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Categoria: Economia

Minas Gerais descarta 450 toneladas de ovos férteis após caso de gripe aviária no RS

Segundo nota oficial, o descarte visa garantir a contenção e erradicação do vírus da Influenza Aviária  O governo de Minas Gerais descartou 450 toneladas de ovos férteis e outros materiais provenientes de Montenegro, no Rio Grande do Sul, após a confirmação de um caso de gripe aviária em uma granja comercial do município. A decisão foi anunciada neste sábado (17) como uma medida preventiva para preservar o status sanitário das granjas mineiras.  A ação foi coordenada pela Secretaria de Agricultura e pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), que rastrearam a origem da carga. Segundo nota oficial, o descarte visa garantir a contenção e erradicação do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), além de proteger a capacidade produtiva do setor avícola do estado. As medidas seguem diretrizes estabelecidas no Plano de Contingência da IAAP, firmado em 2022 entre União, estados e o setor produtivo, após os primeiros registros da doença na América do Sul.  Ovos férteis, que são utilizados para a produção de novas aves — e não para consumo humano —, foram os alvos do descarte. As autoridades informaram que o rastreamento das cargas vindas da granja afetada ainda está em andamento e que novas medidas de descarte não estão descartadas nos próximos dias.  Minas Gerais é o segundo maior produtor de ovos do Brasil e ocupa a quinta posição na criação de galináceos. Diante disso, o estado reforça seu compromisso com a segurança sanitária e a proteção da cadeia produtiva, uma das mais relevantes para a economia local e nacional. (Renan Isaltino)

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Itaipu completa 51 anos com foco em inovação e transição energética

A modernização tecnológica da hidrelétrica está recebendo US$ 649 milhões em investimentos  A Usina Hidrelétrica de Itaipu, referência mundial em geração de energia limpa, celebra neste sábado (17) seus 51 anos de história. Resultado de um tratado assinado entre Brasil e Paraguai em 1974, a usina é peça-chave no abastecimento elétrico e no desenvolvimento da região.  Hoje, cerca de 7% da eletricidade consumida no Brasil vêm de Itaipu, que opera com mais de 97% de disponibilidade e atende mais de 20 milhões de pessoas no país. Desde 2023, a tarifa da energia gerada teve uma redução de 26%, percentual que será mantido até o fim de 2026.  Em 2025, Itaipu foi reconhecida com o Milestone Award, principal premiação do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), que homenageia obras de impacto global na engenharia.  Construída sem recursos digitais e com o trabalho de mais de 40 mil operários, a usina possui hoje 20 unidades geradoras e 14 GW de potência instalada. Desde o início da operação, já foram produzidos mais de três bilhões de megawatts-hora — energia suficiente para abastecer o planeta por 43 dias.  Para o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, a usina vai além da geração de energia. “É um projeto de integração entre nações, com compromisso com o desenvolvimento sustentável e liderança na transição energética. Ao completar 51 anos, reafirmamos nossa missão de oferecer energia limpa e acessível com responsabilidade social e ambiental”, afirmou.      Inovação energética  A usina investe fortemente na inovação e na transição energética. Entre os projetos em andamento estão iniciativas com biogás, hidrogênio de baixo carbono, combustível sustentável para aviação e uma planta solar flutuante no próprio reservatório. A modernização tecnológica da hidrelétrica está recebendo US$ 649 milhões em investimentos.  Além da produção de energia com uma das três tarifas mais baixas do país, Itaipu mantém, desde os anos 1980, uma atuação destacada em sustentabilidade. Em 2005, incorporou oficialmente esse compromisso à sua missão institucional, reforçando a responsabilidade socioambiental como pilar da operação. (Renan Isaltino) Fonte: Agência Brasil Foto: divulgação

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Gripe aviária: Uruguai entra para a lista de países que suspenderam a importação de frango do Brasil

O Uruguai se juntou à Argentina, China e União Europeia e suspendeu a importação de frango brasileiro. O anúncio foi feito neste sábado (17). A medida foi tomada depois da confirmação do primeiro caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul. A expectativa do Ministério da Agricultura é que os embargos sejam flexibilizados com o avanço das ações para conter o vírus. O caso foi identificado na cidade gaúcha de Montenegro.   Fonte: R7  

