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Categoria: Política

Isenção do IR a R$ 5.000 e reforma tributária: Congresso tem semana de pauta econômica

Câmara prepara votação de projeto para ampliar benefício no Imposto de Renda; Senado deve encerrar discussões para o comitê gestor do IBS O Congresso Nacional terá uma semana de destaque para a pauta econômica, com votação do projeto para isentar do IR (Imposto de Renda) quem ganha até R$ 5.000 e a possibilidade de concluir a análise das regras da reforma tributária. A expectativa é que a reforma tributária vá ao plenário do Senado na terça-feira (30), enquanto a isenção do IR está prevista para o dia seguinte, na Câmara. As duas propostas ainda seguem em negociação. A votação da reforma tributária é voltada para regulamentar a administração do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que vai substituir os impostos de estados e municípios. O relatório final será apresentado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM), que ainda avalia sugestões de outros parlamentares. Entre destaques, a proposta define a criação do comitê gestor — grupo especial para coordenar o IBS, com definições voltadas para arrecadação e fiscalização do imposto. A previsão é que o comitê conte com secretários de Fazenda de todas as unidades da federação. Outra parte da composição será por eleição a partir de consulta de prefeitos. O texto já passou pela Câmara e agora pode ser concluído no Senado. A depender da versão final, a proposta poderá voltar para análise de deputados. Isenção do IR A proposta na Câmara prevê retirar a cobrança do IR para quem ganha até R$ 5.000, além de permitir um benefício gradual até R$ 7.350. Segundo o relator do texto, deputado Arthur Lira (PP-AL), as adequações devem beneficiar até 16 milhões de brasileiros. A adequação para as faixas de renda tem amplo apoio entre deputados e deve avançar de forma “unânime”, segundo indicou o relator. Parlamentares ainda discutem as formas de compensação que são previstas no texto. Para arcar com o benefício, o Planalto sugeriu outros caminhos de arrecadação, que provocam divisões entre os deputados, como a tributação dos super-ricos, a isenção de cobranças ligadas à infraestrutura e pagamentos feitos por universidades ligados ao ProUni (Programa Universidade para Todos). “A gente não pode querer que o projeto seja arrecadatório, mas não pode querer impor também dificuldades de compensação. Ou seja, ‘vamos derrubar tudo e vai ficar só exceção’. Não vai criar um problema”, afirmou Lira, na última semana. Após análise da Câmara, o texto seguirá para o Senado. Clima entre Câmara e Senado A votação do IR vem após pressão do Senado, que votou um texto alternativo que também prevê adequação da tabela do imposto a partir de 2026. A versão resgata um projeto de 2019, defendendo pontos de arrecadação indicados pelo Planalto. O texto seguiu para a Câmara, mas não deve ser incluído na proposta de Lira, que tem apoio do governo. A votação incomodou deputados e tem sido apontada nos bastidores como uma disputa por capital político. A decisão do Senado em enterrar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) das Prerrogativas também contrariou votos de deputados e impactou o clima entre as duas Casas.   Fonte: R7 Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

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Fachin assume presidência do STF com a presença de 1.500 convidados; veja programação

Eleito em votação simbólica, ministro vai substituir Luís Roberto Barroso; Alexandre de Moraes assume a vice-presidência Eleito em votação simbólica, o ministro Edson Fachin assume nesta segunda-feira (29) a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal) por um período de dois anos. A vice-presidência ficará sob a responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes. A cerimônia deve reunir cerca de 1.500 convidados, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Estão previstos pronunciamentos da ministra Cármen Lúcia, do PGR (Procurador-Geral da República) e de representante da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). De acordo com Nara Ayres Britto, advogada e coordenadora do curso de direito do Ibmec Brasília, a gestão de Fachin tende a ser “mais discreta e institucional, voltada à harmonia entre os Poderes”. Segundo ela, o novo presidente deve “reforçar o papel do Supremo como guardião da Constituição, atuando com autocontenção e deixando para a arena política o que pertence à política”. Programação Pronunciamento da ministra Cármen Lúcia em homenagem ao empossado; Discurso do novo presidente do STF, Edson Fachin; Pronunciamento do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet; Discurso de representante da OAB; Fila de cumprimentos. Perfil de Edson Fachin Luiz Edson Fachin integra o Supremo desde junho de 2015, indicado pela então presidente Dilma Rousseff (PT) para a vaga aberta com a aposentadoria de Joaquim Barbosa. Antes de chegar ao tribunal, construiu carreira marcada pela atuação acadêmica e jurídica. Participou da comissão do Ministério da Justiça responsável pela discussão da Reforma do Poder Judiciário e colaborou no Senado na elaboração do novo Código Civil brasileiro. Natural de Rondinha (PR), exerceu o cargo de procurador do Estado do Paraná entre 1990 e 2006 e atuou por décadas na advocacia. É professor titular de Direito Civil da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e autor de diversas obras jurídicas. Perfil de Alexandre de Moraes Alexandre de Moraes foi nomeado ministro do STF em março de 2017, pelo então presidente Michel Temer (MDB), para ocupar a vaga deixada por Teori Zavascki. Antes de ingressar na Corte, consolidou trajetória de destaque no serviço público. Ocupou o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública, foi secretário de Segurança Pública de São Paulo, professor de direito constitucional e promotor de Justiça. No Supremo, tornou-se figura central em processos e investigações relacionados à defesa da democracia, como o inquérito das fake news e as apurações sobre os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.   Fonte: R7 Foto: Rosinei Coutinho/STF

