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Categoria: Economia

EUA e UE anunciam estrutura para acordo comercial e tarifário

Os EUA e a União Europeia (UE) anunciaram nesta quinta-feira (21) a estrutura para um acordo comercial e tarifário. Em comunicado publicado pela Casa Branca, é destacado que o “esboço” consolidará a relação comercial e de investimento entre as partes e revigorará a reindustrialização das economias envolvidas. “(O esboço) reflete o reconhecimento, pela UE, das preocupações dos EUA e nossa determinação conjunta em resolver nossos desequilíbrios comerciais e liberar todo o potencial de nosso poder econômico combinado”, diz o comunicado. Pelo que foi acertado, o bloco europeu deve eliminar tarifas sobre todos os produtos industriais americanos e fornecer acesso preferencial ao mercado para uma ampla gama de frutos do mar e produtos agrícolas dos EUA. Washington, por sua vez, reiterou o teto tarifário de 15% sobre a maioria dos produtos da UE, mesma alíquota para automóveis e peças de automóveis. Em relação ao aço, alumínio e produtos derivados, a nota diz que as partes podem considerar a possibilidade de cooperar para proteger seus respectivos mercados internos do excesso de capacidade, ao mesmo tempo em que garantem cadeias de suprimentos seguras entre si, inclusive por meio de soluções de cotas tarifárias. O comunicado não menciona alívio tarifário para bebidas alcoólicas da UE, mas ressalta que os lados se comprometem a “trabalhar em conjunto para reduzir barreiras não tarifárias” e a “tratar barreiras comerciais digitais injustificadas”. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o acordo entre EUA e UE gera previsibilidade para as empresas e consumidores europeus, bem como estabilidade na maior parceria comercial do mundo. “Este acordo comercial UE-EUA beneficia nossos cidadãos e empresas e fortalece as relações transatlânticas”, escreveu, em publicação no X. O comissário de Comércio da UE, Maros Sefcovic, por sua vez, disse que está explorando isenções adicionais no comércio com os EUA e que a Comissão tomará medidas para expandir o acesso ao mercado de frutos do mar e produtos agrícolas dos EUA.   Fonte: R7 Foto: Simon Wohlfahrt / AFP

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Governo começa a transferir empréstimos antigos para app do consignado

Os trabalhadores com operações antigas de crédito consignado podem começar a fazer a portabilidade sem sair de casa, por meio do celular. Nesta quinta-feira (21), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) transferirá cerca de 4 milhões de contratos antigos para a plataforma Crédito do Trabalhador, que fornece crédito com juros mais baixos a trabalhadores com carteira assinada. A migração para o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, que hospeda o Crédito do Trabalhador, vai até novembro. Os contratos antigos pertencem a funcionários que trabalham ou trabalhavam em empresas que tinham parcerias com bancos para oferecer empréstimos com desconto das parcelas no salário. Esse modelo será extinto em novembro. No modelo antigo, as empresas privadas tinham de fazer convênios com determinado banco para possibilitar o desconto na folha de pagamento. O trabalhador CLT tinha a opção de pegar o crédito consignado apenas na instituição com a qual o empregador assinou o convênio e compartilhou os dados funcionais. Com o Programa Crédito do Trabalhador, mais de 70 bancos e instituições financeiras poderão ter acesso ao perfil de trabalhadores com carteira assinada por meio do eSocial, sistema eletrônico obrigatório que unifica informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais de empregadores e empregados de todo o país. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o volume de crédito consignado privado poderá ultrapassar os R$ 120 bilhões neste ano. Desde junho, o trabalhador pode fazer a portabilidade de operações antigas do crédito consignado privado, escolhendo a instituição financeira que oferecer as melhores condições (como juros baixos e parcelas reduzidas). O processo, no entanto, só podia ser feito por meio do aplicativo do banco ou nas agências bancárias. A migração das operações antigas para a plataforma Crédito do Trabalhador, disponível no aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou na página de mesmo nome na internet, será feita pela Dataprev, estatal contratada pelo Ministério do Trabalho e Emprego para elaborar a plataforma. Ampliação Essa é a quarta etapa de ampliação da portabilidade da nova linha de consignado para trabalhadores CLT. Em abril, o trabalhador podia trocar dívidas caras por mais baratas dentro do mesmo banco. Em maio, começou a valer a migração do consignado para CLT entre bancos diferentes. Desde junho, o trabalhador que contratou a nova modalidade de consignado privado pode trocar de instituição financeira, escolhendo a que oferecer juros mais baixos. Nessa etapa, qualquer dívida de qualquer banco pode ser migrada, inclusive as linhas do Crédito do Trabalhador contratadas desde março. No entanto, o procedimento podia ser feito apenas nos aplicativos e nos sites das mais de 70 instituições financeiras habilitadas no programa. Também chamada de Consignado para CLT, a nova modalidade emprestou, até o fim da semana passada, R$ 27,8 bilhões a 3.919.679 trabalhadores. Foram assinados 5.643.384 contratos, com juros médios de 3,58% ao mês. Cerca de 60% das operações atendem a trabalhadores que ganham até quatro salários mínimos. Como funciona No aplicativo Carteira de Trabalho Digital, o trabalhador autoriza o compartilhamento de seus dados (como CPF, tempo de empresa e margem disponível). Em até 24 horas, instituições financeiras enviam ofertas de crédito; O trabalhador escolhe a melhor proposta, com juros menores; As parcelas são descontadas diretamente na folha de pagamento; Até 35% da renda mensal podem ser comprometidos com o empréstimo. Como pedir a portabilidade Verificar se o banco de destino oferece o novo consignado para CLT; Pedir a portabilidade nos canais digitais da instituição (site ou aplicativo); A partir de 21 de agosto, a portabilidade também pode ser pedida no aplicativo Carteira de Trabalho, com migração gradual até novembro; A nova instituição quita a dívida anterior e assume o crédito automaticamente, com os juros e os prazos da nova linha. Fonte: Agência Brasil Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

