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Categoria: Economia

Ações da controladora do Google caem após divulgação de plano de alto investimento em IA

Empresa divulgou balanço que mostrou resultado positivo, mas abaixo do esperado   As ações da Alphabet, controladora do Google, despencaram 7,4%, nesta quarta-feira (5), e chegaram a US$ 191,10, um dia após a divulgação do balanço da companhia. Os resultados do primeiro trimestre de 2024 mostraram um lucro líquido de US$ 26,53 bilhões da empresa, um aumento de 28%. Apesar do resultado positivo, o valor ficou abaixo do que era esperado pelo mercado. O resultado é reflexo do desempenho do Google Cloud, que apesar de ter tido aumento de 30% nas receitas, ainda foi menor do que era projetado. Além dos resultados, a empresa anunciou a intenção de investir US$ 75 bilhões em despesas de capital, sendo a maior parte em Inteligência Artificial em 2025. “Estamos confiantes nas oportunidades que temos pela frente, e para acelerar o nosso progresso, esperamos investir aproximadamente 75 bilhões de dólares em despesas de capital em 2025″, disse o CEO do Google, Sundar Pichai, em comunicado. O valor representa um crescimento de 43% no investimento em relação aos US$ 32,3 bilhões investidos em 2023. E é bem superior aos US$ 57 bilhões que eram projetados por analistas, segundo a mídia especializada. O anúncio é feito em meio ao avanço da concorrência com o crescimento da chinesa DeepSeek, que tem ganhado o mercado com muito menos recursos e um modelo de código aberto. Segundo a empresa, o investimento feito de menos de US$ 6 milhões. Enquanto isso, nesta semana, o Google também anunciou novidades para o Gemini, seu modelo de inteligência artificial. A empresa liberou a versão 2.0 Flash para todos os usuários do aplicativo Gemini e lançou Gemini 2.0 Pro Experimental, voltado para tarefas mais complexas. Fonte: R7 Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Justiça concede liminar para reduzir R$ 28 milhões por ano no contrato de ônibus em Limeira

A Prefeitura de Limeira obteve, nesta quarta-feira (5), uma decisão liminar da Vara da Fazenda Pública que autoriza a redução dos repasses de subsídios à empresa responsável pelo transporte coletivo do município. Enquanto estiver em vigor, a determinação deve gerar uma economia média de R$ 2,4 milhões por mês, ou R$ 28 milhões por ano, aos cofres públicos. Na decisão, a Justiça acolheu os argumentos da atual administração, que contestava o reajuste de 18,3% concedido à empresa em 4 de maio de 2023. Segundo a ação, o aumento foi calculado com índices incorretos. Na análise do caso, o juiz Bertholdo Hettwer Lawall destacou que o reajuste aprovado pelo município considerou uma variação anual de 45,49% no preço do óleo diesel, enquanto o aumento real foi de 22%, questão que já havia sido apontada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP). Com a liminar, o reajuste aplicado passa de 18,3% para 12,84%. Além de permitir a redução do reajuste, o magistrado determinou o envio do caso ao TCE-SP, uma vez que os valores dos combustíveis utilizados na concorrência pública apresentaram discrepâncias em relação à realidade do mercado. “Salta aos olhos o fato de que a variação do preço dos combustíveis, já, ao que tudo indica, indevidamente calculada para fins do reajuste, também compôs a justificativa para o reequilíbrio econômico-financeiro”, afirmou o juiz.   Foto: Prefeitura de Limeira

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Faturamento do setor mineral cresceu 9,1% em 2024

