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Categoria: Economia

Alckmin defende fim imediato de tarifas e anuncia novos incentivos para empresas

Segundo ele, se depender do governo brasileiro, o chamado “tarifaço” poderia acabar “amanhã”  O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou neste sábado (23) que o Brasil segue negociando com os Estados Unidos a redução de tarifas sobre mais produtos. Segundo ele, se depender do governo brasileiro, o chamado “tarifaço” poderia acabar “amanhã”.  Durante visita a uma concessionária em São Paulo, Alckmin comemorou os efeitos da alíquota zero do IPI e o aumento das vendas de veículos no país. Ele também destacou a retirada de produtos com aço e alumínio da lista de sobretaxas impostas pelos EUA. Esses itens passam agora a ser enquadrados na Seção 232, com alíquota semelhante à aplicada a outros países, exceto Estados Unidos e Reino Unido.  “Isso ajuda na competitividade de tudo o que tem aço e alumínio: máquinas, retroescavadeiras, motocicletas, produtos industriais”, explicou.  O vice-presidente anunciou ainda a ampliação do plano de contingência para empresas impactadas pelas tarifas. O BNDES aumentou de R$ 30 bilhões para R$ 40 bilhões o crédito disponível para o setor. “Vamos atender mais empresas, mesmo aquelas que não exportam tanto”, afirmou.  Alckmin ressaltou que as negociações com a Casa Branca continuam e que há margem para incluir novos produtos na lista de isenções ou reduzir alíquotas já aplicadas. Questionado sobre contrapartidas, não descartou a possibilidade de combustíveis entrarem nas conversas.  Ele também mencionou outros eixos de cooperação em andamento, como biocombustíveis, minerais estratégicos e o mercado de Cbios, com participação de empresas norte-americanas.  Na próxima terça-feira (27), Alckmin viajará ao México para ampliar a parceria comercial entre os dois países. O vice-presidente destacou o superávit brasileiro na balança comercial com os mexicanos e apontou espaço para expansão em setores como energia, agroindústria, biocombustíveis e equipamentos médicos. (Renan Isaltino) Fonte e Foto: R7

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Do etanol ao Pix: veja 6 pontos da resposta do Brasil à investigação comercial dos EUA

