Pular para o conteúdo principal

Portal Veloz

Últimas Notícias

Santa Bárbara d’Oeste fecha 1º semestre com 1.173 empregos gerados

Saúde promove vacinação contra a gripe no Shopping Piracicaba e realiza Dia D de Multivacinação

Roteiro Gastronômico de Americana terá atração internacional em parceria com a Embaixada dos EUA

Vacinação antirrábica em Santa Bárbara segue disponível em ponto fixo

Dupla é presa na capital com quase 400 tijolos de maconha escondidos em cabine de caminhão

Feira de Profissões Itinerante de Jundiaí abre o Mês da Juventude em novo local neste sábado (1º)

Categoria: Política

Moraes determina bloqueio de bens e contas de Eduardo Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (21) o bloqueio das contas bancárias e dos bens do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Com a medida, o parlamentar está impedido de fazer transações financeiras, inclusive receber doações em dinheiro, via Pix, realizadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, seu pai, para bancar a estadia nos Estados Unidos. Segundo o próprio Bolsonaro, cerca de R$ 2 milhões já foram enviados para Eduardo. Em março deste ano, o deputado pediu licença do mandato parlamentar e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política. A licença terminou no domingo (20). O parlamentar já disse que não vai renunciar. De acordo com o regimento interno da Câmara dos Deputados, o deputado pode ser cassado por faltas ao não retornar ao Brasil. Ele é investigado no STF por incitar o governo norte-americano a adotar medidas contra o governo brasileiro e o STF em decorrência da ação penal da trama golpista, que tem Bolsonaro como um dos réus. Na sexta-feira (18), no mesmo inquérito, o ex-presidente foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) e foi obrigado a colocar tornozeleira eletrônica e proibido de sair de casa entre 19h e 6h. As medidas foram determinadas pelo ministro após a Procuradoria-Geral da República (PGR) alegar risco de fuga do ex-presidente, que deve ser julgado pelo Supremo em setembro. Ao participar de podcast, Eduardo Bolsonaro informou sobre o bloqueio das contas e afirmou que nada será encontrado.   Fonte: Agência Brasil Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

Leia Mais

Moraes dá 24 horas para Bolsonaro explicar uso de redes sociais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 24 horas para a defesa de Jair Bolsonaro se manifestar sobre o descumprimento das medidas cautelares determinadas contra o ex-presidente. A medida foi determinada horas após o ministro advertir Bolsonaro sobre a publicação de links de entrevistas concedidas nos últimos dias à imprensa. Entre as medidas estabelecidas na semana passada contra o ex-presidente, figura a proibição de uso das redes sociais. Na tarde desta segunda-feira (21), após a advertência do ministro, Bolsonaro exibiu a tornozeleira eletrônica ao visitar a Câmara dos Deputados, e as imagens foram publicadas em diversos perfis nas redes sociais e na imprensa. Na sexta-feira (18), as medidas cautelares foram determinadas no inquérito no qual o filho do ex-presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), é investigado por sua atuação junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visando promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo e tentar barrar o andamento da ação penal sobre a trama golpista. Na decisão, Moraes alertou que Bolsonaro pode ser preso ao descumprir as cautelares. “Intimem-se os advogados regularmente constituídos por Jair Messias Bolsonaro para, no prazo de 24 horas, prestarem esclarecimentos sobre o descumprimento das medidas cautelares impostas, sob pena de decretação imediata da prisão do réu”, decidiu o ministro. Confira as medidas determinadas contra Bolsonaro Uso de tornozeleira eletrônica; Recolhimento domiciliar noturno entre 19h e 6h, de segunda a sexta-feira, e integral nos fins de semana e feriados; Proibição de aproximação e de acesso a embaixadas e consulados de países estrangeiros; Proibição de manter contato com embaixadores ou autoridades estrangeiras; Proibição de uso de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros. Proibição de manter contato com Eduardo Bolsonaro e investigados dos quatro núcleos da trama golpista.   Fonte: Agência Brasil Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Leia Mais

