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Categoria: Política

STF mantém decisão que anulou processo contra Palocci na Lava Jato

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (15) manter a decisão do ministro Dias Toffoli que anulou os processos abertos contra o ex-ministro Antonio Palocci na Operação Lava Jato. Durante julgamento virtual, o colegiado negou recurso apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para derrubar a decisão do ministro. Em março deste ano, o ministro atendeu ao pedido de anulação feito pelos advogados de Palocci e aplicou os precedentes da Corte que consideraram o ex-juiz Sergio Moro parcial para proferir as sentenças contra os réus das investigações. Moro era o juiz titular da 13ª Vara Federal em Curitiba. Com a decisão, todos os procedimentos assinados por Moro contra Palocci foram anulados. Apesar da anulação, o acordo de delação assinado por Palocci ficou mantido. Em um dos processos, ele foi condenado a 12 anos de prisão. No recurso, a PGR disse que Palocci assinou acordo de delação premiada no qual denunciou “esquemas ilícitos” envolvendo agentes públicos e empresários investigados na Lava Jato. Dessa forma, segundo o procurador-geral, Paulo Gonet, não há prejuízos à defesa que justifiquem a anulação dos processos contra o ex-ministro. Apesar dos argumentos da procuradoria, o recurso foi rejeitado pela turma. Por 3 votos a 2, a Segunda Turma seguiu voto de Toffoli. O ministro entendeu que a assinatura de delação não tem o condão de convalidar nulidades. O voto de Toffoli foi seguido pelos ministros Gilmar Mendes e Nunes Marques. André Mendonça e Edson Fachin ficaram vencidos.   Fonte: Agência Brasil Foto: Arquivo/Agência Brasil

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Governo brasileiro condena criação de novos assentamentos na Palestina

O governo brasileiro condenou o plano de Israel de construir mais de 3.400 moradias em um novo assentamento na Palestina, localizado entre Jerusalém Oriental e Jericó.  “O projeto ameaça dividir a Cisjordânia em duas partes — Norte e Sul — e isolar Jerusalém Oriental do restante daquele território”, diz nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores. Ainda segundo o MRE, “a construção dos novos assentamentos pode isolar Jerusalém Oriental do restante da Cisjordânia, colocando por terra a criação do Estado Palestino”. Para o governo brasileiro, a “medida representa flagrante violação do direito internacional, em especial da Resolução 2334 (2016) do Conselho de Segurança, assim como grave afronta ao parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça, emitido em 19 de julho de 2024”. De acordo com o MRE, o parecer da Corte “considerou ilícita a contínua presença de Israel no território palestino ocupado e concluiu ter aquele país a obrigação de cessar, imediatamente, quaisquer novas atividades em assentamentos e de evacuar todos os seus moradores”. A nota divulgada pelo MRE conclui ressaltando o “direito inalienável” dos palestinos de terem o seu Estado. “Ao recordar o direito inalienável do povo palestino a um Estado independente e soberano, o Brasil insta Israel a abster-se de adotar ações unilaterais equivalentes à anexação do território palestino ocupado, as quais ameaçam a viabilidade da implementação da solução de dois Estados e comprometem o alcance de uma paz sustentável na região”.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

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Trump e Putin não chegam a acordo sobre cessar-fogo na guerra entre Rússia e Ucrânia

A declaração foi feita após reunião em uma base militar americana no Alasca  O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciaram nesta sexta-feira (15) que não houve acordo para um cessar-fogo na guerra entre Rússia e Ucrânia. A declaração foi feita após reunião em uma base militar americana no Alasca.  Trump afirmou que o encontro foi “extremamente produtivo” e que muitos pontos foram discutidos, mas que ainda não há um acordo fechado. Ele disse que ligará ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para informá-lo sobre a reunião e também pretende conversar com representantes da Otan.  Putin destacou que a Rússia está “sinceramente interessada” em encerrar a guerra, mas defendeu que qualquer acordo deve abordar as “raízes primárias” do conflito e garantir um “equilíbrio justo de segurança” na Europa e no mundo. O presidente russo elogiou o contato direto com Trump e afirmou que espera que os avanços obtidos até agora sejam recebidos de forma construtiva por Kiev e pelas capitais europeias.  Ambos os líderes enfatizaram a intenção de reduzir o número de mortes no conflito e buscar uma solução pacífica, ainda que um acordo formal não tenha sido fechado. (Renan Isaltino) Fonte:R7 Foto: REUTERS/Jeenah Moon