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Entenda como fim da PEC das Prerrogativas impactou Congresso e discussões sobre anistia

Senado arquivou proposta e irritou deputados; parlamentares dividem opinião sobre futuro da anistia O embate no Congresso Nacional sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) das Prerrogativas deixou incerto o futuro de outras pautas defendidas pelo PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, como a anistia pelos atos do 8 de Janeiro. A recusa do texto no Senado contrariou a votação de uma semana antes na Câmara e colocou fim à possibilidade de que os próprios deputados e senadores decidam se podem ser investigados ou presos em flagrante. Com o resultado, deputados acenderam o alerta para aumentar as negociações de pautas futuras, como o caso da anistia. Ao R7, parlamentares comentaram que a proposta pode ter dois caminhos. A base governista considera que o resultado da PEC enfraquece a anistia ou a versão defendida pelo relator da matéria, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), de atenuar o tempo das penas aplicadas aos envolvidos no 8 de Janeiro. “Acho que nesse momento, com essa votação, outros temas perdem um pouco a força, entre eles a questão da anistia. Eu acho que vai suscitar aqui um debate bastante acirrado, não vai passar com facilidade, creio até que há uma perspectiva e uma possibilidade de rejeição. E essas propostas de implementação de impeachment contra juízes, ministros supremos, também acho que perdem um pouco a força”, avalia o senador Humberto Costa (PT-PE). Defensores da proposta sustentam que a situação da PEC foi um caso isolado e que não vai afetar outras pautas defendidas pela oposição. O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), argumenta que a PEC só chegou ao Senado por votos concedidos por partidos ligados ao governo, como o próprio PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Não significa que a gente não vá discutir diversas questões que já estão em andamento. Era melhor que tivesse avançado com o fim do foro privilegiado, que é uma pauta que une a todos, que já foi aprovada aqui no Senado e está lá na Câmara parada, o fim das decisões monocráticas”, diz. “A anistia é função do Congresso Nacional”, defende. Votação da anistia deve ser adiada A votação do projeto da anistia estava prevista para acontecer na próxima semana, mas deve ser adiada. A avaliação de representantes de partidos é de que o texto ainda depende de negociações entre deputados e com o Senado. A sugestão do relator de rever o tempo de prisão, e não conceder um perdão a todos os condenados, ainda não tem o apoio da oposição. Nos bastidores, parlamentares consideram que a relação entre as duas Casas “azedou” com a rejeição da PEC e, por isso, será necessário amadurecer conversas dentro do Congresso. Perguntas e Respostas Qual foi o impacto do fim da PEC das Prerrogativas no Congresso? O fim da PEC das Prerrogativas no Senado gerou incertezas sobre outras pautas, como a anistia pelos atos de 8 de Janeiro, defendida pelo PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. A recusa do texto no Senado contradisse a votação anterior na Câmara e encerrou a possibilidade de os parlamentares decidirem sobre investigações ou prisões em flagrante. Como os deputados reagiram ao resultado da votação da PEC? Após a votação, deputados expressaram preocupação e intensificaram as negociações sobre pautas futuras, incluindo a anistia. Alguns parlamentares acreditam que o resultado enfraquece a proposta de anistia, enquanto outros defendem que a situação da PEC foi um caso isolado e não afetará as pautas da oposição. Qual é a posição do senador Humberto Costa sobre a anistia após a votação da PEC? O senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou que a votação da PEC diminui a força de outros temas, incluindo a anistia, e prevê um debate acirrado sobre o assunto, com possibilidade de rejeição. Ele também mencionou que propostas de impeachment contra juízes e ministros do Supremo podem perder força. O que diz o líder do PL no Senado sobre a situação da PEC? O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), argumentou que a PEC chegou ao Senado com apoio de partidos do governo e que isso não impede discussões sobre outras questões em andamento. Ele defende que a anistia é uma função do Congresso Nacional e que seria melhor avançar em pautas como o fim do foro privilegiado. Qual é a previsão para a votação do projeto de anistia? A votação do projeto de anistia, que estava prevista para a próxima semana, deve ser adiada. Representantes de partidos indicam que o texto ainda precisa de negociações entre deputados e o Senado, e a sugestão do relator de rever o tempo de prisão não conta com apoio da oposição. Como está a relação entre a Câmara e o Senado após a rejeição da PEC? Nos bastidores, parlamentares consideram que a relação entre a Câmara e o Senado se deteriorou após a rejeição da PEC, o que exigirá um amadurecimento das conversas dentro do Congresso para avançar nas pautas em discussão.   Fonte: R7 Foto: Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo

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Entenda como a CPMI pretende chegar aos chefes do esquema após ouvir o ‘Careca do INSS’

