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Categoria: Economia

Como fica o uso do cartão de crédito com a derrubada do decreto que aumentava o IOF?

Após o Congresso Nacional derrubar nesta quarta-feira (25) decreto que aumentava o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), as regras voltam como eram antes. As medidas eram para garantir o cumprimento da meta fiscal pelo governo federal. Uma delas encarecia as viagens para o exterior, pois operações de câmbio, como compra de moeda em espécie e carregamento de cartão internacional pré-pago para gastos pessoais, passaram a ter uma alíquota de 3,5%. Com a queda dos dois decretos do governo federal, o imposto voltou como era antes. A compra de dólar em espécie e contas de cartão internacional pré-pago passam agora a ter o IOF de 1,1%. Já as compras feitas com cartão de crédito no exterior voltam a ter alíquota de 3,38% em vez de 3,5%. “Algumas regras voltaram ao cenário anterior. Para quem viaja ou faz compras internacionais com cartão de crédito, a alíquota do IOF continua em 3,38%, um percentual que vinha sendo reduzido gradualmente até 2028, mas que agora permanece nesse patamar por tempo indefinido”, afirma Wagner Moraes, CEO da A&S Partners. Já no caso de transferências para contas no exterior de mesma titularidade, como aquelas feitas por aplicativos de câmbio digital, o IOF volta a ser de 1,1%. “As remessas com fins de investimento mantêm a alíquota reduzida de 0,38%, o que é um ponto positivo para quem aplica em ativos internacionais, como ações ou fundos”, acrescenta Moraes. Para ele, o principal efeito da decisão é duplo: de um lado, o governo perde um instrumento de arrecadação e mostra fragilidade política no Congresso; de outro, há um certo alívio para consumidores e viajantes, que vinham se preparando para um cenário de aumento nas taxas. “Ainda assim, é fundamental lembrar que, além do IOF, outros custos, como o spread cambial, seguem impactando o valor final das operações. Por isso, vale a pena comparar as condições oferecidas por bancos e plataformas antes de tomar decisões de gastos ou investimentos no exterior”, orienta o especialista em finanças. Como fica a cobrança de IOF Compra de dinheiro estrangeiro em espécie – 1,1% Cartões internacionais (crédito, débito, pré-pagos) – 3,38% Cartões de contas internacionais – 1,1% Cheques de viagens para gastos pessoais – 3,38% Transferências para aplicações de fundos nacionais no exterior – 0% Remessa para conta no exterior (investimentos) – 0,38% Como era com o decreto Compra de dinheiro estrangeiro em espécie – 3,5% Cartões internacionais (crédito, débito, pré-pagos) – 3,5% Cartões de contas internacionais – 3,5% Cheques de viagens para gastos pessoais – 3,5% Transferências para aplicações de fundos nacionais no exterior – 0% Remessa para conta no exterior (investimentos) – 1,1% Incerteza jurídica Para o advogado tributarista Iuri Alexandre Guralh da Silveira, da Andersen Ballão Advocacia, a derrubada do decreto trouxe uma incerteza jurídica. “Um decreto legislativo que suspende outra norma deve, no melhor dos mundos, dizer o que acontece com as relações jurídicas constituídas na vigência daquela norma que ele suspende. Isso não aconteceu. O texto do decreto que foi promulgado pelo Congresso Nacional simplesmente afirma que o decreto da alta do IOF está suspenso”, afirma o advogado. Segundo ele, a situação das contas públicas do governo federal, já que a intenção do decreto era aumentar a arrecadação, é improvável, porque não há medidas compensatórias ou de ressarcimento por parte do executivo federal. “Esse decreto tem uma potencial de inconstitucionalidade. Isso porque a Constituição só autoriza que o Congresso Nacional suspenda uma norma do poder executivo quando ela extrapola seu limite regulamentar. E, em tese, o poder executivo poderia alterar as alíquotas do IOF por meio do decreto”, avalia. As medidas que alteravam o IOF foram apresentadas pelo governo federal como uma forma de equilíbrio fiscal. A expectativa inicial do Executivo era obter cerca de R$ 20,5 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões em 2026 com as mudanças.   Fonte: R7 Foto: THIAGO TEIXEIRA/ESTADÃO CONTEÚDO

