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Categoria: Economia

Desemprego atinge menor taxa da série histórica em 18 estados no segundo trimestre, diz IBGE

A taxa de desemprego no Brasil (5,8%) foi a menor da série histórica, iniciada em 2012, em 18 estados no segundo trimestre de 2025. Os dados são da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta sexta-feira (15) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). As quedas foram registradas em: Santa Catarina (de 3% para 2,2%) Goiás (5,3% para 4,4%) Espírito Santo (4% para 3,1%) Rio Grande do Sul (5,3% para 4,3%) Mato Grosso do Sul (4% para 2,9%) São Paulo (6,3% para 5,1%) Rio de Janeiro (9,3% para 8,1%) Ceará (8% para 6,6%) Maranhão (8,1% para 6,6%) Alagoas (9% para 7,5%) Amapá (8,6% para 6,9%) Piauí (10,2% para 8,5%) Paraíba (8,7% para 7%) Minas Gerais (5,7% para 4%) Pará (8,7% para 6,9%) Bahia (11,1% para 9,1%) Amazonas (10% para 7,7%) Rio Grande do Norte (9,9% para 7,5%) Segundo o levantamento, as outras 9 Unidades da Federação mantiveram estabilidade no período. As maiores taxas foram de desocupação foram registradas em Pernambuco (10,4%), Bahia (9,1%) e Distrito Federal (8,7%). O índice teve uma redução de 1,2 ponto percentual em relação ao trimestre de janeiro a março (7%), e de 1,1 ponto percentual no mesmo período de 2024 (6,9%). A taxa de desocupação foi de 4,8% para os homens e 6,9% para as mulheres no segundo trimestre de 2025. Por cor ou raça, essa taxa ficou acima da média nacional para os brancos (4,8%) e abaixo para os pretos (7%) e pardos (6,4%). No período, havia 1,3 milhão de pessoas que procuravam trabalho durante dois anos ou mais, o menor contingente da série para um segundo trimestre desde 2014 (1,2 milhão). Esse indicador recuou 23,6% em relação ao segundo trimestre de 2024. Informalidade A taxa de informalidade para o Brasil foi de 37,8% da população ocupada. As maiores taxas ficaram com Maranhão (56,2%), Pará (55,9%) e Bahia (52,3%) e as menores, com Santa Catarina (24,7%), Distrito Federal (28,4%) e São Paulo (29,2%). A taxa de informalidade da população ocupada é calculada considerando-se os empregados no setor privado e os empregados domésticos sem carteira de trabalho assinada, além dos empregadores e trabalhadores por conta própria sem registro no CNPJ e dos trabalhadores familiares auxiliares. Desalentados e subutilização O percentual de desalentados foi de 2,5%. Maranhão (9,3%), Piauí (7,1%) e Alagoas (6,9%) tinham os maiores percentuais, enquanto os menores estavam em Santa Catarina (0,3%) e Mato Grosso do Sul (0,8%). Essa categoria é classificada como todos aqueles com mais de 14 anos que estavam fora do mercado de trabalho e não haviam realizado busca efetiva por uma colocação. Já a taxa de subutilização, que calcula o percentual de desocupados, subocupados por insuficiência de horas trabalhadas, e a força de trabalho potencial, ficou em 14,4%. Piauí (30,2%) teve a maior taxa, com Bahia (27,0%) e Sergipe (26,0%) a seguir. As menores taxas foram de Santa Catarina (4,4%), Mato Grosso (6,8%) e Espírito Santo (7,1%). Rendimento O rendimento real mensal habitual foi de R$ 3.477. Houve alta nas duas comparações: frente ao trimestre imediatamente anterior (R$ 3.440) e ante o mesmo trimestre de 2024 (R$ 3.367). Na comparação trimestral, o Sudeste (R$ 3.914) foi a única região com alta estatisticamente significante do rendimento, enquanto nas demais houve estabilidade. Em relação ao segundo trimestre de 2024, o rendimento cresceu no Sudeste e no Sul (R$ 3.880), com estabilidade nas demais regiões.   Fonte: R7 Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Tarifaço pode afetar até 726,7 mil empregos e reduzir R$ 3,3 bilhões em contribuições a INSS e FGTS

As tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros têm potencial de provocar a perda de até 726.701 postos de trabalho no país no período de um ano, segundo estimativa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O impacto, considerado como “teto” no curto prazo, inclui efeitos diretos, indiretos e induzidos pela queda na renda das famílias. O estudo projeta, ainda, redução de R$ 38,87 bilhões no valor adicionado à economia; R$ 14,33 bilhões na massa salarial e R$ 3,31 bilhões em arrecadação para a Previdência Social e o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). O PIB pode cair 0,35% no cenário mais pessimista, caso não haja redirecionamento das exportações a outros mercados. Os setores mais afetados no emprego seriam serviços (241,4 mil vagas), indústria de transformação (215,1 mil), comércio (142,3 mil) e agropecuária (104 mil). Na indústria, os segmentos metalúrgico, de alimentos, madeira, químico e de vestuário e calçados concentram o maior potencial de perda, além de cadeias ligadas a frutas, carnes e outros alimentos. Entre os produtos impactados, está o café, que responde por 34% do consumo norte-americano. A carne bovina, por sua vez, pode enfrentar tarifa total de até 76,4%. E as frutas — com destaque para manga, uva e processadas — representam 12% do faturamento do setor. Também estão na lista segmentos de celulose e papel, máquinas e equipamentos, siderurgia, eletroeletrônicos, químicos e autopeças. O levantamento identificou ainda 3.075 empresas exportadoras para os EUA com negociação direta com sindicatos no Brasil, abrangendo 1,46 mil entidades sindicais. A região Sudeste concentra 1.286 instrumentos coletivos, seguida pelas regiões Sul (614), Nordeste (186), Norte (125) e Centro-Oeste (58). Comércio Brasil–EUA Em 2024, o fluxo de mercadorias entre Brasil e Estados Unidos somou US$ 81 bilhões. Os EUA foram o segundo maior destino das exportações brasileiras (12%), atrás apenas da China (28%). Do total exportado para o mercado norte-americano, 35,9% (US$ 14,5 bilhões) estão sujeitos à tarifa adicional de 10% + 40% prevista na ordem executiva de 30 de julho. O Dieese também cita projeções do Cedeplar (Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Faculdade de Ciências Econômicas), da UFMG, que estima um impacto menor — até 188,7 mil empregos —, caso outros países, como a China, adotem medidas de retaliação que favoreçam as exportações brasileiras. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nessa quarta-feira (13) uma medida provisória com crédito de R$ 30 bilhões para empresas prejudicadas pelo tarifaço imposto pelos EUA a produtos brasileiros. Segundo o Dieese, a perda de 726,7 mil empregos seria um teto e o estudo do Cedeplar, um piso. Setores como autopeças, máquinas e equipamentos e eletroeletrônicos enfrentam dificuldades para redirecionar suas vendas, por produzirem itens específicos para o mercado norte-americano. Além disso, setembro e novembro concentram o maior número de datas-base de empresas exportadoras para os EUA, o que pode levar os efeitos das tarifas a coincidirem com negociações salariais. Perguntas e respostas: Qual é o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros? As tarifas podem resultar na perda de até 726.701 postos de trabalho no Brasil em um ano, de acordo com o Dieese. O impacto inclui efeitos diretos, indiretos e induzidos pela queda na renda das famílias. Quais são as projeções econômicas relacionadas a essa situação? O estudo prevê uma redução de R$ 38,87 bilhões no valor adicionado à economia, R$ 14,33 bilhões na massa salarial e R$ 3,31 bilhões em arrecadação para a Previdência Social e o FGTS. O PIB pode cair 0,35% no cenário mais pessimista, caso não haja redirecionamento das exportações para outros mercados. Quais setores seriam mais afetados em termos de emprego? Os setores mais afetados seriam serviços (241,4 mil vagas), indústria de transformação (215,1 mil), comércio (142,3 mil) e agropecuária (104 mil). Na indústria, os segmentos metalúrgico, de alimentos, madeira, químico e de vestuário e calçados teriam maior perda, além de cadeias ligadas a frutas, carnes e outros alimentos. Quais produtos estão na lista dos mais impactados? O café representa 34% do consumo norte-americano, a carne bovina pode enfrentar tarifas de até 76,4%, e as frutas, como manga e uva, representam 12% do faturamento do setor. Outros segmentos afetados incluem celulose e papel, máquinas e equipamentos, siderurgia, eletroeletrônicos, químicos e autopeças. O que o Cedeplar estima sobre o impacto das tarifas? O Cedeplar estima um impacto menor, com a perda de até 188,7 mil empregos, caso outros países, como a China, adotem medidas de retaliação que favoreçam as exportações brasileiras. Quais setores enfrentam dificuldades para redirecionar suas vendas? Setores como autopeças, máquinas e equipamentos e eletroeletrônicos enfrentam dificuldades para redirecionar suas vendas, pois produzem itens específicos para o mercado norte-americano.   Fonte: R7 Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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Setor de serviços cresce 0,3% em junho e atinge patamar recorde

O setor de serviços, o que mais emprega na economia e concentra atividades como transporte, turismo, restaurantes, salão de beleza e tecnologia da informação, cresceu 0,3% na passagem de maio para junho. Esse desempenho é o quinto mês seguido de expansão e faz o setor atingir o maior patamar da série histórica, iniciada em janeiro de 2011. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O recorde anterior era de outubro de 2024 e maio deste ano. Os cinco meses consecutivos de alta deram ao setor um salto de 2%. Com o resultado de junho, o setor fecha o primeiro semestre com alta de 2,5%. No acumulado de 12 meses, a expansão chega a 3%. Na comparação com junho de 2024, o mês de 2025 subiu 2,8%. Destaque para transportes Apesar do número recorde, das cinco grandes atividades pesquisadas pelo IBGE, apenas uma ─ serviços de transportes ─ apresentou número positivo na passagem de maio para junho. Confira os desempenhos: – Serviços prestados às famílias: -1,4% – Serviços de informação e comunicação: -0,2% – Serviços profissionais, administrativos e complementares: -0,1% – Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: +1,5% – Outros serviços: -1,3% O analista do IBGE, Rodrigo Lobo, detalha que das cinco atividades, a de transportes é a que tem maior peso (36,4%) na pesquisa, o que explica o fato de apenas um grande setor positivo conseguir fazer com que todo o setor de serviços tenha tido crescimento em junho. Dentro dos transportes, os destaques foram o aéreo de passageiros e o de cargas, notadamente o rodoviário. “É o principal modal pelo qual se deslocam as mercadorias, como a safra, mas também bens industriais. É uma atividade intimamente correlacionada com maior dinamismo da economia”, analisa. Índice de atividades turísticas A Pesquisa Mensal de Serviços traz ainda o índice de atividades turísticas (Iatur), que recuou 0,9% em junho, na comparação com maio. É o segundo resultado negativo consecutivo. Somando maio e junho, há perda acumulada de 1,3%. Já em comparação com o mesmo mês de 2024, junho de 2025 aponta expansão de 4,1%. Esses resultados deixam as atividades de turismo 11,6% acima do patamar pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 1,8% abaixo do maior nível já alcançado, em dezembro de 2024. O Iatur reúne 22 das 166 atividades de serviços investigadas na pesquisa e que são correlatas à atividade turística, como hotéis, agências de viagens e transporte aéreo de passageiros. São divulgadas informações de 17 unidades da federação: Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Distrito Federal, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Alagoas e Rio Grande do Norte. Conjunto da economia A Pesquisa Mensal de Serviços é a terceira de três levantamentos conjunturais divulgados mês a mês pelo IBGE. Nos últimos dias, o instituto revelou que a produção da indústria brasileira cresceu 0,1% em junho ante maio; e o comércio recuou 0,1% no mesmo intervalo de comparação. Nos desempenhos acumulados em 12 meses, a indústria cresceu 2,4%. O comércio apresentou expansão de 2,7%.   Fonte: Agência Brasil Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