O faturamento do setor mineral brasileiro em 2024 foi de R$ 270,8 bilhões. O montante representa uma alta de 9,1% na comparação com 2023. Os dados consolidados do último ano integram o balanço que foi apresentado nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que representa as maiores mineradoras que atuam no país. De acordo com o diretor-presidente do entidade, Raul Jungmann, o crescimento foi impulsionado pela valorização do dólar e também pelo faturamento com o minério de ferro, que registrou alta de 8,6% na comparação entre 2024 e 2023. O salto ocorreu mesmo em um cenário onde o preço da tonelada no mercado internacional caiu 9%. “Nós tivemos um aumento em termos de produção do minério ferro e, por conta disso, tivemos também um aumento em termos de faturamento”, disse Jungmann. É a principal commodity do setor. No último ano, o minério de ferro representou 59,4% de todo o faturamento e 68,7% de todas as exportações. Os dados do Ibram também destacam avanços no faturamento do cobre (25,2%) e do ouro (13,3%). Diferente do que ocorreu com o minério de ferro, a alta envolvendo esses dois minerais foi impulsionada por um crescimento dos preços no mercado internacional. Os dois principais estados mineradores do Brasil, Minas Gerais e Pará, responderam por 76% de todo o faturamento do setor. Os empreendimentos mineiros contribuíram com R$ 108,3 bilhões, enquanto os paraenses com R$ 97,6 bilhões. Na sequência, fechando a lista dos cinco estados com melhor desempenho, aparecem São Paulo (R$ 10,3 bilhões), Bahia (R$ 10,1 bilhões) e Goiás (R$ 9,6 bilhões). Segundo Jungmann, a aparição dos paulistas na terceira posição configura uma surpresa e foi impulsionada pelo faturamento com agregados da construção civil, que teve demanda crescente em 2024. Outros dados divulgados pelo Ibram indicam uma alta de 8,6% na arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), tributo conhecido como o royalty do minério. Saiu de R$ 6,9 bilhão em 2023, passou para R$ 7,4 bilhões em 2024. A estimativa de investimentos calculada pelo Ibram para o próximo quadriênio também subiu. A alta foi de 6%, saindo de R$ 64,5 bilhões referente ao período entre 2024-2029 para R$ 68,4 bilhões referente ao período entre 2025 e 2029. “Cresceu as estimativas de investimentos em termos de logística, cresceu em termos de projetos relacionados ao ferro e cresceu também em termos socioambientais”, afirma Jungmann. Balança comercial De acordo com o Ibram, a balança comercial do setor mineral fechou com superávit de R$ 34,95 bilhões. O valor representaria 47% da balança comercial do país. As exportações saltaram 0,9%, saindo de R$ 43,04 bilhões em 2023 para R$ 43,43 bilhões em 2024. De outro lado, as importações recuaram 23,1%. fechando o ano passado em R$ 8,48 bilhões. Em 2023, havia sido R$ 11,02 bilhões. Raul Jungmann considera que a alta do dólar e a escalada da guerra entre Ucrânia e Rússia em 2022 influenciaram os números das importações. “Em decorrência do conflito, houve muita antecipação de compras nos últimos anos, que efetivamente não se repetiram em 2024. Houve uma maior precaução, as empresas fizeram estoques, particularmente no que diz respeito ao potássio, fosfato, carvão, por exemplo, que são os principais itens de importação da mineração brasileira e também de outros setores que os utilizam como insumos”. O diretor-presidente do Ibram disse acreditar que a posse do presidente Donald Trump, nos Estados Unidos, terá pouco impacto para o setor no Brasil. Ele comentou sobre a postura assumida pelo governo do país norte-americano envolvendo a taxação das importações. “Hoje, 80% das nossas exportações são dirigidas para a Ásia e particularmente para a China. Então, isso já reduz de certa forma o impacto caso o governo dos Estados Unidos tome esta direção. Além disso, mesmo que venha um tarifaço, precisamos entender se alcançará o Brasil e se será geral ou se será seletivo, afetando apenas sobre alguns produtos”, disse. Minerais críticos Jungmann avaliou que mesmo os negócios envolvendo minerais críticos não devem ser afetados. Os minerais críticos ou minerais de transição são aqueles cuja disponibilidade atual é limitada e a exploração tem sido considerada cada vez mais necessária para assegurar a transição energética, já que são essenciais para a fabricação de peças e equipamentos associados à ideia de energia verde. Por exemplo, há demanda por cobre nas usinas eólicas, por silício para os painéis fotovoltaicos, por níquel e lítio para as baterias. Essa demanda já tem resultado em aumento de produção, bem como em conflitos nas frentes exploratórias, segundo indicou no ano passado um levantamento produzido por pesquisadores de diferentes universidades federais. “Nós estávamos fazendo parcerias e já conversando de forma avançada com os Estados Unidos, tendo em vista a questão climática. Agora, pelos primeiros sinais da administração Trump, estamos percebendo que muda a direção, mas o interesse em minerais críticos continua, porém com foco na defesa e na inovação tecnológica, onde eles também são essenciais”, disse Jungmann. Ele avaliou também que, independente dos Estados Unidos, a questão climática seguirá sendo uma pauta para os governos europeus. “Hoje não há nenhuma possibilidade de superarmos a emergência energética e passar para uma sociedade neutra sem os minerais. Sem eles, não tem baterias, não tem carros elétricos, não tem placas fotovoltaicas. O petróleo só fala para trás, porque ele é fóssil, enquanto que nós falamos para frente. Na transição, a mineração é absolutamente fundamental”, avalia. Imposto Seletivo Durante a apresentação do balanço de 2024, o Ibram voltou a criticar o Imposto Seletivo, que tem por princípio a seletividade, isto é, usa a tributação para desencorajar o consumo de bens selecionados. Os alvos geralmente são produtos que causam prejuízo à saúde e ao meio ambiente. Ele já é adotado por outras nações e ganhou o apelidado em inglês por Sin Tax (imposto do pecado, em tradução literal). No Brasil, o Imposto Seletivo é um dos novos tributos previstos na reforma tributária aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional e regulamentada em lei sancionada pelo presidente Lula no mês passado. Foi aprovada sua incidência sobre bens minerais, além

