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Categoria: Política

Sem Motta, Alcolumbre e repleta de apoiadores: veja detalhes da cerimônia para isenção do IR

Evento no Planalto contou com baixa representação do Congresso, que tem presidências ‘rompidas’ com o governo A ausência dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcaram a cerimônia para sancionar o projeto de isenção do IR (Imposto de Renda) a quem recebe até R$ 5.000, nesta quarta-feira (26). Os dois presidentes foram convidados, mas optaram por não participar. Nos bastidores, a ausência é atribuída a uma má fase na relação entre o Planalto e o Congresso. A maioria dos parlamentares presentes no evento fazem parte da base governista. Além de apoiadores e representantes de movimentos sociais. Representantes do governo utilizaram o evento para fazer acenos aos dois representantes. Durante discurso, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann amenizou as faltas. “A ausência dos presidentes [Motta e Alcolumbre] em nada ofusca a importante condução e apoio que tiveram a essa matéria”, disse. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também os citou durante o discurso. “Queria cumprimentar o presidente Motta e Alcolumbre, agradecer muito em nome dos dois”, afirmou. Haddad ainda destacou que a aprovação foi possível pela condução dos dois presidentes. “Nós não teríamos chegado aqui sem que essa agenda fosse enfrentada. E não é fácil enfrentar essa minoria [com mais recursos]”, pontuou Haddad. Má relação entre Planalto e Congresso Nomes ligados a Motta e Alcolumbre confirmam desgaste na relação entre os parlamentares e nomes ligados ao governo Lula. Ambos romperam relações com líderes partidários aliados ao Planalto. Alcolumbre está sem falar com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), depois de Lula escolher Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal). O petista indicou o advogado-geral da União para ocupar a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso e confirmou o nome sem avisar o presidente do Senado antecipadamente, ignorando o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que tinha o apoio de Alcolumbre.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/TV Gov

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Moraes autoriza nova visita de Michelle a Bolsonaro; encontro será nesta quinta (27)

Encontro deve acontecer entre 9h e 11h, com duração de 30 minutos, e separado de Jair Renan O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a segunda visita da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na Superintendência da Polícia Federal desde sábado (22). De acordo com a decisão, o encontro deverá ocorrer nesta quinta-feira (27), entre 9h e 11h, com duração de 30 minutos. A visita deve ocorrer separadamente da do filho Jair Renan Bolsonaro, que já havia sido autorizado pelo ministro a ver o pai no mesmo dia. Um dia após a prisão do ex-presidente, Michelle visitou o marido na PF. Ela chegou às 15 horas no local. Ela não estava em casa quando Bolsonaro foi detido pela polícia. O ex-presidente estava acompanhado da filha, do irmão mais velho e de um assessor no momento da prisão. Filhos Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) visitaram Bolsonaro ontem, antes do ministro Alexandre de Moraes decretar o trânsito em julgado do processo da trama golpista. Os dois usaram as redes sociais para criticar a prisão do pai e reafirmar sua inocência, além de citar a saúde dele. À jornalistas, Carlos Bolsonaro disse que vê o caso como “perseguição política” e “tortura”. Na fala, o político comentou que acredita em uma possível absolvição do pai, principalmente, por influência de questões externas. O filho do ex-presidente comentou, ainda, sobre a tentativa de violação da tornozeleira usada por Jair Bolsonaro. “Vocês mesmos da imprensa falaram que visivelmente o presidente Bolsonaro estava sob efeito de algo que parecia não estar em uma situação normal. Se ele quisesse realmente fugir, ele iria na correia, não iria na caixa”, disse. O senador Flávio Bolsonaro também se pronunciou e disse que o pai merece “um tratamento digno“. ”Desde que um ex-militante do PSOL tentou matar ele, a saúde de Bolsonaro nunca mais foi a mesma“, escreveu, em referência a facada que o ex-presidente sofreu em 2018. Sem citar o ministro Alexandre de Moraes, Flávio voltou a comentar que caso algo acontecesse com seu pai, a culpa seria de apenas uma pessoa. Em live transmitida no último dia 22, o senador disse que caso Bolsonaro morresse, a culpa seria do magistrado.   Fonte: R7 Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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STF derruba revisão da vida toda, e aposentados podem ter redução no benefício

