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Categoria: Economia

Saques da poupança superam depósitos em R$ 6,25 bilhões em julho

Os saques em cadernetas de poupança superaram os depósitos em R$ 6,25 bilhões no mês de julho deste ano. O resultado decorre de um total de R$ 363,57 bilhões em depósitos; e de R$ 369,82 bilhões em saques no mês. É o que mostra o Relatório de Poupança, divulgado nesta sexta-feira (8) pelo Banco Central, em Brasília. De acordo com o documento, os rendimentos creditados em julho nas contas de poupança ficaram em R$ 6,47 bilhões. Com isso, o saldo se manteve pouco acima de R$ 1 trilhão. Mais números Em junho, os depósitos feitos em poupança estavam maiores do que os saques em R$ 2,12 bilhões. Em julho do ano passado, a situação era inversa, com os saques superando os depósitos em R$ 908,6 milhões. No acumulado de 2025, os saques superaram os depósitos em R$ 55,9 bilhões. Entre os motivos que levam a um cenário em que os saques na poupança são maiores do que os depósitos figura a alta da taxa básica de juros (Selic), que está atualmente em 15% ao ano.   Fonte: Agência Brasil Foto: José Cruz/Agência Brasil

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Plano de contingência ao tarifaço deve sair até terça (12), diz Alckmin

O plano de contingência para ajudar os setores afetados pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos deve sair até terça-feira (12), disse o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Segundo ele, haverá uma “régua” para considerar a variação de exportações dentro de um mesmo setor, para tornar o socorro mais preciso. “Ele [o plano de contingência] foi apresentado ao presidente Lula, que terminou ontem tarde da noite o trabalho [de leitura]. O presidente vai bater o martelo e aí vai ser anunciado. Se não for amanhã, provavelmente na segunda ou terça-feira”, disse Alckmin ao conceder entrevista nesta quinta-feira (8) no estacionamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). De acordo com Alckmin, o plano de contingência procurará ter foco, para ajudar as empresas mais afetadas pela imposição da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros pelo governo de Donald Trump. O vice-presidente afirmou que será instituído um parâmetro para avaliar os efeitos das tarifas sobre cada setor da economia, baseado no grau de exportações para os Estados Unidos. “Há setores em que mais de 90% [da produção] vai para o mercado interno, com exportações de 5%, no máximo 10%. E tem setores em que metade do que se produz é para exportar. E tem setores que exportam mais da metade para os Estados Unidos. Então, foram muito expostos, estão muito expostos”, declarou. Citando o setor de pescados, Alckmin disse que o plano pretende diferenciar os produtos com maior ou menor exposição ao mercado estadunidense. “Às vezes dentro de um próprio setor, você tem uma diferenciação de quem exporta mais e menos”, destacou. “No caso da tilápia, o maior consumo é interno. Já o atum tem a maior parte da produção destinada à exportação”, acrescentou. Embaixador Alckmin não entrou em detalhes sobre a reunião que teve com o encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos, Gabriel Escobar. Apenas disse que o encontro foi “muito bom”. A reunião ocorreu fora da agenda nesta tarde. Antes de encontrar o vice-presidente, Escobar reuniu-se com o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS). Após sair do ministério, Escobar visitou a Câmara dos Deputados. Calçados Antes de encontrar-se com o representante da embaixada estadunidense, Alckmin reuniu-se com a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Segundo o vice-presidente e ministro, o setor será bastante afetado pelo tarifaço, com o couro, matéria-prima para os calçados sofrendo um impacto maior. “Recebi agora o setor de calçados, a Abicalçados. É um setor também afetado, que usa muita mão de obra. Mas, mais afetado que o calçado, é o couro. O couro, mais de 40% [da produção] é para exportação”, comentou.   Fonte: Agência Brasil Foto: Cadu Pinotti/Agência Brasil

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Pix deve permanecer sob gestão pública, diz Galípolo