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China responde Trump e anuncia tarifas sobre combustíveis e veículos

Governo chinês apresentou uma reclamação à OMC para defender seus interesses A China respondeu nesta terça-feira (4) às tarifas impostas por Donald Trump às importações de produtos do país com medidas similares contra os combustíveis, veículos e máquinas agrícolas dos Estados Unidos, no início de uma nova guerra comercial entre as duas maiores economias do planeta. O país asiático também apresentou uma reclamação à Organização Mundial do Comércio (OMC) “para defender seus direitos e interesses legítimos” contra a imposição de tarifas sobre os produtos chineses nos Estados Unidos. A retaliação de Pequim foi anunciada minutos após a entrada em vigor das tarifas de 10% adicionais impostas pelo presidente Donald Trump às importações de produtos chineses. Trump também havia anunciado tarifas contra o Canadá e o México, neste caso de 25%, mas suspendeu a implementação das medidas por 30 dias em troca do aumento da vigilância e segurança em suas fronteiras para combater o tráfico de fentanil. O Ministério das Finanças da China anunciou em um comunicado a adoção de tarifas de 15% sobre o carvão e o gás natural liquefeito (GNL) dos Estados Unidos, e de 10% sobre o petróleo bruto, máquinas agrícolas e alguns modelos de veículos. A medida é uma resposta ao “aumento unilateral de tarifas” por parte dos Estados Unidos, afirma o comunicado. Segundo Pequim, a decisão de Trump “viola gravemente as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), não faz nada para resolver seus problemas e prejudica a cooperação econômica e comercial normal entre China e Estados Unidos”. O Ministério do Comércio apresentou uma queixa à OMC por considera que as medidas adotadas por Washington eram “de natureza mal-intencionada”. Além da resposta tarifária, as autoridades chinesas anunciaram uma investigação contra o grupo americano Alphabet (matriz do Google) por violação das leis antimonopólio e a inclusão do grupo de moda PVH (proprietário das marcas Tommy Hilfiger e Calvin Klein) e do grupo biotecnologia Illumina em uma lista de “entidades não confiáveis”. Pequim também anunciou novos controles sobre a exportação de metais e produtos químicos raros, como tungstênio, telúrio, bismuto ou molibdênio, utilizados em várias indústrias. Trégua com México e Canadá Trump justificou as novas tarifas contra os três principais aliados comerciais dos Estados Unidos como uma punição por não fazerem o suficiente para conter o fluxo ilegal de migrantes e de drogas ao território americano. O republicano, no entanto, anunciou acordos de última hora com a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, e o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, para aumentar a vigilância na fronteira e suspender por 30 dias a implementação das novas tarifas. O presidente americano disse que pretendia ligar para o homólogo chinês, Xi Jinping, nas próximas 24 horas para negociar um acordo similar. As autoridades americanas apontam a China como responsável pela entrada no país do fentanil, um opioide sintético 50 vezes mais potente que a heroína e responsável por quase 75 mil mortes anuais por overdose no país. Segundo o serviço de inteligência americano, a China envia componentes químicos para o México, onde os cartéis os transformam em fentanil e enviam o produto para os Estados Unidos. O magnata republicano afirma que o Partido Comunista que governa a China tem “subsidiado empresas químicas chinesas para que exportem fentanil”. Ao falar sobre o México, Trump acusou o governo de ter “uma aliança” e proporcionar “refúgios seguros” para os cartéis de drogas. Porém, as medidas contra o país vizinho foram momentaneamente suspensas após uma conversa “muito amigável” com sua homóloga mexicana. Sheinbaum anunciou que “o México reforçará a fronteira norte com 10.000 elementos da Guarda Nacional de forma imediata, para evitar o tráfico de drogas”, especialmente de fentanil. Washington se esforçará, segundo a presidente mexicana, para “evitar o tráfico de armas”, uma exigência antiga que levou o governo a processar os fabricantes de armas nos Estados Unidos. No caso do Canadá, Trudeau anunciou a mobilização de quase 10 mil agentes para a proteção da fronteira, a inclusão dos cartéis na lista de organizações terroristas e a nomeação de um ‘czar’ para liderar a luta contra o fentanil. Fonte: R7 Foto: Brandon Bell / AFP / CP

