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Categoria: Política

Segundo semestre no STF terá trama golpista e novo presidente 

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta semana os julgamentos do segundo semestre com a previsão de concluir a análise das ações sobre a trama golpista ocorrida durante o governo de Jair Bolsonaro. Além disso, o semestre também será marcado por mudanças na presidência da Corte. Em setembro, o ministro Edson Fachin vai suceder a Luís Roberto Barroso no comando do tribunal.  Também está previsto um desfecho para o caso Marielle Franco, sete anos após o assassinato da vereadora. A primeira sessão de julgamento no plenário após o recesso de julho será na próxima quarta-feira (6). A Corte deve analisar a constitucionalidade da lei do estado do Rio de Janeiro que autoriza o transporte de pets de assistência emocional nas cabines de voos operados no estado. Na sexta-feira (1°), durante a cerimônia de abertura dos trabalhos do plenário, os ministros fizeram uma defesa conjunta da Corte e do ministro Alexandre de Moraes após o governo dos Estados Unidos anunciar sanções financeiras contra Moraes, com base na Lei Magnitisky, norma norte-americana que prevê a aplicação de restrições financeiras para quem é considerado violador de direitos humanos. Golpe Em setembro, a Primeira Turma da Corte deve decidir se o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados serão condenados pela tentativa de golpe de Estado no país para reverter o resultado das eleições de 2022. A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) foi dividida em quatro núcleos. O núcleo 1, que tem como réu Bolsonaro e seus aliados, é o mais adiantado.  A PGR já fez o pedido de condenação dos acusados. A expectativa é de que o julgamento que vai decidir pela condenação ou absolvição do Bolsonaro e os demais réus trama golpista ocorra em setembro. O julgamento dos núcleos 2, 3 e 4 deve ocorrer até dezembro deste ano. Caso Marielle O caso Marielle também pode ser julgado no segundo semestre deste ano. Em maio, a PGR pediu ao Supremo a condenação dos acusados de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018, no Rio de Janeiro. Na manifestação, a procuradoria defendeu a condenação do conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, irmão de Domingos, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, o major da Policia Militar Ronald Alves de Paula e o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos. Conforme a delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa, réu confesso de realizar os disparos de arma de fogo contra a vereadora, os irmãos Brazão e Barbosa atuaram como os mandantes do crime. Rivaldo Barbosa teria participado dos preparativos da execução do crime. Ronald é acusado de realizar o monitoramento da rotina da vereadora e repassar as informações para o grupo. Robson Calixto teria entregue a arma utilizada no crime para Lessa. De acordo com a investigação realizada pela Polícia Federal, o assassinato de Marielle está relacionado ao posicionamento contrário da parlamentar aos interesses do grupo político liderado pelos irmãos Brazão, que têm ligação com questões fundiárias em áreas controladas por milícias no Rio. Nos depoimentos prestados durante a instrução, os acusados negaram participação no assassinato. Novo presidente Em setembro, Luís Roberto Barroso deixará a presidência do STF após cumprir mandato de dois anos. O ministro Edson Fachin ocupará o cargo. Alexandre de Moraes será o vice-presidente. A data da posse ainda não foi marcada.   Fonte: Agência Brasil Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

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Incêndio destrói residência que também funcionava como comércio no Jardim Palmeiras; animais foram resgatados

