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Categoria: Economia

Após primeiras colheitas, Conab confirma estimativa de safra recorde

Com maior área plantada e condições climáticas favoráveis, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estima uma safra recorde de grãos na temporada 2024/25, em 330,3 milhões de toneladas. De acordo com o órgão, com a colheita das culturas de primeira safra em fase adiantada, essa perspectiva vem se confirmando. Os dados do 7º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado nesta quinta-feira (10) pela Conab, aponta um crescimento de 10,9% ou 32,6 milhões de toneladas quando se compara com o ciclo 2023/24. O incremento estimado se deve tanto a uma maior área plantada, prevista em 81,7 milhões de hectares, com incorporação de 1,7 milhão de hectares em relação à safra passada, quanto às condições climáticas favoráveis registradas na primeira safra nas principais regiões produtoras. “As perspectivas positivas para o clima também dão suporte para o desenvolvimento das culturas na segunda safra. Neste cenário, é esperada uma recuperação da produtividade em 8,6%, estimada em 4.045 quilos por hectares”, destacou a companhia. Soja A soja continua a ser o principal produto cultivado na primeira safra e deve registrar o maior volume já colhido no país. Nesta safra, a Conab prevê uma produção de 167,9 milhões de toneladas, resultado superior em 20,1 milhões de toneladas à safra passada. O Centro-Oeste, principal região produtora do grão, deve registrar um novo recorde na produtividade média das lavouras com 3.808 quilos por hectare, superando o ciclo 2022/23. Em Mato Grosso, a colheita já chega a 99,5% da área semeada, com a produtividade média chegando a 3.897 quilos por hectare, a maior já registrada no estado. Cenário semelhante é visto em Goiás, onde os trabalhos de colheita já atingem 97% da área com uma produtividade de 4.122 quilos por hectare. Com a colheita da soja avançada, o plantio do milho de segunda safra está próximo de ser finalizado. A produção total do cereal, somados os três ciclos da cultura, está estimada em 124,7 milhões de toneladas em 2024/25, crescimento de 9 milhões de toneladas em relação ao ciclo passado. Para o algodão, a expectativa de produção recorde também vem se confirmando. O plantio está concluído com estimativa de área em 2,1 milhões de hectares, crescimento de 6,9% sobre a safra 2023/24. Já para a produção de pluma é esperada uma colheita de 3,9 milhões de toneladas, 5,1% acima do volume produzido na safra anterior. Arroz e feijão De acordo com a Conab, a colheita de arroz também segue em bom ritmo, com mais de 60% da área plantada já colhida. “As condições climáticas nas principais regiões produtoras, até o momento, são favoráveis para o desenvolvimento da cultura”, informou o órgão. No caso do feijão, o aumento previsto na produção é de 2,1%, podendo chegar a 3,3 milhões de toneladas somadas as 3 safras da leguminosa. A elevação acompanha a melhora na produtividade média das lavouras, que sai de 1.135 quilos por hectare para 1.157 quilos por hectare, uma vez que a área se mantém estável em 2,86 milhões de hectares. Comércio Com o aumento na estimativa de produção do milho, a Conab também elevou as previsões de consumo do grão na safra. A nova expectativa é de um volume de 87 milhões de toneladas consumidas no mercado interno e 34 milhões de toneladas para exportação. “Mesmo com o aumento no consumo interno, o estoque final deve chegar a cerca de 7,4 milhões de toneladas do grão”, afirmou. Segundo a Conab, cenário semelhante é encontrado para o algodão, em que o aumento na produção possibilita um incremento tanto no consumo quanto no estoque de passagem da fibra.   Fonte: R7 Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

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Conta de luz: ministério prevê energia de graça a 12 milhões e desconto a 48 milhões

