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Encontro discute oportunidades e desafios dos municípios com a chegada do Trem Intercidades

Categoria: Economia

IBGE: taxa de desemprego cai para 5,8%, a menor já registrada

O Brasil atingiu no segundo trimestre do ano a taxa de desemprego de 5,8%. É o menor patamar já registrado pela série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2012. O dado faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (31). O levantamento mostra ainda que o país bateu recorde de emprego com carteira e salário do trabalhador. A menor taxa de desocupação pertencia a novembro de 2024, com 6,1%. No primeiro trimestre de 2025, o índice estava em 7%. Já no segundo trimestre de 2024 era 6,9%. No conjunto de três meses encerrado em junho, o país tinha 102,3 milhões de trabalhadores ocupados e cerca de 6,3 milhões desocupados. O número de pessoas à procura de trabalho representa recuo de 17,4% (menos 1,3 milhão de pessoas) ante o primeiro trimestre. Já o número de ocupados subiu 1,8% de um trimestre para o outro, o que significa 1,8 milhão de pessoas a mais trabalhando no país. O contingente de pessoas com carteira assinada no setor privado atingiu 39 milhões de pessoas, crescimento de 0,9% ante o primeiro trimestre do ano e o maior já registrado pelo IBGE. O número de trabalhadores sem carteira também cresceu (+2,6%), chegando a 13,5 milhões. Pesquisa atualizada A Pnad divulgada nesta quinta-feira é a primeira que apresenta ponderação com base em dados apurados pelo Censo 2022. A mudança consiste em um ajuste da amostra representativa de domicílios visitados pelos pesquisadores do IBGE. A atualização é praxe de órgãos de estatísticas em todo o mundo. A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja emprego com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. Só é considerada desocupada a pessoas que efetivamente procura emprego. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal. A taxa de informalidade – proporção de trabalhadores informais na população ocupada – foi de 37,8%. É a menor registrada desde igual trimestre de 2020 (36,6%). O IBGE aponta como informais os trabalhadores sem carteira e os autônomos e empregadores sem CNPJ. Essas pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e décimo-terceiro salário. O contingente de desalentados, pessoas que sequer procuram emprego por avaliarem que não conseguirão, fechou o segundo trimestre em 2,8 milhões, menor nível desde 2016. Salários O mercado de trabalho aquecido pode ser sentido no bolso do trabalhador. O IBGE revelou que o rendimento médio mensal atingiu R$ 3.477, o maior já apurado. Esse valor fica 1,1% acima do recebido no primeiro trimestre do ano e 3,3% maior que o do segundo trimestre do ano passado. O maior número de pessoas ocupadas e o recorde no rendimento fizeram com que a massa de rendimentos – o total de dinheiro que os trabalhadores recebem – também atingisse o ponto mais alto já alcançado, R$ 351,2 bilhões. É dinheiro que termina movimentando a economia, seja em forma de consumo ou poupança. Esse patamar supera em 5,9% (R$ 19,7 bilhões) o montante do mesmo trimestre de 2024. Fonte: Agência Brasil Foto: Arquivo/Agência Brasil

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Empresa de trens chinesa abrirá fábrica em Araraquara