PF descarta importância de pen drive apreendido no banheiro de Bolsonaro

A Polícia Federal concluiu que o pen drive encontrado em um dos banheiros da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília, não tem relevância para as investigações em curso. O dispositivo foi apreendido na última sexta-feira (18) durante operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), no inquérito que apura tentativas de obstrução da Justiça e ataques ao Estado Democrático de Direito. Conforme apurou a RECORD, a análise técnica feita no Instituto Nacional de Criminalística não identificou nenhum conteúdo que contribua para o avanço das apurações. Questionado após a operação, Bolsonaro declarou que desconhecia o pen drive e disse nunca ter usado um. Além do dispositivo, foram recolhidos o celular do ex-presidente — cuja perícia ainda está em andamento — e cerca de US$ 14 mil e R$ 8.000 em espécie. Também foi apreendida uma cópia impressa da ação protocolada pela plataforma de vídeos Rumble contra Moraes nos Estados Unidos, em que a empresa alega censura judicial. Na mesma operação, Bolsonaro foi conduzido à Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, onde teve uma tornozeleira eletrônica instalada. Ele passou a ser monitorado por ordem do STF e está sujeito a uma série de medidas cautelares: Recolhimento domiciliar entre 19h e 7h nos dias úteis e integral aos fins de semana e feriados; Proibição de uso de redes sociais; Proibição de manter contato com seu filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP); Proibição de sair do Distrito Federal; Proibição de se aproximar de embaixadas ou de manter contato com autoridades estrangeiras. As medidas foram determinadas por Moraes no âmbito do inquérito que investiga uma suposta articulação internacional de deslegitimação do Judiciário, capitaneada por Eduardo Bolsonaro com apoio de aliados no governo dos Estados Unidos. O julgamento sobre a manutenção das cautelares ocorre no plenário virtual da Primeira Turma do STF e deve ser encerrado às 23h59 desta segunda-feira (21). Até o momento, quatro dos cinco ministros do colegiado já votaram para manter as restrições: Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Falta apenas o voto do ministro Luiz Fux. Fonte: R7 Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Leia Mais

Termina nesta segunda (21) julgamento no STF sobre cautelares contra Bolsonaro

O julgamento virtual da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre as medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) termina às 23h59 desta segunda-feira (21). Até agora, quatro ministros votaram a favor da manutenção das restrições determinadas pelo relator, Alexandre de Moraes. Apenas o ministro Luiz Fux ainda não apresentou seu voto. Na sexta-feira (18), os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia acompanharam o relator Alexandre de Moraes. O julgamento referenda as medidas adotadas por Moraes no inquérito que apura a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, em articulações com o governo de Donald Trump para tentar interferir na política brasileira e nos processos contra o pai. As investigações apontam que Eduardo Bolsonaro teria atuado junto a aliados de Trump para promover retaliações contra autoridades brasileiras, incluindo ministros do STF, com o objetivo de frear o avanço da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022. Jair Bolsonaro é réu nesse processo. Entre as medidas impostas pelo Supremo estão: uso obrigatório de tornozeleira eletrônica; proibição de se comunicar com Eduardo Bolsonaro; proibição de utilizar redes sociais; proibição de frequentar embaixadas ou manter contato com embaixadores; recolhimento domiciliar noturno das 19h às 6h em dias úteis; recolhimento integral aos fins de semana e feriados. As medidas foram autorizadas por Alexandre de Moraes e executadas pela Polícia Federal também na sexta-feira (18), quando Bolsonaro foi alvo de mandados de busca e apreensão. O julgamento é realizado em plenário virtual, sistema em que os ministros depositam seus votos em um ambiente eletrônico sem necessidade de sessão presencial. Caso haja pedido de destaque ou vista, o processo poderá ser retirado do ambiente virtual e analisado presencialmente. Fonte: R7 Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil

Leia Mais

Bancada do PL se reúne para tratar sobre situação de Bolsonaro após tornozeleira

A bancada do PL (Partido Liberal) na Câmara dos Deputados pretende se reunir nesta segunda-feira (21) para discutir as medidas cautelares determinadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na sexta-feira (18), o ministro Alexandre de Moraes determinou que Bolsonaro use tornozeleira eletrônica e que não use redes sociais. Além disso, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca na residência do ex-presidente. “Segunda-feira teremos uma reunião em Brasília, presencial, na liderança do PL. Vamos solicitar o fim do recesso branco. Queremos uma reunião, encontro com o presidente [da Câmara] Hugo Motta e queremos que essa Casa cumpra seu papel, que não se curve a ditadura da toga”, disse a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) na sexta-feira. Deputados e senadores aliados de Bolsonaro classificaram a ação do STF como “persecutória” e “humilhante”. Eles devem pedir a Motta que suspenda o recesso “branco” na Câmara, período de 14 dias de folga em julho, algo que o presidente da Câmara já antecipou que vai negar. Além disso, o grupo pretende articular o apoio a propostas legislativas para “conter” o STF. Alegações de Moraes Ao aplicar as medidas cautelares contra Bolsonaro, Moraes disse ver indícios de que o ex-presidente cometeu coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e abolição violenta do Estado democrático de Direito ao empregar ações para tentar intimidar autoridades brasileiras. Segundo o ministro, junto com o filho Eduardo Bolsonaro, o ex-presidente teria incitado a tentativa de submeter o STF a outro país e auxiliado financeiramente a negociação com o Governo dos Estados Unidos para prática de atos hostis contra o Brasil. Moraes avaliou que Bolsonaro pode ter cometido atos ilícitos visando interferir no regular andamento da ação penal do golpe, da qual ele é réu. Moraes afirmou que o ex-presidente “confessa, consciente e voluntária”, a prática de atuação criminosa na extorsão que se pretende contra a Justiça brasileira ao condicionar o fim do tarifaço de Donald Trump à própria anistia. “Não há, portanto, qualquer dúvida sobre a materialidade e autoria dos delitos praticados por Jair Bolsonaro, onde pretende, tanto por declarações e publicações, quanto por meio de induzimento, instigação e auxílio — inclusive financeiro a Eduardo Bolsonaro, o espúrio [ilegítimo] término da análise de sua responsabilidade penal, seja por meio de uma inexistente possibilidade de arquivamento sumário, seja pela aprovação de uma inconstitucional anistia”, disse Moraes. Na sexta, a Primeira Turma do STF formou maioria para manter decisão de Moraes. Ao se manifestar a favor da imposição de novas medidas cautelares contra Bolsonaro, a PGR (Procuradoria-Geral da República) disse que as restrições eram necessárias para garantir a aplicação da lei penal e evitar a fuga do ex-presidente. Bolsonaro se diz humilhado e nega que pensou em sair do Brasil Em diferentes entrevistas concedidas à imprensa no dia que colocou a tornozeleira, Bolsonaro afirmou que seria alvo de uma “caça às bruxas” pela Justiça brasileira, alegando que a operação da PF teria como objetivo final a sua “eliminação”. “Eles não querem a minha prisão, eles querem a minha eliminação. Eu sou um problema para eles”, disse. Ele afirmou que se sente “humilhado” com a ação da Polícia Federal e que não pretendia fugir do país. A defesa do ex-presidente afirmou que as medidas cautelares impostas a Bolsonaro são uma “circunstância inédita no direito brasileiro” e que as “frases destacadas como atentatórias à soberania nacional” jamais foram ditas por Bolsonaro. “E não parece ser justo ou mesmo razoável que o envio de dinheiro para seu filho, nora e netos possa constituir motivo para impor medidas cautelares como estas, especialmente porque feito muito antes dos fatos ora sob investigação”, diz a defesa.   Fonte: R7 Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Leia Mais