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Dólar recua a R$ 5,47 após tensões com Lei Magnitsky; bolsa tem leve recuperação

Moeda norte-americana se afasta da barreira de R$ 5,50, enquanto Ibovespa fecha acima de 134 mil pontos  Após um dia de correções no mercado financeiro brasileiro e internacional, o dólar comercial caiu nesta quarta-feira (20) e encerrou vendido a R$ 5,473, com recuo de R$ 0,026 (-0,48%). Durante a sessão, a moeda chegou a operar na mínima de R$ 5,46, por volta das 14h. Em agosto, o dólar acumula queda de 2,28% e, em 2025, registra desvalorização de 11,44%.  No mercado de ações, o índice Ibovespa fechou aos 134.666 pontos, alta de 0,17%. Apesar da leve recuperação, as ações de bancos, que sofreram forte queda na terça-feira (19), não conseguiram recuperar totalmente as perdas. Fatores internacionais e internos  O movimento de queda do dólar foi influenciado pela valorização de moedas de países emergentes devido à alta do petróleo e às expectativas de cortes de juros nos Estados Unidos, reforçadas por novas ofensivas do governo Donald Trump contra uma dirigente do Federal Reserve (Fed).  No cenário doméstico, a cotação da moeda chegou a perder força após declarações do ministro do STF Alexandre de Moraes, que alertou que bancos brasileiros poderiam ser punidos se aplicassem sanções dos EUA. As tensões recentes decorrem da decisão do ministro Flávio Dino, condicionando o cumprimento de leis estrangeiras no Brasil à autorização da Justiça brasileira. A medida, que se referia a mineradoras, pode impactar bancos que operam nos EUA e que seriam afetados por sanções norte-americanas contra Moraes. Lei Magnitsky e sanções  As sanções previstas pelos Estados Unidos incluem o bloqueio de contas, bens e interesses dentro da jurisdição norte-americana, além da proibição de entrada no país. A decisão de Dino gerou forte volatilidade na bolsa na terça-feira, principalmente no setor bancário.  Em reação, o ministro afirmou que a queda no mercado financeiro não está relacionada a sua decisão: “Não sabia que eu era tão poderoso, R$ 42 bilhões de especulação financeira. A sorte é que a velhice ensina a não se impressionar com pouca coisa. É claro que uma coisa não tem nada a ver com a outra”, disse.  A combinação de fatores internos e externos ajudou a estabilizar o dólar e trouxe leve recuperação ao mercado de ações nesta quarta-feira, afastando a moeda da barreira psicológica de R$ 5,50. (Renan Isaltino) Fonte: Agência Brasil Foto: reprodução Record

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Prefeitos da RMC discutem impactos do tarifaço dos EUA sobre exportações

