Dramaturgo lutava contra o Parkinson e teve carreira marcada por novelas de grande impacto na TV brasileira
O autor Manoel Carlos morreu neste sábado (10), aos 92 anos, no Rio de Janeiro. A morte foi confirmada por familiares. O dramaturgo tratava a doença de Parkinson, diagnosticada em 2019, que se agravou ao longo do último ano, afetando suas funções motoras e cognitivas. A causa do óbito não foi informada.
Internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, Manoel Carlos teve a morte confirmada por meio da produtora de sua filha, a atriz Júlia Almeida. Além dela, o autor deixa outra filha, a roteirista Maria Carolina. O velório será reservado à família e amigos próximos.
Antes de consagrar-se como autor, Manoel Carlos iniciou a carreira artística como ator. Aos 17 anos, em 1951, atuou na TV Tupi de São Paulo, no Grande Teatro Tupi. Em 1972, ingressou na TV Globo como diretor-geral do Fantástico, função que exerceu por três anos.
Sua estreia como novelista na emissora aconteceu em 1978, com Maria, Maria, exibida no horário das 18h. A partir de Baila Comigo (1981), consolidou-se como criador das célebres personagens Helena, protagonistas marcadas pela força dos laços familiares e, sobretudo, pelo amor materno.
Além das telenovelas, Manoel Carlos também teve atuação destacada em minisséries, como Presença de Anita (2001), adaptação da obra de Mário Donato. Sua última novela foi Em Família (2014), encerrando uma carreira considerada uma das mais importantes da história da televisão brasileira. (Renan Isaltino)
Foto: R7











