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Categoria: Economia

PIB paulista cresce 3,4% em 2024

Dados divulgados pela Fundação Seade mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado de São Paulo avançou 3,4% em 2024 na comparação com 2023. No período, apresentaram variação positiva serviços (3,3%) e indústria (2,7%). Em valores correntes, em 2024 o PIB paulista alcançou R$ 3,5 trilhões. No mesmo período do ano anterior, o valor foi de R$ 3,2 trilhões. Em dezembro de 2024, o PIB paulista cresceu 1,2% em relação a igual mês do ano anterior, com expansão da atividade agropecuária (4,4%) e de serviços (1,9%). “Os números do PIB paulista de 2024 resultam do nosso incansável esforço para criar um ambiente mais favorável aos negócios e atrair novos investimentos para o estado de São Paulo. O crescimento da economia paulista no período resulta das medidas implementadas pela nossa gestão para estimular investimentos privados e desburocratizar atividades empreendedoras, ações fundamentais para gerar emprego e renda no território paulista”, afirmou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.   SP na Direção Certa O Governo de São Paulo lançou, no primeiro semestre de 2024, o programa SP na Direção Certa, que reúne ações voltadas à modernização da máquina pública estadual. São medidas que visam dar maior eficiência ao gasto público, com redução de despesas e aumento da arrecadação, com concessões e privatizações, gerando maior capacidade de investimento ao Estado.   Foto: Governo de SP

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Alta dos juros: entenda como o aumento da Selic pode impactar o bolso dos brasileiros

