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Categoria: Economia

Tomate e abobrinha lideram alta de preços na Ceasa Campinas; confira dicas do “sacolômetro”

Entre os dias 31 de março e 7 de abril, levantamento do Sacolômetro destaca aumentos expressivos nos hortifrutigranjeiros, com abobrinha subindo mais de 50%. Melancia, chuchu e batata ágatha tiveram as maiores quedas no período. Na semana entre os dias 31 de março e 7 de abril de 2025, os preços dos produtos hortifrutigranjeiros da Centrais de Abastecimento (Ceasa) Campinas apresentaram fortes oscilações, segundo dados do Sacolômetro, boletim semanal do entreposto. A maior alta registrada foi da abobrinha brasileira, com valorização de 50,2%, passando de R$3,33 para R$5,00 o quilo. O tomate Débora também apresentou aumento significativo, de 20%, sendo comercializado a R$9,00 o quilo. Outros destaques de alta foram o pimentão verde, com 25% de variação (R$4,55 o quilo), e a berinjela, que subiu 16,5%, chegando a R$3,18 o quilo. Já entre as hortaliças de folhas, a acelga teve acréscimo de 14,2% (R$2,50 o quilo). No setor de frutas, o maracujá azedo teve alta de 7,2%, atingindo o valor de R$6,82 o quilo. O preço da uva niágara, por outro lado, caiu 5,5%, sendo vendida a R$10,40 o quilo. A banana-nanica, uma das frutas mais consumidas, manteve-se estável, com o quilo sendo vendido a R$3,00. Entre as quedas mais expressivas, a batata ágatha registrou retração de 18,2%, passando de R$4,40 para R$3,60 o quilo. O chuchu teve redução igual, saindo de R$2,75 para R$2,25 o quilo. A melancia graúda também apresentou queda, de 6,7%, e foi comercializada a R$2,80 o quilo. No grupo das hortaliças de folha, a alface crespa teve baixa de 8,3%, cotada a R$2,75 o quilo. Por outro lado, a rúcula permaneceu estável, vendida a R$7,14 o quilo. No mercado de ovos, o destaque foi o ovo de codorna, que aumentou 15,4%, passando de R$6,50 para R$7,50 em 2,5 dúzias. Já os ovos brancos e vermelhos mantiveram seus preços estáveis, em R$245,00 e R$265,00 a caixa com 30 dúzias, respectivamente. O Sacolômetro é uma iniciativa da Ceasa Campinas que divulga semanalmente, às terças-feiras, as principais altas e baixas de preços dos produtos comercializados no entreposto. A ferramenta é uma importante aliada para produtores, comerciantes e consumidores, oferecendo transparência e suporte no planejamento e na tomada de decisões. “É uma ação simples, mas que leva transparência e informação do setor para auxiliar nas tomadas de decisões dos produtores e do mercado, que acompanham os valores de venda dos produtos na Ceasa”, ressalta a presidente da Ceasa, Walquyria Majeveski.   Imagem: Prefeitura de Campinas

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Produção industrial recua em 7 de 15 locais em fevereiro, mostra IBGE