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Aluguel residencial acumula aumento médio de 10,28% em um ano, o dobro da inflação

O aluguel residencial acumula aumento médio de 10,28% nos últimos 12 meses, o dobro da inflação oficial do país. O dado é do Índice FipeZAP de julho, divulgado nesta quinta-feira (14), com base em informações de 36 cidades. O valor supera as variações da inflação, tanto a medida pelo IPCA/IBGE (+5,23%), como a do IGP-M/FGV (+2,96%). Os imóveis com quatro dormitórios lideraram a valorização média nesse período, com alta de 11,33%, enquanto o aumento de unidades de dois dormitórios foi de 9,90%. Das 36 localidades monitoradas, 34 registraram aumento no valor do aluguel residencial, incluindo as seguintes capitais: Salvador (+20,39%); Belém (+18,42%); Teresina (+17,69%); Cuiabá (+15,79%); Fortaleza (+14,89%); Porto Alegre (+14,29%); Recife (+13,72%); Belo Horizonte (+13,29%); João Pessoa (+12,72%); São Luís (+12,02%); Natal (+10,73%); Manaus (+10,69%); Goiânia (+10,40%); Vitória (+10,03%); São Paulo (+10,01%); Florianópolis (+9,78%); Maceió (+9,75%); Curitiba (+9,38%); Rio de Janeiro (+9,29%); Campo Grande (+7,09%). Já em Brasília e Aracaju, os preços de locação residencial recuaram 1,26% e 0,06% em 12 meses, respectivamente. No mês Em julho, o aumento médio foi de 0,45% nos preços de locação residencial. O que equivale a uma nova desaceleração em relação às altas apuradas em abril (+1,15%); maio (+0,59%) e junho (+0,51%). Já no acumulado dos últimos sete meses deste ano, o Índice FipeZAP registrou alta de 6,13% no, até julho. O preço médio foi de R$ 49,46/m² em julho, com base nos anúncios de apartamentos prontos nas 36 cidades que fazem parte do Índice FipeZAP de Locação Residencial. Os maiores valores ocorrerem entre imóveis com um dormitório (R$ 66,65/m²) e os menores, em unidades com três dormitórios (R$ 42,22/m²). O preço do aluguel nas capitais São Paulo (R$ 61,63/m²); Recife (R$ 59,83/m²); Belém (R$ 59,40/m²); Florianópolis (R$ 58,64/m²); São Luís (R$ 55,21/m²); Rio de Janeiro (R$ 53,23/m²); Maceió (R$ 52,53/m²); Manaus (R$ 49,47/m²); Vitória (R$ 49,03/m²); Salvador (R$ 48,21/m²); Brasília (R$ 47,29/m²); Belo Horizonte (R$ 47,24/m²); João Pessoa (R$ 44,90/m²); Curitiba (R$ 44,71/m²); Cuiabá (R$ 44,46/m²); Goiânia (R$ 42,45/m²); Porto Alegre (R$ 42,05/m²); Natal (R$ 39,24/m²); Campo Grande (R$ 37,39/m²); Fortaleza (R$ 35,42/m²); Aracaju (R$ 25,82/m²); Teresina (R$ 24,43/m²). Rentabilidade O retorno médio do aluguel residencial foi avaliado em 5,93% ao ano, taxa que se manteve em patamar inferior à rentabilidade média projetada para aplicações financeiras de referência nos próximos 12 meses. A rentabilidade média foi maior entre imóveis residenciais com um dormitório (6,70% ao ano), contrastando com o menor percentual entre unidades com quatro ou mais dormitórios (4,88% ao ano).   Fonte: R7 Foto: DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO CONTEÚDO

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Após 18 meses de alta, preço do café cai em julho, mas acumula inflação de 70% em um ano