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central anunciou nessa quarta-feira (19) o aumento de 1 ponto percentual na taxa Selic, que salta para 14,25% ao ano. Essa é a quinta alta consecutiva da taxa, que chegou ao maior patamar desde agosto de 2016. A justificativa do Copom para a elevação foram as incertezas econômicas e o risco inflacionário. A inflação está acima da meta e acumulou 5,06% nos últimos 12 meses. Com o aumento dos juros, a expectativa é da desmotivação do consumo, o que pode frear a alta dos preços. Para entender o que muda no bolso do consumidor, o R7 conversou com alguns especialistas. Segundo economistas, os impactos giram em torno do crédito, pois a Selic regula a média de juros aplicada nessas transações. Logo, quanto mais alta a taxa, mais restrito é o acesso ao crédito. Evolução da Selic – Luce Costa/Arte R7 Redução do poder de compra O economista Hugo Garbe explica que a intenção do Banco Central é justamente segurar os preços por meio do encarecimento do crédito, o que desmotiva a população a comprar. Então, quando a Selic sobe, os juros dos empréstimos, financiamentos e cartões de crédito também aumentam. Com isso, o consumidor acaba por reavaliar seus gastos e adiar compras maiores, como carros e imóveis, segundo o especialista. Além disso, Garbe ressalta que as empresas podem pisar no freio em investimentos e contratações a partir da desaceleração do consumo devido ao crédito caro. Isso traria consequências para o mercado de trabalho e pode gerar desemprego, o que também diminui o rendimento das famílias, principalmente se a inflação demora a baixar. “Se a inflação demorar a cair, o rendimento real das famílias pode continuar pressionado, tornando o cenário ainda mais difícil para quem já sente no dia a dia o peso do aumento de preços”, diz. Porém, para que a estratégia seja eficaz para conter a inflação, é preciso entender a origem dela, segundo Garbe. Ele explica que, se o aumento dos preços for impulsionado pelo consumo interno, a Selic deve frear a alta. Se for causado por fatores externos, como a alta do petróleo ou problemas na oferta de alimentos, os juros não podem ser suficientes sozinhos. Aumento de inadimplentes Garbe avalia que a situação pode se complicar para os brasileiros endividados. Ele afirma que as pessoas que precisam renegociar débitos podem encontrar condições menos favoráveis, pois os bancos ajustam as taxas para cima. “Dívidas com juros variáveis, como as do cartão de crédito e do cheque especial, podem se tornar ainda mais pesadas. Isso pode levar a um aumento da inadimplência e um crédito ainda mais restrito para os consumidores”, afirma. O economista Gean Duarte explica que muitos contratos de empréstimo e negociação estão atrelados à Selic, logo, acompanham a alta dos juros. Isso deve prejudicar a recuperação financeira de quem já está no vermelho, segundo ele. Serviços mais caros O economista da FGV (Fundação Getulio Vargas) Matheus Dias afirma que o setor de serviços deve encarecer, pois o financiamento de custos com estrutura, equipamentos e insumos fica mais alto, o que impacta no valor final para o consumidor. Dias explica que o setor é mais inflexível na redução de preços e tende a desacelerar bem menos que outros segmentos da economia, como o dos alimentos. Apesar disso, ele afirma que existe a possibilidade de um cenário contrário, em que o valor do serviço cai para acompanhar a baixa no consumo. “Você vai aumentar o preço de um serviço que está com a demanda reduzida. Se você não consegue equilibrar as vendas desse serviço, acaba tendo um descasamento entre oferta e demanda, e o preço tende a cair”, diz. Os impactos são imediatos? Garbe afirma que para quem tem financiamento em aberto ou precisa pegar crédito, o impacto é instantâneo, já que os bancos ajustam rapidamente as taxas. Entretanto, o efeito no controle da inflação deve ser mais lento. “Como a Selic influencia a economia reduzindo o consumo e o investimento, leva alguns meses até que os preços realmente comecem a desacelerar”, explica. Dias afirma que os impactos reais para a inflação devem chegar entre 6 e 9 meses, principalmente no preço dos alimentos, pois o aumento da taxa impacta primeiro as etapas de produção. “Pode ser que a taxa mais elevada faça com que a tomada de crédito por parte de investidores do agro dificulte o financiamento de maquinarias e insumos. Tudo isso pode afetar os preços dos alimentos, mas não é um efeito que acontece de imediato”, analisa. Para Garbe, essas medidas, que trazem o cenário de crédito mais caro e consumo enfraquecido, podem ter impactos sociais e políticos importantes. Além disso, se os juros altos persistirem, o crescimento econômico pode ser prejudicado, e a confiança dos investidores pode ser abalada caso o equilíbrio fiscal não seja mantido, explica o especialista. “No fim das contas, o aumento da Selic é uma tentativa de controlar a inflação, mas ele vem com um preço: desaceleração econômica, crédito mais caro e impacto direto na vida dos consumidores. Resta saber se o governo conseguirá equilibrar essa equação sem comprometer o crescimento do país”, avalia. Entidades criticam aumento da taxa de juros Logo após a divulgação da decisão do Copom, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) disse que a medida “não é necessária para controlar a inflação e prejudicará o ritmo de crescimento da economia”. De acordo com a entidade, “a perda de fôlego econômico já influencia as expectativas em torno da inflação”. A Apas (Associação Paulista de Supermercados) afirmou que a elevação da taxa de juros prejudica o país. “O Brasil já possui uma das maiores taxas reais de juros do mundo e, com a recente calibragem da Selic, torna ainda mais difícil fomentar o nível de investimento necessário para o país se manter competitivo internacionalmente neste cenário de neoprotecionismo. Além disso, os efeitos sobre os empregos e sobre o consumo das famílias são deletérios.” A Associação Comercial de São Paulo disse considerar que o cenário atual justifica a medida. “Apesar da redução da cotação

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Tira-dúvidas IR 2025: quais documentos preciso separar para a declaração?