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Gripe aviária no Sul pode abaixar preço do frango, mas encarecer o do ovo, preveem economistas

O registro de um caso de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul e a consequente suspensão das importações brasileiras por alguns países podem provocar impactos nos preços do produto no mercado interno, segundo economistas ouvidos pelo R7. Com a interrupção nas vendas externas, a tendência é de aumento da oferta de carne de frango no mercado interno, o que deve pressionar os preços para baixo no curto prazo. Por outro lado, a redução da criação de aves como forma de conter a propagação do vírus pode afetar a produção de ovos e, consequentemente, encarecer o produto. Entre os países que já confirmaram a suspensão da compra de frango do Brasil está a China, principal destino das exportações brasileiras de carne de aves. Argentina e União Europeia também vão deixar de importar a proteína por tempo indeterminado. “Isso faz com que, de uma hora para a outra, você deixe de colocar no mercado internacional a carne de frango. Isso, de alguma forma, vai aumentar a oferta interna, e os preços devem ficar mais baixos internamente, porque haverá maior oferta”, comentou o economista e professor de mercado financeiro da UnB (Universidade de Brasília) César Bergo. Autoridades do Governo do Rio Grande do Sul informaram que quase 17 mil aves criadas na granja onde a doença foi constatada morreram por gripe aviária. As que sobreviveram foram sacrificadas. Na opinião de Bergo, é fundamental a adoção de medidas sanitárias para evitar a proliferação do vírus e impedir que mais animais sejam afetados. “Quando você acaba, por razões da gripe aviária, tendo que dizimar os animais, tem essa implicação na produção de ovos. Nós observamos isso nos Estados Unidos, que teve a gripe aviária lá, e teve esse reflexo. Então, também pode haver uma consequência para os ovos. Reduzindo a produção de ovos, se aumenta o preço”, analisou. “No geral, esperamos que as autoridades sanitárias tomem as decisões corretas o quanto antes, fazendo com que a localização dessa gripe aviária seja feita e que não contamine outras granjas, sobretudo de Santa Catarina e Paraná, que são os maiores produtores brasileiros”, completou Bergo. O economista Benito Salomão acrescentou que “ainda é preciso esperar e ver se esse é um caso isolado, ou vai haver novos focos”. “Se for um problema maior, isso vai impactar a produção e, consequentemente, a oferta. Os preços domésticos podem subir ao invés de cair”, comentou. “Se, por outro lado, o caso for só esse mesmo, e a crise não escalar de dimensão, as barreiras que esses países estão impondo devem cair, e a demanda externa normalizar”, concluiu. Hábitos de consumo e capacidade de armazenamento Apesar do registro da doença, o Ministério da Agricultura afirma que não há risco de transmissão de gripe aviária para humanos pelo consumo de frango ou ovo. De todo modo, o professor de agronegócio e sistemas agroindustriais da UnB Armando Fornazier chamou atenção para a possibilidade de mudanças nos hábitos de consumo da população. Segundo ele, mesmo com maior oferta de carne no mercado interno, o desfecho dependerá da capacidade do mercado de absorver o volume adicional. “A questão é se o consumidor vai mudar os hábitos ou não, se vai ficar receoso. É difícil prever o consumo. Mas, pela lógica econômica, com menos mercado externo, esse produto vai sobrar no mercado nacional. Com mais oferta de produtos, a tendência seria de queda nos preços. No entanto, essa transmissão da economia — ou seja, a transmissão dos preços — varia de produto para produto”, analisou. Além disso, Fornazier pontuou que uma eventual queda no preço do frango também vai depender da capacidade de armazenamento dos frigoríficos e distribuidores. “Se as empresas tiverem boa capacidade de armazenar carne resfriada, ela pode ficar meses congelada, e não haveria problema em evitar colocar tanto produto no mercado de imediato”, destacou.   Fonte: R7 Foto: CNA/Wenderson Araujo/Trilux

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INSS: balanço aponta 1,345 milhão pedidos de reembolso