Comissão aposta em quebras de sigilo para rastrear dinheiro de fraude contra aposentados O depoimento do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”, na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) nessa quinta-feira (25) foi um dos momentos mais esperados da investigação conduzida pelo Congresso. O depoimento, no entanto, segundo o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da comissão, foi “revestido de mentiras” e não bate com os dados da CPMI. Na visão dele, as respostas não colaboraram, mas ratificaram as descobertas da comissão e da Polícia Federal. Em entrevista coletiva, o parlamentar disse que o avanço dos trabalhos do colegiado dependerá da quebra dos sigilos bancário e fiscal, que vai permitir que o trabalho prossiga com dados concretos. As investigações miram um esquema de cobranças associativas não autorizadas descoberto em abril que teria atingido milhares de beneficiários do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) em todo o país. “Careca do INSS” nega envolvimento com o caso Durante a fala a deputados e senadores, Antônio Carlos disse não ter relações com o governo e atribuiu o ganho de patrimônio pessoal dele a ser um “empreendedor nato”. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), destacou, no entanto, que ele tinha um relacionamento com figuras importantes. “Está muito claro ali, e o que ele tenta negar é a facilidade com que ele tinha de relacionamento com autoridades do INSS e também do parlamento”, disse a jornalistas. Antunes compareceu ao Congresso amparado em um habeas corpus, o que lhe garantia o direito a ficar em silêncio, mas respondeu às perguntas e reclamou do apelido atribuído a ele. “Não sou, nunca fui e nunca serei jamais esse Careca do INSS que estão falando”, disse. Ele é apontado como líder de um grupo empresarial envolvido na fraude e intermediário financeiro das entidades associativas. Gaspar ressaltou que o empresário não é o chefe do esquema, mas protege pessoas acima dele. “Ele está no epicentro do maior roubo aos aposentados e pensionistas do Brasil”, destacou. O “Careca do INSS” garantiu que não tem envolvimento com o esquema e que seus advogados entregarão à PF, nos próximos dias, mais de 18 milhões de documentos. “Todos os serviços contratados pelas associações tinham como destinatário final o próprio associado, aposentado beneficiário direto das atividades desempenhadas”, afirmou. Próximos passos A próxima reunião está marcada para segunda-feira (29), quando serão ouvidos o empresário Fernando Cavalcanti e o presidente da Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais), Carlos Roberto Ferreira Lopes. “Na segunda-feira nós estamos aguardando dois depoimentos muito importantes. O primeiro deles do diretor presidente da Conafer, que é uma das entidades que mais receberam recursos deste caso. E também outro envolvido, que tem inclusive uma adega de R$ 7 milhões que foi apreendida da Polícia Federal, que é o senhor Cavalcanti, citado diversas vezes”, disse Viana. Ele explicou que depois de todos os depoimentos será feita uma comparação com as informações da Receita Federal, de contas bancárias e os sigilos que foram solicitados pela CPMI. “Quando a gente vai observar a prestação de serviços, quando a gente começa a seguir os depósitos, a gente percebe que altíssimas somas em dinheiro foram sacadas dos bancos pelos envolvidos ou pelos seus representantes”, pontua o senador. O especialista em Direito Previdenciário Washington Barbosa diz que o caminho agora é seguir o dinheiro. “Tem que ver quem contratou, para quais outras empresas ou pessoas esse dinheiro foi passado. E aí a gente vai fazer essa triangulação até chegar nos verdadeiros culpados dessa história toda”, analisa. Segundo ele, quando chegarem as respostas aos requerimentos, principalmente de quebra de sigilo, o trabalho será mais efetivo. Pedido de prisão e quebra de sigilo O advogado Nelson Wilians, um dos alvos da operação da Polícia Federal em apuração aos desvios irregulares de aposentados e pensionistas do INSS, teve o pedido de prisão preventiva aprovado na reunião da CPMI dessa quinta. Para aprovar o pedido de prisão, a comissão considerou que a liberdade de Wilians coloca em risco as investigações, principalmente por indícios de intimidação de testemunhas. O pedido será enviado ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, relator dos inquéritos relacionados ao INSS. Esse será o segundo pedido feito à Corte. O primeiro foi feito pela Polícia Federal e a PGR (Procuradoria-Geral da República), mas foi negado por Mendonça. Além disso, os deputados e senadores do grupo aprovaram a quebra de sigilos do advogado em duas fases: entre janeiro de 2019 e dezembro de 2024 e setembro de 2020 e setembro de 2025. Wilians é ligado a Maurício Camisotti, investigado por supostamente ser um dos beneficiários finais dos descontos indevidos. De acordo com Carlos Viana, no depoimento à CPMI, Nelson Wilians não quis dar respostas efetivas para colaborar com a comissão. “Os dados que nós temos mostra que o patrimônio que ele tem está diretamente ligado a boa parte dos depoentes que estão neste momento negando a participação, mas cujos dados dizem totalmente ao contrário”, comentou. Bate-boca com advogado do “Careca do INSS” Ainda na oitiva do “Careca do INSS”, houve um bate-boca entre os parlamentares e o advogado do depoente. Após o relator se dirigir a Antunes como “autor do maior roubo da história”, a tentativa de resposta do advogado dele, Cleber Lopes, gerou uma reação do deputado Zé Trovão (PL-SC). Ele chegou a se levantar da cadeira para mandar o advogado se colocar “no seu lugar”. A OAB-DF (Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal) chegou a enviar um ofício à CPMI pedindo uma retratação pública. “Em CPMI, muitas vezes os ânimos são exaltados, mas os advogados têm sido respeitados aqui. Já conversei com o advogado, o depoente, e eu entendo que essa questão já foi superada”, declarou o presidente da comissão. Perguntas e Respostas Qual foi o depoimento mais esperado na CPMI? O depoimento do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”, foi um dos momentos mais esperados da investigação conduzida pelo Congresso. Como foi a avaliação do relator da CPMI sobre o depoimento? O deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da comissão,