O salvamento dos animais foi possível graças à rápida atuação dos agentes  Um incêndio de grandes proporções destruiu completamente uma residência na Rua Horácio Severino, no Jardim Palmeiras, na noite deste sábado (3). O imóvel, que também funcionava como um ponto comercial, estava vazio no momento do incidente. Apesar da gravidade do fogo, ninguém ficou ferido.  Segundo informações apuradas no local, três animais que estavam dentro da casa — dois cachorros e um porquinho-da-índia — foram resgatados com vida por equipes do Corpo de Bombeiros. O salvamento dos animais foi possível graças à rápida atuação dos agentes.  Testemunhas relataram que o proprietário da casa estava viajando e teria deixado uma vela acesa antes de sair, o que pode ter sido a causa do incêndio. A hipótese ainda será analisada pelas autoridades responsáveis.  O Corpo de Bombeiros foi acionado e compareceu com três viaturas para conter as chamas. A Defesa Civil também esteve no local para avaliar os danos. Por medida de segurança, a energia elétrica das residências vizinhas foi cortada temporariamente.  O tenente Élcio, do Corpo de Bombeiros, conversou com a equipe de reportagem e destacou a importância do cuidado com objetos inflamáveis. Ele reforçou que o uso de velas deve ser evitado, especialmente em locais sem vigilância.  Apesar do susto, não houve feridos — apenas perdas materiais. A ocorrência agora será investigada para confirmação da causa do incêndio. (Renan Isaltino)

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A cem dias da COP30, Belém convive com diárias exorbitantes e pressão de países

Faltando 100 dias para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), marcada entre 10 e 21 de novembro em Belém (PA), a capital paraense encara intenso esforço para garantir estrutura digna a quase 50 mil participantes. Primeira vez que o Brasil sedia essa conferência ambiental e primeira vez realizada no coração da Amazônia, o desafio vai muito além de debates climáticos — reservar hospedagem tornou-se tarefa quase impossível. Plataformas de locação passaram a registrar valores inéditos. Alguns anúncios por imóveis de luxo superam R$ 2 milhões por pacote de 11 noites. Em uma busca recente, imóvel com dois quartos e capacidade máxima de 16 pessoas foi ofertado por R$ 2,2 milhões, com diária superior a R$ 200 mil. A maior parte das ofertas gira entre R$ 20 mil e mais de R$ 500 mil por período equivalente, elevando críticas diplomáticas e logísticas. Diversos países chegaram a solicitar oficialmente mudança da sede da conferência, alegando preços abusivos em hotéis e acomodações listadas por até 15 vezes acima do valor normal. Essa situação assume caráter grave por envolver delegações do Sul Global, sociedade civil, povos indígenas e jovens ativistas. Sem opções acessíveis, existe risco claro de exclusão — em contradição com os princípios de representatividade do evento. Ações do governo Em nota recente, a Secretaria Extraordinária da COP30 reforçou diálogo permanente com a ONU, descartou plano alternativo de local e garantiu que todas as decisões centrais ocorrerão em Belém. Segundo o secretário André Corrêa do Lago, “a COP será em Belém, inclusive o encontro de chefes de Estado; não há plano B.” Nova reunião virtual programada para 11 de agosto juntará representantes da Convenção do Clima da ONU, governo federal e autoridades do Pará. Temas como hospedagem, transporte, segurança e alimentação estarão na pauta. Plano de hospedagem prioriza delegações oficiais, com reservas para países listados como LDCs (Países Menos Desenvolvidos) e PEIDs (Pequenos Estados Ilhas), com diárias entre US$ 100 e US$ 200 por até 15 quartos individuais por delegação; demais países terão acesso a até 10 quartos por delegação, com tarifas entre US$ 220 e US$ 600. O governo segue em negociações com redes hoteleiras e plataformas para estender essa oferta. Outras iniciativas Desde o fim de 2023, autoridades estaduais e federais firmaram memorando com plataforma Booking.com e promoveram workshops para regular cadastro de acomodações com tarifas condizentes. Proposta de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) também foi apresentada em abril, com objetivo de convencer hotéis a praticarem preços compatíveis — mas adesão permanece voluntária. Para aumentar respostas à demanda, governo bloqueou mais de 30 mil leitos em hotéis, pousadas e imóveis temporários, priorizando delegações de países em desenvolvimento. A União contratou três navios cruzeiro que funcionarão como hotéis flutuantes no porto, oferecendo cerca de 6 mil leitos com tarifas entre US$ 100 e US$ 220 por noite (R$ 550 a R$ 1.200). Essas cifras permanecem elevadas, porém mais próximas do razoável. Atualmente, Belém reúne aproximadamente 36 mil leitos disponíveis. Considerado insuficiente para a demanda total, governo do Pará planeja uso emergencial de escolas públicas, motéis e barcos de turismo fluvial. Mais de R$ 4,5 bilhões já foram aplicados em infraestrutura — reformas em aeroporto, drenagem urbana, mobilidade e revitalização de edifícios públicos — com entrega prometida até setembro.   Fonte: R7 Foto: Rafael Medelima/COP30

