Pular para o conteúdo principal

Portal Veloz

Últimas Notícias

GCM apreende 150 carretéis e 27 rolos industriais de linhas cortantes durante fiscalização em Limeira

Equipe da GCM prende homem por violência doméstica e descumprimento de medida protetiva no Jardim São Lorenzo

Ministra Cármen Lúcia participa de aula magna da FCA sobre enfrentamento ao feminicídio

Briga em estabelecimento termina com dois mortos e três feridos em Santa Gertrudes

Feirão de Emprego de Campinas tem participação histórica de 50 empresas e realiza 740 encaminhamentos

Capivara ferida por flecha é resgatada na Represa Guarapiranga, em São Paulo

Categoria: Política

Em meio a novas sanções de Trump, Lula abre discursos da 80ª Assembleia Geral da ONU

Presidente do Brasil também participa de encontros para falar sobre a crise climática, em preparação para a COP30, e sobre a questão da Palestina O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai abrir os discursos de chefes de Estado da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas nesta terça-feira (23), em Nova York, nos Estados Unidos. A fala inaugural ocorre um dia após a imposição de novas sanções dos EUA contra autoridades brasileiras. Nessa segunda (22), o governo de Donald Trump aplicou a Lei Magnitsky contra a mulher do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, Viviane Barci, e suspendeu o visto do advogado-geral da União, Jorge Messias. Tradicionalmente, o presidente do Brasil é o primeiro chefe de Estado a falar nas assembleias gerais da ONU desde 1955. Após a declaração de Lula, será a vez de Trump discursar. Não há, contudo, previsão de agenda fechada entre os líderes. No entanto, pode ocorrer um encontro informal entre Lula e Trump, pois os presidentes podem “se esbarrar” pelos corredores da ONU. Brasil e EUA vivem sob tensão ao menos desde julho, quando o governo americano anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Uma das justificativas de Trump para a taxa foi uma suposta “caça às bruxas” do STF contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Lula reclama da falta de acesso às autoridades americanas para negociar uma reversão do imposto, mas diz que está pronto para conversar. Nessa segunda-feira (22), durante entrevista ao jornal PBS NewsHour, o brasileiro afirmou que “uma mesa de negociação não custa nada”. “Toda vez que tentamos falar sobre comércio com alguém dos Estados Unidos, ele diz: ‘Isso não é comigo. Não, isso não é uma questão comercial. Esta é uma questão política’. Portanto, no momento em que o presidente [Donald] Trump quiser falar de política, eu também converso sobre política”, disse. “Queremos ter relações de igualdade com todos. Mas o que não aceitamos é que ninguém, nenhum país do mundo interfira na nossa democracia e na nossa soberania”, completou Lula. O que esperar do discurso de Lula No seu discurso na Assembleia Geral, Lula deve reforçar as prioridades da política externa do Brasil e fazer uma defesa ao multilateralismo. O presidente também deve cobrar mais empenho da comunidade internacional com o combate à crise climática, em especial com a proximidade da COP30 (30ª Conferência da ONU sobre Mudanças do Clima) que ocorre em Belém (PA), em novembro. Outro ponto abordado por Lula é a criação do Estado da Palestina. Na segunda-feira, em uma conferência da ONU sobre o tema, o presidente disse que “tanto Israel, quanto a Palestina têm o direito de existir”. O governo brasileiro avalia o momento como uma oportunidade para que mais países reconheçam a Palestina como Estado. Além do Brasil, outros 147 países já a reconhecem. Israel e EUA, por outro lado, rejeitam a medida. “Trabalhar para efetivar o Estado palestino é corrigir uma assimetria que compromete o diálogo e obstrui a paz. Saudamos os países que reconheceram a Palestina, como o Brasil fez em 2010. Já somos a imensa maioria dos 193 membros da ONU”, destacou. Em julho, o governo brasileiro anunciou que está em fase final para entrada formal no processo em curso na Corte Internacional de Justiça contra Israel. A ação foi apresentada pela África do Sul com base na Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio. Defesa da Democracia Também durante a passagem pelos EUA, Lula vai participar da 2ª edição do evento Em Defesa da Democracia e Contra o Extremismo, na quarta-feira (24), com lideranças de cerca de 30 países. Além do Brasil, lideram a iniciativa os presidentes do Chile, Gabriel Boric, e da Espanha, Pedro Sánchez. “Em um contexto de incerteza global e crescentes ameaças a valores democráticos, o encontro constituirá a ocasião para reafirmar compromissos compartilhados em torno da democracia, do multilateralismo e do Estado de Direito”, explicou o diretor do Departamento de Organismos Internacionais do Ministério das Relações Exteriores, Marcelo Marotta Viegas. A iniciativa, segundo Viegas, é uma estratégia para avançar em uma diplomacia ativa “que promova a cooperação internacional contra a deterioração das instituições, a desinformação, o discurso de ódio e a desigualdade social”. O primeiro encontro sobre a democracia ocorreu no Chile, em julho deste ano, com a participação dos presidentes do Brasil, Espanha, Colômbia e Uruguai. Na ocasião, foi publicada uma declaração conjunta dos países. Crise climática Ainda na quarta-feira, Lula participa de um evento sobre crise climática, que será co-presidido pelo Brasil e pelo secretário-geral da ONU, António Guterres. “O encontro deverá impulsionar a mobilização dos Estados-membros para a ação climática, incluindo a apresentação de novas contribuições nacionalmente determinadas, as NDCs, rumo à COP30”, afirmou o chefe da Divisão de Ação Climática do Itamaraty, Mário Gustavo Mottin. As chamadas NDCs são os compromissos que cada país assume para reduzir a emissão de gases de efeito estufa que aquecem a Terra e são os principais intensificadores das mudanças climáticas. Até o momento, segundo o Itamaraty, apenas 29 países apresentaram suas NDCs. O presidente Lula ainda participa nesta terça-feira, também em Nova York, de evento organizado pelo Brasil para ampliar o apoio para construção do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que deve ser lançado em Belém, na COP30, com objetivo de financiar a preservação das florestas. Outra agenda do presidente Lula é o encontro promovido pelo Centro Global de Adaptação, liderado pelo ex-presidente de Senegal Macky Sall, para discutir mecanismos de adaptação à mudança climática. Perguntas e Respostas Qual é o papel do presidente Lula na 80ª Assembleia Geral da ONU? O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai abrir os discursos de chefes de Estado na 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, que ocorre em Nova York. Tradicionalmente, o presidente do Brasil é o primeiro a falar nas assembleias desde 1955. Quais sanções foram impostas pelos EUA antes do discurso de Lula? Um dia antes do discurso de Lula, o governo dos EUA, sob a administração de Donald Trump, impôs novas sanções contra autoridades brasileiras, incluindo a mulher do ministro do STF, Viviane Barci, e suspendeu

