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Categoria: Política

Alckmin cobra celeridade do Congresso em medidas contra tarifaço dos EUA

Vice-presidente defendeu plano de contingência e criticou atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos  O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou neste sábado (16) que espera uma “resposta rápida” do Congresso às medidas anunciadas pelo governo federal para enfrentar o tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre exportações brasileiras.  “O Legislativo tem papel importante a cumprir em dar resposta rápida. Tenho certeza que vai ser rapidamente analisada e votada pelo Congresso”, disse Alckmin, em referência ao plano de contingência desenhado pela equipe econômica.  Entre as principais iniciativas estão o Reintegra e o drawback.  Reintegra: prevê a devolução, em forma de crédito tributário, de parte dos impostos pagos ao longo da cadeia produtiva. O impacto estimado é de até R$ 5 bilhões, mas, segundo Alckmin, não se trata de gasto público, já que se refere a créditos a que os exportadores têm direito.  “Isso não deveria ter impacto fiscal, porque é resíduo tributário. Você antecipa algo que já seria devolvido. Não pertence ao governo porque há imunidade tributária para exportação”, explicou.  Drawback: amplia em um ano o prazo para que empresas comprovem exportações de produtos fabricados com insumos importados ou adquiridos no Brasil com suspensão tributária. Caso não cumpram a regra, ficam sujeitas a juros e multa.  Questionado sobre possíveis resistências no Congresso, sobretudo diante de ajustes na meta fiscal, Alckmin reforçou que o governo busca celeridade e que as medidas não devem ser vistas como aumento de gasto.  Alckmin também comentou a viagem do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) aos Estados Unidos, onde ele relatou ter se reunido com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, e o blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo, no dia 13.  A data coincidia com um encontro previamente marcado entre Bessent e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que acabou desmarcado. O vice-presidente classificou a atuação do parlamentar como “lamentável”.  “É lamentável que brasileiros continuem trabalhando contra o Brasil”, afirmou.  Mesmo diante do tarifaço, Alckmin destacou que o Brasil segue em diálogo com os EUA para reverter a decisão. Ele lembrou que 74% dos produtos norte-americanos vendidos ao Brasil não têm imposto.  Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que a tarifa média real paga por produtos dos EUA no Brasil em 2023 foi de 2,7%, desconsiderando os itens isentos.  “Tem parceiro melhor, um parceiro bom como o Brasil para os EUA?”, questionou o vice-presidente. (Renan Isaltino) Fonte e Foto: R7

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Bolsonaro sai da prisão domiciliar pela primeira vez para exames médicos neste sábado (16)

Ex-presidente deve entregar ao STF, em até 48 horas, comprovante de que realizou os exames médicos O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vai passar por exames médicos neste sábado (16), em Brasília, após apresentar crises recorrentes de soluço. A defesa pediu autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para que ele pudesse sair temporariamente da prisão domiciliar e realizar os procedimentos hospitalares. Bolsonaro foi levado de sua casa até o Hospital DF Star. Ele usará tornozeleira eletrônica e terá o deslocamento acompanhado pela Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF), que vai fiscalizar o cumprimento das medidas cautelares impostas. Segundo decisão do STF, o ex-presidente terá de apresentar nos autos da ação penal, em até 48 horas após a realização dos exames, o atestado de comparecimento hospitalar. Esta será a primeira vez que Bolsonaro deixa a residência desde que foi colocado em prisão domiciliar, no dia 4 de agosto, por ordem de Moraes. O quadro de saúde do ex-presidente se agravou três dias depois, o que levou sua defesa a solicitar acompanhamento médico frequente. Os exames programados incluem endoscopia, tomografia, ultrassonografia e ecocardiograma, que devem durar entre seis e oito horas. Dependendo dos resultados, podem ser recomendadas novas avaliações ou tratamentos adicionais. Julgamento marcado no STF Um dia antes da autorização para os exames, o presidente da Primeira Turma do STF, ministro Cristiano Zanin, marcou para setembro o julgamento de Bolsonaro e de outros sete réus do chamado “núcleo 1” da trama golpista. As sessões ocorrerão nos dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. Nos quatro primeiros dias, os julgamentos serão de manhã (das 9h às 12h), e, no dia 12, no período da tarde (das 14h às 19h). Também foram convocadas sessões ordinárias para os dias 2 e 9, no turno vespertino. O processo está relacionado à acusação de tentativa de golpe de Estado, apresentada pela Procuradoria-Geral da República. A prisão domiciliar de Bolsonaro, no entanto, foi decretada em outro inquérito, que investiga suposta coação contra a Justiça brasileira junto aos Estados Unidos e atentado à soberania nacional.   Fonte: R7 Foto: Pedro Gontijo/Senado Federal

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Trump diz que cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia ‘não se sustenta’ e foca em fim da guerra

