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Categoria: Economia

EUA iniciam cobrança de ‘taxa das blusinhas’; saiba como afetará os custos

Até essa sexta-feira, havia isenção para remessas de pacotes com valor inferior a US$ 800 (R$ 4.324,96) aos EUA Os Estados Unidos começaram nesta sexta-feira (29) a cobrança de sua versão da “taxa das blusinhas”, como ficou conhecida no Brasil a tarifa sobre produtos exportados de pequeno valor, sobre todos os países. Até essa sexta-feira, havia isenção para remessas de pacotes com valor inferior a US$ 800 (R$ 4.324,96) aos EUA. A exceção era sobre pacotes vindos da China e de Hong Kong, que já tinham uma tarifa específica desde maio. A cobrança deve aumentar os custos e interromper os modelos da cadeia de suprimentos para empresas de comércio eletrônico, consumidores e pequenas empresas que usam mercados online. A agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP, na sigla em inglês) começou a cobrar taxas de impostos sobre todas as importações globais de pacotes, independentemente do valor, país de origem ou modo de transporte nesta sexta-feira. Ela ofereceu uma opção de taxa fixa de US$ 80 a US$ 200 (R$ 432,49 a R$ 1.081,24) por pacote enviado de agências postais estrangeiras por seis meses. Em contrapartida, os serviços postais de 25 países interromperam o envio de suas encomendas aos EUA, de acordo com a agência da ONU (Organização das Nações Unidas) para o setor. A medida amplia o cancelamento da isenção para produtos de baixo valor pelo governo do presidente norte-americano, Donald Trump, para pacotes da China e de Hong Kong que entraram em vigor em maio, como parte de um esforço para interromper as remessas de fentanil e seus precursores químicos para os EUA. “O fim da mortal brecha de minimis (produtos de baixo valor) pelo presidente Trump salvará milhares de vidas americanas ao restringir o fluxo de narcóticos e outros itens perigosos proibidos e acrescentará até US$ 10 bilhões por ano em receitas tarifárias ao nosso Tesouro”, afirmou Peter Navarro, conselheiro comercial da Casa Branca, nessa quinta-feira (28). Um funcionário do governo disse que a medida será permanente. A isenção para produtos de baixo valor estava em vigor desde 1938, começando em US$ 5 para importações de presentes, subiu para US$ 200 e chegou a US$ 800 em 2015 como forma de promover o crescimento de pequenas empresas em mercados de comércio eletrônico. Mas as remessas diretas da China explodiram depois que Trump aumentou as tarifas sobre produtos chineses durante seu primeiro mandato, criando um novo modelo de negócios direto ao consumidor para as empresas de comércio eletrônico Shein e Temu. A Coalizão Nacional de Organizações Têxteis dos EUA classificou a medida como uma “vitória histórica” para a indústria norte-americana por entender que a medida fecha uma brecha que permitia que empresas estrangeiras de fast-fashion evitassem as tarifas e importassem roupas às vezes feitas com trabalho forçado, prejudicando os empregos norte-americanos. “A ação executiva do governo fecha esse canal e oferece um alívio há muito tempo esperado para o setor têxtil dos EUA e seus trabalhadores”, afirmou o grupo. O CBP estimou que o número de pacotes que reivindicam a isenção para produtos de baixo valor aumentou quase 10 vezes, de 139 milhões no ano fiscal de 2015 para 1,36 bilhão no ano fiscal de 2024 uma taxa de quase 4 milhões por dia. Os analistas de varejo afirmam que o fim da isenção provavelmente aumentará os preços de muitos produtos vendidos por meio de empresas de comércio eletrônico, pois os produtos que antes evitavam tarifas devido à isenção acabarão sendo taxados. A medida pode colocar essas empresas em pé de igualdade com os custos de varejistas mais estabelecidos, como o Walmart, que tendem a importar mercadorias em contêineres a granel que estão sujeitos a tarifas. O CBP arrecadou mais de US$ 492 milhões em tarifas adicionais sobre pacotes enviados da China e de Hong Kong desde que essas isenções específicas foram eliminadas em 2 de maio, disse outra autoridade do governo Trump. Em junho, um relatório da Alfândega dos EUA apontou que houve uma queda de 40% no envio de pacotes de pequeno valor desde maio por conta da taxa. A autoridade indicou que as taxas tarifárias totais serão aplicadas a todos os pacotes enviados por transportadoras expressas, como a FedEx, a United Parcel Service e a DHL. Essas empresas estão mais bem preparadas para coletar impostos e processar dados alfandegários do que as agências postais tradicionais. As agências postais estrangeiras podem optar por coletar e processar os impostos com base no valor do conteúdo do pacote ou optar pelo método de taxa fixa, coletando um imposto fixo com base nas taxas tarifárias “recíprocas” de Trump atualmente em vigor sobre os produtos do país de origem.   Fonte: R7 Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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Receita paga nesta sexta-feira (29) quarto lote de restituição do IR