Em documento enviado a Washington, governo nega práticas desleais e rebate críticas sobre tarifas, corrupção e desmatamento O governo brasileiro enviou resposta formal à Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), rejeitando as alegações presentes na investigação aberta contra o país. O inquérito norte-americano apura supostas práticas comerciais desleais do Brasil em relação a empresas dos EUA. A ação tem como foco áreas como sistema de pagamentos, tarifas preferenciais, etanol, combate à corrupção, propriedade intelectual e desmatamento ilegal. Segundo a USTR, o objetivo é verificar se atos, políticas e práticas do governo brasileiro são injustificáveis ou discriminatórios, impondo restrições ao comércio norte-americano. No documento, com mais de 90 páginas, o governo negou irregularidades e argumentou que as críticas decorrem de interpretação unilateral, fora das regras da OMC (Organização Mundial do Comércio). A posição brasileira sustenta que as medidas contestadas não prejudicam empresas dos Estados Unidos e, em diversos casos, fortalecem a integração econômica bilateral. Veja os principais pontos da resposta: Etanol O Brasil afirmou não aplicar barreiras injustas contra o etanol norte-americano e denunciou disparidade tarifária: enquanto o produto dos EUA enfrenta tarifa de 18% para entrar no mercado brasileiro, o etanol nacional paga 52,5% ao ser exportado para os Estados Unidos. O governo destacou que Washington mantém subsídios volumosos, incluindo créditos tributários que reduzem custos de produtores de milho, distorcendo a concorrência. “Os Estados Unidos são o único país estrangeiro para o qual a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) elabora relatórios específicos, visando facilitar a participação de produtores de etanol norte-americanos no programa Renovabio”, informou o documento. Pix O relatório defende o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central, contestando alegações de favorecimento a empresas brasileiras. Segundo o governo, o Pix é infraestrutura pública aberta a todas as instituições, inclusive estrangeiras, e já é utilizado por diferentes companhias. “De fato, diferentes governos estão tomando a iniciativa de fornecer a infraestrutura para pagamentos eletrônicos instantâneos, incluindo a União Europeia, a Índia e os Estados Unidos. O Federal Reserve [Banco Central dos EUA], em particular, introduziu recentemente o FedNow, sistema com funcionalidades semelhantes ao Pix”, registrou o Itamaraty. O documento ressalta que o sistema ampliou inclusão financeira, reduziu custos e aumentou a concorrência. “As políticas do Brasil não restringem operações nem prejudicam a competitividade de empresas americanas em serviços de pagamento eletrônico. Não há tratamento diferenciado a provedores estrangeiros nem barreiras de licenciamento ou operacionais específicas a provedores dos EUA.” Combate à corrupção O Itamaraty rejeitou críticas sobre afrouxamento de mecanismos de fiscalização, citando avanços institucionais, como atuação da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), além de novas leis fortalecendo responsabilização de empresas e autoridades. “O USTR alega que o sistema de acordos de leniência é ‘opaco’. Ao contrário, há reconhecimento internacional de que o sistema brasileiro é transparente, navegável e eficaz para incentivar cooperação de empresas que violaram normas do Conselho de Controle de Atividades Financeiras.” Propriedade intelectual e pirataria Na área de patentes e direitos autorais, o Brasil afirmou seguir padrões internacionais, sem discriminar empresas estrangeiras. O documento mencionou cooperação entre escritórios de propriedade intelectual dos dois países e fortalecimento da legislação para coibir violações. O relatório citou a Rua 25 de Março como ponto histórico de comércio ilegal de mercadorias. Apesar de ações policiais, a área permanece como um dos principais centros de produtos falsificados no país, sem penalidades efetivas para desestimular o mercado ilegal. A crítica inclui demora no exame de pedidos de patente, especialmente na farmacêutica, e persistência de conteúdo pirateado em plataformas locais. Desmatamento ilegal O governo rebateu acusação de conivência com desmatamento ilegal, alegando que dados de satélite e operações de fiscalização indicam queda nos índices recentes. O Brasil sustenta cumprimento de compromissos ambientais assumidos em acordos multilaterais. “O governo brasileiro empreende esforços ativos e coordenados para reprimir o desmatamento ilegal e eliminar completamente a parcela mínima de produtos provenientes de terras desmatadas ilegalmente em suas cadeias de suprimentos”, afirma o texto. O documento é assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reforçando soberania sobre a Amazônia e abertura para cooperação internacional. Tarifas e acordos comerciais Os Estados Unidos acusam o Brasil de tratamento preferencial a parceiros, como Índia e México, por meio do Mercosul. A resposta lembrou que a relação bilateral é majoritariamente livre de tarifas: mais de 70% dos produtos americanos entram no Brasil sem imposto, e os EUA mantêm superávit crescente na balança de bens. Em 2024, exportações dos EUA para o Brasil somaram US$ 49,7 bilhões, contra US$ 42,3 bilhões importados. Perguntas e respostas Qual foi a resposta do governo brasileiro à investigação comercial dos EUA? O governo brasileiro enviou uma resposta formal à representação comercial dos Estados Unidos (USTR), rejeitando as acusações feitas na investigação aberta contra o país. O inquérito americano investiga supostas práticas comerciais desleais do Brasil em relação a empresas americanas. Quais áreas estão sendo alvo da investigação americana? A investigação abrange áreas como sistema de pagamentos, tarifas preferenciais, etanol, combate à corrupção, propriedade intelectual e desmatamento ilegal. O que o Brasil argumenta sobre as tarifas do etanol? O Brasil afirma que não pratica barreiras injustas contra o etanol dos Estados Unidos, mas destaca a disparidade nas tarifas: enquanto o etanol americano paga uma tarifa de 18% para entrar no Brasil, o etanol brasileiro enfrenta uma alíquota de 52,5% ao ser exportado para os EUA. Como o governo brasileiro defende o sistema de pagamentos instantâneos? O governo defende o sistema de pagamentos instantâneos, conhecido como Pix, afirmando que é uma infraestrutura pública aberta a todas as instituições, incluindo estrangeiras. O Itamaraty menciona que o sistema ampliou a inclusão financeira, reduziu custos e gerou mais competição. Quais são as alegações do Brasil sobre a fiscalização e combate à corrupção? O governo brasileiro rejeita críticas sobre a fiscalização, citando avanços institucionais e novas leis que fortalecem a responsabilização de empresas e autoridades. O documento menciona que o sistema de acordos de leniência é considerado transparente e eficaz pela comunidade internacional. Como o Brasil