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Câmara de Limeira anula moção que declarava ministro Alexandre de Moraes ‘persona non grata’

Decisão do presidente da Casa aponta vícios no ato e ausência de respaldo legal para a declaração  A Câmara Municipal de Limeira anulou, nesta quinta-feira (14), a Moção nº 211/2025, que declarava o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes como “persona non grata” no município. A decisão foi tomada pelo presidente da Casa, Everton Oliveira Ferreira, após análise jurídica que apontou vícios no procedimento e ausência de respaldo legal para esse tipo de manifestação no âmbito municipal.  A moção havia sido aprovada na última segunda-feira (11) pela maioria dos vereadores, com votos contrários apenas das vereadoras Isabelly Carvalho e Tatiane Lopes. Alguns parlamentares estavam ausentes no momento da deliberação. O autor da proposta foi o vereador Guilherme Guido (PL).  A repercussão do ato ultrapassou os limites da cidade e ganhou destaque nacional, sendo divulgada em veículos de imprensa e nas redes sociais, incluindo reportagem publicada pelo Portal Veloz.  Em documento oficial, Everton Ferreira justificou a anulação como forma de “sanar os vícios constatados” e resguardar a integridade institucional do Legislativo municipal. Ele destacou que a Câmara deve agir de acordo com o princípio da legalidade, previsto na Constituição Federal, e citou a Súmula 473 do STF, que obriga o administrador público a exercer controle interno e anular atos irregulares.  Com a decisão, a Moção nº 211/2025 deixa de ter qualquer efeito prático ou simbólico no município. Até o momento, o autor da proposta não se manifestou sobre a anulação. (Renan Isaltino)

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Com maioria formada, STF volta a julgar Carla Zambelli por porte ilegal de arma de fogo

O plenário virtual do STF (Supremo Tribunal Federal) retoma nesta sexta-feira (15) o julgamento do processo contra a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O julgamento será aberto com o voto-vista do ministro Nunes Marques. O caso remonta a outubro de 2022, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais, quando Zambelli se envolveu em uma discussão com um apoiador do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma rua de um bairro nobre de São Paulo. A deliberação ocorrerá entre 15 e 22 de agosto. No plenário virtual, os ministros registram seus votos, sem debate, no sistema eletrônico do STF. Caso algum integrante da corte solicite destaque, o julgamento será transferido ao plenário físico. Em março, Nunes Marques havia pedido vista. Mesmo com a solicitação, o ministro Cristiano Zanin antecipou seu posicionamento e acompanhou o relator, Gilmar Mendes, favorável à condenação, à perda do mandato da parlamentar, à revogação da autorização para porte de armas e à entrega do armamento apreendido ao Comando do Exército. Os ministros Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Flávio Dino também seguiram o voto do relator. A Procuradoria-Geral da República denunciou a deputada por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com arma de fogo. O primeiro crime ocorre quando alguém transporta ou mantém arma sem autorização — conduta prevista no Estatuto do Desarmamento, com pena de dois a quatro anos de prisão. O constrangimento ilegal se caracteriza quando a vítima é forçada a agir contra ou deixar de exercer direito garantido pela lei, mediante violência ou ameaça, especialmente com o uso de arma de fogo. A pena varia de três meses a um ano, podendo ser dobrada se houver emprego de armamento. Prisão Em outra ação penal, Carla Zambelli foi condenada pelo STF, em maio, por invasão ao sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e adulteração de documentos. A pena fixada foi de dez anos de prisão em regime fechado, além de multa. A deputada está licenciada do mandato desde 5 de julho. Ela deixou o país no início de junho e foi presa na Itália em 29 de julho. Um dia depois, passou por audiência de custódia em Roma e a Justiça italiana decidiu mantê-la na penitenciária feminina de Rebibbia, onde aguardará o resultado do processo de extradição. Em vídeo divulgado após a prisão, Zambelli declarou que não pretendia retornar ao Brasil, mas aceitaria cumprir eventual pena em território italiano. Perguntas e respostas: Qual é o tema do julgamento que o STF retoma? O STF retoma o julgamento do processo contra a deputada federal Carla Zambelli pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Quando será aberto o julgamento? O julgamento será aberto nesta sexta-feira, dia 15, com o voto-vista do ministro Nunes Marques. Qual é o contexto do caso de Carla Zambelli? O caso remonta a outubro de 2022, quando Zambelli se envolveu em uma discussão com um apoiador do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais. Como funciona o julgamento no plenário virtual do STF? No plenário virtual, os ministros registram seus votos sem debate, utilizando um sistema eletrônico. Se algum ministro solicitar destaque, o julgamento será transferido para o plenário físico. O que aconteceu em relação ao voto do ministro Nunes Marques? Em março, Nunes Marques pediu vista do processo. Mesmo assim, o ministro Cristiano Zanin antecipou seu voto, acompanhando o relator, Gilmar Mendes, que foi favorável à condenação de Zambelli. Quais foram as decisões dos outros ministros sobre o caso? Os ministros Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Flávio Dino também seguiram o voto do relator, que propôs a condenação, a perda do mandato da parlamentar, a revogação da autorização para porte de armas e a entrega do armamento apreendido ao Comando do Exército. Quais são os crimes pelos quais Carla Zambelli foi denunciada? A Procuradoria-Geral da República denunciou Zambelli por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com arma de fogo. O que caracteriza o crime de porte ilegal de arma de fogo? O porte ilegal de arma ocorre quando alguém transporta ou mantém uma arma sem autorização, conforme o Estatuto do Desarmamento, com pena de dois a quatro anos de prisão. Como é definido o crime de constrangimento ilegal? O constrangimento ilegal se caracteriza quando a vítima é forçada a agir contra ou deixar de exercer um direito garantido pela lei, mediante violência ou ameaça, especialmente com o uso de arma de fogo. A pena varia de três meses a um ano, podendo ser dobrada se houver uso de armamento. Qual foi a outra condenação de Carla Zambelli pelo STF? Em maio, Carla Zambelli foi condenada pelo STF por invasão ao sistema do CNJ e adulteração de documentos, com pena de dez anos de prisão em regime fechado e multa. Qual é a situação atual de Carla Zambelli? A deputada está licenciada do mandato desde 5 de julho e deixou o país no início de junho. Ela foi presa na Itália em 29 de julho e está aguardando o resultado do processo de extradição na penitenciária feminina de Rebibbia. O que Carla Zambelli declarou após sua prisão? Após a prisão, Zambelli declarou que não pretendia retornar ao Brasil, mas aceitaria cumprir eventual pena em território italiano.   Fonte: R7 Foto: ESTADÃO CONTEÚDO

