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Categoria: Política

Câmara derruba voto secreto em PEC da Blindagem por falta de quórum

No início da madrugada desta quarta-feira (17), a Câmara dos Deputados aprovou, por insuficiência de quórum, o destaque que derrubou o voto secreto nas sessões para autorizar processos criminais contra senadores e deputados. Foram 296 votos a favor do voto secreto, mas o mínimo necessário para manter a regra era de 308 votos. Inicialmente previsto na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, também chamada de PEC das Prerrogativas, o voto secreto acabou derrubado por falta de 12 votos para alcançar o total necessário para mudar a Constituição. Outros 174 parlamentares votaram a favor do destaque do Novo que exclui o termo “secreto” do texto. Votos Encaminhou a favor do voto secreto o bloco formado pelos partidos PL, União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, PSDB, Cidadania e Podemos. A oposição também se posicionou a favor do voto secreto. Do outro lado, encaminharam contra o voto secreto para autorizar processos penais contra senadores e deputados os partidos PT, PSOL, Rede e Novo. Os demais partidos não se posicionaram e o governo liberou a bancada. O líder da oposição Cabo Gilberto Silva (PL-PB) defendeu o voto secreto para os parlamentares não serem “chantageados” ao votar pela abertura ou não de processo criminal contra um colega. “Se alguém aqui quiser apresentar o voto, é só chegar ali e falar: ‘Eu votei assim’. É simples. Ou, então, ele filma na hora em que estiver votando. É simples”, disse o parlamentar. O deputado Helder Salomão (PT-ES), por sua vez, defendeu que o parlamentar tem obrigação de mostrar o voto e que não pode “votar às escondidas”: “O eleitor precisa do sigilo do voto, para votar com liberdade. Agora, o eleito não pode ter o direito ao sigilo do voto. Quem se elege tem que mostrar o seu posicionamento.” A PEC A PEC da Blindagem estabelece que deputados e senadores só podem ser processados criminalmente se a Câmara ou o Senado autorizarem a abertura de ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) em até 90 dias após a apresentação da denúncia por qualquer tipo de crime. Casos de prisão em flagrante por crimes inafiançáveis, como homicídio e estupro, também precisam de autorização da Casa do parlamentar em até 24 horas. Voto secreto O texto-base da PEC da Blindagem foi aprovado em 1º e 2º turno na noite dessa terça-feira por ampla maioria, com uma votação de quebra de interstício entre as votações para suspender o prazo regimental de cinco sessões entre votações dos turnos de uma PEC. A proposta também concede foro especial no Supremo Tribunal Federal (STF) para presidentes de partidos com acento no Congresso Nacional. Pelas regras atuais, apenas tem acesso ao foro por prerrogativa de função no STF o presidente da República, o vice-presidente, deputados, senadores, ministros de Estado, integrantes de Tribunais superiores, do Tribunal de Contas da União (TCU) e embaixadores. A PEC da Blindagem ganhou força nas últimas semanas no contexto do julgamento e condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado e de medidas cautelares e processos contra parlamentares envolvidos no movimento golpista que pregou um golpe militar após as eleições presidenciais de 2022. Críticos apontam que a medida ainda dificulta o processo contra deputados investigados por desvio de dinheiro público via emendas parlamentares. Do outro lado, os defensores dizem que a PEC é uma proteção ao exercício do mandato parlamentar diante supostas “perseguições políticas” do Judiciário.    Fonte: Agência Brasil Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Bolsonaro tem ‘melhora parcial’, mas segue sem previsão de alta e será reavaliado ao longo do dia