O Pix é estratégico e deve permanecer sob gestão pública, disse nesta quarta-feira (6) o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo. Em evento voltado para o setor de criptoativos, no Rio de Janeiro, ele declarou que falsas narrativas procuram prejudicar uma das infraestruturas mais importantes do Brasil. “O Pix se revela uma infraestrutura estratégica e crítica para o país. É uma segurança para o país que ele possa ser gerenciado e administrado pelo Banco Central”, afirmou. Para Galípolo, a manutenção da administração pública do Pix é importante para impedir conflitos de interesses, caso o sistema fosse gerido por empresas privadas. “É muito importante que o Pix permaneça e vai permanecer como uma infraestrutura pública digital que foi desenvolvida pelo Banco Central. Se a gente tivesse qualquer tipo de incumbente sendo gestor do Pix, vocês imaginam os conflitos de interesse que a gente poderia ter a cada decisão de se incluir ou retirar um novo participante do sistema?”, comentou o presidente do BC. Galípolo lamentou que o sistema de transferências instantâneas em funcionamento desde 2020 tenha se tornado alvo de fake news. “Infelizmente, a gente está num momento onde, muitas vezes, as coisas são complexas de compreender e elas são capturadas por algum tipo de debate onde as versões podem ser muitas vezes mais interessantes do que os fatos”, afirmou. Inclusão financeira O presidente do BC destacou os avanços sociais promovidos pelo Pix. Ele ressaltou que a ferramenta facilita a inclusão financeira, ao ampliar o acesso da população à infraestrutura bancária. Atualmente, ressaltou Galípolo, o Pix tem 858 milhões de chaves cadastradas, com 250 milhões de transações diárias, em média. O presidente do BC negou qualquer rivalidade entre o Pix e os outros meios de pagamento. Segundo ele, a ferramenta não está provocando prejuízos aos bancos porque as transações com cartões de crédito e de débito aumentaram mais nos últimos anos do que cresciam antes do Pix. “Os cartões de débito, pré-pago e, em especial, os de crédito, apresentam uma taxa de crescimento maior do que antes do advento do Pix. O que elimina qualquer ideia de rivalidade ou de que um estaria canibalizando o outro, a partir de alguma lógica que possa tentar ser apresentada”, destacou. De 2020 a 2024, o número de transações com cartões de crédito subiu 20,9%. Nos dez anos anteriores, de 2009 a 2019, a taxa de crescimento estava em 13,1%. Investigação Desde o mês passado, o Pix está incluído na investigação comercial dos Estados Unidos contra o Brasil. Por meio do Escritório do Representante de Comércio dos EUA, o governo de Donald Trump pediu esclarecimentos ao Brasil se o Pix impõe barreiras ao comércio e a instituições financeiras estadunidenses. O órgão quer investigar se as práticas brasileiras ligadas ao comércio digital e a tarifas preferenciais são “irracionais ou discriminatórias”. Para o escritório, o Brasil pode prejudicar a competitividade de empresas norte-americanas de comércio e serviços de pagamento eletrônico.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Empresários brasileiros enfrentam incertezas com novas tarifas de importação dos EUA e buscam mercados alternativos