A falta de acordo para cessar-fogo entre a Rússia e a Ucrânia foi relativizada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, neste sábado (16). Ele alegou que a trégua temporária “muitas vezes não se sustenta” e defendeu que a melhor solução é focar em um acordo de paz para por fim definitivo à guerra. Trump se reuniu com presidente da Rússia, Vladimir Putin, na sexta-feira (15), no Alasca, para discutir o cessar-fogo. Os dois fizeram a declaração de ausência de acordo após reunião. “Foi determinado por todos que a melhor maneira de acabar com a terrível guerra entre a Rússia e a Ucrânia seria chegar diretamente a um acordo de paz, que poria fim à guerra, e não a um mero cessar-fogo, que muitas vezes não se sustenta”, escreveu Trump, pelas redes sociais. Na mensagem, o presidente americano também confirmou ter realizado um telefonema ao presidente Zelensky, da Ucrânia, e vários líderes europeus, “incluindo o altamente respeitado Secretário-Geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte)”. A Rússia vê a aproximação da Ucrânia com a Otan como uma ameaça estratégica por considerar que a entrada do país na aliança militar ocidental colocaria forças e infraestrutura bélica próximas demais de suas fronteiras, reduzindo sua zona de segurança. Zelensky irá a Washington na segunda-feira (18), quando se reunirá com Trump no gabinete presidencial da Casa Branca. “Se tudo correr bem, agendaremos uma reunião com o presidente Putin. Potencialmente, milhões de vidas serão salvas”, completou Trump. Reunião Após o encontro entre Trump e Putin, os líderes fizeram um pronunciamento. Na ocasião, o presidente americano afirmou que as conversas foram “extremamente produtivas” e resultaram em avanços, mesmo sem o acordo fechado. “Concordamos em muitos pontos, a maioria deles, mas alguns ainda não abordamos. Portanto, não há acordo até que haja um acordo”, disse Trump. Putin afirmou que o país está “sinceramente interessado” em encerrar a guerra na Ucrânia, mas defendeu que qualquer acordo de paz precisa atacar as “raízes primárias” do conflito. Segundo ele, isso inclui considerar as “preocupações legítimas” de Moscou e restabelecer um “equilíbrio justo de segurança” na Europa e no mundo. Putin declarou concordar com Trump sobre a necessidade de garantir também a segurança ucraniana. “Naturalmente, estamos preparados para trabalhar nisso. Gostaria de esperar que o acordo que alcançamos juntos nos ajude a aproximar esse objetivo e abra caminho para a paz na Ucrânia”, disse. O líder russo afirmou esperar que Kiev e as capitais europeias recebam as negociações “de forma construtiva” e que não adotem medidas para prejudicar o progresso obtido até agora. Ele alertou contra o uso de “acordos secretos” para provocar incidentes ou inviabilizar avanços no diálogo. Entenda com Perguntas e Respostas Qual foi a declaração de Donald Trump sobre o cessar-fogo entre a Rússia e a Ucrânia? Donald Trump afirmou que a falta de um acordo para cessar-fogo entre a Rússia e a Ucrânia é compreensível, destacando que uma trégua temporária “muitas vezes não se sustenta”. Ele defendeu que a melhor solução seria um acordo de paz que encerrasse a guerra de forma definitiva. Com quem Trump se reuniu para discutir o cessar-fogo? Trump se reuniu com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, no Alasca, onde discutiram o cessar-fogo. Após a reunião, ambos os líderes declararam que não houve acordo. O que Trump disse sobre a necessidade de um acordo de paz? Trump mencionou que a melhor maneira de acabar com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia seria alcançar um acordo de paz, ao invés de um mero cessar-fogo, que ele considera insustentável. Trump fez contato com outros líderes sobre a situação na Ucrânia? Sim, Trump confirmou que teve um telefonema com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e com vários líderes europeus, incluindo o Secretário-Geral da OTAN. Qual é a posição da Rússia em relação à aproximação da Ucrânia com a OTAN? A Rússia considera a aproximação da Ucrânia com a OTAN uma ameaça estratégica, pois acredita que a entrada da Ucrânia na aliança militar ocidental colocaria forças e infraestrutura bélica muito próximas de suas fronteiras, reduzindo sua zona de segurança. O que está previsto para a visita de Zelensky a Washington? Zelensky irá a Washington para se reunir com Trump, onde há a expectativa de que, se tudo correr bem, uma reunião com Putin possa ser agendada, potencialmente salvando milhões de vidas, segundo Trump. Como foi a avaliação de Trump sobre as conversas com Putin? Trump descreveu as conversas com Putin como “extremamente produtivas”, ressaltando que houve avanços, mesmo sem um acordo formal. Ele mencionou que concordaram em muitos pontos, mas que ainda há questões a serem abordadas. Qual foi a posição de Putin sobre o encerramento da guerra? Putin expressou que a Rússia está “sinceramente interessada” em encerrar a guerra na Ucrânia, mas enfatizou que qualquer acordo de paz deve abordar as “raízes primárias” do conflito, incluindo as preocupações legítimas de Moscou. O que Putin espera das negociações com a Ucrânia e as capitais europeias? Putin espera que Kiev e as capitais europeias recebam as negociações de forma construtiva e que não adotem medidas que possam prejudicar o progresso das conversas. Ele também alertou contra o uso de “acordos secretos” que possam causar incidentes ou inviabilizar os avanços no diálogo.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/White House