Com investimento inicial de cerca de R$ 50 milhões, empreendimento fabricará trens para linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha A empresa estatal chinesa CRRC abrirá uma fábrica para o fornecimento de trens para o Metrô de São Paulo. O empreendimento terá um investimento inicial de cerca de R$ 50 milhões e deve gerar 100 empregos. A produção, prevista para começar em 2026, atenderá as linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha do Metrô. Além das novas composições para o Metrô, a fábrica será responsável pela produção dos veículos do Trem Intercidades (TIC), que ligará São Paulo a Campinas e cuja operação deve iniciar em 2031. A CRRC venceu uma licitação internacional para a fabricação dos trens. As composições abastecerão, inclusive, a expansão da Linha 2-Verde, da Vila Prudente à Penha, além de reforçar a frota das Linhas 1-Azul e 3-Vermelha. Os novos equipamentos serão mais rápidos e modernos, permitindo redução do intervalo de circulação, melhora no conforto dos passageiros e aumento da confiabilidade do sistema. Com capacidade para transportar até 1,8 mil passageiros por trem, os veículos terão motores de alta performance com velocidade máxima de 100 km/h, além de um modelo gangway, que prevê passagem livre entre os carros. Programa SP Nos Trilhos Com investimentos previstos de mais de R$ 190 bilhões, o programa SP nos Trilhos reúne mais de 40 projetos voltados à infraestrutura ferroviária, incluindo trens metropolitanos e serviços intercidades. As iniciativas abrangem mais de 1 mil quilômetros de trilhos na Grande São Paulo, no interior e no litoral do estado, com potencial para gerar cerca de 150 mil empregos. Entre as ações previstas, está a modernização da frota atual e a aquisição de aproximadamente 400 novos trens nos próximos dez anos. O programa contempla tanto as linhas em operação quanto os futuros projetos, reforçando o compromisso do Governo de São Paulo com a ampliação do transporte sobre trilhos e a melhoria da mobilidade urbana.   Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

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Copom pode encerrar ciclo de alta dos juros com decisão desta quarta e manter Selic a 15%

Economistas avaliam que Copom deve interromper ciclo de sete altas consecutivas; Selic está no maior nível desde 2006 O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decide nesta quarta-feira (30) a nova taxa básica de juros da economia brasileira. A expectativa predominante entre analistas financeiros indica estabilidade no patamar atual — 15% ao ano. As discussões começaram na terça-feira (29). Caso se confirme, a decisão encerrará o ciclo de altas iniciado em setembro de 2024. Na reunião anterior, o comitê demonstrou inclinação para pausar o aperto monetário, reforçando, contudo, o compromisso com a estabilidade dos preços. Os diretores destacaram a necessidade de manter uma política monetária “significativamente contracionista por período prolongado”, diante da resiliência da inflação, da atividade econômica aquecida, de pressões sobre salários e de expectativas desancoradas. Projeções do mercado De acordo com o boletim Focus, divulgado na segunda-feira (28) pelo Banco Central, há consenso entre instituições financeiras sobre a manutenção da Selic em 15%. Das 85 previsões atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana para o encerramento de 2025 permanece nesse nível. Para o fim de 2026, a projeção central continua em 12,5%, sem alterações há 26 semanas. As 84 estimativas mais recentes também mantêm essa perspectiva. O que é a Selic? A Selic funciona como ferramenta principal para controle do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Juros elevados encarecem o crédito, desestimulam o consumo e reduzem a produção, o que pode desacelerar o ritmo de crescimento econômico. Na prática, aumentos na taxa básica impactam diretamente os encargos de financiamentos, empréstimos e cartões de crédito, pressionando a demanda e contribuindo para a desaceleração dos preços. Superquarta no Brasil e nos EUA O anúncio desta quarta-feira ocorre durante a chamada “superquarta” — quando decisões sobre juros são divulgadas simultaneamente por autoridades monetárias do Brasil e dos Estados Unidos. O Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) manteve sua taxa no intervalo entre 4,25% e 4,5%. No final de 2024, em resposta à valorização do dólar e ao avanço inflacionário, o Banco Central brasileiro intensificou os ajustes na Selic com o objetivo de conter o consumo e pressionar os preços para baixo. Histórico Entre agosto de 2022 e junho de 2023, a Selic permaneceu em 13,75% ao ano. Em seguida, ocorreram seis cortes consecutivos de 0,5 ponto percentual e outro de 0,25, reduzindo a taxa para 10,5% em maio de 2024. Esse patamar vigorou até setembro do mesmo ano, quando o Copom iniciou uma nova série de elevações, levando os juros para 10,75%. Desde então, houve sete aumentos sucessivos, até atingir os atuais 15% — o nível mais elevado desde 2006.   Fonte: R7 Foto: Raphael Ribeiro/Banco Central