Cálculo permitia que fossem incluídas na aposentadoria contribuições feitas antes do Plano Real Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) derrubaram, na noite desta terça-feira (25), a chamada “revisão da vida toda” para aposentados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A revisão é uma ação proposta por aposentados para que, no cálculo do benefício, fossem consideradas contribuições feitas em outras moedas, antes da criação do Plano Real, em 1994. Com a decisão, segurados que tiveram o valor da aposentadoria aumentado após obterem a revisão não precisarão devolver o que já receberam. No entanto, o INSS poderá reduzir o valor do benefício a partir de agora. Segundo o governo, a adoção da revisão causaria um gasto adicional de R$ 480 bilhões. Essa estimativa considera não apenas os beneficiários que obtiveram decisões favoráveis, mas também a possibilidade de ampliação do cálculo para todos os segurados. Os beneficiados não deverão pagar custas processuais nem despesas com perícias judiciais até 5 de abril de 2024, data da publicação da ata que formalizou a derrubada da decisão anterior. Placar Contrários à revisão Alexandre de Moraes, relator da ação Cristiano Zanin Gilmar Mendes Luís Roberto Barroso Cármen Lúcia Kassio Nunes Marques Luiz Fux Dias Toffoli A favor da revisão André Mendonça Rosa Weber (que votou antes de se aposentar) Edson Fachin Entenda o histórico O Supremo havia se posicionado a favor da revisão da vida toda em dezembro de 2022. No entanto, em abril de 2024, ao julgar outra ação, a Corte afastou a aplicação da tese ao entender que a regra que considera apenas salários a partir de 1994 é obrigatória, não permitindo ao aposentado escolher o cálculo mais vantajoso. Como a decisão que anulou a “revisão da vida toda” foi tomada em outro processo, o STF analisava um recurso na ação original para adequar o entendimento ao novo posicionamento da Corte. Como ficam as decisões favoráveis a aposentados Em abril, o Supremo decidiu que aposentados que receberam valores maiores em razão de decisões favoráveis à “revisão da vida toda” até 5 de abril de 2024 não precisarão devolver os recursos ao INSS. Honorários advocatícios e custas judiciais referentes a ações até essa data também não poderão ser cobrados dos beneficiários. Até 2024, muitos aposentados obtiveram decisões favoráveis para revisar o benefício. O STF entendeu que eles não podem ser prejudicados, já que recorreram à Justiça com base em entendimento que vigorava à época. Segundo dados citados no julgamento, cerca de 140 mil ações sobre o tema ainda tramitam no Judiciário. O caso é considerado de grande impacto para a União, que estimou um efeito de até R$ 480 bilhões nas contas públicas caso a revisão fosse mantida.   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Veja detalhes das audiências de custódia de Bolsonaro e aliados presos por tentativa de golpe