Cerca de 1,9 milhão de contribuintes que entregaram a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2025 dentro do prazo acertarão as contas com o Leão. Nesta sexta-feira (29), a Receita Federal libera o quarto dos cinco lotes de restituição deste ano. O lote também contempla restituições residuais de anos anteriores. Ao todo, 1.884.035 contribuintes receberão R$ 2,92 bilhões. A maior parte do valor, informou o Fisco, será para contribuintes sem prioridade no reembolso, que declararam perto do fim do prazo. As restituições estão distribuídas da seguinte forma: 1.454.509 contribuintes sem prioridade; 312.915 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix; 72.434 contribuintes de 60 a 79 anos; 22.841 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; 13.515 contribuintes acima de 80 anos; 7.821 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave. Embora não tenham prioridade por lei, os contribuintes que usaram dois procedimentos em conjunto, pré-preenchida e Pix, passaram a ter prioridade no recebimento da restituição neste ano. Liberada em 22 de agosto, a consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones. O pagamento será feito na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina. Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até 1 ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos). Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de 1 ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessar o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”. Fonte: Agência Brasil Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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Brasil aciona Lei da Reciprocidade contra tarifaço dos EUA

A medida é uma resposta direta ao tarifaço de 50% imposto por Washington a produtos brasileiros no início deste mês  O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) autorizou o Itamaraty a acionar a Câmara de Comércio Exterior (Camex) para iniciar consultas sobre a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos. A medida é uma resposta direta ao tarifaço de 50% imposto por Washington a produtos brasileiros no início deste mês, por determinação do presidente norte-americano Donald Trump.  Sob orientação da Presidência, o Itamaraty notificou a Camex para elaborar, em até 30 dias, um relatório técnico analisando se as medidas americanas configuram violação à lei. Caso seja confirmada a possibilidade de aplicação, será criado um grupo específico para propor contramedidas econômicas, que podem incluir retaliações no comércio de bens, serviços e propriedade intelectual.  Segundo o Itamaraty, uma análise preliminar já está em andamento e os EUA serão oficialmente comunicados nesta sexta-feira (29). A notificação abre espaço para que Washington se manifeste, permitindo a abertura de um canal de diálogo diplomático.  Comparação com modelo norte-americano  A iniciativa brasileira tem sido comparada à Seção 301 dos EUA, instrumento legal usado por Washington para investigar práticas comerciais consideradas desleais e autorizar retaliações.  De acordo com o decreto que regulamenta a lei, o Brasil pode suspender concessões comerciais, investimentos e até obrigações relacionadas à propriedade intelectual em resposta a ações unilaterais de países ou blocos econômicos que prejudiquem sua competitividade internacional.  Lei da Reciprocidade  Aprovada pelo Congresso em 2 de abril e sancionada em 15 de julho, a Lei da Reciprocidade estabelece critérios de proporcionalidade para medidas contra barreiras impostas a produtos e interesses brasileiros.  Pela norma, o governo brasileiro pode aplicar aos cidadãos e governos estrangeiros o mesmo tratamento que oferecem ao Brasil, em áreas que vão desde comércio até concessão de vistos, relações econômicas e diplomáticas. (Renan Isaltino) Fonte: Agência Brasil Foto: R7

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Dário Saadi vai ao BNDES discutir mais financiamento para empresas atingidas pelo tarifaço