Em meio à ideia de isentar 60 milhões de pessoas do pagamento da conta de luz, a expectativa do Ministério de Minas e Energia é de que, desse total, 12 milhões sejam totalmente beneficiados com a medida e outras 48 milhões consigam desconto na fatura. Apesar da discussão na pasta, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nessa quinta-feira (10) que o possível benefício ainda não está em estudo pelo governo federal. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, declarou que pretende enviar à Casa Civil o projeto de reforma do setor elétrico até o fim do mês. O texto deve ampliar a tarifa social e simplificar as regras para aumentar o benefício, com gratuidade de consumo de até 80 kWh (quilowatts) por mês. Uma família que consome 120 kWh, por exemplo, vai pagar apenas por 40 kWh com o desconto, segundo explicou o Ministério de Minas e Energia. Ao R7, a pasta ainda informou que outras 22 milhões de pessoas serão beneficiadas com o “Novo Desconto Social”, que prevê a isenção da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) para pessoas inscritas no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais) que não estão contempladas no programa Tarifa Social por terem uma renda per capita entre meio e um salário mínimo. Segundo o ministério, a medida vai funcionar como um complemento ao programa Tarifa Social, que atualmente beneficia 17,5 milhões de famílias (aproximadamente 45 milhões de pessoas). “Essas medidas visam reduzir as despesas com energia elétrica nas famílias de baixa renda, racionalizar os custos do setor e endereçar as injustiças na composição da tarifa”, informou a pasta à reportagem. Debate no governo Ao falar sobre o tema, Silveira comentou sobre a necessidade de racionalizar os custos do setor e reduzir as injustiças na tarifa de energia. “Há muita injustiça nas tarifas de energia elétrica. Necessitamos racionalizar os custos do setor e endereçar as injustiças na composição da tarifa. Mais de 60 milhões de brasileiras e brasileiros serão beneficiados com a gratuidade de consumo. A verdadeira revolução do setor elétrico está prestes a ocorrer”, destacou. Questionado por jornalistas sobre o tema no Ministério da Fazenda, em Brasília, Haddad informou que, embora a mudança ainda não seja discutida, a análise pode ser feita pelas equipes técnicas quando a proposta for endereçada. “Não tem nenhum estudo da Fazenda nem na Casa Civil sobre esse tema. Não chegou ao conhecimento nem do Palácio [do Planalto], nem aqui da Fazenda. O Rui [Costa, ministro chefe da Casa Civil] me confirmou que não está tramitando nenhum projeto na Casa Civil nesse sentido, o que não impede, evidentemente, o ministério de estudar o que quer que seja. Mas, nesse momento, não há nada tramitando. Eu desconheço o assunto”, afirmou Haddad. Programas sociais Famílias que não têm condições de manter um serviço de eletricidade em casa podem solicitar auxílio do governo por meio de programas como Luz para Todos e Tarifa Social de Energia Elétrica. O Programa Luz para Todos tem por objetivo “democratizar e viabilizar o acesso e o uso da energia elétrica à população residente no meio rural, principalmente por meio de extensão de redes de distribuição de energia elétrica, e em regiões remotas da Amazônia Legal, por meio de sistemas isolados de geração de energia elétrica”. Segundo o governo federal, famílias e espaços coletivos situados no meio rural ou em regiões remotas da Amazônia Legal podem solicitar o auxílio. O morador do meio rural que ainda não tem energia elétrica em sua casa, deve procurar a concessionária de energia elétrica que atende o seu município e registrar o seu pedido de energia. Para registrar o pedido, é preciso apresentar um documento de identificação pessoal. Já a Tarifa Social de Energia Elétrica atende famílias inscritas no CadÚnico em que a renda mensal seja menor ou igual a meio salário mínimo nacional, idosos e pessoas com deficiência que recebam o BPC (Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social), além de indígenas e quilombolas, que recebem descontos maiores. Atualmente, a Tarifa Social é concedida automaticamente para as famílias que estão inscritas no CadÚnico. Caso a família atenda ao requisito de possuir renda familiar de meio salário mínimo mas ainda não esteja no CadÚnico, é preciso fazer o requerimento do benefício e solicitar informações em algum posto do Cras (Centro de Referência em Assistência Social).   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Setor de serviços volta a subir após três meses em queda e avança 0,8% em fevereiro