Leia Mais

Lula chama manifestações contra PEC da Blindagem e anistia de “espetáculo da democracia”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como um “espetáculo da democracia” os protestos realizados neste domingo (21) em todo o país contra a PEC da Blindagem e a proposta de anistia a envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro  De acordo com levantamento do Monitor do Debate Político no Meio Digital, da USP, ao todo 33 cidades registraram manifestações, incluindo todas as capitais brasileiras. Em São Paulo, cerca de 42,4 mil pessoas ocuparam a Avenida Paulista, enquanto no Rio de Janeiro aproximadamente 41,8 mil participaram do ato em Copacabana, que contou com a presença de artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Djavan e Chico Buarque.  “Quero saudar todos os artistas que se uniram ontem a dezenas de milhares de pessoas nas ruas de todo o Brasil para defender a justiça e lutar contra a impunidade e a anistia”, afirmou Lula nesta segunda-feira (22).  O presidente também comparou as manifestações a momentos históricos da luta popular no Brasil, como o movimento pela redemocratização nos anos 1970 e a campanha das Diretas Já, nos anos 1980. “Essa é a maior de todas as artes: o espetáculo da democracia”, declarou. (Renan Isaltino) Fonte: Agência Brasil Foto: R7

Leia Mais

Lula leva à ONU agenda sobre Palestina, democracia e mudanças climáticas

Petista fará tradicional discurso de abertura; em meio a crise com EUA, encontro oficial com Trump não está previsto O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta semana da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, nos Estados Unidos. A agenda do petista tem eventos voltados à criação do Estado da Palestina, à defesa da democracia e ao enfrentamento da crise climática. Na terça-feira (23), Lula fará o tradicional discurso de abertura do encontro da ONU. A fala inaugural é feita pelo Brasil desde a reunião de 1955. Após a declaração do petista, será a vez de o presidente dos EUA, Donald Trump, discursar. Não há, contudo, previsão de agenda fechada entre os líderes, em meio à tensão entre os dois países. No entanto, pode ocorrer um encontro informal entre Lula e Trump — os presidentes podem “se esbarrar” pelos corredores da ONU. Em paralelo à assembleia, o presidente terá reuniões voltadas para a questão palestina e para a preparação da COP30 (30ª Conferência da ONU sobre Mudanças do Clima), que ocorre em novembro, em Belém (PA). Oriente Médio Lula deve ir a pelo menos dois eventos voltados à Palestina — 2ª sessão da Confederação Internacional de Alto Nível para Resolução Pacífica da Questão Palestina e a Implementação da Solução de Dois Estados, convocada pela França e Arábia Saudita. A postura do Brasil é de que uma paz sustentável no Oriente Médio só poderá ser alcançada se palestinos e israelenses negociarem em igualdade de condições — o que inclui o reconhecimento da capacidade estatal da Palestina. A expectativa do governo de Lula é usar o momento como oportunidade para ampliar o número de países que reconhecem o Estado palestino — atualmente, 147 já o fazem. França, Reino Unido, Canadá e Portugal sinalizaram interesse nesse reconhecimento, enquanto Israel e Estados Unidos seguem contrários. Defesa da democracia Na quarta (24), Lula participa da 2ª edição do evento “Em Defesa da Democracia e Contra o Extremismo”, com a presença de cerca de 30 países. A iniciativa é liderada por Brasil, Chile, presidido por Gabriel Boric, e Espanha, representada por Pedro Sánchez. A diplomacia brasileira avalia que o encontro ocorre em meio a um cenário de incerteza global e de ameaças crescentes aos valores democráticos. O objetivo é reafirmar compromissos em defesa da democracia, do multilateralismo e do Estado de Direito, além de articular cooperação internacional contra a desinformação, o discurso de ódio, a desigualdade social e a fragilização das instituições. A primeira edição do evento foi realizada em julho, no Chile, com a participação dos presidentes do Brasil, Espanha, Colômbia e Uruguai. À época do encontro, os países divulgaram uma declaração conjunta. Sustentabilidade Ainda na quarta (24), Lula co-presidirá um evento sobre crise climática ao lado do secretário-geral da ONU, António Guterres. O Itamaraty avalia que a reunião deve mobilizar os Estados-membros a adotar medidas mais ambiciosas de ação climática, o que inclui novas metas de redução de gases de efeito estufa, as chamadas NDCs. Até agora, apenas 29 países apresentaram os compromissos. O presidente também participa de um evento organizado pelo Brasil para ampliar o apoio ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), que será lançado oficialmente na COP30, para priorizar globalmente o financiamento da preservação florestal. Outra agenda de Lula em Nova York será o encontro promovido pelo Centro Global de Adaptação, liderado pelo ex-presidente do Senegal Macky Sall, voltado a mecanismos de adaptação às mudanças climáticas. A delegação brasileira participará, ainda, a partir desta segunda (22), da Semana do Clima de Nova York 2025. O evento reúne cerca de 500 atividades com governos e sociedade civil e acontece em paralelo à Assembleia Geral da ONU desde 2009. Na avaliação do Itamaraty, a semana funciona como espaço de mobilização e debate de soluções climáticas elaboradas por países, setor privado e sociedade. Perguntas e Respostas Qual é a participação de Lula na Assembleia Geral da ONU? O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, com uma agenda focada na criação do Estado da Palestina, defesa da democracia e enfrentamento da crise climática. Quando Lula fará seu discurso na ONU? Lula fará o tradicional discurso de abertura na terça-feira (23). O Brasil realiza essa fala inaugural desde 1955. Haverá um encontro oficial entre Lula e Trump? Não está prevista uma agenda oficial entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, devido à tensão entre os dois países. Contudo, um encontro informal pode ocorrer, já que os presidentes podem se encontrar pelos corredores da ONU. Quais são os eventos que Lula participará relacionados à Palestina? Lula participará de pelo menos dois eventos voltados à Palestina: a 2ª sessão da Confederação Internacional de Alto Nível para Resolução Pacífica da Questão Palestina e a Implementação da Solução de Dois Estados, convocada pela França e Arábia Saudita. Qual é a postura do Brasil em relação à paz no Oriente Médio? A postura do Brasil é que uma paz sustentável no Oriente Médio só será alcançada se palestinos e israelenses negociarem em igualdade de condições, incluindo o reconhecimento da capacidade estatal da Palestina. Qual é a expectativa do governo Lula em relação ao reconhecimento do Estado palestino? A expectativa é ampliar o número de países que reconhecem o Estado palestino, atualmente 147. Países como França, Reino Unido, Canadá e Portugal demonstraram interesse, enquanto Israel e Estados Unidos são contrários. O que Lula fará na quarta-feira (24) na ONU? Na quarta-feira, Lula participará da 2ª edição do evento “Em Defesa da Democracia e Contra o Extremismo”, que contará com a presença de cerca de 30 países, e co-presidirá um evento sobre crise climática ao lado do secretário-geral da ONU, António Guterres. Qual é o objetivo do evento sobre democracia? O objetivo é reafirmar compromissos em defesa da democracia, do multilateralismo e do Estado de Direito, além de articular cooperação internacional contra a desinformação, discurso de ódio, desigualdade social e fragilização das instituições. Quais são as metas do evento sobre crise climática? A reunião deve mobilizar