Desde segunda-feira (17), contribuintes de todo o país já podem enviar a declaração do Imposto de Renda 2025. Neste ano, é obrigado a prestar contas com a Receita Federal quem recebeu mais de R$ 33.888 em 2024 — antes, esse valor era de R$ 30.639,90. A expectativa da Receita é receber 46,2 milhões de declarações até 30 de maio, prazo final para a entrega do documento. Com um período relativamente longo para o envio, especialistas recomendam revisar os dados com atenção para evitar cair na malha fina. Um dos primeiros passos é separar toda a documentação necessária antes de iniciar o preenchimento, facilitando o processo e reduzindo o risco de erros. Documentos que devem ser separados Informes de Rendimentos Bancos e instituições financeiras (incluindo corretoras de valores); Salários, pró-labore e distribuição de lucros; Pensão, aposentadoria e aluguéis recebidos; Programas fiscais (Nota Fiscal Paulista, Nota Fiscal Paulistana etc.); Juros sobre capital próprio; Previdência privada. Comprovantes de Recebimentos Doações e heranças; Livro Caixa e DARFs de Carnê-Leão; Resgate de FGTS; Seguro de vida e indenizações; Acordos com redução de dívidas. Informes de Pagamentos Assistência médica e odontológica; Seguro saúde (médico e odontológico); Reembolsos de seguro saúde e odontológico; Mensalidades escolares; Previdência privada. Comprovantes de Pagamentos e Deduções Previdência social; Doações efetuadas; Pagamentos a prestadores de serviços; Gastos com profissionais de saúde; Despesas de internação e cirurgias. Comprovantes de Bens e Direitos Notas fiscais e recibos de compra/venda/permutas; Documentos de construção, reforma e ampliação de bens; Contratos de empréstimos a terceiros; Demonstrativos de ações, criptoativos, ETFs e moedas estrangeiras em 31/12/2024. Dívidas e Ônus Documentos de aquisição de dívidas e ônus com saldos em 31/12/2023 e 31/12/2024 Apuração de Ganho de Capital com Renda Variável Operações comuns e day trade (mercado à vista, opções, derivativos etc.); Memória de cálculo do Imposto de Renda Variável; Operações com Fundos Imobiliários. Arte do Imposto de Renda 2025 – Arte/R7 Perguntas e respostas Quando a declaração pré-preenchida estará disponível? A declaração pré-preenchida, que agiliza a entrega da declaração por ter diferentes dados informados de forma automática, só vai estar totalmente disponível em 1º de abril. Por enquanto, apenas alguns dados parciais estarão preenchidos automaticamente, como informações relativas a pagamentos e rendimentos informados por meio da Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte. Além disso, estarão disponíveis na declaração pré-preenchida nesse primeiro momento: informações sobre atividades imobiliárias (DIMOB); declaração de Serviços Médicos e de Saúde (DMED); carnê-leão web; rendimentos isentos decorrentes de moléstia grave; códigos de juros; e restituições recebidas no ano-calendário. Segundo a Receita Federal, a demora para a disponibilização completa da declaração pré-preenchida foi por causa da recente greve dos auditores-fiscais do órgão. A isenção para quem ganha até R$ 5.000 já está valendo? O governo federal apresentou nesta semana uma proposta para isentar da tributação aqueles que ganham até R$ 5.000 por mês, mas a regra ainda não está em vigor. Segundo a Receita Federal, quem recebe a partir de R$ 2.259,21 por mês paga imposto. Veja a tabela do IR 2025: Até R$ 2.259,20 – Isento De R$ 2.259,21 até R$ 2.826,65 – 7,5% (R$ 169,44) De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 – 15% (R$ 381,44) De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 – 22,5% (R$ 662,77) Acima de R$ 4.664,68 – 27,5% (R$ 896) O que diz o projeto da isenção? O projeto que isenta pessoas que ganham até R$ 5.000 foi enviado ao Congresso Nacional nesta terça-feira (18). A expectativa do governo é que a nova faixa passe a valer no próximo ano. Lula e Haddad reuniram-se na manhã dessa segunda (17), no Palácio do Planalto, para discutir os últimos ajustes do texto. O Executivo tem afirmado que, para bancar o aumento da isenção, será criado um imposto progressivo de até 10% para aqueles que recebem mais de R$ 50 mil por mês. A ideia inicial é apresentar os temas em conjunto, para que um compense o outro na questão arrecadatória. Há, inclusive, um acordo entre os Poderes Legislativo e Executivo para os projetos serem apreciados na condição de neutralidade, ou seja, sem perda ou ganho de arrecadação. Mudanças no Imposto de Renda – Luce Costa/Arte R7 Fonte: R7 Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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Banco Central deve anunciar o quinto aumento seguido da taxa básica de juros nesta quarta (19)

O Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, deve anunciar após reunião no fim da tarde desta quarta-feira (20) o quinto aumento seguido desde setembro do ano passado da taxa básica de juros da economia brasileira. A elevação da Selic deverá atingir 1 ponto percentual, passando dos atuais 13,25% para 14,25% ao ano, como foi sinalizado no último encontro do comitê. Com isso, a taxa vai atingir o maior patamar registrado desde outubro de 2016. A expectativa agora do mercado é em relação ao comunicado, que pode indicar até quando irá o ciclo de alta. A reunião é a segunda com o comando do presidente do BC, Gabriel Galípolo, que tomou posse no começo do ano, e com os diretores indicados pelo governo Lula. O ciclo de alta da Selic começou em setembro do ano passado. Em novembro, a elevação foi de 0,50, passando para 11,25%, e chegou a 12,25% em dezembro. Em janeiro deste ano, houve outra alta de 1 ponto percentual, e a taxa chegou a 13,25% ao ano. O aumento da Selic é uma forma de controlar a inflação. Quando os juros aumentam, o crédito fica mais caro, desestimulando a produção e o consumo. No entanto, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. Taxa básica da economia brasileira – Arte/R7 “A decisão será condizente para a convergência da inflação para o redor da meta e a ancoragem das expectativas. Para reiterar esse firme compromisso, esperamos altas adicionais de 0,50 ponto percentual em maio e 0,25 ponto percentual em junho para fechar 2025 em 15% ao ano”, afirma Everton Gonçalves, diretor de economia, regulação e produtos da ABBC. Para Arnaldo Lima, economista e RI da Polo Capital, depois desse aumento, o Copom deverá fazer mais dois ajustes nas reuniões de maio e junho, finalizando o ciclo de aperto monetário em 15%. “O Comitê deve destacar que, apesar do aperto monetário já implementado, o mercado de trabalho continua aquecido, impulsionando o consumo e elevando a pressão sobre os preços, especialmente no setor de serviços. Além disso, o aumento dos preços de alimentos e combustíveis adicionam fatores de risco ao quadro inflacionário”, afirma Lima. Meta de inflação A meta do Banco Central é de inflação de 3% no ano, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Em fevereiro, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que mede a inflação oficial do país, foi de 1,31%, maior índice para o mês desde 2003, acumulando nos últimos 12 meses 5,06%. Na ata da sua última reunião, o Copom afirmou que o cenário para a inflação de curto prazo é adverso, com destaque para a alta dos preços de alimentos, influenciados pela estiagem e o ciclo do boi e com tendência de propagação. Taxa de câmbio No entanto, com a queda do dólar, que fechou a R$ 5,67 nesta terça-feira (19), na sexta sessão consecutiva de recuos, houve melhora no cenário para a inflação. “Projetamos a taxa Selic em 15,50% em junho, após altas de 1,00, 0,75 e 0,50 ponto percentual nas próximas três reuniões do Copom. Se a taxa de câmbio ficar relativamente estável nos próximos meses e a desaceleração econômica se intensificar, o Copom poderá aumentar sua taxa básica de juros pela última vez em maio (ao invés de junho)”, afirma relatório da equipe da XP. Entenda a Selic A taxa básica de juros é uma forma de piso para os demais juros cobrados no mercado. Ela serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, perto da meta estabelecida pelo governo. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam alternativas de investimento. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando os juros básicos são reduzidos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo. A Selic é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais. É a taxa Selic que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo em empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.   Fonte: R7 Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Fazenda mantém previsão de crescimento de 2,3% do PIB e inflação a 4,9% em 2025

A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda prevê um crescimento de 2,3% da economia brasileira, medida pelo PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas) neste ano e uma inflação de 4,9%, aponta o Boletim Macrofiscal, divulgado nesta quarta-feira (19). A previsão do crescimento do PIB do país se manteve estável em relação à última publicação. A previsão para o PIB mostra uma desaceleração em relação à alta de 3,4% registrada na economia brasileira no ano passado. “Após aceleração da atividade no primeiro trimestre na margem, o PIB tende a desacelerar, ficando próximo da estabilidade no segundo semestre. Por setor produtivo, projeta-se expansão de 6% para o setor agropecuário, de 2,2% para a indústria e de 1,9% para o setor de serviços [em 2025]. Para os anos seguintes, projeta-se crescimento próximo a 2,5%”, informou o Ministério da Fazenda. A equipe econômica prevê uma desaceleração da economia em um cenário de alta da taxa de juros, medida adotada para conter a inflação. Atualmente, a taxa Selic, definida pelo Banco Central, está em 13,25% ao ano. A expectativa do mercado financeiro é de que a Selic tenha alta de 1 ponto percentual, passando para 14,25% ao ano, o quinto aumento seguido desde setembro do ano passado. Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), a inflação oficial do país, a pasta alterou de 4,8% para 4,9% a estimativa de crescimento em 2025. Para o ano que vem, a estimativa passou de 3,4% para 3,5%. “As medidas para conter o avanço nos preços de alimentos podem contribuir para melhorar esse cenário, assim como a manutenção do câmbio em patamar mais próximo de R$/US$ 5,80″, disse o comunicado. De 2027 em diante, a Fazenda projeto o IPCA próximo ao centro da meta de 3%, podendo oscilar entre 1,5% e 4,5%.   Fonte e foto: R7