O setor de serviços, responsável por cerca de 70% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, avançou 0,8% em fevereiro, após ficar três meses sem crescimento, indica a Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta quinta-feira (10). Com isso, o setor se encontra 16,2% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 1% abaixo do ponto mais alto da série histórica (outubro de 2024). Em fevereiro, a alta foi acompanhada por quatro das cinco atividades investigadas, com destaque para o setor de informação e comunicação (1,8%), que registrou o quarto resultado positivo seguido, com ganho acumulado de 4%. Os demais avanços ficaram com os serviços profissionais, administrativos e complementares (1,1%), os outros serviços (2,2%) e os prestados às famílias (0,5%). Em sentido oposto, os transportes (-0,1%) apontaram a única taxa negativa de fevereiro de 2025, após terem recuado 1,8% em janeiro. Por região Regionalmente, 21 das 27 unidades da Federação assinalaram expansão no volume de serviços em fevereiro de 2025, na comparação com o mês imediatamente anterior, acompanhando o avanço observado no resultado do Brasil (0,8%). Os maiores impactos positivos vieram de São Paulo (0,8%) e do Mato Grosso (24,9%), seguidos por Distrito Federal (9,2%), Amazonas (14,2%) e Santa Catariana (2,1%). Já as principais influências negativas vieram de Rio de Janeiro (-0,9%), Minas Gerais (-0,6%) e Espírito Santo (-1,8%). Alta no turismo Em fevereiro de 2025, o índice de atividades turísticas cresceu 2,9% frente ao mês imediatamente anterior, após ter recuado 6,1% em janeiro. Com isso, o segmento de turismo se encontra 9,7% acima do patamar de fevereiro de 2020 e 3,4% abaixo do ápice da sua série histórica, alcançado em dezembro de 2024. Segundo o IBGE, 10 dos 17 locais pesquisados acompanharam este movimento de expansão verificado na atividade turística nacional (2,9%). A contribuição positiva mais relevante ficou com o Rio de Janeiro (3,1%), seguido por Paraná (6,5%), Minas Gerais (1,7%) e Espírito Santo (5,8%). Em sentido oposto, São Paulo (-0,9%), Bahia (-3,2%) e Goiás (-5,2%) apontaram as principais perdas do turismo. Fevereiro de 2025 x fevereiro de 2024 Em relação a fevereiro de 2024, o volume de serviços avançou 4,2%, registrando a 11ª taxa positiva seguida. O resultado deste mês foi acompanhado por todas as cinco atividades de divulgação e contou ainda com crescimento em 63,3% dos 166 tipos de serviços investigados. Entre os setores, o de informação e comunicação (9,8%) exerceu o principal impacto positivo, impulsionado, principalmente, pelo aumento da receita em portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet; desenvolvimento e licenciamento de softwares; telecomunicações; consultoria em tecnologia da informação; e tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet. Os demais avanços vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (4,3%), transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,4%), outros serviços (0,4%) e serviços prestados às famílias (0,1%). Transportes de passageiros e de cargas crescem Em fevereiro de 2025, o volume de transporte de passageiros no Brasil registrou expansão de 0,8% frente ao mês imediatamente anterior, após ter recuado 5,8% em janeiro último. Dessa forma, o segmento se encontra, nesse mês de referência, 0,6% abaixo do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 23,7% abaixo de fevereiro de 2014, ponto mais alto da série histórica. Por sua vez, o volume do transporte de cargas subiu 1,2% em fevereiro, recuperando parte da perda de 3,2% verificada entre novembro de 2024 e janeiro e 2025. Dessa forma, o segmento se situa 7,7% abaixo do ponto mais alto de sua série, alcançado em julho de 2023. Com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 33,9% acima de fevereiro de 2020.   Fonte: R7 Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo

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China defende diálogo com EUA; Bolsas disparam com pausa tarifária de Trump

