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Categoria: Economia

Tarifaço de Trump: Alckmin sugere cota e diz que vai avançar nas negociações

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira (24) que sugeriu ao governo dos Estados Unidos a aplicação de “adensamento de cadeia”, ou seja, um agrupamento dos produtos exportados entre os países, inclusive com cotas específicas. Durante evento, afirmou que a orientação de Luiz Inácio Lula da Silva é “avançar nas negociações” e o objetivo é “ganha-ganha”. “A relação do Brasil com os Estados Unidos tem 200 anos, é uma relação secular. O Brasil não é problema para os Estados Unidos. Os Estados Unidos têm superávit na balança comercial com o Brasil, tanto no setor de serviços como no setor de bens. Nos 10 produtos que os EUA mais exportam para nós, 8 têm tarifa zero. A tarifa final média é 2,7%. Eu tive uma conversa com o secretário [de Comércio dos EUA, Howard] Lutnick e com o embaixador, expus as questões e coloquei que deveríamos aproveitar novas oportunidades para fazer um adensamento de cadeia para fazer uma complementaridade econômica”, disse Alckmin. “No caso do aço, os EUA aumentaram em 25% não só para o Brasil, mas para o mundo todo. No caso do aço, nós somos o terceiro comprador do carvão siderúrgico americano. Fazemos o semi-elaborado e vendemos para os EUA, que fazem o elaborado. É uma complementação de cadeia. Uma hipótese é a cota. Anteriormente o tributo era 18%, mas tinha cota. Enfim, são negociações que estão ocorrendo e nós defendemos o ganha-ganha”, completou. As declarações foram dadas por Alckmin durante evento em que participou de forma remota. De acordo com o presidente em exercício, o “empenho é avançar nas negociações”. As conversas entre o Brasil e os Estados Unidos foram iniciadas recentemente a fim de debater a aplicação de uma tarifa de 25% na importação de aço e alumínio. A estimativa é que o Brasil perca o equivalente a US$ 1,5 bilhão nas exportações. O governo brasileiro decidiu não retaliar de imediato os Estados Unidos após a implementação de uma tarifa de 25% sobre importações de aço e alumínio do Brasil — tarifação que entrou em vigor último dia 13. O Brasil, que é o segundo maior fornecedor de aço para o mercado americano, teve vendas de quase R$ 19 bilhões no ano passado com os produtos. A taxação de 25% sobre importações de aço e alumínio pode gerar dificuldades para o setor siderúrgico brasileiro, já que o Brasil “não tem outro parceiro para vender” os metais — países da Europa enfrentam recessão, e a China, que tem uma grande produção de aço, exporta apenas minério de ferro do país. As novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre aço e alumínio importados devem ter pouco impacto no PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, avalia o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Entretanto, a taxa de 25% sobre os metais pode impactar o setor no país, com queda de produção de 2,19%, contração de 11,27% das exportações e redução de 1,09% das importações.   Fonte: R7 Foto: Cadu Gomes/VPR

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Preço do etanol cai em 12 estados, sobe em 8 e no DF e fica estável em 6, diz ANP

Os preços médios do etanol hidratado caíram em 12 estados, subiram em 8 e no Distrito Federal e ficaram estáveis em 6 na semana de 16 a 22 de março. Os dados são da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Nos postos pesquisados pela agência em todo o país, o preço médio do etanol ficou estável na comparação com a semana anterior, a R$ 4,36 o litro. Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, a cotação média subiu 0,24% no período, para R$ 4,19 o litro. A maior alta percentual na semana, de 3,31%, foi registrada em Rondônia, onde o litro passou a custar R$ 5,30. A maior queda no período, em Mato Grosso, foi de 2,16%, para R$ 4,08 o litro. O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,25 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,36, foi observado em Santa Catarina. Já o menor preço médio estadual de R$ 4,08, foi registrado em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado no Amazonas, de R$ 5,48 o litro. Competitividade O etanol mostrou-se mais competitivo em relação à gasolina em quatro estados na semana de 16 a 22 de março. Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 68,66% ante a gasolina no período, portanto favorável em comparação com o derivado do petróleo. Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado. O etanol é mais competitivo em relação à gasolina nos seguintes estados: Mato Grosso (64,86%) Mato Grosso do Sul (66,56%) Paraná (68,83%) São Paulo (67,80%)   Fonte: R7 Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Dilma Rousseff é reeleita para comandar o Banco dos Brics por mais cinco anos

A ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff, foi reeleita para um novo mandato de cinco anos à frente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês), instituição financeira do grupo dos Brics. O anúncio foi feito neste domingo (23) durante a reunião anual do Fórum de Desenvolvimento da China, em Pequim. Segundo Dilma, a recondução ao cargo foi aprovada por unanimidade. O mandato anterior estava previsto para terminar em 6 de julho deste ano. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, foi um dos líderes mundiais que manifestaram apoio à permanência da ex-presidente brasileira no comando do banco. Em seu discurso no evento, Dilma destacou avanços em projetos de cooperação entre Brasil e China, incluindo a ferrovia transoceânica, que pretende reduzir os custos de exportação entre os dois países. A presidente do NDB também elogiou a política econômica da China e ressaltou a importância do desenvolvimento do “sul global”. Ela citou a empresa chinesa DeepSeek como um exemplo de competição bem-sucedida no mercado global. “Não é fácil tirar tantas pessoas da pobreza e, como sei que no meu próprio país, o Brasil, estamos tentando fazer o mesmo, sei que é um desafio enorme. Igualmente impressionante é a transformação da China, de uma fábrica do mundo para um centro de inovação, gradualmente se tornando uma liderança global em ciência, tecnologia e inovação”, afirmou Dilma. A liderança do NDB segue um sistema de rodízio entre os países fundadores do banco — Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Criado formalmente em 2015, o banco tem o objetivo de financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável nos países-membros. A reeleição de Dilma também foi comemorada no Brasil. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, parabenizou a ex-presidente em suas redes sociais: “Parabéns, presidenta Dilma Rousseff, pela recondução à presidência do Novo Banco de Desenvolvimento. Sob sua direção, o Banco dos Brics vem cumprindo importante papel no desenvolvimento de nossos países”, escreveu.   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Professores da rede estadual de SP aprovam greve a partir de 25 de abril pedindo reajuste salarial

Os professores da rede estadual de São Paulo decidiram nesta sexta-feira (21) aprovar greve em 25 de abril como forma de pressionar o Governo de São Paulo por reajuste salarial. No mesmo dia, uma assembleia vai decidir se a greve se estende por tempo indeterminado. Ao R7, a Secretaria de Educação disse que mantém diálogo permanente com a categoria (leia a nota completa mais abaixo). “Em assembleia realizada na sexta-feira, 21/03, em frente à SEDUC, professores aprovaram intensificação da mobilização, rumo à greve da categoria em 25/04, por tempo indeterminado”, anunciou o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo nas redes sociais. “Professores e professoras denunciam e lutam contra o assédio moral, autoritarismo, baixos salários, plataformização, desrespeito, contra escolas cívicos militares, privatização das unidades, entre outros”, acrescentou a instituição. A principal reivindicação da categoria é a aplicação imediata do reajuste de 6,27% do piso salarial nacional no salário-base, com repercussão em toda a carreira. Veja outras exigências dos professores: Reajuste imediato de 6,27% no salário base, referente à atualização do Piso Salarial Profissional Nacional, para todos os professores, ativos e aposentados, com impacto na carreira; Descongelamento do reajuste de 10,15%, garantido por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2017, mas ainda não concedido pelo governo estadual; Atribuição de aulas justa, presencial e transparente. Plano de reposição do poder de compra dos salários dos docentes; Climatização das salas de aula em toda a rede estadual, diante das sucessivas ondas de calor que afetam alunos e professores. Reabertura de classes fechadas (sobretudo no noturno), direito dos professores se alimentarem nas escolas, contratação direta pelo Estado dos professores e demais profissionais da educação especial, sem terceirização. O que diz a Secretaria de Educação A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) mantém diálogo permanente com a categoria. Após dez anos sem concursos no estado, a atual gestão realizou um certame para a contratação de professores do Ensino Fundamental e Médio, e aprovou 15 mil novos profissionais. Os primeiros selecionados já estão atuando em diferentes regiões do estado. Todos os docentes da rede estadual que ingressaram na nova carreira contam com salário inicial de R$ 5,3 mil para uma jornada de 40 horas semanais, valor superior ao piso nacional da categoria. Em relação à climatização, a atual gestão ampliou em quase 80 vezes o número de escolas climatizadas em todo o estado. Estão sendo investidos cerca de R$ 350 milhões no projeto, que é implementado em etapas, priorizando as unidades escolares localizadas nas regiões mais quentes do território paulista. Fonte: R7 Foto: Divulgação/@apeoespimprensa

