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Categoria: Economia

Governo se reúne com agronegócio e indústria para tratar de tarifas de Trump

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, participa nesta terça-feira (15) de duas reuniões com representantes do agronegócio e da indústria para tratar da nova tarifa de 50% imposta pelo governo de Donald Trump a produtos brasileiros. Os encontros são as primeiras reuniões do comitê interministerial criado para discutir as medidas e elaborar uma resposta ao governo americano. A primeira reunião acontece às 10h, em Brasília (DF), com representantes da indústria, com destaque para os setores de aviação, aço, alumínio, celulose e máquinas. No primeiro semestre de 2025, produtos como petróleo bruto, aço, ferro e café não torrado lideraram as exportações brasileiras para os Estados Unidos. A tarifa de 50% é a mais alta já imposta a um parceiro comercial significativo pelos EUA. À tarde, o vice-presidente se reúne com representantes da agropecuária nacional. A FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), que participa do encontro, afirmou que a medida anunciada por Trump gerou “forte preocupação entre os parlamentares da bancada e representantes do setor produtivo”. Além disso, segundo a FPA, os participantes também devem discutir outros temas de interesse do setor, como a transparência na concessão de benefícios fiscais (PLP 41/2019), a redução de incentivos fiscais federais (PLP 128/2025) e as novas regras do Imposto de Renda para altas rendas (PL 1087/2025). Veja quem são os participantes da primeira reunião: Casa Civil da Presidência da República: Rui Costa, Ministro; Bruno Moretti, Secretário Especial de Análise Governamental; Jairo Gonçalves, Assessor-Chefe da Assessoria de Comunicação; Ministério das Relações Exteriores: Embaixadora Maria Laura da Rocha, Ministra substituta; Embaixador Maurício Carvalho Lyrio, Secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente; Embaixador Fernando Meirelles de Azevedo Pimentel, Diretor do Departamento de Política Comercial do Ministério das Relações Exteriores. Ministério da Fazenda: Fernando Haddad, Ministro; Guilherme Mello, Secretário de Política Econômica. Ministério dos Portos e Aeroportos: Silvio Costa Filho, Ministro. Ministério do Planejamento e Orçamento: Simone Tebet, Ministra. Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República: Gleisi Hoffmann, Ministra; Olavo Noleto, Secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável. Empresários: Francisco Gomes Neto, Presidente da EMBRAER; Ricardo Alban, Presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI); Josué Gomes da Silva, Presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP); José Velloso, Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ); Haroldo Ferreira, Presidente-Executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (ABICALÇADOS); Janaína Donas, Presidente-Executiva da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL); Fernando Pimentel, Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT); Paulo Roberto Pupo, Superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (ABIMCI); Paulo Hartung, Presidente Executivo da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ); Armando José Giacomet, Vice-Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (ABIMCI); Rafael Lucchesi, CEO da Tupy; Giovanni Francischetto, Superintendente da Associação Brasileira de Rochas Naturais (CENTROROCHAS); Edison da Matta, Diretor Jurídico e de Comércio Exterior do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (SINDIPEÇAS); Cristina Yuan, Diretora de Relações Institucionais do Instituto Aço Brasil; Daniel Godinho, Diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da WEG; Fausto Varela, Presidente SINDIFER; Bruno Santos, Diretor Executivo ABRAFE; Alexandre Almeida, Diretor RIMA. Ministério do Desenvolvimento: Marcio Rosa, Secretário-Executivo; Tatiana Prazeres, Secretária de Comércio Exterior; Uallace Moreira, Secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços; Rodrigo Zerbone, Secretário-Executivo da Câmara de Comércio Exterior; Vice-presidência: Embaixador Celso de Tarso, Chefe da Assessoria Especial Diplomática; Vilma da Conceição Pinto, Chefe da Assessoria de Assuntos Econômicos e Sociais; Primeiro Secretário Daniel Brito, da Assessoria Especial Diplomática. Entenda O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil, que entrará em vigor em 1º de agosto. Esta medida tem gerado preocupações entre comerciantes e consumidores nos Estados Unidos, especialmente aqueles que dependem de produtos brasileiros. Uma loja em Maryland conhecida por oferecer produtos brasileiros como pão de queijo e café pode ser afetada pela nova tarifa. A proprietária, Roberta, afirmou que não pretende repassar o impacto aos clientes imediatamente, pois possui estoque suficiente para os próximos meses. O café brasileiro, amplamente consumido nos Estados Unidos, é um dos produtos que podem sofrer aumento de preço. Os Estados Unidos são um dos principais parceiros comerciais do Brasil, atrás apenas da China. No primeiro semestre de 2025, produtos como petróleo bruto, aço, ferro e café não torrado foram os mais exportados para os Estados Unidos. A tarifa de 50% é a mais alta já imposta a um parceiro comercial significativo dos Estados Unidos. Em resposta à medida, o presidente brasileiro Lula expressou a intenção de negociar com o governo americano e mencionou a possibilidade de acionar a Organização Mundial do Comércio ou aplicar uma tarifa similar sobre produtos americanos se necessário. Um comitê composto por ministros e empresários brasileiros será formado para discutir estratégias de negociação com os Estados Unidos. Trump justificou a tarifa como uma correção às políticas comerciais do Brasil que resultaram em déficits comerciais insustentáveis para os Estados Unidos. No entanto, dados mostram que o Brasil historicamente apresenta um déficit comercial com os Estados Unidos. No primeiro semestre de 2025, o superávit americano com o Brasil atingiu US$1,7 bilhão. A medida ocorre em um contexto político tenso, com Trump mencionando investigações no Brasil relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Enquanto isso, comerciantes e consumidores aguardam uma solução diplomática para evitar impactos negativos no comércio entre os dois países.   Fonte e foto: R7