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Em ata, Copom mantém previsão de nova alta dos juros, e Selic pode chegar a 14,25% em março

Durante a última reunião, em janeiro, os diretores foram unânimes na decisão de aumentar Selic em 1 ponto percentual   O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central divulgou nesta terça-feira (4) a ata da reunião da semana passada, quando aumentou em 1 ponto percentual a taxa de juros. A decisão foi unânime e contou com o apoio de Gabriel Galípolo, novo presidente da autoridade monetária. “[O comitê] entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, afirma o documento. Ainda na ata, o Copom diz que pode promover uma nova alta de 1 ponto percentual na próxima reunião, marcada para março. “Diante da continuidade do cenário adverso para a convergência da inflação, o Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, um ajuste de mesma magnitude na próxima reunião”, detalha a ata. Caso isso aconteça, a Selic subiria para 14,25% ao ano. O Copom também reafirma o “firme compromisso” de convergência da inflação à meta. “[O compromisso] dependerá da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos”, alertou a autoridade monetária”, diz o comitê. Análise do cenário econômico Entre os pontos analisados pelo grupo, estão a atual conjuntura econômica e política nos Estados Unidos. No entendimento do Copom, o cenário gera mais dúvidas sobre uma possível desaceleração e desinflação no país norte-americano. Além disso, os principais bancos centrais permanecem, segundo o BC, determinados a promover a convergência das taxas de inflação para suas metas. “O Comitê avalia que o cenário externo segue exigindo cautela por parte de países emergentes.” No âmbito nacional, os indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho têm apresentado dinamismo. Inflação O Comitê chama a atenção para a inflação brasileira acima da meta e crescimento nas divulgações mais recentes. As expectativas de inflação para 2025 e 2026, apuradas pela pesquisa Focus, aumentaram de forma relevante e situam-se em 5,5% e 4,2%, respectivamente. “As expectativas de inflação elevaram-se de forma significativa em todos os prazos, indicando desancoragem adicional e tornando assim o cenário de inflação mais adverso. A desancoragem das expectativas de inflação é um fator de desconforto comum a todos os membros do Comitê e deve ser combatida”, ressalta o documento. Políticas fiscais O Copom também evidencia, novamente, a necessidade de políticas fiscal e monetária harmoniosas. “O comitê reforçou a visão de que o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia, com impactos deletérios sobre a potência da política monetária e, consequentemente, sobre o custo de desinflação em termos de atividade”, aponta. Preço dos alimentos Para o Comitê, o cenário de inflação a curto prazo segue “adverso”. Um dos principais pontos é a alta “significativa” dos alimentos, em função da estiagem observada ao longo do ano e da elevação dos preços das carnes, também afetada pelo ciclo do boi. “Esse aumento tende a se propagar para o médio prazo em virtude da presença de importantes mecanismos inerciais da economia brasileira”, explica. Além disso, segundo o Copom, a inflação acumulada em doze meses permanecerá acima do limite superior nos próximos seis meses consecutivos. “Desse modo, com a inflação de junho deste ano, configurar-se-ia o descumprimento da meta sob a nova sistemática do regime de metas”, destaca. Última reunião Em um comunicado liberado logo após o término da reunião, no dia 29 de janeiro, o comitê explica que a decisão está alinhada com a estratégia de reduzir a inflação para um nível próximo da meta estabelecida para o terceiro trimestre de 2026, que é de 4%. A inflação oficial do país fechou 2024 em 4,83%. “O cenário mais recente é marcado pela desancoragem adicional das expectativas de inflação, elevação das projeções de inflação, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho, o que exige uma política monetária mais contracionista”, ressalta o Copom. Fonte: R7 Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Prefeitura de Limeira identifica R$ 1 bilhão de impostos atrasados e monta força-tarefa para cobrança