O preço do café moído ficou 1,01% mais barato em julho, interrompendo uma sequência de 18 meses seguidos de aumento, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do país, divulgada na terça-feira (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A última queda — de 0,23% — havia ocorrido em dezembro de 2023. Desde então, o item sofreu aumentos sucessivos, pressionado por fatores como a redução na oferta, a valorização do grão no mercado internacional e custos mais altos de produção e transporte. Apesar do recuo em julho, o preço do café moído ainda pesa no bolso dos consumidores. No acumulado dos últimos 12 meses, o produto acumula inflação de 70,51%. Esse avanço coloca o café como o alimento com maior alta no período, refletindo a sensibilidade do item a variações climáticas nas regiões produtoras e à volatilidade cambial. Variação do preço do café nos últimos 12 meses – Luce Costa/Arte R7 A redução no preço do café já havia aparecido nos resultados de julho tanto do IPCA-15, a prévia da inflação calculada pelo IBGE, quanto do IPC (Índice de Preços ao Consumidor), indicador da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). A inflação geral também marcou alta em julho, avançando 0,26%, com grande pressão da conta de luz, cujo aumento de 10,18% no acumulado do ano representa o maior impacto individual no índice desde 2018. Ao mesmo tempo, grupos como alimentação e bebidas, vestuário e comunicação registraram recuo nos preços, ajudando a aliviar parte da pressão inflacionária no mês. Perguntas e respostas sobre o assunto Qual foi a variação do preço do café moído em julho? O preço do café moído caiu 1,01% em julho, interrompendo uma sequência de 18 meses seguidos de aumento, conforme dados do IPCA divulgados pelo IBGE. Quando foi a última vez que o preço do café havia caído antes de julho? A última queda no preço do café moído ocorreu em dezembro de 2023, quando houve uma redução de 0,23%. Qual é a inflação acumulada do café moído nos últimos 12 meses? No acumulado dos últimos 12 meses, o preço do café moído acumula uma inflação de 70,51%, tornando-se o item com a maior alta no período. Como a redução no preço do café foi refletida em outros indicadores? A redução no preço do café também foi observada nos resultados de julho do IPCA-15 e do IPC, que são indicadores de inflação. Qual foi a inflação geral do país em julho? A inflação geral do país acelerou e chegou a 0,26% em julho, enquanto o grupo de alimentação e bebidas registrou uma queda de 0,27%.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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Tarifaço: plano bilionário do governo é paliativo e não atinge problemas estruturais do Brasil

O governo federal anunciou, no início da tarde de quarta-feira (13), um pacote de R$ 30 bilhões para ajudar empresas afetadas pela tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Especialistas, porém, apontam cuidados e críticas às medidas. O pacote foi anunciado mais de um mês após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decretar as tarifas, período em que empresas e setores produtivos já registravam perdas significativas. O programa concentra-se principalmente em pequenas e médias empresas, deixando medidas imediatas para grandes exportadores ainda indefinidas. Especialistas ouvidos pelo R7 enxergam as medidas como passo inicial esperado, mas há sérias preocupações com o impacto fiscal e a necessidade de ampliar mercados para reduzir a dependência dos EUA após “política externa agressiva”. ‘Solução paliativa’ Para Fabio Murad, CEO da Super-ETF Educação, o pacote representa uma solução paliativa diante de problemas estruturais mais profundos: “A MP reflete uma tentativa desesperada de enfrentar as consequências de uma política externa agressiva, mas ela é uma solução paliativa diante de problemas estruturais mais profundos. A medida, ainda que seja vista como um alívio momentâneo para setores afetados, como o agronegócio e a indústria, não resolve a fragilidade fiscal do país.” Segundo o especialista, no ponto de vista econômico, essa ação pode até trazer algum alívio pontual, mas ela adia o enfrentamento das questões fiscais que continuam a pressionar as contas do governo. “Em vez de buscar diversificação de receitas ou reformas estruturais, o governo opta por soluções emergenciais, que não resolvem a raiz do problema e podem até aumentar o peso da dívida pública no futuro”, alerta Murad. Mudanças estruturais e dívidas Assim também pensa Carlos Honorato, economista e professor da FIA Business School. “O plano não atinge o que é preciso mudar estruturalmente no Brasil, mas o que a gente observa é que, aparentemente, não tem ninguém interessado em mudar estruturalmente o Brasil”, critica o especialista. Ele dá exemplos do Judiciário “que gasta demais”; do Executivo, “que não se propõe a fazer um ajuste fiscal”; e do Congresso Nacional, “que se perde ali nos seus próprios benefícios, tentando trabalhar só com a política, só com a posição ideológica”. “Não são com essas medidas que a gente vai mudar a questão estrutural. Mas o importante é que a gente não vê nenhum agente político de respeito no Brasil pautando as reformas que precisam ser feitas”, continua. Honorato concorda que o Brasil vive uma “guerra comercial” e que, por isso, é importante olhar para os setores que estão sendo mais atingidos, como café, pesca e o setor moveleiro do sul. “Nesses setores, você tem que ter uma abordagem até de, realmente, adiar pagamento de impostos, criar condições para que essas empresas sobrevivam”, considera. Por outro lado, os empresários devem tomar muito cuidado com as dívidas que podem ser adquiridas agora. “Quando a gente está falando em crédito: crédito é dívida. Por mais que o juro seja baixo, você dá a opção para as empresas se endividarem”, aponta. Sucesso depende de resultados O cientista político André César, em contraponto, afirma que o governo agiu cautelosamente, ouvindo os setores mais afetados. “É um primeiro movimento do governo, feito com cautela e focado em quem sente mais o impacto do tarifaço. Congelar tributos, abrir linhas de crédito e direcionar compras governamentais para esses produtos são medidas inteligentes neste momento”, avalia. O cientista ressalta, no entanto, que o sucesso dependerá de resultados concretos. “Temos que ver se vai realmente ajudar quem está sentindo na pele. E também olhar para o impacto fiscal, porque as contas públicas estavam em situação menos piores antes dessas medidas.” Segundo André, o Brasil também precisa acelerar a diversificação de destinos de exportação. Ele cita como exemplo a missão do Ministério da Agricultura no Japão, que tenta abrir o mercado local para a carne bovina brasileira após mais de 20 anos de negociação. “É um movimento simbólico e estratégico, mas a instabilidade de Trump exige que o governo mantenha o radar ligado para novas sanções”, conclui. Carlos Honorato aponta a situação como uma oportunidade de aprendizado para os empresários não dependerem do governo. “A gente está sofrendo hoje com os Estados Unidos, poderia ser com a China, poderia ser com a Europa”, lembra. “A grande dica que a gente dá para as empresas é que elas têm que diversificar, elas têm que ter uma estratégia. As empresas têm que se posicionar com estratégias de olhar para fora, buscar novos mercados”, ensina o economista. Alcance do pacote A MP (Medida Provisória) assinada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, prevê linhas de crédito específicas, suspensão temporária de tributos e priorização de compras governamentais de itens impactados. Haddad afirmou que a ação é um primeiro passo e não descartou novas medidas caso os efeitos das tarifas — impostas pelo governo de Donald Trump — se agravem. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou que a prioridade é negociar, mas destacou que o país “não se submeterá a chantagens” e que buscará novos mercados se necessário. No lançamento, o Planalto buscou transmitir coesão interna. Participaram do evento os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), além de representantes empresariais e da sociedade civil. O professor de Economia do Ibmec Brasília João Gabriel Araújo considera que o pacote é uma resposta emergencial adequada para o momento. “Há uma expectativa de que o Brasil possa sofrer um impacto quase imediato de uma redução de mais de 140 mil postos de trabalho. O pacote poderá diminuir esse impacto e garantir mais tempo para negociações entre os dois países”, afirma. Ele alerta, porém, para o risco de endividamento das empresas e defende que, caso o quadro se agrave, sejam consideradas medidas mais agressivas, como subsídios diretos ou transferências de renda aos setores prejudicados. “Será essencial que o Ministério da Fazenda elabore uma estratégia fiscal compatível com o espaço orçamentário disponível, para evitar o aumento do déficit público”, completa. Qual foi o anúncio feito pelo governo federal em relação às tarifas impostas pelos Estados Unidos? O governo federal anunciou um pacote de