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Secretário dos EUA afirma que produtos como manga, cacau e café podem ter tarifa zero

Tarifaço de Trump a produtos brasileiros começa a valer na próxima sexta; EUA é o maior comprador de café do Brasil O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, afirmou nesta terça-feira (29) que o país pode aplicar tarifa zero a produtos não produzidos nos EUA, como cacau, manga, café e abacaxi. Lutnick não citou o Brasil — no entanto, os EUA são os maiores compradores do café brasileiro. A tarifa de 50% imposta pelo presidente Donald Trump a todos os produtos brasileiros comprados pelos EUA começa a valer na próxima sexta-feira (1º). “O presidente [Trump] incluiu que, se você cultivar algo e nós não cultivarmos, isso pode chegar a zero. Portanto, se fizermos um acordo com um país que cultiva manga ou abacaxi, eles podem entrar sem tarifa. O café e o cacau seriam outros exemplos de recursos naturais”, declarou o secretário em entrevista ao canal de TV norte-americano CNBC.   Fonte: R7 Foto: Joyce N. Boghosian/Casa Branca

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Haddad diz que pode haver conversa entre Lula e Trump sobre tarifas

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (foto), afirmou, nesta terça-feira (29), em Brasília, que pode haver uma conversa entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump para tratar das tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros exportados para aquele país. Segundo Haddad, não há obstrução dos canais de diálogo entre os negociadores das duas nações, entretanto, esse contato direto entre os chefes de Estado exige uma preparação protocolar mínima. “É papel nosso, dos ministros, justamente azeitar os canais para que a conversa, quando ocorrer, seja a mais dignificante e edificante possível”, disse Haddad sobre o trabalho que vem sendo feito por ele; pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que está nos Estados Unidos; e pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, que também vem dialogando com o setor produtivo. “Tem que haver uma preparação antes para que seja uma coisa respeitosa, para que os dois povos se sintam valorizados à mesa de negociação, não haja um sentimento de viralatismo, de subordinação”, acrescentou, ao criticar as pressões da oposição para que haja pressa nas decisões. “[Temos que] virar um pouquinho a página da subserviência e, com muita humildade, nos colocar à mesa, mas respeitando os valores do nosso país”, disse o ministro em conversa com jornalistas no Ministério da Fazenda. Um grupo de oito senadores brasileiros também está em Washington, capital do país norte-americano, para tentar abrir um canal de diálogo com congressistas estadunidenses e discutir soluções para o tarifaço. No último dia 9 de julho, o presidente dos Estados Unidos enviou uma carta a Lula anunciando a imposição da tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros a partir do dia 1º de agosto [https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2025-07/em-carta-lula-trump-anuncia-tarifa-de-50-produtos-brasileiros]. Há sinais Para Haddad já há “algum sinal de interesse” e “sensibilidade” de autoridades dos Estados Unidos para conversar. “Alguns empresários estão fazendo chegar ao nosso conhecimento que estão encontrando maior abertura lá, não sei se vai dar tempo até dia 1º”, avaliou o ministro, afirmando que não está fixado na data e que as negociações vão continuar mesmo com a entrada em vigor das tarifas. “Estão ficando mais claros, agora, os pontos de vista do Brasil em relação a alguns temas que não eram de fácil compreensão por parte deles. A relação sempre foi amistosa entre os países, então não há razão nenhuma para que isso mude, deixar que temas alheios ao governo brasileiro sejam motivo para o recrudescimento, assim, de tensões”, afirmou o ministro da Fazenda. O ministro contou, ainda, que o vice-presidente Geraldo Alckmin tem feito “um esforço monumental” em suas conversas com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick. “Ontem mesmo houve uma conversa mais longa, terceira e mais longa conversa que tiveram”, observou. O foco do governo brasileiro, segundo Haddad, é que eles se manifestem oficialmente para que possa ser mapeado o que, de fato, está em jogo e para que os negociadores encontrem uma solução, considerando o que é importante para os dois países. Contingenciamento Enquanto isso, já está na mesa do presidente Lula o plano de contingenciamento para ajudar empresas afetadas pelo tarifaço. O documento foi formulado pelos ministérios da Fazenda; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; das Relações Exteriores; e pela Casa Civil. Vários cenários foram apresentados e, segundo o ministro Haddad, Lula tomará a decisão sobre “a escala, o montante, a oportunidade, a conveniência e a data” do pode ser colocado em vigor. Um dos cenários inclui um programa de manutenção do emprego com o mesmo propósito do que vigorou durante a pandemia de covid-19. “Eu não sei qual é o cenário que o presidente vai optar”, afirmou o ministro da Fazenda, sem adiantar as medidas. “O Brasil vai estar preparado para cuidar das suas empresas, dos seus trabalhadores e, ao mesmo tempo, se manter permanentemente numa mesa de negociação, buscando racionalidade, buscando respeito mútuo e estreitamento das relações”, completou o ministro.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Brasil tem semana decisiva para negociar tarifaço; força-tarefa inclui de políticos a empresários