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Justiça libera R$ 2,8 bilhões em atrasados para aposentados e pensionistas do INSS

Somente quem moveu ação judicial tem direito a receber os atrasados O Conselho da Justiça Federal (CJF) autorizou, nesta quinta-feira (21), o pagamento de R$ 2,8 bilhões em atrasados a aposentados e pensionistas do INSS. A medida envolve 133.871 processos e beneficiará 180.325 pessoas em todo o país. Os valores são destinados a segurados que entraram na Justiça pedindo revisões de aposentadorias, pensões, auxílio-doença e outros benefícios. Somente quem moveu ação judicial tem direito a receber os atrasados. Além das causas previdenciárias, o CJF também liberou recursos para outros tipos de ações, totalizando R$ 3,3 bilhões, distribuídos em 220.532 processos e contemplando 280.928 beneficiários. Os pagamentos serão feitos por meio das Requisições de Pequeno Valor (RPVs), que correspondem a atrasados de até 60 salários mínimos (R$ 91 mil em 2025). Valores acima desse limite entram na categoria de precatórios. O CJF esclareceu que cabe aos Tribunais Regionais Federais (TRFs) definir, de acordo com seus cronogramas, a data em que o dinheiro será depositado nas contas dos beneficiários. Para saber quando o valor estará disponível para saque, o segurado deve consultar a seção de RPVs no portal do TRF responsável por sua região. (Renan Isaltino) Fonte: R7

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Parcela de famílias que pagam aluguel sobe 25% em 8 anos, mostra IBGE