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Eduardo Bolsonaro enfrenta processo de cassação; entenda como funciona

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou na sexta-feira (15) ao Conselho de Ética quatro representações que pedem a cassação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Três delas foram apresentadas pelo PT e uma pelo PSOL. O parlamentar, contudo, não perde o mandato de imediato. Para que isso ocorra, é necessário percorrer todas as etapas do processo previsto no regimento interno da Casa. As representações são instrumentos usados pelos partidos para provocar o Conselho de Ética a avaliar condutas de parlamentares. Elas podem resultar em diferentes desfechos: arquivamento, aplicação de punições mais leves — como advertência ou suspensão — ou, no limite, a cassação do mandato. O Conselho de Ética da Câmara já analisou, em diferentes legislaturas, processos contra parlamentares de grande projeção nacional, como Eduardo Cunha, André Janones e Daniel Silveira. Em alguns casos, os deputados perderam o mandato; em outros, os processos foram arquivados por falta de votos suficientes ou por articulação política. Como o processo começa O primeiro passo é o envio da representação à Mesa Diretora, que decide se o pedido será ou não despachado ao Conselho de Ética. Muitos processos já foram paralisados nessa fase. No caso de Eduardo Bolsonaro, Hugo Motta optou pelo encaminhamento, abrindo espaço para a tramitação. Uma vez recebido, o presidente do Conselho de Ética convoca uma reunião para instaurar a representação, ou seja, dar início formal ao processo. Em seguida, é formada uma lista com três possíveis relatores — nenhum deles pode ser do mesmo partido ou Estado do deputado investigado. A Mesa Diretora escolhe um dos nomes, que ficará responsável por elaborar o parecer. Direito de defesa Notificado, Eduardo Bolsonaro terá até cinco sessões da Câmara para apresentar sua defesa, anexando documentos e indicando até cinco testemunhas. Caso não entregue defesa no prazo, o presidente do Conselho pode designar um defensor dativo — mas o deputado pode, a qualquer momento, reassumir a própria defesa ou indicar advogado de confiança. Depois disso, o relator inicia a fase de instrução, colhendo provas, analisando documentos e eventualmente solicitando diligências. Quando há possibilidade de aplicação de penalidades que suspendam direitos parlamentares, essa etapa precisa ser concluída em até 30 dias. Deslocamentos para fora de Brasília, no entanto, dependem de autorização prévia do presidente do Conselho. Elaboração e votação do parecer O processo se encaminha para a reta final quando o relator entrega seu parecer. O documento tem duas partes: o relatório, de caráter público, e o voto, que fica em sigilo até a leitura durante a reunião de apreciação. Nessa sessão, o relator lê o relatório e apresenta o voto. O deputado ou seu representante pode fazer uma defesa oral de até 20 minutos, prorrogáveis por mais dez. Em seguida, os membros do conselho discutem o parecer, com direito a fala de até dez minutos cada. Deputados que não fazem parte do conselho também podem se manifestar, mas por até cinco minutos. A votação é pública, nominal e exige maioria absoluta para ser aprovada. Se o parecer do relator for rejeitado, um novo texto precisa ser redigido pelo relator vencedor em até duas sessões. Caminho até o plenário Se o relatório recomendar a cassação e for aprovado pelo Conselho de Ética, o processo segue para o plenário da Câmara. A cassação só é confirmada se obtiver o voto de pelo menos 257 deputados. Caso contrário, o parlamentar é absolvido. Eduardo Bolsonaro ainda poderá recorrer dentro do próprio conselho contra decisões tomadas ao longo do processo. Em geral, esses processos costumam levar meses para serem concluídos e dependem da correlação de forças políticas entre partidos, além da pressão da opinião pública.   Fonte: R7 Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

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Após encontro com Putin, Trump e Zelensky conversam por telefone