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Pagamentos do PIS/Pasep para nascidos em setembro e outubro começam nesta terça (15)

Trabalhadores com registro em carteira, nascidos em setembro e outubro, começam a receber nesta terça-feira (15) o abono salarial do PIS/Pasep referente ao ano-base de 2023. Os valores estarão disponíveis até 29 de dezembro. O benefício contempla quem atuou com carteira assinada ao longo do ano passado e teve remuneração mensal média de até dois salários mínimos. A estimativa do governo federal é transferir R$ 30,7 bilhões para cerca de 25,8 milhões de pessoas em 2025. O valor do abono varia conforme o tempo de atividade formal no período de referência. A quantia corresponde à divisão do salário mínimo vigente por 12, multiplicada pelo número de meses trabalhados. Quem esteve empregado durante todo o ano terá direito ao valor integral, atualmente fixado em R$ 1.518. O benefício mínimo é de R$ 127. A Caixa Econômica Federal se responsabiliza pelos pagamentos do PIS, enquanto o Pasep fica a cargo do Banco do Brasil. Cronograma de pagamento Nascidos em setembro e outubro – 15 de julho; Nascidos em novembro e dezembro – 15 de agosto. Como consultar? Para verificar se há direito ao abono, é necessário acessar o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, selecionar a aba “Benefícios” e, em seguida, “Abono Salarial”. Na opção “Pagamentos”, constam data, valor e instituição responsável. Bancos • Caixa Econômica Federal (PIS) O valor será creditado prioritariamente em contas da Caixa — corrente, poupança ou Conta Digital. Também pode ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem, em conta poupança social digital criada automaticamente. Trabalhadores sem conta na instituição podem retirar o benefício em agências, casas lotéricas, terminais de autoatendimento, correspondentes Caixa Aqui e demais canais habilitados. • Banco do Brasil (Pasep) O crédito será feito preferencialmente em conta-corrente ou poupança no banco. Também há possibilidade de transferência via TED, Pix ou saque presencial para quem não possui vínculo bancário ou chave cadastrada.   Fonte: R7 Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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Aluguel residencial encerra o primeiro semestre com alta de 5,66%, quase o dobro da inflação; veja ranking