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Justiça da Itália mantém prisão de Zambelli após audiência de custódia

Assim, a parlamentar aguardará o resultado do seu processo de extradição na prisão A Quarta Seção do Tribunal de Roma, na Itália, decidiu que a deputada federal Carla Zambelli permanecerá na prisão de Rebibbia, em Roma. Assim, a parlamentar aguardará o resultado do seu processo de extradição na prisão. Zambelli passou por uma audiência de custódia italiana. A informação foi confirmada pelo R7 com autoridades locais. O pedido de libertação apresentado pelo advogado de Carla Zambelli será avaliado em meados de agosto. Nesta semana, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), mandou a AGU (Advocacia-Geral da União) acompanhar e adotar as providências cabíveis e necessárias relacionadas ao processo de extradição da deputada. Zambelli está licenciada do mandato desde 5 de julho, por 127 dias, após fugir para a Itália no início de junho, onde foi presa na última terça-feira (29). Em vídeo divulgado após a prisão, ela afirmou que não pretende voltar ao Brasil, mas que está disposta a cumprir pena na Itália. A parlamentar foi condenada a dez anos de prisão em regime fechado pelo STF pela invasão aos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).   Fonte: R7 Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

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Presa em Roma, Zambelli passa por audiência de custódia nesta sexta-feira (1º)

A deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) será submetida, nesta sexta-feira (1º), a uma audiência de custódia em Roma, na Itália. Detida desde terça-feira (29), ela permanece no presídio feminino Germana Stefanini, localizado na região de Rebibbia. Segundo o advogado Fabio Pagnozzi, a defesa solicitou a concessão de liberdade enquanto aguarda a decisão do Ministério da Justiça italiano sobre o eventual retorno da parlamentar ao Brasil. No entanto, as autoridades do país têm autonomia para autorizar a extradição de forma imediata, sem necessidade de abertura formal de processo ou imposição prévia de medidas cautelares. Pagnozzi informou que a audiência segue os mesmos moldes do procedimento realizado no Brasil. A etapa serve para verificar a legalidade da prisão, avaliar se a pessoa custodiada poderá responder em liberdade, se haverá imposição de condições específicas ou se será mantida em regime fechado. Também é apurada a existência de possíveis abusos durante a abordagem policial. Na quinta-feira (31), o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que a AGU (Advocacia-Geral da União) acompanhe o caso e adote providências relacionadas ao pedido de extradição. No mesmo dia, a parlamentar recebeu a visita do vice-premiê italiano, Matteo Salvini, após articulação de deputados brasileiros da oposição. Viagem à Itália Licenciada desde 5 de julho por 127 dias, Zambelli viajou à Itália no início de junho. A defesa sustenta que a parlamentar se apresentou voluntariamente às autoridades italianas. O advogado demonstra otimismo quanto à possibilidade de concessão de liberdade, ainda que condicionada a medidas cautelares, principalmente pelo fato de Zambelli possuir cidadania italiana. Ao R7, Pagnozzi explicou que o processo depende de uma análise detalhada por parte do governo local. Segundo ele, trata-se de uma decisão com forte componente político, o que pode tornar improvável a extradição. Em vídeo divulgado após a prisão, a deputada declarou não ter intenção de retornar ao Brasil, mas manifestou disposição para cumprir pena em território italiano. Condenada pelo STF a dez anos de prisão, Zambelli também perdeu o mandato e foi sentenciada ao pagamento de R$ 2 milhões. A decisão se refere à invasão dos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).   Fonte: R7 Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

