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Autor: Portal Veloz

PF prende Daniel Vorcaro em 3ª fase da Operação Compliance Zero

A terceira fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada no início da manhã desta quarta-feira (4) pela Polícia Federal (PF). Entre os presos está Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.  Nesta fase, os policiais investigam “possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”. A PF cumpre, desde cedo, quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos endereços ligados aos investigados nos estados de São Paulo e Minas Gerais. “As investigações contaram com o apoio do Banco Central do Brasil”. O STF determinou também afastamento de cargos públicos de alguns investigados, além de sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões. A medida tem por objetivo interromper “a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas”, informou a PF. * Colaborou Felipe Pontes.   Fonte: Agência Brasil Foto: Polícia Federal

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Câmara aprova regras para comercialização de remédios em supermercados

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (2) o Projeto de Lei 2158/23, que autoriza a instalação de um setor de farmácias no interior de supermercados – desde que em ambiente físico delimitado, segregado e exclusivo para a atividade. A proposta agora segue para sanção presidencial. Para o relator, deputado Dr. Zacharias Calil (União-GO), a medida facilita o acesso da população a drogarias, sobretudo em cidades de pequeno porte. “Existem dificuldades de acesso enfrentadas pelos consumidores que residem em pequenos municípios, nas regiões mais remotas do Brasil, devido à ausência de farmácias nesses locais”, argumentou o parlamentar. Já para a deputada Maria do Rosário (PT-RS) a medida, além de representar um risco e um incentivo à automedicação, cede aos interesses da indústria farmacêutica. “A pessoa que pega o medicamento vai pegar também pão”, disse. “É um absurdo. É ceder ao interesse e lobby dos segmentos vinculados aos grandes laboratórios”, completou. Entenda De acordo com o texto, embora a farmácia em questão possa operar sob a mesma identidade fiscal do supermercado ou por meio de contrato com drogaria licenciada e registrada nos órgãos competentes, ela terá que seguir as mesmas exigências sanitárias e técnicas vigentes, incluindo: presença obrigatória de farmacêuticos legalmente habilitados durante todo o horário de funcionamento da farmácia; dimensionamento físico e estrutura de consultórios farmacêuticos; recebimento, armazenamento, controle de temperatura, ventilação, iluminação e umidade adequados; rastreabilidade, assistência e cuidados farmacêuticos. O projeto de lei restringe a oferta de medicamentos em áreas abertas, comunicáveis ou sem separação funcional completa, como bancadas, estandes ou gôndolas externas ao espaço da farmácia ou drogaria. Controle especial Em casos de compra de medicamentos de controle especial, quando há retenção da receita médica, o texto determina que a entrega do remédio só aconteça após o pagamento. Tais medicamentos poderão ser transportados do balcão de atendimento da drogaria até o local de pagamento em embalagem lacrada, inviolável e identificável. Comércio eletrônico O projeto permite às farmácias licenciadas e registradas pelos órgãos competentes contratarem canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para fins de logística e entrega ao consumidor, desde que assegurado o cumprimento integral da regulamentação sanitária aplicável. Categoria Em nota, o Conselho Federal de Farmácia avaliou que o texto aprovado pela Câmara dos Deputados reduz danos, mantendo as exigências sanitárias já previstas no Senado, além de atender a pontos classificados como centrais e defendidos pela entidade. “O parecer aprovado reafirma que a instalação de farmácias em supermercados somente poderá ocorrer se forem farmácias completas, com espaço físico segregado, presença obrigatória de farmacêutico responsável técnico, cumprimento integral das normas sanitárias e fiscalização sanitária.” O comunicado reforça que, conforme o texto, não há autorização para venda de medicamentos em gôndolas ou caixas comuns de supermercado. “Além disso, foram rejeitadas emendas que previam assistência farmacêutica remota em pequenos municípios, preservando a exigência de presença física do farmacêutico”. “O debate em Plenário concentrou-se na necessidade de equilibrar acesso, concorrência e proteção à saúde pública. Com a manutenção das exigências estruturais e da presença obrigatória do farmacêutico, o texto aprovado mantém o modelo sanitário defendido pelo conselho”, concluiu a entidade. Contraponto Dias antes da aprovação, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) recomendou a rejeição de qualquer proposta legislativa que disponha sobre a venda de medicamentos em supermercados. “O projeto autoriza supermercados e estabelecimentos similares a dispensarem medicamentos isentos de prescrição, o que, pela avaliação do plenário do CNS, pode desencadear interesses comerciais acima do cuidado à saúde das pessoas, do acesso racional e seguro dos medicamentos e à segurança e o bem-estar da população”, avaliou a entidade em nota. Em dezembro, o Ministério da Saúde também se posicionou contrário ao texto. Para a pasta, a medida compromete o alcance do eixo estratégico 13 da Política Nacional de Assistência Farmacêutica, que prevê a promoção do uso racional de medicamentos, por intermédio de ações que orientem a prescrição, a dispensação e o consumo. “Medicamentos, mesmo aqueles isentos de prescrição, possuem riscos. Seu uso sem orientação adequada pode levar a diversos problemas como a automedicação inadequada, resultando em interações medicamentosas, intoxicações, agravamento de doenças não diagnosticadas e mascaramento de sintomas importantes. Essa prática dificulta o tratamento adequado podendo colocar em risco a saúde do cidadão, comprometendo a saúde pública”. *Com informações da Agência Câmara   Fonte: Agência Brasil