Taxação de 50% imposta por Donald Trump a produtos brasileiros começa a valer nesta sexta-feira Começam a valer nesta sexta-feira (1º) as tarifas de 50% impostas pelos EUA (Estados Unidos da América) sobre produtos brasileiros. A medida ameaça setores estratégicos da economia brasileira, como o agronegócio, a indústria farmacêutica e a de dispositivos médicos. Desde o anúncio do presidente Donald Trump, em 9 de julho, o governo federal, junto ao setor privado, iniciou uma mobilização diplomática para tentar reverter a imposição. Uma comitiva de oito senadores embarcou nesse sábado para tentar dialogar com empresários e políticos norte-americanos. Carlos Viana (Podemos-MG), um dos parlamentares que compõe o grupo, afirma que uma das estratégias será voltada para o adiamento das tarifas. A viagem ficará restrita a conversas, sem entrar no campo de negociações, conforme ficou acordado entre políticos e o Itamaraty. Desde a criação do comitê pelo governo para discutir sobre os impactos das tarifas, o vice-presidente Geraldo Alckmin — presidente do grupo — se reuniu com mais de 120 líderes empresariais. Ao todo, foram realizadas 12 reuniões em quatro dias de rodadas oficiais com a presença de executivos de grandes companhias, presidentes de entidades setoriais e dirigentes de federações da indústria. O objetivo dos encontros é colher dados técnicos, alinhar posições e preparar uma reação coordenada do Brasil às medidas protecionistas do governo de Donald Trump. Alckmin afirmou que diálogos com os Estados Unidos ocorrem “de forma reservada”. Contudo, não informou quem tem comandado as conversas do lado norte-americano. O vice-presidente também não revelou se o governo dos EUA respondeu às tentativas de contato feitas pelo Brasil em busca de negociação. Guerra tarifária seria arriscada, avaliam especialistas Para o economista Fabio Ongaro, o Brasil não pode entrar em disputa ideológica e pessoal. O ideal, neste momento, é investir no diálogo. “O Brasil precisa adotar uma postura de firmeza pragmática: mostrar que tem canais diplomáticos ativos e capacidade de negociação, mas sem escalar retoricamente o conflito”, afirma. O especialista ressalta que Trump usa tarifas como “parte de sua narrativa política doméstica” e que apresenta baixa disposição para negociação, mas já recuou em ocasiões em que percebeu danos colaterais à indústria. A economista Carla Beni, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), destaca que o Brasil é internacionalmente reconhecido pela postura aberta ao diálogo. “Essa é a primeira questão. Mesmo quando falamos da Lei da Reciprocidade, o primeiro patamar da lei é o diálogo. O segundo é acionar os organismos internacionais. Só o terceiro é definir, com o comitê, quais seriam as medidas comerciais — e aí, sim, as retaliações a serem aplicadas”, explicou.   Fonte: R7 Foto: Isac Nóbrega/Marcelo Camargo/Agência Brasil  