A Prefeitura de Limeira, por meio das Secretarias de Fazenda e de Assuntos Jurídicos, criou uma força-tarefa para intensificar a cobrança de impostos municipais em atraso. A medida foi tomada após a atual gestão identificar uma dívida de pessoas físicas e jurídicas com o município acima do esperado. Enquanto enfrenta um cenário financeiro difícil, um levantamento da Secretaria da Fazenda aponta que a Prefeitura tem para receber o montante de R$ 1,05 bilhão em dívidas de IPTU e de ISS. “É uma questão de justiça fiscal. Não é correto que aqueles que cumprem com suas obrigações sejam prejudicados pela inadimplência de outros. A Prefeitura tem o dever legal e moral de cobrar esses valores”, afirmou o prefeito Murilo Félix. Atualmente, há cerca de 71 mil ações de dívida ativa tramitando na Justiça, e a orientação da administração é dar seguimento a esses processos. “Vamos utilizar todos os mecanismos jurídicos e administrativos disponíveis para recuperar esses recursos, que são fundamentais para a manutenção dos serviços públicos”, explicou Fábio Mariano, secretário de Assuntos Jurídicos. O secretário de Fazenda, Valmir Barreira, explicou que, dentro desse montante, há tanto pequenas dívidas quanto devedores de valores acima de R$ 500 mil. “Há empresas e pessoas que usufruem dos serviços municipais sem contribuir como deveriam, ou seja, usam o serviço que os outros pagam. Não é justo e precisamos corrigir essa distorção”, declarou Valmir. Mecanismos utilizados Com a força-tarefa, a Prefeitura utilizará todos os macanismos disponíveis para recuperar os tributos em atraso. Entre as medidas estão a inclusão dos devedores em serviços de proteção ao crédito, o protesto em cartório de forma mais ágil e a intensificação das ações judiciais de dívida ativa, com pedidos de penhoras e leilão de bens. Para evitar restrições de crédito e bloqueios patrimoniais, a Prefeitura orienta os contribuintes em débito a procurarem a Secretaria da Fazenda para verificar os valores atualizados e as opções de pagamento. De acordo com a legislação, o parcelamento pode ser feito em até 60 vezes.   Foto: Prefeitura de Limeira

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Boletos podem ser pagos por Pix a partir desta segunda-feira

A partir desta segunda-feira (3), os boletos poderão ser pagos não apenas por código de barras, mas por meio de outros instrumentos, como o Pix. Entra em vigor resolução aprovada pelo Banco Central (BC) em dezembro que moderniza o tradicional boleto bancário. Agora, os boletos poderão conter um código QR específico para o pagamento via Pix. Basta o usuário apontar o celular e concluir a transação. A grande vantagem é que a operação por Pix é compensada instantaneamente, sem necessidade de esperar vários dias, como ocorre com parte dos boletos bancários atuais. Outra novidade aprovada pela resolução de dezembro ainda depende de instrução normativa do BC para entrar em vigor. O boleto de cobrança dinâmico (ou boleto dinâmico) permite a transferência de titularidade de papéis quando a dívida é comercializada e troca de mãos. Segundo o BC, a ferramenta trará mais segurança nos pagamentos de dívidas em cobrança representadas por certos tipos de títulos, como a duplicata escritural prevista na Lei nº 13.775, de 20 de dezembro de 2018. A instrução normativa definirá os tipos de ativos financeiros que podem ser vinculados ao boleto dinâmico. Como esses títulos podem ser negociados, o BC considera fundamental garantir a segurança, tanto para o pagador quanto para o credor, de que os pagamentos serão destinados ao legitimo detentor de direitos. Para assegurar a destinação correta dos pagamentos automáticos, o boleto dinâmico será vinculado ao título, emitido digitalmente em sistemas autorizados pelo BC. De acordo com o Banco Central, a criação do boleto dinâmico representa enorme avanço para modernizar o sistema financeiro e dar mais segurança na negociação de importantes tipos de títulos essenciais ao fomento de empresas, especialmente as de pequeno e médio porte. “Em relação às duplicatas escriturais, a segurança se estende tanto ao sacado, devedor da dívida, que, se utilizando do mesmo boleto que lhe foi apresentado por meio físico ou eletrônico, conseguirá cumprir de forma automática a sua obrigação de realizar o pagamento ao legítimo credor da duplicata, quanto ao financiador que adquiriu o título, que não precisará realizar trocas de instrumentos de pagamento para garantir o recebimento dos recursos adquiridos”, explicou o órgão em nota em dezembro. Como os sistemas de escrituração ou de registro que darão suporte digital a esses títulos ou ativos ainda estão em implementação, o boleto dinâmico deverá ser adotado em até seis meses após a aprovação de ao menos um desses sistemas. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