Apesar de a maioria dos brasileiros morar em casa própria já quitada, o país assistiu, nos últimos oito anos, crescer em 25% a proporção de famílias que pagam de aluguel. Ao mesmo tempo, a parcela de lares que podem ser chamados de “meu” diminuiu 8%. Em 2016, quando o país tinha 66,7 milhões de domicílios, 12,3 milhões eram alugados, o que representa 18,4% dos lares. Em 2024, o Brasil tinha 77,3 milhões de residências, sendo 23% deles (7,8 milhões) alugados. Esse aumento de 4,6 pontos percentuais equivale a 25%. Em relação à casa própria já paga, a proporção caiu de 66,8% para 61,6% no período. Em 2024, o país tinha 47,7 milhões de residências próprias. A constatação faz parte de uma edição especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em número absoluto de moradores, os que pagavam aluguel passaram de 35 milhões para 46,5 milhões em oito anos. Já os que moravam em casa própria quitada diminuíram de 137,9 milhões para 132,8 milhões no período. Concentração De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, a evidência de que há mais pessoas pagando aluguel proporcionalmente é indício de concentração de riqueza. “É uma concentração da posse de domicílios para um grupo menor”, diz. Segundo ele, o aumento da concentração é “algo histórico e social”. “Se não se criam oportunidades para a população adquirir o seu imóvel, e a pessoa continua querendo ter sua independência, ter sua família, como faz isso se não consegue adquirir um bem? Ela tem que partir para o aluguel”, analisa. O pesquisador, no entanto, reconhece que dados recentes, do próprio IBGE, mostram crescimento no rendimento dos brasileiros. Ele acredita que, se for mantida a evolução por longo prazo, as pessoas terão mais condições para ter a casa própria. “As condições para as pessoas avançarem na compra de domicílios vai acontecer”, projeta. Kratochwill pondera ainda que há casos de pessoas que “alugam seu próprio apartamento para morar em outro alugado”. A Pnad identificou também que, em 2024, 6% dos domicílios eram próprios, mas ainda sendo pagos; 9,1%, cedidos; e 0,2% em “outra condição”. Distribuição percentual dos domicílios em 2024 – por condição de ocupação Já quitado pelo morador 61,6% Alugado 23% Ainda sendo pago 6% Cedido 9,1% Outra condição 0,2% Troca de casa por apartamento O IBGE constatou que nos últimos anos, o brasileiro tem trocado casa por apartamento. Em 2016, 13,7% dos domicílios eram apartamentos. Oito anos depois, a proporção subiu para 15,3% dos 77,3 milhões de residências. As casas ainda são imensa maioria, mas, em proporção, caíram de 86,1% para 84,5%. Em 2024, eram 183,3 milhões de brasileiros morando em casas; e 28,2 milhões, em apartamentos. De acordo com Kratochwill, a proporção crescente de brasileiros em apartamentos faz parte do processo de concentração urbana existente. “As pessoas querem viver próximo ao seu trabalho, aos serviços, às benesses que o centro urbano produz. Como o espaço terra é limitado, a maneira que há de crescer é aumentar a produtividade da terra, ou seja, constrói vários imóveis um em cima do outro, são os apartamentos”, explica. O pesquisador atribuiu também como um dos fatores da tendência o elemento “violência”. “Às vezes, os condomínios buscam aumentar a segurança para os residentes, dando infraestrutura de lazer nesses empreendimentos. Então, tudo isso incentiva a construção de apartamentos em detrimento de casas.” A Pnad identificou 0,2% dos lares sendo “habitação em casa de cômodo, cortiço ou cabeça de porco”, tanto em 2016 quanto em 2024. População total A edição especial da pesquisa identificou que o país tinha 211,9 milhões de habitantes em 2024. Quase metade (42%) dos moradores vivia na Região Sudeste em 2024. São Paulo é o estado com maior número de moradores, quase 46 milhões de pessoas, o que representa 22% da população do país.   Fonte: Agência Brasil Foto: Andre Borges/Agência Brasília

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Instituto de Finanças Internacionais diz que tarifaço já afeta preços nos Estados Unidos

O Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) afirma que as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump estão “claramente” alimentando a inflação americana, com os preços de importação e de produtores subindo à medida que os estoques de reserva se esgotam. A análise foi publicada em relatório nesta quinta-feira (21). De acordo com a nota, também as restrições à imigração nos EUA estão apertando a oferta de mão de obra, o que reduz o ponto de equilíbrio da criação de empregos e distorce sinais. Para o instituto, com as tarifas elevando os custos e as restrições à imigração apertando a oferta de mão de obra, a questão da política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) não é sobre se é hora de cortar os juros, mas sobre quando as reduções podem começar sem o Fed perder sua credibilidade. “O Fed está limitado de cortar sem uma desinflação mais clara, mas enfrentando riscos crescentes de inflação impulsionada pela oferta”, diz o texto, ao ressaltar que a questão-chave não é quando a inflação cairá, mas se ela subirá novamente antes que o crescimento desacelere de maneira firme. O IIF ainda avalia que a demanda parece resiliente, embora sinais de estresse estejam surgindo entre as famílias de baixa renda. Ainda de acordo com o relatório, a manufatura e a construção privada estão enfraquecendo sob o peso das tarifas e das condições financeiras mais restritivas. Qual é a afirmação do Instituto de Finanças Internacionais sobre as tarifas impostas por Donald Trump? O Instituto de Finanças Internacionais (IIF) afirma que as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump estão “claramente” alimentando a inflação americana, com os preços de importação e de produtores subindo à medida que os estoques de reserva se esgotam. Como as restrições à imigração estão impactando a economia dos Estados Unidos? As restrições à imigração nos EUA estão apertando a oferta de mão de obra, o que reduz o ponto de equilíbrio da criação de empregos e distorce sinais econômicos. Qual é a posição do IIF sobre a política monetária do Federal Reserve? O IIF sugere que a questão da política monetária do Federal Reserve (Fed) não é se é hora de cortar os juros, mas sim quando as reduções podem começar sem que o Fed perca sua credibilidade, dado que as tarifas estão elevando os custos e as restrições à imigração estão limitando a oferta de mão de obra. Quais são os riscos enfrentados pelo Federal Reserve segundo o relatório? O relatório destaca que o Fed está limitado a cortar juros sem uma desinflação mais clara, enfrentando riscos crescentes de inflação impulsionada pela oferta. A questão-chave não é quando a inflação cairá, mas se ela subirá novamente antes que o crescimento desacelere de maneira firme. Como está a demanda e quais setores estão sendo afetados? A demanda parece resiliente, embora sinais de estresse estejam surgindo entre as famílias de baixa renda. O relatório também menciona que a manufatura e a construção privada estão enfraquecendo sob o peso das tarifas e das condições financeiras mais restritivas.   Fonte: R7 Foto: Daniel Torok/Official White House Photo