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INSS: 1,1 milhão de aposentados serão ressarcidos até 30 de julho

Balanço divulgado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) contabiliza que, na primeira semana de ressarcimento pelos descontos indevidos feitos por entidades associativas a aposentados e pensionistas, 533 mil beneficiários já foram contemplados com o depósito em suas contas bancárias. “E a gente já tem programado o pagamento, até dia 30 de julho, quarta-feira, de um total de 1,147 milhão de aposentados e pensionistas que foram vítimas desse golpe”, disse o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller, durante entrevista ao programa A Voz do Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). De acordo com o INSS, até o final da tarde de sexta-feira (25), foram contabilizadas 1,248 milhão de adesões, de um total de 2,295 milhões pessoas aptas a fazer o acordo proposto pelo governo federal para antecipar o reembolso. “Nossa ideia é que esses 2,295 milhões de aposentados e pensionistas façam adesão de maneira imediata para poder receber rapidamente esse valor”, disse o presidente do instituto. Número pode subir Este número pode subir, segundo Gilberto Waller. “Até sexta-feira, 4,8 milhões de pessoas ainda não haviam reconhecido o desconto, para dar início ao processo com 15 dias úteis previstos para a instituição [que fez a cobrança supostamente indevida] responder”, disse. A adesão ao acordo pode ser feita até o dia 14 de novembro. Vale ressaltar que os reembolsos serão feitos na conta em que o benefício é pago, por ordem de adesão. Ou seja, quem aderir primeiro, recebe primeiro. Comunicação “Não queremos deixar nenhuma aposentado para trás. Por isso estamos aumentando a forma de comunicação por por vários meios: pelo aplicativo do meu INSS; por avisos nas instituições financeiras. O banco já avisa no seu extrato sobre a possibilidade de você pode aderir, a esse 1,1 milhão que ainda que não aderiram”, detalhou. Além disso, o governo federal usará também mensagens de WhatsApp. Ele, no entanto alerta que essas mensagens enviadas ao celular não terão link relativo à contestação. “Dirá apenas que você está apto a fazer essa adesão ao acordo para receber o dinheiro de maneira rápida, integral e corrigida pelo IPCA”, explicou, alertando que se o aposentado ou pensionista receber mensagem link deve ignorá-la, pois trata-se de golpe. “A adesão não será pelo Whatsapp. Será apenas pelo aplicativo do INSS ou em agências dos Correios”, complementou. Correios Segundo Waller, mais de 2 milhões de pessoas já buscaram os Correios; e 1,3 milhão dos que identificaram o desconto já apresentaram a contestação, o que “representa quase 30% do nosso público total de contestações”. Quem adere ao acordo se compromete a não entrar na Justiça para solicitar o ressarcimento. “Caso o beneficiário já tenha uma ação ou não tenha recebido via judicial, ele ainda pode fazer a adesão ao acordo. Se ingressou com ação antes de 23 de abril, ele faz o acordo e desiste da ação. O INSS vai, inclusive, pagar 5% de honorários advocacias para o seu advogado”, acrescentou. Quem pode aderir? Podem aderir ao acordo os aposentados e pensionistas que contestaram os descontos indevidos e não receberam resposta da entidade ou associação após 15 dias úteis. A adesão é gratuita e, antes de assinar o acordo, os aposentados e pensionistas podem consultar o valor que têm a receber. A adesão é feita exclusivamente pelos seguintes canais: Aplicativo ou site Meu INSS Agências dos Correios A central telefônica 135 está disponível para consultas e contestações, mas não realiza adesão ao acordo. Como aceitar o acordo pelo aplicativo Meu INSS? Acesse o aplicativo Meu INSS com CPF e senha; Vá até “Consultar Pedidos” e clique em “Cumprir Exigência” em cada pedido (se houver mais de um); Role a tela até o último comentário, leia com atenção e, no campo “Aceito receber”, selecione “Sim”; Clique em “Enviar” e pronto. Depois, basta aguardar o pagamento Como funciona o processo até a adesão ao acordo? O beneficiário registra a contestação do desconto indevido; Aguarda 15 dias úteis para que a entidade responda; Se não houver resposta nesse prazo, o sistema abre a opção para adesão ao acordo de ressarcimento.   Fonte: Agência Brasil Foto: INSS/Divulgação