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Emendas parlamentares terão R$ 50,4 bilhões em 2025, orçamento maior que o de 32 ministérios

Após três meses de atraso, o Congresso Nacional aprovou nesta semana o Orçamento de 2025. A proposta, que ainda precisa da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevê R$ 50,4 bilhões para emendas parlamentares, verba que supera os valores reservados para 32 dos 38 ministérios do governo federal. Os recursos destinados às emendas são superiores aos orçamentos de ministérios como os dos Transportes (R$ 29 bilhões), Cidades (R$ 18 bilhões) e Justiça (R$ 22 bilhões). Recursos destinados a emendas parlamentares para 2025 – Luce Costa/Arte R7 Os valores de emendas parlamentares cresceram 425% em uma década, consolidando o poder do Legislativo sobre a destinação de recursos públicos. Veja a evolução: 2015: R$ 9,6 bilhões 2016: R$ 9 bilhões 2017: R$ 15 bilhões 2018: R$ 11,7 bilhões 2019: R$ 13,5 bilhões 2020: R$ 35,9 bilhões 2021: R$ 33,7 bilhões 2022: R$ 35,6 bilhões 2023: R$ 36,3 bilhões 2024: R$ 47,8 bilhões 2025: R$ 50,4 bilhões Falta de transparência e questionamentos no STF Do total das emendas, 77% são impositivas, ou seja, o governo é obrigado a pagá-las. Já os recursos não obrigatórios fazem parte das negociações políticas e incluem as emendas de comissão, cuja destinação tem sido questionada no STF (Supremo Tribunal Federal). O ministro Flávio Dino deu prazo de dez dias para que a Câmara dos Deputados, o Senado e a AGU (Advocacia-Geral da União) se manifestem sobre novas regras recentemente aprovadas pelo Congresso, que permitem a omissão da identidade dos autores de emendas coletivas. O relatório final, elaborado pelo senador Angelo Coronel (PSD-BA), confirmou a destinação de R$ 11,5 bilhões para essas emendas, que são consideradas um instrumento de barganha política. Líder do governo no Congresso defende aprovação O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, afirmou que a aprovação do Orçamento destrava recursos que estavam bloqueados e permite que o Executivo tenha à disposição toda a peça orçamentária. “[Destrava] tudo o que estávamos com impedimento, os servidores que não estavam conseguindo ter o reajuste. O governo deixa de estar executando com 1/4 do Orçamento e passa a ter toda a peça orçamentária à sua disposição para execução”, declarou. Sobre possíveis vetos do presidente Lula, Randolfe afirmou que apenas ajustes técnicos poderão ser feitos, mas que a estrutura geral do Orçamento será mantida. “Só não será sancionada nesta semana porque deve passar pelo crivo técnico do governo, mas tão logo o presidente retorne da viagem ao Japão, o próprio presidente sancionará ou, no caso, o vice-presidente, no exercício [da Presidência]. Mas não demorará para a peça ser sancionada pelo governo”, afirmou.   Fonte: R7 Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

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Consignado CLT: Marinho recomenda cautela antes de tomar empréstimo