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Fala de relator sobre ‘Careca do INSS’ provoca tumulto durante sessão da CPMI

Deputado Alfredo Gaspar afirmou que o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes é “autor do maior roubo aos aposentados e pensionistas da história do Brasil” Durante sessão da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que apura fraudes no INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), realizada nesta quinta-feira (25) em Brasília, o relator do caso e deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL) afirmou que o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como ‘Careca do INSS’, é o “autor do maior roubo aos aposentados e pensionistas da história do Brasil”. A fala foi interrompida pelo advogado de Antunes, Cleber Lopes, que pediu a palavra ao presidente da sessão, o que resultou em um grande bate-boca entre os parlamentares. O presidente da comissão interveio em várias ocasiões para restaurar a ordem e precisou solicitar auxílio à Polícia Legislativa.   Fonte e foto: R7

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Câmara de Piracicaba visita obra da nova sede do Legislativo de Limeira

Comitiva conheceu estrutura em construção e discutiu projetos para melhorar condições de trabalho e atendimento à população   O presidente da Câmara, Everton Ferreira (PSD), recebeu nesta terça-feira (23) uma comitiva da Câmara Municipal de Piracicaba para conhecer as obras da nova sede do Legislativo de Limeira. A visita foi acompanhada por profissionais da construção e servidores da Casa.  Participaram da atividade o vereador Thiago Ribeiro, 2º secretário da Câmara de Piracicaba, e os diretores de departamento Rodrigo Alves (Comunicação), Mariane Pereira (Legislativo), Milena Dionísio (Administrativo), Alexandre Pereira (Financeiro) e Patrícia Midori Kimura (Procuradoria Legislativa).  O grupo veio a Limeira para observar de perto o andamento do projeto, já que Piracicaba conta atualmente com um prédio muito antigo e considerado inadequado para as necessidades atuais do Legislativo e da população. Entre os objetivos futuros da Câmara piracicabana está a construção de uma nova sede própria, o que permitiria a doação do prédio atual à Prefeitura.  Durante a visita, o presidente da Câmara de Limeira destacou a importância da troca de experiências entre os Legislativos. “Piracicaba é uma cidade pela qual temos um apreço muito grande. Fico feliz em recebê-los em nossa obra e poder compartilhar ideias que possam contribuir para o fortalecimento do Legislativo e para o atendimento da população”, afirmou Everton Ferreira.

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Lula participa nesta quarta (24) de eventos em defesa à democracia e ao meio ambiente na ONU

