicídio da UEL [Universidade Estadual de Londrina]”, lembrou a senadora Tronicke. A oposição defendia que a proposta fosse alterada, para permitir que não fossem punidos autores de crimes de misoginia em caso de ‘liberdade de expressão’ ou até por motivos religiosos. Mas as alterações foram rejeitadas pelo plenário do Senado. O texto agora segue para discussão da Câmara dos Deputados.   Fonte: Agência Brasil Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

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