Reunião em Campinas aponta risco de queda na arrecadação e aumento do desemprego na região, que exporta mais de US$ 5 bilhões por ano  Os prefeitos da Região Metropolitana de Campinas (RMC) se reuniram nesta quarta-feira (20), na PUC-Campinas, para discutir os impactos da tarifa de até 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida, anunciada pelo presidente Donald Trump, foi o principal tema da reunião extraordinária do Conselho de Desenvolvimento da RMC.  De acordo com a Secretaria de Finanças de Campinas, cerca de 17% de tudo o que a região exporta tem como destino o mercado norte-americano. Entre 2020 e 2024, foram em média US$ 250 milhões por ano em vendas para os EUA, o equivalente a aproximadamente R$ 1 bilhão no período.  “O trabalho que apresentamos mostra, cidade por cidade, o impacto que essa taxação pode causar. É fundamental que os gestores tenham clareza do que está em jogo, porque uma redução das exportações implica queda de arrecadação e risco de desemprego”, afirmou o prefeito de Campinas e presidente da RMC, Dário Saadi. Impacto nos municípios  O levantamento aponta que dos US$ 5,2 bilhões exportados pela região no período de 2020 a 2024, cerca de US$ 870 milhões foram destinados aos EUA. Só em 2025, as exportações da RMC somaram US$ 2,6 bilhões, dos quais US$ 422 milhões tiveram como destino o mercado norte-americano.  Segundo o estudo, 55% dos produtos exportados pelas cidades da região estão entre os itens atingidos pela taxação de 50%.  Em Santo Antônio da Posse, o impacto tende a ser ainda maior, já que mais de 80% das exportações locais vão para os Estados Unidos. O principal item é a carne, um dos produtos que sofrerá a taxação. “A curto prazo, a grande preocupação é o desemprego. A médio prazo, a queda na arrecadação. Estamos aqui para pedir união e reforçar o apelo para que o governo federal e estadual olhem não só para as grandes cidades, mas também para os pequenos e médios municípios”, disse o prefeito da cidade, Ricardo Cortez. Produtos atingidos  Entre os principais produtos exportados pela RMC que serão afetados pelo tarifaço estão: carne, medicamentos, peças e equipamentos pesados (como pás mecânicas, escavadoras e carregadoras)   Outras frentes de atuação  Além da mobilização regional, Campinas participa da Comissão Nacional de Cidades Exportadoras, que busca diálogo com o governo federal para reduzir os efeitos das tarifas. No início de agosto, prefeitos e representantes da comissão entregaram ao vice-presidente Geraldo Alckmin um documento com propostas, entre elas: ampliação do programa Reintegra, que devolve tributos às empresas exportadoras, apoio a pequenas e médias empresas, busca por novos mercados internacionais para compensar as perdas.  “Somos uma região exportadora, com forte presença da indústria e do agronegócio. Se as exportações caírem, vamos sentir diretamente no caixa das prefeituras e no mercado de trabalho”, alertou Dário Saadi. Entenda o tarifaço dos EUA  O tarifaço imposto por Washington adiciona 40% às tarifas já existentes sobre produtos brasileiros, elevando a taxação a até 50%. Apesar de uma lista de quase 700 itens isentos – como aeronaves, suco de laranja, combustíveis e madeira –, a medida deve atingir em cheio setores estratégicos da economia, especialmente em regiões exportadoras como Campinas e sua RMC, composta por 20 municípios e mais de 3 milhões de habitantes. Foto: divulgação Prefeitura de Campinas

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Preço da cesta básica cai em 15 das 27 capitais em julho