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Entenda como vai ser tributação de super-ricos para compensar nova faixa de isenção do IR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nessa terça-feira (18) uma proposta para ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda a quem ganha até R$ 5.000 por mês e conceder descontos a quem recebe até R$ 7.000 mensais, iniciativa que pode beneficiar 10 milhões de brasileiros. Para viabilizar a medida, o governo federal propõe uma tributação para super-ricos, com alíquotas de até 10% a quem ganha acima de R$ 600 mil anuais. A projeção do Palácio do Planalto é que essa tributação seja aplicada para 141,4 mil contribuintes, o que representa 0,13% do total de pessoas que precisam prestar contas com a Receita Federal e 0,06% da população total do país. A medida deve gerar uma receita de ao menos R$ 27 bilhões e compensar a renúncia fiscal com a ampliação da isenção. O projeto do Executivo considera toda a renda recebida no ano para definir o imposto a ser pago. Caso essa soma não ultrapasse R$ 600 mil, não haverá cobrança adicional. Segundo a proposta, a alíquota vai ser calculada sobre o valor que exceder os R$ 600 mil. Veja um exemplo: Caso uma pessoa tenha recebido R$ 950 mil no ano, a diferença para R$ 600 mil é de R$ 350 mil; Para saber a alíquota final a ser paga, é preciso dividir R$ 350 mil por R$ 60 mil (que é a quantia obtida da multiplicação do valor base de R$ 600 mil com a alíquota máxima de 10%); Nesse caso, a alíquota vai ser de 5,83%; 5,83% de R$ 950 mil são R$ 55.385, que é o imposto a pagar para pessoas com essa renda anual De acordo com a proposta, a alíquota máxima de 10% vai incidir sobre pessoas que ganham R$ 1,2 milhão ou mais por ano. O governo informou que, na hora de calcular o valor do imposto devido, alguns rendimentos são excluídos, como ganhos com poupança, títulos isentos (como dividendos de empresas), herança, aposentadoria e pensão de moléstia grave, venda de bens, outros rendimentos mobiliários isentos, além de indenizações. A nova regra também não afeta salários, honorários, aluguéis ou outras rendas já tributadas na fonte. Segundo o Executivo, caso o contribuinte que receba mais de R$ 600 mil anuais já pague imposto sobre a renda, mas não atinja a alíquota mínima exigida para a faixa de renda dele, será necessário complementar a diferença. Se ele já tiver pago um percentual igual ou superior ao mínimo, não precisará pagar mais nada. “O imposto mínimo considera o que já foi pago. Se um contribuinte com R$ 1,2 milhão anuais pagou 8% de IR, terá que pagar apenas mais 2% para atingir os 10%. Se um contribuinte com R$ 2 milhões já pagou 12% de IR, não pagará nada a mais”, explicou o governo. Na avaliação do Executivo, a medida “reduz a carga tributária sobre quem ganha menos e corrige uma distorção do sistema atual”. “Atualmente, contribuintes de altas rendas pagam proporcionalmente menos imposto que a classe média devido às isenções sobre dividendos. A nova medida propõe uma alíquota mínima para essas rendas isentas, garantindo mais equidade tributária.” Projeto será votado no Congresso A proposta do governo foi encaminhada ao Congresso Nacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu que alterações podem ser feitas, pois segundo ele o parlamento “tem direito de fazer as mudanças que entender necessárias”. No entanto, ele pediu que eventuais alterações não piorem o texto. “Eu espero que, se for para mudar para melhor, ótimo. Para piorar, jamais”, disse ele na cerimônia de apresentação da proposta. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou que o Congresso vai “discutir a eficiência da máquina pública e pontos importantes que dizem respeito às isenções tributárias que temos neste país”. Ele afirmou que mudanças serão feitas. “O Congresso, na sua diversidade, fará alterações nesta matéria, não tenho dúvida, pela importância que ela tem. Alterações que visarão melhorar a proposta tanto na Câmara quanto no Senado. Procuraremos dar a prioridade que a matéria necessita para que, nos próximos meses, a gente possa elaborar a melhor proposta possível para o país.”   Fonte: R7 Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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Ministro da Fazenda anuncia Isenção do Imposto de Renda para renda de até R$ 5 Mil