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Banco Central lança nova moeda de R$ 1 para comemorar os 60 anos do órgão

Criação foi aprovada em abril pelo CMN (Conselho Monetário Nacional); mais de 23 milhões entram em circulação nesta sexta-feira Entra em circulação nesta sexta-feira (25) a moeda comemorativa de R$ 1 em homenagem aos 60 anos do Banco Central (BC). Foram cunhadas 23.168.000 unidades, que poderão ser usadas normalmente para fazer compras e transações. A edição especial tem duas principais diferenças em relação às moedas atuais de R$ 1. Na frente, a peça apresenta, em destaque, o selo comemorativo dos 60 anos do BC, acompanhado da marca da autoridade monetária e de linhas diagonais. Tradicionalmente, a frente da moeda exibe a efígie da República. No anel dourado, aparecem as legendas “Banco Central do Brasil” e “1965–2025”. O reverso (parte de trás) seguirá o padrão da segunda família das moedas do tipo, em que aparece o valor de face de R$ 1. Em abril, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a criação da edição comemorativa da moeda de R$ 1. Na ocasião, foi anunciado que a moeda terá livre circulação na economia. Em nota, o BC informou que o objeto comemorativo integra as ações promovidas pelo órgão para “celebrar, documentar, humanizar e compartilhar a sua história”. Confira as características da moeda: Denominação: R$ 1; Material: aço inoxidável (núcleo) e aço carbono revestido em bronze (anel); Diâmetro: 27 milímetros; Peso: 7 gramas; Bordo: serrilha intermitente. A instituição completou 60 anos no início de abril, numa solenidade com a presença do presidente do BC, Gabriel Galípolo, de nove ex-presidentes do órgão, ministros e dos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. Na cerimônia, também foi lançado um selo comemorativo.   Fonte: R7 Foto: Gabriel Pereira/Agência Brasil

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Conta de luz mais cara: saiba o quanto a bandeira vermelha vai pesar no bolso em agosto

Segundo a Aneel, cenário de chuvas abaixo da média implica o acionamento de usinas termelétricas, que têm custo mais alto Nesta sexta-feira (25), a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) informou que foi acionada a bandeira vermelha no patamar 2 para o mês de agosto. Isso significa que as contas de energia elétrica ficarão ainda mais caras. A cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, o adicional será de R$ 7,87. Por exemplo, uma casa que consome 200kWh por mês, terá um acréscimo de R$ 15,74 na sua conta de luz. A bandeira vermelha no patamar 2 é a mais alta do sistema e significa que as condições de geração de energia estão desfavoráveis. De acordo com a Aneel, o cenário atual é de chuvas abaixo da média em todo o país, o que reduziu a geração de energia hidrelétrica, levando ao acionamento das termelétricas, que têm um custo mais elevado. Nos meses de junho e julho, os consumidores já estavam pagando a conta de luz mais cara, com a bandeira vermelha patamar 1, cujo adicional é de R$ 4,46 por 100 kWh. Como funciona O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 pela Aneel e varia de acordo com os custos variáveis da geração de energia elétrica no país. Ele é dividido em cinco níveis. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo, o que significa que as condições estão favoráveis para a geração de energia. Quando é aplicada a bandeira amarela, a conta sofre acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Pressionada por conta de luz, prévia da inflação de julho é de 0,36%