O preço do aluguel residencial aumentou 5,66% no primeiro semestre deste ano, quase o dobro da inflação do período, apesar da desaceleração do último mês. Os dados são do Índice FipeZap, divulgado nesta terça-feira (15), que acompanha os valores em 36 cidades. A alta ficou acima da variação registrada pelo IPCA/IBGE (+2,99%), índice oficial da inflação, e pelo IGP-M/FGV (-0,94%). O preço médio de locação residencial foi de R$ 49,23/m² em junho. Os maiores valores foram registrados entre imóveis com um dormitório (R$ 66,48/m²), e os menores, em unidades com três dormitórios (R$ 41,98/m²). Preço do aluguel em cada cidade – Arte/R7 O aumento nos primeiros seis meses do ano ocorreram em 34 localidades, incluindo 21 das 22 capitais. Campo Grande (+12,69%); Belém (+8,94%); Aracaju (+8,77%); Cuiabá (+8,66%); Belo Horizonte (+8,59%); Teresina (+8,33%); João Pessoa (+7,99%); Vitória (+7,69%); Fortaleza (+7,69%); Rio de Janeiro (+7,51%); Maceió (+7,10%); Curitiba (+6,69%); Florianópolis (+6,68%); Manaus (+6,66%); Recife (+6,02%); Natal (+5,93%); São Paulo (+5,85%); Goiânia (+5,67%); São Luís (+5,07%); Salvador (+4,66%); Porto Alegre (+2,91%). Em Brasília, os preços de locação residencial registraram queda de 2,08% no primeiro semestre. Outros períodos Em junho, o aumento médio foi de 0,51%, uma desaceleração dos preços, após as altas apuradas em abril (+1,15%) e maio (+0,59%). Entre os tipos de imóveis, unidades de três dormitórios apresentaram alta mais acentuada (+0,69%), em relação a unidades de dois dormitórios, que contaram com um aumento médio de 0,33% nos preços. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o preço do aluguel teve valorização média de 11,02%. Também ficando acima da inflação medida pelo IPCA/IBGE (+5,35%) e do IGP-M/FGV (+4,39%). Imóveis com um dormitório lideraram a valorização média nesse período (+11,91%), em comparação a unidades de três dormitórios (+10,70%). Rentabilidade O retorno médio do aluguel residencial foi avaliado em 5,93% ao ano, taxa que se manteve em patamar inferior à rentabilidade média projetada para aplicações financeiras de referência nos próximos 12 meses. A rentabilidade média foi maior entre imóveis residenciais com um dormitório (6,72% ao ano), contrastando com o menor percentual entre unidades com quatro ou mais dormitórios (4,89% ao ano).   Fonte: R7 Foto: DANIEL CYMBALISTA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

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Mercado financeiro reduz projeção de inflação para 5,17% em 2025