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Vendas no varejo caem pelo terceiro mês consecutivo, mas acumulam alta no semestre

Segundo IBGE, vendas recuaram 0,1% no sexto mês do ano, em comparação com maio; de janeiro a junho, setor cresceu 1,8% As vendas do comércio varejista recuaram 0,1% em junho, em comparação com maio, engatando o terceiro mês consecutivo no campo negativo. No entanto, o setor registrou crescimento de 1,8% no acumulado do primeiro semestre do ano e de 2,7% nos últimos 12 meses. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta quarta-feira (13) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em junho, houve variações negativas no volume de vendas de cinco das oito atividades do comércio varejista: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,7%) Livros, jornais, revistas e papelaria (-1,5%) Móveis e eletrodomésticos (-1,2%) Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-0,9%) Hiper, supermercados, produtos  alimentícios, bebidas e fumo (-0,5%) Já outros artigos de uso pessoal e doméstico (1%), tecidos, vestuário e calçados (0,5%) e combustíveis e lubrificantes (0,3%) obtiveram resultados no campo positivo. Por outro lado, houve alta nos segmentos de outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,1%), livros, jornais, revistas e papelaria (- 2%) e combustíveis e lubrificantes (-1,7%). Resultados regionais Na passagem de maio para junho, houve resultados negativos em 14 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Tocantins (-4,1%), Piauí (-3,2%) e Amapá (-2,6%). Por outro lado, pressionando positivamente, figuram 11 das 27 UFs, com destaque para: Paraná (2,6%), Roraima (2,2%) e Santa Catarina (1,1%). Amazonas e Espírito Santo apresentaram estabilidade (0%) na passagem de maio para junho. Setor cresceu 1,8% no primeiro semestre O comércio varejista, no primeiro semestre de 2025, com relação ao mesmo período do ano anterior, acumulou crescimento de 1,8%, sétima taxa positiva após resultado de -3% no segundo semestre de 2021. O setor registrou taxas positivas em seis atividades do comércio varejista: Tecidos, vestuário e calçados (5,5%) Móveis e eletrodomésticos (4%) Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (3,4%) Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,1%) Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,3%) Combustíveis e lubrificantes (0,2%) Por outro lado, dois setores fecharam o semestre no campo negativo: equipamentos e material para escritório informática e comunicação (-0,7%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-2,7%). Junho de 2025 x junho de 2024 Na comparação com igual mês de 2024, houve equilíbrio entre resultados positivos e negativos. As atividades de tecidos, vestuário e calçados (6,4%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (2%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (1,9%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (0,6%) apresentaram resultados positivos. Por outro lado, móveis e eletrodomésticos (-0,4%), hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,5%), livros, jornais, revistas e papelaria (-1,2%) e combustíveis e lubrificantes (-1,3%) tiveram resultados no campo negativo. Emprego no comércio atinge 2º maior patamar O R7 mostrou na semana passada que o setor comercial brasileiro encerrou 2023 com 10,5 milhões de pessoas ocupadas, o segundo maior patamar da série histórica da Pesquisa Anual de Comércio. O número fica atrás apenas do registrado em 2014, quando o setor chegou ao pico de 10,6 milhões de trabalhadores. O resultado representa uma recuperação frente aos anos da pandemia e também em relação a 2019, último ano antes da crise sanitária, quando o comércio empregava 10,2 milhões de pessoas. Entre os segmentos, o comércio varejista continua sendo o maior empregador do setor, com 7,7 milhões de trabalhadores, seguido pelo comércio por atacado, que alcançou 2 milhões de pessoas ocupadas, e pelo ramo de veículos, peças e motocicletas, com 902,9 mil.   Fonte: R7 Foto: Arquivo/Agência Brasil