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Relatório do BC prevê alta de 2,1% do PIB e queda da inflação em 2025

O Banco Central revisou para cima as expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de 1,9% para 2,1% em 2025; e para baixo as projeções de inflação do mesmo ano, passando de 5,1% para 4,9%. Soma de todas riquezas produzidas no país, o PIB, apesar da previsão de crescimento, permanece, segundo a autoridade monetária, com uma “perspectiva de desaceleração da atividade ao longo do ano”. O Relatório de Política Monetária (RPM) divulgado hoje (26) pelo BC contém as diretrizes das políticas adotadas pelo Comitê de Política Monetária (Copom), além de apresentar uma avaliação da evolução recente e das perspectivas da economia. Inflação Na comparação com o relatório anterior, as projeções de inflação tiveram leve queda para 2025 e 2026. A projeção para 2025 caiu 0,2 p.p. [de 5,1%, estimado no relatório de março, para 4,9%]. Para 2026, a estimativa inflacionária é de redução de 0,1 p.p. “Neste último horizonte, houve queda das projeções da inflação tanto de preços livres como de administrados”, diz o relatório. O documento avalia que essas projeções têm, por base, pressões inflacionárias derivadas de uma atividade econômica “mais forte que o esperado”, jogando o índice para cima. Por outro lado, fatores como apreciação cambial e queda do preço do petróleo estariam a jogar o índice inflacionário para baixo. Meta A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, podendo variar 1,5% para mais ou para menos – o que resulta em um intervalo entre 1,5% e 4,5%. Desta forma, resume o documento, a economia aquecida favorece a alta da inflação, dificultando a convergência para a meta. “A inflação se mantém acima da meta e as expectativas de inflação permanecem desancoradas. A inflação acumulada em doze meses, medida pelo IPCA, aumentou de 5,06% em fevereiro para 5,32% em maio. A alta foi ligeiramente menor do que a antecipada: em relação ao cenário de referência apresentado no relatório anterior, a surpresa foi de -0,06 p.p.”, complementa o BC. Preocupação a longo prazo A autoridade monetária avalia que, considerando a série trimestral dessazonalizada, tanto a inflação cheia como a média dos núcleos foram “ligeiramente menores que no trimestre anterior, mas continuam acima da meta”, mas que, diante das expectativas de uma economia desancorada, “não houve melhora nas expectativas de inflação para horizontes mais longos”. De acordo com a ata do Copom divulgada na terça-feira (24), para assegurar a convergência da inflação à meta em ambiente de expectativas desancoradas, é exigida uma política monetária em “patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado”. Projeções O relatório divulgado hoje considera que, tendo por base as projeções do cenário de referência, a inflação se mantém “acima do limite do intervalo de tolerância nos próximos meses, começando a cair a partir do quarto trimestre, mas ainda permanecendo acima da meta”. “Nesse cenário, a inflação acumulada em quatro trimestres fica na faixa de 5,4%-5,5% nos três primeiros trimestres de 2025, cai para 4,9% no final do ano, 3,6% em 2026 e 3,2% no último período considerado, referente ao quarto trimestre de 2027. Portanto, no horizonte relevante de política monetária, considerado como sendo o quarto trimestre de 2026, a inflação projetada é 3,6%”, detalhou. Cenário doméstico No cenário doméstico, os dados de atividade e de mercado de trabalho se apresentaram, segundo o relatório, um pouco mais fortes que o esperado, com uma taxa de desocupação voltando a recuar, com aumentos do nível de ocupação e da taxa de participação. O PIB cresceu 1,4% no primeiro trimestre de 2025, “destacando-se o desempenho de setores menos sensíveis ao ciclo econômico, em especial a agropecuária”. Ambiente externo Com relação ao ambiente externo, o relatório o considera ainda adverso, motivo pelo qual faz-se necessária cautela por parte de países emergentes. Na avaliação do BC, o acirramento da tensão geopolítica “adiciona ainda mais incerteza” a esse cenário, em função da conjuntura e da política econômica nos EUA, “principalmente acerca de suas políticas comercial e fiscal e de seus respectivos efeitos”. “O comportamento e a volatilidade de diferentes classes de ativos também têm sido afetados, com reflexos nas condições financeiras globais”, complementa.   Fonte: Agência Brasil Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Febraban vê risco no uso de bets para lavagem de dinheiro do crime

