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Categoria: Economia

Haddad diz que governo não pretende mudar regras do arcabouço fiscal

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta-sexta-feira (28), em São Paulo, que o governo não pretende mudar as regras estabelecidas pelo arcabouço fiscal, que define um teto e um controle de gastos. “Nós não pretendemos mudar o desenho da política [econômica]. Na minha opinião, essa é uma combinação virtuosa entre uma meta de déficit primário combinada com uma regra de gastos”, disse o ministro durante a Arko Conference, realizada na sede da Galapagos Capital, em São Paulo. “Nós estamos falando de uma economia que reage e que vem reagindo muito às políticas públicas que estão sendo retomadas e o tudo que a gente quer demonstrar é que o Brasil tem condição de crescer a taxas próximas à média mundial, sem grandes pressões internacionais”, afirmou Haddad. “Nós estamos crescendo bem, em uma média de 3,3%”, destacou. “A gente entendeu que, em virtude das pressões, a gente moderou um pouco o ritmo do crescimento, mas nada que lembre o que acontece mundo afora, quando você faz um ajuste super-ortodoxo e recessivo, que acaba prejudicando a trajetória da própria dívida em função do buraco que se abre nas contas públicas. Nós entendemos que o caminho mais correto de reconstruir o superávit primário é o caminho da moderação”, completou. De acordo com Haddad, essa política econômica será mantida pelo governo sem “medidas exóticas” e com finalidade eleitoral. “Não vamos inventar nada. Não é do feitio do presidente Lula inventar nada exótico por razões eleitorais. Ele vai fazer o que está convicto que tem que fazer”, afirmou.. O ministro da Fazenda reforçou que o governo segue comprometido em perseguir as metas fiscais e afirmou que a taxa de juros do país, que está em sua visão “ultra restritiva”, vai cumprir o papel de controlar a inflação e esfriar a economia. “Não vejo nenhuma razão para surpresa. Nós vamos manter o curso da nossa política, cumprindo as metas, buscando as metas e entendendo que esse é o caminho”. Caged Durante o evento, o ministro comentou os dados referentes ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, e que revelaram a abertura de mais de 431 mil vagas formais de trabalho em fevereiro. De acordo com ele, esse resultado não demonstra aquecimento na economia, como vem sendo especulado e temido pelo mercado, mas seria um reflexo da expectativa de se obter uma super safra neste ano. “As pessoas precisam se lembrar que quando você tem super safra, em fevereiro ou março, você contrata todo mundo. Você vai ter uma safra para transportar em poucos meses, então você terá uma super contratação de transporte e de mão de obra, funciona assim no Brasil”, explicou. Desvalorização do dólar Ao falar a investidores, o ministro comentou também sobre sua expectativa de que ocorra uma desvalorização global do dólar neste ano, em meio às reformas que estão sendo colocadas em práticas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Eu posso errar no timing, mas dificilmente na peça. Não consigo enxergar equilíbrio ali na economia americana sem alguma desvalorização do dólar. Eu não consigo ver por onde o equilíbrio vai acontecer sem o dólar passar por algum processo de desvalorização. Não acho que tarifa vai resolver. Não acredito que tarifa resolva ali. Pelo contrário, acredito que a tarifa possa agravar a situação”, afirmou. Se isso vier a ocorrer, ressaltou Haddad, o trabalho do Banco Central para conter a inflação pode se tornar mais fácil. “Talvez a gente consiga ver, já neste ano, uma desvalorização do dólar, mesmo que o juro não caia tanto quanto previsto. Se isso for verdade, vai aliviar para o Banco Central. A pressão sob o Banco Central vai diminuir e nós podemos ter uma reacomodação”, disse. Tarcísio Haddad também comentou sobre o julgamento do ex-presidente da República Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). Pela manhã, no mesmo evento do qual participou, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, havia afirmado que o julgamento corria o risco de virar uma “anarquia institucional” e que isso poderia ocupar o espaço de outras agendas importantes, dificultando o desenvolvimento do país. Em resposta, o ministro da Fazenda falou que ele e o governador de São Paulo têm posições bastante divergentes sobre o assunto. “Tem uma diferença de cultura. Para mim, esse debate é relevante. Não acredito que não seja um tema correto julgar um presidente que tenha tido o comportamento que o Bolsonaro teve. Talvez para o Tarcísio não seja relevante o ambiente ser democrático ou não ser democrático, até porque eu não sei qual a opinião dele sobre a ditadura militar até hoje”, afirmou. “Acredito que ele deva ser favorável pela formação e proximidade que ele tem com Bolsonaro. Mas para mim, que sou professor de ciência política, a coisa mais relevante do mundo é minha liberdade. Nada é mais relevante do que a liberdade de cada cidadão brasileiro. Nada. Viver sob a ditadura é uma coisa séria”, completou. Para o ministro da Fazenda, o julgamento de Bolsonaro pelo crime de tentativa de golpe no Brasil é fundamental para o país e não vai desviar a atenção do governo de sua agenda econômica. “Para mim, desviar atenção é o que eles fazem nas redes sociais, falando besteira o tempo todo, inventando fake news, inventando coisa. Para mim, o relevante é discutir a atitude das pessoas, sobretudo investidas do cargo de ministro, de presidente, de governador. Me parece muito equivocado querer varrer para baixo do tapete o que aconteceu no Brasil. Isso é muito grave e eu não considero que isso seja para desviar a atenção coisa nenhuma”, destacou. Crédito consignado Em conversa com jornalistas após participar do evento na capital paulista, Haddad comentou ainda sobre o consignado privado. Para o ministro, a grande procura pelo consignado privado que vem sendo observado nos últimos dias não significa que o endividamento esteja aumentando, mas que as pessoas têm buscado essa proposta para trocar a dívida que já possuem por uma taxa mais baixa. “Obviamente que o trabalhador que não tem dívida, depois vai também