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Após demanda de prefeitos, Estado garante incentivos para indústria eletroeletrônica da RMC

Medida garante competitividade frente à Zona Franca de Manaus e preserva empregos e arrecadação na RMC O Governo do Estado de São Paulo acatou uma reivindicação dos prefeitos da Região Metropolitana de Campinas (RMC) e renovou os incentivos fiscais para a indústria eletroeletrônica, o que beneficia empresas do ramo localizadas na RMC. A informação foi divulgada durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento da RMC, nesta quarta-feira, 20 de agosto. O decreto estadual foi publicado no Diário Oficial (https://doe.sp.gov.br/) no dia 12 de agosto. “Isso tem que ser muito comemorado por todos nós. Ele é fruto de uma mobilização dos prefeitos da RMC para manter os incentivos fiscais para a indústria eletroeletrônica”, afirmou o prefeito de Campinas, Dário, que também é presidente do Conselho da RMC. “Se esses incentivos, que tinham data para terminar, não fossem renovados, nós correríamos um risco sério de perder grandes empresas do ramo”, explicou. Ainda segundo o mandatário, sem os benefícios, a região perderia a competitividade com relação aos produtos fabricados principalmente na Zona Franca de Manaus. “Foi uma vitória do Conselho de Desenvolvimento da RMC e da Agencamp (Agência Metropolitana de Campinas), que por meio da mobilização com ofícios, reuniões e pressão, no bom sentido, conseguimos manter esse benefício e as empresas em nossos territórios”, completou. Benefícios fiscais Sem os benefícios fiscais, os produtos fabricados por empresas da região ficariam entre 6% e 12% mais caros que os fabricados na Zona Franca de Manaus. Além da variação de preços, a saída das empresas do Estado de São Paulo geraria desemprego e queda na arrecadação, em especial do ICMS. Tarifaço Durante a reunião desta quarta-feira, os prefeitos também debateram os impactos que as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos importados do Brasil causam na economia dos municípios da RMC. Estudo apresentado pela Secretaria de Finanças de Campinas aponta que na região, 17% do que é exportado vai para os norte-americanos; deste total, 55% serão taxados em 50%. O Conselho deliberou como estratégia discutir, com os governos estadual e federal, medidas compensatórias para amenizar uma possível queda de arrecadação. Foto: Prefeitura de Campinas

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EUA e UE anunciam estrutura para acordo comercial e tarifário