O objetivo é orientar empresas locais sobre como acessar o Plano Brasil Soberano  O prefeito de Campinas, Dário Saadi, participou nesta quinta-feira, 28 de agosto, de uma reunião no Rio de Janeiro com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, para discutir as medidas do Plano Brasil Soberano, que prevê R$ 40 bilhões em crédito para municípios exportadores afetados pelas tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos. O encontro também reuniu prefeitos e vice-prefeitos de 14 municípios exportadores, na sede do banco. No encontro, o BNDES anunciou que, em parceria com a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), realizará visitas técnicas às cidades afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. O objetivo é orientar empresas locais sobre como acessar o Plano Brasil Soberano. Saadi esteve no encontro na condição de presidente do Conselho da Região Metropolitana de Campinas (RMC), representando os 20 municípios da região. O valor global do plano havia sido anunciado no dia 22 de agosto. Agora, as regras de adesão e os critérios de acesso foram detalhados. RMC entre as regiões mais impactadas Desde que a medida tarifária foi oficializada pelo governo norte-americano, a RMC intensificou os debates sobre ajustes e estratégias de mitigação, em articulação com os governos federal e estadual. De acordo com a Secretaria de Finanças de Campinas, dos produtos exportados pelas 20 cidades que compõem o grupo, 55% estão entre os itens que sofreram com a taxação de 50%. Entre 2020 e 2024, a região exportou cerca de R$ 1 bilhão para o mercado norte-americano, o equivalente a uma média anual de US$ 250 milhões (saiba mais aqui). “A expectativa é que a partir do dia 15 de setembro comecem as liberações para as empresas aderirem ao programa, que vai ajudar e muito os exportadores. A RMC é uma das maiores regiões exportadoras de São Paulo e desempenha papel estratégico para a economia do país”, afirmou o prefeito Dário Saadi. Condições para adesão ao plano As empresas que desejarem acessar as linhas de crédito precisarão cumprir a Cláusula de Emprego, definida pelo Ministério da Fazenda. Isso significa comprovar a manutenção do número de empregados, tomando como referência a média de julho de 2024 a junho de 2025. A meta será aferida novamente no período entre o quinto e o 16º mês após a contratação do financiamento, com base nos dados do eSocial. Além disso, foram apresentadas as condições financeiras das linhas de crédito: Capital de Giro: taxa fixa de até 0,66% ao mês para MPMEs e até 0,82% ao mês para grandes empresas; prazo de até cinco anos, com carência de um ano. Giro Diversificação: destinada à busca de novos mercados, com taxa de até 0,66% ao mês para empresas de todos os portes; prazo de até cinco anos, com um ano de carência. O valor máximo de crédito por empresa será de até R$ 35 milhões para MPMEs e R$ 200 milhões para grandes empresas. Fundos garantidores e apoio do BNDES O programa também contará com fundos garantidores para ampliar a capacidade de financiamento: Pronampe FGO: R$ 1 bilhão, que pode alavancar até R$ 2,5 bilhões; PEAC FGI-Solidário: R$ 2 bilhões, que podem gerar até R$ 20 bilhões em crédito. Essas linhas poderão ser acessadas por MPMEs que tenham ao menos 5% do faturamento bruto comprometido pelas tarifas norte-americanas. Já o BNDES disponibilizará R$ 10 bilhões em linhas próprias de crédito, abertas a empresas de todos os portes, inclusive às já atendidas pelo FGE. Entre elas: Giro Emergencial Complementar: para gastos operacionais gerais, com taxa de 1,15% ao mês (LCD) mais spread bancário; prazo de até cinco anos, incluindo um de carência. Giro Diversificação Complementar: para busca de novos mercados, com taxa de 0,29% ao mês (FAT Cambial) mais variação do dólar e spread bancário; prazo de até sete anos, incluindo carência de um ano. Próximos passos De acordo com o BNDES, os empresários poderão procurar os bancos parceiros a partir do dia 4 de setembro. A aprovação dos financiamentos deve começar em 15 de setembro, com expectativa de que os primeiros recursos sejam liberados ainda no mesmo mês. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que as empresas que perderam acima de 5% do faturamento em decorrência das tarifas terão prioridade no acesso ao crédito. “A meta é garantir a sobrevivência do setor exportador e proteger empregos”, afirmou. Impactos nas cidades exportadoras Os prefeitos relataram os efeitos das sobretaxas em diferentes setores. A fruticultura, por exemplo, foi um dos mais atingidos: em Petrolina (PE), um terço da população depende da fruticultura irrigada, especialmente da manga exportada para os EUA. “Estão destruindo uma relação de 20 anos com o mercado norte-americano”, disse o prefeito Simão Durando. Participantes O encontro reuniu prefeitos de cidades de diferentes regiões do país, como Eduardo Paes (Rio de Janeiro/RJ), Simão Durando (Petrolina/PE), Alexandre Ferreira (Franca/SP), Wagner Rodrigues (Araguaína/TO), Margarida Salomão (Juiz de Fora/MG), Rodrigo Neves (Niterói/RJ), Dário Saadi (Campinas/SP), Andrei Gonçalves (Juazeiro/BA), Helinho Zanatta (Piracicaba/SP), Anderson Farias (São José dos Campos/SP), Luiz Caetano (Camaçari/BA), Hingo Hammes (Petrópolis/RJ), além dos vice-prefeitos Isabel Swan (Niterói/RJ) e José Carlos Junior (Cachoeiro de Itapemirim/ES).