Essa é a primeira vez que a pesquisa engloba todas as 26 capitais e o Distrito Federal  O preço do conjunto dos alimentos básicos diminuiu, em julho, em 15 capitais e aumentou em 12, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta quarta-feira (20) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Essa é a primeira vez que a pesquisa engloba todas as 26 capitais e o Distrito Federal. Até então, o levantamento era feito apenas em 17 capitais.  As quedas mais importantes no preço da cesta básica ocorreram em Florianópolis (2,6%), Curitiba (2,4%), Rio de Janeiro (2,3%) e Campo Grande (2,1%). Já as maiores altas ocorreram no Nordeste: Recife (2,8%), Maceió (2%), Aracaju (2%), João Pessoa (1,8%), Salvador (1,8%), Natal (1,4%) e São Luís (1,4%).  São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior preço (R$ 865,90), seguida por Florianópolis (R$ 844,89), Porto Alegre (R$ 830,41), Rio de Janeiro (R$ 823,59) e Cuiabá (R$ 813,48).  Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, foram registrados os menores valores do conjunto de alimentos básicos: Aracaju (R$ 568,52), Maceió (R$ 621,74), Salvador (R$ 635,08) e Porto Velho (R$ 636,69).  A comparação dos valores da cesta de julho de 2024 com julho de 2025, mostrou que, nas 17 capitais onde a pesquisa era realizada nesse período, houve alta de preço em todas, com variações entre 2%, em Belém, e 19,5%, em Recife.  No acumulado do ano até julho, nas 17 capitais pesquisadas também foi registrado aumento em todas, com taxas que oscilaram entre 0,3%, em Goiânia, e 11,4%, em Recife.  Com base na cesta mais cara que, em julho, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional de que o salário mínimo deveria ser suficiente para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas, com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o valor do salário mínimo necessário, no sétimo mês do ano, deveria ter sido R$ 7.274,43 ou 4,79 vezes o mínimo atual, de R$ 1.518. De acordo com a pesquisa, quando é comparado o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, o trabalhador remunerado pelo piso  nacional comprometeu, em média, nas 27 capitais pesquisadas em julho, 50,9% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos e, em junho, 51,1% da renda líquida. Produtos  O preço do quilo do arroz caiu em julho em comparação a junho em quase todas as capitais pesquisadas, exceto no Recife (alta de 0,65%). Destacam-se as variações registradas em Porto Velho, queda de 7,1%; Palmas, menos 5,2%; e Florianópolis, menos 5%.  O preço do feijão diminuiu em 24 capitais em julho, em comparação a junho. O grão preto, pesquisado nos municípios do Sul, Rio de Janeiro e Vitória, apresentou queda nas cinco capitais, as mais expressivas verificadas em Vitória (-6,9%) e Florianópolis (-5,2%). Para o grão carioca, coletado nas demais capitais, foram observadas altas apenas em três localidades: Porto Velho (0,6%), Maceió (0,4%) e São Luís (0,3%). Já as diminuições variaram entre -4,3%, em Fortaleza, e -0,2%, em Aracaju.  O valor do quilo do café em pó caiu em 21 das 27 cidades pesquisadas em julho de 2025, em comparação ao mês anterior. As quedas mais significativas foram registradas em Belo Horizonte (-8,1%) e Teresina (-3,9%). Só seis capitais apresentaram aumento no valor, com destaque para Macapá (7%), Cuiabá (1,3%) e Boa Vista (1,1%).  “Apesar dos enxutos estoques nacionais e mundiais, o avanço da colheita e o consequente aumento da disponibilidade de café no Brasil têm pressionado as cotações para baixo. E os preços domésticos acompanharam as oscilações da commodity nas Bolsas de Nova York e Londres, diante da tarifação de 50% nas importações norte-americanas, o que gerou especulações quanto ao possível escoamento da safra brasileira”, destacou o Dieese, em nota.  O preço da carne bovina de primeira teve comportamento variado nas 27 cidades analisadas: houve aumento em 11 capitais, com destaque para Boa Vista (2%) e Salvador (1,8%). Foram registradas quedas em outras 16 capitais, a mais importante em Belém (- 2,9%).  “Ao longo de 2025, a demanda externa por carne bovina tem sido intensa. O abate de animais foi mais lento e os preços da carne caíram no Brasil, após o anúncio de 50% de tarifa para as exportações brasileiras para os Estados Unidos”, informou o Dieese. Fonte: Agência Brasil Foto: arquivo Portal Veloz

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Após Operação Ícaro, SP revisa normas e impõe rigidez nos processos de ressarcimento tributário

