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Categoria: Política

PF indicia Jair e Eduardo Bolsonaro por obstrução e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito

Relatório aponta atuação do ex-presidente e do deputado nos EUA para dificultar investigação sobre tentativa de golpe  A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, em razão da atuação do parlamentar nos Estados Unidos, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (20).  De acordo com o documento, pai e filho teriam agido para obstruir o avanço das investigações que apuram a tentativa de golpe de Estado, na qual Jair Bolsonaro é apontado como principal réu. O relatório foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal), que deve enviá-lo à PGR (Procuradoria-Geral da República). Caberá ao procurador-geral, Paulo Gonet, decidir se oferece denúncia, requisita diligências complementares ou solicita o arquivamento — hipótese considerada remota.  Reação de Eduardo Bolsonaro  Em nota publicada nas redes sociais, Eduardo afirmou que sua atuação nos Estados Unidos não teve a intenção de interferir em processos no Brasil. “Minha atuação nos Estados Unidos jamais teve como objetivo interferir em qualquer processo em curso no Brasil. Sempre deixei claro que meu pleito é pelo restabelecimento das liberdades individuais, com foco no projeto de anistia que tramita no Congresso Nacional”, escreveu.  O parlamentar criticou a PF, questionando a ausência de investigação sobre autoridades americanas citadas nas conversas, e classificou a divulgação das conversas como tentativa de desgaste político. Ele finalizou com provocação a Alexandre de Moraes: “Se o meu ‘crime’ for lutar contra a ditadura brasileira, declaro-me culpado de antemão”. Pedido de asilo e documentos encontrados  O relatório da PF também revela que Bolsonaro teria preparado um pedido de asilo político na Argentina, encontrado no celular do ex-presidente, criado por sua nora. O documento de 33 páginas foi modificado pela última vez em 12 de fevereiro de 2024 e era endereçado ao presidente argentino Javier Milei. Segundo a PF, o pedido visava justificar perseguição política e possibilitar a evasão do país após a deflagração da Operação Tempus Veritatis, que identificou indícios de crimes relacionados à tentativa de golpe.  O relatório conclui que Jair Bolsonaro possuía documentos que viabilizariam sua fuga para a Argentina, visando impedir a aplicação da lei penal brasileira. (Renan Isaltino) Foto: R7

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Dólar recua a R$ 5,47 após tensões com Lei Magnitsky; bolsa tem leve recuperação

Moeda norte-americana se afasta da barreira de R$ 5,50, enquanto Ibovespa fecha acima de 134 mil pontos  Após um dia de correções no mercado financeiro brasileiro e internacional, o dólar comercial caiu nesta quarta-feira (20) e encerrou vendido a R$ 5,473, com recuo de R$ 0,026 (-0,48%). Durante a sessão, a moeda chegou a operar na mínima de R$ 5,46, por volta das 14h. Em agosto, o dólar acumula queda de 2,28% e, em 2025, registra desvalorização de 11,44%.  No mercado de ações, o índice Ibovespa fechou aos 134.666 pontos, alta de 0,17%. Apesar da leve recuperação, as ações de bancos, que sofreram forte queda na terça-feira (19), não conseguiram recuperar totalmente as perdas. Fatores internacionais e internos  O movimento de queda do dólar foi influenciado pela valorização de moedas de países emergentes devido à alta do petróleo e às expectativas de cortes de juros nos Estados Unidos, reforçadas por novas ofensivas do governo Donald Trump contra uma dirigente do Federal Reserve (Fed).  No cenário doméstico, a cotação da moeda chegou a perder força após declarações do ministro do STF Alexandre de Moraes, que alertou que bancos brasileiros poderiam ser punidos se aplicassem sanções dos EUA. As tensões recentes decorrem da decisão do ministro Flávio Dino, condicionando o cumprimento de leis estrangeiras no Brasil à autorização da Justiça brasileira. A medida, que se referia a mineradoras, pode impactar bancos que operam nos EUA e que seriam afetados por sanções norte-americanas contra Moraes. Lei Magnitsky e sanções  As sanções previstas pelos Estados Unidos incluem o bloqueio de contas, bens e interesses dentro da jurisdição norte-americana, além da proibição de entrada no país. A decisão de Dino gerou forte volatilidade na bolsa na terça-feira, principalmente no setor bancário.  Em reação, o ministro afirmou que a queda no mercado financeiro não está relacionada a sua decisão: “Não sabia que eu era tão poderoso, R$ 42 bilhões de especulação financeira. A sorte é que a velhice ensina a não se impressionar com pouca coisa. É claro que uma coisa não tem nada a ver com a outra”, disse.  A combinação de fatores internos e externos ajudou a estabilizar o dólar e trouxe leve recuperação ao mercado de ações nesta quarta-feira, afastando a moeda da barreira psicológica de R$ 5,50. (Renan Isaltino) Fonte: Agência Brasil Foto: reprodução Record