O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, manifestou preocupação com o uso das apostas esportivas online, as chamadas bets, para a lavagem de dinheiro. Segundo ele, poder público e sociedade precisam atuar de forma conjunta para evitar que esse tipo de jogo seja usado como ferramentas de operação financeira para atividades ilícitas. “Os jogos on-line de apostas são um canal de risco para lavagem de dinheiro. Estado e o setor privado precisam agir com firmeza para não permitir que o crime organizado os use para ampliar seus tentáculos e suas operações financeiras”, disse o presidente da Febraban nesta quarta-feira (25), durante seminário sobre lavagem de dinheiro e enfrentamento ao crime organizado no Brasil, em Brasília. O evento foi promovido pelo Instituto Esfera Brasil e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Isaac Sidney lembrou que a atividade é fruto de uma decisão legislativa.  “Há muito a ser feito sob o ponto de vista regulatório e de fiscalização. O poder público precisa separar joio do trigo e cuidar da saúde mental das pessoas”, acrescentou ao lembrar que, além do risco de serem usadas para lavar dinheiro advindo do crime, as bets representam risco para pessoas viciadas em jogos. “Vemos um bombardeio de publicidade, enquanto empresas se movimentam nas sombras, até para ganhar em cima de pessoas com vulnerabilidade”, completou.   Fonte: Agência Brasil Foto: Rafa Rezende/Febraban

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Em ata, Copom indica pausa na alta dos juros, mas mantém tom de alerta

O Banco Central divulgou nesta terça-feira (24) a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que elevou a taxa básica de juros para 15% ao ano. Segundo o documento, os diretores preveem uma interrupção do ciclo de altas, mas afirmam que permanecem vigilantes em relação ao cenário econômico e que não hesitarão em retomar os ajustes, caso considerem necessário. Para o Comitê, a sétima elevação consecutiva da Selic é “compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”. A decisão foi unânime e contou com o apoio de Gabriel Galípolo, presidente da autoridade monetária. Selic ao longo dos meses – Luce Costa/Arte R7 De acordo com a autoridade monetária, o cenário ainda é marcado por “expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho”. “Para assegurar a convergência da inflação à meta em ambiente de expectativas desancoradas, exige-se uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado”, afirma o documento. A decisão brasileira indica uma possível mudança de rumo na política monetária, e analistas já começam a projetar quando poderá haver uma redução nos juros, dependendo da inflação, do câmbio e do cenário econômico e político nos próximos meses. Próximas reuniões O ciclo de altas foi iniciado em setembro de 2024. Desde então, a Selic passou de 10,5% para 15%, um aumento de 4,5 pontos percentuais. Ainda neste ano, o Copom deve se reunir mais quatro vezes. Confira o calendário completo: 29 e 30 de julho 16 e 17 de setembro 4 e 5 de novembro 9 e 10 de dezembro Juros a 15% ao ano Em comunicado emitido após o final da última reunião, o Copom destacou que o cenário econômico “segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho”. Dessa forma, segundo o comitê, “para assegurar a convergência da inflação à meta em ambiente de expectativas desancoradas, exige-se uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado”. O que é a Selic? A Selic é o principal instrumento de controle do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Juros mais altos encarecem o crédito, desestimulam a produção e o consumo, e podem frear o crescimento econômico. Na prática, quando a taxa sobe, os juros cobrados em financiamentos, empréstimos e cartões de crédito aumentam, desestimulando o consumo e contribui para a redução da inflação. Na semana passada, o R7 mostrou que a inflação oficial do país desacelerou pelo terceiro mês seguido e chegou a 0,26% em maio. No ano, o IPCA acumula alta de 2,75% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 5,32%, abaixo dos 5,53% dos 12 meses imediatamente anteriores. Entenda a Selic A taxa básica de juros é uma forma de piso para os demais juros cobrados no mercado. Ela serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, perto da meta estabelecida pelo governo. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam alternativas de investimento. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando os juros básicos são reduzidos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo. A Selic é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais. É a taxa Selic que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo em empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.   Fonte: R7 Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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INSS apresenta calendário de pagamento das vítimas de fraude; reembolso terá parcela única até o fim do ano