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Pix Parcelado terá regras para começar a funcionar no final de setembro, afirma Banco Central

O BC (Banco Central) confirmou que o Pix Parcelado será regulamentado no final de setembro. A nova modalidade do meio de pagamento instantâneo permitirá a tomada de crédito e o parcelamento. Os vendedores vão receber o valor integral no momento da transação, enquanto compradores pagarão em parcelas com juros definidos pela instituição financeira. A medida está em fase experimental, com alguns bancos oferecendo esse tipo de serviço, mas em setembro terá sua regulamentação e padronização publicadas. “No final de setembro, o Banco Central divulgará regras de funcionamento do Pix Parcelado para padronizar o produto, uniformizar a experiência do usuário, facilitar acesso da população, garantir transparência e estimular o uso consciente desse crédito”, afirmou o BC em nota. “Isso vai permitir que 60 milhões de pessoas que não têm cartão de crédito possam fazer pagamentos de valores mais elevados de maneira parcelada, com menos tarifa e de maneira mais competitiva”, disse o presidente do BC, Gabriel Galípolo, em evento na Associação Comercial de São Paulo, na segunda-feira (11). A funcionalidade tem potencial para estimular o uso do Pix no varejo para a compra de bens e serviços de valor mais elevado, favorecendo quem não tem acesso a esse tipo de operação. No entanto, órgãos de defesa do consumidor alertam sobre a importância de verificar as taxas de juros aplicadas e os cuidados para evitar o endividamento. Veja o calendário de novidades do Pix: Pix Parcelado Nova funcionalidade do Pix, que será lançada para a população e para os lojistas no fim de setembro. Será possível a tomada de crédito pelo usuário pagador para permitir o parcelamento de uma transação Pix. Quem estiver recebendo terá acesso a todo o valor instantaneamente, mas quem estiver pagando poderá parcelá-lo. O Pix Parcelado poderá ser usado para qualquer tipo de transação Pix, inclusive para transferências. Sistema de devolução Autoatendimento do Mecanismo Especial de Devolução (MED) deve ser disponibilizado pelos bancos a partir de 1º de outubro. Aplicável somente para fraudes, golpes e crimes, é uma nova solução que permite a contestação de transações Pix diretamente por meio do aplicativo dos bancos. Essa medida não pode ser usada para desacordos comerciais, casos envolvendo terceiros de boa-fé e envio de Pix para a pessoa errada por erro do próprio usuário pagador (como erro de digitação de uma chave). Pix em garantia Ainda em desenvolvimento pelo BC, é esperado que esteja disponível somente em 2026. Vai permitir que os recebíveis futuros de Pix sejam usados como garantia em operações de crédito. Medida é voltada para estabelecimentos comerciais e empresas – não trazendo nenhuma mudança na forma como as pessoas físicas utilizam o Pix. O objetivo é baratear o crédito ofertado para as empresas, principalmente para aquelas cujo uso do Pix é mais relevante. As medidas que já entraram em vigor neste ano: Boleto com QR Code Desde fevereiro de 2025. Contas e cobranças podem ser pagas por meio do Pix, com um QR Code específico, inserido no próprio boleto. Pix por aproximação Desde 28 de fevereiro. O cliente aproxima seu celular do dispositivo do recebedor (a “maquininha”) para que a transação possa ser realizada via Pix, de forma semelhante ao que já ocorre com os cartões de pagamento, usando a tecnologia NFC (Near Field Communication). O Pix por aproximação pode ser feito por meio de uma carteira digital ou pelo aplicativo da instituição de relacionamento do cliente. Pix Automático Começou a funcionar em 16 de junho de 2025. É semelhante ao débito automático. O Pix automático pode ser usado para fazer pagamentos, como contas de água, luz, telefone, condomínio, escola, plano de saúde etc. A pessoa só precisa dar autorização prévia para o início das cobranças. Depois, os débitos serão feitos automaticamente. Agenda futura do Pix Ferramenta para consulta de transações liquidadas no SPI (Sistema de Pagamento Instantâneo) Plataforma Centralizada (Cobrança Centralizada de Pix Cobrança Contratos Inteligentes; Duplicata no Pix) Pix Internacional API de Pagamentos (sistema de comunicação entre instituições financeiras e sites de vendas) Novas formas de iniciação do Pix (NFC; Bluetooth; RFID; Reconhecimento facial) Regras para split de pagamentos (separação dos pagamentos, de forma automatizada) Histórico O Pix já é o meio de pagamento mais utilizado entre os brasileiros. Lançado oficialmente em novembro de 2020, o serviço de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central é usado por 76,4% da população. Em seguida, vêm o cartão de débito (69,1%) e o dinheiro (68,9%). Os dados estão na pesquisa O Brasileiro e sua Relação com o Dinheiro, publicada pelo BC.   Fonte: R7 Foto: DANIEL CYMBALISTA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