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STF retoma sessões após recesso e fará defesa de Moraes

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma, nesta sexta-feira (1°), às 10h, as sessões do plenário da Corte após recesso de julho. A sessão será marcada pelo primeiro pronunciamento conjunto dos ministros após o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar sanções financeiras contra Moraes, com base na Lei Magnitisky, norma norte-americana que prevê a aplicação de restrições para que é considerado violador de direitos humanos. Além do próprio Moraes, o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, e o decano, Gilmar Mendes devem se pronunciar. Também há expectativa sobre o posicionamento dos ministros Nunes Marques, André Mendonça e Luiz Fux. No início deste mês, eles escaparam da primeira sanção aplicada pelo governo Trump, que determinou a suspensão dos vistos dos ministros do STF, e não demonstraram publicamente solidariedade aos colegas. Impacto Apesar da grande repercussão, a aplicação de sanções financeiras contra Alexandre de Moraes não deve ter o impacto esperado pelo governo Trump e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Moraes não tem bens nem contas em bancos sediados naquele país. O ministro também não tem o costume de viajar para os Estados Unidos. A norma norte-americana prevê o bloqueio de contas bancárias, ativos e aplicações financeiras nos Estados Unidos, a proibição de transações de empresas americanas com as pessoas sancionadas, além do impedimento de entrada no país. A aplicação da Lei Magnitsky é a segunda sanção aplicada contra Alexandre de Moraes pelo presidente Trump. No dia 18 de julho, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou a revogação dos vistos do ministro, seus familiares e “aliados na Corte”. O anúncio foi feito após Moraes abrir um inquérito para investigar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, pela atuação junto ao governo dos Estados Unidos para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo e tentar barrar o andamento da ação penal sobre a trama golpista. Em março deste ano, Eduardo pediu licença do mandato parlamentar e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política. A licença terminou no último dia 20.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Além de Moraes: lista de alvos da Lei Magnitsky inclui terroristas, corruptos e traficantes