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registraram 1.345.817 pedidos de reembolso de descontos não autorizados feitos por entidades associativas, segundo balanço divulgado pela instituição nesta sexta-feira (16), com dados apurados até as 17h. Até quinta-feira (15), 1.051.238 segurados haviam feito o pedido de reembolso. Em números totais, 1.370.635 segurados consultaram a plataforma Meu INSS ou o canal 135 de atendimento telefônico para obter informações sobre descontos de entidades associativas, sendo que 24.818 informaram que o desconto foi autorizado. Segundo o INSS, foram feitos 34.960.465 de acessos à plataforma Meu INSS. Desse total, 5.997.999 de segurados buscaram informações sobre consulta dos descontos no Meu INSS, e 2.836.350 buscaram a plataforma para informar que não tiveram descontos. Esta sexta-feira foi o terceiro dia de funcionamento do serviço que permite ao beneficiário consultar quanto teve de descontos ao longo dos últimos anos e informar se foram autorizados ou não, abrindo, assim, um processo administrativo para receber o dinheiro de volta. São 41 entidades associativas contestadas em todos esses lançamentos, abrangendo todas que têm ou tinham algum credenciamento com o órgão para fazer o desconto. Cerca de 9 milhões de segurados começaram a ser notificados desde terça-feira (13) sobre descontos por entidades e associações. Agora, é possível saber o nome da entidade à qual o aposentado ou pensionista que teve desconto, por meio do serviço Consultar Descontos de Entidades Associativas, disponível no aplicativo. Investigação Os descontos dos aposentados e pensionistas são alvo de investigação pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que apuram a atuação de organizações criminosas para fraudar os benefícios previdenciários, associando de forma não autorizada os segurados do INSS. Ao todo, desde quinta-feira (15), mais de 4,3 milhões de usuários consultaram a plataforma Meu INSS para verificar quanto tiveram de desconto. O prazo para solicitar um eventual reembolso é indeterminado. As associações que tiverem seus descontos contestados por um segurado terão de apresentar uma documentação individualizada, no prazo de 15 dias úteis, para comprovar a adesão voluntária do beneficiário aos descontos ou efetuar o recolhimento do dinheiro devido. Em caso de pagamento, o valor será repassado ao Tesouro Nacional para posterior devolução na conta do segurado. Essas organizações poderão usar uma plataforma própria disponibilizada pela Dataprev. Desde a semana passada, quem não teve descontos associativos recebeu a mensagem “Fique tranquilo, nenhum desconto foi feito no seu benefício”. Alerta de golpes Em seu site, o INSS alerta que não tem feito ligações telefônicas nem enviado mensagens SMS, por e-mail, WhatsApp ou outro canal diferente dos oficiais para informar sobre os descontos de entidades associativas. “É preciso redobrar o cuidado com golpes! O contato oficial com os beneficiários do INSS será feito exclusivamente por meio de notificação no aplicativo Meu INSS. Evite clicar em links suspeitos e não forneça dados pessoais se receber alguma ligação”, alerta a autarquia. As informações de interesse dos cidadãos serão divulgadas pelos meios oficiais do instituto: site do INSS redes sociais oficiais do INSS com o símbolo de conta verificada Em caso de dúvidas, o cidadão deve ligar para a central de teleatendimento 135.   Fonte: Agência Brasil Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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Desemprego cresce em 12 estados no primeiro trimestre de 2025, diz IBGE