A medida é uma etapa obrigatória no início da execução penal A Justiça realiza nesta quarta-feira (26) as audiências de custódia do ex-presidente Jair Bolsonaro e cinco aliados presos por tentativa de golpe (veja datas e horários abaixo). Cada condenado deve ser apresentado a um juiz para análise da legalidade da prisão, das condições de custódia e da necessidade de medidas cautelares. Participam também representantes do Ministério Público e da defesa. As audiências, realizadas no dia seguinte à decisão, são etapas obrigatórias no início da execução penal. Veja horários e locais das audiências de custódia: Almir Garnier Santos 13h — Estação Rádio da Marinha, Brasília Anderson Gustavo Torres 13h30 — 19º Batalhão de Polícia Militar da PMDF, Complexo da Papuda, Brasília Augusto Heleno Ribeiro Pereira 14h — Comando Militar do Planalto, Brasília Jair Messias Bolsonaro 14h30 — Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira 15h — Comando Militar do Planalto, Brasília Walter Souza Braga Netto 15h30 — 1ª Divisão do Exército, Vila Militar, Rio de Janeiro O que ocorre em uma audiência de custódia A apresentação imediata ao Judiciário permite examinar a legalidade da prisão, a necessidade de manter a custódia e eventuais relatos de maus-tratos ou irregularidades. Também permite avaliar alternativas ao encarceramento, quando cabíveis. O prazo para novos embargos terminou na segunda-feira (24). Bolsonaro, Anderson Torres e Alexandre Ramagem não apresentaram novas contestações. Outros quatro condenados, Almir Garnier, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto,enviaram recursos adicionais, ainda pendentes de análise. No núcleo 1, o único a não recorrer foi Mauro Cid, sentenciado a dois anos em regime aberto. Ele já cumpre a pena. Prisões Pela primeira vez na história do Brasil, um ex-presidente da República e oficiais-generais estão presos para cumprir penas que lhes foram impostas por tentativa de golpe de Estado. Agora, um novo processo será aberto na Justiça Militar para decidir se eles poderão manter as patentes conquistadas nas Forças Armadas. A condenação, a prisão e a possível expulsão de altos oficiais marcam um rompimento no histórico de investidas militares em governos e na política nacional desde a Proclamação da República em 1889. O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), encerrou nesta terça-feira (25), a ação penal que condenou o chamado núcleo crucial da trama golpista. Horas depois, a Primeira Turma do STF abriu uma sessão extraordinária remota para referendar o fim do processo. Com total discrição, todas as prisões foram realizadas poucas horas após a canetada de Moraes. A PF não foi ostensivamente às ruas recolher os condenados. Apesar de inconformados com a decisão, os advogados acordaram a apresentação deles aos locais designados para o início dos cumprimentos das penas. Uma vez presos, os militares condenados pela tentativa de golpe de Estado vão enfrentar outro processo. O ministro Alexandre de Moraes determinou que o STM (Superior Tribunal Militar) analise a perda das patentes. Caso o tribunal militar decida que eles não devem continuar como integrantes das Forças, os condenados também perdem as prerrogativas militares. O cenário poderá interferir até no local onde cumprem as penas. Onde cada condenado ficará O ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, permanecerá na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, onde estava preso desde sábado (22) por descumprimento de medidas cautelares de agosto — ele violou a tornozeleira eletrônica e ofereceu risco de fuga. Os ex-ministros Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, generais da reserva, cumprirão as penas nas dependências do Comando Militar do Planalto, em Brasília. Eles foram condenados a 21 e 19 anos de prisão, respectivamente. O almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, começou a cumprir pena de 24 anos na Estação Rádio da Marinha. A cerca de 25 quilômetros do centro de Brasília, a instalação é uma base militar voltada a atividades de comunicação. Já o ex-ministro Anderson Torres, delegado da Polícia Federal, foi enviado ao 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, localizado dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, para cumprir a pena de 24 anos de prisão. O espaço é conhecido como Papudinha. Ao todo, o núcleo crucial da trama golpista tem oito integrantes. Além de Bolsonaro e dos quatro presos nesta terça, fazem parte o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), que está foragido nos Estados Unidos. O STF determinou que a Câmara inicie a cassação do mandato dele, condenado a 16 anos. O general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e vice na chapa derrotada de Bolsonaro em 2022, já estava preso na 1ª Divisão do Exército, na Vila Militar, no Rio de Janeiro, e permanecerá no local. O último é o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid. Ele fez acordo de colaboração premiada e pegou condenação de dois anos em regime aberto. A declaração de encerramento do processo era prevista para esta terça, mas advogados dos condenados se disseram surpresos com o que entenderam como supressão do prazo para recursos finais. Nos cálculos deles, teriam até a próxima semana para apresentá-los. Pela jurisprudência atual, o STF entende que esse tipo de recurso só é possível no caso de divergência de dois dos cinco votos no julgamento realizado na Primeira Turma. No caso da trama golpista, só o ministro Luiz Fux votou pela absolvição, no julgamento realizado em setembro. As defesas, porém, entendem que o voto contrário de Fux dá a elas o direito a mais um recurso. ‘Decisão surpreendente’ A movimentação processual pegou as defesas de surpresa, segundo apurou a reportagem. Os advogados pretendiam apresentar os chamados embargos infringentes, e contavam que teriam até o dia 3 de dezembro para isso. O objetivo era elaborar o processo passar por um novo julgamento, no plenário do Supremo Tribunal Federal. Advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno avaliou o trânsito em julgado como decisão “surpreendente” e disse que os embargos infringentes não dependem de condicionantes. Cunha Bueno afirmou que entrará com o último recurso ao plenário do STF, apesar do desfecho do caso na Primeira Turma, a qual coube o julgamento da tentativa de golpe.   Fonte: R7 Foto: Ton Molina/STF