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, conversou por cerca de uma hora neste sábado (16) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a reunião deste com o líder russo, Vladimir Putin, em Anchorage, no Alasca. Em publicação no X (antigo Twitter), Zelensky afirmou que apoia a proposta de Trump para uma reunião conjunta entre Ucrânia, EUA e Rússia. “Tivemos uma conversa longa e substancial”, escreveu o ucraniano. Depois da ligação individual, Trump e Zelensky também participaram de uma chamada com líderes europeus que durou cerca de meia hora. Ao todo, as conversas se estenderam por mais de uma hora e meia. Segundo Zelensky, os EUA desempenham um papel fundamental para o avanço das negociações. Ele destacou que Trump compartilhou os principais pontos discutidos com Putin e reforçou que a Ucrânia está disposta a trabalhar intensamente pela paz. O presidente ucraniano confirmou ainda que viajará a Washington na segunda-feira (18) para aprofundar as tratativas. Na rede Truth Social, Trump declarou que a reunião com Putin foi “muito positiva” e que também manteve boas conversas com Zelensky e líderes europeus, incluindo o secretário-geral da Otan, Mark Rutte. Trump ressaltou que o objetivo deve ser um acordo de paz definitivo, e não apenas um cessar-fogo temporário. Ele defendeu ainda que os países europeus participem ativamente de todas as etapas das negociações para garantir a segurança regional.   Fonte: R7 Foto: Getty

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STF concentra julgamento de Bolsonaro para evitar risco de adiamento para 2026

O STF (Supremo Tribunal Federal) consolidou o rito célere das ações penais do golpe e estabeleceu nesta sexta-feira (15), as datas do julgamento do “núcleo crucial”, composto pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os outros sete réus. Os acusados começarão a ser julgados no dia 2 de setembro na Primeira Turma da Corte. A previsão é que a análise seja concluída até o dia 12 do próximo mês. As datas foram definidas para evitar o risco de o julgamento avançar para o ano eleitoral de 2026 na hipótese de um pedido de vista. As sessões extraordinárias foram marcadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. Inicialmente, ministros concordaram que seriam reservadas as cinco terças-feiras de setembro, o que levaria o julgamento até o dia 30. As datas foram definidas ontem pelo ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, após o processo ter sido liberado para julgamento por Alexandre de Moraes, o relator do caso. Nos bastidores do STF, se avaliava a possibilidade de Luiz Fux pedir vista. A interlocutores, o ministro negou essa intenção. Ainda assim, para fazer um “hedge” – uma espécie de seguro -, optou-se por antecipar o fim do julgamento. Isso porque, segundo o Regimento Interno do tribunal, o prazo para devolução de um pedido de vista é de até 90 dias. Portanto, se houvesse vista a partir do dia 22 de setembro, ela poderia ser devolvida somente em fevereiro, porque o prazo terminaria durante o recesso do tribunal, que começa no dia 20 de dezembro e vai até 2 de fevereiro de 2026. A maioria dos ministros do STF considera importante encerrar o julgamento ainda neste ano, para que o assunto penal respingue o menos possível no processo eleitoral de 2026. O tribunal poderá convocar novas sessões ao longo de setembro para examinar o processo se as datas agendadas não foram suficientes para concluir as discussões. O trâmite do processo segue um ritmo ágil. A ação penal que trata do “núcleo crucial” – conforme definição da denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) – foi instaurada em 26 de março deste ano, quando Bolsonaro e mais sete acusados do núcleo crucial viram réus. Além de Bolsonaro, também respondem ao processo os generais Walter Braga Netto (ex-ministro da Defesa e Casa Civil), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa), o almirante Almir Garnier (ex-comandante da Marinha) o tenente-coronel Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro), o deputado federal do PL Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin), e Anderson Torres (ex-ministro da Justiça). O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defende a condenação dos sete réus por todos os crimes listados na denúncia – tentativa de abolição violenta do estado democrático de direito, golpe de estado, organização criminosa armada, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. Também compõem o colegiado os ministros Flávio Dino, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Operação especial A decisão do colegiado de montar uma operação especial para o julgamento, com sessões adicionais e consecutivas ao longo do mês de setembro, repete o que ocorreu no recebimento da denúncia. Normalmente, as turmas do STF se reúnem quinzenalmente, mas o cronograma pode ser alternado em função da pauta. Em todas as datas, as sessões serão realizadas das 9h às 12h. Nos dias 2, 9 e 12 haverá também sessões das 14h às 19h. Novas sessões podem ser agendadas se o julgamento não for concluído até a data final reservada. Os réus terminaram de enviar os últimos argumentos na quarta-feira. As defesas pediram a absolvição por questões processuais e falta de provas. Com isso, a chamada “fase de instrução” do processo foi concluída, abrindo caminho para o julgamento. Durante a instrução, testemunhas e réus foram ouvidos, inclusive em acareações para confrontar suas versões. Defesas Entre qualificar a acusação como “absurda”, minimizar a participação na trama golpista e até afirmar que agiu contra a conspiração, todos os réus no chamado “núcleo crucial” que respondem à ação penal do golpe pediram absolvição no caso por questões processuais e falta de provas. Bolsonaro, apontado pela PGR como líder da organização criminosa, é acusado de cinco crimes que, somados, podem render 43 anos de prisão, se consideradas as penas máximas e os agravantes de cada um deles. Os advogados do ex-presidente chamaram de “absurda” a denúncia e pedem a absolvição dele sob o argumento de que não há provas, inclusive para ligá-lo ao ato golpista de 8 de Janeiro e ao plano “Punhal Verde e Amarelo”, que previa o assassinato de autoridades brasileiras. Ao final, também requisitam que o julgamento seja imparcial. A defesa diz que o processo é “tão histórico quanto inusitado” e descreve um quadro na qual Bolsonaro é vítima de um “massacre” da imprensa, deixando implícito que ele seria vítima de julgamento prévio pela mídia.   Fonte: R7 Foto: Ton Molina/STF