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Fabiano D’Andréa assume interinamente Secretaria de Assuntos Jurídicos em Limeira

Além da experiência profissional no Direito, D’Andréa também tem atuação destacada na sociedade civil  O vice-prefeito de Limeira, Fabiano D’Andréa, passa a acumular, a partir desta quarta-feira (20), a função de secretário interino de Assuntos Jurídicos da administração municipal. Com 25 anos de atuação na advocacia, ele será responsável por coordenar a assistência e a representação jurídica da Prefeitura em um período considerado estratégico para o governo.  O prefeito Murilo Félix ressaltou a importância da nomeação. “Desde o início do governo, o doutor Fabiano tem exercido um papel fundamental no gabinete e na interlocução com diversas secretarias. Agora, ele assume a responsabilidade de liderar a Procuradoria Jurídica da Prefeitura, com a mesma dedicação e competência que já demonstrou em sua trajetória”, destacou.  Além da experiência profissional no Direito, D’Andréa também tem atuação destacada na sociedade civil. Ele é fundador da ONG DefendeBrasil, que atua em defesa da cidadania e dos direitos fundamentais. Entre suas contribuições à cidade, teve participação decisiva no tombamento do Edifício Prada e do Palacete Levy, ambos reconhecidos como patrimônios históricos de Limeira.  Com a nova função, o vice-prefeito passa a ter papel ainda mais relevante na gestão municipal, acumulando experiência política e jurídica em momentos de importantes definições para o futuro da cidade. (Renan Isaltino)

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Prefeitura de Limeira exonera Fábio Mariano do cargo de Secretário Municipal de Assuntos Jurídicos

A saída do secretário ocorreu a pedido do próprio profissional   A Prefeitura de Limeira oficializou nesta terça-feira (18) a exoneração de Fábio Mariano do cargo de Secretário Municipal de Assuntos Jurídicos, conforme Portaria nº 1.860, publicada no Diário Oficial nesta quarta-feira (19). A saída do secretário ocorreu a pedido do próprio profissional, que ocupava o cargo em comissão desde maio deste ano.   Fábio Mariano é professor universitário e mestre em Direito pela PUC-SP, com ampla experiência em assessoria e consultoria para órgãos públicos e privados na área de Direito Administrativo. Ele também possui histórico de atuação em projetos de concessão e parcerias público-privadas, operações urbanas consorciadas e regulação em saneamento básico. Em sua trajetória, foi diretor-presidente da Agência Reguladora de Saneamento Básico de São Bernardo do Campo e secretário de Administração do Município de Jarinu.   Durante seu período à frente da Secretaria Municipal de Assuntos Jurídicos, Mariano atuou junto ao Gabinete do Secretário, assessorando a administração municipal em questões jurídicas. A remuneração do cargo, conforme previsto na legislação municipal, era de R$ 24.636,52.   A publicação da portaria ainda determina que as despesas relativas à Secretaria de Assuntos Jurídicos continuarão sendo custeadas normalmente pelo orçamento-programa da Prefeitura. A exoneração já está em vigor desde a data da publicação. (Renan Isaltino)

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Rússia lança maior ataque aéreo contra a Ucrânia desde julho após reunião na Casa Branca