Os EUA e a União Europeia (UE) anunciaram nesta quinta-feira (21) a estrutura para um acordo comercial e tarifário. Em comunicado publicado pela Casa Branca, é destacado que o “esboço” consolidará a relação comercial e de investimento entre as partes e revigorará a reindustrialização das economias envolvidas. “(O esboço) reflete o reconhecimento, pela UE, das preocupações dos EUA e nossa determinação conjunta em resolver nossos desequilíbrios comerciais e liberar todo o potencial de nosso poder econômico combinado”, diz o comunicado. Pelo que foi acertado, o bloco europeu deve eliminar tarifas sobre todos os produtos industriais americanos e fornecer acesso preferencial ao mercado para uma ampla gama de frutos do mar e produtos agrícolas dos EUA. Washington, por sua vez, reiterou o teto tarifário de 15% sobre a maioria dos produtos da UE, mesma alíquota para automóveis e peças de automóveis. Em relação ao aço, alumínio e produtos derivados, a nota diz que as partes podem considerar a possibilidade de cooperar para proteger seus respectivos mercados internos do excesso de capacidade, ao mesmo tempo em que garantem cadeias de suprimentos seguras entre si, inclusive por meio de soluções de cotas tarifárias. O comunicado não menciona alívio tarifário para bebidas alcoólicas da UE, mas ressalta que os lados se comprometem a “trabalhar em conjunto para reduzir barreiras não tarifárias” e a “tratar barreiras comerciais digitais injustificadas”. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o acordo entre EUA e UE gera previsibilidade para as empresas e consumidores europeus, bem como estabilidade na maior parceria comercial do mundo. “Este acordo comercial UE-EUA beneficia nossos cidadãos e empresas e fortalece as relações transatlânticas”, escreveu, em publicação no X. O comissário de Comércio da UE, Maros Sefcovic, por sua vez, disse que está explorando isenções adicionais no comércio com os EUA e que a Comissão tomará medidas para expandir o acesso ao mercado de frutos do mar e produtos agrícolas dos EUA.   Fonte: R7 Foto: Simon Wohlfahrt / AFP

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Governo começa a transferir empréstimos antigos para app do consignado

Os trabalhadores com operações antigas de crédito consignado podem começar a fazer a portabilidade sem sair de casa, por meio do celular. Nesta quinta-feira (21), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) transferirá cerca de 4 milhões de contratos antigos para a plataforma Crédito do Trabalhador, que fornece crédito com juros mais baixos a trabalhadores com carteira assinada. A migração para o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, que hospeda o Crédito do Trabalhador, vai até novembro. Os contratos antigos pertencem a funcionários que trabalham ou trabalhavam em empresas que tinham parcerias com bancos para oferecer empréstimos com desconto das parcelas no salário. Esse modelo será extinto em novembro. No modelo antigo, as empresas privadas tinham de fazer convênios com determinado banco para possibilitar o desconto na folha de pagamento. O trabalhador CLT tinha a opção de pegar o crédito consignado apenas na instituição com a qual o empregador assinou o convênio e compartilhou os dados funcionais. Com o Programa Crédito do Trabalhador, mais de 70 bancos e instituições financeiras poderão ter acesso ao perfil de trabalhadores com carteira assinada por meio do eSocial, sistema eletrônico obrigatório que unifica informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais de empregadores e empregados de todo o país. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o volume de crédito consignado privado poderá ultrapassar os R$ 120 bilhões neste ano. Desde junho, o trabalhador pode fazer a portabilidade de operações antigas do crédito consignado privado, escolhendo a instituição financeira que oferecer as melhores condições (como juros baixos e parcelas reduzidas). O processo, no entanto, só podia ser feito por meio do aplicativo do banco ou nas agências bancárias. A migração das operações antigas para a plataforma Crédito do Trabalhador, disponível no aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou na página de mesmo nome na internet, será feita pela Dataprev, estatal contratada pelo Ministério do Trabalho e Emprego para elaborar a plataforma. Ampliação Essa é a quarta etapa de ampliação da portabilidade da nova linha de consignado para trabalhadores CLT. Em abril, o trabalhador podia trocar dívidas caras por mais baratas dentro do mesmo banco. Em maio, começou a valer a migração do consignado para CLT entre bancos diferentes. Desde junho, o trabalhador que contratou a nova modalidade de consignado privado pode trocar de instituição financeira, escolhendo a que oferecer juros mais baixos. Nessa etapa, qualquer dívida de qualquer banco pode ser migrada, inclusive as linhas do Crédito do Trabalhador contratadas desde março. No entanto, o procedimento podia ser feito apenas nos aplicativos e nos sites das mais de 70 instituições financeiras habilitadas no programa. Também chamada de Consignado para CLT, a nova modalidade emprestou, até o fim da semana passada, R$ 27,8 bilhões a 3.919.679 trabalhadores. Foram assinados 5.643.384 contratos, com juros médios de 3,58% ao mês. Cerca de 60% das operações atendem a trabalhadores que ganham até quatro salários mínimos. Como funciona No aplicativo Carteira de Trabalho Digital, o trabalhador autoriza o compartilhamento de seus dados (como CPF, tempo de empresa e margem disponível). Em até 24 horas, instituições financeiras enviam ofertas de crédito; O trabalhador escolhe a melhor proposta, com juros menores; As parcelas são descontadas diretamente na folha de pagamento; Até 35% da renda mensal podem ser comprometidos com o empréstimo. Como pedir a portabilidade Verificar se o banco de destino oferece o novo consignado para CLT; Pedir a portabilidade nos canais digitais da instituição (site ou aplicativo); A partir de 21 de agosto, a portabilidade também pode ser pedida no aplicativo Carteira de Trabalho, com migração gradual até novembro; A nova instituição quita a dívida anterior e assume o crédito automaticamente, com os juros e os prazos da nova linha. Fonte: Agência Brasil Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