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Socorro contra tarifaço terá crédito de R$ 30 bilhões, compra de alimentos e apoio a empregos

O governo federal vai apresentar nesta quarta-feira (13) o plano de socorro às empresas impactadas pelas tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos às mercadorias brasileiras. Às 11h30, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai assinar uma MP (medida provisória) com crédito de R$ 30 bilhões para ajudar os setores afetados pela medida. Além desse valor extraordinário, o pacote do governo deve prever a compra de alimentos perecíveis para merenda escolar e outros órgãos públicos, evitando perdas. O Ceará, por exemplo, destina grande parte da produção de peixes e crustáceos ao mercado americano e necessitaria de apoio para manter o escoamento. Ministros também indicaram a possibilidade de o Executivo conceder subsídios a produtores de alimentos perecíveis, reduzindo o preço para o consumidor final. Outras alternativas que podem ser aplicadas são a devolução de créditos tributários e permitir às empresas maior flexibilidade para concessão de férias coletivas para preservar empregos. Alguns segmentos, como o madeireiro, já recorreram a essa solução em determinadas fábricas antes mesmo da entrada em vigor do tarifaço, na última quarta-feira (6). Ajuda principalmente ao pequeno empreendedor Em entrevista à rádio Band News na terça-feira (12), Lula disse que o governo quer ajudar principalmente as pequenas empresas. “Vai ser uma política de crédito, que a gente está pensando em ajudar sobretudo as pequenas empresas — o pessoal que exporta tilápia, frutas, mel e outras coisas, as empresas de máquinas. As grandes têm mais poder de resistência”, comentou. O presidente informou que a medida também vai abordar compras governamentais. “Vai ter conteúdo nacional também, nas coisas que fabricarmos aqui. Porque vamos garantir a sobrevivência das empresas brasileiras, como eu acho que todos os outros países vão fazer um sacrifício enorme para sobreviverem as empresas deles”, observou. Lula destacou que, mesmo com a nova linha de crédito, o governo segue empenhado em abrir mercados. “Eu acho que vai ser extremamente importante, para que a gente possa mostrar que ninguém vai ficar desamparado por conta da taxação do Trump. Vamos cuidar dos trabalhadores dessas empresas, procurar achar outros mercados para essas empresas. Estamos mandando a lista dos produtos que a gente vendia para os EUA para outros países”, acrescentou o presidente brasileiro, ao afirmar que “ninguém larga a mão de ninguém”. Tarifaço em vigor A tarifa de 50% sobre produtos brasileiros passou a valer na quarta-feira passada (6), conforme ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump. A Casa Branca justificou a decisão afirmando que o Brasil representa “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional e à economia dos EUA — argumento contestado por autoridades brasileiras. Segundo Geraldo Alckmin, 35,9% das exportações brasileiras ao mercado norte-americano sofrerão impacto. Entre os itens que escaparam da medida estão suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e peças, fertilizantes e insumos energéticos. Produtos atingidos pela nova tarifa Café — Maior exportador global, o Brasil tem nos EUA um dos principais compradores. Em 2024, as vendas atingiram quase US$ 2 bilhões, equivalentes a 16,7% do total exportado. Carne bovina — O mercado norte-americano absorveu 16,7% das exportações brasileiras do produto em 2024, o que corresponde a 532 mil toneladas e US$ 1,6 bilhão em receitas. A Minerva projeta queda de até 5% na receita líquida. Frutas — Mais de 1 milhão de toneladas foram enviadas ao exterior em 2024, e parte expressiva passará a ter tributação adicional. Máquinas agrícolas e industriais — O decreto prevê isenções para peças da indústria de papel e celulose e itens da aviação civil. Equipamentos fora desses segmentos serão integralmente tributados. Móveis — Alguns modelos escaparam da taxação, como assentos e estruturas metálicas ou plásticas utilizadas em aeronaves. O restante terá incidência da nova alíquota. Têxteis — A isenção restringe-se a itens específicos, como fio de sisal para enfardamento e materiais aeronáuticos. Calçados — Todos os modelos brasileiros passaram a ser taxados, agravando dificuldades de um setor já pressionado pela concorrência global. Confira perguntas e respostas sobre o assunto Quais são as medidas que o governo federal vai apresentar para socorrer as empresas afetadas pelas tarifas? O governo federal vai apresentar um plano de socorro às empresas impactadas pelas tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará uma medida provisória com um crédito de R$ 30 bilhões para ajudar os setores afetados. Como o governo pretende utilizar o crédito de R$ 30 bilhões? Além do crédito, o pacote do governo deve incluir a compra de alimentos perecíveis para merenda escolar e outros órgãos públicos, evitando perdas. O Ceará, por exemplo, que destina grande parte da produção de peixes e crustáceos ao mercado americano, necessitará de apoio para manter o escoamento. Quais outras alternativas estão sendo consideradas pelo governo? O governo está considerando a concessão de subsídios a produtores de alimentos perecíveis, a devolução de créditos tributários e a flexibilização para concessão de férias coletivas, visando preservar empregos. O que o presidente Lula disse sobre o apoio às pequenas empresas? Em entrevista à rádio Band News, Lula afirmou que o governo quer ajudar principalmente as pequenas empresas, como aquelas que exportam tilápia, frutas, mel e máquinas, pois as grandes empresas têm mais poder de resistência. Como o governo planeja garantir a sobrevivência das empresas brasileiras? Lula destacou que haverá um foco em compras governamentais de produtos fabricados no Brasil, garantindo a sobrevivência das empresas nacionais. Ele também mencionou que o governo está empenhado em abrir novos mercados para os produtos brasileiros. Qual foi a justificativa da Casa Branca para a imposição da tarifa de 50%? A Casa Branca justificou a tarifa afirmando que o Brasil representa uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional e à economia dos EUA, um argumento contestado por autoridades brasileiras. Qual o impacto da tarifa nas exportações brasileiras? Segundo Geraldo Alckmin, 35,9% das exportações brasileiras ao mercado norte-americano sofrerão impacto. Alguns itens, como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e fertilizantes, estão isentos da medida. Quais produtos brasileiros são mais afetados pela nova tarifa? Os produtos mais afetados incluem café, carne bovina, frutas, máquinas agrícolas e industriais, móveis, têxteis e calçados. A tarifa agravará as dificuldades de setores já pressionados