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STJ é notificado sobre ação de empresa de Trump e Rumble contra Alexandre de Moraes

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) recebeu uma notificação da Justiça dos Estados Unidos para intimar o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes em um processo movido no país americano pelas empresas Trump Media & Technology Group — ligada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — e pela plataforma de vídeos Rumble. Trata-se de uma espécie de carta rogatória, que, no Brasil, só pode ser cumprida pelo presidente do STJ. Caberá ao ministro Herman Benjamin decidir como proceder e, na prática, informar oficialmente Moraes sobre a ação. A Trump Media & Technology Group e a Rumble acusam Moraes de censurar conteúdos publicados em suas redes no Brasil, em decisões tomadas no contexto das investigações sobre disseminação de notícias falsas, ataques às instituições democráticas e tentativa de golpe de Estado. Segundo as companhias, essas ordens judiciais violam a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que garante a liberdade de expressão. Além de contestarem as medidas em território brasileiro, Trump Media e Rumble pedem à Justiça americana que as decisões do ministro sejam consideradas “inexequíveis” nos Estados Unidos. As empresas também alegam ter sofrido prejuízos financeiros, danos à reputação e perda de oportunidades de negócio em razão das determinações. Leia perguntas e respostas sobre o assunto Qual foi a notificação recebida pelo STJ? O STJ (Superior Tribunal de Justiça) recebeu uma notificação da Justiça dos Estados Unidos para intimar o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes em um processo movido pelas empresas Trump Media & Technology Group e pela plataforma de vídeos Rumble. O que é uma carta rogatória e qual o seu procedimento no Brasil? Uma carta rogatória é um pedido de cooperação judicial entre países. No Brasil, esse tipo de solicitação só pode ser cumprido pelo presidente do STJ, que neste caso é o ministro Herman Benjamin, responsável por informar oficialmente Moraes sobre a ação. Quais são as acusações feitas pela Trump Media & Technology Group e Rumble contra Alexandre de Moraes? As empresas acusam Moraes de censurar conteúdos publicados em suas redes no Brasil, em decisões relacionadas a investigações sobre disseminação de notícias falsas, ataques às instituições democráticas e tentativas de golpe de Estado. Como as empresas justificam suas reclamações em relação às decisões de Moraes? As companhias afirmam que as ordens judiciais violam a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que garante a liberdade de expressão. Elas contestam as medidas no Brasil e pedem à Justiça americana que as decisões de Moraes sejam consideradas “inexequíveis” nos Estados Unidos. Quais danos as empresas alegam ter sofrido devido às decisões de Moraes? Trump Media e Rumble alegam ter sofrido prejuízos financeiros, danos à reputação e perda de oportunidades de negócio em razão das determinações do ministro.   Fonte: R7 Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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Quem é Tuto Quiroga, candidato à presidência da Bolívia que promete guerra ao narcotráfico