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Economia brasileira cresce 2,3% em 2025, revela IBGE

A economia brasileira cresceu 0,1% no quarto trimestre de 2025 na comparação com o terceiro trimestre. Com esse desempenho, o ano de 2025 fechou com expansão de 2,3%. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento. O resultado do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) foi divulgado na manhã desta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 12,7 trilhões, no ano passado. Já o PIB per capita ─ valor do PIB dividido pela população do país ─ alcançou R$ 59.687, crescimento real (descontada a inflação) de 1,9% na comparação com 2024. Tanto o PIB corrente quanto o per capita estão no maior patamar já calculado pela série histórica do IBGE, iniciada em 1996. Veja o comportamento da economia brasileira nos últimos cinco anos com crescimento: 2021: 4,8% 2022: 3% 2023: 3,2% 2024: 3,4% 2025: 2,3% Destaques O PIB pode ser calculado pela ótica da produção (análise do desempenho das atividades econômicas) ou do consumo (gastos e investimentos). Em uma avaliação pela perspectiva da produção, os dados mostram que todas as atividades apresentaram expansão, com destaque para a agropecuária. Agropecuária: 11,7% Serviços: 1,8% Indústria: 1,4% O crescimento da agropecuária é explicado, principalmente, pelo aumento na produção e ganhos na produtividade de várias culturas, como o milho (23,6%) e a soja (14,6%), que alcançaram recordes em 2025. Na indústria, o destaque foi a extração de petróleo e gás, que colaborou para que o valor adicionado das indústrias extrativas fechasse o ano com alta de 8,6%. A construção ficou estável, com variação positiva de 0,5%. O setor de serviços mostrou aquecimento, segundo o IBGE, com crescimento em todas as atividades: informação e comunicação (6,5%), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,9%), transporte, armazenagem e correio (2,1%), outras atividades de serviços (2,0%), atividades imobiliárias (2,0%), comércio (1,1%) e administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,5%). O desempenho da agropecuária teve peso de 32,8% do crescimento do PIB em 2025. As quatro atividades que mais contribuíram para a expansão da economia, agropecuária, indústria extrativa, outras atividades de serviço, e informação e comunicação, somaram 72% do crescimento do PIB do ano passado. Consumo das famílias Pelo lado do consumo, o segmento consumo das famílias cresceu 1,3% em 2025, empurrado pela melhora no mercado de trabalho, o aumento do crédito e os programas governamentais de transferência de renda. Apesar de estar no campo positivo, o desempenho representa desaceleração em relação ao crescimento de 2024, quando o segmento avançou 5,1%. A explicação para perda de ritmo, segundo o IBGE, está principalmente na política monetária contracionista, ou seja, patamar alto de juros. O consumo do governo cresceu 2,1% em 2025. A Formação Bruta de Capital Fixo, isto é, o volume de investimentos, cresceu 