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou a abrangência do novo do Programa Crédito do Trabalhador na Carteira Digital de Trabalho, que entrou no ar nesta sexta-feira (21). O novo programa promete facilitar e baratear os juros do empréstimo consignado (com desconto no salário) a mais de 47 milhões de trabalhadores registrados com carteira assinada (CLT) do setor privado no país. “No início do governo, o presidente disse que é preciso democratizar o acesso ao crédito, chegar a todos os trabalhadores e trabalhadoras. Essa modalidade [agora] é para você, que é trabalhadora doméstica, assalariado com carteira assinada. Todos os trabalhadores que têm carteira assinada, o assalariado rural, mesmo que seja de pessoa física. E o assalariado do MEI”, afirmou o ministro em entrevista ao programa A Voz do Brasil, produzido pela EBC (Empresa Brasil de Comunicação). Apesar da facilidade de obter ofertas mais vantajosas de empréstimo pessoal, Marinho afirmou que os trabalhadores não precisam ter pressa e busquem o máximo possível de propostas, compare todas, e só feche negócio após análise criteriosa. “Tenha paciência, só tome [empréstimo] em caso de extrema necessidade, para trocar uma dívida cara para uma mais barata ou fazer um belo investimento que você esteja precisando”, ponderou. Até as 17h45, segundo dados repassados pelo próprio ministro, foram simulados pouco mais de 15 milhões de pedidos de empréstimos, por meio do aplicativo e do site Carteira de Trabalho Digital, que tem 68 milhões de trabalhadores cadastrados. Desse total, 1,5 milhão solicitou propostas aos bancos e cerca de 1,4 mil contratos já foram fechados. Entenda Criado por medida provisória no dia 12, o Programa Crédito do Trabalhador na Carteira Digital de Trabalho abrange empregados da iniciativa privada com carteira assinada, incluindo empregados domésticos, trabalhadores rurais e contratados por MEI (Microempreendedores individuais). A nova modalidade permite que o trabalhador autorize o compartilhamento de dados do eSocial, sistema eletrônico que unifica informações trabalhistas, para contratar crédito com desconto em folha. Com o novo programa, mais de 80 bancos e instituições financeiras poderão ter acesso ao perfil de trabalhadores com carteira assinada por meio do eSocial, sistema eletrônico obrigatório que unifica informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais de empregadores e empregados de todo o país. Segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), o volume de crédito consignado privado poderá triplicar, passando de R$ 39,7 bilhões em 2024 para mais de R$ 120 bilhões neste ano. Monitoramento Com a promessa de que os juros podem cair a menos da metade do que é praticado atualmente, em média, o novo consignado para CLTs não tem limite do teto de juros que os bancos podem cobrar, como ocorre no consignado de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional da Seguridade Social). Segundo Luiz Marinho, caso sejam constatados abusos nas cobranças, o governo poderá adotar medidas rígidas. “O que vai determinar [a taxa de juros] é o perfil do empregador e do trabalhador, tempo de contrato, tamanho da empresa. Vamos monitorar, se observarmos que tem abuso, é possível, no futuro, estabelecer um teto, se os bancos estiverem abusando”, observou.   Fonte: R7 Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

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Tributação de brasileiros no exterior vai ajudar governo a bancar mudanças no IR