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Inflação do aluguel sobe 0,36% em agosto, após três meses de queda

Depois de três meses de queda, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como “inflação do aluguel”, voltou a ficar positivo e fecha agosto em 0,36%. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Em julho, o IGP-M tinha marcado -0,77%, seguindo dois meses de queda, maio (-0,49%) e junho (-1,67%). Com o resultado de agosto, o índice acumula 3,03% nos últimos 12 meses. Nesta mesma época de 2024, o IGP-M mensal tinha sido de 0,29% e de 4,26% no acumulado de um ano. Em março de 2025, o indicador chegou a bater 8,58%. A FGV leva em conta três componentes para apurar o IGP-M. O maior peso é o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a inflação sentida pelos produtores e responde por 60% do IGP-M cheio. Componentes Em agosto, o IPA subiu 0,43%, invertendo o comportamento de julho (-1,29%). As principais influências de alta vieram do minério de ferro (6,76%), da soja em grão (3,73%) e da banana (15,03%). Outro componente do IGP-M é o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do indicador. Em agosto, o IPC recuou 0,07%. Os itens que mais ajudaram a segurar os preços foram a passagem aérea, que caiu 8,56%, a tarifa de eletricidade residencial (-1,97%) e a gasolina (-0,85%). O recuo do bilhete de avião pode ser explicado pelo fim do período escolar, quando há diminuição da procura. Em relação à conta de luz, o alívio veio por causa do Bônus de Itaipu ─ desconto na conta que beneficiou 80,8 milhões de consumidores. Conforme adiantou a Agência Brasil, a bonificação compensou a bandeira tarifária vermelha 2, que adiciona R$ 7,87 na conta e luz a cada 100 Kwh consumidos. O terceiro componente medido pela FGV é o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que subiu 0,70% no mês. Inflação do aluguel O IGP-M é conhecido como inflação do aluguel porque o acumulado de 12 meses costuma ser base para cálculo de reajuste anual de contratos imobiliários. Além disso, o indexador é utilizado para reajustar algumas tarifas públicas e serviços essenciais. A FGV faz a coleta de preços em Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. O período de levantamento do IGP-M foi 21 de julho a 20 de agosto.   Fonte: Agência Brasil Foto: Arquivo/Agência Brasil

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Rui Costa: revisão de tabela do IR movimentará a economia do país