A produção industrial brasileira variou -0,1 em fevereiro na comparação com janeiro, engatando o quinto mês consecutivo sem crescimento. O resultado foi negativo em 7 dos 15 locais pesquisados, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados nesta terça-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A queda mais intensa em fevereiro de 2025 foi registrada na Bahia (-2,6%) e interrompeu dois meses consecutivos de taxas positivas. Ceará (-1%), São Paulo (-0,8%), Santa Catarina (-0,6%), Mato Grosso (-0,6%), Rio de Janeiro (-0,3%) e Minas Gerais (-0,2%) completaram o conjunto de locais com índices negativos em fevereiro de 2025. Por outro lado, Pernambuco (6,5%) apontou a expansão mais elevada nesse mês, seguido por Paraná (2,0%), Pará (1,6%), Espírito Santo (1,1%), Amazonas (0,9%), região Nordeste (0,5%), Rio Grande do Sul (0,5%) e Goiás (0,2%). Paraná (2%), Pará (1,6%), Espírito Santo (1,1%), Amazonas (0,9%), Região Nordeste (0,5%), Rio Grande do Sul (0,5%) e Goiás (0,2%) também assinalaram resultados positivos em fevereiro. No acumulado nos últimos 12 meses, 15 dos 18 locais pesquisados registraram taxas positivas, mas 15 apontaram menor dinamismo frente aos índices de janeiro. Rio Grande do Norte (de 3,4% para -1,1%), Pernambuco (de 2,9% para 0,8%), Espírito Santo (de -2,5% para -4,2%), Amazonas (de 2,6% para 0,9%), Rio Grande do Sul (de 1,6% para 0,3%), Ceará (de 6,5% para 5,4%), Rio de Janeiro (de -0,6% para -1,5%), Goiás (de 1,8% para 1%) e Mato Grosso do Sul (de 2,7% para 1,9%) assinalaram as principais perdas entre janeiro e fevereiro, enquanto Pará (de 5,4% para 5,7%) e Paraná (de 3,9% para 4,1%) mostraram os ganhos entre os dois períodos. A média móvel trimestral variou -0,1%, com resultados negativos em 6 dos 15 locais pesquisados no trimestre encerrado em fevereiro, com destaque para os recuos mais acentuados registrados por Pernambuco (-6,5%), Pará (-4,1%), Mato Grosso (-2,9%), Paraná (-1,1%) e Região Nordeste (-1%). Por outro lado, Amazonas (1,1%) e Bahia (0,8%) assinalaram os principais avanços em fevereiro de 2025. No acumulado do ano de 2025, em relação ao mesmo período de 2024, o setor teve expansão de 1,4%, com taxas positivas em 8 dos 18 locais pesquisados. Fevereiro de 2025 x fevereiro de 2024 Na comparação com fevereiro de 2024, a indústria nacional subiu 1,5%, com 5 dos 18 locais pesquisados apontando resultados positivos. Santa Catarina (6%), Paraná (5,5%) e Pará (5,1%) assinalaram os avanços mais intensos. Vale citar que fevereiro de 2025 (20 dias) teve 1 dia útil a mais do que igual mês do ano anterior (19).   Fonte: R7 Foto: Jonne Roriz/Estadão Conteúdo

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Brasil exporta carne para 168 mercados; China lidera ranking, com US$ 7 bilhões

Atualmente, o Brasil exporta carnes — bovina, suína, avícola e afins — para 168 mercados. O ranking é encabeçado pela China, que em 2024 comprou ao menos US$ 7 bilhões. Na sequência, vêm Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, União Europeia e Japão. Em sua última viagem internacional, realizada em março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a abertura do produto para o mercado vietnamita. A carne é o quarto principal item da pauta de exportações brasileira, atrás da soja, do petróleo bruto e minério de ferro. O valor somado dos cinco maiores compradores de carnes brasileiras em 2024 foi de quase US$ 13,3 bilhões, de acordo com dados do Ministério da Agricultura e Pecuária. Exportação carne Brasil – Luce Costa/Arte R7 No fim de março, Lula realizou uma viagem internacional à Ásia e visitou o Vietnã, onde fechou acordo e anunciou a abertura do mercado de carne brasileira para o país. Em 2025, o Vietnã já figura como o quarto maior destino das exportações dos produtos da agropecuária brasileira, respondendo por 3,2% do que foi comercializado até fevereiro, atrás de China, União Europeia e Estados Unidos. Lula também foi ao Japão, e o país propôs ações para acelerar a abertura do mercado à carne bovina brasileira. A demanda histórica dos produtores brasileiros foi um dos temas do encontro entre o presidente brasileiro e o primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba. Ishiba sugeriu a formação de um grupo para o acompanhamento do setor e manifestou disposição de enviar especialistas sanitários para coletar informações e avançar mais rapidamente nas próximas etapas de abertura do mercado. Um dos objetivos da viagem de Lula era, de fato, conseguir o compromisso político do Japão de enviar uma missão técnica para inspecionar as condições da produção de carne bovina do país. O Japão importa cerca de 70% da carne bovina que consome, o que representa aproximadamente US$ 4 bilhões ao ano. Desse total, 80% são importados dos Estados Unidos e da Austrália, históricos aliados do país. No caso do Brasil, o processo de negociação para exportar a carne bovina ao Japão vem sendo conduzido há mais de 20 anos. Em maio de 2024, o Brasil se tornou livre de febre aftosa sem vacinação animal. O status abre caminho para que o Brasil possa exportar carne bovina para países como o Japão e a Coreia do Sul, por exemplo, que só compram de mercados livres da doença sem vacinação. Por outro lado, o fim da vacinação exigirá protocolos mais rígidos de controle sanitário por parte dos estados. O ciclo de vacinação de bovinos e bubalinos contra a febre aftosa no Brasil começou há mais de 50 anos, e o último registro da doença ocorreu em 2006. Atualmente, no Brasil, só os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes de Amazonas e Mato Grosso têm o reconhecimento internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação. Processo de exportação É necessário cumprir requisitos regulamentados pelo Ministério da Agricultura, por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária, para ter acesso ao mercado externo. O principal deles é a obtenção do registro do estabelecimento no SIF (Serviço de Inspeção Federal), que atesta a regularidade sanitária, técnica e legal das instalações e etapas de processo. Depois da concessão do registro, a empresa deve solicitar habilitação para exportar junto ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal. Atualmente, ao menos 3.200 estabelecimentos nacionais estão registrados no sistema, com habilitação para exportação. Segundo o governo, qualquer companhia registrada possui autorização para o mercado externo para países que não exigem habilitação específica. “Outro requisito é o Certificado Zoossanitário Internacional, que é o documento que expressa o acordo sanitário estabelecido entre autoridades sanitárias de países que realizam, entre si, comércio de animais e material de multiplicação animal. Significa que, ao emitir o documento, a autoridade sanitária do país de origem da mercadoria atesta o cumprimento de todas as condições, chamadas requisitos sanitários, que incluem exigências de saúde e bem-estar animal, demandadas pelo país importador”, explica o governo.   Fonte: R7