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Saiba o que está em jogo na reunião desta sexta (15) entre Trump e Putin

Segundo a Casa Branca, reunião é um ‘exercício de escuta’ e uma oportunidade para Trump ‘sondar o terreno’ em busca de um acordo O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, se reúnem nesta sexta-feira (15) em Anchorage, no Alasca, para discutir os rumos da guerra na Ucrânia. O encontro ocorre após três rodadas de negociações entre Rússia e Ucrânia, realizadas a pedido de Trump, que não resultaram em um cessar-fogo sólido. A escolha do Alasca tem valor histórico, já que o território foi comprado pelos Estados Unidos da Rússia em 1867 e se tornou um Estado americano em 1959. O assessor presidencial russo, Yuri Ushakov, disse que a escolha do local foi precisa por aproximar os dois países, separados apenas pelo Estreito de Bering. A reunião será na base Elmendorf-Richardson, a maior instalação militar do Alasca e ponto estratégico para operações americanas no Ártico. Semanas antes do encontro, Trump estabeleceu o prazo de 8 de agosto para que Putin aceitasse um cessar-fogo ou enfrentasse sanções mais duras. Com o fim do prazo, o presidente americano anunciou a reunião bilateral com Putin. Segundo a Casa Branca, a reunião é um “exercício de escuta” e uma oportunidade para Trump “sondar o terreno” em busca de um acordo. A secretária de imprensa, Karoline Leavitt, disse que o presidente pode visitar a Rússia após o encontro no Alasca. Interesses de Kiev O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, não participará do encontro. Trump afirmou que ele “poderia ir, mas já participou de muitas reuniões” e disse que Zelensky será a primeira pessoa a quem telefonará depois. Antes da cúpula, Trump e Zelensky se reuniriam por videoconferência, junto a outros líderes europeus. O presidente ucraniano declarou que qualquer decisão sem a participação de Kiev será “sem efeito”. Em declaração sobre o estado atual do conflito, Trump afirmou que tentará recuperar parte do território ocupado para a Ucrânia, mas admitiu que pode haver necessidade de “alguma troca, mudanças de território”. Zelensky rejeita a ideia de concessões, afirmando que não recompensará a Rússia pelo que foi feito. Putin, por sua vez, mantém as exigências de controle sobre áreas ocupadas, neutralidade da Ucrânia e limites no tamanho do Exército de Kiev. Segundo a CBS News, o governo Trump tenta convencer líderes europeus a aceitar um cessar-fogo que deixaria a Crimeia e a região de Donbass sob controle russo, enquanto Moscou abriria mão de Kherson e Zaporizhzhia. A Crimeia foi anexada pela Rússia em 2014 e Donbass, formado por Donetsk e Luhansk, está sob controle russo desde 2022. O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, disse à Fox News que qualquer acordo “não vai deixar ninguém superfeliz”, mas que “é preciso alcançar a paz” e “ter um líder decisivo que force as pessoas a se unirem”. Qual é o objetivo da reunião entre Trump e Putin? A reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, tem como objetivo discutir os rumos da guerra na Ucrânia. O encontro ocorre após três rodadas de negociações entre Rússia e Ucrânia, que não resultaram em um cessar-fogo sólido. Onde e quando será realizada a reunião? A reunião será realizada nesta sexta-feira (15) em Anchorage, no Alasca, na base Elmendorf-Richardson, que é a maior instalação militar do Alasca e um ponto estratégico para operações americanas