Ex-presidente passou a noite em um hospital particular após sofrer uma crise de soluço e queda de pressão O ex-presidente Jair Bolsonaro segue sem previsão de alta, apesar de uma “melhora parcial” após hidratação e tratamento medicamentoso, informou o último boletim médico divulgado nesta quarta-feira (17). Segundo os médicos, o ex-presidente será reavaliado ao longo do dia para definir a necessidade de permanência no hospital. Bolsonaro passou a noite em um hospital particular de Brasília após passar mal na última terça-feira (16), ao sofrer uma crise de soluço e queda de pressão. O boletim informa, ainda, que foram realizados exames que detectaram anemia e alteração da função renal, com elevação da creatinina. Também foi realizado ressonância magnética do crânio para identificar a origem quadro de tontura recorrente, que não mostrou alterações agudas. “O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro foi admitido no Hospital DF star na tarde do dia 16 de setembro devido ao quadro de vômitos, tontura, queda da pressão arterial e pré-sincope. Chegou na emergência do hospital desidratado, com elevação da frequência cardíaca e queda da pressão arterial”, diz o boletim. Equipe médica Os médicos pessoais do ex-presidente, Cláudio Birolini e Leandro Echenique, saíram de São Paulo para Brasília a fim de avaliar as condições de saúde de perto e pediram a internação do paciente, que ficará em observação. Mais cedo, o próprio Birolini informou que Bolsonaro teve “um quadro de mal-estar, queda da pressão arterial e vômitos”. Em seguida, confirmou o pedido para passar por atendimento médico: “Solicitei que fosse encaminhado ao Hospital DF Star para avaliação clínica, medidas terapêuticas e exames complementares”. Internações de Bolsonaro Esta é a segunda vez que Bolsonaro deixa a prisão domiciliar por questões médicas desde que foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por liderar o planejamento de golpe de Estado. No último domingo (14), Bolsonaro foi levado ao hospital para tirar oito lesões na pele. O material retirado será analisado em laboratório, e os resultados vão indicar se será necessário algum tratamento adicional. Perguntas e respostas Qual é a condição atual do ex-presidente Jair Bolsonaro? O ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta uma “melhora parcial” após hidratação e tratamento medicamentoso, mas ainda não há previsão de alta. Ele será reavaliado ao longo do dia para determinar se precisa permanecer no hospital. Por que Bolsonaro foi internado? Bolsonaro foi internado em um hospital particular de Brasília após sofrer uma crise de soluço e queda de pressão na última terça-feira (16). Ele chegou ao hospital desidratado, com elevação da frequência cardíaca e queda da pressão arterial. Quais exames foram realizados e quais foram os resultados? Foram realizados exames que detectaram anemia e alteração da função renal, com elevação da creatinina. Também foi feita uma ressonância magnética do crânio para investigar a origem de tonturas recorrentes, que não mostrou alterações agudas.   Fonte: R7 Foto: Marcos Corrêa/PR

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Oposição quer votar urgência à anistia nesta quarta (17); texto final ainda não foi definido

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro tentam emplacar anistia geral, mas enfrentam resistência A oposição na Câmara dos Deputados quer emplacar, nesta quarta-feira (17), a votação de um requerimento de urgência ao projeto que anistia os envolvidos nos atos extremistas do 8 de janeiro. Nesta manhã, está prevista para acontecer uma reunião de líderes partidários, que deve definir a pauta do projeto. A expectativa de lideranças da oposição ouvidas pelo R7 é aprovar a urgência hoje para que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), designe um relator e acelere a votação do mérito para a próxima semana. Ainda se discute quem seria o relator: se Motta manteria o deputado Rodrigo Valadares (União-SE) ou se nomearia outro parlamentar, como o deputado Tião Medeiros (PP-PR), nome citado por lideranças de centro. Com o apoio de partidos de centro — como o PP, o União Brasil e o Republicanos — o grupo a favor da anistia alega ter mais de 300 votos favoráveis ao texto. Já a ala governista trabalha para angariar votos contra a urgência e, assim, enterrar a proposta. Mesmo entre os partidos favoráveis ao tema, ainda há entraves acerca do mérito do projeto. A oposição defende uma anistia geral, que inclua o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e investigados pelo STF no inquérito das fake news, além da retomada dos direitos políticos de Bolsonaro. Mas existe uma ala que defende uma anistia apenas aos condenados pelos atos do 8 de janeiro, sem incluir Bolsonaro ou aliados. Há ainda um grupo ligado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que defende um recálculo das penas dos envolvidos no 8 de janeiro. Portanto, sem anistia alguma. Manifestação do STF Bolsonaro foi condenado na semana passada pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar organização criminosa, golpe de Estado, entre outros crimes. Durante o julgamento na Primeira Turma, os ministros deixaram claro que, com relação à condenação do chamado núcleo crucial, não cabe anistia no Parlamento — ela seria inconstitucional. Perguntas e Respostas Qual é o objetivo da oposição na Câmara dos Deputados? A oposição quer votar um requerimento de urgência ao projeto que anistia os envolvidos nos atos extremistas do dia 8 de janeiro. Quando está prevista a votação desse requerimento? A votação do requerimento de urgência está prevista para acontecer nesta quarta-feira, dia 17. Qual é a expectativa da oposição em relação à votação? A expectativa é aprovar a urgência para que o presidente da Câmara, Hugo Motta, designe um relator e acelere a votação do mérito para a próxima semana. Quem pode ser o relator do projeto? Ainda está em discussão quem será o relator. Há a possibilidade de manter o deputado Rodrigo Valadares ou nomear um novo relator, como o deputado Tião Medeiros. Qual é a posição dos partidos de centro em relação ao projeto? Os partidos de centro, como o PP, o União Brasil e o Republicanos, afirmam ter mais de 300 votos a favor do texto. Como a ala governista está reagindo a essa proposta? A ala governista está trabalhando para angariar votos contra a urgência, com o objetivo de enterrar a anistia. Quais são as divergências dentro da oposição sobre o tipo de anistia? A oposição defende uma anistia geral que inclua o ex-presidente Jair Bolsonaro e investigados no inquérito das fake news, enquanto outra ala defende uma anistia apenas para os condenados pelos atos do 8 de janeiro, sem incluir Bolsonaro ou seus aliados. Qual foi a recente condenação de Jair Bolsonaro? Jair Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma trama golpista, o que também deve aumentar seu tempo de inelegibilidade. O que os ministros do STF afirmaram sobre a anistia durante o julgamento? Os ministros deixaram claro que, em relação à condenação do núcleo golpista, não cabe anistia no Parlamento. Qual é a posição de uma ala do Congresso ligada ao presidente do Senado? Uma ala do Congresso, ligada ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, defende um recálculo das penas dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, sem anistia.   Fonte: R7 Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