Brasileiro lidera evento com presidentes do Chile e da Espanha para fortalecer o multilateralismo e a cooperação contra o extremismo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda nesta quarta-feira (24) no último dia da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, nos Estados Unidos. Ao lado do presidente do Chile, Gabriel Boric, e do presidente da Espanha, Pedro Sánchez, Lula vai participar da segunda edição do evento “Em Defesa da Democracia”. A iniciativa reúne líderes de todas as regiões do mundo para fortalecer o multilateralismo, a cooperação contra o extremismo e a defesa do Estado de Direito, bem como o combate à desinformação, aos discursos de ódio e ao enfraquecimento das instituições democráticas. Também nesta quarta, Lula participa de um evento sobre crise climática. O evento será presidido pelo Brasil e pelo secretário-geral da ONU, António Guterres. O encontro deve incluir a apresentação de novas contribuições nacionalmente determinadas (NDC, na sigla em inglês), que são compromissos assumidos individualmente por cada país signatário do Acordo de Paris (2015) para enfrentar as mudanças climáticas. Discurso na ONU Na terça-feira (23), Lula fez o discurso inicial dos chefes de Estado na 80ª Assembleia Geral da ONU. Na ocasião, ele mandou um recado direto para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em defesa da democracia e soberania nacional. “Atentados à soberania, sanções arbitrárias e intervenções unilaterais estão se tornando regra. Existe um evidente paralelo entre a crise do multilateralismo e o enfraquecimento da democracia. O autoritarismo se fortalece quando nos omitimos frente à arbitrariedade”, começou Lula. O presidente disse que “quando a sociedade internacional vacila na defesa da paz, da soberania e do direito, as consequências são trágicas”. “Em todo o mundo, forças antidemocráticas tentam subjugar as instituições e sufocar as liberdades. Cultuam a violência, exaltam a ignorância, atuam como milícias físicas e digitais, e cerceiam a imprensa. Mesmo sob ataques sem precedentes, o Brasil optou por resistir e defender a sua democracia reconquistada há 40 anos pelo seu povo depois de duas décadas de governo ditatorial”, afirmou. Em outra mensagem a Trump, Lula disse que “não há justificativa contra as medidas unilaterais e arbitrárias contra as nossas instituições e nossa soberania”. “A agressão contra a nossa independência do poder judiciário é inaceitável. Essa ingerência em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema-direita subserviente e saudosa de antigas hegemonias. Falsos patriotas arquitetam e promovem publicamente ações contra o Brasil. Não há pacificação com impunidade”, disse o brasileiro. Conversa com Trump Lula e Trump tiveram um breve encontro depois do fim do discurso do brasileiro. O americano afirmou que teve uma “química excelente” ao abraçar o brasileiro e anunciou que vai conversar com Lula na próxima semana. “Ele me parece um homem muito agradável. Ele gostou de mim, eu gostei dele. E eu só faço negócios com pessoas que eu gosto. Tivemos, ao menos por 39 segundos, uma excelente química. É um bom sinal. Sem a gente [EUA], eles [Brasil] vão falhar, assim como outras nações”, comentou Trump. A fala foi feita após o presidente americano discursar sobre as tarifas comerciais aplicadas pelos EUA aos demais países. Segundo ele, a medida é um mecanismo para garantir a “soberania e segurança” do país, justificando, ainda, que durante “muitos anos”, diversas nações foram injustas com os EUA. Perguntas e Respostas Qual é a participação de Lula na 80ª Assembleia Geral da ONU? O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa do último dia da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, onde copresidirá o evento “Em Defesa da Democracia” ao lado do presidente do Chile, Gabriel Boric, e do presidente da Espanha, Pedro Sánchez. Qual é o objetivo do evento “Em Defesa da Democracia”? A iniciativa reúne líderes de diversas regiões do mundo para fortalecer o multilateralismo, a cooperação contra o extremismo, a defesa do Estado de Direito e o combate à desinformação e discursos de ódio. Além do evento sobre democracia, que outro evento Lula participará? Lula também participará de um evento sobre crise climática, que será copresidido pelo Brasil e pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, e incluirá a apresentação de novas contribuições nacionalmente determinadas (NDC). O que Lula pretende reforçar durante sua visita aos Estados Unidos? Durante sua visita, Lula reforçará a defesa pelo Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que será lançado em novembro, em Belém (PA), na COP30. O que é a Semana do Clima de Nova York 2025? A Semana do Clima de Nova York 2025 é um evento que promove cerca de 500 atividades com lideranças de governos e da sociedade civil, servindo como preparatório para a COP30. Qual foi a mensagem de Lula durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU? No discurso, Lula enviou uma mensagem ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendendo a democracia e a soberania nacional, alertando sobre os riscos do autoritarismo e a importância da resistência à arbitrariedade. Como Lula se referiu às ações contra a soberania do Brasil? Lula afirmou que não há justificativa para medidas unilaterais e arbitrárias contra as instituições e a soberania do Brasil, destacando a inaceitabilidade da ingerência em assuntos internos. Qual foi a interação entre Lula e Trump durante a Assembleia Geral? Trump, que discursou logo após Lula, mencionou que ambos tiveram uma “química excelente” ao se cumprimentarem e confirmaram um encontro para a próxima semana. O que Trump disse sobre sua relação com Lula? Trump descreveu Lula como um homem agradável e afirmou que só faz negócios com pessoas de quem gosta, ressaltando que tiveram uma boa interação durante a Assembleia Geral.   Fonte: R7 Foto: Ricardo Stuckert / PR

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PEC das Prerrogativas tem ‘dia D’ no Senado e pode ser enterrada na CCJ; relator pede rejeição