A ampliação do número de contribuintes isentos de pagar imposto de renda resultará em mais consumo e comércio, beneficiando a economia do país como um todo. A expectativa do governo é que, quando entrar em vigor, a medida beneficie mais de 20 milhões de pessoas, disse o ministro da Casa Civil, Rui Costa, nesta quarta-feira (27). A afirmação foi durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Segundo ele, além de serem compensados pelas alíquotas a serem cobradas de milionários, os valores que deixarão de ser recolhidos terão como destino carrinho de supermercados, feiras livres, alimentos, roupas para filhos, remédio, entre vários outros produtos, ajudando a movimentar ainda mais a economia do país. “Ele [o cidadão] vai levar um produto a mais para casa, para melhorar a alimentação de sua família e, eventualmente, ir numa praia e fazer um lazer com filho. Estamos falando do limite da vida digna de uma pessoa”, explicou o ministro. O governo federal enviou, ao Congresso Nacional, uma proposta que amplia para R$ 5 mil a faixa de isenção total do Imposto de Renda (IR) – um compromisso de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Atualmente, estão isentos do IR aqueles que têm renda mensal de até R$ 2.824. Segundo a Casa Civil, a proposta apresentada praticamente dobra essa faixa mínima. Além disso, o texto prevê desconto parcial para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7 mil. O projeto de lei prevê também uma tributação mínima para altas rendas, que atingirá 141,4 mil contribuintes (0,13% do total). A compensação virá com uma taxa de até 10% para pessoas com alta renda (a partir de R$ 600 mil por ano) que atualmente não contribuem com o IR, um grupo de 141 mil pessoas e que não contribuem atualmente. Tramitação Na avaliação de Rui Costa, a tramitação desta matéria no Congresso Nacional deverá ser feita a tempo de começar a vigorar já em 1º de janeiro de 2026, mesmo com alguma dificuldade criada pela oposição. Ele diz ser natural que a oposição atue para dificultar a vida do governo. “Isso acontece no mundo todo e, às vezes, ganha até irracionalidade, [a ponto de ao] prejudicar o governo prejudicar as pessoas”, disse ele ao reiterar que o propósito da revisão da faixa de isenção visa “apenas um país mais justo e menos desigual onde pessoas que ganham menos tenham um mínimo de dignidade”, explicou. Perguntado sobre as queixas de alguns prefeitos, de que a mudança da faixa poderia causar problemas para as contas de alguns municípios, o ministro foi enfático: “Essa lógica não faz sentido algum”, inclusive pelo fato de há muito tempo não se corrige a tabela de Imposto de Renda – algo que sempre é cobrado pela sociedade, em especial pela classe média e imprensa. “Se assim fosse, ao longo da história do Brasil toda vez que se modificar a tabela de IR, teria de se compensar os municípios. Assim como a União, o município e o estado recebem aquilo que é tributável”, argumentou. Socorro e investimento Rui Costa acrescentou que o governo federal tem ajudado de diversas outras formas estados e municípios. Ele citou as ajudas a estados que passaram por situações emergenciais. “Foram transferidos R$ 109 bilhões ao Rio Grande do Sul, por exemplo. Foi o maior investimento da história do Brasil,  feito por um presidente a um estado”. Citou também a capital do Pará, que receberá, em novembro, a COP30. “Belém também está recebendo o maior investimento federal de sua história. Isso se estenderá para a infraestrutura do estado”, acrescentou ao citar, entre os exemplos, o cabo de conexão de internet que passará pelos rios da região, possibilitando investimento de empresas que só se instalam onde há capacidade de conexão.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Setor de serviços atingiu recorde de 15,2 milhões de empregos em 2023