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Bolsonaro passa mal em prisão domiciliar e é levado às pressas para hospital em Brasília

Bolsonaro já havia sido submetido a um procedimento dermatológico e a exames complementares  O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou a prisão domiciliar nesta terça-feira (16) para receber atendimento médico após passar mal em sua residência, em Brasília. Escoltado por policiais penais responsáveis pelo monitoramento, ele foi levado ao Hospital DF Star, onde permanece em observação.  De acordo com publicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu filho, o ex-presidente apresentou um quadro de forte crise de soluço, acompanhada de vômito e pressão arterial baixa.  No último domingo (14), Bolsonaro já havia sido submetido a um procedimento dermatológico e a exames complementares, que apontaram um quadro de anemia, segundo boletim médico divulgado pela unidade de saúde. Prisão domiciliar  Desde 4 de agosto, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida prevê que o ex-presidente permaneça em sua residência, podendo deixar o local apenas em casos emergenciais de saúde — situação que exige a apresentação de atestado médico ao STF no prazo máximo de 24 horas.  A decisão foi tomada no âmbito do inquérito que investiga a atuação de Bolsonaro e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), seu filho, em articulações com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A apuração aponta que eles teriam buscado promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo, incluindo o cancelamento de vistos e a aplicação da chamada Lei Magnitsky, legislação norte-americana que prevê sanções contra agentes estrangeiros acusados de violar direitos humanos. Estado de saúde  Ainda não há previsão de alta hospitalar. O hospital não divulgou novo boletim médico até o momento. A defesa de Bolsonaro informou que está cumprindo as exigências judiciais, inclusive com o envio do relatório clínico ao STF. (Renan Isaltino) Fonte: Agência Brasil Foto: R7

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Polícia identifica carros usados na execução de delegado no litoral paulista

A polícia identificou os dois carros usados na execução do delegado Ruy Ferraz Fontes, em Praia Grande (SP). Os dois veículos foram queimados após o crime e haviam sido roubados: um deles em Indaiatuba (SP) e outro na capital paulista. O governador Tarcísio Freitas ordenou a formação de uma força-tarefa com o objetivo de capturar os responsáveis pelo assassinato ocorrido ontem em Praia Grande. A perícia enfrenta dificuldades devido ao estado queimado do primeiro carro, mas continua buscando evidências digitais. Inicialmente acreditava-se que quatro pessoas estavam envolvidas no crime; contudo, novas imagens indicam a participação direta de cinco indivíduos. A investigação também revelou que o delegado já vinha sendo perseguido anteriormente e tiros haviam sido disparados contra ele antes das imagens registradas pelas câmeras locais. As autoridades seguem analisando as provas coletadas enquanto buscam mais informações sobre os suspeitos envolvidos no caso.   Fonte: R7 Foto: PCSP/Divulgação