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Primeira Turma do STF confirma por unanimidade o fim do processo e autoriza início da pena de Bolsonaro

Os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin acompanharam integralmente o voto, consolidando a decisão por 4 a 0 A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, nesta terça-feira (25), referendar a decisão do ministro Alexandre de Moraes que declarou o trânsito em julgado da ação penal da trama golpista envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros seis condenados do chamado núcleo 1. Com o encerramento definitivo do processo, todos deverão iniciar imediatamente o cumprimento das penas. O julgamento ocorreu no plenário virtual. Moraes, relator do caso, abriu a votação defendendo o fim da tramitação, afirmando que os últimos recursos apresentados buscavam apenas atrasar a execução das condenações. Os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin acompanharam integralmente o voto, consolidando a decisão por 4 a 0. Ainda nesta tarde, Moraes também definiu os locais de custódia dos condenados. No caso de Jair Bolsonaro, o ministro determinou que ele permaneça na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, na mesma sala de Estado-Maior onde já cumpre prisão preventiva desde o sábado (22). O ex-presidente deverá iniciar o cumprimento da pena de 27 anos e três meses de reclusão em regime inicial fechado, além de 124 dias-multa, cada um equivalente a dois salários mínimos. Com a decisão unânime da Primeira Turma, não há mais possibilidade de recursos na esfera judicial, e o processo é considerado definitivamente encerrado. (Renan Isaltino) Fonte: Reuters e R7 Foto: R7

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Flávio Bolsonaro critica decisão de Moraes e diz que prisão do pai é “absurda”

A declaração foi feita nesta terça-feira (25), após o magistrado confirmar que a execução da condenação deve ocorrer em regime fechado  O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou como “absurda” a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o início do cumprimento da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A declaração foi feita nesta terça-feira (25), após o magistrado confirmar que a execução da condenação deve ocorrer em regime fechado.  “Foi um absurdo. Ele tinha que ser colocado em prisão domiciliar, no mínimo. É onde ele teria cuidados permanentes da família, onde ficaríamos menos preocupados com a saúde dele, com o refluxo, com a possibilidade de broncoaspirar”, afirmou o senador a jornalistas no Senado.  Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por crimes ligados à trama golpista, incluindo tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. A defesa deve insistir para que ele cumpra a pena em casa, citando idade avançada e fragilidade de saúde.  Flávio alegou que o tratamento dado ao ex-presidente é “desumano”. “Parece uma força-tarefa para matar psicologicamente e fisicamente o presidente Bolsonaro. Nunca vi nem um traficante ser tratado desse jeito”, declarou.  O ex-presidente está custodiado na sede da PF desde sábado (22), quando teve a prisão preventiva decretada após tentar violar a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. Mais cedo, Flávio visitou o pai e relatou que Bolsonaro estava “psicologicamente abalado” e “inconformado” com a situação. (Renan Isaltino) Fonte e Foto:R7