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) vai apresentar nesta terça-feira (24) o calendário de ressarcimento dos aposentados e pensionistas que foram vítimas de descontos indevidos por associações e sindicatos. A apresentação será feita com a AGU (Advocacia-Geral da União), em audiência de conciliação no STF (Supremo Tribunal Federal). O pagamento dos valores descontados irregularmente terá correção monetária e deverá ser feito até o fim do ano, em parcela única. O presidente do INSS, Gilberto Waller Jr., adiantou que o calendário prevê que o pagamento seja feito em lotes, a cada 15 dias, sem distinção de grupos. “Todos os segurados do INSS comprovadamente lesados serão pagos integralmente, com o valor corrigido, de uma única vez e no mesmo período”, explicou em evento no dia 18 de junho. Segundo ele, aqueles que já foram ressarcidos por decisão judicial não receberão os valores novamente. Devolução Desde o dia 14 de maio, quando começou o processo de contestação de descontos e pedidos de ressarcimento, o INSS já recebeu 3.416.089 contestações. Foram chamamos todos os 9,3 milhões de segurados que tiveram algum tipo de desconto para se manifestarem. A projeção da Polícia Federal é de cerca de 4,1 milhões de segurados atingidos pelas fraudes. Fraude A Operação Sem Desconto, da Polícia Federal e da CGU (Controladoria-Geral da União), em 23 de abril, revelou esquema de fraude nas autorizações indevidas de descontos nos contracheques dos segurados do INSS, que pode chegar a R$ 6 bilhões, desde 2019. As investigações identificaram a existência de irregularidades relacionadas aos descontos de mensalidades de associações aplicados sobre benefícios previdenciários, principalmente aposentadorias e pensões, concedidos pelo INSS. Para acompanhar o pedido pelo Meu INSS Entre no aplicativo ou pelo site do INSS Informe seu CPF e senha Siga para “Do que você precisa?” Digite “Consultar Pedido” Clique em “detalhar” no pedido de “Análise de Descontos de Entidades Associativas”, para ver o andamento Como dar a resposta Pelo aplicativo Meu INSS Nas agências dos Correios (mesmo que tenha iniciado a contestação por outro meio) Para responder pelo Meu INSS Entre no aplicativo ou pelo site do INSS Informe seu CPF e senha Siga para “Do que você precisa?” Digite “Consultar Pedido” Clique em “Cumprir Exigência” no pedido de “Análise de Descontos de Entidades Associativas” Avance conforme as orientações Não é possível apresentar a resposta pelo 135, somente consultas Não agende também atendimento presencial nas agências do INSS para isso A resposta deve ser feita somente pelo aplicativo Meu INSS ou nos Correios a partir de 16 de junho. Como acompanhar o processo Mesmo que o prazo da entidade de 15 dias úteis já tenha vencido, a informação pode demorar um pouco para aparecer no sistema. Segundo o INSS, isso acontece porque o volume de dados é grande e o processo está sendo feito aos poucos. Por isso, é importante acompanhar. Como acompanhar No aplicativo Meu INSS (com login e senha) Ou na Central 135 Cuidado com golpes O INSS não envia mensagens por WhatsApp Não liga Nem envia e-mail ou SMS com links para consulta, ou confirmação de dados As informações oficiais sobre sua contestação só são disponibilizadas pelos canais oficiais Não compartilhe seus dados pessoais com desconhecidos.   Fonte: R7 Foto: J.SOUZA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