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Lewandowski vai à Câmara discutir PEC da Segurança, que muda funções da PF

De autoria do Poder Executivo, proposta foi aprovada em julho pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, confirmou presença, nesta terça-feira (16), em uma audiência pública na comissão especial da Câmara dos Deputados destinada a discutir a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública. Trata-se da primeira reunião para discutir a matéria na comissão, que vai analisar o mérito da PEC, de autoria do Poder Executivo. A proposta foi aprovada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara em 15 de julho. O texto é relatado pelo deputado federal Mendonça Filho (União-PE). Na CCJ, o parecer de Mendonça modificou alguns trechos da PEC original. Entre as modificações, está a retirada de um artigo que trata da preservação do pacto federativo e da autonomia dos estados. Outra mudança é a retirada do termo “exclusiva” de um inciso que restringe a apuração de infrações penais às polícias federal e civis. Antes da mudança, o artigo sobre a autonomia dos estados, por exemplo, previa a competência privativa da União para legislar sobre “normas gerais de segurança pública, defesa social e sistema penitenciário”. “A autonomia é fundamental. Tanto do ponto de vista legal, quanto na construção de políticas públicas de segurança, que sejam efetivas, combatendo na ponta a violência e o crime organizado”, justificou Mendonça Filho. Entenda a PEC A PEC da Segurança Pública altera os artigos 21, 22, 23 e 24 da Constituição Federal, que dispõem sobre as competências da União, as privativas ou em comum com os estados, municípios e o Distrito Federal. A proposta também muda o artigo 144, que refere-se aos órgãos que responsáveis pela segurança pública em todo o país. Com o texto, o governo federal pretende dar status constitucional ao Susp (Sistema Único de Segurança Pública) e levar à Constituição Federal a previsão do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário, que atualmente estão estabelecidos em leis próprias. A proposta também aumenta as atribuições da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, que passaria a ser chamar Polícia Viária Federal, abrangendo o patrulhamento ostensivo das rodovias, ferrovias e hidrovias federais. Além disso, a PEC incorpora o entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre as atribuições das guardas municipais. A Corte confirmou que as guardas podem fazer policiamento ostensivo nas vias públicas, respeitando-se os limites de competências em relação às demais forças de segurança. Perguntas e Respostas Quem é o responsável pela audiência pública na Câmara dos Deputados sobre a PEC da Segurança Pública? O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, confirmou sua presença na audiência pública que ocorrerá na Câmara dos Deputados. Qual é o objetivo da audiência pública? A audiência pública tem como objetivo discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que está sendo analisada pela comissão especial da Câmara. Quando a PEC foi aprovada pela CCJ? A PEC foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara em 15 de julho. Quem é o relator da PEC na Câmara? O relator da PEC é o deputado federal Mendonça Filho, do União-PE. Quais foram algumas das modificações feitas na PEC original? Entre as modificações, destaca-se a retirada de um artigo que tratava da preservação do pacto federativo e da autonomia dos estados, além da remoção do termo “exclusiva” de um inciso que restringia a apuração de infrações penais às polícias federal e civis. Qual era a previsão do artigo sobre a autonomia dos estados antes da modificação? O artigo previa a competência privativa da União para legislar sobre normas gerais de segurança pública, defesa social e sistema penitenciário. O que justificou Mendonça Filho sobre a autonomia dos estados? Mendonça Filho afirmou que “a autonomia é fundamental” tanto do ponto de vista legal quanto na construção de políticas públicas de segurança que sejam efetivas no combate à violência e ao crime organizado. Quais artigos da Constituição Federal a PEC da Segurança Pública altera? A PEC altera os artigos 21, 22, 23 e 24 da Constituição Federal, que tratam das competências da União, e modifica o artigo 144, que aborda os órgãos responsáveis pela segurança pública no país. Quais são as principais mudanças propostas pela PEC? A proposta visa dar status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e incluir na Constituição a previsão do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário. Além disso, aumenta as atribuições da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, que passaria a se chamar Polícia Viária Federal. Como a PEC aborda as atribuições das guardas municipais? A PEC incorpora o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que as guardas municipais podem realizar policiamento ostensivo nas vias públicas, respeitando os limites de competências com as demais forças de segurança.   Fonte: R7 Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