O governo federal enviou nesta semana ao Congresso Nacional a proposta que prevê a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês. A medida deve gerar uma perda de arrecadação de R$ 25,84 bilhões em 2026, e uma das formas de compensar essa renúncia será com uma taxação de 10% sobre o dinheiro enviado para fora do país na forma de dividendos. Segundo o governo, essa tributação será cobrada de brasileiros que moram no exterior. Ainda não há um número de quantas pessoas podem ser taxadas. Segundo a estimativa do Executivo, essa medida deve gerar uma receita de R$ 8,9 bilhões. Além disso, a nova faixa de isenção do Imposto de Renda será compensada pela taxação dos super-ricos. O governo federal quer cobrar um imposto dos mais favorecidos e propôs alíquotas de até 10% a quem recebe mais de R$ 600 mil por ano. Devem ser afetados 141 mil contribuintes – cerca de 0,13% do total. A equipe econômica prevê uma arrecadação de R$ 25,22 bilhões. Os dados informados pelo governo apontam para uma arrecadação de recursos um pouco maior que a renúncia que a mudança no Imposto de Renda vai gerar. No entanto, o Executivo argumenta que há neutralidade na medida, sem ganhos nem perdas reais para a União. A ampliação da renda mensal isenta do IR vai beneficiar 10 milhões de pessoas, segundo o governo. Mudanças no Imposto de Renda – Luce Costa/Arte R7 Análise pelo Congresso Nacional O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve se reunir com os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, Davi Alcolumbre (União-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB), respectivamente, para negociar detalhes da proposta, como a escolha dos relatores da matéria mas ainda não há data para o encontro. Integrantes do Legislativo admitem que o texto deve receber mudanças. “Quando a gente manda um projeto para o Congresso Nacional, eu sempre digo que o Congresso passa a ser dono do projeto e, portanto, tem o direito de fazer as mudanças que achar necessárias. Nesse caso do projeto, eu espero que se for mudar para melhor, ótimo. Para piorar, jamais. Esse é o lema que temos que adotar”, disse Lula na última terça-feira (18) ao apresentar o projeto. “É um projeto neutro, não vai aumentar um centavo na carga tributária da União. Não vai aumentar um centavo. O que nós estamos fazendo é apenas uma reparação. Nós estamos falando de 141 mil brasileiros que vão contribuir para que 10 milhões de pessoas não paguem o imposto de renda”, completou o presidente na ocasião. O ponto que envolve a cobrança de IR dos super-ricos, por exemplo, deve enfrentar resistência. “Se tiver a compensação, não tem perda nenhuma para estados e municípios. Quando se faz o cálculo, é como se tivesse abrindo mão da receita, mas não estamos abrindo mão da receita, porque estamos cobrando dos super-ricos que não pagam [imposto]”, defendeu o ministro da Fazenda. Fonte: R7

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Orçamento 2025: Ministério da Previdência recebe maior fatia, com R$ 1 trilhão em recursos

O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (20) o Orçamento da União para 2025, destinando R$ 1,037 trilhão ao Ministério da Previdência Social. O montante é o maior entre todas as pastas e equivale a quase quatro vezes o valor reservado para o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, que terá R$ 288,4 bilhões para gerenciar programas como o Bolsa Família. A aprovação ocorreu após mais de três meses de atraso, e agora o projeto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O texto validado foi o mesmo que passou inicialmente pela CMO (Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização), mas o relatório final do Congresso ainda pode trazer ajustes pontuais na redação. O Ministério da Previdência, que administra o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), tradicionalmente recebe a maior fatia do Orçamento, pois é responsável pelo pagamento de aposentadorias, auxílios e outros benefícios previdenciários. Distribuição do Orçamento entre os ministérios O Orçamento da União para 2025 totaliza R$ 5,9 trilhões, com os seguintes destaques entre os ministérios que terão maior volume de recursos: Previdência Social – R$ 1,037 trilhão Desenvolvimento Social – R$ 288,4 bilhões Saúde – R$ 246,6 bilhões Educação – R$ 197,8 bilhões Defesa – R$ 133,3 bilhões Trabalho e Emprego – R$ 122,7 bilhões Já entre os ministérios que terão menor orçamento, os valores são significativamente reduzidos: Igualdade Racial – R$ 217,9 milhões (menor orçamento entre os ministérios) Empreendedorismo – R$ 270,5 milhões Pesca e Aquicultura – R$ 300 milhões Mulheres – R$ 400 milhões Direitos Humanos – R$ 600 milhões Impacto e próximos passos Com a aprovação do Orçamento, os ministérios poderão planejar a execução de seus programas ao longo do ano. Apesar da distribuição dos recursos já definida, ainda há expectativa sobre possíveis vetos presidenciais e eventuais remanejamentos internos dentro do governo. A sanção do Orçamento deve ocorrer nos próximos dias.   Fonte: R7 Foto: Pedro França/Agência Senado

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Portaria autoriza retomada de obra na Estação de Cordeirópolis