A China pediu nesta quinta-feira (10) aos Estados Unidos que os países alcancem um acordo de “meio-termo” para encerrar a guerra comercial, em um dia de euforia nos mercados depois que Donald Trump anunciou a suspensão temporária das novas tarifas para dezenas de países. As ações em Wall Street e nas Bolsas da Ásia dispararam após o anúncio do presidente americano sobre a suspensão por 90 dias da aplicação das novas tarifas para várias nações. Mas Trump excluiu a China da pausa e aumentou as tarifas contra os produtos do país asiático para 125%, em um novo capítulo da disputa entre as duas maiores economias do planeta. A China havia respondido previamente com tarifas de retaliação de 84% às importações americanas, que entraram em vigor nesta quinta-feira. Pequim advertiu Washington que as tarifas “impactarão severamente” a estabilidade econômica mundial e pediu para que os países alcancem um compromisso de “meio-termo”. “A porta para o diálogo está aberta, mas este deve ser baseado no respeito mútuo e ser conduzido de maneira igualitária”, afirmou a porta-voz do Ministério do Comércio, He Yongqian, antes de alertar que, em caso contrário, a China promete “lutar até o fim”. Ao anunciar a interrupção temporária das tarifas, Trump negou, no entanto, ter recuado em sua estratégia tarifária. “É preciso ser flexível”, justificou o republicano a jornalistas na Casa Branca. Ele reconheceu que seu anúncio de uma ofensiva tarifária generalizada na semana passada “assustou um pouco” os investidores e os deixou “febris”. Trump admitiu estar acompanhando de perto o mercado de títulos do Tesouro dos EUA, considerado um valor-refúgio, que vem sofrendo nos últimos dias. “Estamos em uma posição magnífica para os próximos 90 dias para buscar acordos comerciais”, declarou ao canal ABC News, acrescentando que mais de 75 países tentam negociar com Washington. Apesar de ter autorizado a “pausa” de 90 dias para as novas tarifas, Trump confirmou os 10% universais que entraram em vigor no sábado, nos quais já estavam incluídos a maioria dos países latino-americanos, e dos quais ficam excluídos Belarus, Cuba, Coreia do Norte e Rússia. Alívio nas Bolsas Os mercados responderam com alívio à surpreendente mudança de rumo de Trump, após dias de colapso. As Bolsas asiáticas registraram altas expressivas nesta quinta-feira e as europeias abriram com a mesma tendência. Nas primeiras operações na Europa, a Bolsa de Madri avançava 8,5%, Paris 6,43%, Frankfurt 7,81%, Londres 5,99% e Milão 7,81%. Na Ásia, o índice seletivo Nikkei de Tóquio fechou com uma alta expressiva de 9,12%, a 34.609 pontos, e o índice amplo Topix subiu 8,09%, a 2.539,40 pontos. Em Seul, o índice Kospi ganhou 6,6%. A Bolsa de Sydney registrou alta de 4,5% e a de Taipei subiu 9,25%. Após registrar quedas expressivas na quarta-feira, os mercados asiáticos seguiram a espetacular mudança em Wall Street na véspera, onde o índice Nasdaq disparou 12% após o anúncio inesperado de Trump. Os parceiros comerciais de Washington também celebraram a decisão do republicano. Para a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a pausa na imposição de tarifas recíprocas é um “passo importante para estabilizar a economia mundial”. A UE “permanece comprometida com negociações construtivas com os Estados Unidos”, com a aspiração de construir “um comércio sem atritos e mutuamente benéfico”, acrescentou. O Japão, que enfrentaria tarifas de 24%, celebrou a notícia, mas exigiu que Washington reconsidere outras taxas sobre suas exportações de aço e automóveis. A guerra comercial global gera temores de aumento da inflação e de queda no consumo e no crescimento. As medidas podem reduzir o comércio de produtos entre as duas maiores economias do mundo “em até 80%” e eliminar “quase 7%” do PIB mundial a longo prazo, advertiu na quarta-feira a diretora-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Ngozi Okonjo-Iweala. Além disso, não se descarta uma escalada diplomática entre China e Estados Unidos, que já vivem uma relação tensa. Pequim pediu a seus cidadãos que aumentem a cautela ao viajar para os Estados Unidos.   Fonte: R7 Foto: Hector Retamal / AFP

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Dólar despenca e fecha a R$ 5,84 após Trump recuar em tarifaço

Em meio ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as pausas nas tarifas comerciais para ao menos 75 países, o dólar comercial despencou e fechou esta quarta-feira (9) a R$ 5,8417, voltando a operar abaixo de R$ 6, uma variação de mais de 2%. Em contrapartida, o índice Ibovespa, principal indicador da bolsa de valores brasileira, a B3, fechou o pregão com variação positiva de 3,12%, a 127.795,93 pontos. Apesar da interrupção, a China, até o momento, continuará sendo taxada. Pela manhã, a moeda havia disparado e passado de R$ 6. A alta ocorreu em sequência do anúncio do governo chinês sobre a imposição de novas tarifas, de 84%, sobre produtos americanos — um aumento de 50 pontos percentuais em relação aos 34% já anunciados na semana passada. Em uma nova retaliação, o governo de Donald Trump aumentou para 125% o imposto sobre as importações de produtos chineses. Trump disse ter adotado a medida “com base na falta de respeito que a China demonstrou aos mercados mundiais”. Nas redes sociais, o líder norte-americano informou, ainda, que reduzirá por 90 dias as tarifas contra países que tentaram um acordo com os Estados Unidos, sem especificar quais são essas nações. Desde o início do atual mandato, Trump tem aplicado tarifas sobre as importações de diferentes produtos, gerando tensão diplomática com os principais aliados do país e desencadeando uma guerra comercial, por exemplo, com Canadá e União Europeia. Uma das maiores preocupações relacionadas ao tarifaço de Trump são as demissões em massa, que podem gerar consequências negativas na economia americana. As tarifas comerciais anunciadas por Trump aumentaram o cenário de incerteza global, gerando maior tensão entre as principais potenciais mundiais. Nos Estados Unidos, as bolsas também tiveram uma variação positiva com o anúncio da pausa nas tarifas, interrompendo uma sequência de quatro dias de perdas.   Fonte: R7 Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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Comércio cresce 0,5% em fevereiro e atinge maior patamar da história