Ofensiva russa deixou ao menos 8 mortos, 54 feridos e milhares de pessoas sem energia em várias regiões A Rússia lançou a ofensiva aérea mais intensa contra a Ucrânia desde julho na noite desta segunda-feira (18), segundo autoridades ucranianas. O ataque ocorreu algumas horas após o encontro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, e líderes europeus na Casa Branca. De acordo com a Força Aérea da Ucrânia, foram disparados 270 drones e 10 mísseis durante a madrugada. Ao menos 4 mísseis e 16 drones conseguiram atravessar as defesas aéreas do país. Os bombardeios deixaram 8 mortos e 54 feridos em diversas regiões, segundo informações da CNN International. Em Donetsk, cinco pessoas morreram em ataques a cidades atrás da linha de frente. Já em Zaporizhzhia, três civis foram mortos e 33 ficaram feridos. Autoridades também registraram feridos nas regiões de Kharkiv, Kherson, Dnipropetrovsk e Nikopol. Na região de Poltava, no nordeste, o ataque provocou cortes de energia que atingiram 1.471 residências e 119 estabelecimentos comerciais, conforme informou o administrador militar regional Volodymyr Kohut. No encontro na Casa Branca, estiveram presentes os presidentes da França, Emmanuel Macron, e da Finlândia, Alexander Stubb; a primeira-ministra da Itália; Giorgia Meloni; o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer; o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz; a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte. Encontro na Casa Branca Durante o encontro, houve um apelo geral por garantias de segurança para a Ucrânia, vistas como condição indispensável para evitar novas agressões no futuro. Além disso, os europeus cobraram por um cessar-fogo imediato. Segundo Trump, Putin teria concordado em aceitar as garantias de segurança à Ucrânia. Ainda nesta segunda-feira (18), Trump afirmou que ligou para o presidente russo, Vladimir Putin, para organizar uma reunião trilateral entre os dois e Zelensky, para tratar sobre o fim da guerra entre os países europeus. Segundo Trump, ainda não há data para que o encontro ocorra. “Liguei para o presidente Putin e comecei a combinar uma reunião, em local a ser definido, entre o presidente Putin e o presidente Zelensky”, disse o presidente americano.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/Redes Sociais/Volodymyr Zelenskyy

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Trump liga para Putin para marcar encontro trilateral com Zelensky

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (18) que ligou para o líder russo, Vladimir Putin, para organizar uma reunião trilateral entre os dois e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, para tratar sobre o fim da guerra entre os países europeus. Segundo Trump, ainda não há data para que o encontro ocorra. “Liguei para o presidente Putin e comecei a combinar uma reunião, em local a ser definido, entre o presidente Putin e o presidente Zelensky. Após essa reunião, teremos uma reunião trilateral, que seria composta pelos dois presidentes, além de mim”, disse o presidente americano. Trump disse que terá reunião com Putin e Zelensky para tratar da guerra entre Ucrânia e Rússia – Reprodução/TruthSocial/@realDonaldTrump – 18.8.2025 Nesta segunda-feira, Trump recebeu Zelensky e líderes europeus na Casa Branca para conversar sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia. Estiveram no encontro o presidente da França, Emmanuel Macron; o presidente da Finlândia, Alexander Stubb; a primeira-ministra da Itália; Giorgia Meloni; o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer; o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz; a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte. Durante o encontro, houve um apelo geral por garantias de segurança para a Ucrânia, vistas como condição indispensável para evitar novas agressões no futuro. Além disso, os europeus cobraram por um cessar-fogo imediato. Segundo Trump, Putin teria concordado em aceitar as garantias de segurança à Ucrânia. “Em um passo muito significativo, o presidente Putin concordou que a Rússia aceitaria garantias de segurança para a Ucrânia. E este é um dos pontos-chave que precisamos considerar. E vamos considerar isso na mesa também, como quem fará o quê, essencialmente. Estou otimista. Acho que coletivamente podemos chegar a um acordo que impeça qualquer futura agressão contra a Ucrânia, e, na verdade, acho que não haverá”, disse Trump. Segundo o líder dos EUA, “todos estão muito felizes com a possibilidade de paz entre Rússia e Ucrânia”. O encontro desta segunda aconteceu dias após o republicano se encontrar com Putin, no Alasca, para discutir sobre a guerra. A reunião com o russo ocorreu na última sexta-feira (15), mas os presidentes não chegaram a um acordo para o fim do conflito.   Fonte: R7 Foto: Joyce N. Boghosian/Casa Branca