Ministro diz que medida vai aumentar renda dos trabalhadores  Nesta terça-feira (18), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês poderá significar uma renda extra equivalente a um salário a mais por ano. O texto, que agora será analisado pelo Congresso Nacional, propõe zerar o imposto de renda para rendimentos de até R$ 5 mil e criar um desconto parcial para aqueles que recebem entre R$ 5 mil e R$ 7 mil, reduzindo o valor pago atualmente. Se aprovada, a medida entrará em vigor no próximo ano.  Para compensar a perda de arrecadação, estimada em R$ 27 bilhões por ano, o projeto prevê a tributação mínima das altas rendas, ampliando a receita com a cobrança de imposto sobre rendimentos isentos, como dividendos de empresas acima de R$ 600 mil.  O anúncio foi feito durante uma visita à fábrica da Toyota em Sorocaba (SP), onde Haddad também destacou os investimentos de R$ 11,5 bilhões da montadora no Brasil até 2030. Esses investimentos incluem a construção de uma nova linha de montagem para a produção de veículos híbridos-flex, que combinam eletrificação com biocombustível. A expansão da Toyota na região deve gerar cerca de 2 mil empregos diretos e outros 10 mil indiretos.  “Nós fizemos as contas. Um trabalhador que ganha na faixa de R$ 4 mil a R$ 5 mil, isso vai significar quase um 14º salário. Essa é a economia que a pessoa vai ter ao longo de 12 meses, uma economia de quase um salário mensal. Isso é muito importante para uma família”, afirmou o ministro durante o evento. Fonte: Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Páscoa: Mercadão de Campinas espera aumento de até 30% nas vendas de peixes

O Mercado Municipal de Campinas, conhecido como Mercadão, registrou aumento nas vendas já no início deste mês de março. O local é referência para compra de ceias ou almoços especiais. Os comerciantes esperam um aumento no volume de negócios entre 20% e 30% na Páscoa e no período da quaresma, que antecede a celebração. Segundo a administração do espaço, o período da quaresma, que teve início na Quarta-Feira de Cinzas e se estende até a Páscoa, traz boas expectativas para os comerciantes. Desde o início de março já houve aumento no movimento do mercadão, em especial na venda de peixes e frutos do mar. Segundo a Adriana Tavares, comerciante de peixes no Mercadão, esse ano é esperado um aumento no volume de vendas do produto entre 20% e 30%. “Os preços praticados em janeiro permanecem praticamente os mesmos, com poucas alterações. Em 2024 tivemos um bom movimento, pois os preços se mantiveram nos patamares de janeiro. Neste ano a expectativa é a mesma. Se os preços de compra de peixes e frutos do mar continuarem os mesmos na próxima semana, essa Páscoa deverá ser muito boa para nós”, afirma Adriana. Além do segmento de pescados, outros tipos de alimentos também devem apresentar um bom desempenho esse ano. Segundo os comerciantes, a venda de produtos como doces e chocolates, usados na produção de ovos de Páscoa, também aumentam no período.   Referência de compras “O Mercado Municipal é uma referência como centro de compras em Campinas. A tradição do campineiro de buscar os produtos frescos e de qualidade diferenciada no mercadão é muito forte”, afirma Enrique Lerena, presidente da Setec, autarquia responsável pela gestão do Mercadão. O edifício histórico do Mercadão e um dos cartões postais da cidade está em fase final de reforma e o prédio revitalizado deve ser entregue em maio para a população. A obra faz parte das ações de revitalização do Centro de Campinas. As vendas no local seguem normais mesmo com as obras. Os permissionários continuam a atender a população em tendas climatizadas instaladas no local.   Serviço: Mercado Municipal de Campinas (Mercadão) Endereço: avenida Benjamin Constant, s/nº Horário de Funcionamento Segunda a sexta-feira: das 7h às 18h Sábado: das 7h às 16h Domingo: das 7h às 12h Telefone: (19) 3232-3679   Foto: Prefeitura de Campinas

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Começa nesta terça (18) reunião do Copom para definir nova taxa básica de juros