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Dólar cai pela 10ª vez seguida e fecha em R$ 5,83

  Na contramão do mercado internacional, o mercado financeiro teve um dia de alívio nesta sexta-feira (31). O dólar caiu pela 10ª vez seguida e fechou no menor valor em mais de dois meses. A bolsa de valores recuou após a forte alta de quinta-feira (30), mas teve a primeira alta mensal desde agosto. O dólar comercial encerrou esta sexta vendido a R$ 5,837, com queda de R$ 0,015 (-0,25%). A cotação iniciou o dia em alta, chegando a R$ 5,87 na primeira hora de negociação, mas passou a cair após a abertura do mercado norte-americano. Na mínima do dia, por volta das 11h, a moeda norte-americana atingiu R$ 5,81. A divisa está no menor nível desde 26 de novembro do ano passado. Com queda de 1,37% na semana, o dólar fechou janeiro com uma queda de 5,54%. Esse foi o maior recuo mensal desde junho de 2023, quando caiu 5,60%. O mercado de ações teve um dia de realização de lucros. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 126.135 pontos, com queda de 0,61%. O indicador foi influenciado por ações de mineradoras e de bancos, com investidores vendendo papéis para embolsarem os ganhos da quinta-feira. Apesar do recuo nesta sexta, a bolsa de valores subiu 3,1% na semana e 4,95% em janeiro. O dólar caiu apesar da confirmação pelo novo presidente norte-americano, Donald Trump, de que imporá tarifas de 25% aos produtos do México e do Canadá e de 10% aos produtos da China a partir deste sábado (1º). Embora a moeda norte-americana tenha ensaiado uma subida durante a tarde, a cotação voltou a cair na hora final de negociação e terminou em baixa. * Com informações da Reuters

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Consumidor continuará sem cobrança extra na conta de luz em fevereiro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu manter em fevereiro a bandeira verde, a menos onerosa, para a cobrança pelo fornecimento de energia elétrica pelo Sistema Interligado Nacional (SIN). Será a terceira vez consecutiva em que a tarifa mensal não sofrerá nenhum acréscimo. A cor da bandeira decidida mês a mês reflete a variação dos custos de geração de energia aferida pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a melhor estratégia de geração de energia para atendimento da demanda. Nos meses chuvosos no Brasil, como novembro, dezembro e janeiro, os reservatórios das usinas hidrelétricas alcançam maior volume, o que dispensa geração de energia pelas termoelétricas, mais caras – além de poluentes por causa do uso de combustível fóssil. O sistema de bandeiras, criado em 2015, funciona como um sinal de trânsito e informa ao consumidor a necessidade de economia de luz em razão da variação do preço para a produção de energia elétrica. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Prefeitura de Cordeirópolis renegocia dívida de mais de R$ 2,4 milhões de energia

Pagamento estava atrasado desde abril de 2024 e poderia afetar hospital e unidades de saúde   A Prefeitura de Cordeirópolis renegociou a dívida de R$ 2.428.562,85 com a Neoenergia Elektro. Os pagamentos estavam atrasados desde abril de 2024. A Secretaria de Finanças e Orçamento fará o primeiro pagamento de R$ 450 mil nesta sexta-feira (31). O restante da dívida foi parcelado ao longo do ano – as parcelas serão de R$ 179.869,35, em 11 vezes. A falta de pagamento poderia ocasionar o corte de energia de importantes próprios públicos, como o hospital/UPA, unidades de saúde, escolas e outros departamentos essenciais. “Essa é mais uma das dívidas que nossa administração herdou da gestão passada por irresponsabilidade com os recursos públicos. Estamos sendo totalmente transparentes com nossa população para que ela veja as dificuldades que estamos enfrentando neste começo de mandato. Estou certa de que sairemos deste caos financeiro”, afirmou a prefeita Cristina Saad. INSS A Prefeitura também teve que pagar R$ 210 mil reais de juros por conta do atraso no pagamento do INSS do mês de novembro e décimo terceiro do funcionário público de 2024. O valor foi descontado do trabalhador, mas não foi pago ao INSS. “A cada dia que passa recebemos novas informações dos desmandos realizados nos últimos anos”, ressaltou a prefeita. Fotos: Divulgação/Prefeitura de Cordeirópolis

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