Leia Mais

STF tem maioria para limitar atuação de outras instâncias em buscas no Congresso

Ministros rejeitaram necessidade de autorização prévia dos presidentes da Câmara e do Senado O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta segunda-feira (22) para fixar o entendimento de que somente a Corte pode autorizar operações de busca e apreensão nas dependências do Congresso Nacional e em apartamentos funcionais de parlamentares. No entanto, os ministros rejeitaram a necessidade de autorização prévia do presidente da Câmara dos Deputados ou do Senado para o cumprimento das ordens judiciais dentro das Casas legislativas. Na prática, o entendimento limita a atuação de juízes de outras instâncias, que passam a não ter competência para determinar medidas de investigação em instalações do Legislativo. O caso está em julgamento no plenário virtual do Supremo desde sexta-feira (19) e, até esta segunda, seis ministros já haviam votado nesse sentido: Cristiano Zanin, relator do caso; Alexandre de Moraes; Gilmar Mendes; Flávio Dino; Dias Toffoli; e Cármen Lúcia. Os votos podem ser inseridos no sistema eletrônico até sexta-feira (26). Ainda devem ser pronunciar na análise os ministros Nunes Marques, Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux, e Luís Roberto Barroso. Entenda o caso O processo chegou ao STF em 2016, a partir de um questionamento da Mesa do Senado sobre a legalidade da Operação Métis, que investigava um suposto esquema para atrapalhar as apurações da Lava Jato contra parlamentares. Segundo informações da época, policiais legislativos teriam realizado ações de contrainteligência nos gabinetes e residências de senadores. A operação foi autorizada pela Justiça Federal de Brasília, mas acabou arquivada pelo STF devido a supostas irregularidades. Para o relator Cristiano Zanin, a análise envolve a preservação da independência e autonomia no exercício dos mandatos parlamentares.“Mesmo que a investigação não tenha como alvo direto o parlamentar, a apreensão de documentos ou aparelhos eletrônicos dentro do Congresso, ou em imóvel funcional de parlamentar, repercute, ainda que indiretamente, sobre o desempenho da atividade parlamentar”, afirmou. PEC das Prerrogativas O julgamento ocorre em meio a um clima de tensão entre Judiciário e Legislativo. Na semana passada, a Câmara aprovou a PEC das Prerrogativas, também conhecida como PEC da Blindagem, que devolve ao Congresso a responsabilidade de abrir ou não inquéritos contra parlamentares. Ao contrário dos deputados, o texto já enfrenta diversas críticas no Senado e pode ser rejeitado na CCJ ainda nesta semana. Perguntas e respostas Qual foi a decisão do STF sobre operações de busca no Congresso Nacional? O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que somente a Corte pode autorizar operações de busca e apreensão nas dependências do Congresso Nacional e em apartamentos funcionais de parlamentares. O que os ministros rejeitaram em relação às autorizações? Os ministros rejeitaram a necessidade de autorização prévia do presidente da Câmara dos Deputados ou do Senado para o cumprimento das ordens judiciais dentro das Casas legislativas. Como essa decisão afeta a atuação de juízes de outras instâncias? A decisão limita a atuação de juízes de outras instâncias, que não terão competência para determinar medidas de investigação em instalações do Legislativo. Quando começou o julgamento e quantos ministros já votaram? O julgamento começou no plenário virtual do Supremo na sexta-feira (19) e, até segunda-feira, seis ministros já haviam votado a favor da decisão. Qual é o histórico do processo que chegou ao STF? O processo chegou ao STF em 2016, a partir de um questionamento da Mesa do Senado sobre a legalidade da Operação Métis, que investigava um suposto esquema para atrapalhar as apurações da Lava Jato contra parlamentares. O que foi mencionado sobre a Operação Métis? A Operação Métis foi autorizada pela Justiça