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Dólar recua a R$ 5,47 após tensões com Lei Magnitsky; bolsa tem leve recuperação

Moeda norte-americana se afasta da barreira de R$ 5,50, enquanto Ibovespa fecha acima de 134 mil pontos  Após um dia de correções no mercado financeiro brasileiro e internacional, o dólar comercial caiu nesta quarta-feira (20) e encerrou vendido a R$ 5,473, com recuo de R$ 0,026 (-0,48%). Durante a sessão, a moeda chegou a operar na mínima de R$ 5,46, por volta das 14h. Em agosto, o dólar acumula queda de 2,28% e, em 2025, registra desvalorização de 11,44%.  No mercado de ações, o índice Ibovespa fechou aos 134.666 pontos, alta de 0,17%. Apesar da leve recuperação, as ações de bancos, que sofreram forte queda na terça-feira (19), não conseguiram recuperar totalmente as perdas. Fatores internacionais e internos  O movimento de queda do dólar foi influenciado pela valorização de moedas de países emergentes devido à alta do petróleo e às expectativas de cortes de juros nos Estados Unidos, reforçadas por novas ofensivas do governo Donald Trump contra uma dirigente do Federal Reserve (Fed).  No cenário doméstico, a cotação da moeda chegou a perder força após declarações do ministro do STF Alexandre de Moraes, que alertou que bancos brasileiros poderiam ser punidos se aplicassem sanções dos EUA. As tensões recentes decorrem da decisão do ministro Flávio Dino, condicionando o cumprimento de leis estrangeiras no Brasil à autorização da Justiça brasileira. A medida, que se referia a mineradoras, pode impactar bancos que operam nos EUA e que seriam afetados por sanções norte-americanas contra Moraes. Lei Magnitsky e sanções  As sanções previstas pelos Estados Unidos incluem o bloqueio de contas, bens e interesses dentro da jurisdição norte-americana, além da proibição de entrada no país. A decisão de Dino gerou forte volatilidade na bolsa na terça-feira, principalmente no setor bancário.  Em reação, o ministro afirmou que a queda no mercado financeiro não está relacionada a sua decisão: “Não sabia que eu era tão poderoso, R$ 42 bilhões de especulação financeira. A sorte é que a velhice ensina a não se impressionar com pouca coisa. É claro que uma coisa não tem nada a ver com a outra”, disse.  A combinação de fatores internos e externos ajudou a estabilizar o dólar e trouxe leve recuperação ao mercado de ações nesta quarta-feira, afastando a moeda da barreira psicológica de R$ 5,50. (Renan Isaltino) Fonte: Agência Brasil Foto: reprodução Record