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Inflação do aluguel desacelera, mas contratos com vencimento em abril terão alta de quase 9%

O IGP-M (Índice Nacional de Preços – Mercado), indicador responsável pelo reajuste da maior parte dos contratos de aluguel no Brasil, desacelerou em março, registrando uma variação de 0,34% em relação a fevereiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV (Fundação Getulio Vargas). Com a variação, o índice acumula alta de 0,99% no ano e de 8,58% nos últimos 12 meses. O resultado mostra que os contratos atrelados ao indicador com vencimento em abril de 2025 sofrerão reajustes. Na prática, os inquilinos que pagam mensalmente um aluguel de R$ 1.500 passarão a ter que desembolsar R$ 1.628,70 (+R$ 128,70) todos os meses para seguir morando no mesmo imóvel. Para evitar o reajuste significativo, a dica é renegociar o aumento diretamente com o proprietário do imóvel. Índice de reajuste do aluguel O inquilino deve estar atento ao indicador de reajuste que está no contrato de locação, porque, depois da pandemia da Covid-19, muitas negociações passaram a usar o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do país, como indexador nos novos contratos. O cálculo do IGP-M leva em conta a variação de preços de bens e serviços, bem como de matérias-primas utilizadas na produção agrícola e industrial e na construção civil. Por isso, a variação é diferente daquela apresentada pela inflação oficial, que calcula os preços com base em uma cesta de bens determinada para famílias com renda de até 40 salários mínimos. Brasileiro precisa trabalhar 1 mês e meio para pagar aluguel No início do mês, o R7 mostrou que os brasileiros que recebem um salário mínimo precisam trabalhar em média 44 dias para pagar o aluguel. O levantamento foi feito com base nos dados do Índice FipeZAP, que monitora o preço cobrado na locação em 36 cidades. Segundo o estudo, um imóvel de 45m², semelhante ao do Minha Casa, Minha Vida, custava em média R$ 2.062,35 em 2024. Em contrapartida, o salário mínimo recebido pelo trabalhador era de R$ 1.412. Os dados levantados pela reportagem demonstraram uma redução no impacto do aluguel na renda do trabalhador desde 2015. Naquele ano, o valor médio de um imóvel de 45m² era R$ 1.498,95, o equivalente a 57 dias de trabalho. Segundo dados do Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2022, um em cada cinco brasileiros (20,9%) moram em residências alugadas.   Fonte: R7 Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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Marcos Pereira comenta entrega da 30ª Agenda Legislativa da Indústria ao Congresso Nacional