A taxa de desemprego cresceu em 12 estados do Brasil no primeiro trimestre de 2025. Nas outras 15 unidades da federação, o índice ficou estável. Os dados são da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (16) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os estados que apresentaram maior taxa de desocupação foram: Pernambuco: 11,6% Bahia: 10,9% Piauí: 10,2% As menores taxas de desemprego foram em: Santa Catarina: 3,0% Rondônia: 3,1% Mato Grosso: 3,5% No último trimestre de 2024, a média nacional de desocupação era de 6,2%. Esse número subiu para 7% nos três primeiros meses deste ano, o que mostra uma desaceleração do mercado de trabalho. Desemprego é maior entre mulheres e negros A desocupação entre mulheres alcançou 8,7%, enquanto para homens chegou a 5,7%. No destaque de cor ou raça, o desemprego ficou acima da média entre pessoas pretas (8,4%) e pardas (8,0%). Já para brancos, o registro foi de 5,6%, abaixo da média nacional. O desemprego disparou entre pessoas com baixa escolaridade e atingiu 11,4% para quem tem ensino médio incompleto. Já para aqueles com nível superior incompleto, a taxa chegou a 7,9%. Pessoas com nível superior completo tiveram o menor índice de desocupação, com 3,9%. Trabalho informal cresce no Maranhão De todos os trabalhadores do Brasil, 38% são informais, segundo o IBGE. Se encaixam na informalidade aqueles que são empregados domésticos ou do setor privado sem carteira de trabalho, além dos que são autônomos sem registro de CNPJ. Os estados com maior taxa de informalidade foram: Maranhão: 58,4% Pará: 57,5% Piauí: 54,6% Já os locais com menor número de trabalhadores informais foram: Santa Catarina: 25,3% Distrito Federal: 28,2% São Paulo: 29,3% Carteira assinada cresce em Santa Catarina Nos três primeiros meses do ano, 74,6% dos trabalhadores do setor privado estavam com carteira assinada. Esse número foi maior nos estados abaixo: Santa Catarina: 87,8% São Paulo: 83,4% Rio Grande do Sul: 81,5% Já a porcentagem de empregados por conta própria alcançou 25,3%. No primeiro trimestre, o estado com mais trabalhadores autônomos foi Rondônia, com 35,6%, seguido por Maranhão, com 32,7%.   Fonte: R7

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Consignado CLT tem liberada a troca de dívida entre bancos nesta sexta (16)

O consignado CLT, para o trabalhador com carteira assinada, tem a troca de empréstimo de um banco para outro liberada a partir desta sexta-feira (16). Com a chamada portabilidade, quem tem crédito consignado ou crédito pessoal vai poder renegociar sua dívida de uma instituição financeira para outra, que ofereça condições de juros mais vantajosas. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, a transferência do empréstimo, prevista inicialmente para 6 de junho, foi antecipada. Mas o trabalhador terá que procurar o banco, pois essa troca não poderá ser feita ainda pela Carteira do Trabalho Digital. Somente a partir de 6 de junho, poderá ocorrer a troca de dívida de todos os empréstimos do Crédito do Trabalhador. O empréstimo consignado é descontado direto da folha de pagamento. Por isso, tem juros mais baixos do que o crédito pessoal. “A intenção é que o trabalhador possa reduzir a taxa de juros da sua dívida original e, caso tenha margem consignável, aumentar o valor do novo empréstimo. Quando o trabalhador migra para o crédito do trabalhador, ele quita automaticamente a dívida antiga, fazendo um novo empréstimo”, afirma o ministério em nota. O consignado para quem tem carteira assinada entrou em vigor em 21 de março e já emprestou R$ 11,3 bilhões até as 17h desta quinta-feira, para mais de 2 milhões de trabalhadores no país. A média dos empréstimos é de R$ 5.383,22 por contrato, com uma prestação média de R$ 317,20 num prazo de 17 meses. Os maiores volumes contratados São Paulo (R$ 2,9 bi) Minas Gerais (R$ 948 milhões) Rio de Janeiro (R$ 927,7 milhões) Paraná (R$ 760,3 milhões) Rio Grande do Sul (R$ 759,3) Migração Desde 25 de abril, começou a migração de dívida no banco de origem do empréstimo. Segundo o ministério, grande parte do crédito pessoal (Crédito Direto ao Consumidor) e consignados, que hoje somam R$ 120 bilhões, devem migrar para o Crédito do Trabalhador. “O CDC hoje tem uma taxa de juros muito de mais de 8%, e o trabalhador poderá conseguir nesta troca renegociar a dívida dele com juros por menos da metade. Com isso, terá um alívio financeiro do seu salário, e reduzirá o seu endividamento”, acrescenta o texto. O programa conta com 35 instituições financeiras, nas mais de 70 instituições já habilitadas. O Banco do Brasil acumula o maior volume de empréstimos, já tendo emprestado R$ 3,1 bilhões por meio do Crédito do Trabalhador, a maioria para liquidar dívidas mais caras. O que é portabilidade Portabilidade de dívida, ou portabilidade de crédito, é a transferência de uma dívida existente de uma instituição financeira para outra. Essa transferência visa obter condições mais vantajosas, como taxas de juros mais baixas, prazos maiores ou outras vantagens que podem facilitar o pagamento da dívida.   Fonte: R7 Foto: ADRIANA TOFFETTI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