Procedimento de apropriação e ressarcimento de créditos do ICMS foi revisto e processos seguirão obrigatoriamente rito de auditoria fiscal até conclusão da revisão completa dos protocolos A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo anunciou nesta terça-feira (19) uma série de medidas para reforçar o controle e a transparência nos processos de ressarcimento do ICMS retido por Substituição Tributária (ICMS-ST). As mudanças ocorrem em meio às investigações da Operação Ícaro, que apura possíveis irregularidades no setor. Entre as principais decisões, a pasta revogou alterações feitas em 2022 na Portaria CAT nº 42/2018, norma que regulamenta os procedimentos de complemento e ressarcimento do ICMS-ST. Também foi revogado o Decreto nº 67.853/2023, que permitia a chamada “apropriação acelerada” dos créditos. Com as mudanças, todos os pedidos de ressarcimento passarão obrigatoriamente por auditoria fiscal, até que um novo modelo de regulamentação seja definido. Esse novo modelo está em estudo por um grupo de trabalho criado pelo governo na última sexta-feira (15). Mais controle e tecnologia O grupo de trabalho é responsável por revisar regras de conformidade e reestruturar todo o processo de ressarcimento, com foco na incorporação de tecnologia e no cruzamento automatizado de dados. Entre as inovações previstas no Sistema e-Ressarcimento, estão: Processamento automatizado das informações e cruzamento com outras bases de dados; Maior rastreabilidade dos processos, com acompanhamento em todas as etapas; Conta corrente digital do e-Ressarcimento, que dará mais controle e transparência sobre os créditos; Integrações com novas plataformas de controle para ampliar a governança e o monitoramento. Objetivo: evitar fraudes De acordo com o secretário da Fazenda, Samuel Kinoshita, as medidas visam tanto identificar eventuais fraudes já investigadas pela Operação Ícaro quanto prevenir novas irregularidades. “O compromisso da Secretaria é entregar um sistema mais seguro, moderno e transparente, baseado em malhas de fiscalização, recursos tecnológicos avançados e regras de integridade reforçadas”, afirmou o secretário. As novas medidas fazem parte de um esforço mais amplo do governo paulista para fortalecer os mecanismos de controle fiscal e garantir o uso correto dos créditos tributários no estado.   Foto: Governo de SP

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Tarifaço: governo quer barrar mudanças no Congresso que beneficiem setores não atingidos

Para Lula, pacote ‘é só o começo’, mas equipe econômica espera não ter de ampliar investimentos; parte dos recursos ficarão fora da meta O governo de Luiz Inácio Lula da Silva teme que o plano de contingência em reação ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja ampliado durante a tramitação no Congresso Nacional. A medida provisória voltada às empresas prejudicadas pela taxa do governo americano foi assinada por Lula na última quarta (13). Na avaliação do Executivo, o pacote foi construído “sob medida” e não há espaço fiscal para ampliação dos setores beneficiados. Um dos temores do governo é o custo fiscal da medida — R$ 9,5 bilhões ficarão de fora da meta para este ano. O valor corresponde a R$ 4,5 bilhões em aportes para fundos garantidores e R$ 5 bilhões em recursos para o Reintegra (Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras). Entra na conta da gestão petista a força que alguns setores podem ter entre os parlamentares. Para evitar inchaço, Lula apresentou o plano aos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), antes do anúncio formal. Ainda não há definição de quem será o relator da medida no Congresso nem do presidente da comissão mista que vai analisar o tema. Por ser uma MP, a proposta tem força de lei e passa a valer a partir da assinatura. No entanto, para não perder a validade, é preciso ser aprovada pelo Legislativo em até 120 dias. Um dia antes do lançamento da MP, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou que o texto deve ter impacto reduzido nas contas públicas. “Nós estamos absolutamente conscientes de que o impacto dele vai ser mínimo e será única e exclusivamente no limite do necessário para não deixar nenhuma empresa para trás”, destacou. Definições O pacote prevê, ainda, linha de crédito de R$ 30 bilhões para as empresas afetadas, devolução de parte dos impostos de exportação