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Câmara de Limeira aprova quatro projetos e discute 22 requerimentos em sessão ordinária

O deputado federal Miguel Lombardi (PL-SP) acompanhou a sessão ordinária  Nesta segunda-feira (18), a Câmara Municipal de Limeira aprovou quatro projetos pautados na Ordem do Dia, dois itens da pauta foram adiados. Também foram debatidos 22 requerimentos durante o Expediente,  destinado à leitura de todos os documentos protocolados na Casa.  O deputado federal Miguel Lombardi (PL-SP) acompanhou a sessão ordinária. Ele falou um pouco da trajetória como vereador no Legislativo limeirense, das dificuldades do dia a dia enfrentadas pelos vereadores, sobre a atuação na Câmara dos Deputados e sobre a missão de cada um para servir a população. “A política, desde que usada para o bem, é a maior ferramenta para melhorar a qualidade de vida das pessoas, principalmente dos mais pobres, daqueles que não tem voz”, parafraseou o papa Francisco. Tribuna Livre  A Tribuna Livre desta semana foi ocupada por Marcos Vinícius da Silva, que discorreu sobre a moção de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro aprovada na sessão ordinária da semana passada. Ele fez apontamentos contrários às falas de vereadores, destacando fatos como a independência do Banco Central em relação à taxa de juros, Bolsa Família, democracia e as torturas sofridas por pessoas durante o período da ditadura no Brasil. “Se a gente não reconhece nosso passado, não protegemos nosso futuro. Uma mentira contada repetidamente se torna uma verdade”, destacou o orador, frisando que há assuntos mais importantes para serem tratados no município. Confira como foi a votação: Adiado – Projeto de Lei Nº 179/2022, do ex-vereador Dr. Júlio, define a prática da telemedicina no município. Adiado – Projeto de Lei Nº 150/2025, da vereadora Tatiane Lopes (Avante), insere o artigo 6º-A na Lei Nº 6260/2019, que dispõe sobre o Código Municipal dos Direitos dos Animais, para obrigar a microchipagem em todos os atendimentos efetuados pelo poder público. Aprovado – Projeto de Lei Complementar Nº 13/2025, do vereador Helder do Táxi (PSD),  altera dispositivos da Lei Complementar nº 813/2018, que dispõe sobre as diretrizes e normas para a regularização fundiária do parcelamento ilegal do solo. Aprovado – Projeto de Resolução Nº 23/2025, da Mesa Diretora 2025/2026, modifica a redação dos arts. 2º e 4º e revoga o art. 3º da Resolução Nº 584/2014, que cria o Cine Câmara, para que as atividades possam ser realizadas nas dependências do Legislativo e também no Cine Vagalume. Aprovado – Projeto de Lei Complementar Nº 19/2025, da Mesa Diretora 2025/2026, acrescenta a simbologia/referência F.G.3 ao Anexo I da Lei Complementar Nº 885/2021, que institui a Tabela de Remuneração da Câmara Municipal de Limeira. Aprovado – Projeto de Resolução Nº 27/2025, da Mesa Diretora 2025/2026, modifica dispositivos e anexos da Resolução Nº 846/2023, que dispõe sobre a reestruturação administrativa e organizacional e sobre o quadro permanente de cargos, referências, vencimentos, funções gratificadas e atribuições da Câmara Municipal de Limeira.

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EUA qualificam Moraes como “tóxico” e reforçam advertência internacional