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Crédito extraordinário para o INSS não está em discussão, diz Haddad

A abertura de um crédito extraordinário no Orçamento de 2025 para ressarcir aposentados e pensionistas que sofreram descontos indevidos não está em discussão, disse nesta quinta-feira (15), em Brasília, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo ele, o governo ainda avalia o tamanho das retiradas não autorizadas de segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O ministro reiterou que o uso de dinheiro público para reembolsar os aposentados e pensionistas só será feito em último caso. Isso ocorrerá se o dinheiro recuperado das entidades envolvidas nos descontos indevidos for insuficiente para cobrir o ressarcimento. “Não começamos a tratar disso [crédito extraordinário ao INSS] porque ainda não temos uma estimativa do volume de recursos necessários. Temos que esperar para saber qual é efetivamente o tamanho do problema e o que não vai poder ser ressarcido por recursos das próprias associações. Já é pedido o bloqueio de bens. É uma série de questões que quem fraudou tem que pagar”, afirmou Haddad. Limite de crescimento Pelo arcabouço fiscal, créditos extraordinários não contam para o cumprimento da meta de resultado primário e estão fora do limite de crescimento dos gastos em até 2,5% acima da inflação do ano anterior. No entanto, esses créditos resultam em aumento da dívida pública do governo. No início da noite, o Palácio do Planalto divulgou que o número de pedidos de reembolso ao INSS atingiu 1.051.238 em dois dias de funcionamento do sistema de notificações. O número de entidades envolvidas continua em 41. Na quarta-feira (14), cerca de 578 mil aposentados e pensionistas haviam comunicado descontos indevidos nos benefícios, com cerca de 473 mil comunicando hoje. Motociclistas Mais cedo, Haddad havia negado planos para elevar o valor mínimo do Bolsa Família e para elaborar um pacote de aumento de gastos para elevar a popularidade do governo. O ministro não confirmou se uma proposta do Ministério do Trabalho e Emprego de uma linha especial de crédito para motociclistas faz parte do pacote ou se está sendo analisado separadamente. “Ainda não há modelo fechado. Não tem pacote da semana que vem. Existe um conjunto de medidas que são corriqueiras”, declarou. Diferentemente da elevação do Bolsa Família, a linha de crédito especial para troca de motos não teria custo para os cofres públicos. Os financiamentos com juros mais baixos seriam concedidos pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal, mas o governo ainda não definiu se o crédito atenderia apenas a entregadores ou a todos os motociclistas.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Ministro admite que decisões do Congresso impactaram atuação de entidades em fraudes ao INSS

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, confirmou que decisões do Congresso ligadas à ampliação do prazo para que aposentados e pensionistas confirmassem descontos associativos na folha de pagamentos ampliaram a atuação de entidades que levaram a fraudes junto ao INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). A indicação faz parte do calendário analisado pelo ministério, e foi apresentada nesta quinta-feira (15) a senadores da Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor. “O fim da revalidação e expectativa anterior fez com que 11 empresas se credenciassem, empresas novas, associações novas, se credenciassem no INSS. Essas empresas, que agora, descobrimos que eram 100% fraudulentas, a maioria se estabeleceu nesse período”, declarou Queiroz. Segundo o ministro, as situações se ampliaram após uma indicação feita pelo TCU (Tribunal de Contas da União) em 2019. À época, a gestão Bolsonaro determinou que aposentados e pensionistas precisariam autorizar descontos anualmente. “Cada empresa que tinha seus associados, esses associados precisavam renovar essa autorização anualmente. Isso impediria, naquele momento é o que se buscava, que houvesse os descontos permanentes, ou seja, que alguém autorizasse desconto por um ano e passasse 10 anos sendo descontado. Essa foi a ideia”, relembrou Queiroz. A decisão, por MP (Medida Provisória), foi alterada durante análise de deputados e senadores, que optaram para ampliar o período dos descontos para uma autorização a cada três anos e a partir de 2021. O ano também foi adiado pela pandemia de Covid-19. “Era medida justificada e foi por essa razão que Conselho de Previdência recomendou em 2021, que fosse feita a delação de prazo para vigência ser a partir de 2022 quando já haveria vacina e outro ambiente que não mais haveria necessidade de isolamento social”, disse. Durante a apresentação, Wolney também negou omissões de investigação durante o governo Lula e disse que a pasta só teve ciência do impacto das fraudes em operação da PF (Polícia Federal). Segundo o ministro, o prazo foi ligado às necessidades de investigação, pela gravidade de acusações e proporção de tamanho do INSS. “Antes disso, o que todos sabíamos é o que tinha na imprensa, eventualmente menções aos descontos, e havia uma investigação por parte da CGU que durou praticamente dois anos”, disse. “Se fosse uma coisa simples de ser detecta, essa ação teria sido deflagrada pela CGU e PF ainda em 2023″, completou.   Fonte: R7 Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

