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Governo publica MP das alíquotas do Imposto Seletivo para 2027

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Categoria: Economia

Governo publica MP das alíquotas do Imposto Seletivo para 2027

Medida, que vigora em fevereiro, está no Diário Oficial da União O governo federal publicou, nesta quarta-feira (4), a Medida Provisória 1.399/2026. O texto define as alíquotas e normas complementares do Imposto Seletivo, que incidirá sobre bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, a partir de 2 de fevereiro de 2027.  O tributo foi instituído pela Emenda Constitucional 132/2023, conhecida como Reforma Tributária, e substituirá o Imposto sobre Bens Industrializados (IPI). A MP publicada no Diário Oficial define as regras de transição do atual modelo tributário para o novo sistema. O regime estabelecido pelo texto terá caráter temporário e ficará em vigor até 31 de dezembro de 2027. Nesse período de 11 meses, as alíquotas do Imposto Seletivo aplicáveis a veículos, aeronaves, embarcações, produtos fumígenos, bebidas alcoólicas e bebidas açucaradas corresponderão às atuais alíquotas do IPI, após a aplicação de fatores específicos de conversão. Segundo a Casa Civil da Presidência da República, a MP estabelece critérios de sustentabilidade e eficiência energética para a definição das alíquotas incidentes sobre veículos, aeronaves e embarcações. Algumas categorias de veículos terão alíquota zero, incluindo aqueles adquiridos por pessoas com deficiência ou com transtorno do espectro autista e por motoristas profissionais que utilizem o automóvel na categoria de aluguel (táxi). Também terão o benefício os veículos com registro de versão sustentável, concedido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O Imposto Seletivo também incidirá sobre caminhões com peso bruto total igual ou superior a 3.500 quilos, exceto picapes, além de veículos, aeronaves e embarcações com características técnicas específicas destinados ao uso operacional das Forças Armadas ou dos órgãos de segurança pública. Bens minerais extraídos terão alíquotas reduzidas a zero até 31 de dezembro de 2027. O regime permanente para esses itens será objeto de discussão legislativa específica. Loterias como Mega-Sena, Lotofácil e Loteca terão alíquota de 0,5%. Junto a essa medida provisória será apresentada ao Congresso proposta de emenda à Constituição (PEC) para prorrogar a incidência do IPI incidente sobre bens prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, até que haja pleno efeito do Imposto Seletivo. O objetivo é evitar a desoneração sobre produtos gravosos à saúde. Um eventual aumento da arrecadação estimada com o Imposto Seletivo será compensado por redução equivalente da alíquota de referência e da arrecadação estimada da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). O oposto ocorrerá se houver queda na arrecadação. As alíquotas definitivas, a serem aplicadas a partir de 1º de janeiro de 2028, serão discutidas no Congresso. O governo deve apresentar ao Legislativo um projeto de lei até 31 de maio de 2027, com a definição dessas taxas.   Fonte: Agência Brasil Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF

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Esquenta Black Friday: confira orientações do Procon Campinas ao consumidor