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URGENTE: Moraes mantém decisão que determina execução da pena de Bolsonaro; Primeira Turma do STF já analisa o caso

A Primeira Turma da Corte abriu, às 18h, uma sessão virtual para decidir se o colegiado referenda ou não o entendimento do relator  O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (25) pela manutenção de sua decisão que ordenou o início da execução das penas impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a outros seis condenados pela trama golpista. A Primeira Turma da Corte abriu, às 18h, uma sessão virtual para decidir se o colegiado referenda ou não o entendimento do relator.  No voto apresentado, Moraes afirmou que a defesa de Bolsonaro perdeu o prazo para apresentar os chamados “segundos embargos”, cujo limite se encerrou na segunda-feira (24). Ele ainda destacou que o ex-presidente não tem direito aos embargos infringentes, já que, no julgamento realizado em setembro, não obteve ao menos dois votos pela absolvição — requisito obrigatório para esse tipo de recurso. O placar na ocasião foi de 4 a 1 pela condenação.  “Afasto, portanto, o cabimento dos embargos infringentes, por não existir dois votos absolutórios próprios, e recebo o recurso do réu como embargos de declaração, nos termos requeridos subsidiariamente pela defesa”, escreveu Moraes.  Com o voto do relator, o processo segue agora para os demais integrantes da Primeira Turma. Os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia ainda vão se manifestar. Apenas quatro ministros participarão desta votação.  A movimentação ocorre após mudanças internas no STF: no mês passado, Luiz Fux deixou a Primeira Turma logo após votar pela absolvição de Bolsonaro e passou a integrar a Segunda Turma da Corte. (Renan Isaltino) Fonte: Agência Brasil Foto: R7

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STF determina início da pena de Jair Bolsonaro após fim de recursos; ex-presidente deve ser levado à PF

A defesa tinha até segunda-feira (24) para protocolar embargos de declaração, mas escolheu não fazê-lo  O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ordenou nesta terça-feira (25) o início do cumprimento da pena imposta ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após a defesa optar por não apresentar um novo recurso dentro do prazo legal. Com isso, a ação transitou em julgado e entrou na etapa de execução penal. Bolsonaro deverá iniciar o cumprimento da pena na Superintendência da Polícia Federal.  A defesa tinha até segunda-feira (24) para protocolar embargos de declaração, mas escolheu não fazê-lo. Diante da ausência de novos pedidos, Moraes solicitou que o processo fosse considerado definitivamente encerrado, abrindo caminho para que a punição comece a ser executada.  Condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão, em regime fechado, Bolsonaro ainda tentará cumprir a sentença em prisão domiciliar, sob a justificativa de idade avançada e problemas de saúde.  A investigação conduzida pela corte apontou que o ex-presidente comandou uma estrutura organizada com o objetivo de subverter o Estado Democrático de Direito. Segundo a acusação, Bolsonaro incentivou ações contra o sistema eleitoral, fomentou discursos de intervenção militar e utilizou órgãos públicos — como a Abin e a Polícia Rodoviária Federal — para influenciar o processo eleitoral e disseminar versões falsas sobre as urnas eletrônicas.  As apurações também identificaram supostos financiamentos a acampamentos golpistas e tentativas de convencer líderes militares a aderirem a um movimento para mantê-lo no poder, além da elaboração de documentos que previam ações violentas, como a chamada “minuta golpista” e o plano “Punhal Verde-Amarelo”.  Ele foi condenado por cinco crimes: organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de bem tombado.  Bolsonaro estava em prisão domiciliar desde agosto, monitorado por tornozeleira eletrônica após descumprir medidas cautelares anteriormente impostas. No sábado (22), porém, ao tentar abrir o equipamento com um ferro de solda, voltou a violar determinações judiciais. A atitude levou Moraes a decretar sua prisão preventiva, agora convertida no cumprimento efetivo da pena. (Renan Isaltino) Foto: R7