Lei dos EUA já sancionou mais de 650 pessoas e organizações por violações de direitos humanos, corrupção e tráfico de drogas O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi incluído na quarta-feira (30) na lista de sanções do governo dos Estados Unidos, por meio da Lei Magnitsky, uma ferramenta criada em 2012 para punir violações graves de direitos humanos e corrupção em escala global. A norma, sancionada pelo então presidente Barack Obama, já foi aplicada contra mais de 650 indivíduos, empresas e organizações desde 2017. A inclusão de Moraes, no entanto, marca um caso singular, já que a lei é geralmente direcionada a figuras associadas a regimes autoritários, corrupção ou crimes como terrorismo e tráfico de drogas. A Lei Magnitsky foi criada para punir os responsáveis pela morte do advogado russo Sergei Magnitsky, que denunciou um esquema de corrupção envolvendo funcionários do Ministério do Interior da Rússia. Preso em 2008 sob acusação de evasão fiscal, Magnitsky foi mantido em condições desumanas, sem acesso a tratamento médico para problemas como pedras nos rins e pancreatite. Ele morreu em uma cela em Moscou, em 2009, aos 37 anos, oito dias antes de ser libertado. O caso gerou indignação internacional e motivou a criação da lei, que inicialmente visava autoridades russas, mas foi ampliada em 2016 para atingir pessoas em qualquer país acusadas de corrupção ou abusos de direitos humanos. Alvos da lei: de ditadores a traficantes A Lei Magnitsky permite que o governo norte-americano imponha sanções sem necessidade de condenação judicial, apenas com um ato administrativo, muitas vezes baseado em relatórios de autoridades internacionais. Desde sua ampliação, a norma já atingiu figuras de diversos países, como: Ex-presidentes e políticos corruptos O ex-presidente do Paraguai Horacio Cartes (2013-2018) e o ex-vice-presidente Hugo Velazquez Moreno foram sancionados por suposta corrupção. Na Nicarágua, Roberto José Rivas Reyes, ex-presidente do Conselho Supremo Eleitoral, e na Guatemala, o deputado Julio Juárez Ramírez, também enfrentaram a lei. Entre os líderes em exercício, a Lei Magnitsky já foi usada contra figuras como o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, o mandatário russo Vladimir Putin, e o ditador norte-coreano Kim Jong-un. Abusos de direitos humanos Em 2020, o departamento de polícia de Xinjiang, na China, e quatro oficiais foram punidos por violações contra minorias étnicas uigures. Na Rússia, além do caso Magnitsky, o líder checheno Ramzan Kadyrov e envolvidos na prisão do jornalista Vladimir Kara-Murza foram alvos. Crime organizado e terrorismo A facção brasileira PCC (Primeiro Comando da Capital) e o traficante Diego Macedo Gonçalves do Carmo, conhecido como “Brahma”, foram incluídos em 2021 e 2024, respectivamente, por lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Ciro Daniel Ferreira Amorim, acusado de liderar uma organização supremacista branca no Telegram, também está na lista, preso em Porto Velho (RO). No Brasil Por aqui, ao menos 23 alvos já foram sancionados, incluindo empresas como a Enterprise Comércio de Móveis e a Home Elegance Comércio de Móveis, acusadas de financiar terrorismo. Indivíduos ligados às organizações terroristas Al-Qaeda e Hezbollah, como Haytham Ahmad Shukri Ahmad Al-Maghrabi, Mohamed Sherif Awadd e Ahmad Al-Khatib, também foram alvos da lei. O porta-voz dos terroristas do Hamas, Ghazi Hamad, também aparece na lista, embora sua relação com o Brasil não tenha sido detalhada pelo governo norte-americano. Como funciona a lei? A Lei Magnitsky é aplicada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) dos EUA, que mantém a lista de Cidadãos Especialmente Designados (SDN). Quem entra na lista fica impedido de acessar contas em bancos norte-americanos, e instituições financeiras que gerenciem ativos dessas pessoas ou entidades devem notificar o Departamento do Tesouro.   Fonte: R7 Foto: Fellipe Sampaio/STF

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Acordo com 4 filhos, ex-nora e ex-genro de Maluf garante indenização de R$ 210 mi a SP