Críticos ao texto querem derrubar proposta que amplia poderes do Congresso para investigações sobre parlamentares Alvo de críticas em redes sociais e de protestos que tomaram capitais brasileiras no último fim de semana, a chamada PEC (Proposta de Emenda à Constituição) das Prerrogativas terá um dia decisivo no Senado nesta quarta-feira (24). O texto está na pauta da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e deve ser rejeitado pela comissão. Nos bastidores, a ideia é de que o colegiado não adie a votação e “enterre” a PEC, para dar uma resposta aos protestos do último domingo (21), segundo relataram parlamentares ao R7. A proposta, que também ficou conhecida como PEC da Blindagem, determina que deputados ou senadores sejam investigados ou presos apenas se houver confirmação do plenário, da Câmara ou do Senado. Críticos à PEC consideram que o Congresso não deve decidir sobre o início de investigações contra parlamentares, conforme prevê o texto. O relator da PEC, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), apresentou parecer recomendando a reprovação da proposta por entender que ela é um grave retrocesso em relação à moralidade pública e à luta contra a impunidade. Ele classificou a medida como “um golpe fatal” na legitimidade do parlamento, afirmando que abriria portas para a “transformação do Legislativo em abrigo seguro para criminosos de todos os tipos”. No relatório, Vieira enviou uma mensagem ao presidente do colegiado, Otto Alencar (PSD-BA) — que já se posicionou contra a proposta —, dizendo acreditar que a PEC não será aprovada. “Vossa Excelência teve a coragem de pautar com a urgência devida essa matéria absurda e confio que o plenário desta Comissão rejeitará a PEC da Blindagem, virando uma página triste do nosso Legislativo e homenageando a nítida vontade popular, que clama por mais Justiça”, disse o relator. Vieira opinou que a PEC “teria o real objetivo de proteger autores de crimes graves, como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, o que configura claro desvio de finalidade e, consequentemente, inconstitucionalidade”. Na avaliação dele, a proposta “não pode avançar nesta Casa, por configurar-se como um gigantesco passo atrás em toda a luta da sociedade brasileira nas últimas décadas para assegurar a moralidade na vida pública e o fim da impunidade”. Críticas do relator Vieira detalhou uma série de razões para defender a rejeição da PEC, que vão além de questões técnicas. Elas incluem ataques à transparência, riscos de impunidade e uma ampliação sem precedentes do foro por prerrogativa de função. Desvio de finalidade e inconstitucionalidade O ponto central da crítica do senador é o desvio de finalidade. Segundo o relatório, a PEC não protege o mandato parlamentar, mas sim “cria portas abertas para a transformação do Legislativo em abrigo seguro para criminosos de todos os tipos”. Ele argumenta que o verdadeiro objetivo da proposta é satisfazer “interesses escusos” de políticos que buscam impedir ou retardar investigações criminais. Para o relator, a PEC é inconstitucional por subverter princípios fundamentais como a isonomia e a moralidade. Retrocesso à impunidade Um dos pontos mais criticados por Vieira é o retrocesso que a PEC representa. A proposta busca restabelecer a necessidade de uma autorização prévia da Casa Legislativa para que um membro do Congresso Nacional seja processado criminalmente. O relatório aponta que a legislação atual, que derrubou essa exigência, resultou em um aumento significativo no número de investigações sobre parlamentares, mostrando que a mudança foi bem-sucedida em reduzir a impunidade. Voto secreto e ataque à transparência A proposta também é criticada por exigir voto secreto para decidir sobre o processamento de parlamentares ou sobre a prisão em flagrante. Segundo o relator, essa medida anula um avanço de 2013, que aboliu o voto secreto em casos de perda de mandato. Para Vieira, a exigência viola os princípios democrático e republicano, já que o voto secreto enfraquece o controle da sociedade sobre seus representantes e contraria o dever de prestação de contas. Ele destaca que “prever o voto secreto é uma agressão ao princípio constitucional da publicidade”. Ampliação do foro por prerrogativa de função O relatório de Vieira também considera uma “medida totalmente desarrazoada” a extensão do foro por prerrogativa de função a presidentes nacionais de partidos políticos. O senador explica que essa proteção é destinada a ocupantes de altos cargos públicos, visando a tranquilidade no exercício de suas funções estatais. Estendê-la a dirigentes de entidades privadas, como partidos políticos, desvirtua a finalidade do instituto. Perguntas e Respostas Qual é o tema principal da PEC das Prerrogativas? A PEC das Prerrogativas, também conhecida como PEC da Blindagem, visa ampliar os poderes do Congresso para decidir sobre investigações e prisões de parlamentares, estabelecendo que isso só pode ocorrer com a confirmação do plenário da Câmara ou do Senado. Quando ocorrerá a votação decisiva da PEC no Senado? A votação decisiva da PEC está marcada para esta quarta-feira, dia 24, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Qual é a expectativa em relação à votação da PEC na CCJ? A expectativa é que a CCJ rejeite a proposta, sem adiar a votação, como uma resposta aos protestos que ocorreram no último fim de semana. Quais são as críticas feitas à PEC? Críticos da PEC argumentam que o Congresso não deve ter a prerrogativa de decidir sobre o início de investigações contra parlamentares, considerando que isso compromete a moralidade pública e a luta contra a impunidade. O que disse o relator da PEC, senador Alessandro Vieira, sobre a proposta? O relator Alessandro Vieira (MDB-SE) apresentou um parecer recomendando a reprovação da PEC, afirmando que ela representa um retrocesso significativo e um “golpe fatal” na legitimidade do parlamento, permitindo que criminosos se sintam protegidos. Qual foi a mensagem enviada por Vieira ao presidente da CCJ? Vieira enviou uma mensagem ao presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), expressando confiança de que a proposta não será aprovada e destacando a importância de rejeitar a PEC em respeito à vontade popular por mais justiça. Quais são os possíveis efeitos da aprovação da PEC, segundo o relator? Segundo Vieira, a aprovação da PEC poderia proteger autores de crimes graves, como corrupção e lavagem de

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Lula abre discurso na ONU e diz que soberania do Brasil é inegociável em meio a tensão com Trump