Lula manifesta solidariedade a ministros do STF após sanções dos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou, neste sábado (19), solidariedade aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) após as sanções impostas pelos Estados Unidos a Alexandre de Moraes e “aliados na Corte”. Em nota, o presidente classificou a medida de arbitrária e sem fundamento. “Minha solidariedade e apoio aos ministros do Supremo Tribunal Federal atingidos por mais uma medida arbitrária e completamente sem fundamento do governo dos Estados Unidos”, afirmou o presidente em comunicado emitido pelo Palácio do Planalto. Lula ressaltou que tentativas de interferir na Justiça de outro país desrespeita o direito internacional. “A interferência de um país no sistema de Justiça de outro é inaceitável e fere os princípios básicos do respeito e da soberania entre as nações”, acrescentou. Por fim, o presidente destacou que trabalhará para preservar a democracia. “Estou certo de que nenhum tipo de intimidação ou ameaça, de quem quer que seja, vai comprometer a mais importante missão dos poderes e instituições nacionais, que é atuar permanentemente na defesa e preservação do Estado Democrático de Direito”, concluiu o texto. Na noite desta sexta-feira (18), os Estados Unidos revogaram o visto do ministro Alexandre de Moraes e “aliados na Corte. A medida também abrange os familiares de Moraes. O anúncio do secretário de Estado estadunidense, Marco Rubio, não deixa claro quais outros ministros do STF foram atingidos pela sanção. A medida foi anunciada horas após o ex-presidente Jair Bolsonaro ser alvo de uma operação da Policia Federal (PF), que realizou buscas e apreensões e determinou a utilização de tornozeleira eletrônica e recolhimento noturno entre as 19h e as 6h. Fonte: Agência Brasil Foto: Ricardo Stuckert / PR

Leia Mais

Após decisão contra Bolsonaro, oposição planeja ofensiva contra STF no Congresso

As restrições contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) definidas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) serão usadas por oposicionistas para retomar ofensivas contra a corte no Congresso Nacional. Aliados do político querem pautar propostas que limitem decisões do Supremo, conforme apurou o R7. A lista passa pela continuidade de análise da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que limita decisões monocráticas, o fim do foro privilegiado para ministros e a tentativa de instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do “Abuso de Autoridade”. Aprovada pelo Senado em 2024, a PEC das decisões monocráticas proíbe que ministros do STF possam tomar decisões de forma individual. O texto, já aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição de Justiça) da Câmara, ainda aguarda a criação de uma comissão especial para analisar o mérito na Casa. O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), defende que a medida tenha celeridade na Câmara. Conforme a PEC, tanto o STF quanto outros tribunais superiores são proibidos de concederem uma decisão monocrática que suspenda a eficácia de uma lei. “O que a gente quer, exclusivamente, é que sejam decisões colegiadas, que representem o universo da nossa Suprema Corte. E que não seja, que não tenha a caneta na mão de um [ministro], porque isso não é democrático. O Senado já aprovou, e está lá na Câmara há mais de ano”, afirmou. O político também defende que haja uma mudança na escolha de ministros do Supremo e na relação entre o Judiciário com o Congresso Nacional. Portinho destacou que o tema será discutido em reuniões a partir da próxima segunda-feira (21). IOF Além da situação envolvendo Bolsonaro, oposicionistas têm criticado outras decisões da corte, como a retomada da validade de decretos do governo ligados ao aumento de algumas alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A retomada dos decretos do governo foi criticada pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN). Ele defendeu que haja uma “mudança judicial”. “Quando um ministro do Supremo Tribunal Federal transforma um imposto de natureza regulatória em uma cobrança meramente arrecadatória — e, pior, de forma retroativa, mesmo após ter anteriormente suspendido sua eficácia —, fica evidente que a segurança jurídica no Brasil está em colapso”, afirmou o senador. Pedidos de impeachment O Senado acumula ao menos 55 pedidos de impeachment de ministros do STF em tramitação. Nas duas últimas semanas, senadores protocolaram pedidos contra os ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Qualquer cidadão pode denunciar um ministro por crime de responsabilidade, como abuso de poder ou violação de direitos constitucionais. Entretanto, em 134 anos de história do STF, nunca houve afastamento de um ministro. Segundo a Constituição, cabe ao Senado processar e julgar ministros do STF quanto a crimes de responsabilidade. O primeiro passo para o processo de impeachment de um ministro é a apresentação de uma denúncia ao Senado, acompanhada de documentos ou provas. Além da perda do cargo, outra punição prevista é a inabilitação, de até cinco anos, para o exercício de qualquer função pública. Fonte: R7 Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