2,9% em 2025. O desempenho foi puxado pelo aumento da importação de bens de capital (máquinas e equipamentos) e pelo desenvolvimento de software, além da alta na indústria da construção. A taxa de investimento em 2025 foi de 16,8% do PIB, contra 16,9% em 2024. A taxa de poupança, por sua vez, foi de 14,4% em 2025, ante 14,1% em 2024. Último trimestre A variação de 0,1% no quarto trimestre em comparação com o terceiro trimestre revela que, pela ótima do consumo, os serviços e a agropecuária cresceram 0,8% e 0,5%, respectivamente. Já a Indústria recuou 0,7%. Pela ótica da despesa, o consumo do governo cresceu 1%, enquanto o das famílias ficou estável (0%). A Formação Bruta de Capital Fixo recuou 3,5%. “O PIB ficou estável em relação ao terceiro trimestre, mesmo com a queda nos investimentos, por conta da estabilidade do consumo das famílias e do crescimento no consumo do governo”, disse a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis. Aperto monetário O aperto monetário que fez o PIB desacelerar em 2025 se refere à alta taxa de juros. Em setembro de 2024, preocupado com a trajetória da inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) iniciou uma escalada da taxa básica de juros da economia, a Selic, então em 10,5% ao ano, elevando-a até 15% em junho de 2025, assim permanecendo até os dias atuais. A meta de inflação do governo é de 3% no acumulado de 12 meses, com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o número oficial da inflação, chegou a ficar 13 meses fora do intervalo de tolerância, o que inclui praticamente todo o ano de 2025. A Selic influencia todas as demais taxas de juros do país e, quando elevada, age de forma restritiva na economia, ou seja, encarece operações de crédito e desestimula investimentos e consumo. O impacto esperado é a menor procura por produtos e serviços, esfriando a inflação. O efeito colateral é que a economia em marcha lenta tende a diminuir a geração de empregos. Apesar da pressão restritiva, 2025 terminou com o menor percentual já registrado na taxa de desemprego, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O que é o PIB O PIB é o conjunto de todos os bens e serviços produzidos em uma localidade em determinado período. Com o dado, é possível traçar o comportamento da economia do país, estado ou cidade, assim como fazer comparações internacionais. O PIB é calculado com o auxílio de diversas pesquisas setoriais, como comércio, serviços e indústria.  Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Dessa forma, levam em consideração também os impostos cobrados. O PIB ajuda a compreender a realidade de um país, mas não expressa fatores como distribuição de renda e condição de vida. É possível, por exemplo, um país ter PIB alto e padrão de vida relativamente baixo, assim como pode haver nação com PIB baixo e altíssima qualidade de vida.   Fonte: Agência Brasil

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Netanyahu afirma que ofensiva contra o Irã será intensificada