Na noite desta quarta-feira (26), o deputado federal e presidente do Republicanos, Marcos Pereira participou do programa RFNews, da RFTV, e comentou sobre a entrega da 30ª Agenda Legislativa da Indústria ao Congresso Nacional, que aconteceu em Brasília. Elaborada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a agenda apresenta ao parlamento as pautas legislativas prioritárias para o setor industrial. De acordo com o deputado, o foco principal é a desburocratização, com o objetivo de melhorar o ambiente de negócios no Brasil, uma demanda que o setor produtivo como um todo já possui, especialmente em relação à reforma tributária, que atualmente está em fase de regulamentação no país. Marcos Pereira recordou de sua época como Ministro de Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil, destacando que esse pedido é antigo. O setor reivindicava a desburocratização do sistema tributário e da burocracia em geral, o que, segundo ele, poderia contribuir para o aumento da competitividade. “Gerando mais competitividade, as indústrias têm condições de gerar mais empregos e renda. Os governos são apenas indutores e não podem atrapalhar esse processo”, afirmou o deputado. Por fim, ele ressaltou que continuará atento às pautas desta agenda, com o objetivo de promover mais empregos, renda e um ambiente mais competitivo no país.  

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Dinheiro esquecido do fundo PIS/Pasep tem 25 mil solicitações que serão pagas nesta sexta (28)

A Caixa começa nesta sexta-feira (28) o pagamento do ressarcimento das cotas do extinto fundo do PIS/Pasep. Cerca de 25 mil beneficiários já efetuaram a solicitação ao banco e, caso tenham direito, irão receber neste primeiro lote. O ressarcimento pode ser pedido pelas pessoas que trabalharam com carteira assinada ou como servidor público entre 1971 e 1988 e ainda não realizaram o saque. Em caso de falecimento do titular das cotas, os beneficiários legais podem fazer a solicitação. Esses valores não têm nada a ver com o abono salarial PIS/Pasep. As cotas do fundo do PIS/Pasep foram extintas em 2020 e transferidas ao Tesouro Nacional, em 2023. O total a ser resgatado varia de acordo com o tempo que a pessoa trabalhou, nesse período, e do salário que recebia. O Ministério da Fazenda calcula que o valor médio será de R$ 2,8 mil. Cerca de 10,5 milhões de trabalhadores e aposentados não haviam sacado R$ 26,3 bilhões, quando o dinheiro foi transferido para o Tesouro Nacional, em agosto de 2023. Consulta A consulta sobre a existência de valores e a solicitação de ressarcimento podem ser feitas pelo aplicativo FGTS, disponível para download gratuito nas lojas de aplicativos para dispositivos Android e iOS ou nas agências da Caixa. O Ministério da Fazenda também lançou a plataforma do REPIS Cidadão. Para a consultar, basta acessar o site http://repiscidadao.fazenda.gov.br/, e verificar se há ou não valores a serem sacados e como proceder para retirar o dinheiro, incluindo orientações específicas para herdeiros. As informações podem ser acessadas pelo trabalhador ou seu beneficiário legal, em caso de falecimento Calendário de pagamento Solicitações realizadas até Recebem em 28/02/2025 28/03/2025 (sexta-feira) 31/03/2025 25/04/2025 (sexta-feira) 30/04/2025 26/05/2025 (segunda-feira) 31/05/2025 25/06/2025 (quarta-feira) 30/06/2025 25/07/2025 (sexta-feira) 31/07/2025 25/08/2025 (segunda-feira) 31/08/2025 25/09/2025 (quinta-feira) 30/09/2025 27/10/2025 (segunda-feira) 31/10/2025 25/11/2025 (terça-feira) 30/11/2025 26/12/2025 (sexta-feira) 31/12/2025 26/01/2026 (segunda-feira) Histórico As cotas do PIS/PASEP correspondem aos valores depositados em nome de trabalhadores do setor público e privado entre 1971 e 04/10/1988, período em que o Programa de Integração Social (PIS) e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) destinavam recursos para contas individuais vinculadas aos empregados. Esses depósitos deixaram de ser realizados em 05/10/1988 com a unificação no fundo PIS/PASEP. Posteriormente, com a extinção desse fundo em 2020, os saldos remanescentes foram transferidos para o FGTS e, em 2023, ao Tesouro Nacional. Como solicitar os recursos A Caixa disponibilizou o Aplicativo FGTS como mais um canal para o registro da solicitação de ressarcimento. Após efetuar o login no aplicativo, o trabalhador deverá fazer a solicitação acessando a opção “Mais”, “Ressarcimento PIS/Pasep” e seguir as orientações para anexar os documentos diretamente no app, sem necessidade de ir a uma agência. Também será possível acompanhar o andamento da solicitação pelo aplicativo. Para solicitar o ressarcimento, é necessário apresentar um documento oficial de identificação. No caso de beneficiários de titulares falecidos, deverão ser apresentados documentos adicionais, como certidão de dependentes habilitados à pensão por morte ou autorização judicial. Como consultar Pela plataforma do REPIS Cidadão, basta acessar o site http://repiscidadao.fazenda.gov.br/, e verificar se há ou não valores a serem sacados e como proceder para retirar o dinheiro, incluindo orientações específicas para herdeiros. O sistema exige conta dos níveis prata ou ouro na plataforma Gov.br, para segurança aos usuários e respeito aos requisitos estabelecidos pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). A consulta sobre a existência de valores e a solicitação de ressarcimento podem ser feitas pelo aplicativo FGTS Pagamento Após a solicitação do ressarcimento, a Caixa realizará a análise e enviará ao Ministério da Fazenda as solicitações deferidas. Os valores aprovados serão corrigidos com base no IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), prévia da inflação oficial do país. O pagamento será realizado diretamente em conta bancária do interessado na Caixa ou por meio de conta poupança social digital.   Fonte e foto: R7