Comparar valores, conferir as condições de pagamento e desconfiar de descontos muito altos estão entre as principais recomendações A Black Friday será realizada no dia 27 de novembro, mas muitas lojas já começaram a oferecer descontos para atrair consumidores. É o chamado “Esquenta Black Friday”, período que pode trazer boas oportunidades de compra, mas também exige atenção. O Procon Campinas orienta a população a pesquisar preços, comparar ofertas e verificar as condições de pagamento antes de fechar negócio. Uma das principais recomendações é acompanhar os preços dos produtos desejados antes de aproveitar as promoções. “A pesquisa ajuda o consumidor a identificar se o desconto anunciado é realmente vantajoso. Também é importante comparar os valores em diferentes estabelecimentos e considerar o custo do frete, que pode tornar a compra mais cara”, destacou o diretor do Procon Campinas, Paulo Giglio. Ainda, segundo ele, é importante que o consumidor não compre por impulso, apenas porque viu um anúncio de promoção. “Pesquisar e comparar preços é a melhor maneira de saber se o desconto realmente vale a pena. Também é fundamental conferir as condições da oferta e desconfiar de preços muito abaixo dos praticados no mercado. Uma compra consciente pode evitar muitos problemas”, comentou Giglio. Atenção às compras pela internet Nas compras online, o cuidado deve ser redobrado. O Procon recomenda evitar links de promoções recebidos por aplicativos de mensagens, e-mails ou redes sociais. O mais seguro é acessar diretamente o site oficial da empresa. Outra orientação é conferir os dados do destinatário antes de realizar pagamentos por Pix ou boleto, para evitar golpes. O consumidor também deve observar se o desconto anunciado corresponde ao valor efetivamente cobrado. Quando a loja informa uma redução de 20%, por exemplo, o preço final deve refletir esse percentual. Além disso, o estabelecimento precisa apresentar de forma objetiva o preço original e o valor promocional. A divulgação de produtos com expressões como “preço inbox” ou “preço por direct” também merece atenção. A legislação exige que os preços sejam informados de maneira clara e visível, inclusive no comércio eletrônico. Parcelamento e garantia estendida Antes de parcelar uma compra, o consumidor deve verificar o preço à vista, o valor total a ser pago, a taxa de juros, o número de parcelas e o valor de cada prestação. Essas informações devem ser apresentadas de forma clara pelo fornecedor. Outro cuidado é com a garantia estendida. O serviço é opcional e não pode ser incluído automaticamente na compra nem imposto como condição para a concessão de descontos. Trocas e direito de arrependimento As trocas são outro ponto que merece atenção. A substituição de produtos por motivos de preferência, como cor, tamanho ou modelo, não é obrigatória por lei, mas pode ser oferecida pelo estabelecimento. Nesse caso, as condições devem ser informadas previamente. Já nas compras realizadas fora do estabelecimento comercial, como pela internet ou telefone, o consumidor tem direito de se arrepender da compra em até sete dias, contados do recebimento do produto ou da assinatura do contrato, com devolução dos valores pagos. Prazo de entrega A empresa deve informar, antes da conclusão da compra, quando o produto será entregue e cumprir o período anunciado. Deixar de informar o prazo ou estabelecer uma data somente depois da compra pode caracterizar prática abusiva, conforme o Código de Defesa do Consumidor. Guarde os comprovantes Outra recomendação do Procon é que as pessoas guardem anúncios, notas fiscais, comprovantes de pagamento e capturas de tela das ofertas, com preços e condições anunciadas. “Esses documentos são importantes caso o consumidor precise solicitar o cumprimento de uma oferta ou registrar uma reclamação”, explicou o diretor do Procon. Reclamações e denúncias Reclamações e denúncias podem ser feitas nos postos presenciais ou pelo site https://procon.campinas.sp.gov.br/ ou pelo telefone 151.   Foto: Divulgação/Prefeitura de Campinas

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Banco Central mantém juros básicos em 13,75% ao ano

Com El Niño e alta do dólar, Copom parou de cortar Taxa Selic As tensões em torno do câmbio e do fenômeno climático El Niño fizeram o Banco Central (BC) botar o pé no freio. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 13,75% ao ano. Em comunicado, o Copom informou que as incertezas se ampliaram nas últimas semanas e que as expectativas de inflação continuam acima da meta. O órgão não deu pistas sobre a trajetória dos juros nas próximas reuniões. “O contexto atual, caracterizado por taxa Selic substancialmente contracionista, aumento significativo das incertezas em torno do cenário base, expectativas de inflação mais elevadas, e desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada, apresenta um cenário desafiador para a política monetária, demandando serenidade e cautela na sua condução”, destacou o BC. A decisão surpreendeu o mercado financeiro, que esperava um corte de 0,25 ponto percentual. No entanto, uma parte das instituições apostavam na manutenção da taxa. De junho de 2025 a março de 2026, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. Desde abril, o Copom cortou os juros cinco vezes, num cenário de queda da inflação. No entanto, o agravamento da guerra no Oriente Médio, o início do fenômeno El Niño e a recente instabilidade cambial dificultam o trabalho do órgão. O Copom está desfalcado porque o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Diego Guillen, expirou no fim de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não encaminhou as indicações dos substitutos ao Congresso Nacional. Inflação A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em outubro, o IPCA-15, prévia do índice oficial ficou em 0,32%, beneficiado pela queda nas contas de luz. No acumulado de 12 meses, o índice subiu de 4,5% para 4,62%, acima do teto da meta de inflação. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará o IPCA cheio de setembro no próximo dia 12. Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro de 2025, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%. No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em novembro de 2026, a inflação desde dezembro de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em dezembro de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de janeiro de 2026. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano. No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve, em 5,2% a previsão do IPCA em 2026, mas a estimativa será revista, por causa da recente queda da inflação. A próxima edição do documento será divulgada no fim deste mês. As previsões do mercado estão em linha com as da autoridade monetária. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 5,22%, acima do teto da meta, de 4,5%. Antes do início da guerra no Oriente Médio, as estimativas do mercado estavam em 3,95%. Crédito menos caro A redução da taxa Selic impulsiona a economia. Isso porque juros mais baixos barateiam o crédito e estimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas menores dificultam o controle da inflação. No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central reduziu para 1,8% a previsão de crescimento da economia em 2026. O mercado projeta crescimento um pouco mais baixo. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,76% do PIB em 2026. Há quatro semanas, a estimativa estava em 1,85% A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