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou neste domingo (1º) que a ofensiva militar contra o Irã, iniciada no último sábado (28), vai ser intensificada. “Nossas forças estão avançando no coração de Teerã com intensidade crescente, e isso só se intensificará ainda mais nos próximos dias.” Os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã já deixaram centenas de mortos e feridos. Entre as vítimas, o Ministério da Educação do Irã inclui 153 meninas mortas e 95 feridas em um bombardeio aéreo a uma escola em Minab, no sul do país. Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou neste domingo o lançamento de um ataque contra o território israelense e pelo menos 27 bases americanas na região do Oriente Médio. Netanyahu reconheceu o custo humano do conflito para a população israelense, e citou ataques contra duas cidades do país: Tel Aviv e Beit Shemesh. Benjamin Netanyahu classificou o momento como “dias dolorosos” e prestou condolências às famílias das vítimas. Por fim, desejou uma rápida recuperação aos feridos. Queda do regime O político israelense usou sua conta na rede social X para comentar os últimos desdobramentos da campanha militar contra o país persa. “Acabei de sair de uma reunião com o Ministro da Defesa, o Chefe do Estado-Maior e o chefe do Mossad [Instituto de Inteligência e Operações Especiais de Israel]. Dei instruções para a continuação da campanha”, publicou o líder israelense. O premiê destacou a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. “Ontem [28], eliminamos o ditador Khamenei. Juntamente com ele, eliminamos dezenas de figuras importantes do regime opressor.” Aliança militar com os EUA Em vídeo publicado, o mandatário israelense diz que tem mobilizado todo o poder das Forças de Defesa de Israel, “como nunca antes, para garantir a existência do país no futuro”. Além disso, ressaltou a parceria com os Estados Unidos e seu presidente, Donald Trump, a quem chama de amigo. “Essa combinação de forças nos permite fazer o que eu venho esperando fazer há 40 anos: atacar o regime terrorista em cheio. Eu prometi, e nós vamos cumprir”.   Fonte: Agência Brasil Foto: Frame/ X/Benjamin Netanyah

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Feirão reúne em SP empresas para negociação de dívidas de consumidores

A partir desta segunda-feira (23), duas mil empresas estarão reunidas para facilitar a renegociação de dívidas com descontos de até 99% na 35ª edição do Feirão Serasa Limpa Nome. Serão 620 milhões de ofertas disponíveis em todo o a país, contemplando dívidas com bancos, financeiras, empresas de contas básicas, como água, luz e gás, operadoras de telefonia, securitizadoras e diversos outros segmentos, com oportunidade de quitação via Pix, garantindo a baixa da negativação instantânea e o nome limpo na hora, além da possibilidade de reflexo positivo imediato no Serasa Score. Para negociar as dívidas o consumidor pode acessar o site do Serasa, o aplicativo nas lojas do Google Play e da App Store, ou pelo Whatsapp no número oficial (11) 99575-2096. Quem preferir o atendimento presencial pode ir em qualquer agência dos Correios em todo o país com um documento oficial com foto. As condições são as mesmas do site e do aplicativo da Serasa. As negociações podem ser feitas até o dia 1º de abril. O objetivo do Feirão é conter a alta da inadimplência, que atinge a marca histórica de 81,3 milhões de consumidores com débitos negativados neste início de ano. O número representa um aumento de 71.317 pessoas em relação a dezembro de 2025. Atualmente, o país soma 327 milhões de débitos ativos, que totalizam R$ 524 bilhões em dívidas. Entre os principais segmentos responsáveis pelas pendências financeiras estão bancos e cartões de crédito (26,3%), contas básicas (22%) e empresas financeiras (19,8%). “A inadimplência não é apenas um reflexo de atrasos pontuais, mas de um contexto econômico que pressiona o orçamento das famílias e dificulta o planejamento financeiro de longo prazo. Por isso, o Feirão vai além da negociação de dívidas e pode ser o primeiro passo de uma jornada de educação financeira, ao permitir que o consumidor entenda sua situação, renegocie compromissos em condições mais justas e volte a planejar o futuro com mais clareza”, disse a diretora da Serasa, Aline Maciel. Segundo a Serasa, na última edição do Feirão Serasa Limpa Nome, realizada entre novembro e dezembro do ano passado, foram fechados mais de 10,2 milhões de acordos.   Fonte: Agência Brasil

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OAB cita “natureza perpétua” e pede fim de inquérito das fake news