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Receita libera consulta ao 2º lote de restituição do IR nesta segunda (23); veja como consultar

A Receita Federal libera nesta segunda-feira (23) a consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda de 2025. O pagamento está previsto para 30 de junho e terá correção de 1%, com base na Selic, a taxa básica de juros. No primeiro lote, o Leão depositou R$ 11 bilhões para 6.257.108 contribuintes contemplados — o maior valor já liberado pelo Fisco em toda a história. Como consultar Para saber se a restituição está disponível, o contribuinte deve acessar o site da Receita Federal (www.gov.br/receitafederal), clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, em “Consultar a Restituição”. A página permite uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode enviar uma retificadora, corrigindo as informações equivocadas. Outros lotes Quem não estiver na lista ainda terá outras três oportunidades: em 31 de julho, 29 de agosto e 30 de setembro. Pagamento O valor da restituição é depositado na conta bancária informada na declaração, ou via Pix, por meio do Banco do Brasil. Se o contribuinte não resgatar o valor no prazo de um ano, será necessário fazer a solicitação no Portal e-CAC, disponível no site da Receita Federal, acessando o menu Declarações e Demonstrativos > Meu Imposto de Renda e clicando em “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.   Fonte: R7 Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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Tensão entre Israel e Irã eleva petróleo, pressiona combustíveis e acende alerta sobre inflação

A escalada das tensões entre Irã e Israel provocou uma disparada nos preços do petróleo. O barril do tipo Brent ultrapassou os US$ 76 (cerca de R$ 418) nesta semana, com alta de mais de 4%, refletindo o temor de que o conflito afete rotas estratégicas de exportação no Oriente Médio. Embora o choque de oferta ainda seja considerado “temporário”, economistas já projetam impactos no bolso do consumidor brasileiro caso a crise persista por mais de um mês. “Se continuar, o efeito pode ser bem mais complicado. O Irã exporta ureia, usada como fertilizante no agronegócio. O preço do petróleo vai aumentar, assim como o da gasolina, do frete e dos alimentos — ou seja, pressiona a inflação de forma generalizada”, explica Roberto Dumas, professor da FIA Business School. Entre os gargalos logísticos citados, estão o Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 30% do petróleo transportado por mar no mundo, e outros pontos sensíveis afetados por tensões paralelas, como o Mar Vermelho e o Canal de Suez. Além dos combustíveis, o custo de produção e transporte tende a subir, o que pode contaminar toda a cadeia de preços. “Com fretes mais caros e estoques mais baixos, as empresas vão evitar operar no limite. O cenário beligerante torna os gargalos logísticos ainda mais críticos, e isso acaba chegando ao consumidor na prateleira do supermercado”, afirmou Dumas. Petrobras, preços e política fiscal Apesar de o Brasil ser autossuficiente na produção de petróleo, a Petrobras ainda depende da importação para suprir o mercado de derivados, como a gasolina. Isso limita a margem de manobra para segurar preços internamente sem gerar distorções ou riscos de desabastecimento. “A Petrobras não é autossuficiente em gasolina. Cerca de 30% vêm do mercado externo. Se o governo insistir em segurar artificialmente os preços, os importadores saem do mercado, e pode faltar gasolina”, alerta o economista. Segundo ele, o governo enfrenta um dilema: ou permite o repasse da alta do petróleo para os preços — com impacto direto na inflação e na taxa de juros — ou assume o custo fiscal de manter os valores controlados, o que pressiona ainda mais as contas públicas. “O Brasil já opera com déficit de 7,7%. Se a Petrobras deixa de distribuir dividendos para segurar os preços, o Tesouro perde receita e precisa compensar com mais imposto ou corte de gastos. E isso também gera alta na taxa de juros, seja por via da inflação ou da percepção de risco fiscal”, afirma. Na avaliação do especialista, o atual cenário reduz a possibilidade de cortes nos juros no curto prazo e pode levar a uma Selic mais alta por mais tempo. “Ou a alta do petróleo leva ao aumento da Selic ou a uma inclinação maior da curva de juros. Não tem por onde correr.”   Fonte: R7 Foto: José Cruz/Agência Brasil