pagos — por meio do Reintegra — e compras públicas (veja mais abaixo). A previsão inicial é oferecer acesso facilitado à linha de crédito. Lula afirmou que a medida “é só o começo”, mas a equipe econômica espera não ter de ampliar os benefícios. “Você não pode colocar mais se você não sabe quanto é”, ponderou Lula em entrevista, um dia antes do lançamento da MP. “Vai ser uma política de crédito, que a gente está pensando em ajudar sobretudo as pequenas empresas — o pessoal que exporta tilápia, frutas, mel e outras coisas, as empresas de máquinas. As grandes têm mais poder de resistência”, acrescentou. A taxa de 50% foi anunciada por Trump em 9 de julho e começou a valer em 6 de agosto. A princípio, a tarifa seria aplicada a todos os itens do Brasil comprados pelos EUA. No entanto, ao oficializar a medida, o republicano deixou 694 produtos de fora do tarifaço. Veja as principais medidas do plano de socorro do governo Linhas de crédito R$ 30 bilhões do FGE (Fundo Garantidor de Exportações) serão usados como financiamento para concessão de crédito permitindo taxas acessíveis. Prioridades por: dependência do faturamento em relação às exportações para os EUA; tipo de produto e porte de empresa. Serão priorizados os mais afetados. As pequenas e médias empresas também poderão recorrer a fundos garantidores para acessar o crédito. O acesso às linhas estará condicionado à manutenção do número de empregos. Prorrogação de prazos do regime de drawback Extensão excepcional do prazo para comprovação da exportação de produtos fabricados a partir de insumos importados ou adquiridos no Brasil com suspensão tributária, o chamado drawback. O governo vai prorrogar, por um ano, o prazo para que as empresas consigam exportar suas mercadorias que tiveram insumos beneficiados pelo regime. Esses produtos poderão ser exportados para os EUA ou para outros destinos. Com isso, elas não terão que pagar multa e juros se não conseguirem exportar aos EUA no prazo originalmente previsto. A medida vale para as empresas que contrataram exportações para os Estados Unidos que seriam realizadas até o final deste ano. Dos US$ 40 bilhões exportados em 2024 para os Estados Unidos, US$ 10,5 bilhões foram realizados via regime de drawback. A prorrogação não tem impacto fiscal, pois apenas posterga o prazo para cumprimento dos compromissos de exportação assumidos pelas empresas brasileiras. Compras públicas: apoio a produtores rurais e agroindústrias De forma extraordinária, por ato infralegal, União, estados e municípios poderão fazer compras para seus programas de alimentação (para merenda escolar, hospitais, etc.) por meio de procedimento simplificado e média de preço de mercado, garantidos a transparência e o controle dos processos. A medida vale apenas para produtos afetados pelas sobretaxas unilaterais. Modernização do sistema de exportação Ampliação das regras da garantia à exportação, instrumento que protege o exportador contra riscos como inadimplência ou cancelamento de contratos. As mudanças visam fortalecer empresas exportadoras de média e alta intensidade tecnológica e investimentos produtivos em economia verde. O Plano Brasil Soberano permitirá que bancos e seguradoras utilizem essa garantia em mais tipos de operações. Prevê mecanismos de compartilhamento de risco entre governo e setor privado, utilizando o FGCE (Fundo Garantidor do Comércio Exterior) como mecanismo de primeiras perdas, aumentando o acesso a crédito e reduzindo custos. Fundos garantidores Aportes adicionais de R$ 1,5 bilhão no FGCE, de R$ 2 bilhões no FGI (Fundo Garantidor para Investimentos), do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), e R$ 1 bilhão no FGO (Fundo de Garantia de Operações), do Banco do Brasil, voltados prioritariamente ao acesso de pequenos e médios exportadores. Novo Reintegra para empresas afetadas O Reintegra para as Empresas Exportadoras devolve aos exportadores brasileiros parte dos tributos pagos ao longo da cadeia produtiva, na forma de crédito tributário, ajudando a reduzir custos e aumentar a competitividade no mercado externo. A medida antecipa os efeitos da Reforma Tributária, desonerando a atividade exportadora. Atualmente, empresas de grande e médio porte de produtos industrializados têm alíquota fixada em 0,1%; enquanto micro e pequenas, por meio do programa Acredita Exportação, recebem de volta 3% de alíquota. A