Em ofício encaminhado nesta segunda-feira (23) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu o encerramento de investigações de “duração indefinida”, em especial o chamado “inquérito das fake news”. O documento é assinado pelo presidente, Beto Simonetti, e demais integrantes do Conselho Federal da OAB, bem como pelos presidentes das 27 secções estaduais e distrital da entidade. O texto expressa “extrema preocupação institucional com a permanência e conformação jurídica de investigações de longa duração, em especial do Inquérito n.º 4.781 [fake news]”. O texto pede “que sejam adotadas providências voltadas à conclusão dos chamados inquéritos de natureza perpétua, em especial daqueles que, por sucessivos alargamentos de escopo e prolongamento temporal, deixam de ostentar delimitação material e temporal suficientemente precisa”. O inquérito das fake news foi aberto em 2019 por ordem do então presidente do Supremo, Dias Toffoli, de ofício, isto é, sem provocação externa, seja do Ministério Público ou de qualquer outra instituição ou pessoa. O ministro Alexandre de Moraes foi então escolhido como relator, sem sorteio ou distribuição regular. Na ocasião, a medida, considerada incomum, em especial devido à maneira como foi definida a relatoria, foi justificada como sendo necessária para apurar ameaças e ataques virtuais que tinham os ministros do Supremo como alvo. Ao longo dos anos, contudo, foram abertas dezenas de linhas de investigação contra centenas de pessoas, com inúmeras prorrogações do prazo para o encerramento do processo. No ofício, a OAB reconhece que o inquérito “nasceu em contexto excepcional”, e que por isso seus procedimentos heterodoxos acabaram sendo validados pelas instituições em “circunstâncias extraordinárias”, mas que por esse mesmo motivo a apuração deve ser conduzida “com estrita observância da excepcionalidade que lhe deu origem”. “O Inquérito n.º 4.781, instaurado em março de 2019, aproxima-se de sete anos de tramitação, o que, por si só, recomenda exame cuidadoso sob a ótica da duração razoável dos procedimentos e da necessária delimitação de seu objeto”, observa o texto. A OAB apresenta ainda como justificativa para o pedido de encerramento do processo os “relatos recentes sobre a inclusão, no âmbito do mesmo procedimento, de pessoas e fatos que, embora possam merecer apuração rigorosa por canais próprios, não se apresentam de forma imediatamente aderente ao núcleo originário que justificou a instauração do inquérito”. O texto faz referência indireta à operação deflagrada neste mês pela Polícia Federal (PF), por ordem de Moraes, no âmbito desse inquérito, contra quatro servidores da Receita Federal que foram apontados como suspeitos de vazar informações fiscais sigilosas de ministros do Supremo e seus familiares. Em decisão sigilosa, foram determinadas medidas como uso de tornozeleira eletrônica e afastamento das funções. O ofício menciona ainda o “tom intimidatório” que, ao ver da OAB, é alimentado pela persistência de um quadro de pouca clareza quanto ao objeto e à duração de inquéritos como o das fake news, algo que seria “incompatível com o espírito democrático, republicano e institucional consagrado pela Constituição de 1988”. A ordem cita ainda ser indispensável proteger o livre exercício profissional de jornalistas e advogados, conforme proteção conferidas pela Constituição a esses profissionais. “A advocacia não pode atuar sob ambiente de incerteza quanto aos limites da atuação investigativa estatal, sobretudo em temas que envolvam sigilo profissional, acesso a dados e preservação da confidencialidade da relação entre defensor e constituinte”, afirma o documento. Ao final, a OAB solicita que seja marcada uma audiência com Fachin para que tais preocupações sejam expostas em pessoa pelos representantes da ordem.   Fonte: Agência Brasil

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Ministérios repudiam ato de machismo contra árbitra no Brasileirão