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Consignado do INSS ultrapassa em 3,7 milhões o número total de beneficiários

O número de contratos ativos de crédito consignado do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ultrapassou em 3,7 milhões o número total de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios. Segundo dados do Portal da Transparência Previdenciária, existem 44,4 milhões de empréstimos com desconto em folha, enquanto o RGPS (Regime Geral de Previdência Social) tem 34,3 milhões de pessoas. Outros 6,4 milhões recebem benefício assistencial, como o BPC (Benefício de Prestação Continuada), por exemplo. Os dados se referem a dezembro, e foram divulgados na última semana pelo Ministério da Previdência Social. O consignado também registrou aumento de 11,5% em dezembro de 2024 ante igual período do ano anterior, passando de R$ 81,9 bilhões para R$ 91,3 bilhões. Os aposentados respondem por 64% (R$ 58 bilhões) dos descontos do consignado, enquanto os pensionistas são 24% (R$ 22 bilhões) e os assistenciais, 12% (R$ 11 bilhões). Volume de empréstimos a aposentados e pensionistas – Arte/R7 O Ministério da Previdência Social afirma que, a maior quantidade de empréstimos em relação aos beneficiários, é preciso considerar que a legislação permite a um segurado ter até 15 linhas de crédito. “Para aposentadorias e pensões o beneficiário pode comprometer até 45% do valor recebido, a divisão dos 45% é assim: 35% empréstimo pessoal, 5% cartão de crédito e 5% cartão benefício. No caso do BPC Loas a margem é de 35% (30% empréstimo e 5% para os cartões)”, afirma a pasta em nota. A modalidade é oferecida a quem tem aposentadoria ou pensão creditada em conta-corrente. Pelo fato de o valor ser descontado diretamente na folha de pagamento, é opção de empréstimo fácil e com juro baixo. O teto da taxa é de 1,85% ao mês. Já na modalidade de cartão de crédito e cartão consignado de benefício, o índice é de 2,46% ao mês. Novas medidas Neste ano, duas medidas que entraram em vigor podem aumentar ainda mais os empréstimos, segundo especialistas. Desde janeiro, foi liberado o crédito consignado já no primeiro benefício recebido. Mas o empréstimo só pode ser feito na instituição pagadora do benefício, ou seja, no banco que processa a folha do INSS. Só após 90 dias, o aposentado e pensionista poderá pedir empréstimo em outro banco. O governo federal também ampliou de 84 para 96 meses o prazo máximo para o pagamento de empréstimos consignados. Para Fernando Lamounier, educador financeiro e diretor da Multimarcas Consórcios, todo empréstimo tem que ser avaliado com atenção para não comprometer a renda, no caso de aposentados e pensionistas, esta atenção tem que ser dobrada. “O aposentado não pode esquecer que será descontado na folha e que durante um determinado período a sua renda será menor. Os gastos, principalmente com remédios e planos de saúde, aumentam a cada mês.” (Fernando Lamounier) O educador reforça que a cláusula de exclusividade, ainda que temporária, poderá trazer riscos para um público considerado frágil, com juros mais altos. Mesmo podendo fazer a portabilidade ao fim dos 90 dias, o processo envolve burocracias e a quitação do contrato original, com a cobrança de impostos duas vezes. “O aposentado ou pensionista tem que se atentar às taxas de juros cobradas durante o período e quais as imposições colocadas para a portabilidade após os 90 dias. Para migrar o crédito veja antes o percentual de IOF (Imposto sobre Operações) que pode duplicar na migração. No momento de urgência, quase ninguém lê as taxas de juros”, analisa. No Brasil, 19,1% dos endividados têm mais de 60 anos, segundo o Mapa da Inadimplência do Serasa, em fevereiro, último