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central começa nesta terça-feira (18) a reunião para definir a nova taxa básica de juros da economia brasileira. As expectativas do mercado financeiro apontam para uma elevação da Selic em 1 ponto percentual, passando dos atuais 13,25% para 14,25% ao ano. O encontro termina na quarta-feira (19). Caso se confirme, a taxa vai voltar ao patamar de agosto de 2016, na quinta alta consecutiva desde setembro de 2024. Esta é a segunda reunião do comitê sob o comando do presidente do BC, Gabriel Galípolo, que tomou posse no começo do ano. Ele foi indicado ao cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Selic é o principal instrumento para controlar o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. No entanto, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. Após a alta da inflação, o Banco Central tem intensificado o aumento dos juros para conter o consumo e os preços. Na semana passada, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que a inflação acelerou para 1,31% em fevereiro e alcançou o maior índice para o mês desde 2003, quando variou 1,57%. No ano, o IPCA acumula alta de 1,47% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 5,06%. Histórico Após ficar em 13,75% ao ano entre agosto de 2022 e junho de 2023, a Selic teve seis cortes de 0,5 ponto e um corte de 0,25 ponto, até chegar a 10,5% ao ano em maio de 2024. O índice se manteve assim até a reunião de setembro de 2024, quando o Copom aumentou a taxa em 0,25 ponto percentual, para 10,75% ao ano. Em novembro, a elevação foi de 0,5 ponto, passando para 11,25% ao ano. Em dezembro, o reajuste foi maior, de 1 ponto percentual, e a Selic chegou a 12,25% ao ano. Em janeiro, na primeira reunião sob o comando de Galípolo, houve outro aumento de 1 ponto percentual, e a taxa subiu para 13,25% ao ano. Entenda a Selic A taxa básica de juros é uma forma de piso para os demais juros cobrados no mercado. Ela serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, perto da meta estabelecida pelo governo. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam alternativas de investimento. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando os juros básicos são reduzidos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo. A Selic é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais. É a taxa Selic que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo em empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.   Fonte: R7 Foto: Raphael Ribeiro/BCB

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Lula envia ao Congresso projeto que amplia isenção do IR a quem ganha até R$ 5.000 hoje (18)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva envia nesta terça-feira (18) ao Congresso Nacional a proposta que amplia a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000 por mês. A iniciativa foi prometida pelo petista na campanha presidencial de 2022 e é uma das principais bandeiras deste mandato. A iniciativa foi oficialmente apresentada em novembro do ano passado, pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Atualmente, aqueles que ganham até R$ 2.824 são livres de pagar o IR. A expectativa do governo é que a nova faixa passe a valer no próximo ano. Lula e Haddad reuniram-se na manhã dessa segunda (17), no Palácio do Planalto, para discutir os últimos ajustes do texto. O Executivo tem afirmado que, para bancar o aumento da isenção, será criado um imposto progressivo de até 10% para aqueles que recebem mais de R$ 50 mil por mês. A ideia inicial é apresentar os temas em conjunto, para que um compense o outro na questão arrecadatória. Há, inclusive, um acordo entre os Poderes Legislativo e Executivo para os projetos serem apreciados na condição de neutralidade, ou seja, sem perda ou ganho de arrecadação. Segundo Haddad, a ampliação da faixa de isenção deve custar R$ 27 bilhões por ano. No ano passado, o governo federal tinha apresentado uma estimativa maior, de renúncia de R$ 32 bilhões anuais. De acordo com o ministro, a projeção foi revisada porque a conta anterior foi feita considerando o valor do salário mínimo de 2024. “Foi um recálculo, porque este ano haverá uma pequena correção depois do Orçamento. Este ano vai ter uma correção por conta do aumento do salário mínimo”, disse o ministro em entrevista à imprensa nessa segunda. Declaração do IRPF 2025 Começou nessa segunda-feira (17) o prazo para entrega das declarações do Imposto de Renda 2025. Para este ano, ficou definido que todo trabalhador que recebeu mais de R$ 33.888 em 2024 é obrigado a prestar contas com a Receita Federal — antes, esse valor era de R$ 30.639,90. A expectativa é que o órgão receba 46,2 milhões de declarações até 30 de maio, prazo final para entrega do documento. Na última quinta (13), o programa da declaração do imposto foi disponibilizado para ser baixado no site da Receita Federal, mas sem a opção pré-preenchida, que vai estar disponível apenas a partir de 1º de abril. Aqueles que entregarem o documento com antecedência poderão ter prioridade ao receber a restituição, caso tenham direito. O pagamento da restituição começa em 30 de maio. Arte do Imposto de Renda 2025 – Arte/R7   Fonte: R7 Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

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