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Copom pode encerrar ciclo de alta da Selic com decisão desta quarta (18) e manter taxa a 14,75%

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central define nesta quarta-feira (18) a nova taxa básica de juros da economia brasileira. As expectativas do mercado financeiro estão divididas entre a manutenção dos juros no patamar atual — 14,75% — e um aumento de 0,25 ponto percentual, para 15% ao ano. A rodada de discussões teve início na terça-feira (17). Caso se confirme, a elevação será a sétima consecutiva desde setembro de 2024. Na última reunião, o colegiado sinalizou que uma nova alta dos juros não estava descartada, mas seria considerada somente se os próximos indicadores econômicos justificassem a medida. O comitê adotou um tom cauteloso em seu comunicado, indicando que manteria vigilância sobre os dados econômicos e qualquer decisão sobre a taxa Selic dependeria da evolução da inflação — especialmente de seus componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária. A Selic é o principal instrumento de controle do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Juros mais altos encarecem o crédito, desestimulam a produção e o consumo, e podem frear o crescimento econômico. Na prática, quando a taxa sobe, os juros cobrados em financiamentos, empréstimos e cartões de crédito aumentam, desestimulando o consumo e contribui para a redução da inflação. Projeções As projeções do Boletim Focus, divulgadas na segunda-feira (16), apontam para a manutenção da Selic em 14,75% ao fim de 2025, pela sexta semana consecutiva. O mercado segue dividido quanto à decisão do Copom desta quarta. Das 48 instituições consultadas, a maioria — 27 (ou 56%) — espera a manutenção dos juros em 14,75%. Outras 21 (ou 44%) preveem alta de 0,25 ponto percentual, para 15%. Para o doutor em economia e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie Hugo Garbe, o cenário provável é de manutenção da taxa. “Essa dúvida [do mercado] é, antes de tudo, política, fiscal e simbólica. O Banco Central está diante de uma conjuntura em que precisa equilibrar sua credibilidade como guardião da inflação com os efeitos cada vez mais claros de uma política monetária extremamente restritiva”, explicou. Ele ressalta ainda que, apesar de acreditar na manutenção da Selic, o BC deve adotar, no comunicado, um tom “mais duro” — sinalizando que, se o cenário fiscal continuar se deteriorando ou se as expectativas de inflação seguirem se afastando da meta, haverá espaço para uma nova alta. “Trata-se de uma tentativa de preservar a credibilidade da política monetária sem asfixiar ainda mais a economia”, afirmou. Economia ‘fragilizada’ Segundo o economista, o compromisso do BC com a meta de inflação segue sendo “crucial”, especialmente em um país com histórico de alta de preços como o Brasil. No entanto, “isso não significa que o Copom deva reagir automaticamente com elevação de juros sempre que houver ruído fiscal ou pressão cambial momentânea”, destacou. Garbe afirma que a economia brasileira está “fragilizada”. Ele explica que o consumo das famílias está travado, o mercado de crédito vem encolhendo há meses, e o crescimento econômico tem sido constantemente revisado para baixo. “A taxa de juros atual, já em patamar elevado, cumpre seu papel de freio. Subi-la ainda mais agora, em meio a uma atividade tão fraca, pode acabar gerando um efeito colateral mais danoso do que o próprio risco inflacionário de curto prazo”, completou. Juros altos por mais tempo Em maio, na última reunião, o Copom avaliou que o cenário econômico estava marcado por incertezas externas, deterioração das contas públicas e pressões no mercado de trabalho. A autoridade monetária destacou que as expectativas de inflação seguiam desancoradas e que a atividade econômica demonstrava resiliência, o que reforçava a necessidade de uma política monetária mais rigorosa para conter os preços. Com isso, segundo o comitê, a taxa Selic deveria permanecer em um nível elevado por mais tempo, mesmo sem indicar uma elevação imediata.   Fonte: R7 Foto: Raphael Ribeiro/Banco Central