As expectativas do mercado financeiro estão mais otimistas com relação à inflação do país. Pela sétima semana consecutiva, são registradas quedas nas projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país. De acordo com o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central, nesta segunda-feira (14), em Brasília, é esperado que o ano feche com uma inflação de 5,17%. Há uma semana esperava-se uma inflação de 5,18% para o ano. Há quatro semanas, o mercado projetava uma inflação de 5,25%. Para os anos subsequentes, as expectativas se mantiveram estáveis, em 4,5% em 2026, e em 4% para 2027. A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%. PIB e dólar As projeções relacionadas ao Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todas riquezas produzidas no país – se mantiveram estáveis para 2025, com um crescimento de 2,23%. Para 2026, o mercado se mostrou mais otimista do que na semana passada, aumentando as expectativas de crescimento de 1,86% para 1,89%. Para 2027, projeta-se um PIB de 2%. Com relação ao câmbio, o Boletim Focus reviu para baixo as expectativas de cotação do dólar. O mercado projeta que, ao final de 2025, a moeda norte-americana custará R$ 5,65. Na semana passada, a projeção era de uma cotação de R$ 5,70 ao final do ano. Há quatro semanas as expectativas estavam em R$ 5,77. O mercado financeiro reviu também para baixo as expectativas de cotação. Para o final de 2026, a projeção de cotação do dólar caiu de R$ 5,75 (divulgada na semana passada) para R$ 5,70. É a terceira semana seguida de queda nas expectativas de cotação. Para o final de 2027, a projeção é de que a moeda norte-americana estará cotada a R$ 5,71. Juros básicos Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). As expectativas do mercado financeiro para a Selic se mantêm em 15% ao ano há três semanas. Para os anos subsequentes, se manteve estável em 12,50% para 2026, e em 10,50% em 2027. Em ata, o Copom informou que deverá manter os juros no mesmo patamar nas próximas reuniões, enquanto observa os efeitos do ciclo de alta da Selic sobre a economia. No entanto, não descartou mais aumentos, caso a inflação suba. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Trump anuncia tarifa de 30% sobre importações do México e da União Europeia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (12) a imposição de novas tarifas de 30% sobre produtos importados do México e da União Europeia, com início de vigência previsto para 1º de agosto. As medidas fazem parte de uma nova ofensiva comercial liderada pelo republicano contra parceiros considerados “desleais” nas trocas comerciais com os EUA. Em cartas enviadas às líderes dos dois blocos — a presidente do México, Claudia Sheinbaum, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen — Trump justificou as tarifas por motivos distintos: no caso mexicano, pela crise do fentanil; e, no caso europeu, pelo desequilíbrio comercial entre as partes.   Fonte: R7 Foto: Daniel Torok/Official White House Photo

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Competitividade em risco: como a tarifa de 50% dos EUA afeta a economia brasileira?