Portaria assinada nesta quinta-feira (20) pela prefeita de Cordeiópolis, Cristina Saad, autoriza a retomada das obras na Estação Ferroviária da cidade. A assinatura foi realizada ao lado do vice-prefeito Anderson Hespanhol Pique e dos vereadores Paulo César Morais, Vilson Caleffi, Valmir Sanches, Deize Bettin e Sidney Gambaro – eles acompanharam o caso desde início. O documento encerra o processo administrativo de janeiro deste ano que apurava débitos do exercício de 2024 da obra e revoga a suspensão da execução da obra pela empresa R. Maluf. Com isso, os trabalhos já podem ser retomados. A portaria também autoriza as negociações para o pagamento da empresa. Ao todo, a obra custará cerca de R$ 1,1 milhão, sendo 50% de recursos do município e os outros 50% de recursos federais. “Mesmo tendo início em 2024, apenas 10% dessa obra foi paga até o momento. Ou seja, assumiremos o pagamento de 90% dos serviços”, afirma a prefeita Cristina Saad.   Foto: Prefeitura de Cordeirópolis

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Orçamento 2025: relatório confirma corte de R$ 7,7 bilhões no Bolsa Família

O relatório final do PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2025, apresentado nesta quinta-feira (20) pelo senador Ângelo Coronel (PSD-BA), confirmou uma redução de R$ 7,7 bilhões nos recursos do Bolsa Família. O corte já era esperado e havia sido antecipado pelo governo. Além do Bolsa Família, o relatório também prevê um corte de R$ 4,8 bilhões no programa de Escolas em Tempo Integral, sob a justificativa de que esses gastos serão cobertos por recursos da União ao Fundeb. Uma das principais novidades do parecer é a previsão de um superávit primário de R$ 15 bilhões, o que equivale a 0,1% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2025. Esse valor é superior à projeção anterior do governo, que estimava um superávit de R$ 3,7 bilhões, mais próximo da meta de déficit zero estabelecida pelo arcabouço fiscal. A conta não inclui R$ 44,1 bilhões em precatórios, que foram excluídos do cálculo da meta fiscal por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal). Votação antecipada e possível adiamento A votação do Orçamento de 2025 na CMO (Comissão Mista de Orçamento), inicialmente marcada para sexta-feira (21), foi antecipada para esta quinta-feira (20), logo após a leitura do relatório final por Ângelo Coronel. Caso aprovado na comissão, o texto seguirá para votação no plenário do Congresso Nacional, em uma sessão semipresencial a partir das 15h, no horário de Brasília. Segundo o relator, a entrega do parecer sofreu atrasos devido a ajustes solicitados pelo governo, que envolveram modificações em algumas rubricas orçamentárias. “É uma peça que já está com muito atraso. E foi até bom esse atraso porque deu tempo para o governo modificar várias rubricas”, afirmou Ângelo Coronel. Para que o Orçamento de 2025 entre em vigor, o texto precisa ser aprovado na CMO e, em seguida, passar por votação conjunta nos plenários da Câmara e do Senado, antes de ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, o senador alertou que, caso ocorram novos contratempos, a votação poderá ser adiada para a primeira semana de abril. Isso porque os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), viajarão no sábado (22) para acompanhar Lula em uma visita oficial ao Japão. Principais pontos do relatório Corte no Bolsa Família: Redução de R$ 7,7 bilhões no programa social. Corte em Escolas em Tempo Integral: Redução de R$ 4,8 bilhões, com a justificativa de que os recursos virão do Fundeb. Déficit primário estimado: O relatório projeta um déficit de R$ 40,4 bilhões para 2025, equivalente a 0,33% do PIB. Esse valor não considera a exclusão dos precatórios. Superávit de R$ 15 bilhões sem precatórios: Com a exclusão das despesas com precatórios, o saldo das contas públicas deve ficar positivo, em linha com a meta fiscal. Impacto da exclusão dos precatórios: O STF determinou a retirada dos precatórios do cálculo da meta fiscal. Com isso, o valor de R$ 44,1 bilhões foi descontado, elevando a projeção final do superávit para R$ 3,7 bilhões.   Fonte: R7 Foto: Lyon Santos/ MDS

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