levantamento da empresa. Para Rubens Neto, especialista da Crédito Popular, a tendência é que ocorra um aumento significativo no volume de clientes solicitando esse benefício, já que a medida beneficia aposentados e pensionistas na amortização das dívidas. “Com esse aumento no prazo, o valor total das parcelas pode ser distribuído por um período maior, proporcionando mais flexibilidade financeira para os beneficiários. Além disso, um prazo mais longo permite que aposentados e pensionistas do INSS tenham acesso a valores de crédito mais altos, caso necessitem, sem comprometer excessivamente sua renda mensal.” (Rubens Neto) Como consultar Os aposentados e pensionistas podem consultar as taxas oferecidas pelos bancos por meio do portal ou aplicativo Meu INSS. Ao selecionar o serviço “extrato de empréstimos”, opção “instituições e taxas”, os juros estarão disponíveis para que o segurado verifique qual a taxa mais vantajosa antes de pegar o empréstimo. Dicas antes de realizar um empréstimo Identifique a causa das suas dívidas: este é o primeiro passo para resolvê-la. Melhor que sair das dívidas é sair dela, e não entrar em outras. Nunca empreste seu nome ou crédito para terceiros, mesmo que a pessoa seja de extrema confiança: muitos aposentados realizam empréstimos para ajudar familiares que posteriormente deixam de quitá-las. Neste momento pense em sua renda e suas mensalidades. Verifique se a dívida é para ajustar um problema pontual ou se é algo recorrente: colocar todas as dívidas em uma lista e analisar se o empréstimo é a solução imediata para o problema ou apenas um remédio temporário. Às vezes, a melhor solução é cortar despesas e não as aumentar. Fonte: Fernando Lamounier Orientações do Procon-SP O beneficiário interessado deve consultar o INSS para saber quais instituições são autorizadas a oferecer o empréstimo consignado e pesquisar as taxas de juros de cada uma delas, observando o seguinte: a contratação não pode ser efetuada por telefone, só pessoalmente ou por meio eletrônico a taxa máxima de juros já inclui todos os custos da operação, portanto, tarifa de abertura de crédito (TAC) ou qualquer outra não é permitida os empréstimos só podem ser contratados no estado em que o beneficiário reside e recebe o benefício é proibido estipular prazo de carência para o início do pagamento das parcelas, ou seja, ao receber o empréstimo, o beneficiário não pode começar a pagá-lo meses depois Bancos e financeiras devem informar antes da assinatura do contrato: o valor total contratado com e sem juros taxa mensal e anual de juros valor, número e periodicidade das prestações data do início e fim do desconto custo efetivo

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Poupança tem saque líquido de R$ 11,459 bilhões em março, revela BC

A caderneta de poupança teve saque líquido de R$ 11,458 bilhões em março, segundo dados publicados pelo Banco Central nesta segunda-feira, 7. É a maior retirada para o mês desde 2022, quando o resultado foi negativo em R$ 15,356 bilhões. De janeiro a março de 2025 é negativo em R$ 45,692 bilhões. No mês passado, os aportes na caderneta de poupança somaram R$ 339,637 bilhões. Os saques atingiram R$ 351,096 bilhões. No acumulado do ano, os depósitos chegam a R$ 998,517 bilhões, e os saques, a R$ 1,044 trilhão. Considerando o rendimento de R$ 5,875 bilhões na caderneta da poupança em maio, o saldo é positivo em R$ 1,004 trilhão – o menor nível desde maio de 2024, quando era de R$ 993,273 bilhões. Mesmo assim, é o décimo mês seguido acima da linha de R$ 1 trilhão.   Fonte: R7

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Preço do etanol cai em 12 estados e no DF, sobe em 6 e fica estável em 8, informa ANP