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Banco Central revisa projeção de crescimento do PIB de 2025, de 2,1% para 1,9%

O Banco Central revisou a projeção para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2025, de 2,1% para 1,9%. Os números constam do Relatório de Política Monetária de março, publicado nesta quinta-feira (27) pela autarquia. A previsão está abaixo da mediana do último relatório Focus, que indicava crescimento de 1,98% para a economia este ano. A mudança incorpora novas projeções para o PIB agropecuário (4% para 6,5%), de serviços (1,9% para 1,5%) e industrial (2,4% para 2,2%). Pelo lado da demanda, a autarquia ajustou as previsões para o consumo das famílias (2,4% para 1,5%), formação bruta de capital fixo (2,9% para 2%), além das importações e exportações (2,5% para 4% em ambos os casos). A projeção para o consumo do governo foi mantida em 1,9%. “Dadas as projeções atualizadas, as contribuições da demanda interna e do setor externo para a evolução do PIB em 2025 são estimadas em 1,9 ponto porcentual e zero ponto, ante 5,2 ponto e -1,8 ponto em 2024″, informou o BC. Inflação No documento, o BC informou que não vê convergência do IPCA, a inflação oficial do país, para o centro da meta de 3% até pelo menos o terceiro trimestre de 2027. “Nas projeções do cenário de referência, a inflação continua acima do limite do intervalo de tolerância ao longo de 2025, começando a cair a partir do quarto trimestre, mas ainda permanecendo acima da meta”, considerou a autoridade monetária. Nesse cenário, a inflação acumulada em quatro trimestres fica na faixa de 5,5% a 5,6% nos três primeiros trimestres de 2025, cai para 5,1% no final do ano 3,7% em 2026 e 3,1% no último período considerado, referente ao terceiro trimestre de 2027. No horizonte relevante de política monetária, considerado como sendo o terceiro trimestre de 2026, a inflação projetada é 3,9%. A projeção para a inflação cheia de 2025, de 5,1%, já havia sido divulgada no comunicado do Copom (Comitê de Política Monetária) da semana passada. Considerando as projeções mensais, o BC destacou que a inflação acumulada em 12 meses fica acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta por seis meses consecutivos em junho deste ano. “No caso de concretização desse cenário, se caracterizará descumprimento da meta para a inflação e será necessária a publicação das razões desse descumprimento por meio de nota neste Relatório e de carta aberta ao Ministro da Fazenda”, lembrou a autoridade monetária. O detalhamento das projeções do BC é a seguinte, sempre considerando o IPCA em 12 meses: 5,6% no fim do primeiro trimestre de 2025; 5,5% no segundo e 5,6% no terceiro. No primeiro trimestre do ano que vem a estimativa é de 4,3% e, do segundo, de 4,2%. Para o terceiro, a taxa esperada é de 3,9% e, para o fim do ano, de 3,7%. No primeiro trimestre de 2027, o IPCA deve ficar em 3,4%, cedendo para 3,3% no segundo e atingindo 3,1% no terceiro, que é o último número da série. Estouro do teto da meta O Banco Central aumentou a estimativa da probabilidade de a inflação ficar acima do teto da meta, de 4,5%, em 2025, de 50% para 70%. A probabilidade de o IPCA ficar abaixo do piso, de 1,5%, passou de 1% para nula. A partir deste ano, a meta de inflação passou a ser contínua, apurada com base no IPCA acumulado em 12 meses. Se ele ficar acima ou abaixo do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo. O centro da meta continua em 3%, com uma margem de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. A chance de a inflação de 2026 superar o teto da meta foi revista de 26% para 28%, enquanto a probabilidade de ficar abaixo do piso foi mantida em 6%. Fonte: R7 Foto: Werther Santana/Estadão Conteúdo