O setor de serviços empregou o contingente recorde de 15,2 milhões de pessoas em 2023. Esse número de trabalhadores representa alta de 7,1% em relação aos 14,2 milhões do ano anterior. Já em relação a 2019, que delimita o período pré-pandemia de covid-19 ─ antes de a economia ser severamente atingida por medidas de restrição sanitária e isolamento ─ o crescimento na ocupação foi de 18,3%, o que representa mais 2,4 milhões de trabalhadores no setor. Os dados fazem parte da Pesquisa Anual de Serviços, divulgada nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de serem relativos a 2023, os dados são os mais recentes da radiografia anual que o IBGE faz do setor. A pesquisa apresenta informações de atividades como alojamentos, alimentação, transportes, correios, comunicação, turismo, escritórios, cultura e reparo de automóveis. Empresas do setor financeiro não estão incluídas no estudo. Empregados O levantamento aponta que, das 34 atividades observadas, cinco concentravam 47% dos postos de trabalho gerados, com destaque para serviços de alimentação, com 1,8 milhão de empregos: Serviços de alimentação (11,74% dos empregos) Serviços técnico-profissionais (11,24%) Serviços para edifícios e atividades paisagísticas (8,11%) Serviços de escritórios a apoio administrativo (7,78%) Transporte de cargas (8,20%) Salários Em 2023, o setor de serviços reunia 1,7 milhão de empresas. Ao todo, essas firmas pagaram R$ 592,5 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. Isso equivale a 2,3 salários mínimos (s.m.) mensais por funcionário, em média. Dos sete grandes segmentos pesquisados pelo IBGE, três tiveram remuneração acima da média, com destaque para serviços de informação e comunicação: Serviços de informação e comunicação (4,7 s.m.) Outras atividades de serviços (3,6 s.m.) Transporte, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,8 s.m.) Ao observar os dados por unidades da federação, os pesquisadores apontam que os salários médios mais altos foram pagos em São Paulo (2,8 s.m.), no Rio de Janeiro (2,5 s.m.) e Distrito Federal (2,4 s.m.). Já as remunerações mais baixas foram no Acre, em Roraima e no Piauí, todas com 1,4 salário mínimo. Receitas Em 2023, as empresas pesquisadas pelo IBGE tiveram receita bruta de R$ 3,4 trilhões. O estado de São Paulo respondeu por 45% desse montante, seguido por Rio de Janeiro (10%), Minas Gerais (7,8%), Paraná (5,5%) e Rio Grande do Sul (4,7%). De 2022 para 2023, houve troca no posto de segmento com maior participação na receita líquida (receita bruta descontada impostos e outros abatimentos). O segmento de serviços profissionais, administrativos e complementares passou a ocupar o topo, com 29,2% de participação, deixando para trás o segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (28,1%). Pesquisa mensal Mês a mês, o IBGE divulga a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), com o desempenho do setor no ano corrente, mas sem informações sobre nível de emprego e remuneração média. No primeiro semestre de 2025, de acordo com a PMS, o setor apresentou expansão de 2,5% em relação ao mesmo período de 2024.   Fonte: Agência Brasil Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Tarcísio discute tarifaço dos Estados Unidos com governador da Geórgia e cita ‘diplomacia’

Em rede social, governador de São Paulo afirma que conversou sobre a importância do diálogo internacional Em meio à crise entre Brasil e Estados Unidos e à imposição de tarifas de 50% por parte de Donald Trump a produtos brasileiros, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, recebeu em São Paulo o governador da Geórgia, Brian Kemp, e a primeira-dama, Marty Kemp. Oficialmente, o encontro ocorreu para celebrar os 30 anos da parceria comercial entre as duas regiões. Mas, na prática, o tarifaço imposto por Trump esteve em discussão. Nas redes sociais, Tarcísio destacou a presença de 37 empresas da Geórgia no Brasil, enquanto 40 companhias brasileiras atuam no estado norte-americano — gerando 12 mil empregos. “Tivemos a oportunidade de debater o cenário atual das relações entre Brasil e Estados Unidos e destacar a importância da diplomacia e do diálogo internacional. Esse intercâmbio é fundamental para fortalecer os laços de amizade e cooperação, ampliando parcerias que trazem resultados concretos para São Paulo e para o Brasil”, destacou Tarcísio em sua rede social. Na semana passada, Tarcísio de Freitas já havia afirmado que a questão do tarifaço vai ser resolvida a médio e longo prazos. Ele ponderou que “talvez haja escalada no curto prazo” e reforçou que é fundamental estabelecer um canal de diálogo, que haja insistência para resolver o conflito. “Obviamente a gente tem de forçar a barra agora para falar, negociar. Eu acho que não é humilhação para ninguém, para nenhum chefe (de Estado)”, disse, em referência ao comentário feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 6, quando o petista disse que não iria se humilhar para falar com o presidente norte-americano sobre o tarifaço. Perguntas e Respostas Qual foi o objetivo do encontro entre Tarcísio de Freitas e Brian Kemp? O encontro entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o governador da Geórgia, Brian Kemp, ocorreu para celebrar os 30 anos da parceria comercial entre as duas regiões. No entanto, também foi discutido o tarifaço imposto por Donald Trump a produtos brasileiros. O que Tarcísio de Freitas destacou sobre a presença de empresas da Geórgia no Brasil? Tarcísio destacou a presença de 37 empresas da Geórgia no Brasil e mencionou que 40 companhias brasileiras atuam no estado da Geórgia, gerando 12 mil empregos. Qual foi a posição de Tarcísio sobre a diplomacia nas relações entre Brasil e Estados Unidos? Tarcísio enfatizou a importância da diplomacia e do diálogo internacional, afirmando que esse intercâmbio é fundamental para fortalecer laços de amizade e cooperação, ampliando parcerias que trazem resultados concretos para São Paulo e para o Brasil. O que Tarcísio disse sobre a resolução do tarifaço? Tarcísio afirmou que a questão do tarifaço será resolvida a médio e longo prazos, mas ponderou que pode haver uma escalada no curto prazo. Ele ressaltou a importância de estabelecer um canal de diálogo e a necessidade de insistência para resolver o conflito. Como Tarcísio se referiu à necessidade de negociação com os Estados Unidos? Tarcísio mencionou que é necessário “forçar a barra” para negociar e que isso não deve ser visto como uma humilhação para nenhum chefe de Estado, em resposta a comentários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o tema.   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Prévia da inflação tem 1ª deflação em quase dois anos, puxada por energia e alimentos