Atualmente, cerca de 12% das exportações brasileiras têm como destino os EUA  A partir desta quarta-feira (06), os Estados Unidos começaram a aplicar novas tarifas de importação sobre mais de 3 mil produtos, o que acende um alerta entre empresários e trabalhadores brasileiros. Itens como carne bovina, mel e pescados, fortemente exportados para o mercado norte-americano, estão entre os mais afetados, com taxas que podem chegar a 50%.  Segundo Jorge Viana, presidente da ApexBrasil, a agência já estuda estratégias de apoio a empresas impactadas, especialmente pequenos produtores que dependem exclusivamente dos EUA. A Apex pretende abrir um escritório em Washington e reforçar a busca por novos mercados, com o apoio de ministérios e entidades comerciais.  Atualmente, cerca de 12% das exportações brasileiras têm como destino os EUA. A concentração preocupa, já que uma mudança repentina nas regras comerciais pode causar prejuízos imediatos, como explicou Bruno Meurer, da Next Shipping. A busca por mercados alternativos, como Oriente Médio, América do Sul e Europa, exige adaptações logísticas, certificações específicas e negociação diplomática.  Para especialistas, o Brasil precisa diversificar sua pauta de exportações e reduzir a dependência de poucos parceiros. A diplomacia também é vista como um caminho para tentar reverter ou flexibilizar parte das novas tarifas. O governo federal deve anunciar, nos próximos dias, medidas emergenciais para apoiar as empresas afetadas. (Renan Isaltino) Fonte: Agência Brasil Foto: R7

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PIB paulista cresce 2% em 2025 puxado pela agropecuária

No acumulado dos últimos 12 meses, comparados a 12 meses imediatamente anteriores, o PIB paulista cresceu 2,9% O Produto Interno Bruno (PIB) do Estado de São Paulo avançou 2,0% no acumulado de 2025 (janeiro a maio) em relação ao mesmo período do ano anterior, mostram os dados elaborados pela Fundação Seade. O destaque ficou para o crescimento dos setores da Agropecuária (7,7%) e de Serviços (3,2%). No acumulado dos últimos 12 meses, comparados a 12 meses imediatamente anteriores, o PIB paulista cresceu 2,9%. Destaque para o avanço dos setores de serviços (3,6%) e indústria (0,6%). Já na comparação com igual mês do ano anterior, o indicador avançou 2,0% em maio de 2025, com destaques para serviços (3,5%) e agropecuária (0,9%).   Foto: Governo de SP

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Haddad diz que governo prepara pacote e confirma reunião com secretário do tesouro americano

Ações serão encaminhadas ao Planalto e dependem da aprovação do presidente Lula da Silva para serem implementadas O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (6) que a equipe econômica deve concluir ainda hoje o pacote de medidas para proteger setores afetados pelo tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. As ações serão encaminhadas ao Palácio do Planalto e dependem da aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para serem implementadas. Segundo Haddad, o pacote — com foco em empresas de pequeno porte — deve incluir linhas de crédito com juros subsidiados e outras medidas de apoio financeiro. A implementação será feita por meio de uma Medida Provisória (MP), após a validação do governo federal. “As medidas saem hoje da Fazenda. Ontem tivemos uma reunião com o presidente para detalhar o plano. O relatório com a lista de empresas ainda está chegando do MDIC, mas o ato é mais genérico. Só na aplicação da MP é que vamos analisar caso a caso, CNPJ por CNPJ”, afirmou o ministro. Negociação com os EUA Haddad também informou que tem uma reunião marcada para quarta-feira da próxima semana com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. O encontro será virtual, mas pode evoluir para uma conversa presencial, dependendo do andamento das negociações. “Já recebemos o e-mail oficializando o interesse dos americanos. Vai ser uma reunião remota, e pode virar uma reunião de trabalho presencial, dependendo da qualidade da conversa. O objetivo é buscar um entendimento e tentar reabrir o diálogo com os Estados Unidos”, disse o ministro. Tarifaço em vigor A tarifa de 50% sobre produtos brasileiros começou a valer nesta quarta-feira (6), conforme determinado por ordem executiva assinada pelo ex-presidente Donald Trump. A Casa Branca justificou a medida afirmando que o Brasil representa uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional e à economia americana — alegação rebatida por autoridades brasileiras. De acordo com o vice-presidente Geraldo Alckmin, cerca de 35,9% das exportações brasileiras aos EUA serão atingidas pela nova taxa. Ainda assim, uma série de produtos foi excluída do tarifaço, como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e peças, fertilizantes e produtos energéticos. Produtos atingidos pela nova tarifa Café Maior exportador global, o Brasil tem nos EUA um de seus principais compradores. Em 2024, os embarques de café somaram quase US$ 2 bilhões, representando 16,7% do total exportado. Carne bovina De acordo com a Abrafrigo, o mercado norte-americano absorveu 16,7% das exportações brasileiras do produto em 2024 — o equivalente a 532 mil toneladas e US$ 1,6 bilhão em receitas. A Minerva projeta queda de até 5% na receita líquida. Frutas O setor frutícola também será afetado. No ano passado, mais de 1 milhão de toneladas foram exportadas. Máquinas agrícolas e industriais O decreto prevê isenções específicas, como peças destinadas à indústria de papel e celulose, além de itens voltados à aviação civil. Máquinas e componentes fora desses segmentos serão taxados integralmente. Móveis Alguns modelos escaparam da taxação, entre eles assentos e estruturas metálicas ou plásticas utilizadas em aeronaves. O restante do setor será atingido pela nova alíquota. Têxteis Não houve uma isenção abrangente. Itens muito específicos, como fio de sisal para enfardamento e materiais aeronáuticos, compõem o grupo excluído. Calçados Todos os calçados brasileiros passaram a estar sujeitos à tarifa de 50%, cenário que tende a agravar a situação de um setor já pressionado pela concorrência global.   Fonte: R7 Foto: Diogo Zacarias/MF