Os Ministérios das Mulheres e do Esporte disseram repudiar com veemência as declarações do zagueiro Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino, e manifestaram solidariedade à árbitra Daiane Muniz, que apitou o jogo do time contra o São Paulo, nas quartas de final do Campeonato Paulista, neste sábado (21). O Red Bull Bragantino perdeu por 2 a 1 na partida apitada por por Muniz. Após a partida, o zagueiro disse que uma mulher não deveria apitar um jogo envolvendo grandes times. Ele alegou que o Bragantino foi prejudicado pela arbitragem. “Muniz é uma árbitra FPF/CBF/FIFA altamente qualificada e um homem na mesma posição jamais seria desqualificado pelo fato de ser homem. Ainda que houvesse discordância sobre sua atuação, sua competência não seria questionada por ser homem. Esse é o ponto central que precisa ser enfrentado”, diz a nota conjunta. Os ministérios destacam ainda que o respeito às mulheres é inegociável e que mulheres devem estar onde quiserem: no campo, na arbitragem, na gestão, na imprensa ou em qualquer outro espaço. Ser mulher não diminui competência, autoridade ou capacidade. “Seguiremos firmes na promoção da igualdade e no enfrentamento de qualquer forma de discriminação no esporte brasileiro. Vamos acompanhar atentamente os desdobramentos do caso na Justiça Desportiva, confiando na apuração dos fatos e na responsabilização cabível”, ressaltam as pastas. Nota da FPF A Federação Paulista de Futebol afirmou que recebeu a entrevista do atleta com profunda indignação e revolta e que a declaração em relação à árbitra Daiane Muniz reflete uma visão primitiva, machista, preconceituosa e misógina, incompatível com os valores que regem a sociedade e o futebol. “É absolutamente estarrecedor que um atleta, em qualquer circunstância, questione a capacidade de um árbitro com base em seu gênero. A FPF tem orgulho de contar em seu quadro com 36 árbitras e assistentes e continua trabalhando ativamente para que este número cresça”, diz a nota publicada no site da instituição. A FPF destaca que Daiane Muniz é uma árbitra FPF/CBF/FIFA “da mais alta qualidade técnica, correta e de caráter” e que reforça todo apoio a ela e a todas as mulheres que atuam ou desejam atuar em qualquer área do futebol. “Nosso trabalho diário é para garantir que o futebol seja um ambiente seguro e justo para todas as mulheres. A FPF encaminhará tais declarações à Justiça Desportiva, para que esta tome todas as providências cabíveis”. Pedido de desculpas Em sua manifestação no site do clube, o Red Bull Bragantino reforçou o pedido de desculpas a todas as mulheres e, principalmente, à árbitra, dizendo que não compactua e repudia a fala machista do zagueiro. “Ainda no estádio, o jogador e o diretor esportivo do clube, Diego Cerri, se dirigiram até o vestiário da arbitragem para pedir desculpas pessoalmente em nome da instituição e reconhecer o erro. Sabemos que o peso de uma eliminação é frustrante, mas nada justifica o que foi dito. Seja no futebol ou em qualquer meio da sociedade. O clube vai estudar nos próximos dias a punição que será aplicada ao atleta”. Em suas redes sociais Marques escreveu um pedido de desculpas e disse que estava com a cabeça quente e muito frustrado com resultado obtido pela equipe e acabou falando o que não deveria nem podia. O jogador disse estar muito triste, que espera sair desse episódio sendo uma pessoa melhor e promete aprender com esse erro. “Isso não justifica minha atitude e peço desculpas a todas as mulheres e em especial a Daiane, o que já fiz pessoalmente no estádio. Reconheço meu erro e a infelicidade da minha declaração”.   Fonte: Agência Brasil Foto: Ari Ferreira/Red Bull Bragantino

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Dezenove estados e DF têm em 2025 o menor desemprego já registrado