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Inelegibilidade e indenização de R$ 30 milhões: entenda outras penas de Bolsonaro e aliados

Além da condenação à prisão, ex-presidente e outros condenados receberam penas específicas O ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados foram condenados pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) nesta semana pela tentativa de golpe de Estado depois das eleições de 2022. Além das penas de prisão, os ministros fixaram sanções complementares, como o pagamento de R$ 30 milhões em indenização coletiva, oito anos de inelegibilidade a todos os envolvidos e a perda de cargo público no caso de Anderson Torres e Alexandre Ramagem, ambos delegados da Polícia Federal. Outro ponto definido foi que, no caso dos cinco militares das Forças Armadas condenados a mais de dois anos de prisão, deverá ser aberto um processo de perda da patente na Justiça Militar assim que o julgamento transitar em julgado, isto é, quando não houver mais como recorrer da sentença do STF. As defesas ainda podem apresentar recursos ao STF contra a decisão. Para isso, no entanto, é necessário que a Primeira Turma do STF publique o acórdão da condenação, que o documento com a decisão do colegiado. O prazo para a publicação é de até 60 dias. Quando isso for feito, os advogados dos oito condenados terão até cinco dias úteis para contestar o julgamento. Inelegibilidade Todos os condenados foram declarados inelegíveis pelo prazo de oito anos. Esse tempo pode começar a ser contado só depois do cumprimento da pena de prisão, como prevê a atual redação da Lei da Ficha Limpa. Contudo, uma mudança recentemente aprovada pelo Congresso Nacional pode fazer com que o período passe a valer a partir da data da condenação. O projeto aprovado pelo parlamento depende da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que a nova regra passe a valer. Indenização coletiva Após a fixação das penas individuais, os ministros estabeleceram em R$ 30 milhões o valor mínimo de indenização a ser pago pelo grupo. A quantia é referente a danos morais coletivos e vai servir para ressarcir o prejuízo pela depredação dos prédios públicos em Brasília em 8 de janeiro de 2023. Esse valor será pago de forma solidária com outros condenados pelos atos antidemocráticos. Mauro Cid foi excluído da indenização, visto que não havia previsão de multa no acordo de colaboração premiada que ele firmou com a Polícia Federal ao longo do processo. Perda de mandato A Primeira Turma também determinou a perda do mandato do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). O colegiado decidiu isso porque a pena em regime fechado aplicada ao parlamentar (pouco mais de 16 anos de prisão) é superior a 120 dias (prazo máximo de afastamento de um parlamentar) o que o impediria de marcar presença nas sessões da Câmara dos Deputados. Sendo assim, ele perderia o mandato por faltas. Segundo a decisão do colegiado, a Câmara terá que declarar a perda do mandato, sem abrir uma votação para referendar ou rejeitar a ordem. A Câmara ainda não se pronunciou oficialmente sobre esse ponto. Contudo, em um caso recente envolvendo a deputada Carla Zambelli (PL-SP), condenada pelo STF à perda do mandato no caso da invasão aos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), a Casa contrariou o Supremo e abriu um procedimento para decidir se a parlamentar deve ser cassada. Perda de cargo público Ramagem e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, ambos delegados de Polícia Federal, devem perder os cargos. Essa pena foi aplicada porque o Código Penal estabelece que a perda de cargo ou função pública é um efeito da condenação à prisão por tempo igual ou superior a um ano em crimes praticados com abuso de poder ou violação do dever para com a administração pública. Perda de patente A Primeira Turma do STF determinou que, após o trânsito em julgado, o STM (Superior Tribunal Militar) seja oficiado para declarar a perda da patente de Bolsonaro, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Almir Garnier. Segundo a Constituição, oficiais das Forças Armadas condenados pela Justiça comum a mais de dois anos de prisão podem perder o posto e a patente. Na sexta-feira (13), o tribunal militar disse que não pode agir por conta própria no caso e que vai precisar ser acionado pelo MPM (Ministério Público Militar). “A atuação do tribunal depende de prévia provocação do Ministério Público Militar, sendo inviável qualquer atuação ex officio. O STM exerce função eminentemente jurisdicional”, informou o órgão. O STM destacou que não pode rever as condenações, apenas decidir sobre a perda das patentes. “Cabe à Corte Militar decidir apenas sobre a idoneidade de permanência do oficial no posto, não reavaliando o mérito da condenação já proferida.” Caso o STM instaure um procedimento contra os militares de alta patente condenados pela trama golpista e entenda que eles não têm mais aptidão para ostentar as insígnias de general ou almirante, perderão definitivamente a patente, além dos salários e benefícios vinculados ao cargo. Nessa hipótese, a remuneração poderá ser convertida em pensão para cônjuges ou filhos menores. O mesmo critério vale para Bolsonaro. No entanto, mesmo na reserva, ele manteria o título de capitão reformado. Perguntas e Respostas Quais foram as condenações de Jair Bolsonaro e seus aliados? Jair Bolsonaro e mais sete aliados foram condenados pela Primeira Turma do STF pela tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. As penas incluem prisão, inelegibilidade por oito anos e um pagamento de R$ 30 milhões em indenização coletiva. Qual é o valor da indenização e a que se refere? O valor da indenização é de R$ 30 milhões, referente a danos morais coletivos, destinado a ressarcir os prejuízos causados pela depredação dos prédios públicos em Brasília em 8 de janeiro de 2023. Quais sanções adicionais foram impostas aos condenados? Além da indenização, todos os condenados foram declarados inelegíveis por oito anos. A perda de cargo público foi determinada para Anderson Torres e Alexandre Ramagem, e os militares condenados a mais de dois anos de prisão terão processos para perda de patente na Justiça Militar. Como será o processo de perda de patente para os militares? Os militares condenados a mais de

