
Prisões de agressores de mulheres em SP crescem 31,2% e chegam a 18,5 mil em um ano em SP
Governo estadual afirma que alta no número de presos é resultado de fiscalização dura e resposta rápida a denúncias A atuação das polícias Civil e Militar de São Paulo resultou na prisão de 18,5 mil agressores por violência doméstica em 2025 no estado. A quantidade é 31,2% maior na comparação com o ano anterior, quando 14,1 mil autores foram detidos. O aumento é reflexo do endurecimento na fiscalização das decisões judiciais e da resposta mais rápida às denúncias. A ampliação dos canais de denúncias é considerada estratégica pelo Governo do Estado de São Paulo, já que os dados mostram que, em 2025, das 270 vítimas de feminicídio no estado, 72% não haviam feito boletim de ocorrência anterior e apenas 22% tinham solicitado medida protetiva. Para enfrentar esse cenário, o governo também afirmou que ampliou o monitoramento eletrônico de agressores. O Estado de São Paulo é pioneiro no uso da tecnologia para salvar vidas e no monitoramento eletrônico de agressores de mulheres. O sistema de tornozeleiras nesses casos foi instituído em setembro de 2023 e, desde então, já foi utilizado em 712 agressores, dos quais 189 permanecem ativos. Além disso, possibilitou a condução à delegacia de 211 autores, dos quais 120 permaneceram presos por descumprimentos de medidas protetivas. O aplicativo SP Mulher Segura conta com 45,7 mil usuárias e já registrou 9,6 mil acionamentos do botão do pânico, com envio imediato de policiais por georreferenciamento, fortalecendo o acesso rápido à rede de proteção. O sistema cruza dados de localização de vítimas e agressores monitorados, permitindo respostas mais rápidas. O estado também ampliou em 54% os espaços especializados de atendimento, com 142 Delegacias de Defesa da Mulher e 173 Salas DDM 24h. No âmbito da Polícia Militar, a Cabine Lilás possibilita que, ao ligar para o 190, a vítima seja atendida por uma policial feminina capacitada para prestar acolhimento e orientações imediatas. Essas policiais mulheres atendem denunciantes de violência – especialmente as que possuem medidas protetivas – e também monitoram agressores que utilizam tornozeleiras eletrônicas para não se aproximarem das ex-companheiras. Já a Sala Lilás, do Instituto Médico-Legal (IML), oferece um espaço reservado e humanizado para a realização de exames de corpo de delito. Em São Paulo, mulheres vítimas de violência também têm à disposição o programa estadual de Auxílio-Aluguel para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica, que já atendeu 5.247 mulheres entre março de 2025 e fevereiro de 2026. Os dados são da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS). O programa atende municípios de diferentes portes e regiões. Até este mês, 585 municípios aderiram ao benefício. SP Por Todas SP Por Todas é um movimento promovido pelo Governo do Estado de São Paulo para ampliar a visibilidade das políticas públicas para mulheres e fortalecer a rede de proteção, acolhimento e autonomia profissional e financeira. Entre as soluções estão o aplicativo SP Mulher Segura, que conecta a mulher diretamente à polícia em casos de risco, além da ampliação de serviços especializados em todo o estado. Fonte e foto: Governo de SP