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Prévia da inflação desacelera em março, mas preços dos alimentos têm alta, mostra IBGE

A prévia da inflação, medida pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15), desacelerou na passagem de fevereiro para março e marcou 0,64%, 0,59 ponto percentual abaixo da taxa registrada em fevereiro (1,23%), informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (27). O IPCA-15 acumula alta de 1,99% no ano e de 5,26% nos últimos 12 meses, acima dos 4,96% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Esse índice se diferencia da inflação oficial, calculada pelo IPCA, pelo período de coleta das informações. Em março de 2024, o IPCA-15 foi de 0,36%. Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados registraram variação positiva em março, com destaque para o grupo Alimentação e bebidas, com a maior variação (1,09%) e impacto, seguido dos transportes (0,92%). Juntos os dois grupos respondem por cerca de 2/3 do índice. As demais variações ficaram entre o 0,03% de artigos de residência e o 0,81% de despesas pessoais. IPCA-15 – Luce Costa/Arte R7 No grupo alimentação e bebidas, a alimentação no domicílio acelerou de 0,63% em fevereiro para 1,25% em março. Contribuíram para esse resultado as altas do ovo de galinha (19,44%), do tomate (12,57%), do café moído (8,53%) e das frutas (1,96%). A alimentação fora do domicílio (0,66%) também acelerou em relação ao mês de fevereiro (0,56%), em virtude da alta da refeição (0,43% em fevereiro para 0,62% em março). Já o lanche (0,68%) registrou variação inferior à registrada no mês anterior (0,77%). No grupo transportes (0,92%), o destaque são os combustíveis (1,88%), com alta nos preços do óleo diesel (2,77%), do etanol (2,17%), da gasolina (1,83%) e do gás veicular (0,08%). O subitem trem apresentou alta de 1,9% devido ao reajuste de 7,04% nas tarifas no Rio de Janeiro (4,25%), a partir de 2 de fevereiro. Lazer mais caro Segundo o IBGE, as despesas pessoais subiram 0,81%, resultado influenciado pela alta dos preços do cinema, teatro e concertos (7,42%), com o fim da semana do cinema em fevereiro. Já o grupo habitação desacelerou de 4,34% em fevereiro para 0,37% em março. Lula e a alta dos alimentos No início de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva citou a possibilidade de o governo federal tomar medidas “mais drásticas” para tentar conter a alta do preço dos alimentos, sem dar mais detalhes do que poderia se feito. A fala ocorreu um dia após o Executivo apresentar seis iniciativas para frear os custos — entre elas, zerar a taxa de importação de alimentos como café, carnes e azeite. “O preço do café está caro, o ovo, o preço do milho está caro, e nós estamos tentando encontrar uma solução. A gente não quer brigar com ninguém, a gente quer solução pacífica sem nada, mas se a gente não encontrar, a gente vai ter que tomar uma atitude mais drástica, porque o que interessa é levar comida barata para a mesa do brasileiro”, completou Lula. Nesta semana, o vice-presidente Geraldo Alckmin sugeriu que o Banco Central altere a forma de calcular a Selic, a taxa básica de juros. Na avaliação dele, o índice elevado encarece o custo de capital, o que interfere na economia. “Alimento é muito clima. Se eu tenho uma seca muito forte, uma alteração climática muito grande, vai subir o preço de alimento. E não adianta eu aumentar os juros que não vai fazer chover. Então, eu só vou prejudicar a economia”, declarou, ao citar os Estados Unidos. Por região Em relação aos índices regionais, todas as áreas tiveram alta em março. A maior variação foi registrada em Curitiba (1,12%), por conta das altas da gasolina (7,06%) e do etanol (6,16%). Já o menor resultado ocorreu em Fortaleza (0,34%), que apresentou queda nos preços da energia elétrica residencial (-1,69%) e da gasolina (-0,9%). Moradores de Brasília e Porto Alegre também sentiram impacto dos preços em março, já que tiveram reajustes acima da média brasileira. Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 13 de fevereiro a 17 de março de 2025 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 15 de janeiro a 12 de fevereiro de 2025 (base).   Fonte: R7 Foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo

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Gastos de brasileiros no exterior diminuem, mas chegam ao maior nível para fevereiro desde 2014

Os brasileiros que viajaram para o exterior gastaram US$ 1,57 bilhão (o equivalente a R$ 8,98 bilhões) em fevereiro, valor que representa o maior nível das despesas fora do país para o mês desde 2014. Os dados constam das Estatísticas do Setor Externo, divulgadas pelo Banco Central, nesta quarta-feira (26). Para efeito de comparação, em fevereiro do ano passado, os viajantes brasileiros gastaram US$ 1,36 bilhão (R$ 7,77 bilhões) em outros países. O saldo das viagens — diferença entre os gastos no exterior de viajantes brasileiros e os de estrangeiros no Brasil — ficou negativo em US$ 754 milhões (R$ 4,3 bilhões) em fevereiro. Historicamente, o volume gasto por brasileiros no exterior é maior do que o estrangeiro em solo brasileiro. Em 2024, os gastos dos brasileiros no exterior cresceram 35% em relação ao ano imediatamente anterior, totalizando US$ 19,67 bilhões, o equivalente a R$ 112,1 bilhões na cotação atual. Gastos dos estrangeiros Os estrangeiros desembolsaram US$ 823,1 milhões (R$ 4,69 bilhões) em solo nacional em fevereiro, um aumento em relação a janeiro, quando esses gastos foram de US$ 805,4 milhões (R$ 4,59 bilhões, na cotação atual). Para efeito de comparação, os estrangeiros gastaram 22,2% a mais no Brasil do que em fevereiro do ano passado, quando as despesas dos turistas no país foram de US$ 673 milhões (R$ 3,83 bilhões).   Fonte: R7 Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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Greve dos auditores: entenda como paralisação pode impactar restituição do Imposto de Renda