Federal de Brasília, mas acabou arquivada pelo STF devido a supostas irregularidades. Policiais legislativos teriam realizado ações de contrainteligência nos gabinetes e residências de senadores. O que afirmou o relator Cristiano Zanin sobre a análise do caso? Cristiano Zanin afirmou que a análise envolve a preservação da independência e autonomia no exercício dos mandatos parlamentares, destacando que a apreensão de documentos ou aparelhos eletrônicos dentro do Congresso repercute sobre a atividade parlamentar. Qual é o contexto atual entre o Judiciário e o Legislativo? O julgamento ocorre em um clima de tensão entre Judiciário e Legislativo, especialmente após a aprovação da PEC das Prerrogativas pela Câmara, que devolve ao Congresso a responsabilidade de abrir ou não inquéritos contra parlamentares. O texto enfrenta críticas no Senado e pode ser rejeitado na CCJ.   Fonte: R7 Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Leia Mais

Ministro do Turismo, Celso Sabino, pede demissão após determinação do União Brasil para saída do governo

Com a saída de Celso Sabino, já são 11 trocas ministeriais no governo Lula desde janeiro de 2023  O ministro do Turismo, Celso Sabino, entregou nesta sexta-feira (19) sua carta de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, oficializando sua saída do governo. A decisão foi tomada após o União Brasil, partido do qual Sabino faz parte, determinar que todos os filiados deixassem a gestão petista no prazo de 24 horas.  A saída foi comunicada pessoalmente durante reunião com Lula no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência. Sabino estava à frente do Ministério do Turismo desde julho de 2023, quando substituiu Daniela Carneiro.  A resolução partidária, aprovada na quinta-feira (18), reforçou o rompimento da federação União-PP com a base do governo. O texto prevê punições por infidelidade partidária caso a determinação não fosse cumprida.  Além de Sabino, outros dois ministros têm ligação com o União Brasil: Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional), filiado ao PDT, mas indicado pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP), e Frederico de Siqueira (Comunicações), sem filiação formal ao partido, mas também apresentado ao governo por Alcolumbre. Ambos, no entanto, confirmaram que permanecerão nos cargos. O 11º a deixar o governo  Com a saída de Celso Sabino, já são 11 trocas ministeriais no governo Lula desde janeiro de 2023. A primeira ocorreu em abril daquele ano, quando Gonçalves Dias pediu demissão do GSI após imagens mostrarem sua presença no Palácio do Planalto durante os atos golpistas de 8 de janeiro.  Em julho de 2023, Daniela Carneiro deixou justamente o Ministério do Turismo, dando lugar a Sabino. Dois meses depois, Lula demitiu Ana Moser do Esporte, entregando a pasta ao PP, em movimento para ampliar espaço ao centrão.  Outras mudanças de destaque ocorreram com a ida de Flávio Dino para o STF, em fevereiro de 2024, substituído por Ricardo Lewandowski; a demissão de Sílvio Almeida (Direitos Humanos) em setembro de 2024, após denúncias de assédio; e a saída de Paulo Pimenta da Secom em janeiro de 2025, após críticas de Lula à comunicação do governo.  Em fevereiro deste ano, Nísia Trindade deixou o Ministério da Saúde, substituída por Alexandre Padilha, e a articulação política passou a ser conduzida por Gleisi Hoffmann. Já em maio, duas baixas marcaram a Esplanada: Carlos Lupi, da Previdência Social, após escândalo de fraudes no INSS, e Cida Gonçalves, do Ministério das Mulheres, substituída por Márcia Lopes. Próximos passos  Celso Sabino ainda não confirmou se retornará ao mandato de deputado federal, mas aliados afirmam que ele deverá reassumir cadeira na Câmara. No governo, Lula precisará agora definir o novo titular do Turismo em meio ao cenário de instabilidade política gerado pelo afastamento de parte do União Brasil da sua base de apoio. (Renan Isaltino) Fonte e Foto: R7