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Estado de SP registra a menor taxa de desemprego em 13 anos

O estado de São Paulo registrou no 2º trimestre deste ano taxa de desemprego de 5,1%, a menor da série histórica do IBGE, iniciada em 2012. Além disso, o indicador do estado foi mais positivo que a taxa de desemprego nacional (5,8%) e da região Sudeste (5,3%). O total de pessoas ocupadas (incluindo trabalhadores do setor privado e público com e sem carteira assinada, domésticos, informais e por conta própria com CNPJ) também é o maior em 13 anos: 24,353 milhões – alta de 0,8% em relação ao primeiro trimestre deste ano e de 2,2% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. No país, eram 102,316 milhões, ou seja, o estado responde por 24% do total da ocupação do país. Os números são da Fundação Seade, com base na pesquisa da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) do IBGE. Já o número de desocupados na força de trabalho no estado é o menor desde 2012: 1,319 milhão de pessoas – queda de 18,3% em relação ao primeiro trimestre e de 19,1% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. O estado registrou ainda o maior número de ocupados com carteira assinada no setor privado desde 2012 e liderou entre as demais unidades da Federação no 2º trimestre – o total ficou em 11,606 milhões de pessoas – alta de 0,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e de 5,2% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. No país, o total ficou em 39,020 milhões – com isso, o estado de SP tem 30% dos trabalhadores dentro da CLT no país. O percentual de empregados com carteira assinada ficou em 82,9% dos trabalhadores do setor privado no estado, segunda maior proporção do país. No Brasil, o índice geral ficou em 74,2%. Já o número de trabalhadores sem carteira assinada na iniciativa privada caiu 10,8% em relação ao 2º trimestre de 2024 – passou de 2,677 milhões para 2,388 milhões. Menor taxa de informalidade em 8 anos Enquanto a taxa de informalidade para o Brasil foi de 37,8% da população ocupada, São Paulo teve a terceira menor taxa entre os demais estados (29,2%) no 2º trimestre – menor taxa registrada pelo estado desde o 2º trimestre de 2017 (29,1%). Para o IBGE, a taxa de informalidade é consequência de um mercado de trabalho aquecido, já que “o mercado de trabalho forte proporciona mais ocupação aos trabalhadores, formal e informalmente”. A taxa de informalidade da população ocupada é calculada considerando-se os empregados no setor privado e os empregados domésticos sem carteira de trabalho assinada, além dos empregadores e trabalhadores por conta própria sem registro no CNPJ e dos trabalhadores familiares auxiliares. Maior rendimento médio desde 2015 Já o rendimento médio em São Paulo ficou em R$ 4.170 – alta de 1,7% tanto em relação ao primeiro trimestre quanto ao mesmo trimestre do ano passado -, maior que da região Sudeste (R$ 3.914) e da média do país (R$ 3.477). Entre os estados do Sudeste, só perde para o Rio de Janeiro (R$ 4.205). Trata-se do maior rendimento médio no estado em 2º trimestres desde 2015. Já a região Sudeste foi a única com alta significativa do rendimento (1,8%), enquanto as demais permaneceram estáveis. Em relação ao 2º trimestre de 2024, o crescimento dos rendimentos na região foi de 2,8%. Número de ocupados por atividades no 2º tri: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: 597 mil Indústria geral: 3,7 milhões Construção: 1,595 milhão Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas: 4,471 milhões Transporte, armazenagem e correio: 1,773 milhão Alojamento e alimentação: 1,253 milhão Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: 4,328 milhões Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: 3,973 milhões Outros serviços: 1,366 milhão Serviços domésticos: 1,298 milhão Veja as taxas de desemprego registradas trimestre a trimestre desde o início da pesquisa do IBGE: 2025 1º tri: 6,3% 2º tri: 5,1% 2024 1º tri: 7,4% 2º tri: 6,4% 3º tri: 6,1% 4º tri: 5,9% 2023 1º tri: 8,5% 2º tri: 7,8% 3º tri: 7,2% 4º tri: 6,9% 2022 2º tri: 9,2% 3º tri: 8,7% 4º tri: 7,7% 2020 (pandemia afetou pesquisa) 1º tri: 12,3% 2019 1º tri: 13,6% 2º tri: 12,9% 3º tri: 12,2% 4º tri: 11,6% 2018 1º tri: 14,1% 2º tri: 13,8% 3º tri: 13,3% 4º tri: 12,6% 2017 1º tri: 14,4% 2º tri: 13,6% 3º tri: 13,3% 4º tri: 12,8% 2016 1º tri: 12,2% 2º tri: 12,3% 3º tri: 12,9% 4º tri: 12,5% 2015 1º tri: 8,6% 2º tri: 9,2% 3º tri: 9,8% 4º tri: 10,2% 2014 1º tri: 7,3% 2º tri: 7,1% 3º tri: 7,3% 4º tri: 7,2% 2013 1º tri: 7,8% 2º tri: 7,5% 3º tri: 7,4% 4º tri: 6,6% 2012 1º tri: 7,8% 2º tri: 7,5% 3º tri: 7% 4º tri: 6,8% Menor taxa de desemprego em 12 anos em 2024 Em 2024, o estado de São Paulo registrou a menor taxa anual de desemprego em 12 anos: 6,2%. Foi a menor taxa de desocupação da série histórica, iniciada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2012. O levantamento mostra ainda que o desemprego paulista foi menor que a média nacional, que ficou em 6,6% no ano passado, e que da região Sudeste (6,4%). Assim, a taxa de desemprego caiu 1,3 ponto percentual de 2023 para 2024 e 2,9 pontos percentuais entre 2022 e 2024. Veja as taxas de desemprego ano a ano no estado de São Paulo: 2024: 6,2% 2023: 7,5% 2022: 9,1% 2021: 14,4% 2020: 14,0% 2019: 12,4% 2018: 13,2% 2017: 13,5% 2016: 12,4% 2015: 10,1% 2014: 7,4% 2013: 7,5% 2012: 7,2% Já a taxa anual de informalidade foi de 31,1% da população ocupada em São Paulo, a terceira menor entre os estados e também abaixo do índice nacional de 39% e da região Sudeste de 34%. Em relação ao rendimento médio real habitual, enquanto no Brasil foi de R$ 3.225 em 2024, no estado de São Paulo ficou em R$ 3.907. O rendimento de São Paulo é maior que a média do Sudeste (R$ 3.609) e que dois estados que compõem