IPCA-15 ficou em −0,14% no oitavo de 2025; indicador acumula alta de 4,95% nos últimos 12 meses e de 3,26% no ano A prévia da inflação, medida pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15), ficou em −0,14% em agosto, 0,47 ponto percentual abaixo do resultado de julho (0,33%), informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (26). Essa é a primeira deflação registrada pelo índice em mais de dois anos, desde julho de 2023, quando o IPCA-15 ficou em 0,07% No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,26% e, em 12 meses, 4,95%, abaixo dos 5,30% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2024, o IPCA-15 foi de 0,19%. Esse índice se diferencia da inflação oficial, calculada pelo IPCA, pelo período de coleta das informações. Em agosto de 2024, o IPCA-15 foi de 0,19%. IPCA-15 – Luce Costa/Arte R7 Além de Comunicação, os três grupos de maior peso no índice tiveram queda no nível de preços de julho para agosto: Habitação (-1,13% e −0,17 p.p.); Alimentação e bebidas(-0,53% e −0,12 p.p.); e Transportes(-0,47% e −0,10 p.p.). Os demais grupos variaram entre o 0,03% de Artigos de residência e o 1,09% de Despesas pessoais. Energia elétrica A queda registrada no grupo Habitação(-1,13%) veio da contribuição de −0,20 pontos percentuais da energia elétrica residencial, que recuou 4,93% em agosto em decorrência da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto. Porém, em agosto, está em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2, que adiciona R$ 7,87 na conta e luz a cada 100 Kwh consumidos, o que vai influenciar no preço das contas. Alimentos O grupo Alimentação e bebidas (-0,53%) registra queda na média de preços pelo terceiro mês consecutivo, com a alimentação no domicílio recuando 1,02% em agosto. Contribuíram para esse resultado as quedas da: Manga (-20,99%); Batata-inglesa (-18,77%); Cebola (-13,83%); Tomate (-7,71%); Arroz (-3,12%); e Carnes (-0,94%). Já a alimentação fora do domicílio subiu 0,71% em agosto em virtude das altas no lanche (1,44%) e na refeição (0,40%). Transportes O grupo Transportes saiu de 0,67% em julho para queda de 0,47% em agosto. O resultado no grupo foi impulsionado pelas quedas nas passagens aéreas(-2,59%.), no automóvel novo(-1,32%) e na gasolina(-1,14%). Nos combustíveis, também recuaram o óleo diesel(-0,20%), o gás veicular (-0,25%) e o etanol(-1,98%). Perguntas e respostas Qual foi a variação do IPCA-15 em agosto de 2025? A variação do IPCA-15 em agosto de 2025 foi de -0,14%, o que representa uma deflação. Esse resultado é 0,47 ponto percentual inferior ao de julho, que foi de 0,33%. Quando foi a última vez que o IPCA-15 registrou deflação? A última deflação registrada pelo IPCA-15 ocorreu em julho de 2023, quando o índice ficou em 0,07%. Qual é o acumulado do IPCA-15 no ano e nos últimos 12 meses? No ano, o IPCA-15 acumula uma alta de 3,26%. Nos últimos 12 meses, a alta é de 4,95%, abaixo dos 5,30% observados nos 12 meses anteriores. Como o IPCA-15 se diferencia do IPCA? O IPCA-15 se diferencia do IPCA pelo período de coleta das informações. O IPCA é considerado a inflação oficial. Quais grupos tiveram queda nos preços de julho para agosto? Os três grupos de maior peso no índice que tiveram queda nos preços foram Habitação, Alimentação e Bebidas, e Transportes. O que contribuiu para a queda no grupo Habitação? A queda no grupo Habitação, que foi de -1,13%, foi influenciada pela energia elétrica residencial, que recuou 4,93% em agosto devido à incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas emitidas no mês. Qual é a bandeira tarifária em vigor e como ela afeta os preços? Em agosto, está em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2, que adiciona R$ 7,87 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos, o que pode influenciar os preços das contas de energia. Como se comportou o grupo Alimentação e Bebidas em agosto? O grupo Alimentação e Bebidas registrou uma queda de -0,53% pela terceira vez consecutiva, com a alimentação no domicílio recuando 1,02% em agosto. No entanto, a alimentação fora do domicílio subiu 0,71% devido ao aumento no preço do lanche e da refeição. Qual foi a variação do grupo Transportes em agosto? O grupo Transportes teve uma queda de 0,47% em agosto, influenciada pela redução nos preços das passagens aéreas, automóveis novos e gasolina. Quais combustíveis apresentaram queda de preço? Os combustíveis que apresentaram queda de preço foram o óleo diesel (-0,20%), o gás veicular (-0,25%) e o etanol (-1,98%). Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Diretora do Fed se recusa a deixar cargo após ser demitida por Trump