Leia Mais

Planalto se mobiliza contra a anistia, mas evita embate direto com o Congresso

Relator pretende votar texto já na próxima semana; ministros de Lula tecem críticas à proposta Com o avanço da anistia no Congresso e a definição do relator da proposta, o Palácio do Planalto agora se mobiliza para tentar reduzir os danos do projeto que pretende isentar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros aliados do julgamento da trama golpista. O relator do texto, deputado Paulinho da Força (Solidariedade), foi definido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), nesta quinta-feira (18). Paulinho e Motta adotam um discurso de debate “equilibrado” e pela “pacificação” do país. “A ideia é um pouco essa, da pacificação, ou seja, a gente tentar construir um projeto que não seja nem tanto da direita, nem tanto da esquerda e que a gente possa pacificar o país”, afirma Paulinho. A Câmara aprovou o requerimento de urgência ao projeto de lei que anistia os condenados pelos atos extremistas do 8 de janeiro de 2023 na quarta-feira (17). O placar foi de 311 a favor e 163 contra. A urgência leva a análise do projeto diretamente ao plenário da Casa, sem a necessidade de passar pelas comissões permanentes. Segundo Paulinho da Força, o próximo passo é conversar com parlamentares da esquerda, direita e do centro para construir o projeto e votar o mais rapidamente possível. O deputado pontuou, ainda, que a principal ideia é tentar reduzir as penas dos condenados — o que ainda será conversado com outros deputados. Ainda não se tem uma decisão sobre a inclusão da anistia a Bolsonaro e aliados no texto. Além de discutir com parlamentares, Paulinho da Força espera conversar com os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o texto, para não haver “conflito”. “Estamos trabalhando com a ideia de votar até a semana que vem, se for possível”, estimou. Planalto age nos bastidores Ministros e aliados do presidente Lula, no entanto, já se posicionaram contrários à proposta. A maior movimentação do Executivo, todavia, acontece nos bastidores. Publicamente, contudo, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, em resposta a suposta pacificação do país defendida por Motta e Paulinho, disse que, “longe de abrir caminho para qualquer pacificação, [aprovar o projeto de Anistia] seria uma afronta ao Judiciário e à consciência democrática do país”. Quem também se posicionou duramente contra a iniciativa foi o ministro da Casa Civil, Rui Costa. “É um absurdo que o Congresso Nacional discuta anistiar quem comete crimes e criar mecanismos de blindagem para impedir que parlamentares sejam julgados. Isso representa um péssimo exemplo para a construção de uma nação justa e democrática!”, escreveu nas redes sociais. O ministro se declarou “totalmente contrário a essas propostas”. “Na prática, [elas] significam proteger criminosos e abrir caminho para que pessoas ingressem na política com a intenção de cometer delitos sem sofrer as devidas consequências”, observou. Nas redes sociais, Márcio Macedo, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, mostrou-se contrário à anistia, alegando que a medida é “inconstitucional e atenta contra a harmonia entre os Poderes”. “Não é um bom recado para o povo brasileiro que, em sua maioria, segundo as mais recentes pesquisas, demonstrou ser contra à anistia e também mostrou sua aprovação ao julgamento conduzido pelo STF”, escreveu. A despeito dessas manifestações públicas de ministros, outros integrantes do primeiro escalão do governo evitaram tecer críticas aos parlamentares, para evitar que projetos importantes para o Executivo fiquem travados na Casa. Um exemplo seria o da isenção do Imposto de Renda a quem ganha até R$ 5 mil. O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, foi questionado diretamente por jornalistas sobre o tema nesta quinta-feira (18). Alckmin, no entanto, apenas afirmou que a anistia era um tema do Legislativo e que a “Constituição brasileira estabelece a separação e harmonia entre os poderes”. Questionado sobre a prioridade dos deputados — que pautam projetos para beneficiar a categoria, mas não avançam na isenção do Imposto de Renda ou no fim da escala 6×1, por exemplo — Alckmin apenas disse que entende a isenção do IR como um dos projetos mais importantes a serem votados e que acredita na aprovação dele pelo Congresso. Perguntas e respostas Qual é a posição do Palácio do Planalto em relação ao projeto de anistia? O Palácio do Planalto está se mobilizando para tentar reduzir os danos do projeto de anistia que pretende isentar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros aliados do julgamento da trama golpista. O relator da proposta, deputado Paulinho da Força, foi designado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Quem é o relator do projeto de anistia e qual é sua abordagem? O relator do projeto de anistia é o deputado Paulinho da Força, do Solidariedade. Ele e o presidente da Câmara, Hugo Motta, adotam um discurso de debate “equilibrado” e pela “pacificação” do país, buscando construir um projeto que não favoreça nem a direita nem a esquerda. Qual foi a votação sobre o requerimento de urgência do projeto de anistia? A Câmara dos Deputados aprovou o requerimento de urgência para o projeto de anistia com um placar de 311 votos a favor e 163 contra. Essa urgência permite que o projeto seja analisado diretamente no plenário, sem passar pelas comissões permanentes.   Fonte: R7 Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados

Leia Mais

Projeto da anistia: Paulinho da Força fica com relatoria e estima votação para a próxima semana

Hugo Motta anunciou a escolha um dia após Câmara aprovar urgência à proposta de perdão a presos do 8 de Janeiro O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), definiu nesta quinta-feira (18) o deputado Paulinho da Força (Solidariedade) como relator do projeto da anistia. Ao fazer o anúncio nas redes sociais, Motta disse ter certeza que o parlamentar “conduzirá as discussões do tema com o equilíbrio necessário”. Nesta quarta-feira (18), a Câmara aprovou um requerimento de urgência ao projeto de lei que anistia os condenados pelos atos extremistas do 8 de janeiro de 2023. O placar foi de 311 a favor e 163 contra. A urgência leva a análise do projeto diretamente ao plenário da Casa, sem a necessidade de passar pelas comissões permanentes da Casa. Após o anúncio, Paulinho da Força afirmou que as chances do projeto não ser votado é zero, reforçando, ainda, que a votação da anistia ampla, geral e irrestrita é “impossível”. “A ideia é um pouco dessa, da pacificação, ou seja, a gente tentar construir um projeto que não seja nem tanto da direita, nem tanto da esquerda e que a gente possa pacificar o país”, disse o relator. Segundo o deputado, o próximo passo é conversar com parlamentares da esquerda, direita e centro para construir o projeto e tentar votar o mais rápido possível. Ele pontuou, ainda, que a principal ideia é tentar reduzir as penas dos condenados, o que ainda será conversado com outros deputados. Ainda não se tem uma decisão certa sobre a inclusão da anistia a Bolsonaro e aliados no texto. Além dos parlamentares, Paulinho da Força espera discutir com os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o texto, para não haver “conflito”. “Estamos trabalhando com a ideia de votar até a semana que vem, se for possível”, estimou. Projeto de anistia Durante a votação da urgência do projeto de anistia, a maioria dos partidos orientou voto favorável ao pedido de urgência, incluindo os de centro, como PP, Republicanos, PSD e União Brasil. Com exceção do PT, PSOL, PSB, PDT, apenas o MDB orientou voto contra a urgência. Em seu momento na tribuna, o líder do partido, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), afirmou que o 8 de janeiro foi tentativa de golpe de Estado, mas que é favorável a um recálculo de penas dos envolvidos. O líder explicou que orientaria a favor do pedido se um texto nessa linha já estivesse concluído. Ao todo, existem sete projetos correlatos ao tema tramitando na Câmara. O principal é de autoria do ex-deputado Major Vitor Hugo (PL-BA), mas a urgência a ser analisada refere-se a um texto do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ). Em resumo, o projeto concede anistia aos “participantes das manifestações reivindicatórias de motivação política e/ou eleitoral, ou aos que as apoiaram, por quaisquer meios, inclusive contribuições, doações, apoio logístico ou prestação de serviços e publicações em mídias sociais e plataformas ocorridas entre o dia 30 de outubro de 2022 e o dia de entrada em vigor desta Lei, e dá outras providências”. O texto-base, portanto, além do 8 de janeiro, inclui as paralisações nas rodovias após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) perder as eleições, o atentado à bomba no Aeroporto de Brasília e o ataque à sede da Polícia Federal — eventos ocorridos em dezembro de 2022. Perguntas e respostas Quem foi escolhido como relator do projeto da anistia? O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, escolheu o deputado Paulinho da Força como relator do projeto da anistia. Qual foi a decisão da Câmara em relação ao projeto de anistia? Nesta quarta-feira, a Câmara aprovou um requerimento de urgência ao projeto de lei que anistia os condenados pelos atos extremistas do 8 de janeiro de 2023, com um placar de 311 votos a favor e 163 contra. O que Paulinho da Força disse sobre a votação do projeto? Paulinho da Força afirmou que as chances do projeto não ser votado são zero e que a votação da anistia ampla, geral e irrestrita é “impossível”.   Fonte: R7 Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados

Leia Mais

Para 59%, Lula não deveria tentar a reeleição nas próximas eleições, aponta Quaest

Levantamento, que ouviu 2.004 pessoas, mostra que 39% querem que o petista seja candidato A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quinta-feira (18), mostra que 59% dos entrevistados acreditam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deveria se reeleger para as eleições do ano que vem, enquanto 39% querem que o petista seja candidato à reeleição. Os índices seguem os mesmos do levantamento feito no mês anterior. A Quaest entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 12 e 14 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa mostra, ainda, quais políticos podem suceder Lula, caso ele não seja candidato. Para 9% dos entrevistados, o vice-presidente Geraldo Alckmin deveria ocupar o lugar. Na sequência aparece Simone Tebet (6%), Fernando Haddad (5%) e Eduardo Paes (3%). Lula já mostrou interesse em um quarto mandato. Em agosto, o petista afirmou que uma possível reeleição pode incomodar muita gente. “Se preparem para seguinte questão: um mandato do Lula incomodou muita gente. Dois mandatos incomodaram muito mais. Três mandatos, muito, muito mais. Imagina se tiver o quarto mandato, como eles vão ficar incomodados. Então, se preparem, porque tem coisa aí para a frente”, declarou Lula na ocasião. Bolsonaro Para a maior parte dos entrevistados (76%), o ex-presidente Jair Bolsonaro deve abrir mão da candidatura e apoiar outro candidato. O resultado sai dias após a condenação do político por tentativa de golpe de Estado. Aprovação do governo Lula Nesta quarta-feira (17), outra pesquisa da Quaest mostrou que 51% dos entrevistados desaprovam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 46% aprovam a terceira gestão do petista e outros 3% não souberam ou não responderam. Além de apontar estabilidade na aprovação do governo, a avaliação mostrou que 38% consideram o trabalho de Lula negativo, 31%, positivo, e 28%, regular. Perguntas e respostas Qual é o resultado da pesquisa Quaest sobre a reeleição de Lula? A pesquisa Quaest, divulgada no dia 18 de setembro, indica que 59% dos entrevistados acreditam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deveria tentar a reeleição nas próximas eleições, enquanto 39% desejam que ele seja candidato. Esses índices permanecem os mesmos do levantamento anterior. Quantas pessoas foram entrevistadas na pesquisa e qual é a margem de erro? A pesquisa entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 12 e 14 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. Quem são os possíveis sucessores de Lula, segundo a pesquisa? De acordo com a pesquisa, 9% dos entrevistados acreditam que o vice-presidente Geraldo Alckmin deveria suceder Lula. Outros nomes mencionados incluem Simone Tebet (6%), Fernando Haddad (5%) e Eduardo Paes (3%).   Fonte: R7 Foto: Ricardo Stuckert / PR

Leia Mais

Dino abre inquérito contra Bolsonaro, filhos e aliados com base em relatório da CPI da Covid

Foram identificados possíveis crimes contra a administração pública, como fraudes em licitações, superfaturamentos e desvio de recursos O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a abertura de um inquérito para investigar o ex-presidente Jair Bolsonaro e 23 aliados por suspeita de irregularidades relacionadas à pandemia de Covid-19. A apuração tem como base o relatório final da CPI da Covid, concluída em 2021. Entre os alvos da investigação, estão três filhos do ex-presidente — o senador Flávio Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro —, além das deputadas federais Carla Zambelli e Bia Kicis, e ex-integrantes do governo, como os ex-ministros Onyx Lorenzoni, Ernesto Araújo e Ricardo Barros. Na decisão, Dino apontou que há elementos suficientes para a instauração do procedimento e fixou prazo inicial de 60 dias para a Polícia Federal conduzir as diligências, incluindo oitivas dos investigados. O ministro destacou não apenas a suspeita de incitação da população a adotar medidas contrárias ao combate à pandemia, mas também possíveis crimes contra a administração pública identificados pela CPI, como fraudes em licitações, superfaturamentos, desvio de recursos e contratos firmados com empresas de fachada. O relatório final da CPI, entregue em 2021, pediu o indiciamento de Bolsonaro por nove crimes e apontou responsabilidade de outras 65 pessoas. À época, o então presidente negou todas as acusações e classificou o documento como “absurdo”.   Fonte: R7 Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Leia Mais