A greve dos auditores fiscais da Receita Federal completa 121 dias nesta quarta-feira (26), colocando em risco o processo do Imposto de Renda 2025, além de causar atrasos no despacho aduaneiro. A paralisação também ameaça comprometer a meta fiscal do governo federal, ampliando os prejuízos para as contas públicas. Iniciada em 26 de novembro, a greve busca atendar três reivindicações da categoria. São elas: Reajuste do vencimento básico, que foi congelado em 2016, com exceção dos 9% concedidos em 2023; Pagamento integral do bônus de eficiência para ativos e aposentados; Destinação de recursos do Fundaf (Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização) para custear o plano de saúde da categoria. Segundo a Sindifisco Nacional, responsável pela categoria, 75 mil remessas expressas ficaram paradas nos terminais alfandegários e 500 auditores entregaram suas funções e cargos em comissão. Como forma de pressionar o governo, a categoria chegou a adotar em fevereiro, a medida “Desembaraço Zero”, suspendendo por 15 dias a liberação de mercadorias pela alfândega. A medida foi finalizada, e até o momento não houve diálogo entre as duas partes, o que continua ampliando os prejuízos para as contas públicas. Impactos no Imposto de Renda Em meio ao impasse com o governo federal, a mobilização dos auditores é responsável pelo prejuízo de R$ 3,5 bilhões no comércio exterior, devido à quebra de contratos internacionais, custos logísticos e taxas de armazenamento. Além dos atrasos nas operações aduaneiras, a greve também ameaça o prazo das restituições do Imposto de Renda. O governo federal liberou a entrega da declaração em 17 de março, mas o modelo pré-preenchida, que já tem informações preliminares dos contribuintes, será liberada apenas no dia 1º de abril. A versão simplificada é mais utilizada pelos brasileiros, pois ajuda o contribuinte a não cair na malha fina por erro de preenchimento. Com esse atraso, o sindicato alertou que as chances de preenchimento com erros, no período entre 17 de março e 1º de abril, são grandes. Como a correção dessas inconsistências exige a atuação precisa de um auditor, os prazos das restituições podem ficar comprometidos. O pagamento das restituições está previstos para começar em 30 de maio e encerrar em 30 de setembro. Em relação a um possível atraso devido à greve, o R7 entrou em contato com a Receita Federal, mas não obteve resposta. Impacto de R$ 14,6 bilhões na arrecadação federal A greve também impactou nas transações tributárias que estavam prestes a serem concluídas, mas foram suspensas e adiadas. Essa defasagem gerou um impacto direto de R$ 14,6 bilhões na arrecadação federal. Segundo o sindicato, esse montante só será recolhido aos cofres públicos após o fim da greve. Outro grande impacto da greve está na suspensão das atividades do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), órgão responsável por julgar disputas tributárias entre empresas e a Receita Federal. De acordo com a Sindifisco, os conselheiros que participam das sessões de julgamento, deixaram de pautar processos em janeiro e fevereiro, que totalizam R$ 145 bilhões em disputas não analisadas. Meta fiscal em risco Na última sexta-feira (21), o presidente do Sindifsco e auditor fiscal, Dão Real, informou que a continuidade da greve, pode comprometer a meta fiscal e o arcabouço fiscal. “Nós sabemos que um trimestre inteiro parado tem um potencial enorme de comprometer a arrecadação e os planos de trabalho até o final do ano. Portanto, a urgência na solução do pleito é uma urgência para o governo”, pontua Dão. O anúncio foi feito um dia após o Congresso Nacional aprovar a Lei do Orçamento, que prevê a meta fiscal de déficit zero — com uma margem de tolerância de até R$ 31 bilhões, para mais ou para menos. A meta fiscal é o objetivo que o governo estabelece para controlar suas contas públicas em um determinado período. Segundo a Sindifisco, o impacto causado nos três primeiros meses do ano já se aproxima do déficit máximo permitido pela LOA.   Fonte: R7 Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

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Reforma tributária desonera investimentos e exportações crescerão 12%, diz Alckmin

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, destacou nesta terça-feira (25) o impulso da reforma tributária na economia ao abrir um seminário sobre as mudanças no sistema de recolhimento de impostos sobre o consumo na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, citou estudos que, no cenário conservador, apontam para um impulso em 15 anos de 12% da reforma no PIB (Produto Interno Bruto). Ele também frisou que, no mesmo período, a reforma deve gerar crescimento de 20% dos investimentos e de 12% das exportações. O presidente em exercício, ao lembrar que a reforma tributária simplifica cinco tributos, observou que as mudanças serão graduais. “O que é difícil exige gradualismo”, pontuou Alckmin. Ele acrescentou que, a partir da reforma, os investimentos não serão mais definidos pelos incentivos oferecidos pelos Estados, dado o fim da guerra tributária, mas sim pela maior eficiência da alocação de capital. Ele disse ainda que a reforma está “indo super bem”, sendo muito aceita pela sociedade. Em relação a novos investimentos, além do impulso da reforma, Alckmin disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em viagem oficial ao Japão para estimular uma parceria ao Mercosul. Em paralelo, a Letra de Crédito do Desenvolvimento, reafirmou hoje Alckmin, foi lançada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para reduzir as taxas de juros.   Fonte: R7 Foto: Júlio César Silva/MDIC

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Consórcio do Trem da República se reúne na Prefeitura de Itu para prestação de contas

Na última quinta-feira (20), o Citrem (Consórcio Intermunicipal do Trem da República), que conta com as cidades de Itu e Salto, realizou uma reunião para prestação de contas do Exercício de 2024, na sala do gabinete da Prefeitura de Itu. Na mesma ocasião, o prefeito Herculano Passos tomou posse como presidente do Citrem. Além do chefe do Executivo ituano, participaram o prefeito de Salto, Geraldo Garcia, vice-prefeito de Salto, Fábio Jorge, o presidente da Câmara de Itu, Neto Beluci, o vereador ituano Thiago Gonçales e os vereadores saltenses, Almir da Adega, Clayton Bispo e Henrique Balseiros.   Foto: Prefeitura de Itu

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