As vendas no comércio cresceram 0,5% na passagem de janeiro para fevereiro, atingindo o maior patamar da série histórica iniciada em janeiro de 2000. O recorde anterior foi em outubro de 2024. A constatação está na Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta quarta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado tem ajuste sazonal, o que tira efeitos de calendário e permite comparação mais ajustada. Já na série sem ajuste sazonal, o desempenho das vendas em fevereiro representa evolução de 1,5% ante o mesmo mês do ano passado. No acumulado de 12 meses, o setor apresenta expansão de 3,6%. A média móvel trimestral, indicador que mostra a tendência de comportamento das vendas, teve crescimento de 0,2%, com ajuste sazonal. Com os números conhecidos nesta quarta-feira, o comércio se coloca 9,1% acima do patamar pré-pandemia da covid-19, observado em fevereiro de 2020. Na comparação entre meses imediatos, a alta de 0,5% é considerada a primeira fora do intervalo de estabilidade, ou seja, quando os números eram muito próximos de zero: Outubro 2024: 0,4% Novembro 2024: -0,2% Dezembro 2024: -0,2% Janeiro 2025: 0,2% Grupos de atividades Das oito atividades pesquisadas pelo IBGE, quatro apresentaram expansão: Hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 1,1% Móveis e eletrodomésticos: 0,9% Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,3% Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 0,1% De acordo com o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, em fevereiro foi observado a volta do protagonismo para o setor de hiper e supermercados, após um período de 6 meses com variações próximas de zero. O analista aponta que a desaceleração da inflação da alimentação em domicílio, que passou de 1,06% em janeiro para 0,76% em fevereiro, ajuda a explicar esse protagonismo das vendas nos supermercados. As quatro atividades que apresentaram recuo nas vendas foram: Livros, jornais, revistas e papelaria: -7,8% Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -3,2% Tecidos, vestuário e calçados: -0,1% Combustíveis e lubrificantes: -0,1% De acordo com o gerente da pesquisa, o destaque negativo do segmento de livros, jornais, revistas e papelarias é explicado por uma “evasão dos produtos físicos dessa atividade, que estão indo para o consumo para serviços como plataformas digitais”. Ele acrescenta que o fechamento de mais lojas físicas, sobretudo livrarias, foi outro fator que explica o resultado. Esse setor se encontra 80,2% abaixo do ponto mais alto atingido pela atividade, em janeiro de 2013. No varejo ampliado, que inclui dados de vendas de veículos, motos, partes e peças e material de construção, o volume de vendas do comércio recuou 0,4% de janeiro para fevereiro na série com ajuste sazonal. Em 12 meses, há expansão acumulada de 2,9%, sem ajuste sazonal. Revisão de 2024 O IBGE informou que uma grande empresa do setor de artigos farmacêuticos corrigiu dados relativos a 2024. Dessa forma, a expansão da atividade, anteriormente apurada em 14,2%, passou para 7,4%. Essa mudança fez com que o comércio como um todo tivesse crescimento de 4,1% em 2024, abaixo dos 4,7% originalmente divulgados. Mesmo com a regressão de 0,6 ponto percentual, a alta de 2024 é a maior desde 2013, quando tinha crescido 4,3%. Fonte: Agência Brasil Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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ICMS: abril começa com municípios paulistas recebendo mais de R$ 941 milhões