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Bolsonaro e Ramagem não recorrem dentro do prazo e se aproximam do início da pena

Quatro militares do chamado núcleo crucial quatro protocolaram novos recursos Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do deputado federal Alexandre Ramagem, considerado fugitivo pela Justiça após fugir para os EUA (Estados Unidos da América), não protocolaram nenhum documento. Com isso, a ação se aproxima do trânsito e julgado e, com isso, do cumprimento da pena. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por ter liderado uma tentativa de golpe de Estado. O ex-chefe do Executivo já está preso na sede da PF, em Brasília, por tentar violar a tornozeleira eletrônica. Segundo Guilherme Barcelos, doutor em direito constitucional e sócio do Barcelos Alarcon Advogados, o tempo de detenção pode se estender. “Uma vez decretada a prisão preventiva, decisão que foi referendada agora pela primeira turma, a prisão cautelar permanecerá enquanto durarem as razões da sua decretação, devendo ser reavaliada a situação no prazo de 90 dias, conforme disposto no Código de Processo Penal”. Enquanto Ramagem foi condenado a 16 anos e 1 mês de reclusão por participação na trama golpista, e estava proibido de sair do país. Já a defesa de Anderson Torres afirma que apresentará outro recurso, desta vez um embargo infringente, dentro do prazo de 15 dias, ou seja, no início de dezembro, que, segundo eles, seria permitido. Além disso, os advogados entraram com um pedido para que, caso a pena comece a ser cumprida antecipadamente, o ex-ministro de Bolsonaro fique na Superintendência da Polícia Federal ou no Batalhão de Aviação Operacional. Segundo a defesa, a medida seria necessária porque Torres é delegado da PF. Os representantes de Torres afirmam que ele já ocupou o cargos ligados à segurança pública, o que “o insere em um quadro concreto de risco no sistema prisional comum, inclusive pela atuação direta no enfrentamento à criminalidade organizada”. Outras defesas A maioria dos recursos é composta por embargos de declaração, utilizados para esclarecer contradições, omissões ou corrigir erros materiais nas decisões. Em regra, esse tipo de recurso não altera o mérito, ou seja, a essência do julgamento. Já duas defesas apresentaram embargos infringentes, que podem reverter a condenação com base em votos pela absolvição que tenham ficado vencidos no julgamento. No entanto, segundo a jurisprudência do Supremo, para que esse recurso seja aceito é necessário haver ao menos dois votos pela absolvição, o que não ocorreu. Apenas o ministro Luiz Fux votou pela inocência do ex-presidente. Paulo Sérgio A defesa do ex-ministro da Defesa voltou a pedir a absolvição do cliente e questionou o cálculo da pena, alegando que a conta final do STF estaria incorreta. Segundo os advogados, o próprio relator, ministro Alexandre de Moraes, havia apontado pena de 16 anos e 4 meses, mas a decisão final registrou 19 anos. Assim, a defesa questiona os ministros sobre os 2 anos e 6 meses a mais ou, alternativamente, pede que a pena seja corrigida para o valor indicado pelo relator. Esses mesmos argumentos já haviam sido apresentados no mês passado e foram rejeitados pelo colegiado. Augusto Heleno A defesa do ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) argumenta que o ministro Alexandre de Moraes causou “evidente prejuízo à defesa” ao assumir um “protagonismo” na condução dos interrogatórios. “Configurando quebra da imparcialidade necessária ao julgamento da presente demanda”, registra o texto. A defesa apresenta dados comparativos, alegando que o relator fez cerca de 330 perguntas aos réus, enquanto o procurador-geral da República teria feito apenas 61. No interrogatório do próprio general Heleno, que exerceu o direito ao silêncio parcial, o relator ainda fez constar em ata “ao menos 15 perguntas que lhe seriam dirigidas”. A defesa também afirma que o colegiado não apontou nenhuma ação concreta praticada por Heleno. Os advogados pedem que esses pontos sejam esclarecidos e que, com efeitos infringentes (mudança no resultado), Heleno seja absolvido. Braga Netto O general Walter Braga Netto protocolou embargos de declaração e infringentes nesta segunda. Ele foi condenado a 26 anos de prisão por quatro ministros da Primeira Turma. Apenas Luiz Fux votou para absolvê-lo. Os advogados do general apontam erro material na somatória das penas e pedem a anulação do processo. Eles questionam a competência não só da Primeira Turma do STF, mas da Corte na totalidade, para julgar a ação. E pedem para o caso ir à primeira instância. A defesa requer também que, caso a nulidade do processo não seja aceita, o réu seja julgado pelo plenário do Supremo. Outro argumento é de que houve um cerceamento da defesa decorrente do que os defensores classificam como “document dump”, quando a quantidade de documentos anexados é tão extensa que fica difícil uma análise minuciosa da peça. “A restrição de acesso às provas tempestivamente impediu a análise crítica do acervo probatório que embasou a acusação e a adoção de todas as estratégias defensivas possíveis, implicando em violação ao princípio de paridade de armas”, afirma o documento. Almir Garnier Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, protocolou embargos infringentes com o objetivo de anular a condenação. Os advogados declararam a incompetência do STF para julgar o caso e pediram que ele fosse remetido a um juiz de primeira instância. Também usaram como argumento o voto dissidente do ministro Luiz Fux, que absolveu Garnier de todas as acusações. Ele foi condenado a 24 anos de prisão.   Fonte: R7 Foto: Tânia Rêgo/Arquivo Agência Brasil