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Alckmin cobra celeridade do Congresso em medidas contra tarifaço dos EUA

Vice-presidente defendeu plano de contingência e criticou atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos  O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou neste sábado (16) que espera uma “resposta rápida” do Congresso às medidas anunciadas pelo governo federal para enfrentar o tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre exportações brasileiras.  “O Legislativo tem papel importante a cumprir em dar resposta rápida. Tenho certeza que vai ser rapidamente analisada e votada pelo Congresso”, disse Alckmin, em referência ao plano de contingência desenhado pela equipe econômica.  Entre as principais iniciativas estão o Reintegra e o drawback.  Reintegra: prevê a devolução, em forma de crédito tributário, de parte dos impostos pagos ao longo da cadeia produtiva. O impacto estimado é de até R$ 5 bilhões, mas, segundo Alckmin, não se trata de gasto público, já que se refere a créditos a que os exportadores têm direito.  “Isso não deveria ter impacto fiscal, porque é resíduo tributário. Você antecipa algo que já seria devolvido. Não pertence ao governo porque há imunidade tributária para exportação”, explicou.  Drawback: amplia em um ano o prazo para que empresas comprovem exportações de produtos fabricados com insumos importados ou adquiridos no Brasil com suspensão tributária. Caso não cumpram a regra, ficam sujeitas a juros e multa.  Questionado sobre possíveis resistências no Congresso, sobretudo diante de ajustes na meta fiscal, Alckmin reforçou que o governo busca celeridade e que as medidas não devem ser vistas como aumento de gasto.  Alckmin também comentou a viagem do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) aos Estados Unidos, onde ele relatou ter se reunido com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, e o blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo, no dia 13.  A data coincidia com um encontro previamente marcado entre Bessent e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que acabou desmarcado. O vice-presidente classificou a atuação do parlamentar como “lamentável”.  “É lamentável que brasileiros continuem trabalhando contra o Brasil”, afirmou.  Mesmo diante do tarifaço, Alckmin destacou que o Brasil segue em diálogo com os EUA para reverter a decisão. Ele lembrou que 74% dos produtos norte-americanos vendidos ao Brasil não têm imposto.  Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que a tarifa média real paga por produtos dos EUA no Brasil em 2023 foi de 2,7%, desconsiderando os itens isentos.  “Tem parceiro melhor, um parceiro bom como o Brasil para os EUA?”, questionou o vice-presidente. (Renan Isaltino) Fonte e Foto: R7

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Dólar cai para R$ 5,39 com expectativa de corte de juros nos EUA

As conversas entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e a expectativa de corte de juros nos Estados Unidos, fizeram o mercado financeiro ter um dia de recuperação. O dólar voltou a ficar abaixo de R$ 5,40, após duas altas seguidas. A bolsa de valores reverteu as perdas perto do fim das negociações e fechou estável. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (15) vendido a R$ 5,398, com recuo de R$ 0,019 (0,35%). A cotação caiu para R$ 5,38 pouco antes das 10h e encostou em R$ 5,40 diversas vezes ao longo da tarde, mas consolidou-se abaixo desse nível perto do fim das negociações. A moeda estadunidense fechou a semana com recuo de 0,7%. A divisa cai 3,62% em agosto e 12,66% este ano. O mercado de ações teve um dia volátil. Após cair 0,56% por volta das 15h, o índice Ibovespa, da B3, fechou aos 136.840 pontos, com queda de apenas 0,01%. A bolsa brasileira subiu 0,31% na semana, acumulando ganho de 13,55% no ano. Sem grandes notícias no mercado interno, fatores internacionais dominaram o mercado cambial. Além das negociações entre Putin e Trump sobre a guerra na Ucrânia, voltou a prevalecer a leitura de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) tem 90% de chances de cortar os juros da maior economia do planeta em setembro, apesar de dados fortes do varejo do país. No cenário interno, a divulgação de balanços financeiros do segundo trimestre favoreceu a bolsa de valores. Apesar da queda de 40,7% no lucro do Banco do Brasil no primeiro semestre, os papéis da instituição financeira valorizaram-se 4,03% nesta sexta-feira, para R$ 20,65, com o entendimento de que os números vieram próximo do previsto. * Com informações da Reuters Fonte: Agência Brasil  

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