Jorge “Tuto” Quiroga, ex-presidente da Bolívia e candidato da Coalizão Livre, lidera as pesquisas para as eleições presidenciais deste domingo (17) com 22,3% das intenções de voto, segundo último levantamento Atlas. Ele disputa a preferência do eleitorado com Samuel Medina, que aparece em segundo lugar com 18%, em um cenário que pode levar os dois candidatos de direita ao segundo turno. É a primeira vez desde 2005 que a Bolívia pode ter uma disputa presidencial sem a esquerda como força dominante. Natural de Cochabamba, Quiroga tem 65 anos e é engenheiro industrial formado pela Universidade A&M do Texas. Trabalhou para a IBM e concluiu mestrado em administração de empresas na St. Edward’s University, nos Estados Unidos, antes de retornar ao país. Foi ministro da Fazenda em 1992, vice-presidente de 1997 a 2001 e assumiu a presidência em julho de 2001 após a renúncia de Hugo Banzer, concluindo o mandato em agosto de 2002. Quiroga já concorreu ao Palácio Quemado em 2005, 2014 e 2020. Na última tentativa, desistiu da disputa poucos dias antes da eleição para tentar unificar a oposição contra o candidato do MAS, Luis Arce, que venceu o pleito e atualmente governa o país. Na campanha atual, Quiroga critica Luis Arce e Evo Morales, responsabilizando-os pela crise econômica e energética. Ele afirma que a má gestão dos recursos de gás natural provocou escassez de energia e inflação. Ele também aponta crescimento do narcotráfico e diz que a legalização da coca favoreceu facções criminosas brasileiras como PCC e Comando Vermelho. No plano de governo, Quiroga inclui abertura econômica com acordos diretos com Ásia e Europa, expansão da exploração de lítio e políticas ambientais associadas a medidas rigorosas contra o tráfico de drogas. Segundo ele, sem mudanças estruturais, a Bolívia pode seguir um caminho de deterioração econômica semelhante ao da Venezuela. A pesquisa Atlas também revelou que Quiroga tem imagem positiva para 36% dos eleitores e negativa para 38%. O estudo mostrou alto índice de insatisfação com o atual governo: 75% desaprovam a gestão de Luis Arce e 62,1% apontam a corrupção como o principal problema do país, seguida pela hiperinflação e escassez de produtos, além da crise energética. Caso vença, Quiroga promete direcionar esforços para o combate ao narcotráfico e reverter o que chama de retrocessos acumulados nas últimas duas décadas de governo do MAS. Quem é Jorge “Tuto” Quiroga? Jorge “Tuto” Quiroga é um ex-presidente da Bolívia e candidato da Coalizão Livre. Ele lidera as pesquisas para as eleições presidenciais com 22,3% das intenções de voto. Qual é a sua formação e experiência política? Quiroga é natural de Cochabamba, tem 65 anos e é engenheiro industrial formado pela Universidade A&M do Texas. Ele trabalhou para a IBM e possui mestrado em administração de empresas. Foi ministro da Fazenda, vice-presidente e assumiu a presidência em 2001 após a renúncia de Hugo Banzer. Quantas vezes Tuto Quiroga já concorreu à presidência? Quiroga já concorreu ao Palácio Quemado em 2005, 2014 e 2020. Na última tentativa, desistiu da disputa para tentar unificar a oposição contra o candidato do MAS, Luis Arce. Quais são as críticas de Quiroga ao governo atual? Ele critica Luis Arce e Evo Morales, responsabilizando-os pela crise econômica e energética, afirmando que a má gestão dos recursos de gás natural causou escassez de energia e inflação. Também aponta o crescimento do narcotráfico e a legalização da coca como fatores que favorecem facções criminosas. Quais são as propostas de governo de Tuto Quiroga? Quiroga propõe abertura econômica com acordos diretos com a Ásia e Europa, expansão da exploração de lítio e políticas ambientais rigorosas contra o tráfico de drogas. Ele alerta que, sem mudanças estruturais, a Bolívia pode enfrentar uma deterioração econômica semelhante à da Venezuela. Como está a imagem de Tuto Quiroga entre os eleitores? Segundo a pesquisa Atlas, 36% dos eleitores têm uma imagem positiva de Quiroga, enquanto 38% têm uma imagem negativa. A pesquisa também revela uma alta insatisfação com o governo atual, com 75% desaprovando a gestão de Luis Arce. O que Quiroga promete caso vença as eleições? Se eleito, Quiroga promete focar no combate ao narcotráfico e reverter os retrocessos acumulados nas últimas duas décadas de governo do MAS.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/Facebook/Jorge Tuto Quiroga Ramirez

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Eventuais sanções a ministros do STF com Lei Magnitsky só devem acontecer após julgamento de Bolsonaro