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Pagamento especial do saque-aniversário do FGTS continua nesta quarta (18)

Cerca de 8,1 milhões de trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e foram demitidos sem justa causa de janeiro de 2020 até o fim de fevereiro deste ano continuam a receber, nesta quarta-feira (18), o saldo acima de R$ 3 mil dos depósitos dos antigos empregadores. Ao todo, a Caixa Econômica Federal liberará R$ 6,4 bilhões nesta rodada. Recebem nesta quarta-feira os trabalhadores nascidos em maio, junho, julho e agosto. Nesta etapa, os trabalhadores com saldo retido maior que R$ 3 mil recebem a diferença entre esse valor e o restante dos depósitos retidos até 1º de junho deste ano. A Caixa esclarece que, na nova rodada de saque, será paga a remuneração dos valores de março, abril e maio. O FGTS é corrigido pela Taxa Referencial (TR) mais 3% ao ano. O pagamento será feito na conta cadastrada no aplicativo FGTS até 28 de maio, que corresponde a 85% do público-alvo. Quem se cadastrou depois precisará ir a uma agência da Caixa, a uma casa lotérica ou a um terminal de atendimento eletrônico do banco. Primeira etapa A primeira etapa, com o pagamento de saldos até R$ 3 mil, ocorreu em março. Segundo o balanço mais recente da primeira fase, até 28 de maio, 10,1 milhões de trabalhadores tinham sacado R$ 5,3 bilhões, de um total de 12,2 milhões de pessoas com direito a receber. O trabalhador que teve o saque oferecido nas agências na primeira fase tem até 27 de junho para retirar o dinheiro. Após esse prazo, voltam a valer as regras tradicionais do saque-aniversário. O dinheiro dos trabalhadores demitidos de 2020 a fevereiro deste ano estava bloqueado para quem optou por essa modalidade de saque, mas foi liberado por uma medida provisória (MP) no fim de fevereiro. O governo esclareceu que a MP é excepcional e retroativa, não beneficiando os futuros demitidos. Os trabalhadores dispensados sem justa causa a partir de março e que optaram pelo saque-aniversário continuarão a ter o saldo retido, recebendo apenas a multa rescisória de 40%. As demais regras do saque-aniversário não foram alteradas. Dos 12,2 milhões de trabalhadores beneficiados nas duas etapas, apenas 2,5 milhões vão ter direito ao saldo integral dos depósitos feitos pelos antigos empregadores no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Os 9,6 milhões restantes terão descontada a antecipação do saque-aniversário, tipo de empréstimo oferecido por instituições financeiras. Calendário Valores até R$ 3 mil 6 de março: nascidos em janeiro, fevereiro, março e abril e quem vinculou a conta bancária ao aplicativo FGTS; 7 de março: nascidos em maio, junho, julho e agosto; 10 de março: nascidos em setembro, outubro, novembro e dezembro. Valores acima de R$ 3 mil Diferença entre os R$ 3 mil sacados em março e o restante do saldo bloqueado; 17 de junho: nascidos janeiro, fevereiro, março e abril e nascidos em janeiro, fevereiro, março e abril e quem vinculou a conta bancária ao aplicativo FGTS; 18 de junho: nascidos em maio, junho, julho e agosto; 20 de junho: nascidos em setembro, outubro, novembro e dezembro. Fonte: Agência Brasil Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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Selic a 15%? Mercado dividido aguarda decisão do Copom sobre taxa de juros