O judiciário declarou solidariedade ao ministro  Nesta segunda-feira (18), o governo dos Estados Unidos intensificou sua postura contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Em postagens no X (antigo Twitter), tanto o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental quanto a Embaixada dos EUA no Brasil o retrataram como “tóxico para todas as empresas legítimas e indivíduos que buscam acesso aos Estados Unidos e seus mercados”. O comunicado americano foi enfático ao alertar que “nenhum tribunal estrangeiro pode anular as sanções impostas pelos EUA ou proteger alguém das severas consequências de descumpri-las”. Além disso, o governo norte-americano determinou que cidadãos americanos não podem manter relações comerciais com o ministro. Para estrangeiros, o recado foi de cautela: “quem oferecer apoio material a violadores de direitos humanos também pode ser alvo de sanções”. Contexto e consequências da sanção Essa nova advertência surge após os EUA imporem sanções contra Alexandre de Moraes em 30 de julho de 2025, sob a Lei Global Magnitsky, acusando-o de autorizar detenções arbitrárias, censurar manifestações e promover ações politizadas, incluindo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. As sanções incluem o bloqueio de bens nos Estados Unidos e a proibição de transações com pessoas ou empresas norte-americanas. Em resposta, Moraes declarou que seguirá com suas funções normalmente, afirmando que o STF não cederá a pressões externas e que concluirá os processos envolvendo o caso do “plano de golpe” até o fim do ano. Repercussão diplomática e política A reação no Brasil foi imediata. O judiciário declarou solidariedade ao ministro, enquanto lideranças políticas consideraram a sanção uma violação da soberania brasileira e uma ingerência inaceitável. Paralelamente, os Estados Unidos impuseram tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, reação estreitamente vinculada ao curso da justiça brasileira no caso Bolsonaro, intensificando a crise diplomática. O ministro Flávio Dino, do STF, determinou que atos de jurisdição estrangeira não têm efeito automático no Brasil, uma resposta institucional imediata à tentativa de legitimar as sanções no país. (Renan Isaltino) Foto: R7 Fonte: Reuters, Agência Brasil

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Trump se reúne com Zelensky e líderes europeus após encontro com Putin no Alasca

Nesta segunda-feira (18), em Washington, EUA, Donald Trump se reunirá com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky às 14h, seguido por um encontro com líderes europeus às 15h. Entre os presentes estarão o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, o presidente francês Emmanuel Macron, o chanceler alemão Friedrich Merz, a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen, a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni e o secretário-geral da OTAN. A reunião ocorre poucos dias após o encontro de Trump com Vladimir Putin no Alasca, no qual a Rússia aceitou garantir segurança robusta para a Ucrânia. Durante as negociações, Trump sugeriu que Zelensky considere ceder a Crimeia e evitar a adesão à OTAN.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/Record

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Bolsonaro completa um mês com tornozeleira eletrônica; prisão veio 17 dias depois da medida