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Em meio à falta de diálogo entre governo e americanos, tarifaço começa nesta quarta (6)

Conversa direta entre Trump e Lula não é descartada, mas não tem previsão para ocorrer; quase 700 itens ficarão de fora da tarifa A tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros começa a valer nesta quarta-feira (6). Desde o anúncio da medida, no início de julho, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva busca alternativas diplomáticas para reverter a decisão. A taxação foi oficializada na semana passada, com a exclusão de quase 700 itens da cobrança (veja mais abaixo). Na terça-feira (5), Lula afirmou que lidar com o tarifaço é mais simples do que enfrentar desafios sociais no país. “Esse problema dos EUA contra nós, isso a gente resolve. É mais fácil resolver isso do que combater a fome e a miséria neste país. É muito mais fácil”, declarou o presidente, durante a plenária do Consea (Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional), sob aplausos. Antes do evento, no entanto, o chefe do Executivo indicou que pretende telefonar para Trump, mas sem abordar a questão comercial. “Eu não vou ligar para o Trump para comercializar, não, porque ele não quer falar. Mas eu vou ligar para o Trump para convidá-lo para vir para a COP, porque quero saber o que ele pensa da questão climática. Vou ter a gentileza de ligar. Vou ligar para muitos presidentes”, afirmou. A COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas) está prevista para novembro, em Belém do Pará, com presença esperada de diversos líderes mundiais. Negociações e postura do governo Uma eventual conversa direta entre Lula e Trump sobre a medida tarifária tem sido cogitada. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mencionou essa possibilidade, mas ressaltou a necessidade de preparo. “Quando dois chefes de Estado conversam, existe preparação prévia para evitar que um país subordine o outro. Há protocolos mínimos, um arranjo diplomático. São dois países soberanos; não é um correndo atrás do outro. O Brasil é grande, e isso não é arrogância, mas uma postura digna à mesa de negociação”, afirmou na semana passada. Após o anúncio norte-americano, em 9 de julho, Lula determinou a criação de um comitê interministerial para tratar do tema com o setor produtivo. As negociações com representantes internos e autoridades dos EUA estão sob coordenação do vice-presidente Geraldo Alckmin. A gestão considera a tarifa exagerada e não descarta medidas de retaliação. Ainda assim, a prioridade tem sido uma solução pacífica por meio do diálogo. Em paralelo, o governo federal ingressou com um processo na OMC (Organização Mundial do Comércio) sobre o tema. Mesmo adotando uma abordagem diplomática, Lula enfatiza que não pretende recuar. Ainda na terça (5), ele afirmou que comentar assuntos internos de outros países fere princípios fundamentais. “Se a gente perder o mínimo de senso de responsabilidade, do respeito à soberania, à integralidade territorial, à Suprema Corte dos países, ao Poder Judiciário como um todo, ao funcionamento do Congresso Nacional, ou seja, se passarmos a dar palpite sobre as coisas que acontecem nos outros países, estamos ferindo