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Vendas no varejo crescem 0,8% em março e atingem maior patamar histórico, aponta IBGE

As vendas do comércio varejista cresceram 0,8% em março de 2025, frente a fevereiro, e atingiram o maior nível da série histórica iniciada em janeiro de 2000. Os dados fazem parte da PMC (Pesquisa Mensal de Comércio) divulgada nesta quinta-feira (15) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Este é o terceiro mês seguido de alta nas vendas, que já haviam registrado avanço de 0,5% em fevereiro e de 0,7% em janeiro. Com isso, a média móvel trimestral avançou 0,6%, sinalizando uma tendência positiva no setor. “O resultado de março consolida a recuperação do varejo iniciada no fim de 2024. Apesar das adversidades em alguns segmentos, a trajetória segue de crescimento”, analisa Cristiano Santos, gerente da pesquisa. Variação anual é negativa, mas acumulado em 12 meses é positivo Na comparação com março de 2024, porém, o volume de vendas caiu 1,0%, interrompendo uma sequência de resultados positivos na comparação interanual. Ainda assim, o setor acumula alta de 1,2% no ano e crescimento de 3,1% nos últimos 12 meses. No recorte do varejo ampliado — que inclui os segmentos de veículos e material de construção — o volume de vendas subiu 1,9% em março na comparação com fevereiro, mas caiu 1,2% frente a março do ano passado. No acumulado do ano, o avanço foi de 1,1%, e em 12 meses, 3,0%. Maioria dos segmentos teve alta em março Seis das oito atividades pesquisadas apresentaram crescimento no volume de vendas em março, com destaque para: Livros, jornais, revistas e papelaria: +28,2% Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: +3,0% Outros artigos de uso pessoal e doméstico: +1,5% Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: +1,2% Tecidos, vestuário e calçados: +1,2% Hiper e supermercados: +0,4% Por outro lado, dois segmentos recuaram no mês: Móveis e eletrodomésticos: -0,4% Combustíveis e lubrificantes: -2,1% No varejo ampliado, material de construção teve alta de 0,6% e veículos, motos, partes e peças, avanço de 1,7%. Pressão negativa vem de supermercados e papelarias na comparação anual Na comparação com março de 2024, cinco das oito atividades do varejo registraram queda, com destaque para: Livros, jornais, revistas e papelaria: -6,9% Outros artigos de uso pessoal e doméstico: -6,3% Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -2,1% Hiper e supermercados: -1,4% Combustíveis e lubrificantes: -0,8% Segundo o IBGE, o recuo nas vendas de livros e papelaria é o mais intenso desde novembro de 2024, e o segmento já acumula 11 meses consecutivos de queda. Já o setor de hiper e supermercados — de grande peso no índice geral — exerceu a maior influência negativa no resultado interanual de março, respondendo por -0,8 ponto percentual do total de -1,0% registrado no varejo. Receita cresce mais que o volume de vendas Enquanto o volume de vendas variou positivamente, a receita nominal do comércio varejista cresceu ainda mais: +1,2% em março, +7,0% no acumulado do ano e +8,0% nos últimos 12 meses. No varejo ampliado, a receita teve alta de 1,5% no mês, 5,9% no ano e 7,0% em 12 meses — reflexo, em parte, da inflação e do aumento no preço dos produtos, especialmente nos setores de combustíveis, medicamentos e alimentos.   Fonte: R7 Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo

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