Possíveis sanções econômicas com a aplicação da Lei Magnitsky contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) só devem acontecer após o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no STF por tentativa de golpe de Estado. Segundo aliados do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), filho do ex-mandatário, ainda não há uma lista de ministros a serem sancionados, como foi o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo. A medida é uma sanção econômica, que inclui o bloqueio de contas bancárias e de bens em solo norte-americano, além da proibição de entrada no país — a acusados de corrupção ou graves violações de direitos humanos. Conforme interlocutores, cabe ao governo dos EUA decidir quem serão os próximos ministros a serem sancionados. Eles dizem, contudo, que não há previsão até o julgamento de Bolsonaro, marcado para começar em 2 de setembro. Ainda é colocada na balança a reação do Congresso Nacional na tramitação do projeto de lei que anistia os presos pelos atos extremistas de 8 de janeiro. A ideia é dar um “tempo à classe política” durante o período anterior ao início do julgamento. Além dos ministros, os EUA também estariam mirando familiares dos magistrados. Eduardo Bolsonaro disse nesta semana que a esposa de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, deve ser o próximo alvo de eventuais sanções. Acordo no Congresso Um acordo firmado entre a oposição e as principais lideranças partidárias da Câmara abriria caminho para a retomada das discussões sobre a anistia e a votação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que estabelece o fim do foro privilegiado. Contudo, até o momento, o acerto não foi cumprido. Além disso, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-SP), não fez parte do combinado, o que poderá dificultar a votação. O acordo foi costurado após a oposição ocupar as mesas diretoras da Câmara e do Senado por quase 48h. Perguntas e respostas: Quais são as possíveis sanções econômicas contra ministros do STF? Possíveis sanções econômicas com a aplicação da Lei Magnitsky contra ministros do STF só devem ocorrer após o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Quando está marcado o julgamento de Jair Bolsonaro? O julgamento de Jair Bolsonaro está marcado para começar em 2 de setembro. Há uma lista de ministros do STF que podem ser sancionados? Segundo aliados de Eduardo Bolsonaro, ainda não há uma lista de ministros a serem sancionados, além do ministro Alexandre de Moraes, que é o relator do processo. O que a Lei Magnitsky implica? A Lei Magnitsky implica sanções econômicas, que incluem o bloqueio de contas bancárias e bens nos Estados Unidos, além da proibição de entrada no país para acusados de corrupção ou graves violações de direitos humanos. Quem decide sobre as sanções aos ministros do STF? Cabe ao governo dos EUA decidir quem serão os próximos ministros a serem sancionados, mas não há previsão de sanções até o julgamento de Bolsonaro. Qual é a relação entre o Congresso Nacional e as sanções? A reação do Congresso Nacional em relação ao projeto de lei que anistia os presos pelos atos extremistas de 8 de janeiro está sendo considerada, com a ideia de dar um “tempo à classe política” enquanto o julgamento não começa. Quem mais pode ser alvo das sanções além dos ministros? Além dos ministros, os EUA também estariam mirando familiares dos magistrados. Eduardo Bolsonaro mencionou que a esposa de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, pode ser o próximo alvo de sanções. O que foi acordado entre a oposição e as lideranças partidárias da Câmara? Um acordo entre a oposição e as principais lideranças partidárias da Câmara abriria caminho para a retomada das discussões sobre a anistia e a votação de uma Proposta de Emenda à Constituição que estabelece o fim do foro privilegiado. O acordo foi cumprido até o momento? Até o momento, o acordo não foi cumprido, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, não fez parte do combinado, o que pode dificultar a votação. Como foi o contexto do acordo? O acordo foi costurado após a oposição ocupar as mesas diretoras da Câmara e do Senado por quase 48 horas.   Fonte: R7 Foto: Gustavo Moreno/STF

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Prefeita que namorou Janones é acusada de rachadinha e benefício a familiares em Ituiutaba