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Procon dá dicas de como aproveitar a Black Friday com segurança e fugir de ciladas; veja

Com orientações do Procon Piracicaba, confira os cuidados essenciais para planejar as compras, evitar fraudes na internet e garantir seus direitos de consumidor À medida que a Black Friday se aproxima, cresce a expectativa para aproveitar grandes descontos em eletroeletrônicos, vestuário e serviços. No entanto, a data que promete promoções também exige atenção. Para evitar cair em propaganda enganosa ou em golpes na internet, o Procon Piracicaba recomenda planejamento e cuidado com ofertas milagrosas. A Black Friday é uma data que foi adotada pelo comércio brasileiro – importada dos EUA – com a proposta de oferecer descontos em produtos e serviços. Mas é preciso estar atento à propaganda enganosa. O principal cuidado para identificar se uma promoção é real é o acompanhamento prévio de preços. Segundo a coordenadora do Procon Piracicaba, Lúcia d’Avila, o planejamento é a ferramenta mais eficaz para o consumidor não ser enganado durante o evento. Para isso, confira os cuidados necessários para realmente conseguir bons descontos na Black Friday de 2026 e não se endividar: Monitore com antecedência: anote os preços dos produtos desejados semanas antes do evento. Isso ajuda a identificar se o desconto é real ou se o preço foi maquiado antes da data. Defina um orçamento máximo: para evitar gastos por impulso e possíveis dívidas, estabeleça um limite de gastos e liste apenas os itens de primeira necessidade ou que já estavam no seu planejamento financeiro. Com o aumento das compras via e-commerce, golpistas aproveitam o período para criar páginas falsas que imitam grandes varejistas. Por isso, tenha os seguintes cuidados: Consulte o histórico e reputação: antes de comprar em uma loja desconhecida, verifique plataformas de reclamação e listas de sites a serem evitados que o site da Fundação Procon São Paulo disponibiliza. Confira o endereço web (URL): acesse a loja digitando o endereço oficial diretamente no navegador. Evite clicar em links recebidos por e-mail, redes sociais ou aplicativos de mensagens (como WhatsApp). Verifique a razão social e CNPJ: lojas confiáveis exibem claramente no rodapé da página a razão social, CNPJ, endereço físico e canais de atendimento ao cliente. Cuidado ao pagar via Pix ou Boleto: em pagamentos via Pix ou boleto bancário, confira sempre quem é o beneficiário que aparece na tela antes de confirmar a transação. Se estiver em nome de uma pessoa física ou empresa diferente da loja, interrompa a compra. De acordo com Lúcia d’Avila, “saber o que a legislação garante é fundamental para exigir seus direitos caso algo dê errado”. Confira o que é garantido por lei: Nas compras realizadas fora do estabelecimento comercial (pela internet, telefone ou aplicativos), o consumidor tem até 7 dias corridos, a contar do recebimento do produto, para desistir da compra e receber o valor total de volta, sem necessidade de justificativa. As lojas físicas não são obrigadas a trocar produtos sem defeito (por motivo de cor, tamanho ou gosto), a menos que tenham prometido isso na hora da venda. Assim, guarde etiquetas e comprovantes caso a loja ofereça essa possibilidade. A empresa é obrigada a cumprir o prazo de entrega informado no momento da compra. O atraso configura descumprimento de oferta e garante a desistência da compra com a devolução do valor pago. Todos os produtos têm garantia prevista pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC): 30 dias para bens não duráveis e 90 dias para bens duráveis (como eletrodomésticos e eletrônicos), independentemente da garantia ofertada pelo fabricante ou lojista. Se houver o descumprimento da oferta, atraso na entrega ou cobrança indevida, tente contato primeiro com o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) do fornecedor, guardando todos os protocolos, comprovantes de pagamento e a oferta. Caso não haja solução com o SAC da empresa, o consumidor pode entrar em contato com o Procon de Piracicaba pelo telefone 151, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, para obter orientações, esclarecer dúvidas e, se for o caso, agendar um atendimento.   Foto: Divulgação/Prefeitura de Piracicaba