Após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quarta-feira (9), sobre uma nova tarifa de 50% para os produtos brasileiros, o clima é de incerteza para a economia do país. A exportação para os EUA é responsável por cerca de 12% do total que o Brasil vende para o mundo. No ano passado, o total de exportações brasileiras atingiram US$ 337 bilhões, sendo US$ 40,33 para os norte-americanos. Caso não haja acordo ou recuo, as novas taxas devem entrar em vigor a partir de 1º de agosto, e o Brasil terá a alíquota mais alta entre 22 países notificados pelo presidente dos EUA neste mês. O valor é maior do que os 30% atualmente impostos à China — após uma briga intensa entre as duas potências mundiais — a mesma de países como África do Sul, Argélia, Bósnia e Herzegovina, Iraque, Líbia e Sri Lanka. Tarifas anunciadas por Trump em julho – Luce Costa/Arte R7 Com isso, o impacto não será apenas o de reduzir as exportações, mas pode inviabilizar a comercialização para o país. A Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo expressa preocupação com a possível ampliação da alíquota de importação para produtos brasileiros. O vice-presidente da frente, deputado Vitor Lippi (PSDB-SP), cita setores importantes da economia brasileira que seriam prejudicados, como petróleo, celulose, peças de aviões, café, soja, carnes, além de eletroeletrônicos, metalúrgica, que são grandes exportadores para os EUA. “Esses setores podem sofrer gravíssimas consequências, e isso precisa ser o mais rapidamente revisto, porque isso pode inviabilizar essas exportações para esse país por perda de competitividade, e nós precisamos buscar uma solução negociada”, diz. O parlamentar ainda argumenta que o Brasil não possui vantagem comercial sobre os EUA e defende que a medida pode gerar desemprego e instabilidade econômica. “Nós compramos muito mais dos Estados Unidos do que exportamos para os Estados Unidos, portanto isso precisa ser esclarecido. Nós não levamos vantagem nenhuma. Temos 200 anos de relações comerciais saudáveis com os Estados Unidos, com muita seriedade, com muita responsabilidade. Portanto, essa medida do presidente Trump é absolutamente injustificada”, destaca o deputado. Momento de cautela A economista e professora da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Carla Beni observa que é uma característica comum no governo Trump ameaçar fortemente outros países e depois recuar. Então, ainda há possibilidade de a medida não ser implementada. Por isso, ela diz que o momento requer cautela. “Ele cria um pânico geral e não implementa, ou implementa um adicional muito menor, ou acaba fazendo algumas concessões. Por exemplo, para o café, ele não vai subir, para o suco de laranja, ele não vai subir”, analisa. O economista André Perfeito também não acredita que isso vá se concretizar. “Acho que Trump está blefando. Vamos supor que aumente 50% o preço do aço brasileiro. Imagina o impacto disso na indústria de carros nos Estados Unidos”, questiona. Carla concorda. Para ela, a imposição de uma alíquota adicional foi uma medida completamente desproporcional e não comercial. “Vai prejudicar os Estados Unidos, porque os produtos brasileiros que eles importam — como o próprio minério de ferro, o café e o suco de laranja —, são itens que vão aumentar muito o preço para o consumidor americano”, avalia a economista. O economista e professor da Enap (Escola Nacional de Administração Pública) José Luiz Pagnussat enfatiza que, se for confirmada, a perda de competitividade será total. “O impacto sobre a economia brasileira pode chegar a uma redução de 0,5% do PIB, em 12 meses, além de efeitos sobre o câmbio, inflação e emprego. Serão ainda maiores os efeitos se o Brasil seguir sua tradição de reciprocidade, ampliando a guerra comercial Brasil X EUA”, analisa. Caminhos possíveis André Perfeito diz que a medida surtirá efeito positivo no curto prazo, porque a demanda por produtos brasileiros deve subir, com a corrida pela compra antes de a nova tarifa entrar em vigor. Carla aponta alternativas possíveis caso a nova taxa se concretize, como a venda para o mercado interno. “Pode ser algo interessante, inclusive, para aumentar a nossa oferta de produtos internamente, e ele [o Brasil] também vai buscar novos parceiros comerciais”, sugere a professora da FGV. A economista ainda acrescenta que, por mais negativa que seja, a medida fortalece o acordo do Mercosul e estimula o Brics. “De onde os Estados Unidos acabam saindo, os outros países do Brics acabam entrando. Os nossos produtos têm uma aceitação muito grande no mundo todo”, complementa. O argumento é reforçado pelo economista Gesner Oliveira. “O Brasil tem essa vantagem de ter uma diversificação de mercado. O mercado dos Estados Unidos é importante? Claro que sim, mas a gente pode diversificar ainda mais os mercados para compensar essa medida protecionista dos Estados Unidos”, diz o especialista, que prevê impactos negativos aos EUA. “O protecionismo restringe o comércio e as oportunidades de geração de renda. Eles vão ter mais inflação, custo de vida mais elevado, Tomar um suco de laranja vai custar mais caro, tomar um cafezinho vai custar mais caro. Em toda a indústria vai ficar mais caro.” Busca por novos mercados O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, já disse nessa quinta-feira (10) que vai buscar novos mercados com grande potencial consumidor em resposta à taxação. Em nota, Fávaro informou que conversou com entidades dos setores mais afetados e que vai buscar ampliar as ações já feitas durante o governo. “Diante da ação indecente do governo norte-americano, em taxar em 50% as exportações brasileiras, já estamos agindo de forma proativa”, declarou.   Fonte: R7 Foto: Ari Dias/Governo do Paraná/Arquivo

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Como aderir ao acordo para receber ressarcimento do desconto indevido do INSS? Veja!

Aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que tiveram descontos indevidos em seus benefícios entre março de 2020 e março de 2025 devem aderir ao acordo de ressarcimento a partir desta sexta-feira (11). A adesão pode ser feita pelo aplicativo Meu INSS ou presencialmente nas agências dos Correios em todo o país (veja passo a passo abaixo). O acordo de ressarcimento proposto pelo governo federal garante que os segurados recebam de volta o valor sem a necessidade de entrar na justiça, por via administrativa. Todos os segurados que já fizeram a contestação dos descontos e ficaram sem uma resposta das entidades já podem aderir. Como será o pagamento O pagamento do reembolso vai começar no dia 24 de julho, com novos lotes diários até que todos os casos sejam concluídos. O valor será pago em parcela única, automaticamente na conta onde você já recebe seu benefício previdenciário. O calendário de liberação do reembolso seguirá a ordem cronológica da adesão ao acordo, ou seja, aqueles que aderirem primeiro ao acordo vão receber primeiro. Os valores serão corrigidos pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, a inflação oficial do país, desde a data do desconto até a inclusão na folha de pagamento. Como faço para aderir ao acordo? Adesão pode ser feita pelo aplicativo Meu INSS ou presencialmente nas agências dos Correios em todo o país Pelo aplicativo Meu INSS Acesse o aplicativo Meu INSS com seu CPF e senha. Vá até “Consultar Pedidos” e clique em “Cumprir Exigência” em cada pedido (se houver mais de um). Role a tela até o último comentário, leia com atenção e, no campo “Aceito receber”, selecione “Sim”. Clique em “Enviar” e pronto. Depois é só aguardar o pagamento. A adesão é gratuita e não exige o envio de documentos. Pelos Correios O atendimento presencial é para pessoas com dificuldade em usar celular, computador ou internet. Pode ser solicitado nas agências dos Correios em todo o país. Basta ir a uma agência e pedir para ser atendido. O que os beneficiários poderão fazer na agência dos Correios? Consultar se houve algum desconto no seu benefício; Contestar descontos não autorizados; Confirmar se algum desconto foi autorizado; Acompanhar o resultado da contestação (após 15 dias úteis); Analisar documentos enviados por associações; Receber protocolo de atendimento com orientações para continuar acompanhando pelo 135 ou pelo aplicativo Meu INSS. O atendimento é gratuito, com prioridade e segurança, feito por equipes treinadas. Há prioridade garantida aos aposentados e pensionistas nas agências com sistema de gestão de filas ou guichês exclusivos. O segurado deve apresentar apenas um documento oficial de identificação. Caso não possa comparecer, pode nomear um representante legal com procuração autenticada (válida apenas para consulta). O atendimento será feito numa plataforma específica, independente da base de dados dos benefícios, garantindo a proteção das informações. Resposta das entidades As pessoas que receberam resposta das associações, por meio do aplicativo Meu INSS ou presencialmente pelos Correios, poderão aceitar os documentos apresentados, contestar por suspeita de falsidade ideológica ou indução ao erro. Ou ainda declarar que não reconhece a assinatura. Segundo o INSS, nesse caso, a entidade será intimada a devolver os valores em até cinco dias úteis e o caso vai passar por uma auditoria. “Se a entidade não fizer a devolução dos valores, o beneficiário será orientado sobre as medidas judiciais cabíveis. Haverá apoio jurídico gratuito das Defensorias Públicas dos Estados”, afirma o INSS. Para quem entrou na Justiça, a adesão poderá ser feita, desde que ainda não tenha recebido os valores pela ação judicial. “Você precisará desistir da ação contra o INSS, que se compromete a pagar 5% de honorários advocatícios nas ações individuais iniciadas antes de 23 de abril de 2025″, orienta o INSS.   Fonte: R7 Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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TCU encontra mais de um milhão de pagamentos irregulares de benefícios do INSS