A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) realizou, nesta terça-feira (8), o primeiro dos cinco repasses de ICMS previstos em abril aos 645 municípios paulistas. Nesta primeira transferência, às prefeituras recebem R$ 941,97 milhões, referentes aos valores arrecadados entre os dias 31 de março e 4 de abril, e já com desconto do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A previsão da Sefaz-SP é enviar às administrações municipais um montante de mais de R$ 4,23 bilhões em ICMS neste quarto mês de 2025. No primeiro trimestre deste ano, as prefeituras receberam do Governo do Estado mais de R$ 11,16 bilhões em ICMS, conforme tabela abaixo. Mês Nº de Repasses Valor Depositado Janeiro 4 R$ 3,84 bilhões Fevereiro 4 R$ 3,80 bilhões Março 4 R$ 3,52 bilhões Destaque paulista No interior de São Paulo está localizada Itápolis, uma das 26 cidades da Região Turística Centro Paulista, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade turística com variados recursos naturais e histórico-culturais. Distante 360 km da Capital, possui pouco mais de 39.400 habitantes e é conhecida pela sua grande atuação agrícola, sendo que Itápolis já foi o maior produtor de laranja do país. Nesta terça-feira, os itapolitanos recebem da Sefaz-SP R$ 1 milhão em ICMS. A cidade também se destaca por ser referência no setor de aviação por possuir uma das melhores escolas de formação de pilotos da América Latina e um dos melhores aeroclubes do país. É ainda referência na produção de sorvete artesanal. Por isso, é conhecida como a Capital do Sorvete, em razão da qualidade de seu produto e virou exportadora de sorveteiros. Bom saber que o nome Itápolis tem como significado “Cidade das Pedras”. Repasses de ICMS   Os repasses semanais são feitos sempre até o segundo dia útil de cada semana, conforme prevê a Lei Complementar nº 63, de 11/01/1990. As consultas dos valores podem ser feitas no site da Fazenda, no link Acesso à Informação > Transferências de Recursos > Transferências Constitucionais a Municípios. ​Agenda Tributária   Os valores semanais transferidos aos municípios paulistas variam em função dos prazos de pagamento do imposto fixados no regulamento do ICMS. Dependendo do mês, pode haver até cinco datas de repasses. As variações destes depósitos oscilam conforme o calendário mensal, os prazos de recolhimento e o volume dos recursos arrecadados. ​A agenda de pagamentos está concentrada em até cinco períodos diferentes no mês, além de outros recolhimentos diários, como por exemplo, os relativos à liberação das operações com importações. Índice de Participação dos Municípios   Os repasses aos municípios são liberados de acordo com os respectivos Índices de Participação dos Municípios, conforme determina a Constituição Federal, de 5 de outubro de 1988. Em seu artigo 158, inciso IV está estabelecido que 25% do produto da arrecadação de ICMS pertence aos municípios, e 25% do montante transferido pela União ao Estado, referente ao Fundo de Exportação (artigo 159, inciso II e § 3º). Os índices de participação dos municípios são apurados anualmente (artigo 3°, da LC 63/1990), para aplicação no exercício seguinte, observando os critérios estabelecidos pela Lei Estadual nº 3.201, de 23/12/81, com alterações introduzidas pela Lei Estadual nº 8.510, de 29/12/93. ​   Foto: Divulgação/Governo de SP

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Juros do cartão de crédito sobem em fevereiro e atingem maior patamar para o mês desde 2017