Com aval do centro, Câmara aprova urgência à anistia a presos do 8 de Janeiro

Mérito ainda não tem data para ser analisado; oposição articula anistia ampla, geral e irrestrita, o que incluiria Bolsonaro A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (17), um requerimento de urgência ao projeto de lei que anistia os condenados pelos atos extremistas do 8 de janeiro de 2023. O placar foi de 311 a favor e 163 contra. A urgência leva a análise do projeto diretamente ao plenário da Casa, sem a necessidade de passar pelas comissões permanentes da Casa. A maioria dos partidos orientou voto favorável ao pedido de urgência, incluindo os de centro, como PP, Republicanos, PSD e União Brasil. Com exceção do PT, PSOL, PSB, PDT, apenas o MDB orientou voto contra a urgência. Em seu momento na tribuna, o líder do partido, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), afirmou que o 8 de janeiro foi tentativa de golpe de Estado, mas que é favorável a um recálculo de penas dos envolvidos. O líder explicou que orientaria a favor do pedido se um texto nessa linha já estivesse concluído. Conforme apurou o R7, a votação da urgência seria uma sinalização do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), à oposição, que entregou a maioria dos votos para a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) das Prerrogativas, na votação da terça-feira (16). Portanto, não haveria qualquer compromisso com a votação do mérito do texto, que pode, até mesmo, ficar enterrado na Casa. Já a oposição considera que o voto do mérito do projeto deve acontecer em até 15 dias. Agora, a expectativa é de que seja designado um relator ao projeto para iniciar as tratativas em torno do texto. A ala governista, que é contra o texto, entoou gritos de “Sem anistia” durante toda a sessão. Já a oposição pedia “Anistia já”. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já declarou publicamente ser contra a proposta. O Palácio do Planalto, contudo, seria favorável a uma redução das penas, mas as negociações ainda não avançaram. Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) já sinalizaram que tal anistia seria inconstitucional. Entenda o projeto Ao todo, existem sete projetos correlatos ao tema tramitando na Câmara. O principal é de autoria do ex-deputado Major Vitor Hugo (PL-BA), mas a urgência a ser analisada refere-se a um texto do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ). Em resumo, o projeto concede anistia aos “participantes das manifestações reivindicatórias de motivação política e/ou eleitoral, ou aos que as apoiaram, por quaisquer meios, inclusive contribuições, doações, apoio logístico ou prestação de serviços e publicações em mídias sociais e plataformas ocorridas entre o dia 30 de outubro de 2022 e o dia de entrada em vigor desta Lei, e dá outras providências”. O texto-base, portanto, além do 8 de janeiro, inclui as paralizações nas rodovias após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) perder as eleições, o atentado à bomba no Aeroporto de Brasília e o ataque à sede da Polícia Federal — eventos ocorridos em dezembro de 2022. Mas não inclui anistia a Bolsonaro, a investigados no inquérito das fake news ou aos demais condenados e réus no processo da trama golpista, como deseja a oposição. Conforme o projeto, a anistia vai incluir quaisquer medidas de: Restrições de direitos, inclusive impostas por liminares, medidas cautelares, sentenças transitadas ou não em julgado que limitem a liberdade de expressão e manifestação de caráter político e/ou eleitoral, nos meios de comunicação social, plataformas e mídias sociais. O texto inclui ainda o perdão a multas aplicadas pela Justiça Eleitoral, ou a Justiça comum, a pessoas ou empresas envolvidas com os atos previstos no projeto. O perdão, contudo, não vai incluir: Crimes de tortura; Tráfico ilícito de entorpecentes e drogas; Terrorismo; Crimes hediondos; Crimes contra a vida; Doações em dinheiro para atividades ou manifestações de caráter político e/ou eleitoral acima de R$ 40.000,00 Infrações disciplinares, cometidas com motivação política e/ou eleitoral por servidores ou agentes de segurança pública; Perguntas e Respostas Qual foi a decisão da Câmara dos Deputados em relação ao projeto de anistia? A Câmara dos Deputados aprovou um requerimento de urgência ao projeto de lei que anistia os condenados pelos atos extremistas do 8 de janeiro de 2023, com um placar de 311 votos a favor e 163 contra. A urgência permite que o projeto seja analisado diretamente no plenário, sem passar pelas comissões permanentes. Quais partidos apoiaram a urgência do projeto? A maioria dos partidos, incluindo os de centro como PP, Republicanos, PSD e União Brasil, orientou voto favorável ao pedido de urgência. Apenas o PT, PSOL, PSB, PDT e o MDB orientaram voto contra. O que disse o líder do MDB sobre a votação? O líder do MDB, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), afirmou que o 8 de janeiro foi uma tentativa de golpe de Estado, mas que é favorável a um recálculo das penas dos envolvidos. Ele indicou que apoiaria a urgência se um texto nesse sentido estivesse concluído. Qual é a expectativa em relação à análise do mérito do projeto? A oposição acredita que a votação do mérito do projeto deve ocorrer em até 15 dias. A expectativa é que um relator seja designado para iniciar as tratativas sobre o texto. Como foi a reação durante a sessão de votação? A ala governista, contrária ao projeto, gritou “Sem anistia” durante toda a sessão, enquanto a oposição pedia “Anistia já”. Qual é a posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a proposta? O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já se manifestou publicamente contra a proposta de anistia. O Palácio do Planalto, no entanto, estaria aberto a discutir uma redução das penas, mas as negociações ainda não avançaram. Quais são os principais pontos do projeto de anistia? O projeto concede anistia aos participantes de manifestações políticas ou eleitorais entre 30 de outubro de 2022 e a entrada em vigor da lei, incluindo atos como paralisações nas rodovias e o atentado no Aeroporto de Brasília. No entanto, não inclui anistia a Jair Bolsonaro ou a investigados em inquéritos relacionados a fake news. O que o projeto prevê em relação a multas? O texto também prevê o

Leia Mais
Nenhuma postagem a exibir

Confira o canal do Portal Veloz No Youtube

×

Buscar no Portal Veloz