uma palavra mágica que é ‘soberania’, que é o que faz a gente lutar e defender o nosso país”, disse o presidente. No último domingo (3), Lula reconheceu limites quanto ao conteúdo das declarações públicas relacionadas aos Estados Unidos. “Nessa briga com a taxação dos EUA, eu tenho limite de briga com o governo americano. Não posso falar tudo que acho que devo falar, tenho que falar o que é possível falar, o que é necessário”, afirmou, sugerindo cautela estratégica. Decisão de Trump Na quarta-feira (30), Trump assinou a ordem executiva que estabelece a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, consolidando o anúncio feito em julho. A medida exclui 694 itens, entre os quais suco de laranja, aeronaves comerciais, combustíveis, petróleo e minério de ferro. Por outro lado, commodities com forte presença no comércio bilateral, como carne bovina, café e cacau, não foram contempladas nas exceções e passam a ser taxadas integralmente. De acordo com Trump, a tarifa representa uma resposta direta a supostos ataques do Brasil à liberdade de expressão de empresas norte-americanas, além de críticas à forma como o ex-presidente Jair Bolsonaro tem sido tratado pelas instituições brasileiras. “A forma como o Brasil trata o ex-presidente Bolsonaro é uma vergonha internacional”, declarou o norte-americano. Para ele, o julgamento e as investigações envolvendo Bolsonaro caracterizariam uma “caça às bruxas” e “deveriam terminar imediatamente”. Produtos brasileiros que não serão taxados pelos EUA 1. Produtos agrícolas e alimentícios • Castanha-do-Pará em casca, fresca ou seca • Polpa de laranja • Suco de laranja congelado • Suco de laranja não congelado 2. Minerais e minérios • Mica bruta • Minério de ferro não aglomerado • Minério de ferro aglomerado • Minérios e concentrados de estanho • Ferro-gusa não ligado com 0,5% ou menos de fósforo em peso • Ferro-gusa não ligado com mais de 0,5% de fósforo em peso • Ferro-gusa ligado em blocos, lingotes ou outras formas primárias • Espiegeleisen em blocos, lingotes ou outras formas primárias • Ferroníquel • Ferronióbio, com menos de 0,02% de fósforo ou enxofre ou menos de 0,4% de silício em peso • Ferronióbio, outros • Produtos ferrosos obtidos por redução direta de minério de ferro • Produtos ferrosos esponjosos, em grumos, pelotas ou formas similares; ferro com pureza mínima de 99,94% em peso em grumos, pelotas ou formas similares 3. Energia e produtos relacionados • Carvão antracito, pulverizado ou não, não aglomerado • Carvão betuminoso, pulverizado ou não, não aglomerado • Outros carvões, exceto antracito ou betuminoso, pulverizados ou não, não aglomerados • Briquetes, ovoides e combustíveis sólidos similares fabricados a partir de carvão • Lignito (exceto jato), pulverizado ou não, não aglomerado • Lignito (exceto jato), aglomerado • Turfa (incluindo turfa para cama de animais), aglomerada ou não • Coque e semicoque de carvão, lignito ou turfa, aglomerados ou não; carbono de retorta • Gás de carvão, gás de água, gás de produtor e gases similares, exceto gases de petróleo e outros hidrocarbonetos gasosos • Alcatrões (incluindo alcatrões reconstituídos) destilados de carvão, lignito ou turfa, e outros alcatrões minerais • Benzeno,