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Por unanimidade, Primeira Turma do STF decide manter Jair Bolsonaro preso

Segundo Bolsonaro, na audiência de custódia, ele estava com uma ‘alucinação’ de que tinha alguma escuta na tornozeleira A 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, por unanimidade, manter o ex-presidente Jair Bolsonaro preso. A decisão confirma a medida, expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, que avaliou que o ex-chefe do Executivo apresentava “alto risco de fuga”, após avisos de que a tornozeleira eletrônica foi violada. O julgamento ocorreu em sessão extraordinária do plenário virtual, na qual os ministros apenas inserem os votos no sistema. Acompanharam o relator os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Entenda Jair Bolsonaro foi preso em agosto por descumprimento das medidas cautelares impostas por Alexandre de Moraes. Ele teve que cumprir prisão domiciliar. No despacho de sábado (22), o ministro informou que o Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal verificou a violação da tornozeleira eletrônica às 00h08 deste sábado, o que configuraria uma tentativa de fuga “facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”. O senador Flávio Bolsonaro convocou na noite de sexta-feira (21) uma vigília na porta do condomínio de Jair Bolsonaro. Chamada de “Vigília pela saúde e liberdade do Brasil”, segundo Alexandre de Moraes, seria para gerar movimentação de pessoas no local e criar um ambiente de fuga. Audiência de Custódia Durante a audiência de custódia, realizada nesse domingo (23), Bolsonaro não apontou “qualquer abuso ou irregularidade por parte das autoridades policiais” responsáveis pelo cumprimento do mandado de prisão.” Apesar de ter admitido que mexeu na tornozeleira, o ex-presidente pontuou que “não tinha qualquer intenção de fuga e que não houve rompimento da cinta [da tornozeleira].” Segundo Bolsonaro, ele estava com uma “alucinação” de que tinha alguma escuta na tornozeleira, e por isso tentava abrir a tampa “com um ferro de soldar.” Ele também afirmou que começou a mexer com a tornozeleira tarde da noite e “parou por volta de meia-noite.” A prisão O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso na manhã desse sábado (22) em Brasília. A decisão ainda não marca o início do cumprimento da pena de reclusão. Segundo uma fonte da PF, a prisão de Bolsonaro é preventiva e não tem relação direta com a condenação a 27 anos e 3 meses de prisão que o STF impôs em setembro a ele de prisão em regime fechado por liderar uma organização criminosa em uma tentativa de golpe de Estado para se perpetuar no governo. Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, onde ficará em uma sala de Estado, espaço reservado para autoridades como presidentes da República e outras altas figuras públicas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Michel Temer também ficaram detidos em salas da PF. Tornozeleira Um vídeo divulgado pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seape) mostra o estado da tornozeleira eletrônica de Jair Bolsonaro. Segundo relatório feito pela Polícia Federal, o dispositivo possuía sinais de avaria e marcas de