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Copom decide nesta quarta-feira (4) se corta ou mantém a Taxa Selic

Analistas de mercado acreditam em sexta redução seguida de juros O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) faz nesta quarta-feira (4) a penúltima reunião do ano. Mesmo com a alta recente do dólar, os analistas de mercado acreditam na sexta redução seguida de juros. Atualmente em 13,75% ao ano, a Taxa Selic, os juros básicos da economia, deve ser reduzida para 13,5% ao ano, segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do BC com instituições financeiras. A taxa ficou em 15%, no maior nível em quase 20 anos, de junho de 2025 a março deste ano. Diferentemente das pesquisas anteriores, que apostavam em mais um corte na reunião de dezembro, os analistas de mercado agora apostam na manutenção da Selic em 13,5% no próximo mês. A decisão será anunciada no início da noite desta quarta-feira. O Copom estará desfalcado porque os mandatos dos ex-diretores de Organização do Sistema Financeiro Renato Gomes e de Política Econômica Diego Guillen expiraram no fim de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva até agora não encaminhou as indicações dos substitutos ao Congresso Nacional. Na ata da reunião de setembro, o Copom reafirmou a cautela com a condução da política monetária em meio à pressão por demanda sobre a inflação. O documento, no entanto, foi divulgado antes dos efeitos da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o mercado financeiro. Além da instabilidade no câmbio, a inflação sofre com a pressão do petróleo e do aumento dos gastos públicos sobre os preços. Outro fator é o El Niño, que deve pressionar o preço dos alimentos nos próximos meses. Inflação Apesar de um repique em setembro, a inflação recuou em outubro. A prévia da inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) caiu pela metade e ficou em 0,32% no mês passado. No acumulado de 12 meses, a prévia, no entanto, subiu de 4,5% para 4,62%, acima do teto da meta de inflação. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) só divulgará o IPCA cheio de setembro no próximo dia 12. Segundo o último boletim Focus, a estimativa de inflação para este ano subiu de 5,19% para 5,22%, por causa do conflito no Oriente Médio e da alta recente do dólar. Isso representa inflação acima do teto da meta contínua estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Oficialmente, a meta está em 3%, podendo chegar a 4,5% por causa do intervalo de tolerância de 1,5 ponto. Taxa Selic A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, pretende conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic. Meta contínua Pelo sistema de meta contínua em vigor desde janeiro de 2025, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%. No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em novembro deste ano, a inflação desde dezembro de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em dezembro deste ano, o procedimento se repete, com apuração a partir de janeiro do mesmo ano. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano. No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve em 5,2% a previsão para o IPCA este ano, mas a estimativa pode ser revista caso a alta do dólar persista. A próxima edição do documento, que substituiu o Relatório de Inflação, será divulgada no fim de dezembro.   Fonte: Agência Brasil Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Site e aplicativo do Banco do Brasil apresentam instabilidade

BB esclarece que transações com cartões não foram afetadas Os canais digitais do Banco do Brasil, como o site e aplicativo de celular, apresentaram instabilidade na manhã desta terça-feira (3). Clientes do banco utilizaram as redes sociais para relatar dificuldade no acesso. Em alguns momentos, os aplicativos nem sequer forneceram a opção de fazer login. Em outros, mesmo digitando usuário e senha, o acesso não foi realizado. “Algo deu errado, tente novamente mais tarde”, informa a mensagem de erro no app. De acordo com o site Downdetector, que monitora problemas e interrupções em serviços digitais, como aplicativos de bancos, redes sociais, operadoras de telefonia, sites e plataformas de comércio eletrônico, os relatos passaram a surgir às 8h01, com pico de reclamações às 9h31, ao somar 6.237 registros. Entre as falhas registradas, 84% referem-se a acesso via aplicativo. Procurado pela Agência Brasil, o banco informou que “identificou intermitência em seus canais digitais e atua para normalizar o atendimento”. O Banco do Brasil esclarece ainda que não há impacto para as transações com cartão.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Mercado eleva projeção para inflação, juros e dólar em 2026