A bandeira vermelha na conta de luz e reajustes de tarifas em cinco capitais pressionaram o bolso do brasileiro em julho, fazendo com que a prévia da inflação ficasse em 0,33%, acima do registrado em junho (0,26%). Ao mesmo tempo, o preço dos alimentos – um vilão da inflação nos últimos meses – caiu pelo segundo mês seguido, ajudando a segurar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (25), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o IPCA-15 acumula 5,3% nos últimos 12 meses, acima da meta do governo, que tolera até 4,5%. Em julho de 2024, o IPCA-15 tinha sido de 0,30%. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, cinco tiveram alta em julho. Confira resultados e impactos em pontos percentuais (p.p.) – Alimentação e bebidas: -0,06% (-0,01 p.p.) – Habitação: 0,98% (0,15 p.p.) – Artigos de residência: -0,02% (0 p.p.) – Vestuário: -0,10% (0 p.p.) – Transportes: 0,67% (0,13 p.p.) – Saúde e cuidados pessoais: 0,21% (0,03 p.p.) – Despesas pessoais: 0,25% (0,03 p.p.) – Educação: 0,00% (0 p.p.) – Comunicação: 0,11% (0 p.p.) Conta de luz Apesar de ter sido o maior impacto de alta na prévia da inflação, a subida de 0,98% do grupo habitação desacelerou ante junho, quando marcou (1,08%). Agora em julho, o grupo foi pressionado pela energia elétrica residencial, que subiu 3,01%, sendo o subitem com maior impacto positivo de todo o IPCA-15. A culpa desse aumento situa-se na bandeira tarifária vermelha patamar 1, determinada pelo governo para custear usinas termelétricas em tempos de baixa nos reservatórios das hidrelétricas. Iniciada em junho, a cobrança adicional de R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos foi mantida em julho. No mês passado, a energia residencial subiu 3,29%. O subitem foi pressionado também por reajustes nas contas em Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. Como o IPCA-15 é nacional, esses aumentos regionais se refletem no índice. Alimentos Depois de terem recuado 0,02% em junho, os alimentos caíram novamente em julho, desta vez, 0,06%. As quedas da batata-inglesa (-10,48%), cebola (-9,08%) e arroz (-2,69%) foram as que mais puxaram para baixo o resultado. Antes desses dois recuos, o preço da comida tem sido um grande vilão, tanto que acumula alta de 7,36% em 12 meses, se configurando o grupo de maior variação em todo o IPCA-15. Um dos fatores que têm ajudado a baixar os custos é a safra brasileira, com previsão de ser recorde. Transportes No grupo transportes, a alta de 0,67% foi impulsionada pelas passagens aéreas, que subiram 19,86% (impacto de 0,11 p.p.) e pelos serviços de carros de aplicativo ((14,55% e 0,03 p.p.). Já os combustíveis trouxeram alívio com recuo de 0,57%. Caíram os preços do gás veicular (-1,21%), diesel (-1,09%), etanol (-0,83%) e gasolina (-0,50%). Como a gasolina é o subitem com maior representatividade na cesta de consumo dos brasileiros, o resultado de julho fez com que representasse o recuo com mais peso de todo o IPCA-15 (-0,03 p.p.) IPCA-15 O IPCA-15 tem basicamente a mesma metodologia do IPCA, a chamada inflação oficial, que serve de base para a política de meta de inflação do governo: 3% em 12 meses, com margem de tolerância de 1,5 p.p. para mais ou para menos.  A diferença está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. Na prévia, a pesquisa é feita e divulgada antes mesmo de acabar o mês de referência. Em relação à divulgação atual, o período de coleta foi de 14 de junho a 15 de julho. Ambos os índices levam em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Atualmente o valor do mínimo é R$ 1.518. O IPCA-15 coleta preços em 11 cidades do país (as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.); e o IPCA, 16 localidades (Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju). O IPCA cheio de julho será divulgado em 12 de agosto.    Fonte: Agência Brasil Foto: REUTERS/Sergio Moraes

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