Os preços médios do etanol hidratado caíram em 12 estados e no Distrito Federal, subiram em 6 e ficaram estáveis em 8 estados na semana de 30 de março a 5 de abril. Os dados são da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Nos postos pesquisados pela agência em todo o país, o preço médio do etanol caiu 0,93% na comparação com a semana anterior, para R$ 4,28 o litro. Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, a cotação média recuou 0,24% no período, para R$ 4,16 o litro. A maior queda porcentual na semana, de 5,45%, foi registrada em Goiás, onde o litro passou a R$ 4,16. A maior alta no período, na Bahia, foi de 1,08%, para R$ 4,70 o litro. O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,46 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,49, foi observado em Pernambuco. Já o menor preço médio estadual, de R$ 3,95, foi registrado em Mato Grosso, enquanto o maior preço médio foi verificado no Amazonas, de R$ 5,48 o litro. Competitividade O etanol mostrou-se mais competitivo em relação à gasolina em seis estados. Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 67,83% ante a gasolina no período, portanto favorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado. O etanol é mais competitivo em relação à gasolina nos seguintes estados: Goiás (66,88%); Mato Grosso (63,71%); Mato Grosso do Sul (66,78%); Minas Gerais (69,76%); Paraná (67,92), e São Paulo (67,31%).   Fonte: R7 Foto: José Cruz/Agência Brasil

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Estimativas do mercado para inflação e PIB permanecem estáveis

As previsões do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos em 2025 – a expansão da economia e o índice de inflação – ficaram estáveis na edição desta segunda-feira (7) do Boletim Focus. A pesquisa realizada com economistas é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC). Para este ano, a expectativa para o crescimento da economia está em 1,97%. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país – também foi mantida em 1,6%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos. Em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando o PIB alcançou 4,8%. A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,90 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,99. Inflação A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – para 2025 foi mantida em 5,65% nesta edição do Boletim Focus. Para 2026, a projeção da inflação ficou em 4,5%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,78%, respectivamente. A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%. Puxada pela alta da energia elétrica, em fevereiro a inflação oficial ficou em 1,31%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o maior resultado desde março de 2022 quando tinha marcado 1,62%, e o mais alto para um mês de fevereiro desde 2003 (1,57%). Em 12 meses, o IPCA soma 5,06%. Juros básicos Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 14,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A alta do preço dos alimentos e da energia  e as incertezas em torno da economia global fizeram o BC aumentar mais uma vez os juros em um ponto percentual na última reunião, em março, o quinto aumento seguido da Selic em um ciclo de contração na política monetária. Em comunicado, o Copom informou que a economia brasileira está aquecida, apesar de sinais de moderação na expansão. Segundo o colegiado, a inflação cheia e os núcleos (medida que exclui preços mais voláteis, como alimentos e energia) continuam em alta. O órgão alertou que existe o risco de que a inflação de serviços permaneça alta e informou que continuará a monitorar a política econômica do governo. Em relação às próximas reuniões, o Copom informou que elevará a Selic “em menor magnitude” na reunião de maio e não deixou pistas para o que acontecerá depois disso. Além de esperada pelo mercado financeiro, a elevação em um ponto havia sido anunciada pelo Banco Central na reunião de janeiro. Até dezembro próximo, a estimativa do mercado financeiro é que a taxa básica suba para 15% ao ano. Para 2026, 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida para 12,5% ao ano, 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. Fonte: Agência Brasil Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Bolsas da Ásia despencam após ‘tarifaço’ de Trump começar

As bolsas de Xangai e de Shenzhen caíram 7,34% e 9,66%, respectivamente, em um dia marcado pela reação do mercado às contramedidas chinesas anunciadas na sexta-feira (4) às taxas impostas por Washington sobre produtos do país asiático. A Bolsa de Xangai desceu 245,43 pontos para 3.096,58, enquanto a Bolsa de Shenzhen caiu 1001,23 pontos para 9.364,5. Os dois índices viram assim evaporar-se os ganhos acumulados desde setembro do ano passado, quando os anúncios de estímulo econômico das autoridades chinesas levaram o índice a máximos não vistos desde 2023. As perdas nas bolsas da China continental ocorreram em um dia em que outras bolsas asiáticas também registaram quedas significativas, a maior já registrada no caso do índice de referência da Bolsa de Valores de Taipei, o Taiex. Os mercados reagiram ao aumento das tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo. Pequim lançou na última sexta-feira várias contramedidas às taxas anunciadas pelo Presidente dos EUA, Donald Trump. As medidas de Pequim incluem taxas de 34% sobre produtos oriundos dos EUA, sanções contra empresas norte-americanas, restrições à exportação de certas terras raras ou a abertura de investigações antimonopólio e ‘antidumping’ contra empresas e produtos norte-americanos. O Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista Chinês, destacou hoje, em editorial, que a aplicação pelos Estados Unidos de uma taxa adicional de 34% sobre as importações chinesas, a somar às anteriores taxas de 20%, significará uma “redução do comércio bilateral” com os EUA e “um impacto negativo a curto prazo nas exportações”.   Fonte: R7 Foto: Reuters / Paulo Whitaker