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Condenado pelo STF, Bolsonaro pode ficar inelegível até 2060

Diante do novo cenário, aliados de Bolsonaro no Congresso se articulam para propor uma lei de anistia  O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode ficar inelegível pelos próximos 35 anos em razão da condenação na ação penal que investigou a trama golpista de 2022. A decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (11), estabeleceu pena de 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e grave ameaça, deterioração de patrimônio tombado.  Por 4 votos a 1, os ministros entenderam que Bolsonaro teve papel central nas articulações que culminaram nos ataques de 8 de janeiro de 2023. Ficha Limpa amplia inelegibilidade  Com base na Lei da Ficha Limpa, condenados por decisão colegiada ficam impedidos de disputar eleições por oito anos após o cumprimento da pena. Isso significa que Bolsonaro, hoje com 70 anos, só poderia voltar a concorrer em 2060, quando teria 105 anos.  Vale lembrar que o ex-presidente já estava inelegível até 2030 após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o condenou por abuso de poder político e econômico no episódio da reunião com embaixadores, em julho de 2022, no Palácio da Alvorada. O encontro, em que atacou o sistema eletrônico de votação, foi citado pelo relator no STF como um dos atos executórios da trama golpista. Possível mudança na lei  Na semana passada, o Senado aprovou o PLP 192/2023, que altera a Lei da Ficha Limpa e reduz o tempo de inelegibilidade. O texto prevê que o prazo de oito anos comece a contar a partir da data da condenação — e não após o cumprimento da pena.  Se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionar a proposta, Bolsonaro ficaria inelegível até 2033, já que a condenação no STF ocorreu nesta quinta-feira. Anistia entra no debate político  Diante do novo cenário, aliados de Bolsonaro no Congresso se articulam para propor uma lei de anistia. Deputados da base bolsonarista devem pressionar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a pautar a discussão já na próxima semana.  Sem mudanças legislativas, a perspectiva é que Bolsonaro esteja fora do jogo eleitoral por mais de três décadas. (Renan Isaltino) Fonte: Agência Brasil Foto: arquivo Portal Veloz

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Esgotados os recursos, Justiça vai definir entre prisão federal, PF e domiciliar para Bolsonaro

Ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pela participação na trama golpista O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) a 27 anos e três meses de prisão pela participação na trama golpista. O regime deve ser cumprido de forma inicialmente fechada. Mesmo após a definição da pena, o réu ainda pode apresentar recursos (embargos). Dessa forma, a condenação só será executada quando o processo transitar em julgado, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recurso. Caso a condenação seja mantida, o local onde a pena deve ser cumprida será definido ou pelo relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, ou ficará a cargo do juiz responsável pela execução. Segundo o advogado criminalista Rafael Paiva, existem quatro possibilidades sobre o local em que Bolsonaro pode cumprir a pena: uma prisão federal de segurança máxima; um presídio comum; sala de Estado-Maior, no quartel do Exército; ou uma cela especial dentro da Polícia Federal. Para Paiva, apesar da prisão federal e do presídio comum serem uma possibilidade com amparo legal, são opções improváveis, considerando que Bolsonaro é um ex-presidente, tem 70 anos e problemas de saúde. A sala de Estado-Maior é um local dentro de uma organização militar onde oficiais podem cumprir sentenças, mas que oferecem condições melhores que em um encarceramento comum. O advogado afirma que a maior probabilidade é que o ex-presidente fique em uma cela especial na PF, como aconteceu com o presidente Lula na época da prisão dele, em 2018. Outra possibilidade é que a defesa entre com pedido de que o regime da pena seja transferido para domiciliar, como o ex-presidente já cumpre atualmente. Segundo apuração do R7, a Superintendência da PF em Brasília tem apenas duas celas de passagem, que servem para abrigar presos que aguardam transferência para o sistema penitenciário, e não tem capacidade para receber um ex-presidente. Entretanto, uma reforma começou a ser feita em agosto, e a informação dos bastidores é que a construção foi de novas celas. Perguntas e Respostas   Qual foi a condenação de Jair Bolsonaro?   O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão pela participação na trama golpista. O regime deve ser cumprido de forma inicialmente fechada.   Quando a condenação será executada?   A condenação só será executada quando o processo transitar em julgado, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recurso.   Quem define o local de cumprimento da pena?   O local onde a pena deve ser cumprida será definido pelo relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, ou ficará a cargo do juiz responsável pela execução.   Quais são as possibilidades de local onde Bolsonaro pode cumprir a pena?   Segundo o advogado criminalista Rafael Paiva, existem quatro possibilidades: prisão federal, presídio comum, cela especial na Polícia Federal ou um regime domiciliar.   Qual é a opção mais provável para o cumprimento da pena de Bolsonaro?   A maior probabilidade é que o ex-presidente fique em uma cela especial na Polícia Federal, similar ao que ocorreu com o ex-presidente Lula em 2018.   Há possibilidade de Bolsonaro cumprir pena em regime domiciliar?   Sim, a defesa pode solicitar que o regime da pena seja transferido para domiciliar, como o ex-presidente já cumpre atualmente.   Como está a estrutura da Superintendência da PF em Brasília para receber presos?   A Superintendência da PF em Brasília possui apenas duas celas de passagem, que servem para abrigar presos que aguardam transferência, e não tem capacidade para receber um ex-presidente. No entanto, uma reforma começou a ser feita em agosto, com a construção de novas celas.   Fonte: R7 Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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Defesas preparam recursos para reverter condenação de Bolsonaro e outros réus da trama golpista