Leia Mais

‘Gravíssimo crime contra soberania nacional’, diz Moraes em decisão sobre Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), derrubou o sigilo da decisão que impôs ao ex-presidente Jair Bolsonaro o uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares. Na decisão, Moraes cita os “gravíssimos crimes contra a soberania nacional e a independência do Poder Judiciário”. “Está plenamente demonstrado o risco de dano grave ou de difícil reparação, em razão dos indícios de cometimento de gravíssimos crimes contra a soberania nacional e a independência do Poder Judiciário, mediante uso de grave ameaça, em razão da existência de uma campanha criminosa cujo objetivo é justamente obstruir o andamento das ação penal”, diz o texto. De acordo com a decisão, as postagens de Bolsonaro “evidenciam as condutas de embaraçar” a ação penal que tramita no STF, “bem como solicitar junto a chefe de Estado de nação estrangeira medidas visando interferir ilicitamente no regular curso do processo judicial, de modo a resultar em pressão social em face das autoridades brasileiras, com flagrante atentado à soberania nacional.” Ainda no documento, o ministro afirma que a PGR (Procuradoria-Geral da República) ressaltou a necessidade de imposição de medidas cautelares contra Bolsonaro para “fazer cessar a atividade criminosa”. “Está posto, de modo inequívoco, o risco concreto à aplicação da lei penal, evidenciado pelo comportamento reiterado e publicizado tanto de Eduardo Bolsonaro, quanto de Jair Messias Bolsonaro, mediante o emprego de medidas para obstruir o curso seguro do processo.” Segundo a decisão, a legislação brasileira é suscetível de modificação, mas não de “desataviado desprezo, tampouco de negociação de descumprimento com governo estrangeiro”. “Nenhuma autoridade, por mais conhecida e acreditada que seja, está acima da lei”, completa. Operação da PF A Polícia Federal cumpriu na manhã desta sexta-feira (18) dois mandados de busca na residência do ex-presidente e em endereços ligados ao PL (Partido Liberal). Além disso, o ex-chefe do Executivo deverá usar tornozeleira eletrônica e está proibido de sair de casa entre 19h e 7h, inclusive nos fins de semana. Bolsonaro também está proibido de manter contato com embaixadores e diplomatas estrangeiros, bem como se aproximar de embaixadas. Outras restrições incluem a proibição de contato com os demais réus do processo e o acesso às redes sociais. Todas as medidas foram autorizadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal), no âmbito da PET n.º 14129. A representação foi feita pela PF, com parecer favorável da PGR (Procuradoria-Geral da República), pelos crimes de coação no curso do processo, obstrução da Justiça e atentado à soberania nacional. Notas de defesa Em nota, a defesa do ex-presidente afirmou que recebeu com “surpresa e indignação” a imposição de medidas cautelares “severas” contra ele. Segundo os advogados, Bolsonaro sempre cumpriu com todas as determinações do Poder Judiciário. “A defesa irá se manifestar oportunamente, após conhecer a decisão judicial”, informou. O Partido Liberal enviou nota afirmando que manifesta “estranheza e repúdio” diante da ação da Polícia Federal realizada nesta sexta-feira, que incluiu mandados de busca na residência do presidente Jair Bolsonaro e na sala que ocupa na sede nacional do partido Relembre A PGR solicitou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado. Além dele, outras sete pessoas, incluindo generais e ex-ministros, também foram acusadas. A PGR afirma que Bolsonaro liderava a organização criminosa responsável por atos críticos contra a democracia. Os crimes atribuídos ao grupo incluem organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, com penas que podem chegar a até 43 anos de prisão. Entre os acusados, estão Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; e Paulo Sérgio Nogueira, ex-líder do Exército. O documento da PGR detalha que a tentativa de golpe não se concretizou devido à falta de apoio das Forças Armadas. O julgamento está previsto para ocorrer entre o final de agosto e início de setembro. Em resposta às acusações, Bolsonaro negou envolvimento e classificou as alegações como infundadas.   Fonte: R7 Foto: Bruno Peres/Agência Brasil – Arquivo