Acordo milionário foi feito encerrar disputas judiciais envolvendo desvios na Prefeitura de São Paulo durante os anos 1990 Um acordo de não persecução cível firmado pelo Ministério Público estadual nesta terça-feira (29) com familiares do ex-prefeito Paulo Maluf, de 93 anos, garante o pagamento de indenização de R$ 210 milhões ao município de São Paulo. O acordo, também subscrito pela Procuradoria-Geral do Município, decorre de investigações e ações civis do MP no caso de desvios de verbas municipais atribuídos a Maluf entre 1993 e 1998. O pacto foi firmado com quatro filhos, uma ex-nora e um ex-genro do ex-prefeito, além de uma offshore do Uruguai e um banco brasileiro que adquiriu ações da Eucatex, da família Maluf. O promotor Silvio Antônio Marques, que integra a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital — braço do Ministério Público estadual para combate à improbidade — informou que o acordo com os Maluf não encerra definitivamente as ações civis propostas contra o ex-prefeito. As investigações continuarão em curso em relação ao próprio Maluf, sua mulher, Sylvia, e empresas acusadas de superfaturamento e pagamento de propina em contratos de sua gestão na Prefeitura (1993-1996). Acusação de desvios de verbas Maluf e empresas são acusados de desvios que atingiram mais de US$ 300 milhões durante a construção do Túnel Ayrton Senna e da Av. Água Espraiada (atualmente, Avenida Jornalista Roberto Marinho). O promotor Silvio Marques anota que o total recuperado até agora em favor dos cofres públicos por meio de acordos da Promotoria de Justiça e Procuradoria do Município atingiu cerca de US$ 160 milhões ou R$ 819 milhões, pelo câmbio atual. Na esfera criminal, acusado de lavagem de dinheiro, Paulo Maluf foi condenado a 7 anos e 9 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal em ação penal proposta pelo Ministério Público Federal. Quando foi condenado, ele recebeu o benefício da prisão domiciliar humanitária, concedido pelo ministro Dias Toffoli. O promotor destaca que continua em vigor contra o ex-prefeito e um de seus filhos uma ordem de prisão expedida em 2007 a pedido da Promotoria de Nova York, “por causa da lavagem de dinheiro desviado do Município de São Paulo”. Na França, Maluf e a mulher foram condenados em ação penal do Ministério Público de Paris a três anos de prisão e multa. Palavra da família Maluf Em nota, a família do ex-prefeito Paulo Maluf confirmou a celebração do acordo com Ministério Púbico de São Paulo ‘para encerrar processos envolvendo a Prefeitura de São Paulo’. “A família Maluf celebrou acordo, assinado com o Ministério Público de São Paulo nesta terça-feira (29), para encerrar ações judiciais em curso na Justiça”, diz o texto. “O acordo representa uma solução jurídica para processos que se arrastavam há anos e reforça uma tendência negocial que favorece todo sistema de Justiça”, afirma o advogado Eduardo Diamantino, que representou os familiares de Maluf nas negociações com o Ministério Público de São Paulo. “Ações assim costumam levar anos sem qualquer acordo ou conclusão. O desfecho mostra a postura colaborativa da família, que encerra uma controvérsia judicial sem estar sujeita às incertezas inerentes ao processo”, acrescenta Diamantino. O Tojal Renault Advogados também participou da negociação representando familiares e assessorando o banco BTG Pactual, que vai ampliar sua participação na Eucatex, sem alterar o grupo de controle da companhia.   Fonte: R7 Foto: Dida Sampaio/Age/Estadão Conteúdo

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Setor de saúde teme impacto em medicamentos com possível retaliação do Brasil a tarifas dos EUA

No ano passado, o Brasil comprou quase 10 bilhões de dólares em itens da área médica dos EUA   Os medicamentos e produtos farmacêuticos lideram a lista de itens importados pelo Brasil dos Estados Unidos em 2025. Embora essas mercadorias, a princípio, estejam fora do escopo das tarifas anunciadas pelo ex-presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros, o setor de saúde já se mostra apreensivo com uma possível reação do governo brasileiro.  No ano passado, o Brasil comprou quase 10 bilhões de dólares em itens da área médica dos EUA, incluindo insumos utilizados em cirurgias, reagentes para diagnósticos, além de equipamentos e dispositivos médicos. E só no primeiro semestre deste ano, as importações de medicamentos de alto custo e produtos farmacêuticos chegaram a 4,3 bilhões de dólares — aumento de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior.  Em meio ao cenário de tensão comercial, representantes do setor alertam que uma retaliação brasileira pode tornar remédios mais caros, principalmente os de ponta e destinados ao tratamento de doenças raras e câncer. Estima-se que, em caso de reciprocidade tarifária, os preços nas prateleiras possam subir cerca de 30%.  De acordo com Paulo Fraccaro, CEO da Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos, o país poderia buscar alternativas em mercados como China, Índia e Turquia. No entanto, a substituição não seria simples, especialmente no curto prazo.  Além dos Estados Unidos, que respondem por cerca de 15% das importações de medicamentos com tecnologia mais avançada, a União Europeia domina o fornecimento com uma fatia de 60%. A Alemanha é outro player relevante no setor.  Por outro lado, os medicamentos mais comuns, sobretudo os genéricos, têm produção nacional. Ainda assim, essa indústria depende fortemente da China, que fornece 95% dos insumos farmacêuticos utilizados no país.  Para Norberto Prestes, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi), o momento reforça a necessidade de fortalecimento da produção local. “O Brasil tem potencial científico e tecnológico. Nossos pesquisadores são competentes, mas acabam migrando para o exterior. Precisamos investir mais, reter esses talentos e avançar na produção nacional de insumos”, defende.  Diante da possibilidade de um conflito tarifário, especialistas do setor de saúde e da indústria farmacêutica defendem cautela e planejamento, com foco na autonomia produtiva e na preservação do acesso da população a medicamentos essenciais. (Renan Isaltino) Fonte: Agência Brasil Foto: R7