queimadura: “havia marcas de queimadura em toda sua circunferência, no local do encaixe/fechamento do case”. Em resposta, o ex-presidente informou que recorreu a ferro de solda para tentar abrir o equipamento. Julgamento ocorreu em setembro No julgamento concluído no dia 11 de setembro deste ano, quatro dos cinco ministros da Primeira Turma consideraram Bolsonaro culpado dos crimes de organização criminosa, golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. O único a divergir da condenação de Bolsonaro foi o ministro Luiz Fux, que, no início de novembro, solicitou transferência para a Segunda Turma do STF. Desde então, as decisões do colegiado tem sido tomadas pelos ministros Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, devido ao pedido de aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. Bolsonaro cumpria prisão preventiva em casa desde o dia 4 de agosto deste ano por descumprir medidas cautelares impostas por Moraes. O ex-presidente participou por meio de ligação das manifestações bolsonaristas realizadas em São Paulo e no Rio de Janeiro, e a interação foi transmitida nas redes sociais, o que estava proibido. Caso Eduardo Antes disso, o ex-presidente passou 17 dias, entre 18 de julho e 4 de agosto, monitorado por tornozeleira eletrônica por determinação de Moraes. O ministrou avaliou que ele e o filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), tentavam coagir a Justiça no curso da ação penal do golpe por meio de sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos. Foram identificadas transferências financeiras de Bolsonaro para Eduardo nos Estados Unidos, onde o parlamentar vive desde o início do ano em busca de influenciar a gestão Donald Trump a pressionar o STF pelo arquivamento da ação contra seu pai. A atuação de pai e filho com ao governo americano se desdobrou em um inquérito conduzido pela PF para apurar obstrução de justiça e tentativa de interferência no processo em julgamento no STF. No último sábado (15) a Primeira turma decidiu, por unanimidade, tornar Eduardo réu pelo crime de coação. O tema da prisão acompanha Bolsonaro há anos. O ex-presidente já declarou em mais de uma oportunidade que não aceitaria ser preso. “Mais da metade do meu tempo, eu me viro contra processos. E até já falam que serei preso. Por Deus que tá no céu, eu nunca serei preso”, diz Bolsonaro num discurso para empresários em maio de 2022. Em agosto de 2021, o líder da direita foi ainda mais enfático ao dizer que teria somente três alternativas de futuro: ser preso, morrer ou vencer. “Pode ter certeza que a primeira alternativa não existe”, emendou ao discursar a apoiadores em Goiânia no auge da crise com o STF. Mais recentemente, Bolsonaro mudou de discurso e disse estar preparado para ser preso a qualquer momento pela Polícia Federal. “Durmo bem, mas já estou preparado para ouvir a campainha tocar às seis da manhã: ‘É a Polícia Federal!’”, afirmou o ex-presidente em entrevista à revista americana Bloomberg. A PF cumpriu a ordem de prisão por volta das 6h da manhã em sua residência no condomínio Solar de Brasília, no bairro Jardim Botânico da capital federal.   Fonte:

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