Leia Mais

Governo e lojistas da 25 de Março reagem à investigação dos EUA

A maior rua de comércio popular e o mais comum método de pagamento do Brasil também estão na mira dos Estados Unidos. Em um documento que embasa a nova investigação comercial aberta contra o país, a USTR (Representação Comercial norte-americana) cita a Rua 25 de Março, em São Paulo, como um dos principais focos de pirataria do Brasil e o Pix como uma ameaça às empresas americanas. A apuração foi solicitada pelo presidente norte-americano Donald Trump e levanta acusações contra o governo brasileiro por supostas práticas comerciais desleais. Em um dos trechos mais incisivos do documento, o governo norte-americano aponta a Rua 25 de Março como exemplo histórico de mercado paralelo e falha na proteção à propriedade intelectual. A região é mencionada como “área de distribuição, venda e uso generalizado de produtos falsificados, consoles de jogos modificados, dispositivos de streaming ilícito e outros dispositivos de burla”. “A falha em abordar eficazmente a pirataria de conteúdo protegido por direitos autorais continua sendo uma barreira significativa para a adoção de canais legítimos de distribuição de conteúdo”, afirma o relatório da USTR. O que diz a 25 de Março Em resposta, a Univinco, associação que representa lojistas da rua, divulgou uma nota destacando que casos de irregularidades não representam a maioria dos mais de 3 mil estabelecimentos da rua, que operam de maneira formal, pagando impostos e gerando empregos. “Embora existam pontos isolados em que há comércio irregular, como pirataria, em algumas galerias específicas, essas práticas são continuamente fiscalizadas e combatidas pelos órgãos públicos competentes. Esses casos não representam a imensa maioria dos lojistas da região, que atuam de forma legal e transparente”, diz o comunicado. O comunicado também ressalta que os produtos vendidos nos estabelecimentos da região “são importados principalmente da China e não possuem qualquer relação com os Estados Unidos”. De olho no Pix Outro ponto da investigação é a acusação de que o Brasil estaria beneficiando indevidamente serviços de pagamento eletrônico criados por órgãos públicos, uma referência ao Pix. O relatório afirma que esses sistemas prejudicam a competitividade de empresas americanas do setor. A resposta veio nas redes sociais. O governo brasileiro rebateu com bom humor, mas também com firmeza. “O Pix é do Brasil e dos brasileiros! Parece que nosso Pix vem causando um ciúme danado lá fora, viu? Tem até carta reclamando da existência do nosso sistema. Seguro, sigiloso e sem taxas”, diz a publicação feita na última quarta-feira (16). A crítica ao Pix se soma a outras alegações dos EUA no setor digital, como a suposta retaliação a plataformas que não moderam discursos políticos e a imposição de medidas judiciais contra empresas de tecnologia norte-americanas. Supostas infrações A investigação se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, um dispositivo de 1974 que permite ao país retaliar economicamente em caso de práticas classificadas como “injustificáveis, irracionais ou discriminatórias” por governos estrangeiros. A mesma ferramenta foi usada por Trump durante a guerra comercial com a China. “A falha em abordar eficazmente a pirataria de conteúdo protegido por direitos autorais continua sendo uma barreira significativa para a adoção de canais legítimos de distribuição de conteúdo”, afirma o relatório da USTR. O documento da USTR elenca seis frentes principais em que o Brasil estaria cometendo infrações ou agindo de forma discriminatória: Comércio digital e plataformas: os EUA alegam que empresas americanas estariam sendo alvo de sanções e censura por parte do Brasil; Tarifas preferenciais: críticas à concessão de tarifas menores a parceiros comerciais que competem com os EUA; Combate à corrupção: apontam suposta falta de aplicação de normas internacionais contra suborno; Propriedade intelectual: críticas à ausência de medidas eficazes contra pirataria e falsificação; Etanol: acusação de que o Brasil abandonou compromissos de abrir o mercado ao etanol americano; Desmatamento ilegal: alegam que a falha no controle ambiental favorece produtores brasileiros às custas dos norte-americanos. A investigação vem à tona após o comunicado de Trump anunciando que vai impor, a partir de 1º de agosto, tarifas de 50% a todos os produtos brasileiros.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/Instagram/@realdonaldtrump