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Reino Unido vai reconhecer Palestina se Israel rejeitar cessar-fogo

O governo do Reino Unido informou, nesta terça-feira (29), que vai reconhecer a Palestina como um Estado, até setembro deste ano, caso Israel não aceite certas condições para aliviar o sofrimento dos civis na Faixa de Gaza. Tel Aviv é contra a criação de um Estado palestino. A decisão foi divulgada cinco dias após a França anunciar que vai reconhecer, também em setembro, o Estado da Palestina nas Nações Unidas. Com isso, França e Reino Unido podem se tornar as duas primeiras potências ocidentais a reconhecerem a Palestina. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse que o gabinete tomou a decisão hoje. “Em Gaza, devido a uma falha catastrófica na ajuda humanitária, vemos bebês famintos, crianças fracas demais para se manterem em pé, imagens que permanecerão conosco por toda a vida. O sofrimento precisa acabar”, disse. As condições elencadas pelo chefe do governo britânico ao governo de Israel para evitar o reconhecimento da Palestina são: Que o governo de Benjamin Netanyahu tome medidas substantivas para pôr fim à terrível situação em Gaza; Que concorde com um cessar-fogo e se comprometa com uma paz sustentável de longo prazo “reavivando a perspectiva de uma solução de dois Estados”; Que permita à ONU distribuir ajuda humanitária nos territórios palestinos ocupados; Que deixe claro que não haverá anexações na Cisjordânia. O primeiro-ministro Keir Starmer acrescentou que a mensagem ao Hamas continua a mesma: “Eles devem libertar imediatamente todos os reféns, assinar um cessar-fogo, desarmar-se e aceitar que não participarão do governo de Gaza”, completou. Ao todo, mais de 140 dos cerca 190 países da ONU já reconhecem a Palestina como Estado, incluindo o Brasil, que fez esse reconhecimento em 2010. Na Europa, dos 27 Estados, apenas Eslovênia, Suécia, Espanha, Irlanda e Noruega reconhecem a Palestina como Estado. Nesta semana, uma conferência da ONU discute a solução de dois Estados para crise na Palestina. Os países debatem medidas para tornar os dois Estados uma realidade. Israel O governo de Tel Aviv rejeita a criação de um Estado palestino. Por meio de nota, o governo israelense criticou a declaração do primeiro-ministro do Reino Unido. “A mudança na posição do governo britânico neste momento, após a ação francesa e as pressões políticas internas, constitui uma recompensa para o Hamas e prejudica os esforços para alcançar um cessar-fogo em Gaza e uma estrutura para a libertação de reféns”, disse o Ministério das Relações Exteriores de Israel. Entenda Com o anúncio do Reino Unido, cresce a pressão sobre Israel para que assine um cessar-fogo e permita a entrada desimpedida de ajuda humanitária na Faixa de Gaza. A fome que assola os quase 2 milhões de pessoas de Gaza devido ao bloqueio israelense tem contribuído para aumentar o isolamento internacional de Israel e dos Estados Unidos em relação ao conflito no enclave palestino. A ONU afirma que Israel usa a fome como arma de guerra. O governo de Benjamin Netanyahu, contrariando todas as evidências, diz que não há fome no território palestino, afirmação questionada até pelo aliado Donald Trump, que reconheceu a fome em Gaza. Nesta terça-feira (29), chegou-se à marca dos mais de 60 mil palestinos assassinados em Gaza desde o dia 7 de outubro de 2023, quando o Hamas fez um ataque surpresa contra vilas ao Sul de Israel, matando cerca de 1,2 mil pessoas e fazendo mais de 200 reféns. Fonte: Agência Brasil Foto: REUTERS/Toby Melville/Pool

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