
Vigilância Sanitária encontra produtos irregulares e caminhão clandestino em empresa interditada em Limeira
Fiscalização identificou fabricação de produtos após interdição e apreendeu 1,5 tonelada de matéria-prima inflamável escondida em caminhão irregular A Divisão de Vigilância Sanitária de Limeira identificou nesta quinta-feira (14) novas irregularidades em uma empresa interditada cautelarmente desde o fim de 2025 por contaminação da água utilizada na fabricação de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumaria. Durante a fiscalização, agentes encontraram produtos fabricados após a interdição, além do desaparecimento de materiais que deveriam permanecer armazenados para descarte. Representantes do grupo empresarial foram levados à delegacia. A empresa havia sido interditada após laudo constatar a presença da bactéria Escherichia sp. na água utilizada na produção. Na época, a Vigilância Sanitária determinou a paralisação imediata das atividades, recall dos produtos distribuídos e descarte adequado de matérias-primas, embalagens e mercadorias. Segundo a Vigilância Sanitária, as determinações não foram cumpridas integralmente. Durante a nova vistoria, fiscais verificaram que produtos que deveriam permanecer armazenados para descarte não estavam mais no local. O responsável informou que os materiais teriam sido descartados, porém não apresentou comprovantes. Em outra empresa do mesmo grupo, localizada no mesmo condomínio industrial, foram encontrados produtos fabricados pela unidade interditada, entre eles álcool em gel, sabonete líquido, odorizadores de ambiente e body splash. Os rótulos apresentavam datas de fabricação posteriores à interdição, o que caracteriza descumprimento da medida sanitária. Na saída do local, os agentes abordaram um caminhão estacionado em frente ao condomínio industrial e localizaram cerca de 1,5 tonelada de matéria-prima inflamável escondida entre móveis de escritório. De acordo com a Vigilância Sanitária, o veículo operava clandestinamente, sem autorização para transporte de produtos químicos inflamáveis. Ainda conforme a fiscalização, a nota fiscal indicava como destino uma das empresas do grupo que não possui alvará e está com a autorização de funcionamento suspensa pela Anvisa desde 2019. Diante da situação, a Guarda Civil Municipal e o Pelotão Ambiental foram acionados. A coordenadora da Vigilância Sanitária, Carolina Máximo, informou que o caso é acompanhado desde 2021, período em que diversos autos de infração foram emitidos. Segundo ela, a Vigilância Sanitária Estadual já havia adotado medidas para cancelamento da autorização de funcionamento junto à Anvisa e suspensão do registro de diversos produtos. O Ministério Público e a Cetesb também foram comunicados sobre o desaparecimento do material interditado, devido ao risco de descarte irregular e possível contaminação ambiental. A Polícia Civil registrou boletim de ocorrência por descumprimento de atos fiscalizatórios. Denúncias sobre irregularidades sanitárias podem ser feitas pela plataforma e-Ouve 156. (Renan Isaltino) Fotos: Wagner Morente