Leia Mais

Na TV, Lula não cita o nome de Trump e chama taxa dos EUA de ‘chantagem inaceitável’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou nesta quinta-feira (17) a taxa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil de “chantagem inaceitável”. Em pronunciamento na cadeia nacional de televisão aberta, o petista afirmou que o republicano “ameaça” as instituições brasileiras com “informações falsas” (veja o discurso na íntegra ao fim). “O Brasil sempre esteve aberto ao diálogo. Fizemos mais de 10 reuniões com o governo dos Estados Unidos, e encaminhamos, em 16 de maio, uma proposta de negociação. Esperávamos uma resposta, e o que veio foi uma chantagem inaceitável, em forma de ameaças às instituições brasileiras, e com informações falsas sobre o comércio entre o Brasil e os Estados Unidos”, disse Lula. Nos quase cinco minutos de pronunciamento, Lula não citou o nome de Trump — o petista referiu-se ao republicano apenas como “presidente norte-americano” —, nem o do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Um dos motivos da tarifa de Trump seria uma suposta perseguição judicial contra Bolsonaro. Lula fez críticas a isso na fala na TV. “Minha indignação é ainda maior por saber que esse ataque ao Brasil tem o apoio de alguns políticos brasileiros. São verdadeiros traidores da pátria. Apostam no quanto pior, melhor. Não se importam com a economia do país e os danos causados ao nosso povo”, declarou Lula no pronunciamento. Negociação é prioridade, mas governo pode retaliar O petista voltou a declarar, ainda, que o Brasil está disposto a negociar, mas não descarta retaliar os EUA com a mesma taxação de 50%. “Se necessário, usaremos todos os instrumentos legais para defender a nossa economia. Desde recursos à Organização Mundial do Comércio até a Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional. Não há vencedores em guerras tarifárias”, completou. Durante a fala, Lula aproveitou para defender a atuação da Justiça brasileira na fiscalização das plataformas digitais. “No Brasil, ninguém — ninguém — está acima da lei. É preciso proteger as famílias brasileiras de indivíduos e organizações que se utilizam das redes digitais para promover golpes e fraudes”, destacou. Tarifaço e investigação dos EUA Na semana passada, Donald Trump anunciou que vai cobrar 50% de todos os itens do Brasil comprados pelos EUA a partir de 1º de agosto. Segundo o republicano, a medida é uma resposta direta a supostos ataques do Brasil à liberdade de expressão de empresas norte-americanas e à forma como o país tem tratado Bolsonaro. Além de inelegível até 2030, o ex-presidente é réu no STF (Supremo Tribunal Federal) por tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito. Para o líder norte-americano, o julgamento e as investigações que envolvem o ex-presidente brasileiro configurariam uma “caça às bruxas” que deveria “terminar imediatamente”. Dias depois, a Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) abriu uma investigação contra o Brasil. O objetivo é apurar supostas práticas comerciais desleais, envolvendo o Pix, as grandes empresas de tecnologias dos EUA e medidas brasileiras de controle de desmatamento ilegal. Segundo a USTR, a medida visa investigar se atos, políticas e