A taxa média de juros do rotativo do cartão de crédito voltou a subir e chegou a 450,6% ao ano em fevereiro. O patamar é o maior para mês desde 2017. O indicador subiu 9,6 pontos percentuais em relação a janeiro, quando a taxa era de 441% ao ano. A informação consta das Estatísticas Monetárias e de Crédito, divulgadas nesta quarta-feira (9) pelo Banco Central. Na prática, isso significa que qualquer dívida no cartão de crédito feita há um ano cresce cinco vezes se o consumidor não pagar a fatura no dia do vencimento. Por exemplo, o consumidor que devia R$ 800 em janeiro do ano passado precisa desembolsar um adicional de R$ 3.604,80 para quitar o saldo devedor com a instituição financeira após um ano, totalizando uma dívida de R$ 4.404,80. Apesar da alta dos juros, em dezembro de 2023, o Conselho Monetário Nacional determinou um limite de 100% para as taxas de juros do rotativo após o Congresso Nacional aprovar uma lei com essa regra. A decisão entrou em vigor no ano passado e vale para as dívidas contraídas a partir de janeiro. Sendo assim, com a nova norma, se a dívida for de R$ 200, por exemplo, o valor total, com a cobrança de juros e encargos, não poderá exceder R$ 400. As taxas apresentadas pelo BC podem sugerir, portanto, que os bancos estejam descumprindo a lei, mas o que acontece é apenas um registro estatístico. Para chegar às taxas anuais, a autoridade monetária extrapola o juro cobrado ao mês pela instituição financeira para o ano. Essa taxa, porém, nem sempre é efetivada porque, geralmente, são apenas por alguns dias ou semanas que o consumidor fica “pendurado” no cartão, que costuma ter as taxas mais elevadas. O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, explicou que a instituição não pretende descontinuar essa série histórica porque ela ainda serve como referência para mostrar a velocidade de aumento ou redução dos juros e também porque é um dos componentes para se chegar à taxa cobrada pelo sistema como um todo. Cheque especial O cheque especial, segunda linha de crédito mais cara disponível no mercado, que está embutida na conta-corrente dos brasileiros, também subiu em fevereiro. Os juros médios chegaram a 144,4% ao ano, 8,8 pontos percentuais a mais do que o registrado em janeiro. No cheque especial, uma dívida de R$ 800 mantida por um ano sem pagamento salta para R$ 1.955,20. Crédito consignado Para driblar os índices das modalidades com as maiores taxas de juros do mercado, os consumidores podem aderir ao empréstimo consignado, que oferece desconto direto na folha de pagamento. A taxa da linha de crédito ficou estabilizada em fevereiro e figura em 25,1% ao ano, a maior para o mês desde 2023, quando registrou 26,7%. Dentro do consignado, as taxas variam entre os grupos de profissionais, com a menor delas cobrada aos beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), 23,6% ao ano. Para os servidores públicos e trabalhadores do setor privado, as cobranças figuram em, respectivamente, 24,7% e 41% ao ano.   Fonte: R7 Foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo

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Trump quer que iPhones sejam produzidos nos EUA; Apple mira o Brasil

A Apple está atualmente avaliando potenciais soluções para contornar as tarifas de Trump e evitar aumentar o preço dos iPhones, seja com a expansão da sua fábrica no Brasil ou com um aumento de produção na Índia (onde o valor das tarifas é menor do que na China). Já o presidente dos EUA, Donald Trump, parece querer que os iPhones passem a ser produzidos no país. Questionada pelo New York Times sobre o tipo de empregos que Trump pretende criar com estas tarifas, a porta-voz da Casa Branca Karoline Leavitt respondeu que o objetivo passa por “aumentar os empregos na indústria” dos EUA e notou que o objetivo é apontar a “tecnologias avançadas”. Posteriormente, Leavitt foi questionada novamente se a produção de iPhones era um “tipo de tecnologia” que podia transferir-se para os EUA. “Trump acredita que temos a mão-de-obra, a força laboral e os recursos para o fazermos. Como sabem, a Apple investiu 500 bilhões de dólares aqui nos EUA. Portanto, se a Apple achasse que os EUA não o conseguissem fazer, provavelmente não teriam investido tanto”, afirmou a porta-voz da Casa Branca.   Fonte: R7 Foto: Getty Images

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China anuncia tarifas adicionais de 84% sobre produtos americanos

Nesta quarta-feira (9), a China anunciou, através do Ministério das Finanças, que vai impor tarifas de 84% aos bens norte-americanos a partir de quinta-feira. O ministério reiterou que “não há vencedores em uma guerra comercial” e que “a China não quer uma”, mas “não ficará de braços cruzados se os direitos legítimos do seu povo forem violados”. O governo chinês publicou um documento em que defende a posição da China nas suas relações econômicas e comerciais com os Estados Unidos. A China afirma que “ambos os países são uma oportunidade e não uma ameaça um para o outro” e apela a Washington para que elimine “imediatamente” a “imposição unilateral de tarifas”. Trump ordenou na terça-feira a aplicação de uma tarifa adicional de 50% sobre os produtos chineses, elevando o total das taxas para 104%. Pequim anunciou anteriormente uma taxa de 34% sobre os produtos norte-americanos, depois de Trump ter imposto uma taxa na mesma percentagem sobre os produtos chineses.   Fonte: R7 Foto: Getty Images

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