Dezenove estados e o Distrito Federal (DF) fecharam o ano de 2025 com a menor taxa de desemprego registrada na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o país como um todo, o ano de 2025 terminou com taxa de desemprego de 5,6%, a menor já registrada na série histórica iniciada em 2012, conforme anunciou o IBGE no fim de janeiro. A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal. Mínimas históricas As unidades da federação (UF) que alcançaram a taxa mínima de desemprego foram: Mato Grosso: 2,2% Santa Catarina: 2,3% Mato Grosso do Sul: 3% Espírito Santo: 3,3% Paraná: 3,6% Rio Grande do Sul: 4% Minas Gerais: 4,6% Goiás: 4,6% Tocantins: 4,7% São Paulo: 5% Paraíba: 6% Ceará: 6,5% Pará: 6,8% Maranhão: 6,8% Distrito Federal: 7,5% Amapá: 7,9% Sergipe: 7,9% Rio Grande do Norte: 8,1% Amazonas: 8,4% Bahia: 8,7% Apesar de não ter vivenciado queda na taxa de desemprego, Rondônia fechou o ano em 3,3%, quarto menor índice do país. O recorde de mínima da desocupação do estado do norte foi 3,1%, em 2023. De todos os estados que atingiram os menores índices de desemprego em 2025, o único que não apresentou queda na comparação com 2024 foi o Amazonas, que repetiu a marca de 8,4%. Doze UFs abaixo da média Os dados consolidados de 2025 revelam que das 27 UFs, 12 ficaram abaixo da média nacional (5,6%); e 15 superam o desemprego médio no país. Três estados do Nordeste apresentam as maiores desocupações. Veja o ranking: Mato Grosso: 2,2% Santa Catarina: 2,3% Mato Grosso do Sul: 3,0% Espírito Santo: 3,3% Rondônia: 3,3% Paraná: 3,6% Rio Grande do Sul: 4,0% Goiás: 4,6% Minas Gerais: 4,6% Tocantins: 4,7% São Paulo: 5,0% Roraima: 5,1% Média Brasil: 5,6% Paraíba: 6,0% Ceará: 6,5% Acre: 6,6% Maranhão: 6,8% Pará: 6,8% Distrito Federal: 7,5% Rio de Janeiro: 7,6% Sergipe: 7,9% Amapá: 7,9% Rio Grande do Norte: 8,1% Alagoas: 8,3% Amazonas: 8,4% Bahia: 8,7% Pernambuco: 8,7% Piauí: 9,3% Informalidade A pesquisa do IBGE permite identificar desigualdades no nível de informalidade do mercado de trabalho ao longo do país. Enquanto o país terminou 2025 com informalidade de 38,1%, 18 estados ficaram acima dessa marca, com destaque negativo para as regiões Norte e Nordeste. Na informalidade, trabalhadores não têm garantidos direitos como cobertura previdenciária, 13º salário, seguro-desemprego e férias, por exemplo. Veja o nível de informalidade nas UFs: Maranhão: 58,7% Pará: 58,5% Bahia: 52,8% Piauí: 52,6% Ceará: 51% Amazonas: 50,8% Paraíba: 49% Sergipe: 48,2% Pernambuco: 47,8% Alagoas: 47,5% Rondônia: 46,1% Acre: 45,2% Amapá: 44,2% Roraima: 40,3% Tocantins: 39,7% Espírito Santo: 39% Rio Grande do Norte: 39% Rio de Janeiro: 38,5% Média Brasil: 38,1% Minas Gerais: 36,8% Mato Grosso: 36,3% Goiás: 35,1% Mato Grosso do Sul: 32,1% Paraná: 31,6% Rio Grande do Sul: 31,4% São Paulo: 29% Distrito Federal: 27,3% Santa Catarina: 26,3% O IBGE aponta ainda que o DF e oito estados fecharam o ano com rendimento mensal do trabalhador acima da média do país (R$ 3.560). O DF lidera com sobra o ranking, explicado pelo grande contingente de funcionários públicos na capital federal, que conseguem uma remuneração acima da média da iniciativa privada. Distrito Federal: R$ 6.320 São Paulo: R$ 4.190 Rio de Janeiro: R$ 4.177 Santa Catarina: R$ 4.091 Paraná: R$ 4.083 Rio Grande do Sul: R$ 3.916 Mato Grosso do Sul: R$ 3.727 Mato Grosso: R$ 3.688 Goiás: R$ 3.628 Média Brasil: R$ 3.560 Espírito Santo: R$ 3.497 Roraima: R$ 3.438 Rondônia: R$ 3.362 Minas Gerais: R$ 3.350 Tocantins: R$ 3.129 Amapá: R$ 3.089 Rio Grande do Norte: R$ 3.003 Sergipe: R$ 2.855 Acre: R$ 2.794 Amazonas: R$ 2.733 Pernambuco: R$ 2.666 Paraíba: R$ 2.577 Piauí: R$ 2.561 Alagoas: R$ 2.531 Pará: R$ 2.508 Ceará: R$ 2.394 Bahia: R$ 2.284 Maranhão: R$ 2.228 Ao fazer comentários sobre a Pnad, o analista da pesquisa, William Kratochwill, explica que a mínima histórica em 2025 “decorre do dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionados pelo aumento do rendimento real”.   Fonte: Agência Brasil Foto: Prefeitura de Santa Bárbara