no Ártico. Qual a importância da escolha do Alasca como local da reunião? A escolha do Alasca tem valor histórico, pois o território foi comprado pelos Estados Unidos da Rússia em 1867 e se tornou um Estado americano em 1959. O assessor presidencial russo, Yuri Ushakov, destacou que a localização aproxima os dois países, que são separados apenas pelo Estreito de Bering. Qual foi a posição de Trump em relação ao cessar-fogo antes da reunião? Trump estabeleceu um prazo de 8 de agosto para que Putin aceitasse um cessar-fogo, caso contrário, enfrentaria sanções mais duras. Com o fim do prazo, ele anunciou a reunião bilateral com Putin. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participará da reunião? Não, Zelensky não participará do encontro. Trump mencionou que ele poderia ir, mas já participou de muitas reuniões e afirmou que será a primeira pessoa a quem telefonará após a reunião. Como será a comunicação entre Trump e Zelensky antes da reunião? Antes da cúpula, Trump e Zelensky se reunirão por videoconferência, junto a outros líderes europeus. Zelensky declarou que qualquer decisão sem a participação de Kiev será considerada “sem efeito”. Qual é a posição de Trump sobre a recuperação de território ocupado na Ucrânia? Trump afirmou que tentará recuperar parte do território ocupado para a Ucrânia, mas admitiu que pode haver necessidade de “alguma troca, mudanças de território”. Como Zelensky e Putin se posicionam em relação a concessões territoriais? Zelensky rejeita a ideia de concessões, afirmando que não recompensará a Rússia pelo que foi feito. Putin, por sua vez, mantém exigências de controle sobre áreas ocupadas, neutralidade da Ucrânia e limites no tamanho do Exército de Kiev. Qual é a proposta do governo Trump em relação ao cessar-fogo? Segundo a CBS News, o governo Trump tenta convencer líderes europeus a aceitar um cessar-fogo que deixaria a Crimeia e a região de Donbas sob controle russo, enquanto Moscou abriria mão de Kherson e Zaporizhzhia. Qual é a opinião do vice-presidente dos EUA sobre o acordo? O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, afirmou que qualquer acordo “não vai deixar ninguém superfeliz”, mas que “é preciso alcançar a paz” e “ter um líder decisivo que force as pessoas a se unirem”.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/X/officejjsmart

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Lula participa da inauguração da primeira fábrica da GWM no Brasil, em Iracemápolis, nesta sexta-feira (15)

A produção será composta pelos SUVs Haval H6 e pela picape Poer  O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre, nesta sexta-feira (15), uma agenda oficial em Iracemápolis, no interior de São Paulo, para participar da inauguração da primeira fábrica da automotiva chinesa Great Wall Motors (GWM) no Brasil. Instalada em uma unidade que pertencia anteriormente à Mercedes-Benz até 2021, a planta inicia suas operações com capacidade para 50 mil veículos por ano, embora comece operando em ritmo mais contido — aproximadamente 30 mil unidades anuais. A produção será composta pelos SUVs Haval H6 e pela picape Poer. O complexo já conta com setores de pintura, tratamento de superfície, soldagem e montagem final, com previsão futura para incluir estamparia. As peças estampadas, nesta fase inicial, virão da China, enquanto a empresa avalia se internalizará o processo ou se apoiará em fornecedores locais especializados. (Renan Isaltino) Foto: R7