O TCU (Tribunal de Contas da União) identificou indícios de pagamento indevido em mais de um milhão de benefícios pagos pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) na folha de dezembro de 2023. Além disso, o ministro relator do processo, Bruno Dantas, informou que a investigação revelou 11.821 benefícios pagos a pessoas com CPF nulo ou cancelado, além de 3.902 pagamentos feitos a titulares com indícios de falecimento. Diante dos indícios de irregularidades, o TCU determinou que o INSS adote, no prazo de até 180 dias, providências para mitigar os riscos apontados. Entre as medidas, estão a avaliação do custo-benefício da revisão dos benefícios em desacordo com a legislação e a atualização da matriz de acumulação de benefícios. O R7 entrou em contato com a autarquia e aguarda resposta. O espaço permanece aberto. O documento, divulgado nesta quarta-feira (9), afirma que, embora o objetivo do acompanhamento não tenha sido identificar as causas dos pagamentos indevidos, a equipe técnica aponta possíveis fatores, como “falhas de digitação, defasagens cadastrais e ausência de integração entre sistemas, até hipóteses mais graves, como fraudes documentais e subnotificação de óbitos”. “A ausência de um programa sistemático e contínuo de revisão de benefícios concedidos há muitos anos permite que irregularidades, originadas em um momento de controles mais frágeis, se perpetuem no tempo, gerando um prejuízo contínuo aos cofres públicos”, alertou o ministro. Outro ponto destacado no relatório é que, em 763 casos de pensão por morte, os pagamentos ultrapassavam o teto permitido. A Corte também defende que essas ações são essenciais para a recuperação de valores que deveriam ser “destinados a outras políticas públicas ou, ainda, para garantir a correta aplicação dos recursos previdenciários”. “As evidências apresentadas reforçam a necessidade premente de aprimorar os controles internos do INSS e de sanar as inconsistências identificadas, que geram um volume considerável de pagamentos indevidos”, conclui o documento.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/Agência Brasil/Arquivo

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Inflação oficial desacelera em junho, mas preço da conta de luz segue em alta, aponta IBGE

A inflação oficial do país desacelerou pelo quarto mês seguido e chegou a 0,24% em junho. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) teve uma queda de 0,02 ponto percentual em relação a maio, quando variou 0,26%. No ano, o IPCA acumula alta de 2,99% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 5,35%, acima dos 5,32% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2024, a variação havia sido de 0,21%. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, apenas o grupo alimentação e bebidas apresentou variação negativa (-0,18%), enquanto os demais ficaram entre o 0,99% de habitação e o 0,00% de educação. Conta de luz segue alta Com a vigência da bandeira tarifaria vermelha patamar 1 no mês de junho, adicionando R$4,46 na conta de luz a cada 100 KWh consumidos, a energia elétrica residencial (2,96%) foi o subitem com o maior impacto individual no índice do mês. No ano, a conta de luz do brasileiro acumula uma alta de 6,93%, destacando-se como o principal impacto individual no resultado acumulado do IPCA (2,99%). Esta variação (6,93%) é a maior para um primeiro semestre desde 2018 quando o acumulado foi de 8,02%. Ainda em habitação, a taxa de água e esgoto (0,59%) contemplou os seguintes reajustes: 9,88% em Brasília (9,27%) a partir de 1º de junho; 4,76% em Rio Branco (2,19%) desde 1º de maio; 3,83% em Curitiba (2,07%) a partir de 17 de maio 6,58% em Porto Alegre (0,32%) vigente desde 4 de maio. Transporte mais caro O grupo dos transportes, após o recuo de 0,37% em maio, variou 0,27% em junho. Mesmo com a queda dos combustíveis (-0,42%), as variações no transporte por aplicativo (13,77%) e no conserto de automóvel (1,03%) impulsionaram a alta. O táxi (0,64%) reflete o reajuste médio de 8,71% nas tarifas em Belo Horizonte (6,54%) a partir de 7 de junho. Preço dos alimentos caem O grupo alimentação e bebidas, que possui o maior peso no índice, foi o único dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados a apresentar variação negativa em junho (-0,18%) após a alta de 0,17% em maio. Após nove meses consecutivos de altas, a queda em junho foi impulsionada pela alimentação no domicílio que saiu de 0,02% em maio para -0,43% em junho, com as quedas do ovo de galinha (-6,58%), do arroz (-3,23%) e das frutas (-2,22%). No lado das altas destaca-se o tomate (3,25%). Já a alimentação fora do domicílio registrou variação de 0,46% em junho, frente ao 0,58% de maio. O subitem lanche acelerou de 0,51% em maio para 0,58% em junho, e a refeição, por sua vez, saiu de 0,64% em maio para 0,41% em junho. Por região Quanto aos índices regionais, a maior variação (0,64%) ocorreu em Rio Branco por conta do cinema, teatro e concertos (77,22%), devido ao encerramento da promoção de meia entrada, e da energia elétrica residencial (3,99%). A menor variação ocorreu em Campo Grande (-0,08%) em razão da queda nas frutas (-5,15%) e na gasolina (-1,38%). Moradores de Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Salvador, São Paulo e Vitória também sentiram impacto mais forte dos preços em junho, já que tiveram reajustes acima da média brasileira.   Fonte: R7 Foto: DANIEL CYMBALISTA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