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Dólar fica estável após prisão domiciliar de Bolsonaro e ata do Copom

O dólar ficou estável, e a bolsa emendou a segunda alta, retomando os 133 mil pontos, um dia após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro e na véspera do início do tarifaço aos produtos brasileiros. O dólar comercial encerrou esta terça-feira (5) vendido a R$ 5,506, com leve recuo de 0,01%. A cotação abriu em alta, chegando a R$ 5,52, mas reverteu o movimento e passou a cair, influenciada pelo exterior e pela ata do Comitê de Política Monetária (Copom). A moeda norte-americana continua no menor nível desde 9 de julho, dia em que o presidente estadunidense Donald Trump anunciou a tarifação de 50% sobre os produtos brasileiros. A divisa acumula queda de 10,91% em 2025. O euro comercial também encerrou estável. A moeda fechou o dia vendida a R$ 6,37, com alta de apenas 0,03%. A bolsa de valores teve mais um dia de recuperação. Impulsionado por ações de petroleiras e de bancos, o índice Ibovespa, da B3, encerrou aos 133.151 pontos, com alta de 0,14%. O indicador sobe 0,54% em agosto e acumula alta de 10,7% em 2025. Tantos fatores internos quanto externos influenciaram o mercado nesta terça-feira. O dólar continuou a cair no mercado internacional com a expectativa de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) comece a reduzir os juros em setembro, após a desaceleração da criação de empregos nos Estados Unidos. No Brasil, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira, ajudou a queda do dólar. O tom duro do Banco Central (BC), que indica que a Taxa Selic, juros básicos da economia, devem permanecer em 15% ao ano por muito tempo, ajudou a elevar o fluxo de capital especulativo para o Brasil, ajudando o real. Esse movimento compensou as ameaças do governo de Donald Trump de retaliar o país após a prisão domiciliar de Bolsonaro. * Com informações da Reuters   Fonte: Agência Brasil Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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Tarifa dos EUA começa a valer nesta quarta (6); veja principais produtos brasileiros afetados