Uma cidade de 106 mil habitantes no interior de Minas Gerais tornou-se alvo de denúncias de ex-funcionários por relatos de rachadinha e uso irregular da estrutura administrativa. As acusações envolvem a Prefeitura de Ituiutaba, reduto eleitoral do deputado federal André Janones (Avante-MG) e administrada por Leandra Guedes desde 2021. A prefeita, ex-assessora e ex-companheira de Janones, acumula denúncias de corrupção, segundo apuração do R7. Entre os casos apontados está a prática de coagir servidores a devolver parte dos salários recebidos, em alguns casos chegando à metade do valor. Leandra declarou desconhecer a existência de qualquer denúncia, que não foi citada em processo judicial e tem sido alvo de diversas notícias caluniosas. Denúncias e indícios Segundo relatos feitos à reportagem, o esquema ocorreu em ao menos quatro secretarias comandadas por aliados diretos da prefeita: Desenvolvimento Social, Agricultura, Educação e Turismo. O valor exigido era supostamente sacado pelo servidor e entregue, em espécie, a uma pessoa designada pela administração municipal. As devoluções aconteciam sob ameaça de demissão, conforme afirmaram ex-ocupantes de diferentes cargos. A ex-secretária de Desenvolvimento Econômico e Turismo Priscilla Barro formalizou denúncia sobre a “devolução forçada de salários” ao Ministério Público de Minas Gerais, que ainda avaliará o caso. Priscilla ocupou funções de 2022 a 2024 e afirmou que a prática acompanhou toda a trajetória dela na prefeitura. Segundo a ex-secretária, as exigências começaram quando ela assumiu a diretoria da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Social, à época chefiada por Aleuene Guedes, irmã da prefeita. A ex-secretária contou que, embora o combinado inicial fosse um salário de R$ 5.000, recebia R$ 3.500 após descontos. “Eu não tinha condições financeiras. Eu tinha me mudado, estava sozinha, não tinha como voltar atrás. Estava tudo armado”, relatou. Segundo Priscilla, a então procuradora-geral de Ituiutaba Anna Neves de Oliveira coordenava a devolução. “Eu entregava em mãos para a Anna, e ela falava: ‘Agora não tem como você voltar atrás, porque se você denunciar, você também estará participando.’”, disse. Movimentação bancária na conta de Priscilla Barro Em seguida, Priscilla foi transferida para a Secretaria Adjunta da Educação, recebendo R$ 7.900, dos quais R$ 2.900 eram repassados. Quando chegou ao posto de secretária, o salário atingiu R$ 11 mil, e a devolução, R$ 3.000, segundo ela. “Tive que ouvir, muitas vezes, que eu deveria ser grata porque ainda devolvia pouco, que só entregava R$ 3.000. Tem gente que repassava muito mais e ganhava muito menos do que eu”, afirmou. Ela também sustenta que a prática ocorria em outras áreas da prefeitura. “Sei de várias pessoas que devolviam o salário. Muitas continuam lá e não podem falar porque são coagidas. Têm medo de perder o emprego”, acrescentou. Contratos e nomeações de familiares Uma licitação dispensada pela prefeitura contratou serviços médicos complementares do Instituto de Ortopedia e Traumatologia de Ituiutaba, empresa da qual o atual namorado de Leandra Guedes é sócio. O contrato, firmado em 2023, prevê repasses anuais de R$ 372 mil. Ato de contratação do Instituto de Ortopedia e Traumatologia Leandra também nomeou parentes para cargos no Executivo municipal. A irmã, Aleuene Guedes, é secretária de Governo, com salário bruto de R$ 19.749,42, e já comandou a Secretaria de Desenvolvimento Social. Ao anunciar a nomeação, em janeiro de 2021, a prefeita declarou: “É uma pessoa em que confio muito, porque a gente nasceu da mesma barriga, da mesma mãe. Então, nada melhor do que compartilhar com vocês.” O marido de Aleuene, Carlos Marques, é secretário de Agricultura desde o início da gestão e recebeu, em julho, R$ 36.646,15 brutos. Em abril de 2024, durante as férias dele, Aleuene acumulou os dois cargos. Aleuene Guedes e o marido, Carlos Marques Sobrinha da prefeita, Manuela Guedes Viana chefia a Secretaria de Desenvolvimento Social, recebendo o mesmo salário bruto da tia Aleuene. Atualmente, o STF (Supremo Tribunal Federal) não classifica como nepotismo nomeações para cargos políticos, como secretarias. No entanto, cada caso pode ser avaliado individualmente mediante denúncia. Aleuene atuou como secretária de Desenvolvimento Social e de Agricultura durante férias do marido Relação com André Janones Nascido em Ituiutaba, Janones disputou a prefeitura em 2016 e terminou em segundo lugar. Leandra atuou como voluntária na campanha. Os dois mantiveram relacionamento amoroso de 2014 a 2018, com união estável. Em 2018, após destaque na greve dos caminhoneiros, Janones se elegeu deputado federal e levou Leandra para trabalhar no gabinete dele. Nesse período, ex-assessores do parlamentar denunciaram ao MPF (Ministério Público Federal) um esquema de rachadinha na Câmara dos Deputados. O denunciante, Fabrício Ferreira de Oliveira, afirmou que Leandra participava do rateio e entrega dos valores ao parlamentar. “Desde as denúncias contra o André, que protocolei no MPF, ela sempre esteve do lado dele”, disse. O caso terminou com acordo no qual Janones admitiu o esquema e pagou R$ 157,8 mil em reparação e multa. Leandra foi ouvida pela Polícia Federal, mas não foi acusada. Posteriormente, a prefeita pediu medida protetiva contra o deputado, com base na Lei Maria da Penha. A decisão judicial impede aproximação e contato por seis meses, mas o prazo pode ser prorrogado. O descumprimento pode resultar em prisão em flagrante d eJanones. O que dizem os citados A prefeita afirmou não ter conhecimento de denúncias relacionadas a salários. “A prefeita de Ituiutaba, Leandra Guedes, desconhece a existência de qualquer denúncia, não foi citada em processo judicial e tem sido alvo de diversas notícias caluniosas. Assim, a gestora acionou a Justiça para identificar e responsabilizar os autores e se mantém à disposição dos órgãos competentes”, diz nota enviada à reportagem. O R7 tentou contato com a assessoria de André Janones e com o Instituto de Ortopedia e Traumatologia de Ituiutaba, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. A procuradora Anna Neves de Oliveira e Aleuene Guedes também foram procuradas e não se manifestaram. O espaço permanece aberto para eventuais posicionamentos. PERGUNTAS E RESPOSTAS Quais são as acusações contra a prefeita Leandra Guedes em Ituiutaba? A prefeita Leandra Guedes é acusada de rachadinha e uso irregular da máquina pública em Ituiutaba, Minas Gerais. As denúncias incluem a coação de funcionários para devolver parte de seus

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