Presidente brasileiro abriu discursos dos chefes de Estado na Assembleia Geral da ONU nesta terça e criticou abertamente medidas dos Estados Unidos O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a soberania nacional e a independência do judiciário brasileiro em declaração dada nesta terça-feira (23), durante a abertura dos discursos de chefes de Estados da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas. O encontro ocorre em Nova York, nos Estados Unidos. “Atentados à soberania, sanções arbitrárias e intervenções unilaterais estão se tornando regra. Existe um evidente paralelo entre a crise do multilateralismo e o enfraquecimento da democracia. O autoritarismo se fortalece quando nos omitimos frente à arbitrariedade”, começou Lula. O presidente disse que “quando a sociedade internacional vacila na defesa da paz, da soberania e do direito, as consequências são trágicas”. “Em todo o mundo, forças antidemocráticas tentam subjugar as instituições e sufocar as liberdades. Cultuam a violência, exaltam a ignorância, atuam como milícias físicas e digitais, e cerceiam a imprensa. Mesmo sob ataques sem precedentes, o Brasil optou por resistir e defender a sua democracia reconquistada há 40 anos pelo seu povo depois de duas décadas de governo ditatorial”, afirmou. Trump Em recado direto a Trump, Lula disse que “não há justificativa contra as medidas unilaterais e arbitrarias contra as nossas instituições e nossa soberania”. “A agressão contra a nossa independência do poder judiciário é inaceitável. Essa ingerência em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema-direita subserviente e saudosas de antigas hegemonias. Falsos patriotas arquitetam e promovem publicamente ações contra o Brasil. Não há pacificação com impunidade”, disse o brasileiro. O discurso de Trump ocorre na sequência do de Lula. Bolsonaro O chefe do Executivo brasileiro também comentou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, motivo para a imposição das sanções dos Estados Unidos contra o Brasil. “Há poucos dias, e pela primeira vez em 525 anos da nossa história, um ex-chefe de Estado foi condenado por atentar contra o estado democrático de direito. Foi investigado, indiciado e julgado, e responsabilizado pelos seus atos, em um processo minucioso. Teve amplo direito de defesa, prerrogativas que as ditaduras negam às suas vítimas. Diante dos olhos do mundo, o Brasil deu um recado a todos os candidatos autocratas e aqueles que os apoiam: nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis”, disse Lula, sem citar Bolsonaro, em meio a aplausos dos integrantes da Assembleia. Tensão entre Brasil e EUA O posicionamento do brasileiro ocorre em um momento sensível na relação diplomática entre Brasil e Estados Unidos. O governo de Donald Trump tem adotado uma série de medidas contra autoridades brasileiras em função do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por tentativa de golpe de Estado. Os EUA classificaram o processo como perseguição política e reagiu com sanções. Entre os alvos estão familiares de ministros, como a mulher do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci, incluída na chamada Lei Magnitsky — que prevê bloqueio de bens e restrições de entrada nos EUA. A determinação foi considerada “indevida” pelo Itamaraty, que acusou os americanos de interferirem em assuntos internos. Moraes chamou a aplicação de “ilegal e lamentável” e afirmou que ela contrasta com a história dos EUA. A crise também se estende ao campo econômico. O governo americano impôs uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, afetando setores estratégicos. O Planalto respondeu com um discurso de soberania e resistência, reforçado na própria ONU. Perguntas e Respostas   Qual foi o tema principal do discurso de Lula na ONU?   O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania nacional e a independência do judiciário brasileiro durante a abertura dos discursos na 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.   O que Lula afirmou sobre a situação global e a democracia?   Lula destacou que há um aumento de atentados à soberania, sanções arbitrárias e intervenções unilaterais, o que enfraquece a democracia e fortalece o autoritarismo. Ele alertou que a vacilação da sociedade internacional na defesa da paz e da soberania resulta em consequências trágicas.   Como Lula se dirigiu a Donald Trump durante seu discurso?   Lula fez um recado direto a Trump, afirmando que não há justificativa para medidas unilaterais e arbitrárias contra as instituições e a soberania do Brasil, considerando a ingerência em assuntos internos como inaceitável.   O que Lula disse sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro?   Lula mencionou que, pela primeira vez na história do Brasil, um ex-chefe de estado foi condenado por atentar contra o estado democrático de direito, ressaltando que o processo foi minucioso e garantiu amplo direito de defesa.   Como a relação diplomática entre Brasil e Estados Unidos foi afetada?   A relação está sensível devido a medidas adotadas pelo governo de Donald Trump contra autoridades brasileiras, em resposta ao julgamento de Jair Bolsonaro, que os EUA classificaram como perseguição política, resultando em sanções.   Quais foram as consequências econômicas das tensões entre Brasil e EUA?   Os Estados Unidos impuseram uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, afetando setores estratégicos, e o governo brasileiro respondeu com um discurso de soberania e resistência, reforçado na ONU.   Fonte: R7 Foto: Niyi Fote/Thenews2/Estadão Conteúdo

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Câmara barra indicação de Eduardo Bolsonaro como líder da minoria