No primeiro Focus após eleições, estimativa do PIB recua para 1,76% O mercado financeiro elevou as projeções para a taxa básica de juros (Selic), a inflação e o dólar neste ano e reduziu, pela terceira semana consecutiva, a estimativa de crescimento da economia. Os dados constam do Boletim Focus, relatório semanal divulgado pelo Banco Central com projeções do mercado financeiro para inflação, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. Neste primeiro boletim após o resultado das eleições presidenciais, a projeção para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026 passou de 13,25% na semana passada para 13,5% – mesmo patamar estimado há quatro semanas. Atualmente, a Selic está em 13,75%, o que indica que o mercado ainda espera por um corte de 0,25 ponto percentual até o fim do ano. Para 2027 e 2028, as projeções para a Selic estão em 12,5% e 11%, respectivamente. A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Juros mais altos encarecem o crédito e ajudam a reduzir a demanda e os preços, mas podem frear a atividade econômica. Juros menores estimulam o consumo e os investimentos, favorecendo o crescimento, mas podem pressionar a inflação. Inflação Utilizado para medir a inflação oficial do país, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) também está entre as projeções do Boletim Focus. As estimativas do mercado financeiro para 2026 subiram de 5,19% há uma semana, para 5,22%. Há quatro semanas, a projeção para o IPCA era de 5,01%. Para 2027, o mercado projeta inflação de 4,76%. Para 2028, a expectativa é de 4%. A prévia da inflação oficial ficou em 0,32% em outubro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o IPCA-15 acumula alta de 4,62% em 12 meses, acima do teto da meta de inflação. A desaceleração em relação a setembro (0,70%) foi influenciada principalmente pela queda da energia elétrica residencial, após a adoção da bandeira tarifária verde no mês de outubro. A maior pressão de alta veio dos alimentos, com destaque para tomate (24,54%), cebola (13,63%), batata-inglesa (10,96%) e arroz (5,80%). Economia Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), soma dos bens e serviços produzidos no país, o mercado financeiro reduziu, pela terceira semana consecutiva, as projeções para 2026. Há uma semana, o mercado projetava crescimento de 1,8% para o PIB em 2026. Na atual edição do Boletim Focus, essa estimativa recuou para 1,76%. Para 2027, a expectativa é de crescimento de 1,2% e para 2028, 1,8%. Câmbio As projeções para a cotação do dólar ao final do ano subiram de R$ 5,05, há uma semana, para R$ 5,34. O mercado estima que, em 2027, a moeda norte-americana encerrará o ano cotada a R$ 5,40. Para 2028, a projeção se mantém em R$ 5,40.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Aneel mantém bandeira tarifária verde em novembro

Contas de energia não sofrem cobrança extra pelo segundo mês Pelo segundo mês consecutivo, as contas de luz não terão cobrança de tarifa extra, informou nesta sexta-feira (30) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A manutenção da bandeira verde permanece em novembro devido às condições favoráveis de geração. A bandeira tarifária verde voltou a vigorar em outubro, após cinco meses de bandeira amarela, que tem custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). “O aumento de chuvas nas regiões onde estão localizadas as principais usinas hidrelétricas traz equilíbrio nos reservatórios. Nesse cenário, não haverá necessidade de maior acionamento de termelétricas, cujo custo é mais elevado”, esclareceu a agência reguladora. Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o SIN gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias. As cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido. Os valores cobrados são os seguintes: – na bandeira amarela, com condições de geração menos favoráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos; – na bandeira vermelha, no Patamar 1, com condições mais custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora kWh consumido. – na bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais custosas, e a tarifa sofre acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido.   Fonte: Agência Brasil Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Dólar fecha a R$ 5,44 e registra maior alta semanal desde 2008