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‘Valores a receber’: brasileiros têm R$ 10,5 bilhões esquecidos em bancos; veja como resgatar

Até fim de junho, sistema devolveu R$ 11,02 bilhões, de um total de R$ 21,59 bilhões postos à disposição pelas instituições financeiras O total de dinheiro esquecido em instituições financeiras e bancos para ser resgatado pelos consumidores ultrapassou os R$ 10 bilhões. O SVR (Sistema de Valores a Receber), do Banco Central, atualizou nesta terça-feira (12) o valor para devolução em R$ 10,56 bilhões. Até o fim de junho, o sistema devolveu R$ 11,02 bilhões, de um total de R$ 21,59 bilhões postos à disposição pelas instituições financeiras. Em relação ao número de beneficiários, 31,8 milhões de correntistas haviam resgatado valores. Por outro lado, 52,6 milhões de beneficiários, entre pessoas físicas e jurídicas, ainda não sacaram seus recursos. Segundo o Banco Central, o Sistema de Valores a Receber é aberto, e, por isso, novos valores podem ser incluídos mensalmente por instituições financeiras. A consulta e o pedido de resgate podem ser feitos a qualquer tempo. Os valores não resgatados permanecem guardados nas instituições financeiras. Os valores divulgados se referem ao mês de maio. Segundo o Banco Central, o beneficiário com valores a receber em mais de uma faixa é contado mais de uma vez. SVR: o que é e como resgatar O SVR é um serviço do BC no qual o cidadão pode consultar se ele próprio, sua empresa ou pessoa falecida têm dinheiro esquecido em algum banco, consórcio ou outra instituição. Para ter acesso a recursos de pessoas falecidas é preciso ser herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal. As estatísticas do SVR são divulgadas com dois meses de defasagem, com a atualização de novas fontes de valores esquecidos no sistema financeiro. Apesar da transferência ao Tesouro, as estatísticas continuarão a ser atualizadas pelo BC. Depois de ficar fora do ar por quase um ano, o SVR foi reaberto em março de 2023, com novas fontes de recursos, um novo sistema de agendamento e a possibilidade de resgate de valores de pessoas falecidas. Os saques por meio do sistema do BC foram interrompidos após a transferência dos valores esquecidos para o Tesouro Nacional. O repasse ao Tesouro ocorreu para compensar a prorrogação da desoneração da folha de pagamento até 2027. Os cerca de R$ 9,7 bilhões vão compor os R$ 55 bilhões que entrarão no caixa do governo para custear a extensão do benefício, mas a decisão caberá ao STF (Supremo Tribunal Federal), que julgará uma ação que questiona a constitucionalidade da devolução ao Tesouro. Para consultar se tem valores a receber, basta acessar o sistema no site do Banco Central (www.bcb.gov.br/meubc/valores-a-receber) e preencher os campos com o CPF (Cadastro de Pessoa Física) ou CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica). O SVR engloba valores disponíveis: Em contas corrente ou poupança encerradas; Cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito; Recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados; Tarifas cobradas indevidamente; Parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente; Contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas; Contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas; e Outros recursos disponíveis nas instituições para devolução. Golpes O Banco Central alerta os correntistas a terem cuidado com golpes de estelionatários que alegam fazer a intermediação para supostos resgates de valores esquecidos, mesmo com a interrupção dos saques. Veja os principais alertas: O único site para consultar e saber como solicitar a devolução dos valores, da empresa ou de pessoas falecidas, é o valoresareceber.bcb.gov.br; Todos os serviços do Valores a Receber são totalmente gratuitos; Não faça nenhum tipo de pagamento para ter acesso aos valores; O Banco Central não envia links nem entra em contato para tratar de valores a receber ou para confirmar seus dados pessoais; Somente a instituição que aparece no Sistema de Valores a Receber é que pode contatar você, e ela nunca vai pedir sua senha; Não clique em links suspeitos enviados por email, SMS, WhatsApp ou Telegram.   Fonte: R7

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