Lista de exceções alcança 45% das vendas aos Estados Unidos, de acordo com o levantamento A partir desta quarta-feira (6), entra em vigor a nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida, oficializada no último dia 30 por meio de uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump, representa um aumento de 40 pontos percentuais sobre a alíquota anterior. Apesar de algumas exceções, a decisão deve impactar diretamente setores estratégicos da economia nacional. O mercado norte-americano é o segundo maior destino das exportações brasileiras, atrás apenas da China, com destaque para petróleo, carne e café — os líderes em receita. A taxação deve alcançar 35,9% dos produtos brasileiros que são exportados, segundo projeção divulgada pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (veja abaixo). A regra geral estabelece que todos os produtos brasileiros importados pelos EUA estarão sujeitos à nova taxa, salvo exceções específicas. A consequência direta é um aumento expressivo no custo dessas mercadorias no mercado americano. Confira os produtos afetados pela tarifa Café O Brasil, maior exportador mundial de café, tem nos EUA um de seus principais clientes. Em 2024, o país embarcou quase US$ 2 bilhões em café para o mercado norte-americano, o equivalente a 16,7% do total exportado. Carne bovina Segundo a Abrafrigo, os EUA responderam por 16,7% das exportações brasileiras de carne bovina em 2024, com 532 mil toneladas e US$ 1,6 bilhão em receita. A Minerva estima uma redução de até 5% na receita líquida. Frutas O setor frutícola brasileiro também será impactado. Em 2023, o país exportou mais de 1 milhão de toneladas de frutas. Máquinas agrícolas e industriais O decreto prevê exceções pontuais, como peças voltadas para a indústria de papel e celulose e artigos relacionados a aeronaves civis. No entanto, máquinas e componentes fora dessas categorias serão tarifados. Móveis Alguns tipos de móveis foram poupados, mas apenas aqueles classificados como artigos de aeronaves civis, como assentos específicos e móveis de metal ou plástico voltados a esse uso. O restante do setor será atingido pela nova tarifa. Têxteis Não houve isenção ampla. Apenas itens muito específicos, como fio de sisal para enfardamento e produtos voltados à aviação civil, foram excluídos. Calçados Sem exceções, os calçados brasileiros estão integralmente sujeitos à nova tarifa de 50%, o que pode impactar um setor já pressionado pela concorrência internacional. A nova taxação foi determinada pelo presidente Donald Trump, que assinou uma ordem executiva e declarou uma nova emergência nacional para justificar a medida. Segundo o governo americano, ações recentes do Brasil representam uma ameaça à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos. O texto da ordem também traz duras críticas ao governo brasileiro, acusando-o de perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados, além de supostas violações de direitos humanos e enfraquecimento da democracia. Impacto nas exportações brasileiras Os produtos afetados pelo tarifaço, segundo o balanço do governo, tiveram uma venda de exportação para o país correspondente a US$ 14,5 bilhões em 2024. A projeção considerou regras de aumento e exceções pela Casa Branca. As taxas entram em vigor em 6 de agosto e atingem produtos fundamentais para o setor produtivo brasileiro, como carne e café. Por outro lado, quase 700 produtos brasileiros não serão tarifados. A lista de exceções alcança 45% das vendas aos Estados Unidos, de acordo com o levantamento. No caso dos produtos beneficiados, o valor arrecadado em 2024 corresponde a US$ 18 bilhões. Em outra frente, o ministério aponta que 19,5% das exportações brasileiras seguem tarifas específicas, de acordo com padrões internacionais. Esses valores correspondem a US$ 7,9 bilhões. “Essas tarifas foram adotadas com base em segurança nacional (Seção 232) e, sobre esses produtos, não se aplica a medida anunciada ontem. No caso de autopeças, por exemplo, a alíquota é de 25%, aplicável a todas as origens”, afirma o ministério em nota.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/Instagram/@realdonaldtrump

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Dólar cai para R$ 5,50 com maior chance de corte de juros nos EUA

Em um dia de alívio no Brasil e no exterior, o dólar caiu para o menor nível em quase um mês. A bolsa de valores subiu e aproximou-se dos 133 mil pontos. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (4) vendido a R$ 5,506, com recuo de R$ 0,038 (-0,69%). A cotação abriu estável, mas passou a cair ainda nos primeiros minutos de negociação. Na mínima do dia, por volta das 11h30, chegou a R$ 5,49. A moeda norte-americana está no menor nível desde 9 de julho, dia em que o presidente estadunidense, Donald Trump, anunciou a tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros. A divisa acumula queda de 10,91% em 2025. O euro comercial também teve forte queda, de 0,7%, fechando a R$ 6,37. A moeda está no valor mais baixo desde 3 de julho. O mercado de ações teve um dia de recuperação. Após duas quedas consecutivas, o índice Ibovespa, da B3, fechou aos 132.971 pontos, com alta de 0,4%. O indicador reagiu tanto à alta nas bolsas estadunidenses como por fatores internos. O dólar caiu em todo o planeta por causa do aumento das chances de o Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) reduzir os juros básicos nos Estados Unidos em setembro. A desaceleração no mercado de trabalho estadunidense em julho e a renúncia de uma diretora regional do Fed, abrindo espaço para uma indicação do presidente Donald Trump, reforçaram as expectativas de redução dos juros da maior economia do planeta. No cenário interno, a diminuição da criação de empregos em junho no Brasil favoreceu as bolsas de valores. Isso porque o desaquecimento do mercado de trabalho facilita o controle da inflação pelo Banco Central e uma eventual queda de juros ainda este ano. O mercado de câmbio e o de ações encerraram as atividades antes da divulgação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. * com informações da Reuters   Fonte: Agência Brasil

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