Nesta segunda-feira (25), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que destituiu a diretora do Federal Reserve Lisa Cook de seu cargo devido a uma suposta fraude na documentação de uma hipoteca, ampliando sua pressão para que o banco central americano reduza as taxas de juros. O norte-americano fez o anúncio em uma carta direcionada a Cook publicada em suas redes sociais. Presidentes podem remover membros do Federal Reserve do cargo apenas por justa causa. As leis que descrevem esse motivo geralmente relacionam o termo com ineficiência, negligência e atos ilícitos no cargo. Nesta terça-feira (26), Lisa Cook afirmou que o presidente dos EUA não tem poder para demiti-la e garantiu que não pretende renunciar. A diretora afirmou que “não há motivo legal” para que Trump a demita do cargo. “O presidente Trump alegou ter me demitido ‘por justa causa’ quando não há justa causa prevista em lei, e ele não tem autoridade para fazê-lo”, disse. Ao publicar a ‘carta’ nas redes sociais, Trump disse que a demissão tinha efeito imediato. No entanto, a defesa de Cook disse que o presidente não tem ‘poder’ para tirar a diretora do cargo, já que o Federal Reserve é autônomo e não deve sofrer interferências de governo. “Tomaremos todas as medidas necessárias para impedir a tentativa de ação ilegal [de Trump]”, afirmou o advogado de Cook, Abbe David Lowell. O caso das hipotecas O anúncio de demissão ocorreu depois que o Departamento de Justiça indicou que planeja investigar Cook por uma denúncia de William Pulte, aliado de Trump e diretor da Agência Federal de Financiamento da Habitação, de que ela teria cometido fraude. Lisa Cook é acusada de ter registrado moradia em Estado que oferecia isenção de imposto, onde teria comprado duas casas através de financiamento.   Fonte: R7 Foto: Getty

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