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Ministro do STF autoriza PF a retomar investigação do caso Master

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (19), em Brasília, autorizar a Polícia Federal (PF) a retomar as investigações sobre fraudes no Banco Master. A decisão foi tomada uma semana após o ministro Dias Toffoli deixar o comando do caso e Mendonça assumir a relatoria do inquérito que tramita na Corte. Segundo Mendonça, a PF poderá retomar as perícias e outras diligências necessárias como a coleta de depoimentos. “A adoção do fluxo ordinário de trabalho pericial da instituição [e] a realização de diligências ordinárias que se façam eventualmente necessárias – como, por exemplo, a oitiva de investigados e testemunhas nas dependências da Polícia Federal – estão autorizadas”, decidiu o ministro. Perícias Mendonça também autorizou a PF a compartilhar internamente as informações da investigação para agilizar o trabalho de perícia. A Polícia Federal informou ao ministro que está realizando perícia em cerca de 100 dispositivos eletrônicos e pediu que o material seja compartilhado com outras áreas da corporação para finalizar o trabalho. De acordo com a PF, somente um perito levaria cerca de 20 semanas para verificar o material apreendido. Ao analisar o pedido, Mendonça autorizou o compartilhamento de informações dentro da PF, mas disse que o sigilo deverá ser mantido. “Somente as autoridades policiais e agentes diretamente envolvidos na análise e condução dos procedimentos reciprocamente compartilhados é que devem ter conhecimento das informações acessadas, o que lhes impõe o dever de sigilo profissional, inclusive em relação aos superiores hierárquicos e outras autoridades públicas”, completou. Antes da decisão do ministro André Mendonça, o antigo relator, Dias Toffoli, indicou os peritos que deveriam realizar as perícias e restringiu o acesso aos dados. Novas investigações Por fim, Mendonça decidiu que a PF só poderá iniciar novas investigações sobre o Master após sua autorização. “A instauração de qualquer nova investigação ou inquérito deve, antes, ser expressa e fundamentadamente requerida a este relator, devendo-se aguardar a respectiva deliberação a respeito, caso a caso”, finalizou.   Fonte: Agência Brasil Foto: PF

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Corinthians é eficiente e derrota Athletico na Arena da Baixada

O Corinthians foi mostrou mais eficiência e derrotou o Athletico-PR por 1 a 0, na noite desta quinta-feira (19) na Arena da Baixada, em Curitiba, em partida atrasada da 2ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o triunfo fora de casa, o Timão alcançou os seis pontos, assumindo a 5ª posição da classificação. Já o Furacão perdeu a oportunidade de assumir a liderança isolada da competição. Após o revés, a equipe paranaense permanece com seis pontos, na 6ª colocação. Em uma partida muito disputada, o gol da vitória saiu aos 19 minutos do primeiro tempo, quando o meio-campista argentino Rodrigo Garro acertou uma bomba da entrada da área que foi morrer no ângulo do gol defendido por Santos.   Fonte: Agência Brasil Foto: Rodrigo Coca / Corinthians

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