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central inicia nesta terça-feira (17) a reunião que definirá a nova taxa básica de juros da economia brasileira. Atualmente, a Selic está em 14,75% ao ano. O encontro termina na quarta-feira (18). As expectativas do mercado financeiro estão divididas entre a manutenção dos juros no patamar atual e um aumento de 0,25 ponto percentual, para 15% ao ano. Caso se confirme, a elevação será a sétima consecutiva desde setembro de 2024. A Selic é o principal instrumento de controle do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Juros mais altos encarecem o crédito, desestimulam a produção e o consumo, e podem frear o crescimento econômico. Na prática, quando a taxa sobe, os juros cobrados em financiamentos, empréstimos e cartões de crédito aumentam, desestimulando o consumo e contribui para a redução da inflação. Na última reunião, o colegiado sinalizou que uma nova alta dos juros não estava descartada, mas seria considerada somente se os próximos indicadores econômicos justificassem a medida. O comitê adotou um tom cauteloso em seu comunicado, indicando que manteria vigilância sobre os dados econômicos e qualquer decisão sobre a taxa Selic dependeria da evolução da inflação — especialmente de seus componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária. Juros altos por mais tempo Na ocasião, o Copom avaliou que o cenário econômico era marcado por incertezas externas, deterioração das contas públicas e pressões no mercado de trabalho. A autoridade monetária destacou que as expectativas de inflação seguiam desancoradas e que a atividade econômica demonstrava resiliência, o que reforçava a necessidade de uma política monetária mais rigorosa para conter os preços. Com isso, segundo o comitê, a taxa Selic deveria permanecer em um nível elevado por mais tempo, mesmo sem indicar uma elevação imediata. Projeções As projeções do Boletim Focus, divulgadas nesta segunda-feira (16), apontam para a manutenção da Selic em 14,75% ao fim de 2025, pela sexta semana consecutiva. O mercado segue dividido quanto à decisão do Copom desta quarta. Das 48 instituições consultadas, a maioria — 27 (ou 56%) — espera a manutenção dos juros em 14,75%. Outras 21 (ou 44%) preveem alta de 0,25 ponto percentual, para 15%. Para o doutor em economia e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Hugo Garbe, o cenário provável é de manutenção da taxa. “Essa dúvida [do mercado] é, antes de tudo, política, fiscal e simbólica. O Banco Central está diante de uma conjuntura em que precisa equilibrar sua credibilidade como guardião da inflação com os efeitos cada vez mais claros de uma política monetária extremamente restritiva”, explicou. Ele ressalta ainda que, apesar de acreditar na manutenção da Selic, o BC deve adotar, no comunicado, um tom “mais duro” — sinalizando que, se o cenário fiscal continuar se deteriorando ou se as expectativas de inflação seguirem se afastando da meta, haverá espaço para uma nova alta. “Trata-se de uma tentativa de preservar a credibilidade da política monetária sem asfixiar ainda mais a economia”, afirmou. Economia ‘fragilizada’ Segundo o economista, o compromisso do BC com a meta de inflação segue sendo “crucial”, especialmente em um país com histórico de alta de preços como o Brasil. No entanto, “isso não significa que o Copom deva reagir automaticamente com elevação de juros sempre que houver ruído fiscal ou pressão cambial momentânea”, destacou. Garbe afirma que a economia brasileira está “fragilizada”. Ele explica que o consumo das famílias está travado, o mercado de crédito vem encolhendo há meses, e o crescimento econômico tem sido constantemente revisado para baixo. “A taxa de juros atual, já em patamar elevado, cumpre seu papel de freio. Subi-la ainda mais agora, em meio a uma atividade tão fraca, pode acabar gerando um efeito colateral mais danoso do que o próprio risco inflacionário de curto prazo”, completou.   Fonte: R7 Foto: Equipe @andreianaomi/Banco Central

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