práticas do governo brasileiro em áreas como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, como o Pix, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e controle de desmatamento ilegal são injustificáveis ou discriminatórios e impõem restrições ao comércio norte-americano. Pronunciamento completo de Lula na TV Minhas amigas e meus amigos, Fomos surpreendidos, na última semana, por uma carta do presidente norte-americano anunciando a taxação dos produtos brasileiros em 50%, a partir de 1º de agosto. O Brasil sempre esteve aberto ao diálogo. Fizemos mais de 10 reuniões com o governo dos Estados Unidos, e encaminhamos, em 16 de maio, uma proposta de negociação. Esperávamos uma resposta, e o que veio foi uma chantagem inaceitável, em forma de ameaças às instituições brasileiras, e com informações falsas sobre o comércio entre o Brasil e os Estados Unidos. Contamos com um Poder Judiciário independente. No Brasil, respeitamos o devido processo legal, os princípios da presunção da inocência, do contraditório e da ampla defesa. Tentar interferir na justiça brasileira é um grave atentado à soberania nacional. Só uma pátria soberana é capaz de gerar empregos, combater as desigualdades, garantir saúde e educação, promover o desenvolvimento sustentável e criar as oportunidades que as pessoas precisam para crescer na vida. Minha indignação é ainda maior por saber que esse ataque ao Brasil tem o apoio de alguns políticos brasileiros. São verdadeiros traidores da pátria. Apostam no quanto pior, melhor. Não se importam com a economia do país e os danos causados ao nosso povo. Minhas amigas e meus amigos, a defesa da nossa soberania também se aplica à atuação das plataformas digitais estrangeiras no Brasil. Para operar no nosso país, todas as empresas nacionais e estrangeiras são obrigadas a cumprir as regras. No Brasil, ninguém — ninguém — está acima da lei. É preciso proteger as famílias brasileiras de indivíduos e organizações que se utilizam das redes digitais para promover golpes e fraudes, cometer crime de racismo, incentivar a violência contra as mulheres e atacar a democracia, além de alimentar o ódio, violência e bullying entre crianças e adolescentes, em alguns casos levando à morte, e desacreditar as vacinas, trazendo de volta doenças há muito tempo erradicadas. Minhas amigas e meus amigos, Estamos nos reunindo com representantes dos setores produtivos, sociedade civil e sindicatos. Essa é uma grande ação conjunta que envolve a indústria, o comércio, o setor de serviços, o setor agrícola e os trabalhadores. Estamos juntos na defesa do Brasil. E faremos isso de cabeça erguida, seguindo o exemplo de cada brasileiro e cada brasileira que acorda cedo, e vai à luta para trabalhar, cuidar da família e ajudar o Brasil a crescer. Seguiremos apostando nas boas relações diplomáticas e comerciais, não apenas com os Estados Unidos, mas com todos os países do mundo. Minhas amigas e meus amigos, A primeira vítima de um mundo sem regras é a verdade. São falsas as alegações sobre práticas comerciais desleais brasileiras. Os Estados Unidos acumulam, há mais de 15 anos, robusto superávit comercial de

Leia Mais
Nenhuma postagem a exibir

Confira o canal do Portal Veloz No Youtube

×

Buscar no Portal Veloz