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Prefeitos da RMC discutem impactos do tarifaço dos EUA sobre exportações

Reunião em Campinas aponta risco de queda na arrecadação e aumento do desemprego na região, que exporta mais de US$ 5 bilhões por ano  Os prefeitos da Região Metropolitana de Campinas (RMC) se reuniram nesta quarta-feira (20), na PUC-Campinas, para discutir os impactos da tarifa de até 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida, anunciada pelo presidente Donald Trump, foi o principal tema da reunião extraordinária do Conselho de Desenvolvimento da RMC.  De acordo com a Secretaria de Finanças de Campinas, cerca de 17% de tudo o que a região exporta tem como destino o mercado norte-americano. Entre 2020 e 2024, foram em média US$ 250 milhões por ano em vendas para os EUA, o equivalente a aproximadamente R$ 1 bilhão no período.  “O trabalho que apresentamos mostra, cidade por cidade, o impacto que essa taxação pode causar. É fundamental que os gestores tenham clareza do que está em jogo, porque uma redução das exportações implica queda de arrecadação e risco de desemprego”, afirmou o prefeito de Campinas e presidente da RMC, Dário Saadi. Impacto nos municípios  O levantamento aponta que dos US$ 5,2 bilhões exportados pela região no período de 2020 a 2024, cerca de US$ 870 milhões foram destinados aos EUA. Só em 2025, as exportações da RMC somaram US$ 2,6 bilhões, dos quais US$ 422 milhões tiveram como destino o mercado norte-americano.  Segundo o estudo, 55% dos produtos exportados pelas cidades da região estão entre os itens atingidos pela taxação de 50%.  Em Santo Antônio da Posse, o impacto tende a ser ainda maior, já que mais de 80% das exportações locais vão para os Estados Unidos. O principal item é a carne, um dos produtos que sofrerá a taxação. “A curto prazo, a grande preocupação é o desemprego. A médio prazo, a queda na arrecadação. Estamos aqui para pedir união e reforçar o apelo para que o governo federal e estadual olhem não só para as grandes cidades, mas também para os pequenos e médios municípios”, disse o prefeito da cidade, Ricardo Cortez. Produtos atingidos  Entre os principais produtos exportados pela RMC que serão afetados pelo tarifaço estão: carne, medicamentos, peças e equipamentos pesados (como pás mecânicas, escavadoras e carregadoras)   Outras frentes de atuação  Além da mobilização regional, Campinas participa da Comissão Nacional de Cidades Exportadoras, que busca diálogo com o governo federal para reduzir os efeitos das tarifas. No início de agosto, prefeitos e representantes da comissão entregaram ao vice-presidente Geraldo Alckmin um documento com propostas, entre elas: ampliação do programa Reintegra, que devolve tributos às empresas exportadoras, apoio a pequenas e médias empresas, busca por novos mercados internacionais para compensar as perdas.  “Somos uma região exportadora, com forte presença da indústria e do agronegócio. Se as exportações caírem, vamos sentir diretamente no caixa das prefeituras e no mercado de trabalho”, alertou Dário Saadi. Entenda o tarifaço dos EUA  O tarifaço imposto por Washington adiciona 40% às tarifas já existentes sobre produtos brasileiros, elevando a taxação a até 50%. Apesar de uma lista de quase 700 itens isentos – como aeronaves, suco de laranja, combustíveis e madeira –, a medida deve atingir em cheio setores estratégicos da economia, especialmente em regiões exportadoras como Campinas e sua RMC, composta por 20 municípios e mais de 3 milhões de habitantes. Foto: divulgação Prefeitura de Campinas

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