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Tentativa de golpe: veja argumentos de Bolsonaro e demais réus contra condenação

O ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus na ação penal que apura uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 apresentaram nesta quarta-feira (13) suas alegações finais ao STF (Supremo Tribunal Federal). Nas manifestações, todos pediram a absolvição e alegaram que não há provas concretas que sustentem as acusações feitas pela PGR (Procuradoria-Geral da República). Com a entrega das alegações finais, o processo entra na reta final e fica pronto para julgamento. Caberá à Primeira Turma do STF decidir o destino dos réus. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, deve conceder um prazo de cerca de um mês para que os demais integrantes do colegiado analisem o processo antes de pedir a inclusão do julgamento na pauta. A ação penal envolve militares e ex-integrantes do governo Bolsonaro acusados de planejar e incentivar ações para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, incluindo reuniões, discursos e supostos planos de interferência no processo eleitoral. A defesa de todos os acusados afirma que os fatos apontados pela PGR foram distorcidos e não configuram crimes previstos no Código Penal. Jair Bolsonaro Defesa de Jair Bolsonaro pediu absolvição – Ton Molina/STF  A defesa do ex-presidente sustenta que houve nulidades processuais, ausência de provas concretas e que as condutas atribuídas a ele não configuram crime. Os advogados afirmam que houve cerceamento de defesa, alegando que não tiveram acesso integral a todo o material probatório — como mídias digitais e dados de celulares — antes das audiências. Alegam ainda que não puderam participar de interrogatórios de outros acusados ligados aos mesmos fatos. Outro ponto é a contestação da validade da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. A defesa sustenta que ele mentiu e foi pressionado, inclusive com restrições de visitas familiares, o que teria viciado a colaboração. Segundo os advogados, a acusação baseia-se quase exclusivamente no depoimento do militar, apesar de omissões e contradições. A defesa afirma que não há provas de envolvimento de Bolsonaro em qualquer plano golpista, nem ordens para movimentação de tropas. Sustenta que manifestações políticas e críticas ao sistema eleitoral são atos legítimos, protegidos pelo debate democrático, e que as ações atribuídas seriam, no máximo, preparatórias — e, portanto, não puníveis. Os advogados ressaltam que ele garantiu a transição de governo e pediu a desmobilização de protestos, o que contrariaria a narrativa acusatória. Sobre os atos de 8 de janeiro de 2023, os advogados dizem que se tratam de crimes multitudinários, nos quais não é possível imputar instigação a um agente sem destinatários determinados. A defesa também nega a existência de organização criminosa armada sob liderança de Bolsonaro. Se o ex-presidente não for absolvido, a defesa pede que seja reconhecido que ele desistiu por vontade própria de levar adiante qualquer suposto plano. Outra opção solicitada é que os crimes apontados sejam tratados como um só ou como partes de uma mesma ação, para evitar que ele seja punido duas vezes pelo mesmo fato. Braga Netto Defesa de Braga Netto pediu absolvição – Antonio Augusto/STF  A defesa de Braga Netto sustenta que o processo deve ser anulado por supostas nulidades processuais ou, no mérito, que não há provas da participação dele em atos criminosos ligados à tentativa de golpe de Estado. A defesa afirma que a investigação nasceu de forma ilegal, ao retomar fatos já arquivados, e que o STF seria incompetente para julgá-lo, pois ele não exercia função com foro privilegiado na época. Também aponta suspeição do relator, ministro Alexandre de Moraes, por ser a “vítima” indicada na denúncia, e acusa o magistrado de atuação “inquisitorial”, incluindo direcionamento de depoimentos e participação em oitivas. Os advogados ainda pedem a nulidade da delação de Mauro Cid, alegando falta de concordância da Procuradoria-Geral da República, ausência de provas de corroboração e coação policial para obtenção de depoimentos. A defesa sustenta que as acusações se baseiam unicamente na palavra de Mauro Cid, com versões contraditórias, e que não há provas de envolvimento de Braga Netto em reuniões golpistas, entrega de dinheiro, coordenação de ataques virtuais ou ligação com os atos de 8 de janeiro de 2023 em Brasília — quando estaria no Rio de Janeiro. Afirma que documentos e grupos de mensagens citados na denúncia não provam sua ciência ou adesão a supostos planos ilícitos. Além disso, argumenta que, mesmo se os fatos fossem comprovados, eles seriam atípicos, configurando no máximo atos preparatórios sem violência ou grave ameaça. Caso haja condenação, a defesa pede pena no mínimo legal, afastamento de agravantes, aplicação de concurso formal e que não seja fixado valor mínimo para reparação de danos. Anderson Torres Defesa de Anderson Torres pediu absolvição – Ton Molina/STF  A defesa do ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF Anderson Torres afirmam que as condutas imputadas a ele são atípicas e que não há provas de participação dolosa nos crimes de organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Entre os pontos centrais, a defesa questiona a competência do STF para julgar o caso, alegando que Torres não tem foro privilegiado e que não há conexão com autoridades que possuem essa prerrogativa. Os advogados também afirmam que houve cerceamento de defesa, citando o indeferimento de diligências como a identificação de quem publicou na internet a chamada “minuta do golpe” — que, segundo eles, já circulava no Google antes de ser apreendida na casa de Torres. A defesa sustenta que a denúncia não descreve elementos essenciais para caracterizar os crimes imputados. Os advogados argumentam que não houve associação estruturada para fins criminosos, nem uso de violência ou grave ameaça por parte de Torres. A defesa rebate episódios citados pela acusação, como a live de julho de 2021, reuniões com ministros e comandantes militares, suposto direcionamento da PRF no segundo turno e a omissão na segurança de Brasília. Em todos os casos, afirmam haver testemunhos e documentos que mostram que Torres não participou de tratativas golpistas, agiu dentro da legalidade e não estava no Brasil