Ex-presidente e sete aliados do núcleo crucial foram condenados à prisão pelo STF, mas decisão pode ser contestada O STF (Supremo Tribunal Federal) condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete aliados pela trama golpista. Apesar disso, os condenados não passam a cumprir as penas de forma automática, pois as defesas ainda podem apresentar recursos contra a decisão. Com a publicação do acórdão, os advogados poderão apresentar os chamados embargos de declaração, recurso que visa esclarecer omissões e contradições no texto final do julgamento. No geral, esse tipo de recurso não tem poder para rever o resultado do julgamento e costuma ser rejeitado. As defesas também cogitam recorrer com embargos infringentes — o que permitiria uma reanálise do caso pelo plenário do STF —, apesar de tradicionalmente ser necessário mais de um voto contrário durante o julgamento na Primeira Turma. No caso envolvendo Bolsonaro e os demais réus, só Luiz Fux votou contra a maioria. Após o trânsito em julgado, quando não houver mais como apresentar recursos, a única saída seria a revisão criminal, caso surjam fatos novos. Sendo assim, não seria mais possível recorrer a alguma instância do Judiciário brasileiro, visto que o processo tramita na mais alta corte do país. Contudo, a defesa de Bolsonaro já admite acionar tribunais internacionais. “Juízo de exceção em cortes internacionais é interpretado como violação de direitos humanos”, disse o advogado Paulo Amador Bueno. Em nota divulgada após o fim do julgamento, a defesa do ex-presidente classificou as penas fixadas como “absurdamente excessivas e desproporcionais” e reforço que, “após analisar os termos do acórdão, ajuizará os recursos cabíveis, inclusive no âmbito internacional”. “Continuamos a entender que o ex-presidente deveria ter sido julgado pela primeira instância ou, se assim não fosse, pelo pleno do Supremo Tribunal Federal. Da mesma forma, não podemos deixar de dizer, com todo o respeito, que a falta de tempo hábil para analisar a prova impediu a defesa de forma definitiva”, afirmaram os advogados Paulo Amador Bueno e Celso Vilardi. Mauro Cid Após o reconhecimento da delação premiada e a condenação a dois anos de prisão em regime aberto, a defesa do tenente-coronel Mauro Cid vai pedir ao STF que o período que ele passou preso e também com tornozeleira eletrônica seja abatido desse tempo. O entendimento dos advogados é que Cid já cumpriu os dois anos durante as investigações e, portanto, não precisaria mais ser submetido a essa prisão em regime aberto. Com isso, a defesa pretende pedir para ele tirar a tornozeleira eletrônica. Cid ficou preso inicialmente por quatro meses, de maio a setembro de 2023. Na ocasião, fechou um acordo de delação premiada e deixou a prisão, mas continuou utilizando tornozeleira eletrônica e cumprindo recolhimento domiciliar noturno. Depois, foi preso novamente por mais dois meses, entre março e maio de 2024, e solto com tornozeleira. Confira a lista das condenações Jair Bolsonaro: ex-presidente da República, foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, sendo 24 anos e 9 meses de reclusão, e 2 anos e 6 meses de detenção. Alexandre Ramagem: ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e deputado federal (PL-RJ), foi condenado a 16 anos e 1 mês de prisão. Os ministros também decidiram pela perda de seu mandato parlamentar, a ser declarado pela mesa da Câmara dos Deputados. Paulo Sérgio Nogueira: ex-ministro da Defesa no governo Bolsonaro, foi condenado a 19 anos de prisão, sendo 16 anos e 11 meses de reclusão e 2 anos e 1 mês de detenção. Augusto Heleno: o general foi condenado a 21 anos de prisão, sendo 18 anos e 11 meses de reclusão e 2 anos e 1 mês de detenção. Almir Garnier: ex-comandante da Marinha, recebeu pena de 24 anos de prisão, sendo 6 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção. Anderson Torres: ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF, foi condenado a 24 anos de prisão, sendo 21 anos e 6 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção. Walter Braga Netto: o general foi condenado a 26 anos de prisão, sendo 23 anos e 6 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção.. Mauro Cid: tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, foi condenado a 2 anos em regime aberto. Como delator da ação penal relacionada à trama golpista, recebeu pena reduzida. Outras determinações coletivas Danos morais coletivos: a Primeira Turma fixou como valor indenizatório mínimo a quantia de R$ 30 milhões, a ser paga de forma solidária por todos os condenados (exceto Mauro Cid, por não constar no acordo). O valor será corrigido monetariamente desde a proclamação do resultado, e incidirão juros de mora legais a partir do trânsito em julgado. Inelegibilidade: foi declarada a inelegibilidade de todos os réus nos termos da Lei Complementar 135 de 2010 (Lei da Ficha Limpa), pelo prazo de 8 anos a partir da decisão colegiada. Foi determinado o ofício à presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministra Cármen Lúcia. O ministro Luiz Fux não votou neste ponto por ter julgado as ações improcedentes para alguns réus. Perda de cargo público: para Alexandre Ramagem e Anderson Torres, ambos delegados da Polícia Federal, foi aplicada a perda do cargo, por terem sido condenados a pena privativa de liberdade superior a um ano em crimes praticados com abuso de poder ou violação do dever com a administração pública. Ofício ao STM (Superior Tribunal Militar): Será oficiado o STM, após o trânsito em julgado, para que analise a aplicação do artigo 142, incisos 6º e 7º, da Constituição Federal, em relação a Jair Bolsonaro, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Almir Garnier. Essa medida visa determinar a perda do posto e da patente, visto que são militares da reserva e suas penas superam dois anos. O réu Mauro Cid foi excluído desta determinação, pois a pena dele foi de 2 anos, não atingindo o limite constitucional. Perguntas e Respostas Qual foi a decisão do STF em relação a Jair Bolsonaro e outros réus? O STF (Supremo Tribunal Federal) condenou o

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