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Brasil recebe a maior tarifa entre os 22 países notificados por Trump

O Brasil foi o país mais atingido pelas novas tarifas comerciais anunciadas pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Com a taxa de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados para os EUA, revelada na última quarta-feira (9), é a mais alta entre as 22 nações notificadas até o momento e deverá entrar em vigor a partir de 1º de agosto. As notificações começaram a ser enviadas na segunda-feira (7) e continuaram na quarta. Nessa segunda leva, foram informados países como Argélia, Brunei, Filipinas, Iraque, Líbia, Moldávia, Sri Lanka e o próprio Brasil. As tarifas variam de 20% a 50%, com o Brasil sendo o único a atingir o teto da política tarifária anunciada por Trump. As Filipinas receberam a menor tarifa até agora, de 20%. Na carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Trump justificou a taxação como resposta ao tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem disse respeitar “profundamente”. O republicano também acusou o governo brasileiro de manter uma relação comercial “injusta” com os Estados Unidos, impondo barreiras tarifárias e não tarifárias que, segundo ele, prejudicam as exportações americanas. Ainda segundo Trump, as tarifas atualmente praticadas são “muito inferiores” ao necessário para equilibrar as relações comerciais. Ele também determinou a abertura de uma investigação formal contra o Brasil por práticas comerciais consideradas desleais, com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Apesar da retórica de Trump, os dados mostram que o Brasil tem registrado déficit na balança comercial com os EUA há 16 anos – ou seja, os norte-americanos vendem mais para o Brasil do que compram. O último superávit brasileiro no comércio com os EUA foi em 2009. A nova tarifa é adicional a outras já existentes e foi adotada de forma unilateral, sem acordo prévio entre os países. Algumas das tarifas anunciadas: Brasil: 50% Laos e Myanmar: 40% Bangladesh e Sérvia: 35% Camboja e Tailândia: 36% África do Sul, Argélia, Iraque e Líbia: 30% Japão, Malásia e Coreia do Sul: 25% Filipinas: 20% Reações no Brasil A decisão de Trump provocou preocupação generalizada entre representantes da indústria, do agronegócio e do comércio exterior no Brasil, que alertaram para impactos na competitividade, no emprego e na imagem internacional do país. A CNI (Confederação Nacional da Indústria) afirmou que não há justificativa econômica para a nova tarifa. A CNI defende o fortalecimento do diálogo bilateral para reverter a medida. A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) alertou que o aumento tornará o custo da carne brasileira inviável para o mercado norte-americano, afetando diretamente as exportações do setor. A FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), que reúne a bancada ruralista no Congresso, também se posicionou, afirmando que a tarifa tem efeitos diretos sobre o agronegócio, encarecendo insumos importados, pressionando o câmbio e comprometendo a competitividade internacional dos produtos brasileiros. A frente defende uma resposta “firme e estratégica”, com foco na diplomacia. Já a AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil) classificou a tarifa como um ataque sem precedentes ao Brasil. O presidente-executivo da entidade, José Augusto de Castro, afirmou que a medida é de natureza política e pode afetar a imagem do Brasil no comércio global. “É uma das maiores taxações já aplicadas a um país, algo normalmente reservado a inimigos estratégicos – o que nunca foi o caso do Brasil”, disse. Apesar do cenário desfavorável, a AEB acredita que o bom senso pode prevalecer e aposta em uma saída negociada para evitar prejuízos maiores à economia brasileira.   Fonte: R7 Foto: Daniel Torok/Official White House Photo

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