Ação é uma estratégia para evitar que parlamentar perca o mandato por faltas, que está nos EUA desde fevereiro O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), rejeitou a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) para a liderança da minoria na Casa. A medida é vista como uma estratégia para evitar que o parlamentar perca o mandato por excesso de faltas. Eduardo está nos Estados Unidos desde o fim de fevereiro, onde tem buscado apoio para a adoção de sanções contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Na decisão, Motta ressaltou que o registro remoto de presença só é permitido em casos de missão temporária “devidamente autorizada e comunicada”. Segundo ele, a comunicação prévia é requisito obrigatório para qualquer ausência do país, seja por motivos pessoais ou oficiais. A análise também aponta que a ausência de comunicação prévia “por si só constitui uma violação ao dever funcional do parlamentar”. Segundo o documento, “um afastamento não comunicado à Presidência da Câmara não pode, sob nenhuma ótica, ser considerado uma missão autorizada, pois lhe faltam os elementos essenciais de autorização, formalidade e ciência oficial”. O parecer reforça ainda que a ausência física do país impede o parlamentar de exercer plenamente as prerrogativas e deveres do cargo, considerados “essenciais à liderança”. Nessas condições, segundo a decisão da Casa, o exercício torna-se meramente simbólico e em desacordo com as normas regimentais. “Dentre as atividades incompatíveis com o exercício remoto da liderança, destacam-se aquelas referentes à atuação em Plenário e Comissões, tais como a orientação das bancadas durante as votações, o uso do tempo de líder para debates sobre assuntos de relevância nacional, além da apresentação e do encaminhamento de requerimentos”, conclui o texto. Entenda A oposição usou como base uma resolução da Mesa Diretora da Câmara de março de 2015, que prevê que membros da Mesa e líderes de partido terão as ausências justificadas de forma automática. Anteriormente, a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) era a líder da minoria. Agora, ela será a vice-líder e atuará de forma presencial na ausência de Eduardo. Inicialmente, Eduardo pediu licença por 120 dias, prazo máximo de afastamento permitido — essa licença terminou em julho. Ele foi aos Estados Unidos alegando que iria “buscar as devidas sanções aos violadores de direitos humanos”. O pedido foi feito uma semana antes de o STF tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro réu por tentativa de golpe de Estado. Na semana passada, o ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. A ação de Eduardo nos EUA está atrelada à aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do processo do golpe, e contra a esposa de Moraes. A lei é uma espécie de “morte financeira”, sendo aplicada, na maioria das vezes, contra corruptos e violadores de direitos humanos. A articulação do deputado também seria um dos motores para a aplicação da tarifa de 50% a produtos brasileiros exportados aos EUA. Isso porque o presidente dos EUA, Donald Trump, ao anunciar a taxação, citou como um dos motivos o processo pelo qual Bolsonaro foi condenado. Perguntas e respostas Qual foi a decisão do presidente da Câmara dos Deputados em relação à indicação de Eduardo Bolsonaro? O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, rejeitou a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro para a liderança da minoria na Casa. Qual é a razão para essa rejeição? A medida é vista como uma estratégia para evitar que Eduardo Bolsonaro perca o mandato devido ao excesso de faltas, já que ele está nos Estados Unidos desde o fim de fevereiro. O que Hugo Motta destacou sobre o registro remoto de presença? Hugo Motta ressaltou que o registro remoto de presença só é permitido em casos de missão temporária devidamente autorizada e comunicada. A comunicação prévia é um requisito obrigatório para qualquer ausência do país. Qual é a implicação da ausência de comunicação prévia? A ausência de comunicação prévia é considerada uma violação ao dever funcional do parlamentar, e um afastamento não comunicado não pode ser considerado uma missão autorizada. Como a ausência física do país afeta o parlamentar? A ausência física do país impede o parlamentar de exercer plenamente suas prerrogativas e deveres, tornando o exercício da liderança meramente simbólico e em desacordo com as normas regimentais. Quais atividades são incompatíveis com o exercício remoto da liderança? Atividades como a orientação das bancadas durante as votações, o uso do tempo de líder para debates sobre assuntos relevantes e a apresentação de requerimentos são incompatíveis com o exercício remoto da liderança. Quem era a líder da minoria antes de Eduardo Bolsonaro e qual será seu novo papel? A deputada federal Caroline de Toni era a líder da minoria e agora atuará como vice-líder na ausência de Eduardo Bolsonaro. Qual foi o motivo da licença solicitada por Eduardo Bolsonaro? Eduardo pediu licença por 120 dias, alegando que iria buscar sanções contra violadores de direitos humanos. Essa licença terminou em julho. Qual foi o contexto político em torno da viagem de Eduardo aos EUA? O pedido de licença foi feito uma semana antes de o STF tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro réu por tentativa de golpe de Estado, e na semana passada, o ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. Quais ações Eduardo Bolsonaro tomou durante sua estadia nos EUA? A estadia de Eduardo nos EUA resultou na aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF Alexandre de Moraes e sua esposa, além de ser um dos responsáveis pela aplicação de uma tarifa de 50% a produtos brasileiros exportados aos EUA.   Fonte: R7 Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

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