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‘Tarifaço’: EUA cita Rua 25 de Março como mercado de pirataria

Dois dias antes do anúncio do tarifaço do então presidente Donald Trump, o governo dos Estados Unidos divulgou um relatório que aponta o Brasil como um dos países com alto índice de pirataria e falsificação. O documento, que trata do comércio exterior, reconhece avanços na fiscalização, mas critica a persistência do mercado ilegal, tanto físico quanto online. A Rua 25 de Março, em São Paulo, foi mencionada nominalmente como um dos pontos mais notórios de comércio de produtos falsificados. A pirataria no Brasil gerou prejuízos estimados em quase R$ 500 bilhões apenas em 2024, segundo o Fórum Nacional Contra a Pirataria. Isso inclui perdas de vendas para empresas legalizadas e impostos não arrecadados. “Deixam de gerar empregos, de atrair novos investimentos… Está sendo fortalecida a estrutura criminosa que arrecada esse dinheiro que poderia estar circulando na economia formal”, afirmou Edson Vismona, presidente do Fórum. Ele também alertou para os riscos à saúde e segurança do consumidor e o envolvimento de organizações criminosas nesse mercado. Apesar das críticas ao Brasil, o relatório norte-americano cita também outros países e reconhece que o problema é global. “É um flagelo mundial”, disse Vismona, defendendo ações coordenadas entre nações. Nos Estados Unidos, cidades como Nova York também enfrentam problemas semelhantes com a venda de produtos falsificados nas ruas. A União dos Lojistas da 25 de Março respondeu que repudia a generalização feita no relatório e destacou que a maioria dos lojistas da região atua dentro da legalidade, com apoio do poder público para combater irregularidades pontuais.   Fonte: R7 Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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China apresenta queixa na Organização Mundial do Comércio por tarifas dos EUA

A China informou ao fim da noite de sexta-feira (4), que registrou uma queixa na OMC (Organização Mundial do Comércio) em resposta às novas tarifas dos Estados Unidos. O Ministério do Comércio da China disse, em nota, que as novas tarifas dos EUA são “típica intimidação unilateral” que violam as regras da OMC. O governo chinês pediu aos EUA que retirassem as sobretaxas. Nesta semana, os Estados Unidos anunciaram a imposição de uma tarifa adicional de 34% sobre as importações chinesas. Essa tarifa se soma a taxas anteriores que os EUA impuseram sobre as importações chinesas, elevando o total de tarifas que esses produtos enfrentarão no mercado americano para cerca de 70%, de acordo com economistas. A China respondeu na sexta-feira com a adoção de tarifas de 34% sobre produtos dos EUA. A ação da China na OMC tende a ter impacto limitado, já que o mecanismo da organização para resolver disputas comerciais está inativo desde o primeiro mandato do presidente Trump. ‘Tarifaço’ de Trump As novas tarifas fazem parte de uma estratégia que Trump tem defendido desde o início de sua campanha para retornar à Casa Branca. Ele argumenta que os Estados Unidos são tratados de forma injusta por seus parceiros comerciais, que impõem barreiras tarifárias elevadas à entrada de produtos norte-americanos. O republicano sustenta que esse cenário prejudica a indústria local, desestimula investimentos internos e favorece a saída de capital do país. Em resposta, ele assinou uma ordem executiva em 13 de fevereiro determinando que sua equipe econômica estudasse a implementação de tarifas para equilibrar as relações comerciais. Na semana passada, Trump indicou que pode adotar uma abordagem mais flexível em relação a determinados parceiros. Em uma conversa com jornalistas no Salão Oval, ele afirmou que poderia ser “gentil” e “menos agressivo do que totalmente recíproco”, pois, segundo ele, um modelo estritamente recíproco poderia ser “duro demais para algumas nações”.   Fonte: R7 Foto: Divulgação/White House

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