Há um mês, em 18 de julho, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou a usar tornozeleira eletrônica por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). A medida foi aplicada após mandado de busca e apreensão da Polícia Federal, que apura crimes como coação no curso do processo, obstrução de Justiça e ataque à soberania nacional. Na ação, os agentes apreenderam um pen drive, o celular do ex-presidente e US$ 14 mil em espécie em sua casa. Além do monitoramento eletrônico, Bolsonaro teve as redes sociais bloqueadas, restrições de comunicação com diplomatas e investigados e foi proibido de manter contato com o filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), deputado licenciado que está nos Estados Unidos. Prisão domiciliar no início de agosto Dezessete dias depois, em 4 de agosto, Moraes decretou a prisão domiciliar de Bolsonaro. O ministro afirmou que o ex-presidente manteve uma conduta “deliberada e consciente” de descumprimento de medidas cautelares, com o objetivo de obstruir investigações e pressionar o Judiciário. Entre os episódios citados estão uma chamada de vídeo feita por Bolsonaro para manifestações da extrema direita no dia 3 de agosto e a divulgação de mensagens pré-gravadas em redes sociais. Para Moraes, a participação teve como finalidade “coagir o Supremo Tribunal Federal e obstruir a Justiça”. No despacho, o ministro destacou que a Justiça “não é tola” e ressaltou que réus que violam medidas cautelares devem sofrer “as consequências legais”. Réu por tentativa de golpe A situação de Bolsonaro já vinha se agravando desde março. No dia 26 de março, a Primeira Turma do STF decidiu, por unanimidade, torná-lo réu junto com sete aliados em processo que apura a tentativa de golpe de Estado durante e após as eleições de 2022. Ele passou a responder pelos seguintes crimes: Liderar organização criminosa armada; Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; Golpe de Estado; Dano qualificado contra o patrimônio da União; Deterioração de patrimônio tombado. Manifestações e discurso contra a inelegibilidade Menos de duas semanas depois, em 6 de abril, Bolsonaro foi à Avenida Paulista, em São Paulo, para participar de uma manifestação em defesa da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Diante de milhares de apoiadores, criticou sua inelegibilidade até 2030 e atacou o sistema eleitoral: “Eleições em 2026 sem Jair Bolsonaro é negar a democracia, é escancarar a ditadura no Brasil. Se o voto é obra da democracia, a contagem pública do mesmo se faz necessária.” Cirurgia de 12 horas No dia 13 de abril, Bolsonaro passou por uma cirurgia de 12 horas no Hospital DF Star, em Brasília, para tratar de uma obstrução intestinal. O procedimento, o mais longo desde a facada de 2018, serviu para liberar aderências no intestino delgado. Ele permaneceu internado por 21 dias e recebeu alta em 4 de maio. Interrogatório no STF Já em 10 de junho, o ex-presidente foi interrogado no STF por cerca de duas horas e meia. Ele foi o sexto réu ouvido na fase de instrução da ação penal do chamado “núcleo 1” da tentativa de golpe. Bolsonaro negou ter tramado um golpe, mas admitiu que discutiu “possibilidades” de concorrer às eleições de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Julho em repouso e nova infração No início de julho, alegando crises recorrentes de soluços e vômitos, Bolsonaro cancelou compromissos oficiais em vários estados, incluindo Santa Catarina e Rondônia. Disse que, por recomendação médica, deveria permanecer em repouso. Poucos dias depois, no entanto, voltou a aparecer em manifestações. Moraes citou como prova do descumprimento das medidas cautelares uma chamada de vídeo feita por Bolsonaro e a divulgação de mensagens por aliados, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Essas infrações foram decisivas para a decretação da prisão domiciliar, que se soma ao monitoramento por tornozeleira eletrônica imposto em julho. Qual é a situação atual de Jair Bolsonaro em relação à tornozeleira eletrônica? Jair Bolsonaro está usando tornozeleira eletrônica desde 18 de julho, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A medida foi imposta após um mandado de busca e apreensão da Polícia Federal, que investiga crimes como coação, obstrução de Justiça e ataque à soberania nacional. O que foi apreendido na ação da Polícia Federal? Na ação, a Polícia Federal apreendeu um pen drive, o celular de Bolsonaro e US$ 14 mil em espécie em sua residência. Quais foram as restrições impostas a Bolsonaro além da tornozeleira eletrônica? Além do monitoramento eletrônico, Bolsonaro teve suas redes sociais bloqueadas, restrições de comunicação com diplomatas e investigados, e foi proibido de manter contato com seu filho, Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos. Quando foi decretada a prisão domiciliar de Bolsonaro e qual foi a justificativa? A prisão domiciliar de Bolsonaro foi decretada em 4 de agosto, 17 dias após o início do uso da tornozeleira. O ministro Moraes afirmou que o ex-presidente descumpriu medidas cautelares de forma deliberada, visando obstruir investigações e pressionar o Judiciário. Quais episódios foram citados como justificativa para a prisão domiciliar? Entre os episódios citados estão uma chamada de vídeo feita por Bolsonaro para manifestações da extrema direita no dia 3 de agosto e a divulgação de mensagens pré-gravadas em redes sociais, que, segundo Moraes, tinham a finalidade de coagir o Supremo Tribunal Federal e obstruir a Justiça. Qual foi a decisão da Primeira Turma do STF em relação a Bolsonaro em março? No dia 26 de março, a Primeira Turma do STF decidiu, por unanimidade, torná-lo réu em um processo que investiga a tentativa de golpe de Estado durante e após as eleições de 2022, junto com sete aliados. O que Bolsonaro fez em uma manifestação em abril? Em 6 de abril, Bolsonaro participou de uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, onde criticou sua inelegibilidade até 2030 e atacou o sistema eleitoral, afirmando que a ausência dele nas eleições de 2026 seria uma negação da democracia. Qual foi a situação de saúde de Bolsonaro em abril? Bolsonaro passou por uma cirurgia de 12 horas no Hospital DF Star, em Brasília, no dia 13 de abril, para tratar de uma obstrução intestinal, permanecendo

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