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Lula diz que já convidou Trump para vir ao Brasil na COP30

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (13) que mandou uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump na terça, convidando-o para vir ao Brasil durante a realização da COP30, em Belém (PA), marcada para novembro. Segundo Lula, o evento no Brasil será “a COP da verdade”. “A COP 30 Vai ser a COP do que nós queremos cobrar dos governantes do mundo, se eles acreditam ou não no que os cientistas falam de que o mundo tá passando por gravíssimos problemas. Eles vão ter que dizer se acreditam ou não que nós precisamos tomar muitas providências para evitar que o planeta tenha o aquecimento acima de 1,5ºC. Eles vão ter que dizer se acreditam ou não nos problemas que nós estamos tendo no clima no mundo inteiro. Porque a partir daí nós vamos tomar decisões”, disse o presidente. Lula participou da abertura da 4ª Conferência Nacional de Economia Popular e Solidária (Conaes), no Palácio do Planalto. O presidente destacou que os países ricos têm uma dívida de mais de US$ 1,3 trilhão por ano por causa das mudanças climáticas. “Todo mundo que defende a floresta em pé e que não conhece a Amazônia tem que saber que embaixo de cada copa daquela árvore, mora um extrativista, mora um indígena, um pescador, um pequeno trabalhador rural que precisam sobreviver”. Fonte: Agência Brasil Foto: Ricardo Stuckert/PR

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Bolsonaro apresenta alegações finais no STF e defesa rebate acusações de tentativa de golpe

Advogados do ex-presidente (PL) apresentaram alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF)  O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou, na noite desta quarta-feira (13/8), suas alegações finais no processo que o acusa de participar de uma tentativa de golpe de Estado, em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). Em documento protocolado, a defesa alega falta de provas, cerceamento de defesa e pede a nulidade da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.  Segundo a defesa, a denúncia central — de que Bolsonaro teria conduzido uma campanha contra as urnas eletrônicas, realizado uma live, participado de reunião ministerial e encontro com embaixadores com o objetivo de se manter no poder — não se sustenta. O documento também rebate a acusação de que ele teria elaborado uma minuta golpista prevendo a prisão de autoridades e intervenção no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alegando que tal texto não consta nos autos.  “O texto que previa apenas a prisão do ministro Alexandre de Moraes também não existe, nunca foi encontrado”, afirmou a defesa, classificando as acusações como “tão absurdas quanto alternativas”. O ex-presidente também nega qualquer responsabilidade pelos atos de 8 de janeiro.  Entre os crimes imputados aos integrantes do chamado núcleo 1 do processo estão: Organização criminosa armada; Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; Golpe de Estado; Dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União; Deterioração de patrimônio tombado.  As alegações finais foram apresentadas após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defender a condenação de todos os acusados. Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, solicitou a manutenção dos termos de sua delação premiada firmada com a Polícia Federal.  Esta é a última fase antes de o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, pedir a marcação do julgamento dos réus do núcleo 1, previsto para ocorrer em setembro. (Renan Isaltino) Fonte e Foto: R7

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