Ibovespa cai 18,12% na semana e tem pior resultado desde 2020 O mercado financeiro brasileiro encerrou outubro sob forte pressão, com disparada do dólar e queda acentuada da bolsa de valores. Nesta sexta-feira (30), a moeda estadunidense avançou cerca de 1% e fechou perto de R$ 5,45, enquanto o Ibovespa recuou 0,75%, aos 167,9 mil pontos. Na semana, o dólar acumulou valorização superior a 9%, a maior desde a crise financeira de 2008. O principal índice da B3 registrou a pior queda semanal desde março de 2020, no início da pandemia de covid-19. No plano nacional, o desempenho dos ativos foi marcado pelos ajustes do mercado após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelas incertezas sobre a política fiscal brasileira. No cenário internacional, a forte queda de ações de empresas tecnológicas e de inteligência artificial pressionou o dólar e as bolsas de outros países. Números do dia Dólar à vista: R$ 5,446 (+1,09%); Máxima do dólar no dia: R$ 5,463, por volta das 16h; Ibovespa: 167.921,80 pontos (-0,75%); Dólar na semana: +9,15%; Ibovespa na semana: -18,12%; Dólar em outubro: +5,27%; Ibovespa em outubro: -9,88%. Câmbio O dólar comercial fechou a sexta-feira em alta de 1,09%, cotado a R$ 5,446, no maior valor de fechamento de 2026. Durante a sessão, a moeda chegou a R$ 5,463, antes de reduzir parte dos ganhos. Na semana posterior ao segundo turno das eleições presidenciais, o dólar acumulou alta de 9,15%, movimento que representa a maior valorização semanal desde outubro de 2008, durante a crise financeira internacional. Em outubro, a moeda estadunidense avançou 5,27%. Com isso, passou a acumular valorização de 0,81% no ano. Parte da volatilidade registrada na primeira metade do pregão esteve relacionada à formação da Ptax de fim de mês, taxa calculada pelo Banco Central e utilizada como referência para a liquidação de contratos futuros de câmbio. A pressão sobre o real também foi influenciada pela reavaliação das posições dos investidores após o resultado eleitoral. A expectativa pela definição da equipe econômica do próximo governo e pela apresentação de medidas relacionadas às contas públicas manteve o mercado atento aos rumos da política fiscal brasileira. Outro fator foi a procura por proteção cambial antes do fim de semana prolongado pelo feriado de Finados, na segunda-feira (2). No mercado internacional, a moeda estadunidense voltou a subir, perante moedas de países emergentes, num dia marcado por turbulências ligadas a empresas de tecnologia. Bolsa acumula perdas O Ibovespa encerrou o pregão desta sexta-feira com queda de 0,75%, aos 167.921,80 pontos. O resultado representou o quinto pregão consecutivo de baixa do principal índice da Bolsa brasileira. Na semana, o indicador acumulou desvalorização de 18,12%, a maior desde março de 2020, quando havia recuado 18,88% em meio aos impactos iniciais da pandemia de covid-19. O desempenho mensal também foi negativo. Em outubro, o Ibovespa caiu 9,88%, o pior resultado desde junho de 2022, quando a perda havia sido de 11,5%. A pressão sobre as ações brasileiras ganhou força após a reeleição de Lula. No primeiro pregão depois do resultado eleitoral, na segunda-feira (26), a queda do índice acionou o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações diante de perdas expressivas. Ao longo da semana, a saída de recursos estrangeiros também contribuiu para a pressão sobre os ativos. Dados da B3 apontaram retirada líquida de quase R$ 7,6 bilhões do mercado secundário de ações nos três primeiros pregões da semana. Cenário externo Além das incertezas domésticas, o mercado brasileiro acompanhou um ambiente internacional desfavorável, marcado pela cautela dos investidores em relação às empresas de tecnologia dos Estados Unidos e às perspectivas para a inflação e os juros globais. Em Nova York, o índice S&P 500 encerrou a sessão com queda de 1,82%, refletindo parte das preocupações relacionadas aos resultados de grandes empresas de tecnologia e aos investimentos em inteligência artificial. No mercado de câmbio, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda estadunidense diante de uma cesta de seis divisas fortes, registrava alta de 0,01%, aos 101,890 pontos, às 17h31.   Fonte: Agência Brasil  

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Receita paga nesta sexta-feira (30) lote da malha fina do Imposto de Renda

Cerca de 184 mil contribuintes recebem R$ 531,6 milhões Cerca de 184 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências com o Fisco acertaram as contas com o Leão. A Receita Federal paga nesta sexta-feira (30) o lote da malha fina de outubro. O lote também contempla restituições residuais de anos anteriores. O pagamento será feito ao longo do dia. Ao todo, 184.442 contribuintes recebem R$ 531,6 milhões. Desse total, R$ 293,4 milhões vão para contribuintes com prioridade legal no reembolso. As restituições estão distribuídas da seguinte forma: – 121.531 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix (prioridade não prevista por lei); – 27.948 contribuintes de 60 a 79 anos (prioridade legal); – 16.665 contribuintes sem prioridade; – 8.827 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério (prioridade legal); – 5.424 contribuintes acima de 80 anos (prioridade legal); – 4.047 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave (prioridade legal). Aberta desde o dia 23, a consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones. Pagamento O pagamento será feito na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina. Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos). Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.   Fonte: Agência Brasil Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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